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A Nova Terra no Estado Eterno continuará separada da habitação da Igreja ou poderá se fundir com o Terceiro Céu e ser uma habitação única tanto para a Igreja quanto para os judeus?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

A Nova Terra no Estado Eterno continuará separada da habitação da Igreja ou poderá se fundir com o Terceiro Céu e ser uma habitação única tanto para a Igreja quanto para os judeus?

Pelo seu entendimento, o que o irmão acha, lembrando que a Bíblia não revela essa questão.

Mas, pelo entendimento do irmão.

Minha Resposta:

Esta é uma pergunta interessante porque realmente entramos em uma área onde a revelação bíblica é limitada. Precisamos tomar cuidado para não afirmar como doutrina aquilo que Deus não revelou claramente.

O que a Bíblia afirma é que, no Estado Eterno, haverá “novos céus e nova terra” (Apocalipse 21:1; 2 Pedro 3:13). Também vemos a descrição da Cidade Santa, a Nova Jerusalém, descendo do céu da parte de Deus (Apocalipse 21:2).

Um detalhe importante é que a Nova Jerusalém continua sendo apresentada como distinta da nova terra. João vê a cidade “descendo do céu”, o que sugere uma identidade própria. Além disso, a cidade é chamada “a esposa, a mulher do Cordeiro” (Apocalipse 21:9-10), apontando para uma relação especial com a Igreja.

Ao mesmo tempo, Apocalipse 21:3 diz: “Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens”. Isso mostra uma proximidade e comunhão perfeitas entre Deus e todos os remidos. Não há mais pecado, morte, separação, maldição ou qualquer barreira.

Por isso, pessoalmente, não creio que a Nova Jerusalém deixe de existir como entidade distinta. A descrição bíblica parece indicar que ela continua tendo sua identidade própria. Porém, também não vejo uma separação no sentido de distância ou exclusão entre a Igreja e os demais remidos.

Devemos lembrar que as distinções administrativas que existem durante o Milênio parecem chegar ao seu propósito final. Em 1 Coríntios 15:24-28 vemos que o Senhor Jesus entregará o reino ao Pai, após haver sujeitado todas as coisas. O Estado Eterno apresenta uma condição de perfeita harmonia sob o governo de Deus.

Portanto, meu entendimento é que a Nova Jerusalém continuará existindo como a habitação especial da Igreja glorificada, mas em perfeita união e comunhão com todos os remidos que habitarão os novos céus e a nova terra. Não imagino uma fusão literal da cidade com o terceiro céu ou com a nova terra, porque a Escritura não afirma isso. Também não imagino uma separação que crie diferentes níveis de acesso a Deus, porque Apocalipse 21 enfatiza precisamente o contrário: Deus habitando com os homens em perfeita comunhão.

Em resumo: a Bíblia parece indicar distinção sem separação. Identidades preservadas, mas comunhão perfeita. Além desse ponto, entramos em terreno onde Deus não revelou detalhes suficientes para sermos dogmáticos.

Josué Matos

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Entendo ser muito fraco, entendo que lhe falta o natismo com o Espírito Santo.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Entendo ser muito fraco, entendo que lhe falta o natismo com o Espírito Santo.

Minha Resposta:

Antes de responder, não sei se houve um erro de digitação na sua mensagem. Você escreveu 'natismo com o Espírito Santo' ou quis dizer: 'batismo com o Espírito Santo'?

A palavra 'natismo' vem da ideia de ser nato, ou seja, algo que a pessoa possui por nascimento, uma característica natural. Já 'batismo' é uma palavra bíblica que significa identificação ou união com algo ou alguém. Quando a Bíblia fala do batismo no Espírito Santo, está se referindo à obra de Deus que une o crente a Cristo e ao Seu Corpo.

Por isso, não sei se você quis dizer 'natismo' ou 'batismo'. Mas, seja qual for o caso, gostaria de lhe fazer uma pergunta: o que é, para você, uma pessoa forte espiritualmente? O que caracteriza alguém que fala no poder do Espírito Santo?

Muitas pessoas confundem o poder do Espírito Santo com eloquência, emoção, popularidade, carisma ou capacidade de impressionar multidões. Mas a Bíblia não apresenta esse padrão.

No Dia de Pentecostes, os apóstolos estavam cheios do Espírito Santo. Contudo, muitos dos que os ouviam concluíram que eles estavam embriagados (Atos 2:13). Se avaliássemos pela opinião da maioria, diríamos que aqueles homens não estavam sendo usados por Deus.

Estêvão era descrito como homem cheio de fé e do Espírito Santo. No entanto, quando pregou, os ouvintes não se converteram em massa. Pelo contrário, rangiam os dentes contra ele e acabaram apedrejando-o até à morte (Atos 7). Estêvão era fraco espiritualmente ou aqueles homens estavam rejeitando a verdade?

Noé é chamado de pregoeiro da justiça. Pregou durante décadas. Porém, ao final, apenas sua esposa, seus três filhos e suas três noras entraram na arca. Se o sucesso espiritual fosse medido pelo número de convertidos, Noé teria sido um fracasso. Mas Deus o apresenta como um homem justo.

Jeremias pregou por muitos anos e viu pouquíssimos resultados visíveis. Os profetas eram perseguidos. João Batista foi preso e decapitado. O próprio Senhor Jesus foi rejeitado pelos líderes religiosos de Seu tempo e abandonado por muitos que inicialmente O seguiam.

Então volto à pergunta: o que é ser forte no Espírito Santo?

Para mim, é falar aquilo que Deus diz nas Escrituras, mesmo quando isso não agrada às pessoas. É permanecer fiel à Palavra de Deus. É anunciar Cristo. É interpretar corretamente as Escrituras. É glorificar o Senhor Jesus e não a si mesmo.

A mulher samaritana tinha uma vida marcada pelo pecado. Mas quando encontrou o Salvador, recebeu a vida eterna. O Senhor Jesus disse que do interior daquele que cresse nEle correriam rios de água viva. Aquela mulher voltou para sua cidade falando de Cristo, e seu testemunho levou muitos samaritanos a procurarem o Senhor (João 4).

Portanto, a verdadeira evidência da atuação do Espírito Santo não é a exaltação do homem, mas a exaltação de Cristo.

Também me chama a atenção que você venha afirmar o que eu não tenho. Mas permita-me perguntar: você já nasceu de novo? Você já recebeu o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador? Você tem certeza da sua salvação?

Faço essa pergunta porque, ao visitar o seu perfil, não encontrei mensagens anunciando o evangelho, nem vídeos ensinando a Palavra de Deus, nem qualquer testemunho público de Cristo.

Não digo isso para ofender, mas para refletirmos juntos.

Tenho mais de 22 mil inscritos, mais de 5 mil vídeos publicados e, mês após mês, milhares de pessoas assistem conteúdos que apontam para Cristo e para as Escrituras. Isso não me torna melhor do que ninguém, mas demonstra que estou ocupado procurando divulgar a Palavra de Deus.

Por isso, antes de afirmar que alguém não possui o Espírito Santo, talvez seja mais proveitoso examinarmos se aquilo que está sendo ensinado está ou não de acordo com as Escrituras.

A questão não é se uma mensagem parece forte aos olhos dos homens. A questão é: ela é fiel à Palavra de Deus?

Essa é a medida que realmente importa.

Josué Matos

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No Estado Eterno, a Igreja poderá visitar os judeus na terra?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

No Estado Eterno, a Igreja poderá visitar os judeus na terra?

Minha Resposta:

Essa é uma pergunta interessante, mas precisamos primeiro esclarecer que, no Estado Eterno, não haverá mais judeus e gentios como grupos distintos diante de Deus.

Durante o Milênio, haverá uma distinção clara entre Israel e a Igreja. Israel será a nação principal entre as nações da Terra, conforme profetizado em Isaías 2:2-4, Zacarias 14:16-21 e outras passagens. A Igreja, por sua vez, reinará com Cristo em glória (Apocalipse 20:4-6).

Contudo, após o Milênio, ocorre o Juízo do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15), e então surgem os novos céus e a nova terra (Apocalipse 21:1).

No Estado Eterno, a Bíblia não apresenta mais a distinção entre Israel e as nações como existe hoje ou como existirá durante o Reino Milenar. Todos os remidos estarão para sempre em perfeita comunhão com Deus.

Apocalipse 21 mostra a Nova Jerusalém descendo do céu da parte de Deus. A cidade possui fundamentos com os nomes dos apóstolos do Cordeiro e portas com os nomes das doze tribos de Israel, demonstrando que tanto Israel quanto a Igreja têm sua parte no plano eterno de Deus. Porém, a passagem não ensina que a Igreja visitará judeus vivendo separadamente na Terra.

Pelo contrário, Apocalipse 21:3 declara:

“Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará.”

A ênfase é a comunhão perfeita de todos os salvos com Deus e com o Cordeiro.

É possível que existam distinções administrativas ou memoriais dos propósitos de Deus para Israel e para a Igreja, mas a Escritura não revela detalhes suficientes para afirmarmos que a Igreja fará visitas a judeus vivendo numa Terra separada durante o Estado Eterno.

Portanto, a resposta mais segura é: durante o Milênio haverá distinções entre Israel e a Igreja, mas no Estado Eterno a Bíblia não ensina que a Igreja visitará judeus na Terra. O foco das Escrituras é a presença eterna de Deus com todos os seus remidos em perfeita harmonia e felicidade.

Josué Matos

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As assembleias não são todas autônomas? Se uma toma uma decisão de disciplina, as outras não deveriam segui-la?

 Alguém que me escreveu por e-mail:

Bom dia, irmão!

A dúvida sobre o canal Boa Semente surgiu porque vejo hoje três grupos que se identificam como "irmãos". Por exemplo, o canal do Mario Persona. Ao que parece, são três grupos diferentes. Por isso surgiu a minha dúvida.

Entendi quase tudo sobre a disciplina, só fiquei com uma dúvida no final: qual seria o sentido prático da assembleia? As assembleias não são todas autônomas? Se uma toma uma decisão de disciplina, as outras não deveriam segui-la?

Minha Resposta:

A sua pergunta é muito importante, porque toca num assunto que tem gerado muita confusão entre os cristãos.

É verdade que as assembleias locais são autônomas no sentido de que cada uma responde diretamente ao Senhor Jesus Cristo como Cabeça da Igreja. Não existe uma sede central, uma convenção, um presbitério regional ou uma organização humana acima das assembleias. Em Apocalipse 2 e 3 vemos que o Senhor trata diretamente com cada igreja local, responsabilizando-a por sua própria condição espiritual.

Porém, autonomia não significa independência absoluta. As assembleias do Novo Testamento eram autônomas, mas também reconheciam a comunhão prática umas com as outras. Em Atos 15, por exemplo, vemos igrejas locais interessadas e envolvidas numa questão que afetava o testemunho cristão de forma mais ampla. Em 1 Coríntios 5, Paulo trata da disciplina de um homem que havia cometido grave pecado moral e determina que a assembleia o removesse da comunhão. Essa decisão não era apenas um assunto privado daquela reunião, mas um ato realizado em nome do Senhor.

Quando uma assembleia age segundo as Escrituras, com temor de Deus, base bíblica e dependência do Senhor, as demais assembleias devem reconhecer essa decisão. Não porque uma igreja tenha autoridade sobre outra, mas porque todas devem reconhecer a autoridade do Senhor e da Sua Palavra.

Imagine a situação de uma pessoa colocada sob disciplina numa assembleia por pecado moral ou doutrinário. Se ela simplesmente se deslocasse para outra assembleia e fosse recebida sem qualquer exame do caso, a disciplina perderia completamente o seu valor. Haveria desordem e confusão. Por isso, normalmente, uma decisão tomada biblicamente por uma assembleia é respeitada pelas demais.

Por outro lado, isso não significa que uma assembleia seja infalível. Se uma decisão for manifestamente contrária às Escrituras, baseada em favoritismo, injustiça ou erro doutrinário, outras assembleias não são obrigadas a endossá-la cegamente. A autoridade final não está na assembleia, mas na Palavra de Deus.

O sentido prático da assembleia local é reunir os crentes ao Nome do Senhor Jesus, exercer a comunhão cristã, preservar a sã doutrina, praticar a disciplina quando necessária, anunciar o evangelho e manifestar, naquela localidade, os princípios da Igreja de Deus revelados no Novo Testamento.

Assim, podemos resumir da seguinte forma: as assembleias locais são autônomas porque respondem diretamente ao Senhor; mas não são independentes umas das outras, pois devem reconhecer a comunhão e a responsabilidade mútua que existe entre todos os que procuram andar segundo a Palavra de Deus.

Josué Matos

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Os evangelhos que descrevem as passagens proféticas, na verdade, foram escritos após os acontecimentos, como exemplo a destruição do templo em 70 d.C.?

Alguém que me escreveu no YouTube:

Há comentários de que os evangelhos que descrevem as passagens proféticas, na verdade, foram escritos após os acontecimentos, como exemplo a destruição do templo em 70 d.C. Fico confusa.

Minha Resposta:

Essa é uma dúvida muito comum, porque muitos críticos da Bíblia partem do pressuposto de que a profecia não existe. Então, quando encontram uma previsão muito precisa nas Escrituras, concluem que ela só pode ter sido escrita depois dos fatos terem acontecido.

Mas essa conclusão não é baseada em provas históricas, e sim numa pressuposição filosófica: a de que Deus não revela o futuro.

Tomemos o exemplo da destruição do templo. O Senhor Jesus profetizou claramente esse acontecimento:

“Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2).

O templo foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C., cerca de quarenta anos após a morte e ressurreição do Senhor Jesus.

A questão é: os Evangelhos foram escritos antes ou depois desse acontecimento?

Existem fortes evidências de que os Evangelhos foram escritos antes do ano 70 d.C.

Por exemplo, o livro de Atos dos Apóstolos termina com Paulo vivo e preso em Roma, aguardando julgamento. Não menciona sua morte, que ocorreu por volta de 67 d.C. Também não menciona a perseguição de Nero nem a destruição de Jerusalém em 70 d.C., acontecimentos extremamente importantes para os cristãos.

Isso sugere que Atos foi concluído antes desses eventos.

Como Atos foi escrito por Lucas e é a continuação do Evangelho de Lucas (Atos 1:1), então o Evangelho de Lucas necessariamente foi escrito antes de Atos.

E como Marcos e Mateus são geralmente considerados ainda mais antigos, temos razões sólidas para entender que os Evangelhos já circulavam antes da destruição de Jerusalém.

Além disso, se os escritores tivessem escrito depois do ano 70 d.C., seria natural que mencionassem o cumprimento exato da profecia do Senhor Jesus. No entanto, eles registram a profecia sem acrescentar qualquer comentário do tipo: “e isto aconteceu”. Esse silêncio é significativo.

A Bíblia está repleta de profecias cumpridas. O nascimento do Senhor Jesus em Belém foi anunciado séculos antes (Miqueias 5:2). Sua morte sacrificial foi descrita em detalhes em Isaías 53, cerca de setecentos anos antes de ocorrer. Sua entrada triunfal em Jerusalém foi prevista em Zacarias 9:9.

Portanto, a destruição do templo não é um caso isolado.

No fundo, a questão não é se havia capacidade humana para prever o futuro. Nenhum homem poderia fazê-lo. A questão é se Deus existe e se Ele pode revelar antecipadamente aquilo que irá acontecer.

A Bíblia apresenta um Deus que declara:

“Anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Isaías 46:10).

Por isso, não há motivo para ficar confusa. A alegação de que os Evangelhos foram escritos depois dos acontecimentos não é um fato comprovado, mas uma teoria baseada na rejeição da possibilidade de profecias inspiradas por Deus. Para quem crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, o cumprimento dessas profecias é justamente uma das maiores evidências de sua origem divina.

Josué Matos

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Tenho duas dúvidas: o seu canal tem alguma relação com o canal Boa Semente?

Alguém que me escreveu por e-mail:

Olá, irmão! Bom dia!

Tenho duas dúvidas: o seu canal tem alguma relação com o canal Boa Semente? Percebo que vocês possuem entendimentos muito semelhantes das Escrituras.

Outra dúvida: como os irmãos "abertos" tratam o pecado de um irmão dentro da assembleia? Um irmão que esteja vivendo em pecado continua participando da Ceia do Senhor? Ou qualquer pessoa que se apresente como irmão pode participar da Ceia do Senhor?

Não entendi muito bem essa parte do texto sobre os irmãos exclusivistas que está disponível no seu site. Poderia me explicar melhor?

Minha Resposta:

Olá, meu irmão.

Quanto à sua primeira pergunta, o canal Palavras do Evangelho não possui ligação institucional com o canal Boa Semente. Entretanto, é natural que existam muitas semelhanças no entendimento das Escrituras quando irmãos procuram seguir a Bíblia como única regra de fé e prática. Muitas das doutrinas fundamentais do cristianismo bíblico são comuns a todos os que procuram interpretar as Escrituras de forma literal e respeitando o contexto.

Quanto à questão da disciplina na assembleia, a Bíblia ensina que o pecado não deve ser ignorado no meio do povo de Deus. Em 1 Coríntios 5, o apóstolo Paulo trata do caso de um homem que vivia em pecado moral e ordena que a assembleia tomasse uma atitude disciplinar. O objetivo da disciplina não é destruir a pessoa, mas levá-la ao arrependimento e à restauração.

Quando um crente está vivendo deliberadamente em pecado, sem arrependimento, ele não deve continuar na comunhão prática da assembleia. Isso inclui a participação na Ceia do Senhor. A disciplina bíblica não é uma expulsão da família de Deus, pois a salvação não é perdida, mas uma exclusão da comunhão da igreja local enquanto persistir o pecado.

Por outro lado, também não é correto afirmar que qualquer pessoa que simplesmente se apresente como irmão possa participar da Ceia do Senhor sem qualquer responsabilidade. A Ceia é a expressão da comunhão dos crentes reunidos ao nome do Senhor Jesus. A assembleia possui a responsabilidade de zelar pela santidade da mesa e pela sã doutrina.

Ao mesmo tempo, é importante compreender que existe uma diferença entre a Mesa do Senhor e a comunhão da assembleia. A Mesa do Senhor pertence ao Senhor e não aos homens. Quando uma pessoa é colocada sob disciplina, ela é afastada da comunhão prática da igreja e, consequentemente, não participa da Ceia. Porém, isso não significa que os homens tenham autoridade para excluí-la da Mesa do Senhor em sentido absoluto. A disciplina é exercida na esfera da comunhão da assembleia.

Sobre a questão dos chamados "exclusivistas", a principal diferença histórica surgiu na maneira de aplicar a comunhão e a disciplina. Alguns grupos passaram a entender que uma decisão tomada por determinado grupo deveria ser automaticamente reconhecida por todos os demais grupos em qualquer lugar do mundo, criando uma estrutura de dependência muito ampla. Outros irmãos entenderam que cada igreja local possui responsabilidade direta diante do Senhor para examinar os casos à luz das Escrituras.

Em resumo, a posição que procuro defender é que a disciplina deve ser bíblica, exercida com amor, justiça e humildade; que o pecado não pode ser tolerado; que o arrependimento deve levar à restauração; e que a autoridade final pertence às Escrituras e ao Senhor da igreja, e não a sistemas humanos.

Que o Senhor continue nos guiando em toda a verdade da Sua Palavra.

Josué Matos


Se numa empresa onde você trabalha convidam para participar da festa junina, como um cristão deveria se posicionar?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Se numa empresa onde você trabalha convidam para participar da festa junina, como um cristão deveria se posicionar?

Minha Resposta:

Essa é uma questão que exige discernimento espiritual e também equilíbrio. Nem toda festa junina tem exatamente o mesmo conteúdo. Algumas são apenas eventos sociais com comidas típicas, enquanto outras mantêm elementos religiosos ligados aos santos do catolicismo romano, especialmente Santo Antônio, São João e São Pedro.

O princípio bíblico é que o cristão deve evitar qualquer participação em práticas religiosas que não estejam fundamentadas na Palavra de Deus. O apóstolo Paulo escreveu:

"Portanto, meus amados, fugi da idolatria" (1 Coríntios 10:14).

Também lemos:

"E não sejais participantes com eles" (Efésios 5:7).

Se a festa possui procissões, rezas, homenagens a santos, rituais religiosos ou qualquer forma de devoção religiosa, o cristão deve abster-se, pois sua lealdade pertence exclusivamente ao Senhor Jesus Cristo.

Por outro lado, se a empresa promove apenas um convívio social entre funcionários, sem qualquer conotação religiosa, cada cristão deve agir segundo a sua consciência diante de Deus. Mesmo assim, é importante avaliar se a sua presença poderá ser interpretada como apoio às práticas religiosas associadas ao evento.

Romanos 14:23 ensina:

"Tudo o que não é de fé é pecado."

Assim, a pergunta não deve ser apenas: "Posso participar?", mas também: "Posso participar com uma consciência tranquila diante do Senhor?"

Outro princípio importante encontra-se em 1 Coríntios 10:31:

"Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus."

Se a participação não glorifica a Deus, causa tropeço a outros crentes ou compromete o testemunho cristão, é melhor não participar.

Muitos irmãos, por amor ao Senhor e para evitar qualquer associação com práticas religiosas humanas, preferem não participar dessas festividades. Outros comparecem apenas em atividades profissionais inevitáveis, sem envolvimento nas partes religiosas. Em qualquer caso, a decisão deve ser tomada em oração, buscando honrar ao Senhor Jesus acima de tudo.

Josué Matos


O relógio profético de Deus parou na morte de Cristo, entrando a plenitude dos gentios.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

É exatamente isso mesmo, o relógio profético de Deus parou na morte de Cristo, entrando a plenitude dos gentios.

Minha Resposta:

Há uma pequena correção a ser feita nessa afirmação. O relógio profético de Deus não parou exatamente na morte de Cristo, mas sim com a rejeição oficial de Israel ao testemunho do Espírito Santo após a ressurreição e ascensão do Senhor Jesus.

Quando o Senhor Jesus morreu na cruz, ressuscitou ao terceiro dia e ascendeu ao céu, ainda havia uma oferta nacional sendo apresentada a Israel. Em Atos dos Apóstolos 3:19-21, Pedro conclamou a nação ao arrependimento, anunciando que Deus enviaria novamente o Cristo previamente designado. Isso demonstra que Israel ainda estava sendo tratado como nação dentro do propósito profético.

O ponto decisivo ocorreu quando a liderança judaica rejeitou o testemunho do Espírito Santo dado através dos apóstolos. Esse ato é simbolicamente representado pelo apedrejamento de Estêvão em Atos dos Apóstolos 7. Enquanto na cruz eles rejeitaram o Filho, em Atos rejeitaram o testemunho do Espírito Santo. A partir daí, a nação foi judicialmente colocada de lado por um período.

É nesse intervalo que encontramos o chamado "mistério" revelado ao apóstolo Paulo, isto é, a formação da Igreja, composta de judeus e gentios unidos em um só corpo (Efésios 3:1-11). Durante esta dispensação, Deus está visitando os gentios para tomar dentre eles um povo para o Seu nome (Atos dos Apóstolos 15:14).

Quanto à expressão "plenitude dos gentios", ela aparece em Romanos 11:25 e não significa a conversão de todos os gentios, mas o número completo daqueles que Deus determinou salvar durante a presente dispensação da graça. Quando esse número estiver completo e a Igreja for arrebatada, Deus retomará novamente o Seu programa profético com Israel.

Por isso, as setenta semanas de Daniel não terminaram na sexagésima nona semana nem foram anuladas. Existe um intervalo entre a sexagésima nona e a septuagésima semana. Esse intervalo corresponde ao período atual da Igreja. Quando a Igreja for retirada da Terra, a profecia voltará a correr, culminando nos eventos da Tribulação e no estabelecimento do reino milenar do Senhor Jesus Cristo.

Assim, de forma resumida, podemos dizer que o programa profético relacionado a Israel foi interrompido temporariamente após a rejeição nacional do testemunho apostólico, e não exatamente na morte do Senhor Jesus. Atualmente vivemos no período da graça, durante o qual Deus está chamando pessoas de todas as nações para formar a Igreja de Cristo.

Muitas vezes os crentes confundem duas expressões bíblicas distintas: "os tempos dos gentios" e "a plenitude dos gentios". Embora ambas envolvam os gentios, referem-se a assuntos diferentes e pertencem a contextos diferentes do plano de Deus.

TEMPO DOS GENTIOS

A expressão aparece nas palavras do Senhor Jesus:

"Jerusalém será pisada pelos gentios, até que os tempos dos gentios se completem" (Lucas 21:24).

Os tempos dos gentios começaram quando Deus retirou de Israel o governo mundial e entregou essa autoridade às nações gentílicas.

Até os dias dos reis de Judá, Jerusalém era a capital do reino estabelecido por Deus. Mas devido à idolatria e à rebelião da nação, Deus entregou Jerusalém a Nabucodonosor, rei da Babilônia.

Em 586 a.C., Jerusalém foi destruída e o povo levado para o cativeiro. A partir desse momento iniciou-se o período dos tempos dos gentios.

Daniel recebeu a revelação desse período através da visão da grande estátua (Daniel 2). Os quatro impérios mundiais sucessivos seriam:

• Babilônia
• Medo-Pérsia
• Grécia
• Roma

Esses impérios representam o domínio gentílico sobre o mundo e especialmente sobre Jerusalém.

Mesmo após o retorno parcial dos judeus da Babilônia, Israel nunca mais recuperou a soberania que possuía nos dias de Davi e Salomão. Quando o Senhor Jesus nasceu, a Palestina estava sob domínio romano.

Os tempos dos gentios continuam até hoje.

Embora Israel tenha voltado à sua terra em 1948, Jerusalém ainda permanece no centro das disputas internacionais, e o governo mundial continua nas mãos das nações.

Esse período somente terminará quando o Senhor Jesus voltar em glória para destruir os reinos gentílicos e estabelecer Seu reino milenar.

Daniel descreve esse momento pela pedra cortada sem mãos que destrói a estátua e enche toda a terra (Daniel 2:34-35,44-45).

Portanto:

Os tempos dos gentios começaram com Nabucodonosor e terminarão na segunda vinda de Cristo para estabelecer Seu reino.

PLENITUDE DOS GENTIOS

Já a expressão "plenitude dos gentios" aparece em Romanos:

"Porque não quero, irmãos, que ignoreis este segredo, para que não presumais de vós mesmos: que o endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado" (Romanos 11:25).

Aqui Paulo não está falando de governo mundial.

Ele está falando da salvação.

A plenitude dos gentios é o número completo dos gentios que Deus pretende salvar durante a presente dispensação da graça.

Quando Israel rejeitou seu Messias, Deus não abandonou Seu povo definitivamente. Em vez disso, abriu uma porta ampla para os gentios.

Atualmente o evangelho é pregado a todas as nações.

Judeus e gentios são salvos da mesma maneira: pela fé em Jesus Cristo.

Mas chegará um momento em que o último eleito desta dispensação será salvo.

A Igreja estará completa.

Então ocorrerá o arrebatamento.

Após isso, Deus voltará a tratar diretamente com Israel durante a futura tribulação.

Por isso Paulo diz:

"E assim todo o Israel será salvo" (Romanos 11:26).

A plenitude dos gentios não é o domínio político dos gentios.

É o número completo dos gentios que Deus está chamando para compor a Igreja.

AS PRINCIPAIS DIFERENÇAS

Tempo dos gentios:

• Relacionado ao governo mundial.
• Começou com Nabucodonosor.
• Jerusalém está sob domínio ou influência gentílica.
• Terminará na manifestação gloriosa de Cristo.

Plenitude dos gentios:

• Relacionada à salvação.
• Refere-se à Igreja.
• É o número completo dos salvos dentre as nações.
• Terminará antes da retomada do programa de Deus com Israel.

COMO AS DUAS COISAS SE RELACIONAM

Atualmente estamos vivendo simultaneamente nos tempos dos gentios e no período em que Deus está chamando a plenitude dos gentios.

Os tempos dos gentios continuam correndo politicamente.

Ao mesmo tempo, Deus está reunindo a Igreja dentre todas as nações.

Quando a plenitude dos gentios for alcançada, a Igreja será arrebatada.

Depois virá a septuagésima semana de Daniel.

Ao final dela, Cristo voltará em poder e glória.

Então os tempos dos gentios terminarão definitivamente, e o reino será entregue ao verdadeiro Rei, o Senhor Jesus Cristo.

Assim, os tempos dos gentios dizem respeito ao domínio das nações sobre o mundo, enquanto a plenitude dos gentios diz respeito ao número completo daqueles que serão salvos dentre as nações durante a presente dispensação da graça.

Josué Matos


O TABERNÁCULO NO DESERTO

 


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Entre todas as revelações que Deus concedeu ao homem nas páginas das Escrituras, poucas possuem tanta profundidade, beleza e riqueza espiritual quanto o Tabernáculo erguido no deserto. À primeira vista, ele poderia parecer apenas uma antiga tenda utilizada pelo povo de Israel durante sua peregrinação rumo à Terra Prometida. Porém, quando examinamos cuidadosamente cada detalhe dessa extraordinária construção, descobrimos que ela constitui uma das mais completas revelações do pensamento de Deus acerca do Seu Filho, do plano da redenção e do Seu desejo de habitar entre os homens.

O Tabernáculo não nasceu da imaginação humana. Nenhum arquiteto elaborou seu projeto. Nenhum líder religioso decidiu sua forma. Sua origem está no próprio coração de Deus. Foi Ele quem revelou cada medida, cada material, cada móvel, cada cor, cada cortina e cada detalhe da sua estrutura. Nada foi deixado ao acaso. Tudo possuía um significado e um propósito.

Quando Israel saiu do Egito, o povo havia sido libertado da escravidão, mas ainda precisava atravessar um longo deserto. A jornada seria difícil. Haveria sede, fome, perigos, provações e muitas manifestações da fraqueza humana. Contudo, antes mesmo de conduzi-los à terra prometida, Deus lhes deu algo extraordinário: Sua própria presença.

A grande maravilha do Tabernáculo não era sua beleza exterior. Não eram suas cortinas, seus móveis de ouro ou seus utensílios sagrados. A verdadeira maravilha era que Deus desejava habitar ali.

Em Êxodo 25:8 encontramos uma das declarações mais notáveis de toda a Bíblia:

"E me farão um santuário, e habitarei no meio deles."

Essas palavras revelam algo precioso acerca do caráter divino. Deus não é indiferente ao homem. Ele não permaneceu distante em Sua majestade celestial observando a humanidade de longe. Pelo contrário, Seu desejo sempre foi aproximar-se da criatura que formou.

No Jardim do Éden, Deus andava com o homem.

No deserto, Deus habitou no Tabernáculo.

Em Jerusalém, Sua glória encheu o templo.

Na plenitude dos tempos, Deus veio ao mundo na Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Hoje, habita em Seu povo por meio do Espírito Santo.

E no futuro eterno, habitará para sempre com os remidos no novo Céu e na nova Terra.

O Tabernáculo ocupa um lugar central nessa maravilhosa história da presença de Deus entre os homens.

Ao observarmos o acampamento de Israel, percebemos algo significativo. As tribos eram organizadas ao redor do Tabernáculo. Ele ocupava exatamente o centro do povo. Não estava numa extremidade do acampamento. Não estava escondido numa montanha distante. Estava no meio deles.

Essa disposição ensinava uma verdade que permanece válida em todas as épocas: Deus deseja ocupar o lugar central.

O centro dos pensamentos.

O centro da adoração.

O centro da comunhão.

O centro da vida.

Tudo no acampamento convergia para aquele santuário. Quando a nuvem se movia, o povo se movia. Quando a nuvem parava, o povo parava. A presença de Deus determinava a direção da jornada.

Entretanto, o Tabernáculo não foi dado apenas para ensinar verdades sobre Deus. Ele também revela importantes verdades sobre o homem.

Ao longo de toda a sua estrutura encontramos uma realidade evidente: o homem não pode aproximar-se de Deus segundo seus próprios pensamentos.

Existe uma porta.

Existe um altar.

Existe uma bacia.

Existe um sacerdócio.

Existe sangue derramado.

Existe um caminho estabelecido por Deus.

Cada elemento do Tabernáculo proclama que a aproximação de Deus somente é possível através dos meios determinados por Ele.

Essa verdade alcança seu cumprimento perfeito no Senhor Jesus Cristo.

O próprio Senhor declarou:

"Eu sou o caminho, e a verdade e a vida; ninguém vem ao Pai, senão por mim." (João 14:6)

O Tabernáculo, portanto, não é apenas um monumento histórico. É um retrato profético do Salvador.

O altar aponta para Seu sacrifício.

A bacia aponta para Sua obra purificadora.

O candelabro aponta para Sua luz.

A mesa dos pães aponta para Seu sustento.

O altar do incenso aponta para Sua intercessão.

O véu aponta para Sua carne.

A arca aponta para Sua Pessoa gloriosa.

Do início ao fim, o Tabernáculo fala do Senhor Jesus Cristo.

Por essa razão, durante séculos, estudantes das Escrituras dedicaram-se ao seu estudo. Quanto mais profundamente examinamos suas figuras, mais claramente percebemos a grandeza do plano divino.

Nenhum detalhe é insignificante.

Nenhuma medida é inútil.

Nenhuma cor foi escolhida sem propósito.

Nenhum móvel foi colocado por acaso.

Tudo possui uma mensagem.

Tudo possui uma lição.

Tudo aponta para Cristo.

Ao mesmo tempo, o Tabernáculo também nos apresenta uma visão da obra redentora de Deus ao longo dos séculos.

Ali vemos a santidade divina exigindo julgamento para o pecado.

Ali vemos a graça providenciando um substituto.

Ali vemos o sangue sendo derramado.

Ali vemos o pecador encontrando acesso à presença de Deus.

Ali vemos a comunhão restaurada.

Ali vemos, em figuras e sombras, as verdades que alcançariam sua plena realização na cruz do Calvário.

Mas o Tabernáculo não olha apenas para trás, para Israel, nem apenas para a cruz. Ele também aponta para o futuro.

A presença divina que habitava naquele santuário era uma antecipação daquilo que um dia será plenamente realizado.

O livro de Apocalipse descreve o momento em que Deus habitará para sempre com os homens.

Não haverá mais separação.

Não haverá mais pecado.

Não haverá mais véu.

Não haverá mais distância.

A comunhão interrompida no Éden será plenamente restaurada.

O propósito eterno de Deus alcançará seu cumprimento perfeito.

Assim, ao estudarmos o Tabernáculo, estamos contemplando muito mais do que uma antiga construção do deserto. Estamos observando um testemunho da graça divina, um retrato do Senhor Jesus Cristo, uma lição sobre a redenção e uma antecipação da glória futura.

Nas páginas que seguem, percorreremos cada parte dessa extraordinária habitação.

Entraremos pelo portão do átrio.

Pararemos diante do altar.

Observaremos a bacia de bronze.

Penetraremos no Santo Lugar.

Contemplaremos o candelabro, a mesa dos pães e o altar do incenso.

Atravessaremos o véu.

Chegaremos ao Santo dos Santos.

Ali encontraremos a arca da aliança, o lugar da presença de Deus.

E, ao longo dessa jornada, descobriremos que cada detalhe nos conduz à mesma Pessoa gloriosa: o Senhor Jesus Cristo.

Ele é o verdadeiro Tabernáculo de Deus.

Ele é o centro de toda a revelação divina.

Ele é o tema principal de todas as Escrituras.

E é para Ele que este estudo deseja conduzir o leitor.

Josué Matos


Eu sou o Todo e o Todo veio de mim! Eu sou DEUS!

 Alfuém que me escreveu no YouTube:

Eu sou o Todo e o Todo veio de mim! Eu sou DEUS!

Minha Resposta:

Essa afirmação não é nova. Desde o princípio da história humana, Satanás tem procurado convencer o homem de que ele pode ser como Deus. Em Gênesis 3:5, a serpente disse a Eva: "sereis como Deus". Desde então, muitas filosofias, religiões e movimentos esotéricos têm repetido essa mesma ideia de diferentes formas.

A Bíblia ensina exatamente o contrário. Deus é o Criador, e nós somos criaturas.

O profeta Isaías registrou as palavras do próprio Deus:

"Eu sou o SENHOR, e não há outro; fora de mim não há Deus" (Isaías 45:5).

Novamente:

"Antes de mim deus nenhum se formou, e depois de mim nenhum haverá" (Isaías 43:10).

Se uma pessoa afirma ser Deus, então ela teria que possuir os atributos exclusivos de Deus. Pergunto:

Você é eterno, sem princípio e sem fim?

Você criou os céus, a terra e todas as coisas?

Você conhece simultaneamente todos os pensamentos de todos os seres humanos?

Você está presente em todos os lugares ao mesmo tempo?

Você sustenta o universo pelo poder da sua palavra?

Você pode ressuscitar mortos apenas por sua própria autoridade?

A resposta honesta para todas essas perguntas é não.

A própria existência de limitações humanas demonstra que não somos Deus. Ficamos doentes, envelhecemos, cometemos erros, esquecemos coisas, precisamos dormir, comer e dependemos de milhares de fatores para continuar vivos.

A Bíblia declara:

"Porque ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó" (Salmo 103:14).

O único que pode dizer legitimamente "EU SOU" é Deus. Quando Moisés perguntou qual era o Seu nome, Deus respondeu:

"EU SOU O QUE SOU" (Êxodo 3:14).

Séculos depois, o Senhor Jesus aplicou esse título a Si mesmo ao dizer:

"Antes que Abraão existisse, eu sou" (João 8:58).

Portanto, a grande questão não é o homem tornar-se Deus, mas reconhecer sua condição de pecador e voltar-se para Deus mediante a fé em Jesus Cristo.

O evangelho não ensina que o homem é Deus. O evangelho ensina que Deus se fez homem na pessoa do Senhor Jesus Cristo para salvar pecadores.

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23).

"Porque há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem" (1 Timóteo 2:5).

A maior necessidade do ser humano não é descobrir uma suposta divindade dentro de si, mas reconhecer seu pecado, arrepender-se e receber o Salvador que Deus enviou.

Josué Matos


O SUMO SACERDOTE E SUA RELAÇÃO COM CRISTO

(Ver imagem)

Entre todas as figuras do Antigo Testamento, poucas são tão ricas em significado espiritual quanto a do sumo sacerdote de Israel. Sua pessoa, suas vestes, suas funções e seu ministério foram estabelecidos por Deus para ensinar verdades profundas acerca do Senhor Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote.

O sacerdócio israelita não surgiu por iniciativa humana. Foi instituído pelo próprio Deus. Arão, irmão de Moisés, foi escolhido para ocupar esse cargo elevado, e seus descendentes exerceram essa função ao longo da história de Israel.

Êxodo 28:1 registra:

"Faze também chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o sacerdócio."

O sumo sacerdote era o representante oficial do povo diante de Deus e, ao mesmo tempo, representava Deus diante do povo.

A FUNÇÃO DO SUMO SACERDOTE

O sumo sacerdote exercia um ministério único em Israel.

Embora houvesse muitos sacerdotes, somente ele podia entrar no Lugar Santíssimo uma vez por ano, no Dia da Expiação.

Levítico 16 descreve essa cerimônia solene.

Ali ele levava o sangue do sacrifício para dentro do véu e o apresentava diante de Deus em favor da nação.

Essa entrada anual demonstrava duas verdades.

Primeiro, que o pecado separava o homem de Deus.

Segundo, que somente através do sacrifício poderia haver aproximação.

Hebreus 9:7 diz:

"No segundo tabernáculo entrava só o sumo sacerdote, uma vez no ano."

Todo esse sistema apontava para a obra futura do Senhor Jesus Cristo.

A MITRA

Sobre a cabeça do sumo sacerdote estava a mitra, uma espécie de turbante sagrado.

Na parte frontal havia uma lâmina de ouro puro contendo as palavras:

"Santidade ao Senhor."

Êxodo 28:36-38 mostra que essa inscrição representava a separação total para Deus.

A cabeça fala dos pensamentos, propósitos e intenções.

No Senhor Jesus vemos perfeita santidade.

Jamais houve um pensamento impuro ou uma intenção errada em Sua vida.

Hebreus 7:26 declara:

"Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores."

AS PEDRAS DE ÔNIX

Sobre os ombros do sumo sacerdote havia duas pedras de ônix.

Nelas estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel.

Êxodo 28:12 afirma:

"Arão levará os seus nomes diante do Senhor sobre ambos os seus ombros, para memória."

Os ombros simbolizam força.

O sumo sacerdote carregava simbolicamente o povo sobre seus ombros.

Essa figura encontra seu cumprimento em Cristo.

O Bom Pastor não apenas conhece Suas ovelhas, mas as carrega em Seu poder.

Lucas 15:5 diz:

"E, achando-a, a põe sobre os seus ombros, cheio de júbilo."

O PEITORAL DO JULGAMENTO

O peitoral era uma das peças mais impressionantes das vestes sacerdotais.

Nele estavam doze pedras preciosas, cada uma representando uma tribo de Israel.

Êxodo 28:29 declara:

"Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração."

Se os ombros falam da força de Cristo, o peitoral fala do Seu amor.

O povo era levado não apenas sobre os ombros, mas também sobre o coração.

Cristo sustenta os Seus com poder infinito e os ama com amor perfeito.

João 13:1 declara:

"Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim."

Cada pedra era diferente.

Algumas eram mais brilhantes.

Outras possuíam cores distintas.

Mas todas estavam igualmente próximas do coração do sumo sacerdote.

Assim também acontece com os crentes.

Cada um possui sua individualidade, mas todos são igualmente amados pelo Senhor.

URIM E TUMIM

Dentro do peitoral encontravam-se o Urim e o Tumim.

Embora a Bíblia não explique detalhadamente sua forma ou composição, sabemos que eram utilizados para buscar orientação da parte de Deus.

Eles simbolizam luz e perfeição.

No Senhor Jesus encontramos a perfeita revelação da vontade de Deus.

João 14:9 registra Suas palavras:

"Quem me vê a mim vê o Pai."

Toda a luz divina encontra-se nEle.

Toda a sabedoria divina manifesta-se nEle.

O ÉFODE

O éfode era uma vestimenta especial usada exclusivamente pelo sumo sacerdote.

Era confeccionado com ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino.

Cada elemento possuía significado espiritual.

O ouro fala da glória divina.

O azul fala do céu.

A púrpura fala da realeza.

O carmesim fala dos sofrimentos.

O linho fino fala da perfeição moral.

Todos esses elementos encontram sua plenitude na pessoa do Senhor Jesus.

Ele é Deus manifestado em carne.

É o Homem celestial.

É o Rei prometido.

É o Servo sofredor.

É o Homem perfeito.

A TÚNICA AZUL

Debaixo do éfode havia uma túnica inteiramente azul.

O azul frequentemente simboliza aquilo que é celestial.

O Senhor Jesus veio do céu.

João 3:13 declara:

"Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu."

Mesmo vivendo neste mundo, Sua origem, Seu caráter e Seus interesses eram celestiais.

Ele podia dizer:

"Eu não sou deste mundo."

OS SINOS E AS ROMÃS

Na borda inferior da túnica azul havia sinos de ouro alternados com romãs.

Êxodo 28:33-35 descreve esse detalhe.

Os sinos produziam som.

As romãs produziam fruto.

O som fala do testemunho.

O fruto fala do caráter.

Deus deseja ambos na vida do Seu povo.

Não basta falar sem produzir fruto.

Também não basta produzir fruto sem testemunho.

No Senhor Jesus encontramos perfeita harmonia entre palavras e obras.

Tudo o que Ele dizia era confirmado por aquilo que fazia.

A TÚNICA BRANCA

Por baixo de todas as demais vestes havia uma túnica branca de linho fino.

O branco fala de pureza, justiça e perfeição.

Cristo é absolutamente puro.

Pilatos declarou:

"Não acho nele crime algum."

O ladrão arrependido reconheceu:

"Este nenhum mal fez."

Até os demônios sabiam quem Ele era:

"O Santo de Deus."

O LUGAR SANTÍSSIMO

O sumo sacerdote tinha acesso ao Lugar Santíssimo.

Ali estava a arca da aliança.

Ali se manifestava a glória divina.

Ali o sangue era apresentado diante de Deus.

Mas tudo isso era apenas uma sombra.

Hebreus 9:24 declara:

"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu."

O Senhor Jesus entrou na própria presença de Deus por nós.

Seu sacerdócio é superior ao de Arão.

Seu sacrifício é superior aos sacrifícios levíticos.

Seu ministério é eterno.

CRISTO, O GRANDE SUMO SACERDOTE

A Epístola aos Hebreus apresenta repetidamente o Senhor Jesus como nosso grande Sumo Sacerdote.

Hebreus 4:14 declara:

"Tendo, pois, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus."

Diferentemente dos sacerdotes terrenos, Ele nunca precisará ser substituído.

Nunca morrerá.

Nunca falhará.

Nunca precisará oferecer sacrifício pelos próprios pecados.

Hebreus 7:25 afirma:

"Pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus."

Hoje Cristo está à direita de Deus.

Intercede pelos Seus.

Sustenta os Seus.

Representa os Seus diante do Pai.

CONCLUSÃO

As vestes do sumo sacerdote não eram apenas roupas cerimoniais.

Cada detalhe foi planejado por Deus para revelar aspectos da pessoa e da obra do Senhor Jesus Cristo.

A mitra fala de Sua santidade.

As pedras de ônix falam de Sua força.

O peitoral fala de Seu amor.

O Urim e o Tumim falam de Sua perfeita sabedoria.

O éfode fala de Sua glória.

A túnica azul fala de Sua origem celestial.

Os sinos e romãs falam de Seu testemunho e fruto.

A túnica branca fala de Sua pureza absoluta.

Tudo converge para Cristo.

Aquilo que Arão representava em figura, o Senhor Jesus cumpre em realidade.

Hoje não dependemos de um sacerdote terreno para nos aproximarmos de Deus.

Temos um grande Sumo Sacerdote vivo, glorificado e eterno.

Por isso Hebreus 4:16 nos convida:

"Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça."

Josué Matos


OS SETE MONTES DO EVANGELHO DE MATEUS

 


(Ver imagem)

O Evangelho de Mateus apresenta o Senhor Jesus Cristo como o Messias prometido a Israel e o legítimo Herdeiro do trono de Davi. Logo nos primeiros versículos, Mateus faz questão de identificá-Lo como "Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mateus 1:1), demonstrando que todas as promessas feitas aos patriarcas e aos reis encontram seu cumprimento nEle.

Ao longo do Evangelho, diversos montes tornam-se cenários de acontecimentos decisivos. Não se trata apenas de locais geográficos. Cada monte revela um aspecto da pessoa, da obra e da glória do Senhor Jesus. Juntos, eles formam uma progressão que apresenta o Messias a Israel e mostra a crescente responsabilidade da nação diante da Sua presença.

O MONTE DA TENTAÇÃO

Mateus 4:8-11

O primeiro monte aparece logo após o batismo do Senhor Jesus.

Conduzido pelo Espírito ao deserto, Ele enfrenta Satanás em uma série de tentações.

No terceiro teste, o diabo O leva a um monte muito alto e oferece todos os reinos do mundo e a sua glória.

Adão havia sido derrotado em um jardim.

Israel havia fracassado no deserto.

Mas o Senhor Jesus triunfa onde todos os outros fracassaram.

Cada tentação é respondida com a Palavra de Deus.

Mateus 4:10 registra:

"Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."

Aqui vemos o Rei perfeito recusando o caminho fácil da glória sem a cruz.

O Messias demonstra Sua absoluta obediência ao Pai.

O MONTE DO SERMÃO

Mateus 5 a 7

No segundo monte encontramos o famoso Sermão do Monte.

Se no primeiro monte vemos o caráter do Rei, neste vemos os princípios do Seu Reino.

O Senhor sobe ao monte e começa a ensinar.

As bem-aventuranças revelam as características daqueles que pertencem ao Reino dos Céus.

Ao longo do sermão, o Senhor expõe o verdadeiro significado da Lei e denuncia a superficialidade da religião dos líderes judeus.

Mateus 5:20 declara:

"Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus."

O monte do sermão revela o Senhor Jesus como o Mestre divino.

Nenhum escriba ensinava como Ele.

Nenhum profeta falava com tal autoridade.

Mateus 7:29 afirma:

"Porque os ensinava como tendo autoridade."

O MONTE DA ORAÇÃO

Mateus 14:23

Após alimentar a multidão, o Senhor despede o povo e sobe sozinho ao monte para orar.

Enquanto os discípulos enfrentam a tempestade no mar, Ele permanece em comunhão com o Pai.

Este monte revela o Senhor Jesus como o grande Intercessor.

Mesmo durante Seu ministério terreno, Ele mantinha constante dependência de Deus.

A oração ocupava lugar central em Sua vida.

O mesmo Salvador que orava naquele monte continua hoje intercedendo pelos Seus.

Hebreus 7:25 declara:

"Vivendo sempre para interceder por eles."

O MONTE DOS MILAGRES

Mateus 15:29-38

O Senhor sobe a um monte próximo ao mar da Galileia.

Ali multidões chegam trazendo cegos, coxos, mudos e enfermos.

O texto diz que Ele os curou.

Mais tarde, alimenta milhares de pessoas com poucos pães e peixes.

Esse monte revela o Messias como o grande Benfeitor.

Os profetas haviam anunciado que, quando o Messias viesse, os cegos veriam, os surdos ouviriam e os coxos saltariam de alegria.

Isaías 35:5-6 predissera exatamente essas coisas.

Os milagres eram sinais destinados a comprovar Sua identidade messiânica.

Entretanto, apesar das evidências, a maioria da nação permaneceu incrédula.

O MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO

Mateus 17:1-9

Este é um dos momentos mais extraordinários dos Evangelhos.

O Senhor leva Pedro, Tiago e João a um alto monte.

Ali Sua aparência é transformada diante deles.

Seu rosto resplandece como o sol.

Suas vestes tornam-se brancas como a luz.

Moisés e Elias aparecem conversando com Ele.

Uma voz vinda do céu declara:

"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o."

Neste monte vemos o Senhor Jesus manifestado em Sua glória.

A transfiguração oferece uma antecipação do Reino futuro.

Pedro mais tarde recordaria esse acontecimento em 2 Pedro 1:16-18, afirmando que havia sido testemunha ocular da majestade de Cristo.

A transfiguração demonstra que o Messias rejeitado também é o Rei glorioso que voltará para estabelecer Seu Reino.

O MONTE DA REVELAÇÃO

Mateus 24 e 25

Sentado no Monte das Oliveiras, o Senhor responde às perguntas dos discípulos acerca do futuro.

Ele revela acontecimentos relacionados à destruição de Jerusalém, à Tribulação, à Sua segunda vinda e ao estabelecimento do Reino.

Mateus 24:3 registra a pergunta dos discípulos:

"Que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?"

A resposta constitui um dos mais importantes discursos proféticos das Escrituras.

Nesse monte o Senhor aparece como o Profeta prometido.

Ele revela eventos que ainda estavam séculos à frente.

Fala da Grande Tribulação.

Fala da Abominação Desoladora.

Fala da Sua volta em glória.

Fala do julgamento das nações.

O monte da revelação mostra que a história não está fora do controle de Deus.

Tudo caminha para o cumprimento dos Seus propósitos.

O MONTE DA GRANDE COMISSÃO

Mateus 28:16-20

Após Sua ressurreição, o Senhor encontra Seus discípulos em um monte da Galileia.

Ali pronuncia as últimas palavras registradas por Mateus.

Toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra.

Ele envia os discípulos para fazer discípulos de todas as nações.

Mateus 28:18-20 declara:

"Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto ide."

O Evangelho que começou apresentando o Rei de Israel termina com o Senhor exercendo autoridade universal.

O Messias rejeitado por Israel torna-se o Salvador oferecido ao mundo inteiro.

Neste último monte vemos Cristo como Cabeça e Senhor.

Ele possui toda autoridade.

Ele envia Seus servos.

Ele promete Sua presença.

"E eis que eu estou convosco todos os dias."

A REJEIÇÃO DO MESSIAS

Ao longo do Evangelho de Mateus observamos um aumento constante da oposição ao Senhor Jesus.

Apesar dos Seus ensinos.

Apesar dos Seus milagres.

Apesar das evidências incontestáveis.

Os líderes religiosos endurecem seus corações.

O ponto decisivo ocorre em Mateus 12, quando atribuem ao poder de Satanás as obras realizadas pelo Espírito de Deus.

A partir daí ocorre uma mudança importante no ministério do Senhor.

Em Mateus 13 Ele começa a ensinar por parábolas.

Os mistérios do Reino são revelados aos discípulos, mas permanecem ocultos aos incrédulos.

A rejeição de Israel não surpreendeu Deus.

Ela já fazia parte do plano profético que culminaria na cruz e posteriormente na formação da Igreja.

A REVELAÇÃO PROGRESSIVA DO MESSIAS

Quando observamos os sete montes juntos, percebemos uma bela progressão.

No monte da tentação vemos Sua perfeição moral.

No monte do sermão vemos Sua sabedoria.

No monte da oração vemos Sua comunhão com o Pai.

No monte dos milagres vemos Seu poder e compaixão.

No monte da transfiguração vemos Sua glória.

No monte da revelação vemos Sua autoridade profética.

No monte da grande comissão vemos Seu governo universal.

Cada monte acrescenta uma nova dimensão da pessoa do Senhor Jesus.

CONCLUSÃO

Os sete montes de Mateus formam um retrato extraordinário do Messias prometido a Israel.

Neles contemplamos o Rei perfeito, o Mestre divino, o Intercessor fiel, o Benfeitor compassivo, o Filho glorioso, o Profeta anunciado e o Senhor de toda autoridade.

Embora tenha sido rejeitado por grande parte da nação, Sua identidade foi plenamente demonstrada.

Os milagres confirmaram Suas palavras.

As profecias confirmaram Sua missão.

A ressurreição confirmou Sua vitória.

Mateus começa apresentando o Rei e termina apresentando o Rei ressuscitado.

E o mesmo Senhor que enviou Seus discípulos naquele monte continua hoje chamando homens e mulheres de todas as nações para segui-Lo, servi-Lo e aguardarem Sua volta gloriosa.

Josué Matos




FIM DA PROVA DO PRIMEIRO HOMEM

(Ver imagem)

Uma das grandes verdades reveladas nas Escrituras é que Deus colocou o homem à prova de diversas maneiras ao longo da história. Desde Adão até a vinda do Senhor Jesus Cristo, o ser humano foi testado sob diferentes condições, responsabilidades e privilégios. Em cada uma dessas provas, Deus demonstrou Sua paciência, Sua justiça e Sua graça. Entretanto, em todas elas o homem fracassou. 

A imagem apresenta uma verdade profundamente importante: a cruz de Cristo marcou o fim da prova do primeiro homem e o início de uma nova base de relacionamento entre Deus e a humanidade.

O PRIMEIRO HOMEM E O SEGUNDO HOMEM

Em 1 Coríntios 15:47 lemos:

"O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu."

O primeiro homem é Adão, representante da raça humana caída.

O segundo Homem é o Senhor Jesus Cristo, o Homem perfeito enviado por Deus.

Toda a história bíblica pode ser compreendida à luz desses dois homens.

Em Adão encontramos o fracasso.

Em Cristo encontramos a perfeição.

Em Adão encontramos a condenação.

Em Cristo encontramos a salvação.

Romanos 5:19 declara:

"Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos."

AS PROVAS DO PRIMEIRO HOMEM

Desde a queda, Deus permitiu que o homem fosse colocado sob diferentes responsabilidades.

Primeiro sob a consciência.

Depois sob o governo humano.

Mais tarde sob as promessas feitas aos patriarcas.

Em seguida sob a Lei dada por Moisés.

Israel também foi provado através dos sacerdotes, dos juízes, dos reis e dos profetas.

Em cada etapa Deus concedeu mais luz e mais privilégios.

Mesmo assim, o resultado permaneceu o mesmo.

O homem falhou.

A consciência não produziu justiça.

O governo humano não eliminou o pecado.

A Lei não transformou o coração.

Os sacerdotes corromperam o culto.

Os juízes fracassaram em governar.

Os reis conduziram a nação à idolatria.

Os profetas foram rejeitados.

Jeremias 17:9 resume a condição humana:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso."

A PROVA FINAL

Depois de séculos de provas, Deus enviou Seu próprio Filho.

Mateus 21:37 registra:

"Finalmente enviou-lhes seu filho."

Essa foi a prova suprema.

O homem não foi apenas testado por mandamentos ou instituições.

Foi testado pela presença do próprio Filho de Deus.

Nos Evangelhos encontramos a manifestação perfeita do Senhor Jesus.

Em Mateus vemos o Rei perfeito.

Em Marcos vemos o Servo perfeito.

Em Lucas vemos o Homem perfeito.

Em João vemos o Filho eterno manifestado em carne.

João 1:14 declara:

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade."

Nunca houve um homem como Ele.

Nunca houve palavras como as Suas.

Nunca houve obras como as Suas.

Nunca houve amor como o Seu.

A pergunta era simples: como a humanidade responderia ao Filho de Deus?

A resposta foi dada na cruz.

A REJEIÇÃO DO FILHO

Apesar de todos os sinais, milagres e ensinos, o Senhor Jesus foi rejeitado.

João 15:24 registra Suas palavras:

"Viram e me odiaram a mim e a meu Pai."

A cruz revelou a verdadeira condição do coração humano.

Quando o homem foi colocado diante da bondade perfeita, escolheu o ódio.

Quando foi colocado diante da luz perfeita, escolheu as trevas.

Quando foi colocado diante do Filho de Deus, escolheu a crucificação.

A cruz tornou-se a demonstração final da falência moral do primeiro homem.

Não havia mais nada a provar.

Não havia mais nenhuma experiência a realizar.

A conclusão divina estava estabelecida.

A SENTENÇA DE DEUS SOBRE O PRIMEIRO HOMEM

A partir da cruz, Deus declara Seu veredito sobre a humanidade caída.

Romanos 3:19 afirma:

"Toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus."

Romanos 3:23 acrescenta:

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

A cruz demonstrou que o problema do homem não é falta de instrução.

Não é falta de religião.

Não é falta de conhecimento.

O problema é sua natureza pecaminosa.

Quando colocado diante do melhor que Deus podia oferecer, o homem respondeu com rejeição.

Por isso a prova terminou.

O JULGAMENTO DO PRIMEIRO HOMEM

A cruz não foi apenas o lugar onde Cristo morreu pelos pecados.

Foi também o lugar onde Deus pronunciou o julgamento sobre o primeiro homem.

João 12:31 declara:

"Agora é o juízo deste mundo."

Na cruz, Deus mostrou que o sistema representado por Adão estava condenado.

A carne não podia ser melhorada.

A velha natureza não podia ser reformada.

Era necessário algo completamente novo.

Por isso a salvação não consiste em melhorar o velho homem.

Consiste em receber uma nova vida em Cristo.

O SEGUNDO HOMEM

Quando a prova do primeiro homem terminou, Deus passou a apresentar o segundo Homem.

O Evangelho não anuncia uma nova oportunidade para a carne.

O Evangelho anuncia Cristo.

2 Coríntios 5:17 declara:

"Se alguém está em Cristo, nova criatura é."

A esperança não está em Adão.

A esperança está em Cristo.

A esperança não está no esforço humano.

A esperança está na obra consumada do Calvário.

O Senhor Jesus viveu a vida perfeita que ninguém conseguiu viver.

Morreu a morte que merecíamos.

Ressuscitou para nossa justificação.

Agora Deus salva com base naquilo que Cristo fez.

A GRAÇA DE DEUS AGORA

A imagem destaca diversas declarações relacionadas ao tempo presente.

A prova terminou.

O julgamento foi pronunciado.

Mas Deus continua oferecendo graça.

Romanos 3:21 começa com duas palavras maravilhosas:

"Mas agora."

Depois de demonstrar o fracasso humano, Deus revela Sua justiça através de Cristo.

1 Timóteo 2:5-6 declara:

"Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos."

1 João 2:2 afirma:

"E ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo."

O Evangelho proclama que Cristo morreu pelos ímpios.

Romanos 5:6 diz:

"Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios."

Essa é a mensagem que Deus envia ao mundo hoje.

ATOS 17:30 E O CHAMADO DIVINO

Diante da obra consumada de Cristo, Deus faz um chamado universal.

Atos 17:30 declara:

"Deus não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam."

A responsabilidade atual não é colocar o homem em uma nova prova.

A responsabilidade atual é responder ao Evangelho.

O primeiro homem já foi julgado.

O segundo Homem já foi revelado.

A obra da redenção já foi consumada.

A salvação já foi providenciada.

Agora Deus chama os homens ao arrependimento e à fé.

CONCLUSÃO

A história da humanidade demonstra uma verdade solene.

O homem foi testado sob a consciência.

Foi testado sob o governo humano.

Foi testado sob a Lei.

Foi testado através dos sacerdotes, juízes, reis e profetas.

Finalmente foi testado pela presença do próprio Filho de Deus.

Em todas as provas fracassou.

A cruz marcou o fim da prova do primeiro homem.

Ali Deus revelou a verdadeira condição da raça humana e pronunciou Seu veredito definitivo.

Mas a mesma cruz que revelou o fracasso do homem revelou também o amor de Deus.

O primeiro homem foi condenado.

O segundo Homem triunfou.

Hoje Deus não oferece uma nova oportunidade para a carne.

Ele oferece salvação através do Senhor Jesus Cristo.

Por isso a mensagem do Evangelho continua sendo a mesma:

"Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo." (Atos 16:31)

Josué Matos


A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

 

(Ver imagem)

Um dos temas mais importantes das Escrituras é o conjunto de alianças que Deus estabeleceu com Israel. Essas alianças revelam o plano divino para aquela nação e demonstram que Deus nunca abandona as promessas que faz. Embora Israel tenha falhado repetidamente ao longo de sua história, a fidelidade de Deus permanece inalterada. As alianças bíblicas mostram que o futuro de Israel não depende da capacidade humana, mas da graça e da fidelidade do próprio Deus. 

Ao estudarmos as alianças encontradas na Bíblia, percebemos que elas formam uma sequência harmoniosa que conduz desde os patriarcas até o Reino Milenar de Cristo. Algumas dessas alianças são condicionais, dependendo da obediência do povo. Outras são incondicionais, fundamentadas exclusivamente na promessa divina.

A ALIANÇA ABRAÂMICA

A primeira grande aliança relacionada diretamente com Israel foi feita com Abraão.

Gênesis 12:1-3 registra o chamado de Abraão e as promessas que Deus lhe fez.

O Senhor prometeu:

Uma grande nação.

Uma grande descendência.

Uma terra.

Um grande nome.

Bênçãos para todas as famílias da terra.

Essa aliança tornou-se o fundamento de toda a história futura de Israel.

Deus reafirmou essas promessas diversas vezes a Abraão, Isaque e Jacó.

Gênesis 13:15 declara:

"Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua semente, para sempre."

A Aliança Abraâmica é considerada incondicional porque seu cumprimento depende da fidelidade de Deus e não da fidelidade humana.

Mesmo quando Israel falhou, Deus continuou comprometido com as promessas feitas aos patriarcas.

A ALIANÇA PALESTINA

Em Deuteronômio 30 encontramos aquilo que muitos chamam de Aliança Palestina, relacionada à posse futura da terra prometida.

Nessa passagem, Deus anuncia que Israel seria disperso entre as nações por causa de sua desobediência.

Porém, também promete sua restauração futura.

Deuteronômio 30:3 declara:

"Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro."

Essa aliança garante que Israel será reunido novamente em sua terra.

Ao longo da história houve retornos parciais, como nos dias de Esdras e Neemias.

Entretanto, o cumprimento pleno ainda aguarda os acontecimentos futuros relacionados à volta do Messias.

Os profetas frequentemente falaram desse retorno final.

Ezequiel 36 e 37 apresentam de forma detalhada a restauração nacional e espiritual de Israel.

A ALIANÇA MOSAICA

Séculos depois de Abraão, Deus estabeleceu a Aliança Mosaica através de Moisés.

Essa aliança foi dada no Monte Sinai.

Êxodo 20 registra a entrega dos Dez Mandamentos.

Diferentemente da Aliança Abraâmica, a Aliança Mosaica era condicional.

Ela estabelecia bênçãos para a obediência e juízos para a desobediência.

Deuteronômio 28 apresenta claramente essas duas possibilidades.

A Lei regulava todos os aspectos da vida nacional de Israel.

Questões morais.

Questões civis.

Questões religiosas.

Questões cerimoniais.

A Lei revelou a santidade de Deus e demonstrou a incapacidade humana de alcançar a justiça por seus próprios esforços.

Romanos 3:20 afirma:

"Pela lei vem o conhecimento do pecado."

Israel falhou repetidamente sob a Lei.

A idolatria, a rebelião e a desobediência marcaram grande parte da história nacional.

Por isso vieram os cativeiros, as invasões estrangeiras e o exílio.

A ALIANÇA DAVÍDICA

Outra aliança fundamental foi estabelecida com Davi.

Em 2 Samuel 7 Deus prometeu ao rei que sua casa, seu reino e seu trono seriam estabelecidos para sempre.

2 Samuel 7:16 declara:

"Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti."

Essa promessa vai muito além da vida de Davi ou de seus descendentes imediatos.

Ela aponta para o Senhor Jesus Cristo.

O Messias é o herdeiro legítimo do trono de Davi.

Quando o anjo anunciou o nascimento do Salvador, declarou:

Lucas 1:32-33:

"E o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente."

A Aliança Davídica garante que Cristo reinará sobre Israel e sobre as nações no futuro Reino Milenar.

A NOVA ALIANÇA

Os profetas anunciaram uma aliança superior à Aliança Mosaica.

Jeremias 31:31 declara:

"Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá."

A Nova Aliança não seria baseada em mandamentos escritos em tábuas de pedra.

Ela envolveria uma transformação interior.

Jeremias 31:33 diz:

"Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração."

Essa aliança inclui:

Perdão completo dos pecados.

Conhecimento pessoal de Deus.

Transformação espiritual.

Restauração nacional.

Bênçãos futuras para Israel.

A base da Nova Aliança é a obra do Senhor Jesus Cristo na cruz.

Na instituição da Ceia, o Senhor declarou:

"Este cálice é o novo testamento no meu sangue."

Seu sacrifício tornou possível o cumprimento de todas as promessas divinas.

A CRUZ E O CENTRO DO PLANO DE DEUS

A imagem destaca a cruz porque ela ocupa posição central em todas as alianças.

Na cruz encontramos a solução para o problema do pecado.

A cruz não anulou as promessas feitas a Israel.

Pelo contrário, garantiu seu cumprimento.

Todas as bênçãos futuras prometidas por Deus dependem da obra redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo.

Através da cruz, Deus pode agir em justiça e ao mesmo tempo demonstrar graça.

Romanos 3:26 afirma:

"Para demonstração da sua justiça neste tempo presente."

A IGREJA E O INTERVALO PROFÉTICO

A imagem também destaca a Igreja como um intervalo entre a rejeição de Israel e sua futura restauração.

Quando Israel rejeitou o Messias, Deus iniciou uma nova obra: a formação da Igreja.

A Igreja é composta por judeus e gentios unidos em um só corpo.

Efésios 3:6 declara:

"Os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo."

Contudo, a Igreja não substitui Israel.

As promessas feitas a Abraão, Davi e aos profetas continuam pertencendo à nação de Israel.

Atualmente vivemos na era da Igreja, mas Deus ainda cumprirá Seu programa profético para Israel.

A RESTAURAÇÃO FUTURA DE ISRAEL

A Bíblia ensina claramente que Israel será restaurado.

Romanos 11:25-26 declara:

"O endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo."

O atual afastamento de Israel não é permanente.

Chegará o dia em que a nação reconhecerá o Senhor Jesus como seu Messias.

Zacarias 12:10 afirma:

"Olharão para mim, a quem traspassaram."

Esse arrependimento nacional ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.

O REINO MILENAR

Todas as alianças convergem para o Reino Milenar.

As promessas feitas a Abraão sobre a terra.

As promessas de Deuteronômio sobre a restauração.

As promessas feitas a Davi sobre o trono.

As promessas da Nova Aliança sobre renovação espiritual.

Tudo encontrará cumprimento pleno durante o reinado do Senhor Jesus.

Apocalipse 20:4 fala desse período de mil anos.

Isaías 11 descreve a paz e a justiça que caracterizarão esse reino.

Jerusalém ocupará posição central.

Israel será restaurado.

O Messias reinará.

As promessas feitas séculos antes finalmente alcançarão seu cumprimento completo.

CONCLUSÃO

As alianças de Deus com Israel revelam a unidade e a coerência do plano divino.

A Aliança Abraâmica prometeu uma nação, uma terra e bênçãos futuras.

A Aliança Palestina garantiu a restauração da terra.

A Aliança Mosaica revelou a santidade de Deus e a incapacidade humana.

A Aliança Davídica prometeu um Rei eterno.

A Nova Aliança prometeu transformação espiritual e perdão definitivo.

Todas essas alianças encontram seu centro na pessoa e na obra do Senhor Jesus Cristo.

Embora muitas dessas promessas ainda aguardem seu cumprimento completo, Deus jamais abandona Sua Palavra.

Aquilo que foi prometido será cumprido.

O Deus que fez a promessa é o mesmo Deus que a realizará.

Por isso, a história de Israel não termina com o exílio, nem com a dispersão, nem com a rejeição do Messias.

Ela culminará com a restauração da nação, a volta do Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar, quando todas as promessas de Deus serão plenamente cumpridas.

Josué Matos