Alguém que me escreveu no YouTube:
O leitor expressa preocupação com a dependência exclusiva de instituições religiosas e líderes humanos para obter conhecimento espiritual. A reflexão destaca que Deus é Espírito e deve ser adorado em espírito e em verdade, e que a Bíblia é a única fonte física e confiável de revelação divina. Embora líderes, igrejas e crentes possam possuir algumas verdades que Deus lhes concede, quando interesses pessoais ou institucionais se sobrepõem, perde-se o princípio de que toda honra e toda glória pertencem somente a Deus. O texto reforça que o Senhor Jesus Cristo é o único e suficiente mediador entre Deus e os homens, e que nenhuma instituição ou pessoa pode ocupar esse lugar sem comprometer essa verdade fundamental. A mensagem conclui exaltando a Deus e pedindo bênção sobre todos os Seus adoradores.
Minha Resposta:
Agradeço a sua mensagem e compreendo perfeitamente o ponto que está a levantar. Há nela verdades importantes, mas também alguns cuidados necessários para que não caiamos no extremo de rejeitar aquilo que Deus realmente estabeleceu para o proveito dos Seus.
De fato, é verdade que Deus é Espírito e que o Senhor Jesus Cristo é o único Mediador entre Deus e os homens (1 Timóteo 2:5). Nada pode substituir essa realidade. Nenhuma instituição humana, nenhuma liderança e nenhum sistema pode tomar o lugar que pertence exclusivamente ao Filho de Deus. Também é verdade que a honra e a glória pertencem somente ao Senhor (Isaías 42:8), e quando homens ou instituições procuram glória para si, desviam-se imediatamente do propósito divino.
Mas há outro lado que a própria Palavra de Deus destaca: o Senhor, que é Espírito, quis usar a Sua Palavra escrita como o meio infalível para revelar a verdade, e quis usar assembleias locais e dons espirituais para edificar e instruir o Seu povo. O perigo não está na existência de irmãos que ensinam ou de assembleias que se reúnem ao nome do Senhor; o perigo está quando a voz humana substitui a voz das Escrituras.
A Bíblia mostra que:
• A verdade não é privada, mas entregue à assembleia: “a igreja do Deus vivo, coluna e firmeza da verdade” (1 Timóteo 3:15).
• O Senhor deu dons para ensinar e servir ao Seu povo (Efésios 4:11–12), não para serem mediadores, mas para serem instrumentos.
• Os crentes de Bereia são elogiados porque examinavam nas Escrituras o que ouviam (Atos 17:11), não porque rejeitavam todo ensino humano.
O problema surge quando alguém aceita tudo sem examinar, ou quando alguém rejeita tudo porque vem de pessoas. As Escrituras mostram o equilíbrio: ouvir — examinar — reter o que é bom (1 Tessalonicenses 5:21).
Quando alguém diz que não precisa de assembleia, de ensino, de dons, de irmãos congregados, incorre noutro erro: está a rejeitar o que o próprio Deus instituiu para o bem do Seu povo. O Senhor Jesus é suficiente para a salvação, mas Ele nunca ensinou que o crente deva viver isolado ou guiado apenas pelas suas impressões pessoais. Pelo contrário, Ele reuniu discípulos, formou um testemunho coletivo e colocou crentes juntos para se edificarem mutuamente.
Por isso, irmão, concordo consigo que:
• A glória é só de Deus.
• O Senhor Jesus é o único Mediador.
• Nenhuma instituição humana tem autoridade divina em si mesma.
• Todo ensino deve ser julgado à luz da Escritura.
Mas também é verdade — porque a Bíblia assim o mostra — que Deus usa assembleias locais, e usa irmãos para ensinar, desde que não assumam o lugar de Cristo, mas sirvam em submissão à Palavra de Deus.
Que o Senhor ajude cada um de nós a manter este equilíbrio: rejeitar o domínio humano, mas não rejeitar aquilo que Deus estabeleceu para edificação do Seu povo.
Deus o abençoe abundantemente em o nome do Senhor Jesus Cristo.
Josué Matos