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Da "trindade" cristã, eu só aceito Jesus; os outros dois eu rejeito totalmente.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Da "trindade" cristã, eu só aceito Jesus; os outros dois eu rejeito totalmente. Mas não estou falando do "jesusinho" da Bíblia; esse eu também deletei completamente da minha vida, eu me refiro ao VERDADEIRO Jesus: "Disse Jesus: Se aqueles que vos guiam vos disserem: 'Vede, o Reino está no céu', então as aves do céu vos precederão. Se vos disserem: 'Ele está no mar', então os peixes vos precederão. Mas o Reino está dentro de vós e está fora de vós. Quando vos conhecerdes, sereis conhecidos e compreendereis que sois filhos do Pai vivo. Mas, se não vos conhecerdes, vivereis na pobreza, e vós sereis essa pobreza."

Minha Resposta:

Agradeço mais uma vez pelos R$ 5,00 enviados ao canal. Apesar das discordâncias, eu percebo que você continua refletindo sobre esses assuntos, e isso é melhor do que uma indiferença completa.

Você escreveu:

“Da ‘trindade’ cristã, eu só aceito Jesus, os outros dois eu rejeito totalmente, mas não estou falando do ‘jesusinho’ da Bíblia, esse eu também deletei completamente da minha vida, eu me refiro ao VERDADEIRO Jesus...”

E então citou o chamado “evangelho de Tomé”.

Aqui está um ponto muito importante: o “Jesus” do evangelho de Tomé não é o mesmo Jesus apresentado nos quatro evangelhos bíblicos.

O evangelho de Tomé surgiu muito depois dos apóstolos e carrega forte influência gnóstica. O gnosticismo ensinava que a salvação vinha através de um conhecimento secreto interior, quase como um despertar oculto dentro do homem. Por isso esse texto enfatiza tanto “conhecer a si mesmo” como caminho de iluminação.

Mas o Senhor Jesus dos evangelhos bíblicos nunca ensinou que o homem se salva olhando para dentro de si mesmo. Pelo contrário. Ele ensinou arrependimento, novo nascimento, fé nEle e reconciliação com Deus.

O problema do homem, segundo a Bíblia, não é falta de “autoconhecimento místico”, mas o pecado.

O Senhor Jesus declarou:

“Porque do interior do coração dos homens saem os maus pensamentos, os adultérios, as prostituições, os homicídios.” (Marcos 7:21)

Ou seja, olhar para dentro de si mesmo não produz salvação. O coração humano precisa ser transformado por Deus.

Além disso, você disse aceitar Jesus, mas rejeitar o Pai e o Espírito Santo. O problema é que o próprio Senhor Jesus falou constantemente sobre ambos.

Foi Jesus quem disse:

“Eu e o Pai somos um.” (João 10:30)

Foi Jesus quem disse:

“O Pai enviará outro Consolador, para que fique convosco para sempre.” (João 14:16)

Foi Jesus quem ordenou o batismo:

“Em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo.” (Mateus 28:19)

Portanto, não existe um “verdadeiro Jesus” separado da revelação bíblica dada pelos apóstolos. O Jesus apresentado pelos escritos gnósticos é reconstruído segundo ideias filosóficas posteriores.

Outra coisa importante: o evangelho bíblico não ensina que o Reino de Deus é simplesmente uma consciência escondida dentro do homem. O Reino está ligado à autoridade de Deus, à pessoa do Rei e à transformação produzida pela graça divina.

O homem moderno gosta da ideia de um “Jesus espiritualizado”, místico e sem confronto moral. Um Jesus que fala apenas de luz interior, mas não de pecado, juízo, cruz, arrependimento e santidade. Porém esse não é o Senhor Jesus revelado nas Escrituras.

O verdadeiro Cristo declarou:

“Se não vos arrependerdes, todos de igual modo perecereis.” (Lucas 13:3)

E também:

“Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará em trevas.” (João 8:12)

Perceba que Ele não apontou o homem para dentro de si mesmo como fonte de verdade absoluta. Ele apontou para Si mesmo.

O evangelho gnóstico exalta o “eu”. O evangelho bíblico exalta Cristo.

Josué Matos

Quer dizer que é gente como você que vai para o ‘céu’, passar a eternidade com ‘deus’?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Quer dizer que é gente como você que vai para o ‘céu’, passar a eternidade com ‘deus’? Então, eu prefiro ir para o ‘inferno’, viver eternamente na companhia de pessoas como Giordano Bruno, Galileu Galilei, Carl Sagan, Nikola Tesla, vai ser maravilhoso. O que ‘deus’ tem contra as pessoas inteligentes? Por que ‘ele’ prefere os crentes?

Minha Resposta:

Antes de responder, agradeço pelos R$ 5,00 que você enviou ao canal. Mesmo discordando profundamente do que eu creio, agradeço pela contribuição e pela sinceridade da sua mensagem.

Primeiramente, a Bíblia não ensina que Deus odeia pessoas inteligentes. Pelo contrário, toda inteligência humana vem do próprio Criador. Homens como Isaac Newton, Johannes Kepler, Blaise Pascal e tantos outros cientistas criam profundamente em Deus. O problema nunca foi inteligência. O problema é o coração humano diante de Deus.

A fé bíblica não é ausência de pensamento. Na realidade, o evangelho confronta tanto o ignorante quanto o intelectual. A questão não é QI, cultura, ciência ou capacidade intelectual. A questão é: o homem reconhece sua condição diante de Deus ou não?

A Bíblia declara:

“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus.” (Salmos 14:1)

Note que o texto não diz “na sua inteligência”, mas “no seu coração”. A incredulidade bíblica não é apresentada como falta de capacidade intelectual, mas como rejeição moral e espiritual.

Outra coisa importante: o inferno não é descrito na Bíblia como um lugar de convivência alegre, debates filosóficos e admiração científica. O Senhor Jesus falou sobre ele como “trevas exteriores”, “pranto e ranger de dentes” (Mateus 8:12; Mateus 22:13). O homem moderno romantiza o inferno porque não acredita realmente nele. Mas o Senhor Jesus falou mais sobre juízo eterno do que qualquer outro personagem da Bíblia.

Além disso, ninguém será condenado por ser inteligente. O homem é condenado por seus pecados e por rejeitar a luz que Deus lhe deu. O evangelho é oferecido tanto ao simples quanto ao sábio. A diferença é que muitos intelectuais tropeçam exatamente no orgulho do próprio conhecimento.

O apóstolo Paulo escreveu:

“Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Romanos 1:21-22)

E também:

“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)

O evangelho humilha o orgulho humano, porque ele declara que ninguém se salva por mérito intelectual, moral ou religioso. Todos precisam igualmente da graça de Deus.

Quanto ao Céu, o maior atrativo dele não são pessoas religiosas, mas a presença do próprio Senhor Jesus Cristo. O cristão verdadeiro não deseja o Céu apenas para “escapar do inferno”, mas porque ama Aquele que morreu e ressuscitou para salvá-lo.

E aqui está algo importante: Cristo morreu também por pessoas céticas, revoltadas, blasfemas e incrédulas. Muitos dos que hoje zombam do evangelho ainda podem se converter sinceramente antes da morte. Enquanto há vida, há oportunidade de arrependimento.

O Senhor Jesus disse:

“O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)

A porta da graça ainda está aberta.

Josué Matos



Não é que deus exista, essa é outra mentira, mas vamos separar as mentiras

Alguém que me escreveu no YouTube:

A Bíblia fala de Yahweh, El Shaddai, não tem nada a ver com deus. Não é que deus exista, essa é outra mentira, mas vamos separar as mentiras, porque a mentira Yahweh e El Shaddai só vai virar a mentira deus séculos depois, nem pra contar mentiras essa gente serve.

Minha Resposta:

A sua afirmação mistura duas questões diferentes: os nomes e títulos usados para Deus nas Escrituras, e a existência do próprio Deus. A Bíblia realmente utiliza nomes hebraicos como “YHWH” (Jeová ou Yahweh, conforme a transliteração) e “El Shaddai”, mas isso não elimina o uso da palavra “Deus” em outras línguas. Pelo contrário, a própria Bíblia mostra que os nomes divinos foram traduzidos conforme os idiomas dos povos.

No Antigo Testamento hebraico aparecem palavras como “El”, “Elohim”, “El Elyon”, “El Shaddai” e o tetragrama YHWH. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego na Septuaginta, séculos antes de Cristo, os judeus tradutores utilizaram “Theos” para “Deus” e “Kyrios” para o nome divino YHWH. Portanto, a ideia de traduzir os títulos divinos não começou séculos depois como uma “corrupção”; isso já ocorria entre os próprios judeus antigos.

No Novo Testamento, escrito em grego, o Senhor Jesus e os apóstolos utilizaram “Theos” para Deus. Se fosse errado usar uma palavra traduzida em vez do hebraico original, então o próprio Novo Testamento estaria errado em não preservar sempre os termos hebraicos. Mas não está. O evangelho foi dado para todas as nações e línguas.

Em português dizemos “Deus”; em inglês, “God”; em espanhol, “Dios”; em francês, “Dieu”; em hebraico, “Elohim”; em grego, “Theos”. O termo muda conforme a língua, mas o Ser a quem ele se refere permanece o mesmo.

Além disso, “El Shaddai” não é um nome exclusivo separado de Deus, mas um dos títulos usados para revelar aspectos do caráter divino. Em Gênesis 17:1, Deus diz a Abraão: “Eu sou o Deus Todo-Poderoso”. A expressão hebraica ali é “El Shaddai”. Já o nome YHWH é revelado especialmente em Êxodo 3:14-15, relacionado ao “EU SOU”. As Escrituras utilizam diversos títulos para revelar diferentes aspectos da majestade, eternidade, soberania e poder divinos.

O argumento de que “deus não existe” também entra em conflito com a própria realidade da revelação bíblica e da criação. A Bíblia declara:

“Os céus manifestam a glória de Deus e o firmamento anuncia a obra das suas mãos.” (Salmos 19:1)

E ainda:

“Porque as suas coisas invisíveis, desde a criação do mundo, tanto o seu eterno poder, como a sua divindade, se entendem, e claramente se veem pelas coisas que estão criadas.” (Romanos 1:20)

A questão central não é a pronúncia hebraica de um nome, mas quem é o verdadeiro Deus revelado nas Escrituras. O próprio Senhor Jesus ensinou isso quando disse:

“Deus é Espírito, e importa que os que o adoram o adorem em espírito e em verdade.” (João 4:24)

O cristianismo nunca ensinou que existe poder mágico numa pronúncia hebraica específica. A salvação não está em repetir foneticamente “Yahweh”, mas em conhecer o Deus verdadeiro revelado no Senhor Jesus Cristo.

Aliás, o Novo Testamento afirma claramente:

“E a vida eterna é esta: que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste.” (João 17:3)

Portanto, traduzir “Elohim” por “Deus” não é invenção moderna nem fraude religiosa. É algo que já aparece no próprio processo histórico das Escrituras e nas traduções usadas pelos judeus e pelos cristãos desde os primeiros séculos.

Josué Matos

Sempre cri que o batismo não estava ligado à regeneração

Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Um amigo luterano me inveja dessas questões sobre batismo e regeneração… parecem muito fortes. Sempre cri que o batismo não estava ligado à regeneração. Terei que reavaliar tudo isso?

Minha resposta:

Agradeço pela confiança e pela pergunta sincera. Esse tipo de questionamento realmente “faz pensar”, como o irmão disse — mas isso não significa que você esteja certo. Muitas vezes, o argumento parece forte porque junta vários versículos, mas sem considerar o contexto completo da Palavra de Deus. 

Vamos responder com calma e com base nas Escrituras.

1. O ponto central: o que salva — fé ou batismo?

A Palavra de Deus é absolutamente clara em um ponto fundamental:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:8-9)

Se o batismo regenerasse, então a salvação dependeria de uma obra externa — e isso contradiz diretamente esse texto.

Além disso:

“Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo” (Atos 16:31)

Obs: não diz “crê e seja batizado para ser salvo”, mas coloca a fé como condição suficiente.

2. O novo nascimento não é pela água literal

João 3:5 (“nascer da água e do Espírito”) é frequentemente usado de forma literal, mas isso gera contradição com o restante da Escritura.

A própria Palavra explica como ocorre o novo nascimento:

“Segundo a sua vontade, ele nos gerou pela palavra da verdade” (Tiago 1:18)

“Sendo de novo gerado… pela palavra de Deus” (1 Pedro 1:23)

Ou seja, a “água” não é o batismo, mas a Palavra de Deus aplicada pelo Espírito Santo.

Separar isso cria um erro grave: colocar um ritual no lugar da obra interior de Deus.

3. O “lavar regenerador” não é o batismo

Tito 3:5 fala:

“...pelo lavar da regeneração e da renovação do Espírito Santo”

O texto não diz que a água batismal regenera, mas que a ópera capixaba é “lavar”.

Essa lavagem é espiritual, não física.

Se fosse literal, então a água teria poder de remover pecado — o que contradiz:

“Ó sangue de Jesus Cristo… nos purifica de todo o pecado” (1 João 1:7)

Nunca à água.

4. “O batismo salva” — o que significa?

1 Pedro 3:21 diz que o batismo salva, mas o próprio versículo explica:

“não sendo o despojamento da imundícia da carne, mas a indagação de uma boa consciência para com Deus”

Ou seja, não é a água que salva.

O batismo salva no sentido de:

  • Identificação com Cristo
  • Testemunho público
  • Expressão de uma consciência já transformada

Ele aponta para a salvação, mas não a produz.

5. Atos 2:38 e Atos 22:16 — ordem e significado

Esses textos ligam batismo e remissão, mas não como causa e efeito mecânico.

Na prática de Atos, vemos uma sequência:

  • A pessoa crê
  • É salva
  • É batizada como o

O batismo acompanha a fé, não a substituição.

Se fosse essencial para a salvação, então o ladrão na cruz estaria perdido — mas o Senhor disse:

“Hoje estaremos comigo no paraíso” (Lucas 23:43)

Sem batismo.

6. Romanos 6 e Colossenses 2 — realidade espiritual

Esses textos mostram que o batismo representa:

  • Morte com Cristo
  • Sepultamento
  • Ressurreição

Mas isso já aconteceu pela fé.

O batismo é a figura visível de uma realidade invisível já operada por Deus.

7. O erro de juntar textos sem distinguir contextos

As perguntas que seu amigo invejoso (  ) parecem fortes porque:

  • Misturam textos doutrinários com textos históricos
  • Ignoram simbólica
  • Não distingue causa de sinal

Isso cria uma aparência de “prova”, mas não sustentada quando comparado com o ensino completo da Escritura.

8. Sobre o batismo infantil

Outro ponto importante:

O batismo está sempre ligado à fé pessoal.

“Quem crer e for batizado será salvo” (Marcos 16:16)

A ordem é clara:

  1. Crer

  2. Ser batizado

Uma criança não pode exercer fé consciente.

Os casos de “casa inteira” em Atos não provam batismo infantil — são suposições.

9. Conclusão clara e segura

O ensino bíblico, de forma harmoniosa, é:

  • A salvação é pela fé em Cristo
  • O novo nascimento é obra do Espírito pela Palavra
  • O batismo é um testemunho externo dessa realidade

Não é meio de regeneração.

Resposta direta à sua dúvida

Não, meu irmão — o irmão não precisa reavaliar tudo.

Pelo contrário: o irmão precisa permanecer firme naquilo que a Palavra ensina de forma clara.

Esses argumentos parecem “inexpugnáveis”, mas apenas enquanto não são examinados à luz de toda a Escritura.

A base continua sendo:

“O justo viverá pela fé” (Romanos 1:17)

Que o Senhor continue lhe dando discernimento, firmeza e descanso na verdade.

Josué Matos