A DISCIPLINA DE DEUS

 "Eis a razão por que há entre vós muitos fracos e doentes e

não poucos que dormem. Porque, se nos julgássemos a nós
mesmos, não seríamos julgados. Mas, quando julgados,
somos disciplinados pelo Senhor, para não sermos
condenados com o mundo." (1 Co 11.30-32.)
Paulo explica aqui que a doença é uma forma pela qual Deus nos
corrige. Os crentes sofrem essa disciplina por terem errado diante do
Senhor. O objetivo é levá-los a julgarem a si mesmos, e a eliminarem seus
erros. Ao castigar seus filhos, Deus usa de misericórdia para com eles,
para que não sejam condenados com o mundo. Quando nos arrependemos
de nossos erros, o Senhor afasta sua disciplina. Portanto podemos
então evitar a doença efetuando um auto-julgamento.
Na maioria dos casos, achamos que a doença é apenas um problema
físico, sem nenhuma relação com a retidão, a santidade e o castigo divino.
Nessa passagem, porém, o apóstolo diz claramente que a doença é o
resultado do pecado e também uma punição que Deus aplica. Os cristãos
costumam citar o caso do homem cego de João 9, para sustentar a opinião
de que as enfermidades não constituem um castigo de Deus por causa do
pecado. Todavia o Senhor Jesus não afirmou ali que a doença não tem
relação com o pecado. Ele apenas adverte seus discípulos a não
condenarem todos os doentes. Se Adão não tivesse pecado, aquele homem
de João 9 não teria nascido cego. Além do mais, o homem em questão
nasceu cego, de modo que a natureza da sua doença é bastante diferente da
natureza das enfermidades dos crentes. As causas das moléstias de quem
nasce doente talvez não sejam seus próprios pecados. De acordo com as
Escrituras, porém, quando adoecemos depois que cremos no Senhor, essa
enfermidade geralmente tem relação com o pecado. "Confessai, pois, os
vossos pecados uns aos outros e orai uns pelos outros, para serdes
curados." (Tg 5.16.) A cura só ocorrerá depois que o enfermo confessar seu
pecado, que é a raiz da doença.
Em muitos casos, a doença é uma disciplina divina, no sentido de
nos alertar para pecados aos quais não damos atenção. Ele quer que os
deixemos. Deus permite que tenhamos enfermidades para que ele possa
nos disciplinar e nos purificar das faltas. Ele pesa sua mão sobre nós para
chamar nossa atenção para algum erro que estejamos abrigando, alguma
injustiça ou dívida, o orgulho ou amor a este mundo, autoconfiança ou
cobiça na obra, ou para algum ato de desobediência ao Senhor. A doença
é, portanto, uma disciplina manifesta de Deus sobre o pecado. Disso,
porém, não devemos inferir que quem está doente é necessariamente mais
pecaminoso que os outros. (Ver Lucas 13.2.) Pelo contrário, geralmente o
Senhor disciplina os mais santos. Jó é um ótimo exemplo disso.
Toda vez que Deus corrige um crente e este adoece, ele pode receber
grandes bênçãos, porque o Pai dos espíritos "nos disciplina para
aproveitamento, a fim de sermos participantes da sua santidade" (Hb
12.10). A doença faz com que nos lembremos do passado e o examinemos,
para ver se há algum pecado oculto, alguma desobediência a Deus ou
vontade própria. Desse modo, podemos ficar sabendo se existe alguma
barreira entre nós e Deus. Quando examinamos o coração, enxergamos
como nossa vida tem sido dominada pelo ego, e se acha muito distante da
santidade do Senhor. Esses exercícios espirituais nos capacitam a crescer
espiritualmente e a obter a cura de Deus.
Portanto a primeira atitude a tomar quando estamos doentes não é
correr de um lado para outro em busca da cura ou dos meios para isso.
Tampouco devemos ficar ansiosos ou temerosos. O que temos de fazer é
nos abrir inteiramente à luz de Deus, e nos submetermos a um exame,
com o desejo sincero de saber se o castigo se deve a algum erro que
praticamos. Devemos julgar a nós mesmos. Assim o Espírito Santo nos
mostrará em que temos falhado. Depois, teremos de confessar e
abandonar imediatamente tudo aquilo que o Espírito Santo nos indicar. Se
cometemos algum pecado que prejudicou outras pessoas, devemos fazer o
máximo para repará-lo, crendo também que Deus nos aceitou. Precisamos
oferecer-nos novamente a ele, dispostos a obedecer plenamente à sua
vontade.
Deus "não aflige, nem entristece de bom grado os filhos dos
homens" (Lm 3.33). Quando o Senhor vê que já atingimos o objetivo do
autojulgamento, ele cessa a disciplina. Deus tem prazer em afastar sua
disciplina, depois que ela cumpriu seus objetivos. A Bíblia afirma que, se
julgarmos a nós mesmos, não seremos julgados. Deus quer que fiquemos
livres do pecado e do ego. Quando alcançamos esse objetivo, a doença
desaparece, porque esta já realizou sua missão. O que precisamos
compreender hoje é que Deus nos castiga com um propósito específico.
Por isso, devemos permitir sempre que o Espírito Santo nos revele nossos
pecados, a fim de atingirmos o alvo divino, e não precisemos mais de
disciplina. Aí então Deus nos cura.
Quando confessamos nossos pecados e os abandonamos, crendo
também no perdão de Deus, podemos confiar nas promessas divinas,
acreditando, sem nenhum temor, que ele vai nos curar. Com a consciência
livre de acusação, temos ousadia para nos aproximar de Deus e receber
sua graça. Quando nos achamos separados dele, temos dificuldade para
crer, ou então nem temos coragem para isso. Contudo, depois que
abandonamos o pecado e recebemos o perdão, temos livre acesso à
presença de Deus, através da iluminação do Espírito Santo e da
obediência a ele. Removida a causa da doença, ela desaparecerá. Agora o
crente enfermo já não tem dificuldade em crer que "o castigo que nos traz
a paz estava sobre ele (Cristo); e pelas suas pisaduras fomos sarados".
Nesse momento, a presença do Senhor se manifesta abundantemente, e
sua vida entra em nosso corpo para torná-lo vivo.
Será que temos nítida consciência de que nosso Pai celeste não está
satisfeito conosco em muitas áreas? Ele se utiliza das enfermidades como
forma de ajudar-nos a perceber nossas fraquezas. Se não abafarmos a voz
da consciência, o Espírito Santo certamente nos mostrará o motivo do
castigo. Deus se deleita em perdoar nossos pecados e curar nossas
doenças. A grande obra redentora do Senhor Jesus contém tanto o perdão
quanto a cura. Ele não vai permitir que nada se interponha entre nós e ele.
Deus quer que vivamos por ele melhor do que vivíamos antes. É hora de
confiarmos nele e de lhe obedecermos inteiramente. O Pai celeste não
deseja nos castigar. Ele está muito desejoso de curar-nos, para podermos
manter uma comunhão mais íntima com ele, ao contemplar seu amor e
seu poder.    LEIA MAIS...
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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