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Se Jesus nega sua divindade, ninguém tem o direito de negar o que Jesus determinou, a menos que torne Jesus um mentiroso.

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Se Jesus nega sua divindade, ninguém tem o direito de negar o que Jesus determinou, a menos que torne Jesus um mentiroso. Mateus 7:21. Sua igreja tem liderança de homens, portanto não pode alegar que qualquer outra igreja siga homens, exceto aqueles que cobram para pregar e ensinar, mas poderiam receber ajudas ou presentes voluntários dos fiéis e dos estranhos. Homens bananas não podem liderar a igreja de Jesus, pois os discípulos de Jesus têm responsabilidade de zelar pela moral da igreja, e a moral de Jesus e de Jeová, mesmo que a igreja não seja uma organização perfeita, mas seja aprovada na fé. João 15. Nem Jesus quis ser mais perfeito do que o Pai. Lucas 18:18 e 19.

Minha Resposta:

Agradeço a sua mensagem. Vejo que há vários pontos importantes na sua colocação, e vale a pena examiná-los à luz das Escrituras com calma.

Primeiramente, a afirmação de que Jesus negou Sua divindade não corresponde ao testemunho completo da Palavra de Deus. É verdade que, em Sua humanidade perfeita, o Senhor Jesus falava como o Servo obediente enviado pelo Pai. Porém isso nunca significou negação de Sua natureza divina.

Quando em Lucas 18:19 o Senhor disse: “Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus”, Ele não estava negando ser Deus. Pelo contrário, estava levando aquele homem a refletir sobre o peso daquilo que dizia. Se Jesus é verdadeiramente bom no sentido absoluto, então quem Ele é? O próprio texto conduz à Sua identidade divina.

A Escritura declara claramente:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1)

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.” (João 1:14)

Tomé declarou diante dEle:

“Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28)

E o próprio Senhor Jesus afirmou:

“Eu e o Pai somos um.” (João 10:30)

Os judeus entenderam perfeitamente o significado disso, pois quiseram apedrejá-Lo por blasfêmia, dizendo:

“Tu, sendo homem, te fazes Deus a ti mesmo.” (João 10:33)

Além disso:

“Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58)

Essa expressão remete diretamente ao nome divino revelado em Êxodo 3:14.

Sobre Mateus 7:21, esse texto não ensina negação da divindade de Cristo, mas mostra que mera profissão religiosa não salva:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai.”

Observe algo importante: o Senhor Jesus coloca o destino eterno das pessoas sob Sua própria autoridade. Nos versículos seguintes Ele dirá:

“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim.” (Mateus 7:23)

Quem, além de Deus, pode pronunciar julgamento eterno?

Quanto à liderança na igreja, sim, as Escrituras mostram liderança humana estabelecida por Deus — presbíteros, bispos e pastores espiritualmente qualificados (1 Timóteo 3; Tito 1). Mas existe uma diferença fundamental: liderança bíblica não significa seguir homens como chefes absolutos.

O único Cabeça da igreja é Cristo:

“E ele é a cabeça do corpo, da igreja.” (Colossenses 1:18)

Homens fiéis apenas servem como cuidadores, nunca como substitutos de Cristo.

Pedro escreveu:

“Apascentai o rebanho de Deus... nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.” (1 Pedro 5:2-3)

Sobre sustento de quem ensina a Palavra, a Bíblia também é equilibrada. O evangelho não deve ser mercantilizado, isso é verdade. Porém a Escritura igualmente ensina:

“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1 Coríntios 9:14)

“O obreiro é digno do seu salário.” (1 Timóteo 5:18)

A questão não é receber ajuda, mas a motivação do coração.

Quanto à pureza moral da assembleia, concordamos plenamente que há responsabilidade de disciplina e zelo santo:

“Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (1 Coríntios 5:6)

Mas isso deve ser exercido com verdade, humildade e submissão à Palavra, não segundo opiniões pessoais.

Por fim, quanto à perfeição do Senhor Jesus: Ele nunca tentou “ser mais perfeito que o Pai”, porque isso seria impossível, já que Pai e Filho compartilham igualmente a mesma natureza divina.

A Escritura declara sobre Cristo:

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Colossenses 2:9)

E ainda:

“O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre.” (Hebreus 1:8)

Portanto, o testemunho bíblico não apresenta Jesus como mero mestre moral inferior ao Pai, mas como o Filho eterno de Deus, que se fez homem sem deixar de ser quem sempre foi.

Josué Matos

Já pedi o seu livro na Amazon: ‘Reunidos ao Nome do Senhor Jesus’.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Já pedi o seu livro na Amazon: ‘Reunidos ao Nome do Senhor Jesus’.

Estou vivenciando a experiência de aprender a reunir somente ao nome do Senhor na localidade em que moro, com minha esposa e um pequeno grupo de irmãs.

Minha Resposta:

Que alegria receber sua mensagem.

Fico muito grato por saber que você adquiriu o livro e, mais ainda, por saber que há um desejo sincero de seguir os princípios das Escrituras quanto ao reunir-se ao nome do Senhor Jesus.

O ponto central dessa questão não é simplesmente abandonar um sistema religioso ou adotar uma nova forma externa de reunião, mas compreender o princípio espiritual apresentado pelo próprio Senhor: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18:20).

Observe que o texto não enfatiza número, estrutura humana, reconhecimento institucional ou recursos materiais. A promessa está ligada à Pessoa do Senhor Jesus e à autoridade do Seu nome. Se houver apenas “dois ou três”, mas reunidos verdadeiramente para Ele, reconhecendo Sua centralidade, Sua Palavra e Sua direção, isso tem valor diante de Deus.

Nos dias apostólicos, os crentes perseveravam “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações” (Atos 2:42). O foco não era construir sistemas religiosos complexos, mas manter simplicidade, dependência do Espírito Santo e submissão à Palavra de Deus.

Também é importante lembrar que reunir-se ao nome do Senhor não significa isolamento sectário, como se um pequeno grupo pudesse pensar ser o único povo de Deus. Pelo contrário, significa reconhecer a unidade de todos os verdadeiros crentes no Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:12-13), enquanto se procura praticar localmente os princípios bíblicos com humildade, amor e fidelidade.

O fato de mencionar sua esposa e um pequeno grupo de irmãs mostra algo precioso: Deus frequentemente começa com pequenas coisas. Zacarias 4:10 diz: “Porque quem despreza o dia das coisas pequenas?” O valor não está na quantidade, mas na fidelidade ao Senhor.

Ao mesmo tempo, é essencial que essa caminhada seja marcada por graça, paciência, dependência de Deus e constante exame das Escrituras. Nem toda dificuldade será resolvida rapidamente. Haverá aprendizados, ajustes, provações e necessidade de muita sabedoria espiritual.

Minha oração é que o Senhor os conduza com clareza, guarde seus corações de extremismos, preserve a simplicidade de Cristo e lhes conceda comunhão genuína baseada na verdade e no amor.

Josué Matos

O “inferno” é apenas um mitozinho ridículo copiado do zoroastrismo

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O “inferno” é apenas um mitozinho ridículo copiado do zoroastrismo, mas o “inferno” do zoroastrismo não era eterno! O “cristianismo” é a “religião” do “amor”! É muito “amor” no coração! Eu fico emocionado!

Minha Resposta:

A sua objeção mistura duas questões diferentes: a origem de certas ideias religiosas nas culturas antigas e o que a Bíblia realmente ensina. O fato de outras religiões possuírem conceitos de juízo, punição ou vida após a morte não prova que a revelação bíblica tenha copiado essas ideias. Muitas culturas antigas também falavam de dilúvio, sacrifício, pecado, divindade e vida futura. Isso não demonstra cópia; pode apenas indicar que certos ecos de verdades fundamentais permaneceram na consciência humana ao longo da história.

Quanto ao inferno, a questão não é: “O zoroastrismo ensinava algo parecido?” A questão correta é: “O que dizem as Escrituras?”

O próprio Senhor Jesus Cristo falou mais sobre juízo eterno do que qualquer outro personagem bíblico. Se alguém rejeita essa doutrina, precisa lidar com as palavras d’Ele.

“E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mateus 25:46)

Observe algo importante: a mesma palavra usada para “eterna” na vida dos salvos é usada para o castigo dos perdidos. Se alguém disser que o castigo não é eterno, precisaria, pela mesma lógica, dizer que a vida eterna também não é.

O Senhor Jesus também falou de:

“...o fogo que nunca se apaga.” (Marcos 9:43)

“...onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” (Marcos 9:44)

Em Lucas 16:19-31, o homem rico, após a morte, está em tormentos, plenamente consciente. Isso destrói a ideia de aniquilação imediata ou inexistência.

Apocalipse 20:10 declara:

“...e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”

Apocalipse 20:15 acrescenta:

“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”

Agora sobre a questão do amor.

Sim, Deus é amor (1 João 4:8). Mas reduzir Deus apenas ao amor sentimental moderno é criar um deus à imagem humana.

O mesmo Deus que ama também é santo:

“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos.” (Isaías 6:3)

Também é justo:

“Justo é o Senhor em todos os seus caminhos.” (Salmo 145:17)

Também julga:

“Porque Deus há de trazer a juízo toda obra.” (Eclesiastes 12:14)

O amor de Deus não elimina Sua justiça. Pelo contrário, a cruz demonstra ambas perfeitamente.

Se Deus ignorasse o pecado, não seria justo.
Se Deus apenas julgasse sem prover salvação, não manifestaria graça.

Por isso Romanos 5:8 diz:

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

O inferno não contradiz o amor de Deus; ele demonstra a seriedade do pecado contra um Deus infinitamente santo.

A maior prova do amor divino não é negar o juízo, mas oferecer escape dele através do Senhor Jesus Cristo.

João 3:16 mostra o amor.

João 3:18 mostra a condenação.

João 3:36 reúne ambos:

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”

Portanto, a verdadeira pergunta não é se a ideia parece emocionalmente desconfortável ao homem moderno, mas se Deus falou ou não falou.

E se o próprio Senhor Jesus ensinou o juízo eterno, então rejeitar essa verdade não é discutir com religião — é discutir com Cristo.

Josué Matos

Se as TJs seguissem a homens, teriam que pagar tais homens, como as outras igrejas fazem, mas as TJs não tem que pagar ou cobrar nada.

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Se as TJs seguissem a homens, teriam que pagar tais homens, como as outras igrejas fazem, mas as TJs não tem que pagar ou cobrar nada.

Minha Resposta:

Bem, o argumento de que as Testemunhas de Jeová não pagam líderes prova que elas não seguem homens é, na prática, um argumento sem fundamento bíblico.

A questão não é quem paga quem, mas sim: o que é ensinado e se isso está de acordo com as Escrituras.

As próprias Escrituras estabelecem que obreiros podem e devem receber sustento legítimo: "O trabalhador é digno do seu salário" (Lucas 10:7; 1 Timóteo 5:18). Paulo também escreveu: "Assim ordenou também o Senhor que os que pregam o evangelho vivam do evangelho" (1 Coríntios 9:14). Portanto, uma igreja que sustenta seus servos não está sendo desonesta — está sendo bíblica.

Mas o problema central das Testemunhas de Jeová não é financeiro. É doutrinário.

A organização TJ nega a plena divindade do Senhor Jesus Cristo, ensinando que Ele é um ser criado — a maior criatura, mas inferior ao Pai. Isto é exatamente o Arianismo, heresia condenada já no Concílio de Nicéia em 325 d.C., que declarou que o Filho é "Deus verdadeiro do Deus verdadeiro".

A Bíblia é clara: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). "E o Verbo se fez carne" (João 1:14). Isso não é um anjo criado. Isso é o eterno Filho de Deus encarnado.

Além disso, toda a doutrina das TJ é ditada pela Sociedade Torre de Vigia — um corpo de homens sediado em Warwick, Nova York, que determina o que os membros devem crer, o que podem ler e com quem podem se relacionar. Isso é seguir homens de uma forma ainda mais radical do que qualquer outra organização religiosa, porque os membros são proibidos de questionar ou estudar a Bíblia de forma independente.

O critério para avaliar qualquer ensinamento não é quem paga ou não paga. É este: "À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva" (Isaías 8:20).

Que o Senhor abra os olhos de todos que estão presos nesse sistema, para que conheçam o Cristo verdadeiro das Escrituras.

Josué Matos