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Se o pré-tribulacionismo fosse a posição clara dos apóstolos, esperaríamos encontrar essa estrutura nos escritos dos primeiros cristãos como Irineu, Justino ou Hipólito

Alguém que me escreveu no YouTube:

Irmão, se o pré-tribulacionismo fosse a posição clara dos apóstolos, esperaríamos encontrar essa estrutura nos escritos dos primeiros cristãos como Irineu, Justino ou Hipólito. Mas o que vemos neles é expectativa de perseguição da Igreja antes da volta de Cristo, não um arrebatamento anterior. O sistema como conhecemos hoje só aparece organizado no século XIX. Isso é um fato histórico documentado.

Minha Resposta:

Agradeço sua colocação e reconheço que a questão histórica é importante. No entanto, é preciso fazer algumas distinções fundamentais entre sistema teológico formalizado e verdade bíblica progressivamente compreendida.

Primeiro, o fato de um sistema estar organizado no século XIX não significa que seus elementos não estejam nas Escrituras desde o princípio. Muitas doutrinas fundamentais só foram sistematizadas séculos depois — por exemplo, a formulação precisa da doutrina da Trindade nos concílios dos séculos IV e V — e nem por isso alguém diria que a Trindade “nasceu” ali.

A questão central não é quando a doutrina foi sistematizada, mas se ela está claramente ensinada nas Escrituras.

1. A expectativa apostólica no Novo Testamento

No Novo Testamento vemos duas linhas proféticas distintas:

  1. A esperança da Igreja — descrita como iminente, sem sinais prévios.

  2. A manifestação pública de Cristo em juízo e glória.

Considere:

  • 1 Tessalonicenses 4:16-17 — o Senhor desce aos ares e os crentes são arrebatados para encontrá-Lo.

  • João 14:1-3 — Cristo vem buscar os Seus para levá-los para onde Ele está.

  • 1 Coríntios 15:51-52 — um mistério revelado: nem todos dormirão, mas todos serão transformados.

  • Apocalipse 3:10 — promessa de ser guardado “da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro”.

Esses textos apresentam um evento distinto da manifestação descrita em:

  • Mateus 24

  • 2 Tessalonicenses 2

  • Apocalipse 19

Na segunda vinda em glória, Cristo vem com os Seus (Apocalipse 19:14); no arrebatamento, Ele vem para os Seus (1 Tessalonicenses 4:17).
Na manifestação, Ele toca a terra (Zacarias 14:4); no arrebatamento, os santos sobem aos ares.

Essas distinções são bíblicas antes de serem sistemáticas.

2. Sobre os Pais da Igreja

É verdade que alguns escritores antigos, como:

  • Irineu de Lyon

  • Justino Mártir

  • Hipólito de Roma

demonstraram expectativa de perseguição antes da volta de Cristo. Mas alguns pontos precisam ser considerados:

  1. Eles não tinham uma escatologia sistemática desenvolvida.

  2. Misturavam frequentemente Israel e Igreja.

  3. Muitos eram claramente quiliastas (pré-milenistas), o que já mostra desenvolvimento parcial da profecia.

Além disso, a teologia patrística primitiva não era uniforme nem infalível. A autoridade final não é o consenso patrístico, mas a Escritura.

Importante também notar que os primeiros séculos estavam sob intensa perseguição romana. A leitura deles era naturalmente moldada por esse contexto histórico. Sofrimento presente não significa necessariamente que a Igreja passe pela tribulação futura descrita como “hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro” (Apocalipse 3:10).

3. Desenvolvimento doutrinário não é invenção doutrinária

O pré-tribulacionismo como sistema organizado no século XIX é um fato histórico. Mas o mesmo ocorre com:

  • A sistematização da escatologia dispensacional

  • A formulação técnica da doutrina da inspiração verbal

  • A definição precisa da justificação forense na Reforma

Organização teológica tardia não significa origem tardia da verdade.

4. A distinção entre Israel e Igreja

Grande parte da discussão depende de reconhecer ou não distinção entre:

  • A Igreja (corpo de Cristo — Efésios 1:22-23)

  • Israel como nação terrena com promessas específicas (Jeremias 31:35-37; Romanos 11)

A tribulação é descrita nas Escrituras como:

  • “Tempo de angústia para Jacó” (Jeremias 30:7)

  • Relacionada ao cumprimento das setenta semanas de Daniel 9:24-27

Se a Igreja é um mistério revelado posteriormente (Efésios 3:3-6), não revelado no Antigo Testamento, é coerente entender que a última semana de Daniel diz respeito a Israel, não à Igreja.

5. Expectativa iminente

Os apóstolos ensinavam uma expectativa constante da vinda do Senhor:

  • Filipenses 3:20

  • Tito 2:13

  • Tiago 5:8-9

Se a Igreja tivesse que esperar necessariamente o Anticristo, os juízos das trombetas e das taças antes da vinda de Cristo para ela, essa expectativa iminente seria teologicamente enfraquecida.

Conclusão

O ponto não é negar que muitos cristãos antigos esperavam perseguição. O ponto é perguntar:

A Escritura ensina que a Igreja passa pela tribulação escatológica específica descrita em Apocalipse 6–18?

Ou ensina que a Igreja aguarda a vinda do Senhor para si antes do derramamento da ira divina?

A questão precisa ser resolvida exegeticamente, não apenas historicamente.

Com respeito fraternal, a discussão não deve ser:
“Quando o sistema foi organizado?”

Mas sim:
“O que o texto bíblico realmente ensina quando analisado de forma coerente e progressiva?”

Josué Matos

Fazem um corredor de pessoas na reunião e as pessoas que passam por ele — algumas caem — falava que era a unção do Espírito Santo

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Uma consulta com o irmão — vieram me perguntar se aqueles que congregam em sistemas denominacionais e vêm um pastor de fora convidado para pregar e fazem um corredor de pessoas na reunião e as pessoas que passam por ele — algumas caem — falava que era a unção do Espírito Santo — o que eu respondo para essa pessoa?

Minha Resposta:

O que precisamos avaliar nessas situações não é o efeito produzido nas pessoas, mas a origem e o fundamento bíblico da prática. No Novo Testamento, a atuação do Espírito Santo nunca é apresentada como algo mecânico, induzido por gestos humanos, filas, corredores ou comandos de um homem.

Quando lemos o livro de Atos dos Apóstolos, vemos pessoas prostrando-se diante de Deus em ocasiões específicas, mas sempre como resultado direto da revelação da glória divina ou da convicção profunda do pecado, e não como resultado de uma técnica, encenação ou ambiente criado artificialmente. Nunca encontramos apóstolos organizando filas para que pessoas passassem por eles a fim de “receber unção”.

O Espírito Santo é soberano. Ele não é transmitido por toque humano como se fosse uma energia, nem age de forma desordenada ou espetacular para impressionar. A Palavra de Deus ensina que o Espírito Santo glorifica a Cristo, convence do pecado, da justiça e do juízo, e produz fruto visível no caráter do crente, como santidade, domínio próprio e submissão à verdade.

Além disso, o Senhor Jesus advertiu claramente que, nos últimos dias, surgiriam sinais e manifestações capazes de enganar, se possível, até os eleitos. Por isso, somos chamados a provar os espíritos e a examinar todas as coisas à luz das Escrituras, retendo apenas o que é bom.

Portanto, a queda de pessoas, por si só, não é prova de que algo venha do Espírito Santo. A pergunta correta não é “o que aconteceu?”, mas “onde isso está claramente ensinado na Palavra de Deus?”. Se a prática não encontra respaldo nas Escrituras, deve ser rejeitada, ainda que produza forte impacto emocional.

Nosso padrão não são experiências, nem manifestações visíveis, mas a Palavra de Deus. O verdadeiro agir do Espírito Santo conduz à reverência, à edificação da igreja e à exaltação do Senhor Jesus Cristo, nunca à centralização em homens ou em fenômenos.

Josué Matos

J.N. Darby sistematizou verdades proféticas, porém a Bíblia é suficiente em si mesma

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Darby sistematizou verdades proféticas, porém a Bíblia é suficiente em si mesma. Quando lida com sinceridade e em dependência do Espírito Santo, ela não apresenta um arrebatamento secreto anterior à apostasia e à manifestação do homem do pecado. Essa ideia surge quando o texto é lido a partir de um sistema, neste caso (o de Darby, Dispensacionalismo), e não quando o sistema é submetido ao texto bíblico.

O arrebatamento secreto existe apenas dentro do sistema; fora dele, o texto não aponta para um arrebatamento secreto. Quando se dá um passo fora do sistema, o filtro desaparece e a leitura muda.

Minha Resposta:

Agradeço a sua colocação, feita de forma respeitosa e preocupada com a fidelidade ao texto bíblico. Concordamos plenamente em um ponto fundamental: a Bíblia é suficiente em si mesma e deve governar qualquer sistema teológico. Nenhuma estrutura doutrinária tem autoridade própria; ela é válida apenas na medida em que se submete às Escrituras. É justamente nesse terreno que a questão do arrebatamento precisa ser examinada.

  1. Bíblia e sistemas teológicos
    É correto afirmar que John Nelson Darby sistematizou verdades proféticas, mas é incorreto concluir que ele as tenha criado. A sistematização não gera a doutrina; ela organiza aquilo que já está presente no texto bíblico. O mesmo ocorreu com a Trindade, com a justificação pela fé ou com a cristologia: nenhum desses ensinos nasceu de um “sistema”, embora tenham sido posteriormente organizados de forma sistemática. A pergunta decisiva não é se há um sistema, mas se o sistema faz justiça ao conjunto das Escrituras.

  2. O arrebatamento e a distinção dos eventos
    O Novo Testamento apresenta, de forma consistente, duas linhas distintas de esperança futura.
    Há textos que descrevem a vinda do Senhor Jesus Cristo para buscar os Seus, com linguagem de consolo, esperança e reunião nos ares:
    – “Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido… e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares” (Primeira Epístola aos Tessalonicenses 4:16–17).
    – “Eis que vos digo um mistério: nem todos dormiremos, mas todos seremos transformados” (Primeira Epístola aos Coríntios 15:51–52).

Esses textos não mencionam juízo sobre o mundo, nem sinais prévios, nem manifestação pública do Senhor à terra. O foco é a Igreja e a transformação dos crentes.

Por outro lado, há textos que tratam claramente da manifestação pública de Cristo em glória, acompanhada de juízo, sinais cósmicos e restauração do reino:
– “Então aparecerá no céu o sinal do Filho do Homem… e verão o Filho do Homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória” (Evangelho segundo Mateus 24:30).
– “Quando o Filho do Homem vier em sua glória… então se assentará no trono da sua glória” (Evangelho segundo Mateus 25:31).

Confundir esses dois conjuntos de textos é que gera tensões artificiais. A distinção não nasce de um sistema, mas da leitura comparativa e honesta das passagens.

  1. Apostasia e homem do pecado
    A afirmação de que a Igreja deve atravessar a apostasia e a manifestação do homem do pecado normalmente se baseia na Segunda Epístola aos Tessalonicenses 2. Contudo, o próprio texto ensina uma ordem clara:
    – Há algo e Alguém que detém a plena manifestação do iníquo (Segunda Epístola aos Tessalonicenses 2:6–7).
    – Somente depois que esse impedimento for removido, o homem do pecado será revelado (Segunda Epístola aos Tessalonicenses 2:8).

Além disso, a Igreja é explicitamente ensinada como não destinada à ira:
– “Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para alcançar a salvação por nosso Senhor Jesus Cristo” (Primeira Epístola aos Tessalonicenses 5:9).
– “E esperar dos céus a seu Filho… Jesus, que nos livra da ira futura” (Primeira Epístola aos Tessalonicenses 1:10).

A grande tribulação, associada ao governo do homem do pecado, é apresentada em toda a Escritura como período de juízo divino sobre o mundo e de disciplina sobre Israel, não como o caminho normal da Igreja.

  1. O argumento do “arrebatamento secreto”
    A Escritura não usa a expressão “arrebatamento secreto”, mas isso não invalida a realidade ensinada. A palavra “Trindade” também não aparece na Bíblia, e nem por isso a doutrina é antibíblica. O arrebatamento é descrito como repentino, inesperado para o mundo e acompanhado de sinais perceptíveis apenas aos que pertencem a Cristo. Ele não é secreto no sentido absoluto, mas distinto da manifestação pública e judicial do Senhor.

  2. Leitura dependente do Espírito Santo
    Ler a Bíblia em dependência do Espírito Santo não significa ignorar comparações, distinções e progressão da revelação. O mesmo Espírito que inspirou as Escrituras não Se contradiz. Quando se respeita a diferença entre Israel e a Igreja, entre esperança celestial e reino terreno, entre graça e juízo, o texto bíblico harmoniza-se sem violência.

Conclusão
Portanto, o arrebatamento da Igreja antes da apostasia e da revelação do homem do pecado não é produto de um sistema imposto ao texto, mas resultado de uma leitura que permite que todas as passagens falem com o seu próprio peso e contexto. Sistemas falham quando dominam a Escritura; são úteis quando se curvam diante dela. O ponto não é seguir Darby ou qualquer outro homem, mas seguir a Palavra de Deus em toda a sua extensão.

Josué Matos

Qual a base bíblica para refutar ou desconsiderar o quarto mandamento do próprio Deus?

Alguém que me escreveu por e-mail: (Também enviou-me um anexo do adventismo que defende a guarda do sábado)

A paz do Senhor, presbítero, qual a base bíblica para refutar ou desconsiderar o quarto mandamento do próprio Deus?

Minha Resposta:

A base bíblica para refutar ou, mais corretamente, não impor o quarto mandamento (a guarda do sábado) ao cristão está na distinção clara que as Escrituras fazem entre a Lei dada a Israel e a posição do crente na nova dispensação da graça, em Cristo. Não se trata de desprezar um mandamento de Deus, mas de compreender a quem ele foi dado, com que propósito e até quando ele vigorou como obrigação legal.

A seguir, apresento uma resposta organizada e estritamente bíblica.

  1. O quarto mandamento faz parte da Lei dada especificamente a Israel

O sábado foi dado como sinal do concerto entre Deus e a nação de Israel, e não como mandamento universal para toda a humanidade.

Êxodo 31:16–17 declara explicitamente:
“Guardarão, pois, o sábado os filhos de Israel, celebrando o sábado nas suas gerações por concerto perpétuo. Entre mim e os filhos de Israel será um sinal para sempre”.

O próprio texto define:
– destinatários: os filhos de Israel
– função: sinal do concerto
– natureza: nacional e pactual

Nenhum texto afirma que o sábado foi dado como sinal entre Deus e a Igreja.

  1. O sábado está ligado à Lei mosaica como um todo, não isoladamente

O quarto mandamento não existe de forma independente. Ele faz parte de um sistema legal indivisível.

Tiago 2:10 afirma:
“Qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos”.

Quem defende a obrigatoriedade do sábado está, biblicamente, obrigado a assumir toda a Lei mosaica, incluindo sacrifícios, penalidades, festas judaicas e ordenanças civis — algo que o Novo Testamento explicitamente rejeita.

Gálatas 5:3:
“Todo o homem que se deixa circuncidar fica obrigado a guardar toda a lei”.

  1. Cristo cumpriu a Lei e encerrou sua vigência como sistema legal

O Senhor Jesus afirmou que veio cumprir a Lei, não perpetuá-la como código obrigatório.

Mateus 5:17 não ensina continuidade da Lei como sistema, mas seu cumprimento pleno em Cristo.

Romanos 10:4 é decisivo:
“Porque o fim da lei é Cristo para justiça de todo aquele que crê”.

“Fim” aqui não significa apenas objetivo, mas término funcional. A Lei cumpriu seu papel.

Colossenses 2:14 declara:
“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças… cravou-a na cruz”.

O sábado está incluído nessas ordenanças.

  1. O Novo Testamento afirma explicitamente que o sábado não deve ser imposto ao cristão

Este ponto é central e incontornável.

Colossenses 2:16–17:
“Ninguém, pois, vos julgue pelo comer, ou pelo beber, ou por causa dos dias de festa, ou da lua nova, ou dos sábados, que são sombras das coisas futuras; mas o corpo é de Cristo”.

Aqui o sábado é classificado como:
– sombra
– elemento transitório
– não pertencente à realidade final, que é Cristo

Romanos 14:5:
“Um faz diferença entre dia e dia, mas outro julga iguais todos os dias. Cada um esteja inteiramente seguro em seu próprio ânimo”.

Se o sábado fosse mandamento obrigatório para a Igreja, essa afirmação seria impossível.

  1. A Igreja nunca foi instruída a guardar o sábado

Em Atos 15, quando os apóstolos trataram da relação dos gentios com a Lei, nenhuma referência ao sábado foi feita.

Atos 15:28–29:
“Pareceu bem ao Espírito Santo e a nós não vos impor maior encargo algum, senão estas coisas necessárias…”.

O sábado não aparece na lista. O silêncio aqui é teológico e intencional.

  1. Paulo frequentava sinagogas aos sábados por estratégia missionária, não por obrigação

Atos 18:4 e Atos 16:13 descrevem Paulo pregando aos sábados porque era quando os judeus se reuniam. Isso não é mandamento doutrinário, mas contexto histórico.

O mesmo apóstolo declara:
“Fiz-me como judeu para os judeus, para ganhar os judeus” (1 Coríntios 9:20).

Não há um único texto ensinando que Paulo guardava o sábado como obrigação cristã.

  1. O “Dia do Senhor” no Novo Testamento não é o sábado

Apocalipse 1:10 menciona “o Dia do Senhor”, mas não o identifica como sábado. Em toda a Escritura, “Dia do Senhor” é expressão ligada à autoridade, ao juízo e à revelação, não ao sétimo dia da semana.

O Novo Testamento mostra a Igreja reunindo-se no primeiro dia da semana:
– Atos 20:7
– 1 Coríntios 16:2

Isso não é “mudança de mandamento”, mas expressão da nova criação em Cristo, ligada à ressurreição.

  1. O verdadeiro descanso não é um dia, mas uma Pessoa

Hebreus 4 é frequentemente usado para defender o sábado, mas ensina exatamente o oposto.

Hebreus 4:9–10:
“Resta um repouso para o povo de Deus; porque aquele que entrou no seu repouso, ele próprio repousou de suas obras”.

O descanso não é semanal, ritual ou legal, mas espiritual e contínuo, encontrado em Cristo.

Mateus 11:28:
“Vinde a mim… e eu vos darei descanso”.

  1. A Igreja não despreza a Lei, mas vive em um princípio superior

Romanos 7:4:
“Assim, meus irmãos, também vós estais mortos para a lei pelo corpo de Cristo”.

Gálatas 3:24–25:
“A lei nos serviu de aio até Cristo… mas depois que veio a fé, já não estamos debaixo de aio”.

A vida cristã não é regulada por mandamentos externos, mas pela vida de Cristo no crente, pelo Espírito Santo.

Conclusão

A base bíblica para não impor o quarto mandamento à Igreja é sólida, ampla e coerente:

– O sábado foi sinal do concerto com Israel
– Faz parte da Lei mosaica como sistema indivisível
– Foi cumprido e encerrado em Cristo
– É chamado de “sombra” no Novo Testamento
– Nunca foi imposto à Igreja
– O verdadeiro descanso é Cristo

Não se trata de rejeitar um mandamento de Deus, mas de honrar o cumprimento perfeito da vontade de Deus em Seu Filho.

Josué Matos