45) A Transfiguração
 
(e Mt 17:1-13; Lc 9:27-36)
 
No tópico anterior, temos aprendido que o Senhor Jesus foi rejeitado como Messias de Israel. Por que será que o povo não gostou dele, visto que esperava pelo Messias? Is 53:1-3). 
Depois que Sua rejeição ficou evidente, Ele revelou a fundação da Igreja, edificada sobre Ele, o Filho do Deus vivo. Nessa ocasião, Ele se nomeia "o Filho do Homem”, que teria de passar por sofrimento e morte, mas que voltaria em grande poder e glória. Alguns dos que com Ele ali estavam não provariam a morte sem que vissem, ainda neste corpo, a glória celestial do Seu reino vindo "com poder" (Marcos 9:1). A transfiguração do Senhor, no monte, foi, pois, o cumprimento dessa promessa. Por essa razão, a transfiguração, em todos os evangelhos, aparece logo depois que o Senhor anuncia a revelação de Sua glória (Mc 9:1-2; Mt 16:28; 17:1 e especialmente Lucas: "E aconteceu que, quase oito dias depois destas palavras" Lc 9:27-28). Aquilo que aconteceu lá no monte foi, portanto, um símbolo da glória do futuro Reino de Cristo na terra, que virá em poder. A1í no monte, aquele Cristo que sempre andava em humildade, de repente foi visto em majestade; "o Seu rosto resplandecia como o sol", que é a figura do Rei (Mt 17:2 - compare com isso a profecia referente à sua aparição como Rei, em *Malaquias 4:2 e a sua descrição como juiz, em Apocalipse 1:16). Ao lado de Cristo em sua glória celeste como rei, apareceram, lá no monte, Moisés e Elias. Eles são representantes da lei e da profecia em Israel. Simultaneamente Moisés era o mediador da Antiga Dispensação, e Elias uma figura daquele que restaurou o povo rebelde, para a Nova Aliança. Note que ambos são, também, mencionados no final do Velho Testamento: Mal 4:4-6! Agora que Cristo está prestes a se defrontar com Sua plena rejeição e cruz, e que Israel, como o povo da aliança de Deus, será posto de lado devido à sua incredulidade, aparecem Moisés e Elias, vindos do além, e falam com Cristo, sobre a morte dEle (Lc 9:31). Desta morte dependia agora tudo, também para Israel. Uma nova glória, a celestial, está ligada com a morte de Cristo, e é vista aqui na transfiguração. 
Ao lado de Moisés e Elias, que vieram do além, dos quais um morrera, o outro fora transladado, estavam também com o Senhor: 
João, Tiago e Pedro, no monte da transfiguração. Estes três, Tiago, Pedro e João, que mais tarde estiveram com•o Senhor no Getsêmani, eram também todos reputados "colunas": GI 2:9. O que temos aqui são santos celestiais (os justos da Velha Dispensação) e santos terreais, congregados aqui na terra, em tomo desse Messias glorificado, tal qual será o caso do reino de mil anos. Pedro estava sobremodo feliz, e disse: "Mestre, bom é estarmos aqui e que façamos três tendas, uma será tua...” etc. Mas o tempo de fazer tendas e de descansar não tinha chegado ainda (Mq 2:10). Primeiro, Cristo teria de suportar a cruz, por meio da qual o pecado seria removido. 
Somente no reino milenário, do qual a festa das tendas (festas dos Tabernáculos) é uma alegoria (Lv 23:39-44), é que se poderá fazer tendas em Israel e descansar nelas (Zc 14:9,16; Mq 4:4-6). Não foi também correto que Pedro colocasse Moisés e Elias no mesmo nível do Senhor. Logo apareceu uma nuvem luminosa, figura da morada ou da presença do Deus. Foi numa nuvem que Jeová havia guiado o povo de Israel durante 40 anos pelo deserto, e os havia protegido, e, de quando em quando, enchera o santo dos santos, na tenda da congregação. Esta nuvem luminosa envolveu os discípulos, e de dentro dela Deus falava, já não mais como o Jeová, mas como Pai. Deus falava como o Pai do Senhor Jesus Cristo, confirmando-lhes ser este o Seu Filho, com O qual também estavam unificados. Eles presenciaram como Deus, o Pai, glorificou o Seu Filho, aquele que na condição de "Filho do Homem" teve de aqui sofrer e ser morto; Ele, que na qualidade de Messias fora rejeitado pelo seu povo. De dentro da nuvem luminosa, que aqui pode ser comparada com o lar celestial, ouvem a voz do Pai dizendo "Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; a Ele ouvi! " Todo o restante se desvanece. Só o Senhor Jesus é o prazer de Deus. Do Senhor Jesus e da sua cruz depende o cumprimento dos planos e decretos de Deus. 
[Na verdade não vemos no Monte da Transfiguração a Igreja. Trata-se, muito mais, de uma figura do reino futuro aqui na terra. Na comunhão, contudo, que os três discípulos gozaram com o Senhor Jesus, o Filho de Deus, e com o Pai, que de Sua morada lhes falou acerca do Filho, nos é demonstrado qual é a porção daqueles que constituem a Igreja: 
Comunhão com o Pai e com o Filho: I Jo 1:3-4]. 
A transfiguração do Senhor, lá no monte, contribuiu para o fortalecimento da fé dos discípulos (pois logo seguiriam Getsêmani e Gólgota). Contribuiu também como consolidação para o ministério deles depois da ressurreição do Senhor, porque esta foi para eles uma confirmação das promessas do Velho Testamento que dizem respeito ao reino futuro do Messias (* 2 Pe 1:16-19). 
Enquanto o Senhor Jesus estivesse aqui, não tendo ainda lançado - por meio da Sua morte - a base para aquela glória da qual lá no monte haviam visto uma fraca figura, enquanto isso, os discípulos não deviam falar a ninguém a respeito da transfiguração. 
Para nós também: o caminho que leva à glória passa pelo Gólgota. Somente a morte de Jesus nos leva para lá. Enquanto estivermos aqui no mundo a nossa parte é seguir ,ao Senhor em resignação. Também os discípulos tiveram de descer, com o Senhor, do monte da transfiguração para o vale, onde lutas e sofrimentos os esperavam. 
 
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