Presbíteros e Diáconos

Estudo em 1 Timóteo 3

Bispos (Presbíteros - Anciãos)

Qualificações Citadas (1 Timóteo 3: 1-7)

O segundo elemento do mandamento dado a Timóteo para a preservação do testemunho trata das qualificações que devem ter aqueles que exercerão autoridade na igreja local. Certas qualidades morais e espirituais estarão em evidência em homens capacitados para esta tarefa. Tais homens, pelo seu trabalho e caráter, tem uma parte vital no testemunho para Deus.


1. O trabalho é descrito como "episcopado" (episkope). Isto não destaca uma posição, mas o trabalho envolvido. Thayer mostra que o substantivo significa "inspeção, visitação, e o verbo cognato tem vários sentidos, como considerar, examinar, superintender, cuidar, interessar-se por." Todos estes significados têm, como idéia básica, vigilância e observação.
Dentro do contexto imediato, os seguintes pontos devem ser notados:

a. O trabalho em questão é definido por duas palavras. A primeira é "terá cuidado" (v. 5), e a segunda é o particípio traduzido "governam bem", de 5:17. As palavras revelam a natureza das responsabilidades no trabalho de um bispo.

b. O fato de que só os homens são contemplados para assumir estas responsabilidades, é conseqüência do ensino de 2:13-14 (veja "use de autoridade", v. 12) e, concordando com isto, todos os adjetivos que seguem são masculinos.

c. Quando vistos em operação, os bispos são mencionados no plural (Atos 20:17, 28; I Tim. 5:17). Há sempre uma pluraIidade de bispos em cada igreja local.

d. Timóteo não é chamado a apontar tais homens; Tito foi instruído a fazer isto (Tito 1:5) entre os novos convertidos em Creta. Já em Éfeso, os bispos eram reconhecidos na igreja local (Atos 20:28; I Tim. 5: 17). Esta lista de qualificações impostas aos bispos, portanto, não é dada apenas, ou principalmente, para o benefício de Timóteo, mas para que os santos possam reconhecer a capacidade divina em tais homens. Não há qualquer justificativa bíblica para a idéia de que apenas os apóstolos ou seus enviados podiam apontar bispos. Cada igreja, divinamente reunida, deve esperar ter tais homens, divinamente preparado levantados entre eles, para serem reconhecidos (I Tess 5: 12).

Estes requisitos não apresentam um padrão ideal ao qual se deve aproximar, mas são as qualidades essenciais para alguém que exerce este trabalho. Nenhuma seleção ou eleição pela igreja local pode assegurar tal capacidade. Também não é conseguida por ser nomeado a um comitê, mas o Espírito Santo capacita o homem para o trabalho, providencia a oportunidade para a sua execução, e os santos reconhecem (I Tess. 5:12) a pessoa que está na realidade fazendo o trabalho.
Esta ordem das palavras é exatamente a mesma usada nas outras quatro ocasiões em que ocorre. É a única das três ocorrências nesta epístola em que não vem acrescida da expressão "e digna de toda aceitação". Alguns tentam ligar esta afirmação com a do final do capítulo anterior, mas não há nada que apoie esta idéia, já que nenhuma "palavra fiel" é aparente em 2:15. Mais uma vez, Paulo usa uma expressão cristã comum e bem conhecida aos cristãos e, pela supervisão do Espírito Santo, coloca-a nos registros das Escrituras, selando-a com o selo da autoridade divina. Pode bem ser que, à luz da tarefa difícil do bispo e da tendência das autoridades civis em perseguir estes líderes, haveria uma certa relutância por parte de alguns, que foram preparados por "Deus para o trabalho, em aceitar a responsabilidade na igreja local. Paulo então passa a mostrar a excelência de tal trabalho. A palavra "excelente" é kalos, e W. E. Vine a traduz "trabalho nobre". A palavra "obra" é ergon (em física temos erg como uma unidade de trabalho); a tarefa requer um gasto de energia física e também espiritual.
Dois verbos fortes são usados para descrever o desejo para este trabalho. O primeiro (orgo) significa esticar-se a si mesmo para tocar ou pegar algo; significa mais do que simplesmente desejar, pois inclui o estender a mão para um determinado objeto. A segunda palavra (epithumeo) significa desejar ardentemente, e destaca o impulso que nos impele em direção ao objeto. Este é o motivo por trás do movimento sugerido pelo primeiro verbo.

Três palavras bíblicas são usadas em relação aos homens que exercem autoridade na igreja local:

a. "Presbíteros" traduz presbuteroi, um adjetivo, o grau comparativo de prebus, um homem velho; assim, indica um homem mais velho, um ancião. Usada em Atos 14:23; 20:27; Fil. 1:1; I Tim. 5: 17; Tito 1:5, esta expressão tem origem judaica no Velho Testamento, e enfatiza a maturidade espiritual dos que estão aptos para o trabalho.

b. "Bispos" (episkopoi, de epi, sobre, e skopeo, olhar ou vigiar) é encontrada em Atos 20:28; Fil. 1:1; I Tim. 3:1; Tito 1:7; I Ped. 2:5. Baseado no contexto grego da palavra, Thayer a define, no sentido secular, como indicando um supervisor, um homem que tem por tarefa certificar-se de que esteja tudo sendo feito corretamente pelos outros, um guardião, superintendente, um tutor. Na igreja local, a palavra descreve alguém que olha ou cuida dos cristãos. Esta palavra enfatiza a natureza do trabalho espiritual de supervisão que é feito para Deus.

c. "Pastores" (poimen), usado em Ef. 4: 11, é o cognato do verbo em Atos 20:28 e em I Ped. 5:1-2. Esta palavra enfatiza a capacidade espiritual daqueles que necessariamente moldam o seu caráter ao de Cristo, que é descrito como o Sumo Pastor (I Ped. 5:4). Aquele que Se deu sem reserva nos interesses do Seu rebanho (João 10:11).

Fica claro que estes termos são usados das mesmas pessoas, indistintamente, pela comparação de Atos 20:17 (anciãos) e Atos 20:28 (bispos) - onde, evidentemente, o mesmo grupo de homens está sendo considerado. No v. 28, este grupo de homens é exortado a "apascentar" (poimano, agir como pastor, verbo cognato do substantivo poimen) a igreja de Deus. Pedro usa a mesma troca em I Ped. 5:1-2, entre "apascentar" (poimano) e "anciãos" (de episkopos). Uma referência a anciãos (presbuteros) e bispos (episkopos) em Tito 1:5 e 1:7 indica a mesma verdade. Todas as conotações eclesiásticas oficiais destes termos, ou distinções hierárquicas entre eles, elevando um acima do outro, são de origem pósapostólica e não encontram apoio algum nas Escrituras.

A maturidade espiritual (presbíteros) e capacidade espiritual (pastores) serão manifestas em homens equipados por Deus para fazer o trabalho espiritual de bispos. Este trabalho exigirá um caráter impecável e uma conduta irrepreensível, pois envolve cuidar (3:5) e governar (5: 17) na igreja de Deus.
Se aceitamos o sentido abrangente contido na primeira afirmação, "irrepreensível", então veremos que existem catorze qualificações (a ARA, na evidência de bons manuscritos, omite "não cobiçoso de torpe ganância", v. 3), e uma divisão conveniente seria definir quatro áreas, bem amplas, onde o ancião deve se destacar em relação aos outros cristãos:

a. Em Conduta Moralidade Pessoal 4 afirmações
b. Em Companhia Maturidade Patente 4 afirmações
c. Em Caráter Personalidade Paciente 3 afirmações
d. Na Comunidade Integridade Pública 3 afirmações

2. O uso de "presbítero", no singular e com o artigo, é genérico; descreve um de uma classe, como em Tito 1:7; quando vistos na igreja, o plural é sempre usado (veja 5:17). "Convém" afirma a necessidade de tal qualificação (a ARA traduz "é necessário"), e "pois" (ARC), ou "portanto" (ARA), liga com o versículo anterior para mostrar que tal boa obra requer um bom homem. A qualificação abrangente é "irrepreensível". A palavra é anepileptos, indicando
que o bispo não deve apresentar qualquer defeito de caráter ou conduta que pessoas mal intencionadas, dentro ou fora da igreja, poderiam usar como armas contra ele. A palavra é usada apenas nesta epístola. As outras ocorrências são 5:7 e 6: 14 ("sem mácula") onde, como aqui, significa alguém que não dá motivo para censura ou crítica.
"Marido de uma mulher" (mias gunaikos andra) quer dizer, traduzindo literalmente "homem de uma mulher". Há vários pontos de vistas em relação a esta frase que descreve a qualificação conjugal do bispo:

a. O bispo precisa ser casado. Este ponto de vista concordaria com o lugar altamente valorizado do casamento nesta epístola, como em 4:3; 5:14; e é certamente verdade que as Escrituras geralmente presumem que o bispo seja casado. Entretanto, tal interpretação é muito improvável nesta passagem, pois deixa o enfático "uma" sem sentido. Assim, a insistência de que o bispo seja casado não pode ser baseado nesta afirmação.

b. O bispo não pode casar novamente se sua primeira esposa falecer; em outras palavras, ao bispo é permitido apenas uma mulher em toda a sua vida. Apesar de muitos aceitarem este ponto de vista, novamente esta interpretação é pouco provável. Ela sugere algum tipo de suspeita em relação ao segundo casamento, como se, enquanto fosse permitido, não deveria ser incentivado, como se a espiritualidade de cristãos casados pela segunda vez fosse ligeiramente suspeita. Isto é contrário a Rom. 7:23, e à instrução clara às viúvas mais jovens no cap. 5: 14. Supor que os deveres do bispo deveriam ter -prioridade, após o falecimento da primeira esposa, é dar ao estado de não casado um mérito que nunca é sugerido nas Escrituras. É difícil entender como Paulo poderia insistir, mesmo de forma implícita, no celibato para um viúvo que desejasse o episcopado, e ao mesmo tempo denunciar o celibato forçado dos falsos mestres (4:3). Veja também Heb. 13:4, e note o "todos" naquele versículo.

c. O bispo deve ter apenas uma mulher de cada vez. Assim, segundo esta interpretação, proíbe-se a bigamia ou poligamia, e o bispo deveria ser fiel a uma mulher. Esta também é uma interpretação pouco provável. O Novo Testamento jamais sugere que um bígamo ou polígamo pudesse ser recebido na comunhão de uma igreja neotestamentária, muito menos aspirar ao episcopado. Não existe qualquer evidência histórica de que a poligamia fosse, em qualquer época, aceita no testemunho da Igreja. Muitos desconhecem o fato de que a poligamia era proibida no Império Romano nos dias de Nero.

d. A interpretação simples é ver esta afirmação como enfatizando a fidelidade absoluta do bispo a uma mulher. Contra o pano de fundo do paganismo de Éfeso, com a sua degradação moral centrada no culto de Artemis, onde a prostituição, o concubinato, a fornicação, o adultério e o divórcio prevaleciam, o bispo precisava evidenciar uma fidelidade absoluta, de onde nada pudesse surgir, mesmo nos dias anteriores à sua conversão, que pudesse ser usado contra ele. Tomar o lugar de bispo coloca um homem numa posição na qual a moralidade e a fidelidade conjugal precisam ser intocáveis. Se, por exemplo, surgisse, mesmo do tempo anterior à sua conversão, uma esposa divorciada ou crianças ilegítimas, não seria isto uma culpa sobre ele, de forma que não mais seria "irrepreensível"? O fato desta moralidade pessoal englobar os dias anteriores à conversão, é decorrente do princípio de que os padrões de moralidade de Deus são para todos os homens, e não apenas para os salvos.

"Vigilante" (nephalios, "ternperante" na ARA), usado no v. 11 (de esposas) e Tito 2:2 (de homens idosos), significava, inicialmente, abstinência total do álcool, mas aqui é usado num sentido figurado (sendo que a embriaguez é tratada especificamente no v. 3, para descrever um temperamento que não se exalta com facilidade. Kelly traduz apropriadamente: "mente-clara".
Este uso figurado está também no verbo cognato, "ser temperante", de I Tess 5:6, 8.
"Sóbrio" (sophron) é o adjetivo do substantivo em 2:9 ("modéstia") e é usado três vezes em Tito (1:8; 2:2, 5). Indica a qualidade de autocontrole que surge de uma mente bem equilibrada.
O adjetivo kosmios ("honesto") é traduzido "decente" em 2:9, (ARA) e "decoroso" na ARe. Sugere a mente ordeira, refletida numa vida bem organizada, pois o pensamento disciplinado leva a um comportamento disciplinado e digno. A vida de muitos cristãos consiste em um verdadeiro turbilhão de atividades caóticas, que manifesta falta de ordem e disciplina no pensamento.
"Hospitaleiro" (philoxenos, de phileo, amar, e xenos, um estranho) indica um homem que não tem o espírito anti-social que se esconde atrás de uma porta fechada, mas expressa o desejo de receber um estranho na sua casa, e cuidar dele. Esta atitude era essencial nos dias de Paulo, quando acomodação apropriada era quase inexistente para os viajantes cristãos, e ainda hoje é importante oferecer o calor e o amor de um lar cristão aos que precisam. A palavra é usada novamente somente em Tito 1:8 e I Ped. 4: 19. Aqui, o bispo está na companhia de estranhos.
A palavra traduzida "apto para ensinar" (didaktikos) é usada outra vez somente em II Tim. 2:24 do servo do Senhor. Ela não indica apenas o conhecimento em si, mas a capacidade de transmitir tal conhecimento. Prontidão e habilidade neste ponto equipam o bispo a apresentar a verdade, formal ou informalmente. Um ensinador hábil e preparado, em companhia, nunca perde uma oportunidade de instruir. Aqui o bispo está na companhia dos santos.

3. "Não dado a muito vinho" (me paroinos) expressa a ausência, não apenas de embriaguez, o sentido básico da palavra, mas também daquela grosseria e arrogância que acompanham a falta de utocontrole causado pelo vinho. É daí que vem a agressividade.
Nenhum cristão tem o direito de se embriagar (veja I Cor. 6: 10), mas o bispo deve estar separado de todas as cenas barulhentas causadas pela tolerância ao vinho. Aqui ele é visto na companhia de pecadores, e se destaca por ser diferente.
Na palavra "não espancador" (me plektes) o temperamento do homem é evidente, independentemente de sua companhia. Seja qual for a provocação, de outro cristão ou dum pecador, ele permanece em total controle de si mesmo, e nunca apela para a violência.
O adjetivo vem dum verbo que é traduzido por "espancar", encontrado em Apoc. 8:12. Um bispo que responde à provocação com violência física desqualifica-se a si mesmo.
"Mas" leva o nosso pensamento das duas negativas anteriorespara o positivo nesta afirmação, "moderado" (epieikes, "cordato"  na ARA). Em Tito 3:2, a mesma palavra é ligada com mansidão, e em li Cor. 10:1 o substantivo cognato é usado de Cristo, o modelo de paciência e consideração. Consideração, e preocupação em favor dos outros, estão por trás desta palavra, que M. Arnold traduz, "doce moderação", e J. N. D. Kelly, "magnânimo". A expressão "não contensioso" (amachos, "inimigo de contendas" na ARA) é traduzida por W. E. Vine como, "não combatente". Tendo um caráter pacífico, não arrogante, ele estará sempre disposto a renunciar aos seus direitos pessoais. Isto não quer dizer que ele não "batalha pela fé" (Judas 3), mas não faz isto com um espírito áspero e contencioso.
"Não avarento" (aphilarguros, de a, prefixo de negação, phileo, amar, e argurion, prata; isto é, um que não ama a prata) é usada outra vez apenas em Heb. 13:5. Amar o dinheiro demonstra um defeito sério do caráter cristão. O bispo deve claramente estar livre da avareza; o desejo pelo dinheiro não deve dominar a sua vida. Se o fizer, ele se tornará mercenário e mesquinho. 

Três itens são apresentados para completar as qualificações do bispo que definem como ele é visto objetivamente, pelos outros:
a. Sua autoridade moral vs. 4-5
b. Sua maturidade evidente v.6
c. Seu bom testemunho v.7

4. O caráter do homem se torna evidente dentro do ambiente familiar. Sua qualificação para a liderança é revelada numa casa bem governada. A palavra "governar" é proistemi (que significa estar adiante, portanto liderar, ou presidir), e é a palavra usada em 5:17 e em Rom. 12:8; I Tess. 5:12 ("presidem sobre vós") para descrever o trabalho de um bispo. Assim, o lar mostra a sua capacidade para uma esfera mais ampla de responsabilidade na igreja. Ao passo que este versículo não exige que o bispo seja casado e tenha filhos, reflete um padrão normal de maturidade, e avalia um aspecto vital de
seu caráter.
O advérbio "bem" (kalos) mostra que não é apenas autoridade autocrática que está em vista no pensamento de governar. Pelo contrário, é o governar feito de tal forma que o resultado é admirável.
A admiração, logicamente, não é baseada em conquistas educacionais nas boas maneiras das crianças, mas na bênção espiritual vista na família. É nas crianças, especialmente, que isto será observado, no fato de ele conseguir a sua obediência de uma forma digna ("com toda a modéstia"). Enquanto alguns vêem aqui uma descrição da modéstia e do comportamento das crianças, parece mais de acordo com o contexto vê-Io como descritivo da maneira com que o homem trata a sua farru1ia. Ele o faz com uma firmeza que toma aconselhável obedecer, com uma sabedoria que toma natural obedecer, e com um amor que toma agradável obedecer.
Paulo apoia o valor deste requisito com um paralelo tipicamente paulino; um argumento do menor ao maior. Se um homem demonstra incompetência no lar, no governar de seus próprios filhos, então o problema precisa ser encarado; como conseguirá ele tomar conta da igreja? "Sua própria casa" (oikos, como no v. 4) fica em contraste com "a igreja de Deus". A ausência do artigo antes de "igreja" frisa o caráter da igreja local (veja v. 15). O termo "igreja de Deus" no Novo Testamento é usado apenas da igreja local (Atos 20:28; I Cor. 1:2, 10,33; 11:16, 22; 15:9; Gál. 1:3; 11Tess. 1:4). e descreve a companhia dos santos numa localidade, reunidos ao nome do Senhor Jesus Cristo (Mat. 18:20).
O segundo contraste é entre os verbos usados. Em relação à sua própria casa, é "governar"; em relação à igreja, é "ter cuidado", um verbo usado, no Novo Testamento, apenas em Luc. 10:34-35, na parábola do bom samaritano. Indica o interesse amoroso que será mostrado pelo bispo no bem estar dos membros da igreja; o mesmo cuidado que um pai demonstraria pelos membros de sua família.Em relação a isto, veja o uso interessante do substantivo cognato na afirmação de Atos 27:3, traduzida "ver os amigos para que cuidassem dele" (literalmente, ter o cuidado deles); esta é uma linda ilustração de tal cuidado.

6. A palavra "neófito" '(neophutos), encontrada somente aqui no Novo Testamento, significa, literalmente, recém-plantado, e descreve aqui um recém-convertido (na LXX, é usada de árvores recémplantadas, Sal. 144:12; 128:3, e assim, figurativamente, das crianças na família). Isto não indica um limite arbitrário na idade cronológica do bispo, pois a .experiência não é exclusiva de homens na faixa etária mais velha, mas mostra que a experiência nas coisas de Deus, nas verdades das Escrituras e entre o povo de Deus é essencial.
Nenhum recém-convertido pode ter isto. A falta de experiência carrega um perigo inerente para o bispo. Este perigo surgirá da possibilidade que é definida no particípio traduzido "ensoberbecendo-se", O verbo ensoberbecer-se (tuphoo) originalmente significava envolver em fumaça e, usado figurativamente, indica um
inchaço mental (compare também com 6:4, "soberbo", e 11Tim. 3:4, "orgulhosos"); ou, como a fumaça cega fisicamente, assim também o orgulho cega espiritualmente, e leva, inevitavelmente, à queda. Em ambos os casos, o bispo corre o risco do mesmo tropeço que teve o grande representante do orgulho, o diabo. O artigo  ligado à palavra "diabo", mostra que nenhum impostor humano está em vista, mas o próprio diabo. A expressão "condenação do diabo" deve ser entendida objetivamente, como a condenação que o diabo trouxe sobre si por causa de orgulho vanglorioso (Isa. 14: 12-15; João 8:44). O particípio aoristo (traduzido "ensoberbecendo-se") e o tempo aoristo do verbo "cair" indicam quão rápida, repentina e desastrosamente a falta de experiência pode ser evidenciada.

7. Na comunidade, distinta da igreja de Deus (v. 5), o bispo deve ter "bom testemunho". A palavra "testemunho" é marturia, e isto precisa ser "bom" (kalos). Um testemunho excelente ajudará a capacitar o homem para uma excelente obra (v. 1). Os que estão de fora da igreja local precisam ter razões para falar bem de sua honestidade, integridade e santidade. "Os que estão de fora" são os que não estão na comunhão da igreja local; esta referência passageira faz demarcação clara entre os reunidos ao nome do Senhor Jesus Cristo e todos os outros. As Escrituras esperam que cada cristão obedeça à Palavra de Deus neste' ponto, e, se assim fizerem, reunirão "ao nome do Senhor Jesus Cristo" (Mat. 18:20). Dentro da igreja local, os princípios das Escrituras, o poder do Espírito Santo e a presença do Salvador são conhecidos por experiência.
Entretanto, aqueles que estão "fora" (exothen) da comunhão, certamente irão observar, criticamente, as vidas dos santos. Um homem conhecido por ter um temperamento, ou linguagem, desagradáveis, ou por sua desonestidade ou impureza, não pode ocupar lugar de bispo, pois isto seria "cair em afronta", isto é, dar razão aos que debocham ou zombam de sua vida. Mesmo os incrédulos, com a Lei de Deus gravada no seu coração (Rom. 1:15), sabem distinguir, instintivamente, o certo do errado, e podem avaliar corretamente o valor de uma profissão de fé. N. D. White tem uma nota interessante:
"Existe algo questionável no caráter de um homem, se o consenso da opinião dos de fora é desfavorável a ele, independentemente do quanto ele seja admirado e respeitado pelos membros do seu próprio grupo". Governar dentro requer respeito de fora, e desafiar a opinião de fora é convidar desastre. A suspeita e censura (repreensão) apontadas contra um bispo poderiam facilmente desencorajá-Io, e nesta condição ele seria um alvo fácil para o diabo, que certamente colocaria uma armadilha (laço) no seu caminho. A palavra "laço" (pagida) se refere à'l armadilhas que I Timóteo cap. 3 Satanás coloca para os pés incautos. A imagem transmitida pela palavra mostra o diabo como um caçador de almas. Isto causaria grande mal ao homem e grande estrago para a igreja. Quanto à libertação do laço do diabo (mesma expressão que aqui) veja 2Tim. 2:26. O alvo do diabo é sempre destruir os líderes, e um que não tem a qualificação mencionada aqui lhe daria esta oportunidade.
É evidente que o "laço do diabo" deve ser entendido como um subjetivo genitivo, isto é, o laço que o diabo arma para o santo.



Diáconos

Qualificações Citadas (1 Timóteo 3: 8-13)


Os diáconos, aqui, são aqueles homens aos quais o Senhor concedeu dons para o ministério e ensino dentro da igreja.
Para que este ministério tenha valor espiritual, certas qualidades devem marcar os homens. Estas são, também, apresentados em quatro itens:

a. Sua Dignidade Pessoal v.8;
b. Sua Vitalidade Espiritual vs. 9-10;
c. Sua Integridade Conjugal v. 11;
d. Sua Fidelidade Familiar vs. 12-13.

A palavra "diácono" (diakonos) ocorre 29 vezes no Novo Testamento, e é sempre traduzida "servo" ou "ministro", a não ser em três ocasiões, onde diácono é usado (RI. 1:1; I Tim. 3:8-12). É evidente que a tradição eclesiástica influenciou nesta tradução. A idéia principal é "servo", mas com uma referência específica ao trabalho que ele faz. Outra palavra geralmente traduzida "servo" é doulos, mas esta apresenta um escravo em relação a seu senhor. A palavra diakonos é usada de Cristo em relação ao Seu povo (Rom. 13:15), e do magistrado em relação à função que ele exerce para Deus (Rom. 13:4).
Os dois aspectos do trabalho do diácono que se tomam claros no Novo Testamento, com relação ao serviço da igreja, podem ser encontrados em Atos capo6, onde, mesmo que esta palavra não seja usada, as palavras cognatas são instrutivas. Em Atos 6:1, temos o substantivo: "suas viúvas eram desprezadas no ministério (diaconia) cotidiano". No V. 2, temos o verbo:
"não é razoável que deixemos a palavra de Deus e sirvamos (diakoneim) às mesas." Estes dois versfculos ligam o diaconato I Timóteo cap. 3 com o serviço material; mas, no V. 4, temos a afirmação apostólica:
"mas nós perseveraremos na oração e no ministério (diakonia) da palavra". Isto indica que diaconato tem outro aspecto, um lado espiritual, ilustrado no trabalho apostólico. W. Hoste (Bishops, Priests and Deacons, pág. 115) afirma que "tanto os sete quanto os doze cumpriram os seus respectivos diaconatos. Como resultado de um, não houve mais murmuração entre as viúvas; como resultado do outro, 'crescia a palavra de Deus, e em Jerusalém se multiplicava muito o número de discípulos', Atos 6:7."

Assim é evidente que o diácono será visto em duas esferas diferentes de trabalho:

a. Um plano físico, material, administrativo, para o benefício do grupo, por homens escolhidos por, e responsáveis a, este grupo (Atos 6:5). Em apoio a isto, o substantivo cognato é usado desta forma em Atos 12:25; Rom. 15:31; II Cor. 8:4, 9, 12.
Dentro desta esfera, estariam os trabalhos administrativos a serem realizados em benefício da igreja; o cuidado do local de reuniões, a distribuição dos hinários, os deveres de tesoureiro, etc. Todos estes contribuem para o bem estar da igreja de uma forma material.

b. Um trabalho espiritual, de ministrar ao cristão e ao pecador.
Embora exercido dentro e através da igreja, é ministrado por homens capacitados e apontados pelo Senhor para tal responsabilidade.
Paulo referiu-se desta maneira a si próprio e a outros em 11Cor. 3:6; 6:4; Ef. 3:7; 6:21; CoI. 1:7,23,25; 4:7; I Tess 3:2, na pregação do Evangelho e no ministério aos santos. É neste contexto que as três ocorrências da palavra nesta epístola devem ser vistas, duas vezes neste capítulo (vs. 8 e 12), e de Timóteo em 4:6, "bom ministro (diakonos) de Jesus Cristo." Com dons dados pelo Senhor, e responsáveis a Ele, eles exerceram um ministério dentro da igreja local para a edificação dos santos.

São as qualificações de tais diaconos que são citadas em 3:11- 13, e isto explica a razão por que estas qualidades apresentam o mesmo padrão daquele requerido dos presbíteros. Em alguns aspectos, de fato, especialmente em relação "à fé" (vs. 9 e 13), são até mais exigentes. O uso da palavra no plural serve para sugerir que pode haver mais diáconos do que presbíteros numa igreja.


8. "Da mesma sorte" (hosautos) tem a mesma função que teve em 2:9, de marcar um paralelo do mesmo caráter. Assim, os diáconos, em suas qualificações, devem ter o mesmo padrão que os bispos. O mesmo verbo (dei), traduzido "convém" no v. 2, é usado para completar a gramática do versículo. "Honestos" (semnos) traz em si o pensamento de dignidade e sobriedade, sendo que "distinto" daria uma boa idéia do sentido desta palavra. Assim, a seriedade de propósitos que domina a mente do diácono possui evidências exteriores que refletem-na. O substantivo cognato ocorre em 2:2 ("honestidade") em no v. 4 ("modéstia"). A demonstração deste comportamento digno está em contraste nítido com o comportamento proibido nas próximas três negativas:
"Não de língua dobre" (me dilogous) se refere a palavras: literalmente, significa não falsos no falar. Usado somente aqui no Novo Testamento, dá a idéia de inconsistência no falar. M. E. Bengel explica: "Dizer uma coisa para uns e outra para outros".

Hoje, diríamos: "adaptar a mensagem aos ouvintes". Não há qualquer seriedade de propósito neste tipo de atitude.
"Não dados a muito vinho" (me oino pollo prosechontas) chama a atenção ao vinho. Compare com o que foi dito do bispo no v. 3. O verbo cognato, usado em 1:4 ("se dêem") e em 4:1 ("dando ouvidos"), não significa, apenas, não dar atenção, mas não dar consentimento, ou não aderir de qualquer maneira. Nada faz um cristão perder a dignidade mais depressa do que a tolerância ao vinho; perde-se o controle, e o desastre vem logo a seguir. Beber "socialmente" tem estragado muitos testemunhos.
"Não cobiçosos de torpe ganância" (me aischokedeis) chama a atenção à riqueza. Esta é uma palavra muito forte, derivada de kerdos, ganho, e de aischros, sujo, e é usada, novamente, somente em Tito 1:7. O ganho se toma contaminado pelo motivo que o inspira.
O diácono deve estar livre de qualquer suspeita de que o seu motivo de servir seja de proveito pessoal. O ganho se toma sórdido (ARA) quando o homem faz da aquisição do mesmo, e não da glória de Deus, o seu principal objetivo. Não há nada mais vergonhoso do que tratar das coisas divinas, esperando enriquecer-se por meio delas.
Este dinheiro merece ser descrito como "imundo".

9. Os diáconos devem ter uma vida espiritual vital se pretendem que o seu ministério seja válido. A ênfase recai nas palavras finais, "uma pura consciência", mostrando um relacionamento íntimo entre sã doutrina ("a fé") e uma consciência livre de mácula e auto condenação. "Mistério", no Novo Testamento, não significa algo secreto, misterioso ou incompreensível, mas aquilo que, anteriormente desconhecido, agora foi revelado (veja Apêndice B, e v. 16).
Assim, quando Paulo usa esta palavra (como em Rom. 16:25; Col. 1:26) ele está se referindo àquilo que, fora da esfera de compreensão humana natural, agora é revelado em Cristo para o Seu povo, pelo Espírito (I Cor. 2:7-19). Esta revelação é incorporada "na fé", que, entendida como genitivo descritivo, isto é, explicando o que é o mistério, fala do conjunto de ensinos objetivos, sendo equivalente à totalidade da verdade, inacessível ao raciocínio humano não iluminado, mas conhecido por revelação divina. Usando uma metáfora _ esta valiosa "jóia" deve ser preservada numa "caixa" especial.
Esta "caixa" é o centro da natureza moral do diácono - a consciência (veja 1:5). Esta faculdade, que distingue entre o bem e o mal, é agora iluminada por revelação, e purificada pelo sangue de Cristo (Heb. 9:22), para dar testemunho à correlação entre o que se crê ("a fé") e o que se pratica na vida. O diácono só pode ter tal consciência quando ele pratica na vida o que prega com os lábios.
Abstrações teológicas devem ser refletidas na pureza da vida. I Timóteo cap. 3 10. H. Alford sugere que a primeira palavra deste versículo deveria ser traduzida "além do mais", para indicar que os diáconos precisam, não apenas dar provas de seu caráter, mas ter, também, um período em que seu trabalho é posto a prova. O uso da palavra "também" provavelmente está ligado a este requisito adicional. A palavra "provados" (dokimazo) era a palavra usada para descrever o testar dos metais (Prov. 8: 10; 17: 10, na LXX), geralmente referindo-se ao processo de passá-Ios pelo fogo, com o objetivo de colocar um selo de autenticidade sobre eles. Figurativamente, é usada pelo apóstolo de si mesmo em ITess. 2:4, "aprovados de Deus para que o evangelho nos fosse confiado". Com isso, ele não quer dizer conseguir permissão para pregar, mas aprovação divina depois de ser testado. Ele não se refere a um tempo de experiência ou a um exame formal como os que são agora estabelecidos nos círculos eclesiásticos, mas a uma observação constante e minuciosa do homem e do trabalho que ele já faz. Este exame constante leva à aprovação.
O imperativo presente traz a idéia de continuar pondo a prova. A idéia não é de condenação crítica constante, mas de uma apreciação daquelas qualidades de caráter de um homem que Deus está preparando para a obra, bem como uma avaliação da eficiência do seu ministério. "Irrepreensível" (anenkeletos) é sinônimo da palavra usada do presbítero (v. 2), e mostra que não há nada duvidoso na sua vida, nenhuma acusação contra ele. "Exerçam o diaconato" é a tradução, na ARA, de uma palavra que é melhor traduzi da pela ARC, "depois sirvam", Sendo o homem e seu trabalho testados e aprovados, o diácono é incentivado a cumprir seu ministério.

11. Muitos comentaristas questionam a tradução "suas mulheres", dizendo que não há nenhum artigo que poderia ser traduzido como possessivo ("suas''). Rejeitando, e com razão, a tradução da ARC, "mulheres", como se fossem mulheres em geral que estavam em vista, tais expositores (Elliott, H. Alford, W. E. Vine) sugerem que aqui temos uma ordem de diaconisas, cujas qualificações são- citadas.
Em apoio a esta idéia, Febe (Rom. 16: 1) é mencionada como sendo representante desta classe de mulheres, reconhecida dentro da igreja e que executa tarefas especiais dentro da sua esfera de trabalho.
Busca-se apoio gramatical dizendo-se que "da mesma sorte" (hosautos) separa classes; isto acontece no V. 8, portanto, agora no V. 11, dizem que uma terceira classe é introduzi da.
O argumento é muito fraco. Paulo poderia ter usado a palavra "diácono" no feminino singular, (o plural seria igual à palavra do v. 8) se ele quisesse identificar uma outra classe. No mínimo, esperaríamos algo mais específico do que gunaikas (mulheres, ou esposas) sem o artigo. Um estudo das quatro ocorrências de hosautos nesta epístola (2:9; 3:8, 11; 5:25), ou as outras três ocorrências no Novo Testamento, não apoiam esta idéia, de que necessariamente introduz uma nova classe; pelo contrário, serve para comparar urna nova afirmação com a anterior. O presbítero irrepreensível (v. 2) corresponde ao diácono irrepreensível (v. 8) e, de acordo com isto, suas esposas (ambas, do presbítero e do diácono) precisam ter certo caráter. Seria estranho introduzir aqui uma nova classe, e resumir as qualificações do diácono no v. 12. É evidente que a tradução "suas mulheres" seria correta. A razão da inclusão desta afirmação aqui pode ser que os diáconos necessariamente aparecem em público, ainda mais que os bispos, e suas parceiras precisam ter caráter que combine com a sua posição.
As qualificações das mulheres refletem, de perto, as qualificações dos diáconos. A palavra "honestas" é a mesma do v. 8, e mostra a seriedade de propósito por trás de uma conduta digna. Em Fil. 4:8 é traduzida "honestos", e na ARA, "respeitáveis".
"Não maldizentes" (me diabolous) lembra a palavra usada 34 vezes no Novo Testamento para descrever Satanás como o acusador (o diabo); em 11Tim. 3:3 e Tito 2:3 (traduzi da "falsos acusadores"), frisa o perigo da fofoca maldosa e maliciosa com que o diabo faz o seu trabalho. Compare a palavra no v. 8, "não de língua dobre". O Expositors Greek Testament diz, convincentemente, que, enquanto os homens são mais propensos do que as mulheres a "ter língua dobre", as mulheres são mais propensas do que os homens a ser "maldizentes".
"Sóbrias" ("temperantes" na ARA), a mesma palavra que a do v. 2, tem a idéia do controle próprio cuja fonte é uma mente bem equilibrada (veja o substantivo cognato em 2:9). Compare com a ilustração paralela do v. 8, "não dado a muito vinho".
Paulo agora acrescenta "fiéis em tudo". Já vimos, nesta epístola, um apóstolo "fiel" (1: 15; 3: 1); agora, uma mulher "fiel", onde a idéia é alguém de confiança. Ela merece confiança em todas as esferas. Como a mulher virtuosa de Prov. 30: 10-11, "o coração de seu marido está nela confiando". Uma das coisas incluída neste "tudo" seria, sem dúvida, o manejar das finanças da família.
Com referência às mulheres: Febe é chamada "nossa irmã que serve (diakonos) na igreja" (Rom 16:1), e seria reconhecida como uma pessoa a quem atos definidos de serviço, consistentes com o seu sexo, poderiam ser confiados pela igreja. Dentro desta esfera, o seu serviço abrangeria tanto o material como o
espiritual. No plano material, físico, e administrativo, estariam as obras de caridade, o cuidado dos doentes, a hospitalidade dentro do lar, etc; na esfera espiritual, estaria o ensinar a outras mulheres mais jovens, o ensino e cuidado das crianças, etc. As que irão se responsabilizar por tal trabalho devem ter, da mesma forma que o diácono masculino, as qualificações dadas pelo Senhor e a confiança dos santos aos quais ministram.

12. O padrão moral requerido dos diáconos é o mesmo que o do presbítero. A expressão "maridos de uma só mulher", é a mesma I Timóteo cap. 3 expressão do V. 2 (exceto, é claro, pelo plural). Veja o comentário daquela passagem. Não pode haver qualquer registro de má conduta conjugal naquele que ocupa uma posição proeminente e responsável no testemunho, de onde possa surgir qualquer acusação contra ele, mesmo dos dias anteriores à sua conversão.
O caráter do diácono, como do presbítero, será manifestado dentro do lar. Veja, no v. 5, os comentários acerca de "governar" e "bem" (kalos). O manejar dos filhos e do lar fornece uma evidência clara do calibre do diácono.

13. O "porque" neste versículo e o particípio do verbo diakoneo limitam este incentivo aos diáconos focalizados. O particípio ativo aoristo traduzido "servirem bem como díãconos" é um incentivo à felicidade no serviço dos diáconos e forma uma conclusão adequada para a passagem.

Duas promessas são feitas:

a. "uma boa posição" ("justa preeminência", na ARA). A palavra "posição" (bathmos) significa, literalmente, uma base, um alicerce ou degrau. Baseado na idéia errônea de que os diáconos eram oficiais subordinados da igreja, alguns vêem nisto a promessa de promoção para o presbitério. Embora a palavra viesse a indicar isto em escritos eclesiásticos, tal significado é totalmente estranho ao seu uso no tempo do Novo Testamento.
Outros têm visto esta palavra como ref9rência à revelação de serviço no tribunal de Cristo. Eles apontam para o tempo aoristo no particípio (servirem bem como diáconos) como indicativo de um serviço completo. Mas Paulo não estava se referindo à promoção eclesiástica (uma noção não bíblica) e nem a uma recompensa futura. A referência é à excelente posição na igreja que o diácono obtém através de seu ministério excelente.
O tempo aoristo chama atenção aos atos completos do serviço. O verbo "adquirirão" (usado de Deus em Atos 20:28) é o verbo "ganhar" e, na voz média, como aqui, significa ganhar para: si; o tempo presente indica que a "boa posição" é o resultado presente do seu serviço fiel.

b. "Muita confiança". A palavra "confiança" (parrhesia, de pas, toda, e rhesis, fala) significa, literalmente, liberdade de fala. Veja o seu uso em Atos 2:29 e em Atos 4:13, 29, 31. A palavra, entretanto, no seu uso geral veio a ser entendida como aquela confiança ou coragem que estão por trás da liberdade de expressão oral, e é melhor traduzida pela palavra "intrepidez".  Esta intrepidez pode ser perante Deus (Ef, 3: 12) ou perante os  homens (lI Cor. 7:4; Fil. 1:20; I Tess. 2:2). Aqui, fala da confiança interior que vem da consciência de ter integridade pessoal e de ser aceito pela igreja, que capacita o diácono a falar com autoridade e convicção.
Alguns consideram a "fé" como o crer pessoal e subjetivo do diácono em Cristo, que é fortificada. Assim, ele ganha em confiança à medida que seu ministério é cumprido fielmente. Esta idéia ganha força devido a ausência do artigo antes de "fé", e a frase final "que há em Cristo Jesus", onde Cristo é a pessoa em quem a fé descansa. Entretanto, isto é difícil de sustentar pelo contexto. Antes, a idéia é frisar uma confiança crescente em relação aos ensinos de fé que ele claramente expõe. Estes ensinos todos encontram a sua base em Cristo Jesus. Um resumo majestoso desta fé segue imediatamente no v. 14. Seria de esperar que "aguardando o mistério da fé" (v. 9) resultaria na exposição confiante da mesma, ao ser o ministério do diácono aceito na igreja. Embora não haja artigo antes de "fé", existe um imediatamente após, que gramaticalmente age como pronome; "na fé, a (qual), em -Cristo Jesus".


O Conceito Divino
Governando o Testemunho


A Conduta Esperada na Igreja: a Casa de Deus (1 Timóteo 3: 14-15)

Estes versículos são a chave da epístola. Paulo explica por que ele está escrevendo, e nisto indica a importância e urgência do mandamento que ele está dando a Timóteo.
A questão em debate é a manutenção de um testemunho local para Deus, que refletiria glória no próprio Deus. Alguns termos são usados para indicar que este testemunho é divino, em caráter e constituição, e isto exige uma conduta correspondente aos associados com tal testemunho.

14. A razão pela qual esta epístola foi escrita é dada neste versículo.
Incerto quanto aos seus movimentos futuros dentro da vontade de Deus, Paulo, pelo Espírito, é levado a registrar "estas coisas". Esta expressão, em primeiro lugar, se refere a assuntos já expostos, mas a figura gráfica no tempo presente do verbo "escrever" (eu estou escrevendo) necessariamente inclui assuntos dos versículos seguintes que completarão o mandamento. As palavras "em breve" não apresentam adequadamente o grau comparativo do adverbio tachion ("bem depressa", na ARC) que H. Alford traduz muito bem por "vir até ti mais cedo (do que pareça possível)". Isto simplesmente quer dizer que, apesar das circunstâncias aparentemente desfavoráveis, o apóstolo esperava chegar em Éfeso mais cedo do que o esperado.

15. Por causa da possibilidade de demora na sua vinda, temos esta epístola tão importante ao testemunho local da igreja. O verbo "saber" (oida) indica aquilo que "está na esfera de percepção do conhecedor" (W. E. Vine) e, por isso, freqüentemente sugere a revelação divina. A epístola traz à esfera de percepção do leitor assuntos relevantes à conduta exigida aos que estão associados com a igreja local. Timóteo, ao exercer a sua autoridade como bom ministro (diácono) de Jesus Cristo (4:6) seria responsável por trazer estes assuntos ao conhecimento dos cristãos. Com o verbo impessoal (dei) o sujeito normalmente seria o neutro. A pessoa sobre quem cai esta tarefa seria colocada no caso acusativo. Como,  oorém, não há qualquer pronome de caso acusativo, é possível inserir "você" ou "o homem".
Qualquer sugestão de que a conduta de Timóteo estava em falta é totalmente sem fundamento, e seria melhor manter a expressão "como convém andar" impessoal. Note o uso do verbo dei na epístola: v. 3 ("precisar"), v. 7 ("precisar") e 5: 13 ("deve"). Esta tradução impessoal é apoiada pelo verbo compreensivo "comportar" (anastrepho) que, na voz média, significa conduzir-se, e não descreve ações isoladas, mas toda uma maneira de vida. Seja qual for a esfera de vida, quer homem ou mulher, presbítero ou diácono, jovem ou idoso, existe subentendida uma maneira de vida digna da associação com este testemunho. Podemos ver que o verbo tem este alcance em Ef. 2:3 ("nós andávamos") e 11 Cor. 1:12 ("temos vivido"); abrangendo todo um estilo de vida.
O comportamento (modo de vida) deve estar em acordo com a dignidade do testemunho, que é descrito sob o termo "a casa de Deus". A palavra "casa" (oikos) já foi usada três vezes neste capítulo, duas vezes referindo-se ao presbítero (vs. 4 e 5), e uma ao diácono (v. 12); portanto, já está estabelecido que indica, aqui, uma família. Todas as referências a uma "casa", nas epístolas Pastorais, subentendem a idéia de "família" (veja 5:4; 11 Tim. 1:16; 4:19; Tito 1:11). Desta forma, Paulo usa a analogia da família humana para definir uma responsabilidade: da mesma forma que pertencer a uma família terrestre traz certas responsabilidades sobre o homem, assim, de maneira muito mais abrangente, pertencer à família de Deus também o traz. Uma figura diferente é usada em I Cor. 3:9: "edifício de Deus", onde a palavra é oikodome. Outra figura é encontrada em I Cor, 3: 16, "templo de Deus", onde a palavra é naos, um santuário.
A expressão "família de Deus", em Ef. 2:19, tem em vista indivíduos, como que enfatizando o seu lugar no propósito de Deus quando ligados a Cristo. "Cristo como Filho sobre a Sua própria casa" tem em vista a Igreja da dispensação, a totalidade dos cristãos na "Igreja que é o Seu corpo" (Ef. 1:22-23). Aqui, porém, referese à companhia local dos santos reunidos em nome do Senhor Jesus Cristo, em obediência às Escrituras, e vista como urna.unidade de testemunho. A ausência de qualquer artigo frisa o caráter de tal agrupamento.
A descrição apositiva da próxima frase dá mais dignidade ao testemunho local. Para a expressão "igreja de Deus", veja o v. 5. O adjetivo "vivo" mostra a atividade de um Deus que agiu desta forma na formação de um grupo como este, por meio de Seu Filho, das Escrituras, e do Espírito, em contraste aos ídolos mortos do paganismo.
Em 4: 10 e 6: 17 (A tradução da AV diz: "... no Deus vivo, CJl8 awndantemente ..." (N. do R.).), o mesmo adjetivo irá indicar o cuidado constante, e as provisões infalíveis, que os santos podem esperar deste que assim os chamou para o testemunho. A ausência do artigo outra vez frisa o caráter do agrupamento.
A frase apositiva final aumenta ainda mais o valor do testemunho divino. Duas figuras arquitetõnicas são empregadas. O pilar (stulos) indica a coluna que apoia o peso do prédio. Figurativamente, é usada acerca de homens em Gál. 2:9, e do vencedor em Apoc. 3: 12. No testemunho divino, a igreja dá testemunho de um homem ressurreto, em Quem está personificada a verdade, a ausência do artigo, outra vez, testificando do caráter de cada local.
A palavra "firmesa" (hedraioma) indica um apoio, baluarte, ou arrimo. Esta última palavra seria a melhor alternativa, de acordo com o contexto, onde a idéia é de testemunho positivo à verdade (o pilar) e a manutenção dele (arrimo) em face da oposição. A expressão "da verdade", como em 2: 14, não deve ser limitada a um aspecto da verdade. É aquilo que, revelado em Cristo, que é a verdade (João 14:6), é mantido em testemunho a Ele. Todos os aspectos da verdade absoluta serão assim mantidos; quanto à Sua pessoa e obra (evangelicamente), quanto ao Seu propósito e testemunho neste século (eclesiasticamente) e quanto à Sua prometida volta e reino (escatologicamente).


O Cristo em Evidência no Testemunho: O Filho de Deus

(1 Timóteo 3:16)


Temos aqui apresentado tudo o que está contido em "a verdade", da qual toda igreja local dá testemunho. Tudo isto foi personificado, historicamente, numa pessoa, e é ao testemunhar dfile como Deus que o testemunho divino atinge o seu ápice.

16. " Sem dúvida alguma" traduz o adverbio homologumenos, do verbo homologeo, confessar (homos, igual, e lego, falar), e assim indica todos falando a mesma coisa, por consentimento comum, onde nenhuma voz discordante é ouvida. Esta é a grande confissão pública da verdade em Cristo, testemunhada por cada cristão na igreja. Deve ser associada com "grande", pois todos que testemunham da verdade reconhecerão quão grande é o mistério da piedade.
A palavra "mistério" (veja v. 9) tem o seu significado neotestamentário normal,. isto é, aquilo que, anteriormente escondido, é agora revelado. Neste caso, a revelação é da piedade (veja Apêndice B). Pode-se ver aqui qual seria a resposta cristã ao grito do culto de Éfeso, "grande é Diana dos Efésios" (Atos 19:28). O único outro mistério chamado de grande no Novo Testamento está em Ef. 5:32. "Piedade" (eusebia) não é um atributo de Deus, como santidade ou justiça, mas é uma atitude, para com Deus, daqueles que O conhecem e reverenciam, o qual é refletido no modo de vida deles. A manifestação preeminente desta atitude foi, histórica e evidentemente, em Cristo, e o que a epístola enfatiza é que este testemunho de piedade deve ser reproduzido agora, nos santos, em testemunho coletivo a Ele.
Batalhas textuais são travadas sobre a questão da próxima palavra ser "Deus" (Theos), como em algumas versões, ou "Aquele" (os), como na ARC. W. E. Vine afirma claramente: "Seria bom esclarecer a razão desta tradução [da ARC]. Nos manuscritos antigos, o pronome relativo 'aquele' era escrito os. Por outro lado, a palavra Theos, Deus, era freqüentemente abreviada para os. Os mais impor tantes manuscritos antigos, e todas as versões anteriores ao século VII, estão claramente a favor do pronome. Theos facilmente seria derivado de os, e confusão entre os dois seria fácil."
Numa passagem extensa, W. Kelly defende a tradução "Aquele", e mostra que isto não infringe, de qualquer maneira, a divindade absoluta, pois somente a divindade poderia "se manifestar em carne".
Apesar de tudo isto, a palavra Theos tem apoio textual bem forte, e era a leitura conhecida de muitos dos pais da Igreja. Significa, também, que o problema do antecedente do pronome relativo não aparece. Este antecedente não pode ser, gramaticalmente, "o mistério" (senão a palavra seria "que"); por isso, a maioria dos comentaristas é levada, como C. J. Ellicott, a descrevê-Io como "relacionado a um antecedente omitido, mas facilmente reconhecido, isto é, Cristo." Assim, é contextualmente permitido, exegeticamente correto, e textualmente aceitável, defender a tradução "Deus se manifestou em carne".
O mistério da piedade é apresentado em seis afirmações rítmicas e bem harmoniosas. O paralelismo cuidadoso das linhas, a assonância marcada das sílabas, e os seis verbos aoristos na terceira pessoa, tem levado alguns a sugerir que talvez seja a citação de um hino primitivo, ou talvez uma afirmação de fé formulada deliberadamente.
Esta sugestão é desnecessária, e rouba a afirmação do êxtase de espírito que claramente enchia o coração do apóstolo, enquanto contemplava a completa personificação da verdade na Pessoa de Cristo, em quem, historicamente, havia uma manifestação divina de propósito.
As seis afirmações foram divididas de diversas maneiras, seja em dois grupos de três, ou em três grupos de dois. Uma maneira simples de apresentar a harmonia entre as afirmações é apresentada no diagrama que, com estrutura cruzada dupla, relaciona três grupos de duas unidades em dois grupos desta maneira:

1. Se manifestou em carne
2. Justificado em espírito
3. Visto dos anjos
4. Pregado aos gentios
5. Crido no mundo
6. Recebido acima na glória

O paralelismo contrastante (destacado abaixo) também fica claro no diagrama acima.

1. Em carne Em espírito
2. Anjos Gentios
3. No mundo Na glória.

A frase "se manifestou em carne" enfatiza a encamação, sendo que o termo inclui tanto o Seu nascimento quanto a Sua vida na  terra. A ARA (''foi manifestado") traduz o tempo aoristo, que descreve a época quando Cristo esteve na terra em humanidade. O mesmo verbo é usado, do mesmo acontecimento, em Heb. 9:26; I Ped. 1:20. "Em carne" (en sarki), sem o artigo, abrange o período desde a encamação até a ascensão (Rom. 8:3), quando Ele estava visivelmente presente na terra como Homem. Nenhum mistério pode ser mais inescrutável do que a divindade encarnada.
"Justificado em espírito" é a expressão paralela. "Em carne", o julgamento dos homens colocou Cristo numa cruz, como se Ele não fosse digno de viver. Deus, porém, O declarou justo; Ele O justificou, vindicou-O em Sua ressurreição. A ressurreição é a vindicação tanto de Sua pessoa (Rom. 1:4) quanto de Sua obra (Rom. 4:23- 25). Isto ainda não é visto pelos homens; mas nesta esfera, ainda invisível aos homens, Ele tem sido vindicado. Deus, de fato, reverteu
o julgamento da terra. Assim, à luz destas coisas, o contraste não está entre a carne e o espírito de Cristo, ou entre a ação do homem e a do Espírito Santo em ressurreição, mas entre a esfera do visível, "em carne", e a esfera do invisível, "em espírito" (veja I Ped. 3: 18 para um contraste semelhante). Deus coloca um Homem no trono, mas na esfera terrestre isto ainda não é visível.
"Visto dos anjos" é a primeira das duas afirmações paralelas seguintes, chamando atenção aos cidadãos das duas esferas mencionadas acima, mas em ordem contrária, baseada na estrutura cruzada.
Na esfera invisível aos mortais, os anjos O tem observado, exaltado e entronizado (I Ped. 3:23). É certamente verdade que eles anunciaram o Seu nascimento (Luc, 1:9-14), serviram-nO em vida (Mar 1:13; Luc. 2:13; 24:23), e devem ter se horrorizado com a Sua morte, quando Ele foi sozinho para a cruz, mas este não é o ponto do contraste. Esta afirmação enfatiza a observação e, conseqüentemente, a admiração e adoração que as hostes angelicais ofereceram a Cristo, quando, na ressurreição, observaram Sua ascensão vitoriosa ao trono (I Ped. 3:2; Heb. 1:6).
"Pregado aos gentios" enfatiza que, na esfera do visível, Ele foi proclamado (o verbo é kerusso, o cognato de "pregador" em 2:7) às, ou entre as, nações (ARA; veja 2:7 para "gentios"). Não mais entre os limites da nação de Israel, mas a proclamação mundial centraliza-se numa Pessoa. Embaixadores deste Cristo ressurreto (2 Cor. 5:20) tem levado tal notícia a todas as nações.
As afirmações finais destacam as características dominantes das duas esferas. Na esfera visível da humanidade, onde o Cristo entronizado ainda não é visto, a fé na sua pessoa é exercitada. Na esfera ainda invisível aos olhos mortais, Ele é entronizado em glória, um fato ainda a ser demonstrado universalmente (FiJ. 2:9-11).
"Crido no mundo" está claramente ligado na estrutura cruzada à afirmação anterior. É na terra que a mensagem é pregada, e a fé exercitada (João 20:31; 11 Tess. 1:10). O que não é visto é aceito pela fé, baseado na Palavra de Deus.
"Recebido acima na glória", como Mar. 16:19; Atos 1:2, 11, 22, enfatiza as boas vindas oferecidas Àquele que foi rejeitado na terra. Outras palavras para ascensão são "elevado" (Luc. 24:51), "subiu" (Atos 1: 10 e Ef. 4: 10). A expressão "na glória", no sentido técnico, vai além do ato da ascensão e exaltação, para mostrar o brilho estonteante da própria presença de Deus: ali, um Homem está entronizado.
O paralelismo antitético e a estrutura cruzada das seis afirmações declaram assim, de uma forma cronológica, o mistério da piedade revelado em Cristo, desde a encarnação até a coroação na glória.
Deus e a glória são manifestos em um Homem.
Este resumo majestoso da verdade, personificada em Cristo, e que agora deve ser mantida no testemunho da igreja local, dá uma conclusão adequada à primeira parte da epístola. A manutenção do testemunho, evidenciado na atmosfera e na autoridade dentro da casa de Deus, tem um novo significado quando visto em contraste com o pano de fundo histórico da verdade revelada em Cristo.
Estabelece também uma base apropriada para se tratar do perigo do ataque satânico, que inicia a próxima parte da carta.


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Por James Allen

 

 

 

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