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O que seria exatamente prevaricar com a sã doutrina?

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2 João 1:9

'Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus.'

João 5:39

'Examinais as Escrituras, porque vós cuidais ter nelas a vida eterna, e são elas que de mim testificam.'

João 12:48

'Quem me rejeitar a mim, e não receber as minhas palavras, já tem quem o julgue; a palavra que tenho pregado, essa o há de julgar no último dia.'

Efésios 2:20

'A igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, sendo Jesus Cristo a principal pedra da esquina.'

Graça e paz, irmão Josué.

Esses versículos acredito que estão em harmonia quando dizem respeito à sã doutrina. Por exemplo, quando diz em Efésios 2:20 sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas, esse fundamento seria a sã doutrina?

Outra pergunta: o que seria exatamente prevaricar com a sã doutrina? Porque, ocorrendo essa prevaricação, a Bíblia afirma que não se tem a Deus, excluindo a pessoa de ser membro da igreja e do corpo de Cristo.

Minha Resposta:

Sim, esses versículos estão em perfeita harmonia. Todos eles apresentam a mesma verdade sob ângulos diferentes: Deus revelou Seu Filho, e essa revelação foi entregue por Cristo aos apóstolos, sendo registrada nas Escrituras. É essa revelação que constitui o fundamento doutrinário da igreja.

Quando Efésios 2:20 afirma que a igreja está "edificada sobre o fundamento dos apóstolos e dos profetas", não está falando das pessoas em si, mas da revelação divina comunicada por meio deles. Os apóstolos do Novo Testamento e os profetas, especialmente no contexto da revelação do mistério da igreja, receberam de Deus a verdade que hoje possuímos nas Escrituras. Cristo é a pedra angular, e o ensino apostólico está firmado nEle.

Por isso, em Atos dos Apóstolos 2:42 encontramos que os primeiros cristãos "perseveravam na doutrina dos apóstolos". A igreja nunca recebeu autoridade para criar novas doutrinas, mas apenas para guardar fielmente aquilo que foi entregue "uma vez aos santos", conforme Judas 3.

Em 2 João 9, porém, é importante observar cuidadosamente o significado de "prevaricar". A ideia do texto não é a de um crente sincero que possui dificuldades de compreensão ou que ainda está amadurecendo espiritualmente. O verbo empregado por João descreve aquele que vai além do ensino de Cristo, abandona deliberadamente a verdade e passa a ensinar outra doutrina.

Portanto, "prevaricar" nesse contexto significa ultrapassar os limites da revelação divina, deixando de permanecer na doutrina de Cristo para seguir um ensino diferente. Era exatamente o problema dos falsos mestres que negavam a Pessoa do Senhor Jesus, especialmente Sua verdadeira encarnação, introduzindo doutrinas estranhas.

João não está tratando de diferenças secundárias entre cristãos, mas de abandono consciente da verdade fundamental acerca de Cristo. Por isso ele afirma: "não tem a Deus". Quem rejeita o Filho também rejeita o Pai, conforme o próprio Senhor declarou em João 5:23 e João 12:48.

Quanto à sua pergunta sobre ser excluído da igreja e do corpo de Cristo, é necessário fazer uma distinção.

O corpo de Cristo é formado por todos os verdadeiros salvos. Somente Deus conhece perfeitamente quem realmente pertence a Cristo (2 Timóteo 2:19).

Já a comunhão prática da igreja local possui responsabilidade de preservar a sã doutrina. Se alguém passa a ensinar doutrinas falsas acerca da Pessoa e da obra de Cristo, a igreja deve agir biblicamente para proteger o testemunho do Senhor. As cartas do Novo Testamento mostram claramente que os falsos mestres não deveriam ser recebidos nem apoiados (2 João 10-11; Gálatas 1:8-9; Tito 3:10-11).

Assim, a exclusão da comunhão da igreja local não acontece por causa de pequenas diferenças de entendimento ou por dificuldades de crescimento espiritual, mas quando existe persistência em pecado moral ou na propagação consciente de falsa doutrina.

A verdadeira sã doutrina sempre conduz à piedade (1 Timóteo 6:3), glorifica a Pessoa do Senhor Jesus Cristo e permanece fiel à Palavra de Deus. Permanecer na doutrina de Cristo é permanecer naquilo que Ele revelou acerca de Sua Pessoa, Sua obra, Seu evangelho e tudo quanto foi transmitido pelos apóstolos inspirados.

Josué Matos

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Lucas 11:41: Parece ser uma citação, ainda que indireta, do Eclesiástico (livro apócrifo)?

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Irmão Josué Matos, boa noite.

Estava lendo a passagem bíblica de hoje e chamou minha atenção o que está em Lucas 11:41. Parece ser uma citação, ainda que indireta, do Eclesiástico (livro apócrifo). Poderia me ajudar na exegese desse versículo? Obrigado.

Minha Resposta:

Sua pergunta é muito interessante e já foi levantada por diversos estudiosos das Escrituras.

O texto de Lucas 11:41 diz:

"Antes, dai esmola do que tendes, e eis que tudo vos será limpo."

À primeira vista, alguns entendem que o Senhor Jesus estaria fazendo referência ao livro de Eclesiástico, especialmente porque há um trecho naquele livro que associa a esmola à purificação dos pecados. Entretanto, essa conclusão não é necessária.

Em primeiro lugar, devemos lembrar que o Senhor Jesus jamais citou explicitamente os livros apócrifos como Escritura inspirada. Quando Ele apelava à autoridade divina, dizia repetidamente: "Está escrito", referindo-se às Escrituras reconhecidas pelos judeus, isto é, à Lei, aos Profetas e aos Salmos (Lucas 24:44). Da mesma forma, os apóstolos fundamentaram sua doutrina nas Escrituras do Antigo Testamento, sem atribuir autoridade inspirada aos livros apócrifos.

Além disso, o ensino de Lucas 11:41 é bastante diferente da ideia encontrada em Eclesiástico.

O contexto de Lucas 11 é uma severa repreensão aos fariseus. Eles eram extremamente cuidadosos com as purificações externas, os rituais e as cerimônias religiosas, mas o Senhor declarou que, por dentro, estavam cheios de rapina e de maldade (Lucas 11:39). Em seguida, afirmou:

"Todavia, dai de esmola o que está dentro, e eis que tudo vos será limpo."

A expressão "o que está dentro" é importante. O Senhor não está ensinando que a esmola compra o perdão dos pecados ou purifica a alma diante de Deus. Isso contrariaria todo o ensino das Escrituras, que afirmam claramente que a salvação é pela graça, mediante a fé, e que a purificação é realizada unicamente pelo sangue de Cristo (Efésios 2:8-9; Hebreus 9:14; 1 João 1:7).

A ideia é que, em vez de demonstrarem uma religiosidade apenas exterior, os fariseus deveriam possuir um coração transformado, generoso e misericordioso. A esmola seria apenas a manifestação prática dessa mudança interior. Em outras palavras, quando o interior é tratado por Deus, o exterior passa naturalmente a refletir essa transformação.

Essa interpretação harmoniza-se com diversas passagens bíblicas:

• Mateus 23:25-28, onde o Senhor condena a aparência religiosa sem santidade interior.

• Mateus 23:26: "Limpa primeiro o interior do copo, para que também o seu exterior fique limpo."

Observe que o pensamento é praticamente o mesmo de Lucas 11. A prioridade é sempre o interior.

Também encontramos esse princípio em Provérbios 4:23:

"Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o teu coração, porque dele procedem as fontes da vida."

Assim, Lucas 11:41 não ensina que a esmola produz perdão ou purificação espiritual. Antes, mostra que Deus deseja um coração sincero, misericordioso e transformado, e não apenas uma religião de aparências.

Quanto à possível semelhança de linguagem com Eclesiástico, devemos lembrar que ideias semelhantes podem aparecer em diversos escritos da época, sem que isso signifique aprovação ou reconhecimento de inspiração. O apóstolo Paulo, por exemplo, citou poetas gregos em Atos 17:28 e Tito 1:12, mas isso não transformou suas obras em Escritura inspirada. Da mesma forma, uma eventual semelhança verbal entre Lucas e um livro apócrifo não prova dependência nem lhe confere autoridade divina.

Portanto, a exegese de Lucas 11:41 deve ser feita à luz do próprio contexto imediato e do ensino geral das Escrituras. O Senhor Jesus está contrastando a pureza exterior dos fariseus com a necessidade de uma transformação interior, que se manifesta em amor, misericórdia e generosidade. Não se trata de ensinar que a esmola remove pecados, mas que uma vida transformada por Deus produz obras compatíveis com essa transformação.

Josué Matos

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Minha realidade é complexa.

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Minha realidade é complexa. Saí de 10 anos de ateísmo radical, tive experiências com Deus, me converti, fui discipulado e batizado por uma pastora. Hoje, depois de um ano, saí da igreja por divergências pessoais e teológicas. Atualmente estou desigrejado, mas com fé em Deus de que encontrarei uma igreja para me tornar membro. No momento, visito uma igreja presbiteriana, mas há algumas coisas lá sobre as quais ainda tenho dúvidas. Deus tenha misericórdia. Muitos questionamentos me cercam.

Minha Resposta:

Agradeço por expressar aqui seus conflitos espirituais. Em primeiro lugar, é motivo de gratidão saber que, depois de tantos anos no ateísmo, você foi alcançado pela graça de Deus. A salvação não é obra da religião, nem de uma instituição, nem de um sistema humano. A salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em nosso Senhor Jesus Cristo, que morreu por nossos pecados e ressuscitou dentre os mortos. Como está escrito: "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Epístola aos Efésios 2:8-9).

Também entendo a complexidade da sua situação. Você saiu de um ambiente de incredulidade, teve contato com uma igreja, foi discipulado, foi batizado, mas depois começou a perceber divergências pessoais e teológicas. Isso não deve ser tratado como algo simples, nem como rebeldia automática da sua parte. Muitas vezes, quando uma pessoa realmente nasce de novo, o Espírito Santo começa a despertar nela um zelo pela Palavra de Deus. O verdadeiro crente não consegue ficar em paz quando percebe práticas e ensinos que não estão de acordo com as Escrituras.

O Senhor Jesus disse que o Espírito Santo guiaria os Seus na verdade (Evangelho segundo João 16:13). Portanto, quando um salvo começa a sentir incômodo diante de práticas que não têm fundamento bíblico, isso pode ser justamente o Espírito de Deus despertando nele o desejo de obedecer ao Senhor, e não simplesmente seguir tradições religiosas.

É necessário dizer com clareza: não podemos confundir as igrejas locais do Novo Testamento com o sistema denominacional moderno. As igrejas do primeiro século tinham problemas, sim. Corinto tinha desordens, Galácia tinha influência legalista, algumas igrejas da Ásia foram repreendidas pelo Senhor. Mas elas não eram denominações com sede central, filiais, hierarquia organizada, governo humano distante, sistema clerical e tradições estabelecidas acima ou ao lado das Escrituras.

No Novo Testamento, vemos igrejas locais autônomas, reunidas ao nome do Senhor Jesus Cristo, perseverando na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos dos Apóstolos 2:42). Não vemos uma sede denominacional governando várias congregações. Não vemos um homem único controlando a igreja como autoridade central. Não vemos um sistema em que um pastor assalariado concentra em si o governo, o ensino, a liderança e a direção espiritual de todo o rebanho.

A Escritura apresenta pluralidade de presbíteros ou anciãos em cada igreja local (Atos dos Apóstolos 14:23; Epístola a Tito 1:5). O governo espiritual não era entregue a um único homem, mas a homens qualificados, reconhecidos entre os irmãos, que cuidavam do rebanho de Deus. Também não vemos no Novo Testamento uma mulher exercendo autoridade doutrinária e pastoral sobre a igreja, pois a ordem apostólica é clara quanto ao papel do homem e da mulher na assembleia (Primeira Epístola a Timóteo 2:11-14; Primeira Epístola aos Coríntios 14:34-35).

Portanto, quando você menciona que foi discipulado e batizado por uma pastora, e que veio de um ambiente dirigido por pastora, é compreensível que, ao estudar melhor as Escrituras, surjam dúvidas sérias em seu coração. A questão não é atacar pessoas, nem negar que Deus possa ter usado alguma circunstância para despertar você. Deus é soberano e pode alcançar alguém mesmo em meio a muita confusão religiosa. Mas isso não significa que devemos aprovar tudo o que existe nesses sistemas. Deus pode salvar uma pessoa apesar do erro do ambiente onde ela estava, mas depois deseja conduzi-la à obediência da Sua Palavra.

Também é necessário examinar outras práticas comuns em muitas denominações. A cobrança obrigatória do dízimo, especialmente quando apresentada como condição de bênção, fidelidade superior ou até ligada à salvação, não corresponde ao ensino dado à igreja no Novo Testamento. O cristão deve contribuir voluntariamente, com alegria, conforme propôs no coração, e não por imposição legalista (Segunda Epístola aos Coríntios 9:7).

A ceia do Senhor também não é um meio de salvação, nem um sacramento que garante vida eterna. A salvação está na obra consumada de Cristo, e não no ato de participar do pão e do cálice. A ceia é memorial: "Fazei isto em memória de mim" (Primeira Epístola aos Coríntios 11:24-25). Além disso, o padrão apresentado em Atos dos Apóstolos mostra os discípulos reunidos no primeiro dia da semana para partir o pão (Atos dos Apóstolos 20:7), e não apenas uma celebração mensal tratada como formalidade religiosa.

Por isso, meu irmão, o fato de você ter saído de um ambiente onde percebeu erros não deve ser considerado necessariamente uma queda espiritual. Pode ser exatamente o contrário: pode ser o início de uma caminhada mais séria, mais bíblica e mais consciente diante de Deus. A Palavra diz: "Sai do meio deles, e apartai-vos, diz o Senhor; e não toqueis nada imundo, e eu vos receberei" (Segunda Epístola aos Coríntios 6:17). E também: "Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados" (Apocalipse 18:4).

Isso não significa que você deva viver isolado para sempre. O cristão não foi chamado para andar sozinho. A vontade de Deus é que os salvos estejam em comunhão, reunidos ao nome do Senhor Jesus, edificando uns aos outros, perseverando na doutrina dos apóstolos, no partir do pão e nas orações. Mas é melhor esperar no Senhor e procurar com cuidado do que se apressar em unir-se a um sistema que você já percebe não estar de acordo com as Escrituras.

Quanto à igreja presbiteriana que você está visitando, faça tudo com calma e discernimento. Examine se o ensino, a prática, o governo, a ceia, a liderança e a forma de reunião estão realmente de acordo com o Novo Testamento. A pergunta principal não deve ser: "Eu me sinto bem aqui?", mas: "Isto está conforme a Palavra de Deus?" Os bereanos foram elogiados porque examinavam cada ensino pelas Escrituras (Atos dos Apóstolos 17:11).

Meu conselho é: continue lendo a Bíblia, ore pedindo direção, não sufoque esses questionamentos quando eles surgirem da Palavra de Deus, e não aceite como normal aquilo que o Espírito Santo lhe mostra que está fora das Escrituras. Ao mesmo tempo, guarde seu coração contra amargura, orgulho ou espírito de contenda. A separação do erro deve ser feita com temor, humildade e obediência ao Senhor.

Deus não o tirou do ateísmo para deixá-lo perdido na confusão religiosa. Ele é poderoso para guiá-lo a irmãos que desejam reunir-se somente ao nome do Senhor Jesus Cristo, tendo a Palavra de Deus como única regra de fé e prática.

Que o Senhor lhe dê sabedoria, firmeza e paz para seguir a Cristo, não segundo os sistemas dos homens, mas segundo as Escrituras.

Josué Matos

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Não me agradeça e não tente me converter, eu nasci na CCB!

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Eu não dou 'opinião', eu te mando dados históricos e científicos. Contra fatos não há argumentos! Sua religiãozinha é uma fraude TOTAL! Não me agradeça e não tente me converter, eu nasci na CCB! Posso não saber o que é a VERDADE, mas sei o que ela NÃO é! Não existe Cristianismo, o que existe é Mentirismo!

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma direta. Contudo, afirmar que algo é falso não o torna falso, assim como afirmar que algo é verdadeiro não o torna verdadeiro. Tanto a história quanto a ciência possuem seus campos de atuação, mas nenhuma delas é capaz de responder plenamente às perguntas espirituais sobre o pecado, o perdão, a vida eterna e o relacionamento do homem com Deus.

Você afirma que me envia "dados históricos e científicos". A história é uma disciplina importante, mas ela não pode provar nem refutar milagres ou a inspiração das Escrituras. A ciência, por sua vez, estuda os fenômenos naturais observáveis; ela não foi criada para julgar questões metafísicas, como a existência de Deus ou a ressurreição de Cristo.

Quanto ao cristianismo, é importante distinguir entre Cristo e os homens que dizem representá-Lo. Ao longo da história existiram abusos, heresias, divisões e incoerências. A própria Bíblia já advertia que isso aconteceria. O Senhor Jesus disse que surgiriam falsos profetas (Mateus 7:15), e o apóstolo Paulo advertiu que homens introduziriam ensinos perversos (Atos dos Apóstolos 20:29-30). Portanto, a existência de erros entre pessoas religiosas não invalida a mensagem do evangelho.

Você disse que nasceu na CCB. Nascer em determinada religião, porém, não torna alguém salvo nem perdido. Da mesma forma, eu não defendo uma denominação religiosa como fundamento da fé. A Bíblia ensina que a salvação é pela graça de Deus, mediante a fé em Jesus Cristo, e não por pertencer a uma organização religiosa (Efésios 2:8-9).

Você também afirma que não sabe o que é a verdade, mas sabe o que ela não é. Permita-me lembrar as palavras do próprio Senhor Jesus:

"Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim." (João 14:6)

A verdade, segundo a Bíblia, não é apenas um conceito filosófico; ela é revelada na pessoa de Cristo. Além disso, o Senhor declarou:

"Santifica-os na tua verdade; a tua palavra é a verdade." (João 17:17)

Por isso, o cristianismo bíblico não se fundamenta em tradições humanas, mas na Palavra de Deus.

Se algum dia você desejar discutir evidências históricas sobre a confiabilidade dos manuscritos bíblicos, a ressurreição de Cristo, as profecias cumpridas ou qualquer outro tema específico, será um prazer conversar com respeito. O diálogo baseado em argumentos é sempre mais proveitoso do que ataques pessoais.

Meu desejo não é vencer uma discussão, mas apontar para Aquele que pode transformar qualquer vida: o Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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A total incoerência do "cristianismo" e da Bíblia

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A total incoerência do "cristianismo" e da Bíblia:

  1. O bug inicial: Um Deus supostamente onisciente e perfeito cria um universo infinito, mas decide focar toda a sua atenção em um planeta minúsculo. Lá, ele cria um casal de humanos e coloca no jardim uma árvore com a instrução explícita de não comer o fruto. Como ele é onisciente, já sabia, antes de criar o mundo, que os humanos iriam falhar. Mesmo assim, deixa todo o cenário preparado.

  2. A culpa herdada: Os humanos comem o fruto. Em vez de o Criador assumir a falha de projeto da sua própria criação, ele joga a culpa na criatura. Pior: estabelece que todos os descendentes daquele casal, bilhões de pessoas milhares de anos depois, já nasçam afetados pelo chamado "pecado original". Assim, cada pessoa nasceria condenada por algo que não praticou.

  3. A solução: Para resolver o problema, Deus não simplesmente perdoa, mas estabelece um sistema de sacrifícios que culmina no envio de Seu Filho ao mundo para morrer na cruz.

  4. O ultimato: O sacrifício foi realizado, mas a salvação não seria automática. Ela dependeria da fé em Cristo. Quem não acredita nessa mensagem estaria condenado ao juízo eterno.

Na minha opinião, esse roteiro não faz sentido. Quando leio a Bíblia e encontro leis severas, guerras e relatos difíceis, concluo que ela é apenas um documento antigo produzido por homens para controlar pessoas por meio do medo e da promessa de recompensa futura.

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma clara. As questões que você levanta são antigas e, em grande parte, já eram debatidas nos primeiros séculos do cristianismo. A diferença está em que muitas dessas críticas partem de pressupostos que a própria Bíblia nunca afirma.

Primeiro, Deus criou o homem com liberdade moral. Se Adão e Eva fossem incapazes de escolher, não haveria amor verdadeiro nem responsabilidade moral. A existência da árvore do conhecimento do bem e do mal não foi uma armadilha, mas uma oportunidade para que a obediência fosse voluntária. Deus conhecia o futuro, mas conhecer um acontecimento não significa causá-lo. A Escritura distingue claramente entre a presciência de Deus e a responsabilidade humana (Deuteronômio 30:19; Josué 24:15; Tiago 1:13-15).

Segundo, a Bíblia não ensina que as pessoas são condenadas porque cometeram pessoalmente o pecado de Adão. Ela ensina que, por causa da queda, toda a humanidade passou a possuir uma natureza pecaminosa e, por isso, todos pecam. "Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). Cada pessoa também responde diante de Deus pelos seus próprios pecados (Ezequiel 18:20).

Terceiro, quanto à morte de Cristo, ela não foi Deus tentando convencer a Si mesmo a perdoar. Foi o próprio Deus demonstrando simultaneamente Sua justiça e Seu amor. A justiça divina exige que o pecado seja julgado; o amor divino providenciou o substituto. "Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores" (Romanos 5:8). "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito..." (João 3:16). A cruz revela tanto a gravidade do pecado quanto a grandeza da graça.

Quarto, a salvação mediante a fé não é um pedido para acreditar sem evidências. A fé bíblica é confiança baseada no testemunho de Deus. Os apóstolos afirmavam que Cristo morreu, foi sepultado e ressuscitou, apresentando testemunhas oculares desses acontecimentos (1 Coríntios 15:3-8). Deus convida o homem a crer, mas não obriga ninguém. O mesmo Deus que oferece gratuitamente a salvação também respeita a decisão daqueles que a rejeitam.

Sobre as leis severas e os juízos registrados no Antigo Testamento, é importante lembrar que eles ocorreram em contextos históricos específicos e revelam a santidade e a justiça de Deus diante do pecado. Ao mesmo tempo, a Bíblia apresenta um Deus paciente, misericordioso e pronto a perdoar os que se arrependem (Êxodo 34:6-7; Salmo 103:8-13). O Novo Testamento mostra o pleno desenvolvimento desse propósito em Cristo, que veio "buscar e salvar o que se havia perdido" (Lucas 19:10).

Por fim, afirmar que a Bíblia é apenas um instrumento de controle social não explica sua preservação ao longo de milênios, a unidade de sua mensagem escrita por cerca de quarenta autores em aproximadamente quinze séculos, nem a profunda transformação produzida na vida de incontáveis pessoas que encontraram em Cristo perdão, esperança e uma nova vida. A mensagem central das Escrituras não é a do medo, mas a da reconciliação: "Reconciliai-vos com Deus" (2 Coríntios 5:20).

Cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar essa mensagem, mas a decisão deve ser tomada após examinar cuidadosamente aquilo que a Bíblia realmente ensina, e não apenas as caricaturas frequentemente feitas a seu respeito.

Josué Matos

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Por que razões alguns afirmam que o Evangelho de Mateus foi escrito em língua hebraica ou aramaica?

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Bom dia, irmão Josué.

Por favor, por que razões alguns afirmam que o Evangelho de Mateus foi escrito em língua hebraica ou aramaica? Isto é verdade? Por que é importante para essas pessoas afirmarem isso?

Alguns também afirmam que a Grande Comissão, no último capítulo, seria de origem posterior para induzir as pessoas a crerem na doutrina bíblica da Trindade.

Como podemos responder a isso, irmão Josué?

Obrigado desde já.

Minha Resposta:

Essa é uma excelente pergunta, pois envolve tanto a história da transmissão do Novo Testamento quanto a confiabilidade das Escrituras.

Em primeiro lugar, é verdade que alguns escritores antigos, como Papias (século II), mencionaram que Mateus teria organizado os "oráculos" do Senhor em "língua hebraica". Entretanto, essa afirmação tem sido entendida de diferentes maneiras.

Alguns estudiosos acreditam que Papias estivesse se referindo a uma coleção inicial dos ensinos de Cristo em hebraico ou aramaico, usada entre os judeus. Outros entendem que ele se referia ao próprio Evangelho de Mateus. O problema é que nenhum manuscrito hebraico ou aramaico antigo desse Evangelho chegou até nós.

Todos os manuscritos antigos de Mateus que possuímos, inclusive os mais antigos conhecidos, são em língua grega. Além disso, o texto apresenta características típicas de uma composição originalmente grega, como jogos de palavras, construções gramaticais e numerosas citações do Antigo Testamento seguindo, muitas vezes, a tradução grega conhecida como Septuaginta.

Portanto, não existe evidência manuscrita de que o Evangelho de Mateus preservado pela Igreja tenha sido originalmente escrito em hebraico ou aramaico. A evidência disponível favorece fortemente o texto grego que chegou até nós.

Quanto ao motivo de alguns insistirem numa origem hebraica, muitas vezes isso ocorre porque desejam defender determinadas teorias segundo as quais o texto grego teria sido alterado posteriormente. Entre essas teorias está a alegação de que Mateus 28:19 teria sido modificado para incluir a fórmula:

"Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo."

Alguns afirmam que essa expressão teria sido acrescentada séculos depois para apoiar a doutrina da Trindade.

Entretanto, essa teoria não encontra apoio nas evidências históricas.

Todos os manuscritos gregos conhecidos que contêm Mateus 28 apresentam essa leitura. Da mesma forma, antigas versões em latim, siríaco e copta também a preservam. Além disso, escritores cristãos dos séculos II e III já citavam esse texto muito antes do Concílio de Niceia.

Outro argumento frequentemente apresentado é que, no livro de Atos dos Apóstolos, os convertidos eram batizados "em nome de Jesus Cristo" (Atos 2:38; 8:16; 10:48; 19:5).

Mas isso não representa uma contradição.

Em Mateus 28:19, o Senhor Jesus estabeleceu a fórmula do batismo. Já em Atos, a expressão "em nome de Jesus Cristo" identifica a autoridade sob a qual aquelas pessoas eram batizadas, distinguindo o batismo cristão dos demais batismos conhecidos pelos judeus, como o batismo de João Batista.

É semelhante a alguém dizer hoje que determinada pessoa foi presa "em nome da lei". Isso não significa que essas palavras precisem ser pronunciadas literalmente no momento da prisão, mas indica sob qual autoridade o ato foi realizado.

Outro detalhe importante é que a doutrina da Trindade não depende apenas de Mateus 28:19.

A Bíblia inteira apresenta o Pai como Deus (João 6:27), o Filho como Deus (João 1:1; João 20:28; Tito 2:13; Hebreus 1:8) e o Espírito Santo como Deus (Atos dos Apóstolos 5:3-4). Ao mesmo tempo, afirma claramente que existe um só Deus (Deuteronômio 6:4; Isaías 45:5; 1 Coríntios 8:4-6).

Portanto, a doutrina da Trindade não foi construída sobre um único versículo, mas sobre o conjunto da revelação bíblica.

Devemos lembrar ainda da promessa do próprio Senhor:

"O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar." (Mateus 24:35)

E também:

"Toda a Escritura é inspirada por Deus." (2 Timóteo 3:16)

Assim, não temos razão para desconfiar da autenticidade de Mateus 28:19. A evidência manuscrita, o testemunho da Igreja primitiva e a harmonia das Escrituras apontam para a preservação fiel desse texto.

Josué Matos

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A Bíblia é tão ridícula que nem teve a capacidade de criar seus próprios mitos, copiou tudo de religiões mais antigas?

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A Bíblia é tão ridícula que nem teve a capacidade de criar seus próprios mitos, copiou tudo de religiões mais antigas:

  1. O Gênesis é um fork de mitos sumérios e babilônicos.

A história da criação do mundo em sete dias e a formação do homem a partir do barro não têm nada de originais. Isso é uma cópia resumida do Enuma Elish (o poema épico babilônico da criação). Lá, os deuses moldam a humanidade a partir da argila misturada com sangue divino para que os homens trabalhem para eles. Os escribas hebreus limparam o politeísmo, colocaram o deus deles no comando, mas mantiveram a mesma estrutura de modelagem de barro.

  1. O Dilúvio e a cópia descarada de Noé.

O mito de Noé, da arca, dos animais entrando em pares e da pomba enviada para ver se a água tinha baixado é apresentado como um plágio da Epopeia de Gilgamesh e do Mito de Atrahasis. Lá, Utnapishtim recebe o alerta de um deus, constrói uma embarcação enorme, coloca sua família e os animais dentro, enfrenta a tempestade global e, no fim, envia uma pomba, uma andorinha e um corvo para testar a terra firme.

  1. Até as leis de Moisés foram "chupadas" de fora.

Afirma-se que o Código de Hamurábi seria a verdadeira origem da Lei de Moisés e que o princípio "olho por olho, dente por dente" foi simplesmente copiado, bem como a imagem de um homem recebendo leis diretamente de uma divindade.

  1. O transplante da escatologia zoroastriana.

Afirma-se que conceitos como batalha final, ressurreição, juízo final e salvador nasceram no zoroastrismo e foram posteriormente incorporados pelos autores do Novo Testamento.

  1. Jesus como decalque de mitos solares pagãos.

Alega-se que Jesus foi moldado a partir de figuras como Mithra, Hórus, Dionísio e o Sol Invicto, citando o dia 25 de dezembro, os doze apóstolos e a estrela dos magos como elementos de origem astronômica e pagã.

  1. Jó e o "Justo Sofredor" da Suméria e Babilônia.

Alega-se que o livro de Jó seria apenas uma adaptação dos textos "O Homem e seu Deus" e Ludlul Bel Nemeqi.

  1. José do Egito: o épico do decalque helênico.

Afirma-se que José seria apenas uma versão judaica da história de Édipo, baseada em sonhos, destino inevitável e resolução de enigmas.

  1. Ester: o teatro de bonecos dos deuses da Babilônia.

Alega-se que Ester deriva de Ishtar, Mardoqueu de Marduk e Hamã de Humman, concluindo que o livro seria uma alegoria mitológica e não um relato histórico.

Minha Resposta:

Essas afirmações parecem impressionantes quando apresentadas em sequência, mas elas confundem duas coisas completamente diferentes: semelhanças culturais e dependência literária.

Primeiro, o fato de existirem relatos antigos sobre criação, dilúvio ou leis não prova que a Bíblia os copiou. Pelo contrário, é perfeitamente natural que povos descendentes de um mesmo tronco humano preservassem lembranças comuns de acontecimentos antigos. Depois da dispersão em Babel (Gênesis 11), diferentes povos levaram consigo memórias que, ao longo dos séculos, foram sendo modificadas, misturadas com politeísmo e elementos mitológicos.

O relato bíblico distingue-se justamente por sua simplicidade, coerência e caráter histórico. Enquanto os mitos mesopotâmicos apresentam guerras entre deuses, violência divina e criação do homem para servir de escravo dos deuses, Gênesis apresenta um único Deus eterno, soberano e santo, que cria todas as coisas pela Sua palavra e faz o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26-27).

O mesmo acontece com o dilúvio. A existência de dezenas de tradições antigas sobre uma grande inundação mundial fortalece a ideia de que um evento dessa natureza realmente marcou a memória coletiva da humanidade. A Bíblia apresenta um relato moral e histórico, explicando a causa do juízo: a corrupção universal do homem (Gênesis 6:5-7). Nos relatos pagãos, os deuses agem por capricho ou por incômodo.

Quanto ao Código de Hamurábi, é verdade que existem leis semelhantes. Mas isso é esperado em qualquer sociedade organizada. Leis sobre homicídio, roubo, propriedade ou falso testemunho aparecem em muitos povos porque tratam da convivência humana. A diferença é que a Lei de Moisés possui um fundamento moral e espiritual muito superior, revelando o caráter santo de Deus e estabelecendo princípios que vão muito além da simples punição.

A afirmação de que o Novo Testamento copiou o zoroastrismo também não resiste à análise histórica. O Antigo Testamento já fala sobre Satanás (Jó 1 e 2; Zacarias 3), ressurreição (Daniel 12:2), juízo futuro (Eclesiastes 12:14) e reino de Deus muito antes da redação dos evangelhos. Os apóstolos não estavam criando uma nova religião, mas anunciando o cumprimento das profecias já registradas séculos antes.

Quanto a Jesus Cristo, as comparações com Mithra, Hórus ou outros deuses solares são repetidas frequentemente na internet, mas raramente são acompanhadas de documentos antigos que as sustentem. Não existe registro histórico confiável dizendo que Mithra nasceu de uma virgem, morreu pelos pecados da humanidade ou ressuscitou ao terceiro dia. Muitas dessas alegações surgiram em obras populares modernas, e não em textos antigos.

Sobre o dia 25 de dezembro, a própria Bíblia nunca afirma que o Senhor Jesus nasceu nessa data. A data foi adotada posteriormente por razões históricas e litúrgicas, mas a fé cristã nunca dependeu dela. O evangelho está fundamentado na morte e na ressurreição de Cristo, acontecimentos testemunhados por centenas de pessoas (1 Coríntios 15:3-8).

Também é comum alegar que Ester deriva de Ishtar ou que Mardoqueu deriva de Marduk. Mesmo que haja semelhanças fonéticas, isso não transforma automaticamente uma narrativa histórica em um mito. Nomes semelhantes aparecem frequentemente entre diferentes culturas sem que uma história dependa da outra. Além disso, o fato de o nome de Deus não aparecer no livro de Ester não significa que Ele esteja ausente. Toda a narrativa mostra Sua providência dirigindo os acontecimentos em favor do Seu povo.

Finalmente, é importante observar que a Bíblia foi escrita por cerca de quarenta autores, durante aproximadamente mil e quinhentos anos, em três continentes e em três idiomas diferentes, mantendo uma unidade doutrinária extraordinária. Ela apresenta uma única linha de pensamento: a queda do homem, a promessa do Redentor, a vinda do Senhor Jesus Cristo e a salvação pela graça mediante a fé.

A questão central não é se existem histórias antigas semelhantes, mas qual delas explica melhor a realidade, possui coerência histórica, unidade interna e cumprimento profético. A Bíblia continua sendo o único livro que apresenta centenas de profecias cumpridas na pessoa do Senhor Jesus Cristo, escritas muitos séculos antes do Seu nascimento, morte e ressurreição.

Josué Matos

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Se você acha que vai para o 'céu', leia Eclesiastes, é o único livro da Bíblia que não mente para você!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Tiozinho, vá catar latinhas e procure outro trouxa para enganar, para cima de mim NÃO! Você jogou sua vida na lata de lixo estudando um monte de mentiras! Se você acha que vai para o 'céu', leia Eclesiastes, é o único livro da Bíblia que não mente para você!

Minha Resposta:

Olá.

Percebo que você discorda daquilo que ensino, e isso faz parte de qualquer debate. No entanto, a verdade não é determinada pelo tom da conversa, mas pelo que Deus revelou nas Escrituras.

Você cita o livro de Eclesiastes como se ele anulasse o restante da Bíblia. Porém, o próprio Eclesiastes foi escrito para mostrar a limitação da perspectiva "debaixo do sol", isto é, da vida vista apenas do ponto de vista humano. Repetidamente o livro conclui que tudo é vaidade quando Deus é deixado de lado.

No final do livro, o próprio escritor apresenta a conclusão: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra" (Eclesiastes 12:13-14). Se existe um juízo futuro, então a existência do homem não termina na sepultura.

Além disso, toda a revelação bíblica confirma a continuidade da existência após a morte. O Senhor Jesus ensinou que Deus é "Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó" e acrescentou: "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mateus 22:32). Em Lucas 16:19-31, o Senhor descreve conscientemente a situação do rico e de Lázaro após a morte. Em João 5:28-29, declarou que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz e sairão para ressurreição da vida ou para ressurreição da condenação.

O apóstolo Paulo também escreveu que o crente deseja "partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Filipenses 1:23), e afirmou que estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (2 Coríntios 5:8).

Portanto, a esperança do céu não é uma invenção humana, mas uma promessa do próprio Senhor Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar" (João 14:2-3).

Não espero convencer ninguém por meio de ofensas ou discussões, mas convido você a examinar toda a Bíblia, e não apenas um livro isolado. Quem lê as Escrituras com sinceridade encontra um Deus santo, um Salvador que morreu pelos pecadores e uma promessa de vida eterna para todo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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Após a arca ser levada para dentro do Templo de Salomão, lá ainda havia o tabernáculo interno, por exemplo, o véu que só os sacerdotes levitas poderiam acessar?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Graça e Paz, irmão Josué.

Após a arca ser levada para dentro do Templo de Salomão, lá ainda havia o tabernáculo interno, por exemplo, o véu que só os sacerdotes levitas poderiam acessar? Ou, após a arca ser levada para dentro do Templo, Salomão não precisava mais ficar atrás de um véu, ficando ela à mostra para todos os judeus que frequentavam o Templo de Salomão?

Minha Resposta:

A resposta é que o Templo de Salomão manteve a mesma divisão fundamental do tabernáculo construído por Moisés. Embora o edifício fosse muito maior e mais suntuoso, continuava existindo o Lugar Santo e o Santo dos Santos, separados por um véu.

Quando a arca da aliança foi levada para o Santo dos Santos, ela foi colocada debaixo das asas dos dois grandes querubins de madeira revestidos de ouro (1 Reis 8:6-7; 2 Crônicas 5:7-8). Depois disso, os sacerdotes saíram do santuário, e a glória do Senhor encheu a casa, de modo que eles nem puderam permanecer ali para ministrar (1 Reis 8:10-11).

Portanto, a arca não ficou exposta ao povo. Ela permaneceu escondida atrás do véu, exatamente como acontecia no tabernáculo.

O Santo dos Santos era o lugar da presença de Deus e não era um ambiente de livre acesso. Nem mesmo os sacerdotes comuns podiam entrar ali. Apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, no Dia da Expiação, levando sangue pelo pecado, conforme a ordem estabelecida em Levítico 16. Esse princípio continuou válido durante todo o período do primeiro templo.

Salomão também não possuía um privilégio especial de entrar no Santo dos Santos por ser rei. Ele exerceu diversas funções importantes na dedicação do templo, orou diante do povo e ofereceu sacrifícios, mas não recebeu autorização para ultrapassar o véu. Na Escritura, Deus preserva claramente a distinção entre a função do rei e a função sacerdotal.

Essa separação tinha um profundo significado espiritual. O véu demonstrava que o caminho para a presença imediata de Deus ainda não estava aberto. Somente com a morte do Senhor Jesus Cristo esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mateus 27:51), mostrando que, por meio do Seu sacrifício perfeito, foi inaugurado um novo e vivo caminho para todos os que creem (Hebreus 10:19-22).

Assim, durante todo o período do Templo de Salomão, a arca permaneceu oculta no Santo dos Santos, atrás do véu, acessível apenas ao sumo sacerdote uma vez por ano. O povo jamais a contemplava, e esse fato apontava profeticamente para a obra redentora do Senhor Jesus, que abriu definitivamente o acesso à presença de Deus.

Josué Matos

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É possível guardar todos os mandamentos e sermos irrepreensíveis para o dia da redenção?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Graça e paz, presbítero. É possível guardar todos os mandamentos e sermos irrepreensíveis para o dia da redenção? Na hipótese de não conseguir guardar toda a lei, compromete a salvação do cristão?

Minha Resposta:

A sua pergunta envolve dois assuntos que precisam ser distinguidos: a salvação e a vida prática do cristão.

Primeiramente, a Bíblia ensina que ninguém é salvo por guardar a lei ou por obedecer perfeitamente aos mandamentos. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9). Se a salvação dependesse da perfeita obediência, ninguém seria salvo, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23).

Quando uma pessoa crê em Jesus Cristo como seu Salvador, ela é justificada diante de Deus. Seus pecados foram levados pelo Senhor Jesus na cruz, e Deus a declara justa com base na obra consumada de Cristo, não em seu próprio desempenho. "Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1).

Quanto a ser irrepreensível para o dia da redenção, essa é uma obra do próprio Deus. O apóstolo Paulo escreveu: "Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo" (Filipenses 1:6). Também declarou: "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5:23-24).

Isso significa que o cristão pode viver como quiser? De maneira nenhuma. Aquele que foi salvo recebe uma nova natureza e deve andar em santidade, procurando guardar os mandamentos do Senhor por amor e gratidão, e não para conquistar ou manter a salvação. O Senhor Jesus disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15).

Infelizmente, o cristão ainda possui a carne e pode falhar. Por isso lemos: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos" (1 João 1:8). Entretanto, quando peca, não perde a condição de filho de Deus, mas perde a comunhão prática com o Pai. A restauração acontece pela confissão sincera: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9).

A lei exige perfeição absoluta. Basta uma única transgressão para tornar alguém culpado: "Qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos" (Tiago 2:10). Justamente por isso a salvação não pode depender da observância da lei, mas exclusivamente da graça de Deus manifestada em Cristo.

Portanto, a resposta é: não conseguir guardar perfeitamente todos os mandamentos não compromete a salvação daquele que verdadeiramente nasceu de novo, porque sua salvação está fundamentada na obra perfeita do Senhor Jesus e não em sua própria capacidade. Porém, isso não diminui a responsabilidade do cristão de viver em obediência, santidade e vigilância, aguardando "a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" (Tito 2:13).

Josué Matos

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O verdadeiro Israel foi destruído em 722 a.C., e a Bíblia foi escrita somente depois que o verdadeiro Israel foi destruído?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O verdadeiro Israel foi destruído em 722 a.C., e a Bíblia foi escrita somente depois que o verdadeiro Israel foi destruído. Eles eram politeístas, adoravam o deus El, sua esposa Aserá e até mesmo Baal (que não era um "falso deus" para Israel). O "Israel" que você conhece, na verdade, é Judá. Eles roubaram o nome do verdadeiro Israel, trocaram o deus El pelo mané do Javé e foram eles que escreveram as ficções da Bíblia! O mundo inteiro está sendo enganado! Leiam o livro "A Bíblia Desenterrada", do arqueólogo Israel Finkelstein.

A antiga religião do verdadeiro Israel:

• O deus El: o patriarca supremo, o ancião do panteão. Ele não era um tirano psicótico obcecado por controle absoluto ou por manuais de regras morais impossíveis. Era uma figura distante, benevolente e tolerante, que presidia o conselho dos deuses sem a necessidade de esmagar a individualidade de ninguém.

• Baal: o senhor da tempestade, o cavaleiro das nuvens. Era ele quem controlava as chuvas que fecundavam a terra seca da região. Ele não era um monstro justiceiro que exigia obediência cega sob pena de tortura eterna; ele era a própria força da natureza, o motor da agricultura, o ciclo da vida e da fertilidade que o homem do campo precisava celebrar para sobreviver.

• Aserá (Asherah): a Deusa Mãe, a rainha dos céus e consorte de El (e que, a arqueologia e os próprios textos bíblicos censurados provam, foi também cultuada como consorte do próprio Javé primitivo). A presença do feminino sagrado trazia um equilíbrio orgânico para a existência. A religião tinha espaço para a fertilidade, para o afeto, para o ventre, para a árvore e para a celebração do corpo.

O crime contra a humanidade aconteceu quando a elite sacerdotal de Jerusalém — operando no período pós-exílico sob o patrocínio do Império Persa — decidiu passar o rolo compressor da censura literária sobre toda essa riqueza.

Para centralizar o poder político, monopolizar os impostos do templo e criar uma identidade nacional baseada no isolamento e na xenofobia, eles operaram o maior refactoring ideológico de todos os tempos:

• Extirparam a Deusa Mãe, demonizaram Baal e reduziram a riqueza do panteão ao zero absoluto.

• Pegaram Javé — que originalmente era apenas uma divindade menor da tempestade e da guerra vinda do sul (Edom/Midiã) — e o inflaram até virar o monarca absoluto do universo.

• Mas o Javé que sobrou desse processo não herdou a benevolência de El; ele reteve a violência bruta do deus da guerra, temperada com o ciúme doentio, a intolerância, a obsessão por pureza ritual e o ódio ao diferente.

O resultado dessa engenharia teológica foi a criação de um vírus mental. Eles inventaram o conceito de pecado estrutural, a obediência pelo terror, o patriarcado absolutista e a desumanização de pessoas.

Minha Resposta:

A sua argumentação reúne diversas hipóteses arqueológicas e reconstruções históricas, mas as apresenta como fatos definitivamente comprovados, quando, na realidade, estão longe de representar um consenso entre arqueólogos, historiadores e estudiosos das línguas antigas.

É verdade que a Bíblia registra que Israel frequentemente caiu na idolatria. A própria Escritura afirma que muitos israelitas adoraram Baal, Aserá e outros deuses. Isso não é uma descoberta moderna, mas um testemunho repetido em Juízes 2:11-13, 1 Reis 18:18-21, 2 Reis 17:7-18 e Jeremias 7:17-18. Portanto, a existência desse culto não prova que essa fosse a religião verdadeira de Israel; pelo contrário, a Bíblia a apresenta como motivo do julgamento divino.

Também não é correto afirmar que Judá "roubou" o nome de Israel. Depois da divisão do reino, existiram o Reino do Norte (Israel) e o Reino do Sul (Judá). Após a destruição do Reino do Norte pelos assírios em 722 a.C., muitos israelitas refugiaram-se em Judá, preservando sua identidade. Mais tarde, após o exílio babilônico, o povo restaurado passou a ser chamado tanto de judeus quanto de israelitas, como demonstram Esdras 6:16-17, Neemias 11:3 e outros textos.

Quanto ao nome de Deus, ele não surgiu no período persa. Muito antes do exílio, Moisés já havia recebido a revelação divina: "EU SOU O QUE SOU" (Êxodo 3:14-15). O nome aparece centenas de vezes nos manuscritos hebraicos do Antigo Testamento e é encontrado em inscrições antigas muito anteriores ao exílio babilônico.

Além disso, afirmar que a Bíblia foi simplesmente uma obra de propaganda sacerdotal ignora um fato importante: ela preserva os próprios pecados de Israel e de Judá. Nenhum documento de propaganda nacional descreveria de forma tão severa a idolatria dos seus reis, a corrupção dos sacerdotes, a infidelidade do povo e os sucessivos juízos de Deus contra a própria nação.

A mensagem bíblica não apresenta um Deus tribal que evoluiu até se tornar universal. Desde Gênesis 1:1, Ele é o Criador dos céus e da terra. Antes mesmo da existência de Israel, Deus já se relacionava com Noé, Jó, Melquisedeque e outros homens que não pertenciam à nação israelita.

Finalmente, o maior testemunho da autenticidade das Escrituras está no Senhor Jesus Cristo. Ele reconheceu Moisés, os Profetas e os Salmos como Palavra de Deus (Lucas 24:27,44), afirmou que "a Escritura não pode ser anulada" (João 10:35) e declarou: "A tua palavra é a verdade" (João 17:17).

Assim, embora a arqueologia seja uma ferramenta valiosa para compreender o contexto histórico da Bíblia, ela não pode ser usada para anular o testemunho convergente das Escrituras, dos manuscritos antigos, da história do povo judeu e do próprio Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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Vocês nunca perceberam a completa estupidez do mito de Adão e Eva?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vocês nunca perceberam a completa estupidez do mito de Adão e Eva? Como que esse tal de 'deus' deixa seus filhos inocentes, que nem sabiam o que era bom e mau, na presença de uma cobra, um ser astuto, que poderia pôr tudo a perder? Se fosse hoje, o Conselho Tutelar meteria esse 'deus' na cadeia! Mas eu fiz algo muito melhor (ou pior): condenei esse 'deus' ao inferno do eterno esquecimento!

Se o seu 'deus' é onisciente, ele já sabia que tudo iria dar errado. Então, por que 'ele' criou o ser humano?

E se ele é soberano, por que deixa um diabo fazendo desgraças na vida das pessoas? Será que o diabo é mais poderoso do que 'ele'?

Na Bíblia está escrito que 'quem pode fazer o bem e não faz, comete pecado'.

Então, ou esse 'deus' é um inútil, não pode fazer nada, ou 'ele' pode e não faz; assim, 'deus' é o maior pecador do Universo!

Minha Resposta:

Sua pergunta reúne algumas das objeções mais antigas levantadas contra a existência de Deus. Elas merecem uma resposta séria e baseada nas Escrituras.

Primeiro, Adão e Eva não eram crianças incapazes de compreender uma ordem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus, em perfeita comunhão com o Criador, dotados de inteligência, responsabilidade moral e capacidade de obedecer. Deus lhes deu um único mandamento claro: "Da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás" (Gênesis 2:17). Não houve engano da parte de Deus, mas uma escolha consciente do ser humano.

A presença da serpente também não torna Deus culpado. O amor verdadeiro não pode existir onde não há possibilidade de escolha. Um ser programado para obedecer não ama; apenas executa comandos. Deus desejou criaturas capazes de amá-Lo voluntariamente. A existência de uma alternativa tornava essa escolha real.

Você pergunta: "Se Deus sabia que tudo daria errado, por que criou o homem?"

Porque o propósito de Deus não termina na queda. Antes da fundação do mundo, Ele já havia preparado um plano de redenção em Cristo. A cruz não foi um improviso, mas a demonstração máxima do amor, da justiça e da graça divina. Deus preferiu criar seres livres e salvá-los pelo sacrifício do Seu Filho a criar um universo de autômatos incapazes de amar.

Outra questão é sobre o diabo. O fato de Deus permitir temporariamente a atuação de Satanás não significa que este seja mais poderoso. Pelo contrário, Satanás só pode agir dentro dos limites estabelecidos por Deus, como se vê claramente na história de Jó. O Senhor Jesus também afirmou que o diabo será lançado no lago de fogo para julgamento eterno (Apocalipse 20:10). Seu tempo é limitado e seu destino está determinado.

Quanto à citação de Tiago 4:17: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado", ela foi dirigida aos seres humanos, criaturas obrigadas moralmente a obedecer a Deus. Deus, porém, não está sujeito a uma lei superior a Si mesmo. Ele é o Legislador, perfeitamente santo, justo e bom. Tudo o que faz está em perfeita harmonia com Seu caráter. Por isso a Escritura declara: "Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas" (1 João 1:5).

O maior problema da humanidade não é a existência de Deus, mas a existência do pecado no coração do homem. A Bíblia não apresenta um Deus indiferente ao sofrimento; apresenta um Deus que entrou na história, assumiu a natureza humana na pessoa do Senhor Jesus Cristo, sofreu, morreu e ressuscitou para oferecer perdão e vida eterna a todos os que creem.

Cada pessoa pode rejeitar essa mensagem, mas rejeitá-la não altera a realidade dos fatos. Assim como negar a existência do sol não faz desaparecer a sua luz, negar Deus não muda a verdade revelada nas Escrituras nem a responsabilidade de cada ser humano diante do seu Criador.

Josué Matos

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Boa tarde, o senhor é da casa de oração?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Boa tarde, o senhor é da casa de oração?

Minha Resposta:

Não.

Sou um cristão que procura reunir-se simplesmente ao nome do Senhor Jesus Cristo, conforme o ensino das Escrituras, reconhecendo que há um só corpo e um só Espírito (Efésios 4:4) e que os crentes devem perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2:42).

A expressão "casa de oração" é usada por diferentes grupos e pode ter significados variados. Por isso, prefiro identificar-me apenas como um irmão em Cristo que se reúne com uma assembleia local, sem vínculo denominacional, procurando seguir o padrão apresentado no Novo Testamento e dar ao Senhor Jesus toda a preeminência.

Josué Matos

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Os filhos de Deus não pecam? Isto nos está falando da nova geração, agora encabeçada por Cristo?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Como está escrito. Os filhos de Deus não pecam. Isto nos está falando da nova geração, agora encabeçada por Cristo.

Temos em nós a carne que pode pecar se não vigiarmos, mas o que é nascido de Deus não peca, como disse o Apóstolo!

Minha Resposta:

Agradeço sinceramente por seu comentário e pela oportunidade de discutirmos este tema tão relevante.

A passagem de 1 João 3:9 afirma: "Aquele que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." Essa declaração tem sido amplamente debatida, mas a interpretação mais coerente dentro da visão bíblica que seguimos é a de que João não está dizendo que um cristão verdadeiro nunca peca, mas sim que ele não pode viver no pecado de maneira habitual e contínua.

A tradução "Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente" enfatiza que a pessoa regenerada tornou-se um filho de Deus e não pode permanecer numa vida de pecado. Esse trecho não apresenta um contraste entre a velha natureza e a nova, mas entre os filhos de Deus e os filhos do diabo.

F. F. Bruce explica que "o novo nascimento inclui uma mudança radical na natureza humana; para os que não nasceram de novo, o pecado é natural, ao passo que, para os que nasceram de novo, o pecado é contrário à sua nova natureza." A prática habitual do pecado, portanto, refuta qualquer reivindicação de que a pessoa possui a vida divina.

J. R. W. Stott complementa afirmando que "'a sua semente permanece nele' refere-se à natureza divina, à semente de Deus implantada no crente através do novo nascimento." Essa transformação é profunda, radical e interna, e a nova natureza que recebemos promove uma inclinação à santidade, tornando impossível ao verdadeiro crente viver continuamente no pecado.

K. S. Wuest também destaca que "a pessoa que é nascida de Deus não é capaz de continuar praticando o pecado, não é capaz de pecar habitualmente, porque nasceu da parte de Deus." O apóstolo João reforça essa verdade ao contrastar a conduta dos filhos de Deus e dos filhos do diabo.

Além disso, como aponta A. Plummer, "João 3:5-8 nos leva a interpretar 'semente' como significando o Espírito Santo." É Ele quem habita em nós e nos capacita a viver em conformidade com a justiça de Deus.

O versículo 10 de 1 João 3 esclarece que essa distinção entre filhos de Deus e filhos do diabo se manifesta no viver prático. Aqueles que praticam a justiça e o amor demonstram sua filiação a Deus, enquanto os que vivem na iniquidade e no ódio demonstram pertencer ao diabo. A Bíblia não reconhece uma posição intermediária: ou pertencemos à família de Deus, ou permanecemos na família do diabo. Como o próprio Senhor Jesus disse em Mateus 7:16, "pelos seus frutos os conhecereis."

Portanto, 1 João 3:9 não ensina a perfeição sem pecado nesta vida, mas sim que aquele que nasceu de Deus não pode permanecer escravizado ao pecado. O verdadeiro crente pode tropeçar, mas ele não viverá continuamente no pecado, pois a nova natureza que recebeu o conduz à santidade e à conformidade com Cristo.

Josué Matos

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Não perco tempo discutindo com crentes cegos.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Não perco tempo discutindo com crentes cegos. Para vocês, 2 + 2 = 5. Sua religiãozinha é uma fraude TOTAL! Você não vai para nenhum 'céu' e você tem muita sorte que o 'inferno' também não existe, senão seria o seu eterno lar! Mentir e enganar os outros é pecado! Tenha um pouco de honestidade intelectual! Se até as estrelas morrem, é muita audácia um primata bípede querer viver para sempre e achar que as trilhões de galáxias do Universo foram criadas por outro primata bípede que fica sentado em um trono. É o ápice da insanidade!

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma tão direta. Discordar faz parte de qualquer debate sério, mas as questões fundamentais da existência não são resolvidas por insultos, e sim pela busca sincera da verdade.

Você afirma que o céu não existe porque as estrelas morrem e porque o ser humano é apenas um "primata bípede". No entanto, a Bíblia nunca baseou a esperança da vida eterna na capacidade biológica do homem, mas no poder do Deus Criador. Se Deus trouxe o universo à existência por Sua palavra, ressuscitar um ser humano não representa qualquer dificuldade para Ele.

Aliás, a própria ciência reconhece que o universo teve um começo. Tudo o que tem começo exige uma causa suficiente para sua existência. A existência de bilhões de galáxias não elimina Deus; pelo contrário, revela uma ordem, uma complexidade e leis físicas extremamente precisas que apontam para um Criador inteligente.

Também é interessante observar que a Bíblia nunca descreve Deus como um "primata sentado em um trono". Deus é Espírito (João 4:24), eterno, infinito e independente da criação. Quando a Escritura fala de Seu trono, utiliza uma linguagem que comunica Sua autoridade e soberania sobre todas as coisas.

Quanto ao inferno, a sua inexistência não é provada pelo fato de alguém não acreditar nele. A realidade não depende da opinião humana. O mesmo Senhor Jesus que falou do amor de Deus também advertiu repetidas vezes sobre o juízo futuro, sobre a separação eterna entre os que rejeitam a graça divina e os que recebem a salvação pela fé.

Da mesma forma, a esperança da vida eterna não nasce do orgulho humano de querer viver para sempre. Pelo contrário, nasce do reconhecimento de nossa fragilidade. Todos envelhecemos, adoecemos e morremos. A pergunta inevitável é: o que acontece depois?

A Bíblia responde que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9:27). Mas também anuncia uma maravilhosa esperança: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

A fé cristã não é um convite para abandonar a razão, mas para reconhecer que existe uma realidade maior do que aquilo que os nossos sentidos podem medir. A própria existência da consciência moral, do senso de justiça, da racionalidade e da busca pelo significado da vida aponta para algo que transcende a matéria.

Cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar essa mensagem. Porém, rejeitá-la não a torna falsa, assim como acreditar nela não a torna verdadeira. A verdade permanece independente das nossas preferências.

Meu desejo é que o debate seja sempre conduzido com respeito, porque todos nós, crentes ou não, um dia estaremos diante da realidade definitiva e teremos de responder à pergunta mais importante da existência: quem é Jesus Cristo?

Josué Matos

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'O que Deus ajuntou não o separe o homem.'

 Alguém que me escreveu no YouTube:

De acordo com o ensino de Jesus, a permissão para o divórcio dada por Moisés não anulou o propósito original de Deus para o casamento.

Em Mateus 19:3-9, quando os fariseus perguntaram sobre o divórcio, Jesus respondeu citando Gênesis:

'O que Deus ajuntou não o separe o homem.'

E acrescentou que Moisés permitiu o divórcio 'por causa da dureza do vosso coração', mas que 'no princípio não foi assim'.

Nessa interpretação, Jesus apresenta duas ideias:

O ideal de Deus desde a criação é a união permanente entre marido e mulher.

A concessão de Moisés sobre o divórcio foi uma permissão dada para lidar com a realidade do pecado humano, não uma revogação do plano original de Deus.

O apóstolo Paulo de Tarso também ensina que o vínculo matrimonial é para toda a vida, sendo a morte o que normalmente encerra essa união (Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:39).

Há diferentes interpretações entre as tradições cristãs sobre exceções ao divórcio e novo casamento, mas a maioria concorda que Jesus afirmou a superioridade do propósito original de Deus para o matrimônio em relação à concessão mosaica do divórcio.

Minha Resposta:

Você está correto ao afirmar que o propósito original de Deus para o casamento nunca foi alterado. Desde Gênesis 2:24, Deus estabeleceu uma união permanente entre um homem e uma mulher, e o Senhor Jesus confirmou esse princípio ao declarar: "O que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6).

Entretanto, é importante esclarecer um ponto que costuma gerar muita confusão. Muitos entendem que Mateus 19:9 autoriza o divórcio em caso de adultério. Porém, o texto não utiliza a palavra "adultério", mas "fornicação". No Novo Testamento existe uma distinção entre esses termos. Fornicação refere-se à impureza sexual de uma pessoa que ainda não consumou o casamento, enquanto adultério é a infidelidade de quem já está casado.

Essa distinção é confirmada pelo próprio contexto judaico. Naquele tempo existia o desposório, um compromisso muito mais forte do que o noivado moderno. José e Maria estavam desposados, sendo chamados marido e mulher, embora ainda não tivessem convivido maritalmente (Mateus 1:18-20). Se durante esse período fosse descoberta fornicação, o compromisso poderia ser desfeito.

Assim, a chamada "cláusula de exceção" do Senhor Jesus não trata de um casamento consumado, mas da quebra do compromisso do desposório por causa da fornicação. Ela não constitui autorização para dissolver um casamento já estabelecido.

Quando os apóstolos ensinam sobre o casamento cristão, essa exceção sequer é mencionada. Pelo contrário, a doutrina é clara e uniforme. Romanos 7:2-3 afirma que a mulher está ligada ao marido enquanto ele vive. 1 Coríntios 7:10-11 ordena que a esposa não se aparte do marido e que o marido não deixe a esposa. Se ocorrer uma separação física, a orientação é igualmente clara: permanecer sem casar ou reconciliar-se.

Isso demonstra que existe diferença entre separação e divórcio. Em determinadas circunstâncias graves, como violência, abandono ou impossibilidade de convivência, pode haver uma separação física para preservar a vida, a segurança ou a paz. Contudo, essa separação não dissolve o vínculo matrimonial diante de Deus e não autoriza um novo casamento enquanto o outro cônjuge estiver vivo.

Por isso, o ensino bíblico permanece o mesmo do princípio ao fim: o casamento é uma união estabelecida por Deus e somente a morte desfaz esse vínculo. O divórcio civil pode produzir efeitos perante as leis humanas, mas não altera aquilo que Deus uniu.

Esse entendimento harmoniza Gênesis 2:24, Mateus 19:3-9, Marcos 10:11-12, Lucas 16:18, Romanos 7:2-3, 1 Coríntios 7:10-11 e 1 Coríntios 7:39, preservando o propósito original de Deus para o matrimônio e a figura da união indissolúvel entre Cristo e Sua Igreja.

Josué Matos

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Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

Minha Resposta:

Obrigado pela sua observação. Na verdade, a questão não é simplesmente possuir ou não um CNPJ. O ponto principal é fazer distinção entre a igreja e uma entidade jurídica.

Na Bíblia, a igreja nunca é apresentada como uma pessoa jurídica, uma instituição registrada ou uma organização civil. A igreja é composta por pessoas salvas pelo sangue de Cristo. Paulo escreveu aos crentes em Corinto chamando-os de “igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2). A igreja era formada pelos santos reunidos naquele lugar, e não pelo edifício onde se encontravam.

Um imóvel pode ter registro civil, escritura, conta bancária, número fiscal ou qualquer outra exigência legal do país onde está localizado. Isso não transforma o imóvel em igreja. Da mesma forma, um salão de reuniões pode estar legalmente registrado para cumprir exigências administrativas sem que a igreja em si se torne uma organização religiosa nos moldes denominacionais.

O problema surge quando se passa a identificar a igreja com a estrutura jurídica, como se a igreja fosse uma associação registrada, uma instituição religiosa ou uma empresa. Biblicamente, a igreja já existe antes de qualquer documento humano. Ela é o corpo de Cristo (Efésios 1:22-23), a casa de Deus (1 Timóteo 3:15) e uma habitação espiritual (1 Pedro 2:5).

Portanto, o debate não é sobre a existência de um CNPJ ou de um registro legal para administrar um imóvel. A questão é manter clara a diferença entre os aspectos civis necessários para um local de reunião e a natureza espiritual da igreja. Uma igreja não nasce de um registro governamental, mas da obra de Deus na vida daqueles que creem no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

Quais "boas novas" esse "evangelho" trouxe? A doutrina do inferno eterno???
Que "boas novas" são essas? Os judeus do Antigo Testamento absolutamente não acreditavam nessa aberração. Para eles o destino de todas as pessoas era o Sheol, um lugar de escuridão, inatividade e esquecimento, não havia sofrimento.
Então, essas "boas novas" de "boas" não têm absolutamente NADA! Muito pelo contrário, essa é a doutrina mais perversa da História da humanidade!
Ela aplica a mesma pena para uma pessoa que fez sexo antes do casamento para um genocida como Hitler. Vocês acham que existe o mínimo de justiça nisso? Isso só pode ter saído de uma mente de psicopata! Por isso, sou agnóstico e não quero saber desse "evangelho" nem desse "deus" de "amor". Um verdadeiro Deus de amor não condenaria alguém ao sofrimento eterno! O "deus" da Bíblia é produto dessas mentes doentias e egoístas! Ele não criou o homem, foi o homem que o criou, e ele reflete a condição doentia das pessoas que o criaram! Eu tenho certeza ABSOLUTA que eu não fui criado por esse "deus" de "amor"! 2 + 2 = 4.

Minha Resposta:

Agradeço por expressar sua opinião de forma tão franca. Muitas pessoas têm dificuldades semelhantes quando se deparam com o ensino bíblico sobre o juízo eterno. Entretanto, a questão principal não é se gostamos ou não dessa doutrina, mas se ela é verdadeira.

Você afirma que os judeus do Antigo Testamento não acreditavam em castigo após a morte. Porém, os próprios textos do Antigo Testamento apresentam uma realidade mais ampla do que simplesmente um estado de inconsciência. Em Isaías 66:24 encontramos uma descrição de juízo permanente. Em Daniel 12:2 lemos que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. Portanto, a ideia de uma distinção futura entre salvos e perdidos não surgiu no Novo Testamento; ela já estava presente nas Escrituras judaicas.

Quanto ao Seol, é verdade que a palavra frequentemente descreve o estado dos mortos. Porém, o próprio Senhor Jesus esclareceu muito mais sobre a condição após a morte. Em Lucas 16:19-31, ao falar do rico e de Lázaro, Ele descreveu consciência após a morte, lembrança, sofrimento e separação. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que qualquer outro personagem bíblico. Isso deveria levar qualquer pessoa honesta a perguntar: se Jesus é digno de confiança em tudo o mais, por que não seria também neste assunto?

Outra questão levantada é a comparação entre um pecador comum e um genocida. A Bíblia não ensina que todos receberão exatamente o mesmo grau de punição. O Senhor Jesus ensinou claramente que haverá diferentes graus de responsabilidade e de juízo. Lucas 12:47-48 fala de muitos e poucos açoites. Mateus 11:22-24 mostra que algumas cidades terão condenação mais severa do que outras. Deus é perfeitamente justo e julgará cada pessoa segundo suas obras.

Mas a Bíblia também ensina algo que o homem moderno rejeita: o problema não é apenas o tamanho dos pecados cometidos, mas contra quem eles foram cometidos. O pecado é uma ofensa contra um Deus infinito e santo. Por isso Romanos 3:23 declara: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A diferença entre Hitler e o cidadão moral pode ser enorme aos olhos humanos, mas ambos são pecadores necessitados da graça de Deus.

Você pergunta onde estão as “boas novas”. Elas estão justamente no fato de que Deus não deixou o homem condenado sem esperança. O evangelho não começa com o inferno; começa com o amor de Deus. João 3:16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Se existisse apenas condenação, não haveria boas novas. Mas Deus enviou Seu Filho ao mundo para sofrer o castigo que o pecador merecia. Na cruz, Jesus Cristo suportou o juízo divino contra o pecado para que pecadores pudessem ser perdoados. Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

O evangelho não diz que Deus deseja condenar homens. Pelo contrário, diz que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). O problema não é falta de amor da parte de Deus; o problema é a recusa do homem em aceitar a salvação oferecida gratuitamente em Cristo.

Muitos rejeitam a existência de Deus porque não conseguem conciliar Sua justiça com Seu amor. Mas a cruz demonstra ambas as coisas ao mesmo tempo. Ali vemos um Deus santo que não ignora o pecado e um Deus amoroso que providencia o Salvador.

Você tem todo o direito de discordar da mensagem do evangelho. Porém, a pergunta mais importante continua sendo: e se ela for verdadeira? Nesse caso, a questão não será o que pensamos de Deus, mas o que faremos com a pessoa de Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e oferece salvação a todo aquele que crê.

Josué Matos

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Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, irmão.

Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

Minha Resposta:

Creio que preciso entender um pouco melhor o que o irmão quer dizer com "a doutrina dos apóstolos".

Se o irmão está procurando um livro que reúna toda a doutrina dos apóstolos, penso que isso seria praticamente impossível em um único volume, porque a doutrina dos apóstolos abrange tudo aquilo que foi revelado por Deus à Igreja e que encontramos desde a Epístola aos Romanos até o livro de Apocalipse.

Ali encontramos ensinos sobre a salvação, justificação, santificação, a Igreja como Corpo de Cristo, as igrejas locais, a Ceia do Senhor, o batismo, a volta do Senhor Jesus, o arrebatamento, o tribunal de Cristo, o milênio, o estado eterno, a vida cristã, a disciplina, a liderança espiritual, a família, o serviço cristão e muitos outros assuntos.

Agora, se a pergunta do irmão é sobre quais ênfases cada escritor do Novo Testamento recebeu do Espírito Santo para desenvolver, aí a resposta fica mais específica.

Paulo deu grande destaque à Igreja, ao Corpo de Cristo, à justificação pela fé, à posição celestial do crente, à vida cristã prática e às verdades proféticas relacionadas ao arrebatamento.

Pedro enfatizou o sofrimento do crente, a esperança viva, a santidade prática e o reino futuro do Senhor.

João destacou a vida eterna, a comunhão com Deus, o amor divino, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo e a certeza da salvação.

Tiago enfatizou a manifestação prática da fé na vida diária.

Judas advertiu sobre a apostasia e a corrupção que entraria na profissão cristã.

O escritor da Epístola aos Hebreus mostrou a superioridade do Senhor Jesus Cristo sobre todo o sistema judaico.

No aplicativo não tenho, atualmente, um livro específico com o título "A Doutrina dos Apóstolos" nem um estudo reunindo as principais ênfases doutrinárias de cada apóstolo separadamente. Porém, boa parte desses assuntos está distribuída nos comentários, livros e estudos doutrinários disponíveis na Biblioteca Premium.

Se o irmão puder me dizer exatamente qual aspecto da "doutrina dos apóstolos" está procurando, talvez eu consiga indicar com mais precisão onde encontrar o assunto dentro do aplicativo.

Um abraço.

Josué Matos

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Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ? Já fui a modelos parecidos com vocês em um salão grande. Não tinha nenhum extintor de incêndio, fugindo das determinações legais.

Infelizmente, o pessoal do Mário Persona tem o seguinte pensamento. Acredita que, se alguém sair da assembleia, ela leva partes da verdade. Enfim, a verdade está na assembleia, no grupo.

Minha Resposta:

Agradeço por sua pergunta e pela oportunidade de esclarecer esses pontos.

Primeiramente, existe uma diferença importante entre uma igreja local e uma entidade jurídica. A igreja de Deus não é uma empresa, associação comercial ou organização humana criada por registro civil. Na Bíblia, a igreja é composta por pessoas salvas reunidas ao nome do Senhor Jesus Cristo (Mateus 18:20). Nos primeiros séculos do cristianismo não existiam CNPJ, estatutos civis ou registros governamentais, e nem por isso deixavam de existir igrejas locais.

Outra questão é a do local de reunião. Dependendo do país e da legislação local, um imóvel aberto ao público pode estar sujeito a exigências legais relacionadas à segurança, licenciamento e prevenção de incêndios. Isso, porém, é uma questão do imóvel e de seus responsáveis legais, e não da existência ou não da igreja. Confundir a igreja com uma pessoa jurídica é misturar duas coisas diferentes.

Quanto à segunda observação, não creio que a verdade esteja em um grupo específico de pessoas. A verdade está em Cristo. O Senhor Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6). A Palavra de Deus também é chamada de verdade em João 17:17.

Nenhuma assembleia, congregação ou grupo de cristãos possui monopólio da verdade. Todo crente verdadeiro pertence ao Corpo de Cristo e pode aprender das Escrituras em qualquer lugar onde a Palavra de Deus seja respeitada e ensinada corretamente.

Por outro lado, também é verdade que uma pessoa pode abandonar uma reunião onde havia recebido ensinamentos bíblicos corretos e, ao fazê-lo, deixar para trás certas verdades que havia aprendido. Mas isso não significa que essas verdades pertençam ao grupo. Elas pertencem à Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo elogiou os bereanos porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se as coisas eram realmente assim (Atos 17:11). Esse continua sendo o padrão correto. Nenhuma doutrina deve ser aceita simplesmente porque um grupo ensina, mas porque pode ser demonstrada pela Bíblia.

Portanto, a questão principal não é perguntar onde está a verdade geograficamente ou denominacionalmente, mas sim: o que dizem as Escrituras? A autoridade final não é uma assembleia, um pregador, um movimento ou uma tradição, mas a Palavra de Deus.

Josué Matos

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Porque alguns cristãos (em especial católicos romanos) acreditam que John Nelson Darby é um dos grandes responsáveis pelo chamado ‘sionismo cristão’?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Porque alguns cristãos (em especial católicos romanos) acreditam que John Nelson Darby é um dos grandes responsáveis pelo chamado ‘sionismo cristão’?

Minha Resposta:

Essa ideia surgiu principalmente porque John Nelson Darby enfatizou fortemente a distinção bíblica entre Israel e a Igreja. Ele ensinava que Deus fez promessas literais a Israel no Antigo Testamento e que essas promessas ainda serão cumpridas no futuro.

Muitos críticos chamam essa posição de “sionismo cristão”, mas é importante entender que Darby não inventou a crença na restauração futura de Israel. Muito antes dele, diversos estudiosos das Escrituras já entendiam que Deus ainda tinha um propósito para a nação de Israel.

A questão central não é política, mas bíblica. Quando lemos passagens como Gênesis 12:1-3, Jeremias 31:35-37, Ezequiel 36:24-28, Zacarias 12:10 e Romanos 11:25-29, encontramos promessas feitas especificamente à nação de Israel.

O apóstolo Paulo escreveu:

“Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.” (Romanos 11:29)

Em Romanos 11, Paulo responde claramente à pergunta: “Rejeitou Deus o seu povo?” A resposta é: “De modo nenhum” (Romanos 11:1). O capítulo ensina que Israel foi temporariamente endurecido, mas não definitivamente rejeitado. Haverá ainda uma restauração nacional futura.

Darby sistematizou esse entendimento dentro do chamado dispensacionalismo, mostrando que a Igreja não substituiu Israel. A Igreja é um povo celestial formado de judeus e gentios salvos nesta presente dispensação, enquanto Israel continua sendo a nação terrena à qual Deus fez alianças específicas.

Muitos católicos romanos, amilenistas e teólogos da chamada “teologia da substituição” discordam dessa interpretação. Eles entendem que a Igreja herdou definitivamente as promessas de Israel e que estas se cumprem espiritualmente na Igreja. Por isso, quando veem alguém defendendo uma restauração futura de Israel, frequentemente associam essa posição a Darby.

No entanto, a questão não deve ser resolvida perguntando: “O que ensinou Darby?”, mas sim: “O que ensinam as Escrituras?”

Se Deus prometeu a Abraão uma terra, uma nação e uma restauração futura; se os profetas repetiram essas promessas; e se Paulo declarou que Israel ainda possui um futuro nos planos divinos, então a crença na restauração de Israel não depende de Darby, mas da interpretação literal das promessas bíblicas.

Portanto, Darby é frequentemente associado ao chamado “sionismo cristão” porque ajudou a popularizar e organizar o ensino da restauração futura de Israel. Porém, os que defendem essa posição afirmam que ela não nasceu com Darby, mas nas próprias páginas das Escrituras.

Josué Matos

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No grupo do Mário Persona, o irmão que sai de lá por ter algum entendimento diferente

 Alguém que me escreveu no YouTube:

No grupo do MárioPersona, o irmão que sai de lá por ter algum entendimento diferente. A recomendação, caso haja insistência, é exclusão e não ter mais contato. Triste isso.

Minha Resposta:

A situação que você descreve realmente é triste quando a exclusão deixa de ser uma medida bíblica de disciplina moral ou doutrinária grave e passa a ser aplicada simplesmente porque alguém possui um entendimento diferente sobre assuntos em que irmãos sinceros podem divergir.

Nas Escrituras encontramos que a disciplina na assembleia é algo sério e tem objetivos espirituais claros: preservar a santidade do testemunho, levar o faltoso ao arrependimento e proteger o povo de Deus. Passagens como 1 Coríntios 5 mostram a exclusão de alguém que vivia em pecado moral grave e sem arrependimento. Já Romanos 16:17 e Tito 3:10 tratam daqueles que promovem divisões e ensinam erro de forma persistente.

Por outro lado, a Palavra de Deus também ensina a distinguir entre erro fundamental e diferenças de entendimento. Em Romanos 14, havia divergências sobre dias e alimentos, mas os crentes eram exortados a receber uns aos outros. Efésios 4:2-3 recomenda humildade, mansidão, longanimidade e esforço para guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

Nem toda discordância justifica rompimento de comunhão. Os servos do Senhor devem examinar as Escrituras, dialogar com espírito de graça e procurar convencer pela Palavra de Deus, não pela pressão ou pelo isolamento. O próprio Apóstolo Paulo e Barnabé tiveram uma forte divergência em Atos 15:36-41, mas isso não transformou um deles em inimigo da fé.

Também é importante lembrar que o Senhor Jesus ensinou que todos os Seus discípulos seriam conhecidos pelo amor uns aos outros (João 13:35). Quando diferenças secundárias passam a ocupar o lugar central, corre-se o risco de perder de vista aquilo que é mais importante: a glória de Cristo, a verdade das Escrituras e o amor fraternal.

A comunhão cristã deve ser baseada na verdade, mas a verdade deve ser mantida em amor (Efésios 4:15). Quando alguém sustenta doutrinas fundamentais contrárias à Palavra de Deus, a disciplina pode ser necessária. Porém, quando a questão envolve entendimentos diferentes em assuntos não essenciais à fé cristã, a paciência, o ensino e o diálogo bíblico costumam ser o caminho mais saudável.

Josué Matos

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As religiões dualistas são a pior coisa do mundo?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

As religiões dualistas são a pior coisa do mundo. Dividem a humanidade numa batalha eterna entre 'nós' contra 'eles', dividem as pessoas entre 'salvos' e 'perdidos'. O Calvinismo é tão perverso que acredita que Deus criou pessoas já destinadas ao inferno antes mesmo de nascerem. Vocês não percebem o absurdo? Sabiam que o 'inferno' é apenas um mitozinho ridículo copiado do Zoroastrismo? Mas o 'inferno' do Zoroastrismo não era eterno. O Cristianismo é a religião do 'amor', é muito 'amor' no coração.

Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e Josué nunca existiram. O Êxodo nunca aconteceu. Os Dez Mandamentos foram inspirados no Código de Hamurábi. A Bíblia é pura mitologia. Leiam o livro A Bíblia Desenterrada, do arqueólogo Israel Finkelstein. Chega de mentirismo!

Minha Resposta:

Agradeço por expressar sua opinião de forma franca. Entretanto, algumas das afirmações apresentadas merecem ser examinadas com cuidado.

Em primeiro lugar, nem todos os cristãos concordam com a doutrina calvinista da predestinação. Muitos cristãos entendem que Deus deseja a salvação de todos os homens. A Bíblia afirma que Deus "quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade" (1 Timóteo 2:4) e que o Senhor "não quer que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se" (2 Pedro 3:9). Portanto, não é correto atribuir a todo o Cristianismo uma posição específica de uma corrente teológica.

Quanto à divisão entre salvos e perdidos, essa não surgiu do Cristianismo nem de qualquer sistema filosófico posterior. O próprio Senhor Jesus falou repetidamente sobre dois caminhos, duas portas, dois destinos e duas ressurreições. Em Mateus 7:13-14 Ele falou da porta larga e da porta estreita. Em João 5:28-29 falou da ressurreição da vida e da ressurreição da condenação. A questão não é criar uma divisão artificial, mas reconhecer que cada ser humano precisa tomar uma posição diante de Deus.

Sobre o inferno, a ideia de juízo futuro aparece tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Séculos antes da influência persa sobre Israel, já encontramos referências ao castigo divino e à responsabilidade moral diante de Deus. Além disso, foi o próprio Senhor Jesus quem mais falou sobre a realidade do castigo eterno, como em Mateus 25:46: "E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna". Se alguém rejeita a existência do inferno, precisa explicar por que o Senhor Jesus ensinou sobre ele de forma tão clara.

Quanto à existência histórica de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e Josué, é verdade que a arqueologia ainda debate muitos detalhes do período patriarcal e do Êxodo. Porém, ausência de evidência não é evidência de ausência. Diversos personagens e cidades da antiguidade foram considerados lendários por séculos até que descobertas posteriores confirmaram sua existência. A arqueologia é uma ciência valiosa, mas não possui registros completos de todos os acontecimentos da história antiga.

A alegação de que os Dez Mandamentos foram copiados do Código de Hamurábi também simplifica excessivamente a questão. Existem semelhanças entre legislações antigas porque todas tratam de problemas humanos semelhantes, como homicídio, roubo e propriedade. Entretanto, os Dez Mandamentos apresentam uma base moral e espiritual completamente diferente. O Código de Hamurábi é essencialmente um conjunto de leis civis; os Dez Mandamentos começam estabelecendo a relação do homem com Deus e depois regulam a relação com o próximo.

Por fim, a questão central da Bíblia não é provar a existência de cada detalhe histórico, mas apresentar a revelação de Deus e a pessoa de Jesus Cristo. O verdadeiro desafio não é apenas perguntar se Abraão existiu, mas responder quem foi Jesus Cristo. Sua vida, morte e ressurreição continuam sendo os fatos mais influentes da história humana.

Josué Matos

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A Bíblia ensina claramente que os pecados do crente foram levados por Cristo na cruz?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Eu entendo que aqueles que creem em Cristo tiveram os pecados perdoados por Ele e cravados na cruz, de sorte que não precisarão passar pelo julgamento, pois nenhuma acusação lhes pode ser imputada, passando da morte para a vida. Procede? Qual sua opinião? Abs. (Gostei muito do seu texto).

Minha Resposta:

Sim, o seu entendimento está correto, desde que estejamos falando daqueles que verdadeiramente creram no Senhor Jesus Cristo como Salvador.

A Bíblia ensina claramente que os pecados do crente foram levados por Cristo na cruz. Em Isaías 53:5 lemos que Ele foi ferido pelas nossas transgressões e moído pelas nossas iniquidades. Em 1 Pedro 2:24 está escrito que Ele mesmo levou em Seu corpo os nossos pecados sobre o madeiro.

Por isso, o crente jamais entrará em condenação pelos seus pecados. O Senhor Jesus declarou em João 5:24:

"Quem ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida."

Observe que o versículo não diz que passará da morte para a vida, mas que já passou. É uma realidade presente para todo aquele que crê.

Da mesma forma, Romanos 8:1 afirma:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."

E alguns versículos depois, em Romanos 8:33-34, encontramos uma pergunta extraordinária:

"Quem intentará acusação contra os escolhidos de Deus? É Deus quem os justifica. Quem os condenará? Pois é Cristo quem morreu."

Isso não significa que o crente não comparecerá diante de Cristo. Todos os salvos comparecerão perante o Tribunal de Cristo, conforme 2 Coríntios 5:10. Porém, esse tribunal não é para decidir salvação ou condenação. A questão da condenação foi resolvida definitivamente na cruz. Nesse tribunal serão avaliadas as obras, o serviço, a fidelidade e as motivações do crente, para galardão ou perda de recompensa.

O julgamento pelos pecados do crente já aconteceu há quase dois mil anos, quando Cristo foi feito pecado por nós na cruz. Deus não julga duas vezes o mesmo pecado. Se Cristo pagou integralmente a dívida, nada resta para ser cobrado daquele que está nEle.

Portanto, aquele que verdadeiramente recebeu a Cristo possui perdão completo, justificação perfeita, paz com Deus e a certeza da vida eterna. Seus pecados foram lançados para trás das costas de Deus, removidos tão longe quanto o Oriente está do Ocidente, e jamais serão trazidos novamente para condenação.

Fico feliz que o texto tenha sido útil para você.

Josué Matos

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No Milênio é totalmente diferente da Nova Terra em que os judeus irão morar após a destruição dessa terra atual?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Graça e Paz irmão Josué.

Uma consulta com o irmão.

No Milênio é totalmente diferente da Nova Terra em que os judeus irão morar após a destruição dessa terra atual. Confere?

Minha Resposta:

Sim, o Milênio e o Estado Eterno são períodos diferentes. O Milênio corresponde aos mil anos de reinado do Senhor Jesus sobre esta terra (Apocalipse 20:1-6). Depois virão o Juízo do Grande Trono Branco e, em seguida, os novos céus e a nova terra (Apocalipse 20:11-15; 21:1).

Porém, eu faria uma observação importante: nem no Milênio nem na Nova Terra devemos pensar apenas nos judeus.

Durante o Milênio, Israel ocupará uma posição de destaque entre as nações. Diversas profecias mostram que Jerusalém será o centro do governo do Messias e que Israel será colocado como cabeça das nações (Isaías 2:2-4; Isaías 60:1-3; Zacarias 8:22-23).

Entretanto, o reino milenar não será composto apenas por judeus. Haverá muitas nações gentílicas vivendo sobre a terra e desfrutando das bênçãos do governo justo do Senhor Jesus.

Isaías 2:2-4 fala de "todas as nações" subindo ao monte do Senhor.

Zacarias 14:16 declara:

"E acontecerá que todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorarem o Rei."

Mateus 25:31-34 mostra que, na vinda do Senhor em glória, haverá nações que entrarão no reino preparado para elas.

Portanto, o Milênio não será habitado apenas por judeus salvos, mas por judeus e gentios salvos que sobreviverem aos juízos da Tribulação e entrarem vivos no reino.

Quanto ao Estado Eterno, a mesma observação deve ser feita.

Apocalipse 21:3 não diz que Deus habitará apenas com os judeus, mas:

"Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens."

Em Apocalipse 21:24 lemos:

"E as nações dos salvos andarão à sua luz."

Observe que o texto fala das nações. Isso demonstra que, no Estado Eterno, continuam existindo povos oriundos de todas as nações redimidas por Deus.

Além disso, a Igreja é composta por judeus e gentios unidos em um só corpo (Efésios 2:14-16; Efésios 3:6). Portanto, quando pensamos na eternidade, não podemos limitar as bênçãos apenas aos judeus.

Meu entendimento é que Israel terá sua posição especial no cumprimento das promessas feitas aos patriarcas durante o reino milenar. Porém, tanto no Milênio quanto no Estado Eterno veremos a plena manifestação da graça de Deus para com todos os remidos, judeus e gentios.

A Bíblia nunca apresenta a Nova Terra como sendo exclusivamente a morada dos judeus. Ela apresenta um cenário de comunhão universal dos salvos com Deus, enquanto a Nova Jerusalém aparece em conexão especial com a Igreja glorificada.

Josué Matos

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A Nova Terra no Estado Eterno continuará separada da habitação da Igreja ou poderá se fundir com o Terceiro Céu e ser uma habitação única tanto para a Igreja quanto para os judeus?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

A Nova Terra no Estado Eterno continuará separada da habitação da Igreja ou poderá se fundir com o Terceiro Céu e ser uma habitação única tanto para a Igreja quanto para os judeus?

Pelo seu entendimento, o que o irmão acha, lembrando que a Bíblia não revela essa questão.

Mas, pelo entendimento do irmão.

Minha Resposta:

Esta é uma pergunta interessante porque realmente entramos em uma área onde a revelação bíblica é limitada. Precisamos tomar cuidado para não afirmar como doutrina aquilo que Deus não revelou claramente.

O que a Bíblia afirma é que, no Estado Eterno, haverá “novos céus e nova terra” (Apocalipse 21:1; 2 Pedro 3:13). Também vemos a descrição da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus (Apocalipse 21:2).

Um detalhe importante é que a Nova Jerusalém continua sendo apresentada como distinta da nova terra. João vê a cidade “descendo do céu”, o que sugere uma identidade própria. Além disso, a cidade é chamada “a esposa, a mulher do Cordeiro” (Apocalipse 21:9-10), apontando para uma relação especial com a Igreja.

Ao mesmo tempo, Apocalipse 21:3 diz: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens”. Isso mostra uma proximidade e comunhão perfeitas entre Deus e todos os remidos. Não há mais pecado, morte, separação, maldição ou qualquer barreira.

Por isso, pessoalmente, não creio que a Nova Jerusalém deixe de existir como entidade distinta. A descrição bíblica parece indicar que ela continua tendo sua identidade própria. Porém, também não vejo uma separação no sentido de distância ou exclusão entre a Igreja e os demais remidos.

Devemos lembrar que as distinções administrativas que existem durante o Milênio parecem chegar ao seu propósito final. Em 1 Coríntios 15:24-28 vemos que o Senhor Jesus entregará o reino ao Pai, após haver sujeitado todas as coisas. O Estado Eterno apresenta uma condição de perfeita harmonia sob o governo de Deus.

Portanto, meu entendimento é que a Nova Jerusalém continuará existindo como a habitação especial da Igreja glorificada, mas em perfeita união e comunhão com todos os remidos que habitarão os novos céus e a nova terra. Não imagino uma fusão literal da cidade com o terceiro céu ou com a nova terra, porque a Escritura não afirma isso. Também não imagino uma separação que crie diferentes níveis de acesso a Deus, porque Apocalipse 21 enfatiza precisamente o contrário: Deus habitando com os homens em perfeita comunhão.

Em resumo: a Bíblia parece indicar distinção sem separação. Identidades preservadas, mas comunhão perfeita. Além desse ponto, entramos em terreno onde Deus não revelou detalhes suficientes para sermos dogmáticos.

Josué Matos

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