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O irmão não esqueceu de incluir a ressurreição mais importante do Senhor Jesus Cristo na 1ª ressurreição?

 



Alguém que me escreveu no WhatsApp:

O irmão não esqueceu de incluir a ressurreição mais importante do Senhor Jesus Cristo na 1ª ressurreição? Pois Jesus são as primícias dos que dormem em cumprimento da festa profética de Jeová para Israel, a festa das primícias (Habicurim hb). Ver imagem!
O Primogênito, Aquele que 1º ressuscitou num corpo que não morre mais
1 Coríntios 15:20: Mas de fato Cristo ressuscitou dentre os mortos, e foi feito as primícias dos que dormem. Porque assim como a morte veio por um homem, também a ressurreição dos mortos veio por um homem.  Porque, assim como todos morrem em Adão, assim também todos serão vivificados em Cristo. Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda.

Minha Resposta:

Muito obrigado pela sua observação. Concordo que o Senhor Jesus ocupa um lugar único e fundamental em toda a doutrina da ressurreição. Como o irmão bem citou em 1 Coríntios 15:20-23, Ele é "as primícias dos que dormem" e foi o primeiro a ressuscitar em um corpo glorificado e incorruptível, para nunca mais morrer.

Na verdade, a intenção da imagem não foi excluir a ressurreição do Senhor Jesus, mas destacar as etapas futuras daquilo que Apocalipse 20 chama de "a primeira ressurreição" e a posterior ressurreição dos ímpios. Por isso o gráfico começa na Era da Igreja e não na cruz ou na ressurreição de Cristo.

Entretanto, sua observação é válida, pois, ao apresentar a cronologia completa da primeira ressurreição, o correto seria começar com Cristo como as Primícias, seguindo a ordem apresentada pelo Espírito Santo:

"Mas cada um por sua ordem: Cristo as primícias, depois os que são de Cristo, na sua vinda." (1 Coríntios 15:23)

Assim, a sequência ficaria:

  • Cristo, as Primícias;
  • Ressurreição dos santos da Igreja no arrebatamento;
  • Ressurreição dos santos do Antigo Testamento e dos mártires da Tribulação;
  • Ressurreição dos ímpios após o Milênio.

Isso também demonstra que a primeira ressurreição não acontece em um único momento, mas em etapas, abrangendo todos os justos, enquanto a segunda ressurreição diz respeito aos ímpios para comparecerem diante do Grande Trono Branco.

Agradeço pela contribuição. Caso eu faça uma versão atualizada da imagem no futuro, certamente vale a pena incluir essa referência a Cristo como as Primícias para tornar a apresentação ainda mais completa.

Um fraternal abraço.

Josué Matos

Sinto te dizer, mas você investiu toda a sua vida em uma mentira!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Sinto te dizer, mas você investiu toda a sua vida em uma mentira! Peça para sair, antes tarde do que nunca. A Bíblia é pura mitologia copiada de religiões mais antigas.

Minha Resposta:

Agradeço o seu comentário. Entretanto, a afirmação de que a Bíblia é apenas uma mitologia copiada de religiões mais antigas não resiste a uma análise histórica cuidadosa.

É verdade que existiram povos antigos com relatos sobre criação, dilúvio, reis e deuses. Mas a existência de relatos semelhantes não prova cópia. Pelo contrário, pode indicar que diferentes povos preservaram memórias distorcidas de acontecimentos reais ocorridos na antiguidade.

Por exemplo, o relato bíblico do dilúvio universal encontra paralelos em diversas culturas espalhadas pelo mundo. A questão é: quem preservou o relato mais coerente e historicamente consistente? A Bíblia apresenta uma narrativa contínua, integrada e ligada a personagens, genealogias, lugares e eventos históricos verificáveis.

Além disso, a Bíblia é diferente das mitologias porque não apresenta seus personagens como seres perfeitos. Os heróis da mitologia normalmente são exaltados. Já a Bíblia mostra os defeitos de seus próprios líderes. Noé embriagou-se, Abraão mentiu, Moisés falhou, Davi adulterou, Pedro negou o Senhor. Esse tipo de honestidade não é característica comum dos mitos religiosos.

Outro ponto importante é o cumprimento das profecias. Séculos antes do nascimento de Cristo, as Escrituras já falavam sobre Sua origem, Seu sofrimento, Sua rejeição pelo povo, Sua morte e Sua ressurreição. Textos como Isaías 53, Salmo 22, Miqueias 5:2 e Daniel 9 foram escritos muito antes dos acontecimentos que descrevem.

Também é difícil explicar a transformação dos primeiros discípulos. Homens que antes fugiram por medo passaram a enfrentar perseguições, prisões e morte afirmando que tinham visto o Senhor Jesus ressuscitado. Pessoas podem morrer por uma mentira que acreditam ser verdade, mas dificilmente morreriam por algo que elas próprias inventaram.

A Bíblia não pede que as pessoas aceitem sua mensagem sem reflexão. Pelo contrário. Deus convida o homem a examinar as evidências. O Senhor Jesus disse: “Examinai as Escrituras” (João 5:39). O apóstolo Paulo argumentava nas sinagogas e praças públicas, persuadindo as pessoas por meio das Escrituras e dos fatos históricos.

Naturalmente, cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar a mensagem bíblica. Mas rejeitá-la não a transforma automaticamente em mitologia. Durante séculos, muitos críticos anunciaram o desaparecimento da Bíblia. No entanto, ela continua sendo o livro mais traduzido, mais distribuído e mais estudado da história da humanidade.

A maior questão não é se a Bíblia será julgada por nós, mas se um dia nós seremos julgados pela Palavra de Deus.

Josué Matos


Quando ouvimos as palavras que devemos tratar com amor os irmãos que cometeram alguma falta ou pecado, o que isto significa na prática?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Olá irmão, boa tarde. Quando ouvimos as palavras que devemos tratar com amor os irmãos que cometeram alguma falta ou pecado, o que isto significa na prática?

Minha Resposta:

Caro irmão,

Antes de tudo, precisamos entender que a Bíblia nunca trata o pecado na vida de um crente como algo pequeno. Pelo contrário, o pecado cometido por alguém que conhece a verdade é algo extremamente sério.

O incrédulo vive nas trevas, desconhece a Deus e é escravo do pecado. Mas o crente recebeu a luz do Evangelho, conhece a vontade de Deus e professa pertencer ao Senhor Jesus. Por isso, quando um verdadeiro crente peca, ele não está pecando apenas contra a sua consciência, mas contra a luz que recebeu, contra os privilégios que possui e contra o testemunho que deveria manter diante do mundo.

Isso explica por que as Escrituras tratam com tanta seriedade as falhas dos filhos de Deus. Em alguns casos, quando vemos uma pessoa vivendo continuamente no pecado, surge até mesmo a dúvida se ela realmente nasceu de novo. Naturalmente, somente Deus conhece os corações. Porém, quando partimos do pressuposto de que se trata de um verdadeiro crente, devemos lembrar que Deus leva muito a sério o pecado dos Seus filhos.

Mas o que significa tratar com amor um irmão que pecou?

Muitas pessoas confundem amor com tolerância ao pecado. Contudo, o amor bíblico nunca apoia o erro. Em 1 Coríntios 13:6 lemos que o amor “não folga com a injustiça, mas folga com a verdade”.

Portanto, amar um irmão não significa passar a mão sobre o seu pecado, minimizar sua culpa ou fingir que nada aconteceu. O amor verdadeiro sempre se posiciona ao lado da verdade de Deus.

O próprio Deus é o maior exemplo disso. Deus ama os Seus filhos, mas também os disciplina. Hebreus 12:6 diz:

“Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho.”

Assim, quando um irmão falha, nossa atitude deve ser semelhante à de Deus: amor pela pessoa e reprovação do pecado.

Entretanto, a forma de agir dependerá da natureza da falta cometida.

Existem pecados que exigem disciplina coletiva da assembleia. Em casos assim, a Palavra de Deus determina que a pessoa seja retirada da comunhão da igreja. Essa medida não é falta de amor; pelo contrário, é uma demonstração de obediência a Deus e de preocupação com a restauração do faltoso.

Mesmo quando o pecador confessa seu pecado, isso não significa automaticamente que toda consequência disciplinar desapareça. O arrependimento deve ser acompanhado por evidências que demonstrem uma verdadeira mudança de atitude.

Em outros casos, a Escritura não fala de exclusão da comunhão da igreja, mas de uma restrição no relacionamento dos crentes com aquele irmão. Em 2 Tessalonicenses 3:6,14-15, Paulo ordena que os irmãos se afastem do crente desordeiro para que ele se envergonhe da sua conduta. Contudo, ele acrescenta:

“Todavia, não o tenhais como inimigo, mas admoestai-o como irmão.”

Perceba o equilíbrio. Não há aprovação do erro, mas também não há hostilidade contra a pessoa.

Portanto, tratar um irmão com amor significa:

  • Orar por ele.
  • Adverti-lo segundo a Palavra de Deus.
  • Não justificar o seu pecado.
  • Não encobrir aquilo que Deus condena.
  • Aplicar a disciplina bíblica quando necessária.
  • Demonstrar interesse sincero pela sua restauração.
  • Recebê-lo novamente quando houver arrependimento genuíno.

O objetivo final nunca é humilhar o faltoso, mas levá-lo ao arrependimento e à restauração da comunhão com Deus e com os irmãos.

O amor bíblico não é permissivo. O amor bíblico é santo. Ele ama o pecador, mas não concorda com o pecado. Ele procura restaurar o irmão, mas sem sacrificar a verdade. Ele age com misericórdia, mas também com fidelidade à Palavra de Deus.

Josué Matos


Eu sempre me pergunto: se esse ‘deus’ comete todas essas atrocidades sendo ‘bom’, o que ele faria se ele fosse mau?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A maior ‘heresia’ de todas é dizer que um ‘deus’ que matou milhões de pessoas e animais inocentes, mandou o ‘povo escolhido’ matar crianças de peito (1 Samuel 15:3) e que vai torturar a maior parte das almas da humanidade pela eternidade é ‘bom’. Eu sempre me pergunto: se esse ‘deus’ comete todas essas atrocidades sendo ‘bom’, o que ele faria se ele fosse mau??? O lugar desse psicopata é na CADEIA! Não é que eu não acredite nesse ‘deus’, imagina, eu tenho certeza absoluta de que ele NUNCA existiu! Você quer saber a verdade sobre a gibíblia? Leia A Bíblia Desenterrada, do arqueólogo Israel Finkelstein, que prova por métodos científicos que não há evidência nenhuma sobre a existência dos personagens do Gênesis e do Êxodo. Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Josué NUNCA existiram! O Êxodo NUNCA aconteceu!

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma franca. Permita-me responder a alguns pontos.

Primeiro, a existência de sofrimento, juízo e morte na Bíblia não é um problema que as Escrituras procuram esconder. Pelo contrário, elas apresentam Deus como Criador, Legislador e Juiz de toda a terra. Quando Deus exerce juízo, Ele não age como um homem pecador movido por ódio, vingança ou crueldade. A diferença fundamental é que Deus é santo, conhece perfeitamente todas as coisas e tem autoridade sobre a vida que Ele mesmo criou.

Muitas pessoas leem passagens de juízo sem considerar o contexto. Em 1 Samuel 15, por exemplo, o juízo sobre os amalequitas não surgiu de repente. Séculos antes, aquela nação havia atacado Israel de forma covarde quando o povo saía do Egito (Êxodo 17:8-16; Deuteronômio 25:17-19). Deus suportou aquela iniquidade durante gerações antes de executar o julgamento anunciado.

Também é importante lembrar que, se Deus não julga o mal, Ele é acusado de ser indiferente à injustiça. Mas quando julga, é acusado de ser cruel. Na realidade, o ser humano deseja um Deus que condene os pecados dos outros, mas que ignore os seus próprios.

Quanto ao inferno, a Bíblia não apresenta Deus lançando pessoas inocentes à condenação. Pelo contrário, ela afirma repetidamente que todos pecaram e carecem da glória de Deus (Romanos 3:23). O mesmo Deus que anuncia o juízo é o Deus que enviou Seu Filho para morrer pelos pecadores. O Senhor Jesus declarou: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (João 3:16). O evangelho não é a mensagem de um Deus procurando condenar homens inocentes, mas de um Deus oferecendo salvação a homens culpados.

Sobre a existência de Abraão, Isaque, Jacó, Moisés e Josué, é verdade que existem arqueólogos que questionam alguns aspectos da narrativa bíblica. Porém, também existem numerosos arqueólogos, historiadores e estudiosos que defendem a confiabilidade histórica substancial dos relatos bíblicos. A arqueologia não é uma ciência que “prova” ou “desprova” tudo. Ela trabalha com evidências limitadas e interpretações dessas evidências.

Além disso, a ausência de evidência arqueológica não é evidência de ausência. Durante muito tempo, críticos afirmaram que vários povos, reis e cidades mencionados na Bíblia jamais existiram. Posteriormente, diversas descobertas arqueológicas confirmaram a existência de muitos deles.

O mais significativo, porém, é que o próprio Senhor Jesus Cristo tratou Abraão, Isaque, Jacó, Moisés, Noé e outros personagens do Antigo Testamento como pessoas reais e históricas. Se alguém aceita a autoridade de Cristo, precisa considerar seriamente o testemunho que Ele deu acerca desses homens.

No final, a questão não é apenas arqueológica ou filosófica. A pergunta central é: quem é Jesus Cristo? Se Ele ressuscitou dentre os mortos, como testemunharam centenas de pessoas, então Sua palavra tem autoridade para interpretar a história, a moralidade, a vida e a eternidade.

A Bíblia não apresenta um Deus cruel procurando destruir a humanidade. Ela apresenta um Deus santo que julga o pecado, mas que também oferece perdão, graça e vida eterna a todos os que se arrependem e creem no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos