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Uma filha no Senhor pode ir a um restaurante público de camisola interior para almoçar com amigos?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, amado irmão. 

Graça e paz do nosso amado Senhor Jesus Cristo. 

Irmão Josué, estou aqui com uma dúvida: uma filha no Senhor pode ir a um restaurante público de camisola interior para almoçar com amigos?

Embora não esteja nada transparente?

Desculpe a minha dúvida.  

Acho que não deve, porque um crente não deve dar nas vistas aos olhos do mundo. 

Obrigada, irmão, e desculpe.

Desejo um dia abençoado 

Um abraço.

Obs. Tenham em mente que a expressão "camisola interior" é no contexto de Portugal.

Minha Resposta:

Bom dia, querida irmã.

Graça e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.

A sua pergunta é muito importante, porque trata de um princípio que aparece diversas vezes nas Escrituras: o comportamento do crente diante do mundo e o testemunho que ele apresenta.

Antes de tudo, é importante lembrar que a Palavra de Deus não estabelece uma lista detalhada de roupas específicas que o crente pode ou não usar. No entanto, ela apresenta princípios claros que devem orientar a conduta do cristão.

Um desses princípios é o da modéstia e do recato. O apóstolo Paulo escreveu:

“Que do mesmo modo as mulheres se ataviem em traje honesto, com pudor e modéstia...” (1 Timóteo 2:9).

A ideia aqui não é apenas a roupa em si, mas a atitude do coração que deseja honrar a Deus também na aparência exterior. A modéstia bíblica procura evitar tudo aquilo que chama atenção indevida ou que possa despertar pensamentos impróprios.

Outro princípio é o do testemunho diante do mundo. O crente vive neste mundo, mas é chamado a refletir um caráter diferente. O Senhor Jesus disse que os Seus discípulos são “a luz do mundo” (Mateus 5:14). Isso significa que a maneira como nos vestimos, falamos e nos comportamos comunica algo às pessoas que nos observam.

O apóstolo Pedro também escreveu:

“Mas, como é santo aquele que vos chamou, sede vós também santos em toda a vossa maneira de viver” (1 Pedro 1:15).

Observe que ele não limita a santidade a reuniões ou momentos religiosos, mas a “toda a maneira de viver”, ou seja, também às situações comuns do dia a dia, como sair, trabalhar, ou ir a um restaurante.

Há ainda outro princípio muito importante: evitar ser pedra de tropeço para outros. Em Romanos 14:13 lemos:

“Não nos julguemos mais uns aos outros; antes seja o vosso propósito não pôr tropeço ou escândalo ao irmão.”

E em 1 Coríntios 10:31-32 está escrito:

“Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus. Portai-vos de modo que não deis escândalo.”

Isso significa que o crente não deve apenas perguntar se algo é permitido, mas se aquilo glorifica a Deus e se preserva um bom testemunho.

Assim, quanto à sua pergunta específica: ir a um restaurante usando apenas uma camisola interior (mesmo que não seja transparente) normalmente não corresponde ao princípio de modéstia que a Escritura recomenda. Esse tipo de vestimenta costuma ser considerado roupa íntima ou muito informal, e pode facilmente chamar atenção desnecessária.

Por isso, muitos crentes entendem que é mais sábio escolher roupas simples, discretas e adequadas para ambientes públicos. O objetivo não é criar regras humanas, mas demonstrar um espírito de sobriedade e bom testemunho.

Ao mesmo tempo, também é importante manter equilíbrio. A vida cristã não se baseia em regulamentos externos, mas em um coração que deseja agradar ao Senhor. Quando o amor por Cristo governa o coração, naturalmente o crente procura aquilo que honra a Deus.

Paulo resume esse princípio dizendo:

“Todas as coisas me são lícitas, mas nem todas convêm; todas as coisas me são lícitas, mas nem todas edificam.” (1 Coríntios 10:23)

Portanto, a pergunta que cada crente deve fazer é:
Isto convém a alguém que pertence ao Senhor Jesus?
Isto honra a Deus e preserva o testemunho cristão?

A sua preocupação mostra exatamente esse desejo de agradar ao Senhor, e isso é algo muito precioso.

Que o Senhor continue a nos dar discernimento em todas as áreas da vida, para que o nosso comportamento seja digno do evangelho de Cristo (Filipenses 1:27).

Um grande abraço em Cristo. Que o Senhor a abençoe ricamente.

Josué Matos

Bem interessante a mensagem de hoje (11/03/26) sobre os "filhos de Deus".

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, irmão Josué.

Bem interessante a mensagem de hoje (11/03/26) sobre os "filhos de Deus".

Li rapidamente a minha Bíblia Septuaginta em português. E, salvo melhor juízo, você está certo.

Veja o texto da Septuaginta anexo.

Minha Resposta:

Bom dia, irmão.

Agradeço muito por ter dedicado tempo para verificar o texto na Septuaginta e por ter compartilhado essa observação comigo. Fico contente em saber que o irmão foi conferir diretamente no texto, pois isso demonstra o cuidado que devemos ter ao examinar as Escrituras.

De fato, a Septuaginta apresenta uma tradução que, à primeira vista, pode levar o leitor a pensar em seres angelicais naquele trecho de Gênesis. Isso acontece porque os tradutores gregos, ao lidarem com a expressão hebraica original, optaram por uma forma que reflete uma interpretação já existente entre alguns judeus daquele período. Entretanto, é importante lembrar que a Septuaginta é uma tradução — antiga e valiosa, sem dúvida — mas ainda assim uma tradução interpretativa do texto hebraico.

No texto hebraico de Gênesis 6:2 aparece a expressão “bene haElohim”, literalmente “filhos de Deus”. Essa mesma expressão é usada em diferentes contextos no Antigo Testamento e nem sempre se refere a anjos. O ponto essencial da interpretação deve considerar não apenas a expressão isolada, mas todo o contexto bíblico e a linha geral da revelação.

Observando o desenvolvimento do texto em Gênesis, percebemos que o capítulo anterior apresenta duas linhagens distintas: a descendência de Caim e a descendência de Sete. Em Gênesis 4 vemos a linha marcada pelo afastamento de Deus; já em Gênesis 4:26 lemos que “então se começou a invocar o nome do Senhor”. Essa observação prepara o leitor para entender que havia um testemunho daqueles que buscavam a Deus.

Assim, quando chegamos a Gênesis 6, a narrativa mostra a mistura dessas duas esferas: homens que tinham algum vínculo com o testemunho de Deus passaram a se unir indiscriminadamente com as “filhas dos homens”, expressão que indica o ambiente humano corrompido que se afastara de Deus. O resultado foi a completa degeneração moral da sociedade, culminando na declaração divina: “Viu o Senhor que a maldade do homem se multiplicara sobre a terra” (Gênesis 6:5).

Há também um ponto importante: o julgamento que segue no texto recai sobre a humanidade. O dilúvio vem por causa da corrupção do homem, não por causa de anjos. O texto afirma claramente: “O meu Espírito não contenderá para sempre com o homem” (Gênesis 6:3). Isso mostra que a responsabilidade moral apresentada ali é humana.

Outro detalhe relevante é que o Senhor Jesus, ao falar dos anjos, declarou que eles “não casam nem se dão em casamento” (Mateus 22:30). Isso torna difícil sustentar a ideia de anjos formando uniões matrimoniais na terra. A linha narrativa das Escrituras aponta muito mais para a deterioração do testemunho daqueles que deveriam andar com Deus, até restar apenas Noé e sua família como um remanescente fiel.

Portanto, embora a Septuaginta registre uma tradução que reflete uma interpretação antiga, quando observamos o texto hebraico, o contexto imediato e o ensino geral das Escrituras, a explicação que envolve a mistura entre aqueles que professavam conhecer a Deus e o mundo ao redor parece harmonizar-se melhor com o conjunto da revelação bíblica.

Agradeço novamente ao irmão por compartilhar a observação. Esse tipo de troca é sempre muito proveitosa, pois nos incentiva a voltar às Escrituras e examiná-las com mais cuidado, como os bereanos faziam diariamente para ver se as coisas eram assim (Atos 17:11).

Um forte abraço.

Josué Matos

No Evangelho do Reino (no Milênio) — a adoração será no Templo de Salomão — terá a arca da aliança igual ao templo antigo ou não?

 Alguém que me perguntou no WhatsApp:

Irmão Josué, uma orientação. No Evangelho do Reino (no Milênio) — a adoração será no Templo de Salomão — terá a arca da aliança igual ao templo antigo ou não? Quantos Templos encontramos na Bíblia e o que significa cada um?

Minha Resposta:

Irmão, essa é uma pergunta muito interessante, porque envolve três temas bíblicos importantes: o templo no milênio, a presença ou não da arca da aliança e os diferentes templos mencionados nas Escrituras. Para responder com clareza, é útil olhar primeiro para a revelação progressiva da Bíblia sobre o templo e, depois, considerar o templo futuro descrito nas profecias.

  1. O templo no reino milenar terá a arca da aliança?

Nas profecias que descrevem o reino futuro de Cristo na terra — especialmente nos capítulos finais do livro de Ezequiel — encontramos uma descrição muito detalhada de um templo que existirá durante o reinado milenar de Cristo (Ezequiel 40–48).

Esse templo é diferente do templo de Salomão e também do templo que existia nos dias do Senhor Jesus.

Um detalhe importante é que, na descrição desse templo futuro, não há qualquer menção à arca da aliança.

Isso não é por acaso. Há uma profecia muito clara que indica que a arca não fará parte da adoração futura de Israel:

Jeremias 3:16
“E sucederá que, quando vos multiplicardes e frutificardes na terra, naqueles dias, diz o Senhor, nunca mais se dirá: A arca da aliança do Senhor; nem lhes virá ao coração, nem dela se lembrarão, nem a visitarão, nem se fará outra.”

Esse versículo mostra que, no futuro reino de Deus na terra, a arca não será mais necessária.

Por quê?

Porque a arca era um símbolo da presença de Deus no meio do povo. No milênio, porém, a presença de Deus será manifesta de forma muito mais direta, pois o próprio Senhor Jesus Cristo reinará em Jerusalém.

Zacarias 14:9
“E o Senhor será rei sobre toda a terra; naquele dia um será o Senhor, e um será o seu nome.”

Assim, o símbolo dará lugar à realidade.

  1. Quantos templos encontramos na Bíblia?

Podemos identificar vários templos ou fases do templo na revelação bíblica.

Primeiro: o tabernáculo no deserto

Antes de existir um templo permanente, Deus ordenou a construção do tabernáculo.

Êxodo 25:8
“E me farão um santuário, e habitarei no meio deles.”

Esse tabernáculo era um templo móvel, usado durante a peregrinação de Israel no deserto e nos primeiros séculos na terra prometida.

Seu significado principal era mostrar que Deus habitava no meio do seu povo, mas ainda de forma velada, atrás do véu.

Segundo: o templo de Salomão

O primeiro templo permanente foi construído por Salomão.

1 Reis 6:1
“E sucedeu que, no ano quatrocentos e oitenta depois de saírem os filhos de Israel da terra do Egito, no quarto ano do reinado de Salomão sobre Israel, começou ele a edificar a casa do Senhor.”

Esse templo representava a centralização da adoração de Israel em Jerusalém. Nele ficava a arca da aliança dentro do Santo dos Santos.

Foi destruído pelos babilônios em 586 a.C.

Terceiro: o templo reconstruído após o exílio

Depois do retorno da Babilônia, o templo foi reconstruído sob a liderança de Zorobabel.

Esdras 6:15
“E acabou-se esta casa no terceiro dia do mês de Adar, no sexto ano do reinado do rei Dario.”

Esse templo foi posteriormente ampliado e reformado por Herodes, sendo o templo existente nos dias do Senhor Jesus.

João 2:20
“Disseram, pois, os judeus: Em quarenta e seis anos foi edificado este templo, e tu o levantarás em três dias?”

Esse templo foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C.

Quarto: o templo futuro da tribulação

As Escrituras indicam que haverá novamente um templo em Jerusalém antes da manifestação de Cristo em glória.

2 Tessalonicenses 2:3–4
“… o homem do pecado… o qual se opõe e se levanta contra tudo o que se chama Deus… de sorte que se assentará, como Deus, no templo de Deus, querendo parecer Deus.”

Esse templo será profanado pelo anticristo.

Mateus 24:15
“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo…”

Quinto: o templo do reino milenar

Após a volta do Senhor Jesus em glória, haverá um templo durante o reino milenar descrito em Ezequiel 40–48.

Esse templo terá um sistema de culto e sacrifícios memorial, lembrando a obra de Cristo, assim como hoje a ceia do Senhor lembra o sacrifício do Calvário.

Ezequiel 43:4–5 descreve a glória do Senhor entrando nesse templo.

Sexto: o templo espiritual da Igreja

No Novo Testamento há uma revelação ainda mais elevada: hoje Deus não habita em um templo material, mas em um povo.

1 Coríntios 3:16
“Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”

Efésios 2:21–22
“No qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para templo santo no Senhor; no qual também vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito.”

A Igreja, formada por todos os salvos nesta dispensação, é hoje o templo espiritual de Deus na terra.

  1. O templo no estado eterno

Curiosamente, quando chegamos ao estado eterno, depois do milênio, já não existe templo algum.

Apocalipse 21:22
“E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso e o Cordeiro.”

Isso mostra novamente a progressão da revelação:

primeiro Deus habita simbolicamente em um tabernáculo,
depois em um templo,
depois no seu povo,
e finalmente na eternidade a comunhão com Deus será direta e perfeita.

Portanto:

– No templo milenar descrito em Ezequiel não há menção da arca da aliança.
– A própria Escritura indica que ela não será mais lembrada nem necessária.
– O templo milenar existirá como centro de adoração para Israel e para as nações durante o reino de Cristo.

Ao observarmos todos os templos da Bíblia, percebemos que cada um aponta para uma verdade maior: Deus deseja habitar com o homem. Esse propósito começou a ser revelado no tabernáculo, alcançou sua plenitude na obra redentora de Cristo e será perfeitamente realizado quando Deus habitar eternamente com os seus.

Apocalipse 21:3
“Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará, e eles serão o seu povo, e o mesmo Deus estará com eles e será o seu Deus.”


E sobre o tabernáculo de Davi mencionado por Tiago em Atos 15?

Quando Tiago menciona o “tabernáculo de Davi” em Atos 15:16, ele está citando uma profecia do Antigo Testamento e aplicando-a ao que Deus estava fazendo naquele momento com os gentios. Para entender bem essa expressão, é necessário considerar três aspectos: o tabernáculo histórico de Davi, a profecia sobre sua restauração e o significado espiritual que Tiago apresenta.

  1. O tabernáculo de Davi na história de Israel

Nos dias de Davi houve algo singular na história da adoração de Israel. Depois de trazer a arca da aliança de volta a Jerusalém, Davi não a colocou no antigo tabernáculo mosaico que estava em Gibeão, mas levantou uma tenda simples em Jerusalém para colocar ali a arca.

1 Crônicas 16:1
“Assim trouxeram a arca de Deus, e a puseram no meio da tenda que Davi lhe armara; e ofereceram holocaustos e ofertas pacíficas perante Deus.”

Essa tenda é frequentemente chamada de “tabernáculo de Davi”.

O tabernáculo de Moisés ainda existia em Gibeão (1 Crônicas 16:39), mas a arca estava em Jerusalém na tenda que Davi havia preparado. Ali houve um sistema contínuo de louvor e adoração.

1 Crônicas 16:37
“Então Davi deixou ali diante da arca da aliança do Senhor a Asafe e a seus irmãos, para ministrarem continuamente diante da arca.”

Portanto, historicamente o tabernáculo de Davi era uma tenda simples levantada em Jerusalém para abrigar a arca até a construção do templo por Salomão.

  1. A profecia sobre a restauração do tabernáculo de Davi

Séculos depois, o profeta Amós falou de uma restauração futura ligada à casa de Davi.

Amós 9:11
“Naquele dia levantarei o tabernáculo de Davi, que está caído, e repararei as suas roturas, e levantarei as suas ruínas, e o edificarei como nos dias da antiguidade.”

Aqui o “tabernáculo de Davi” não se refere simplesmente à tenda histórica, mas ao reino davídico, isto é, à dinastia e ao domínio do Messias descendente de Davi.

Quando o reino de Israel foi dividido e depois destruído, pode-se dizer que esse “tabernáculo” caiu. A promessa era que Deus o restauraria no futuro.

Essa restauração se cumpre plenamente no reino messiânico de Cristo, quando o Filho de Davi reinará sobre Israel e sobre as nações.

Lucas 1:32–33
“O Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente na casa de Jacó.”

  1. A aplicação feita por Tiago em Atos 15

No concílio de Jerusalém, os apóstolos estavam discutindo se os gentios precisavam guardar a lei de Moisés para serem salvos.

Depois de ouvir o testemunho de Pedro e de Paulo, Tiago cita a profecia de Amós.

Atos 15:16–17
“Depois disto voltarei e reedificarei o tabernáculo de Davi, que está caído; levantá-lo-ei das suas ruínas, e tornarei a edificá-lo; para que o restante dos homens busque ao Senhor, e todos os gentios sobre os quais o meu nome é invocado.”

A ideia apresentada por Tiago é esta:

Deus primeiro está visitando os gentios para tomar deles um povo para o seu nome (Atos 15:14). Isso corresponde à presente dispensação, quando a Igreja está sendo formada.

Depois disso, Deus restaurará o tabernáculo de Davi, isto é, restaurará o reino davídico em Israel sob o reinado do Messias.

Assim, a ordem profética é:

  1. Deus chama um povo dentre os gentios (a Igreja).

  2. Depois disso, o reino de Israel é restaurado.

  3. Então as nações buscarão ao Senhor sob o reinado do Messias.

Esse entendimento preserva a distinção entre a Igreja e o reino futuro prometido a Israel.

  1. O significado espiritual

O tabernáculo de Davi aponta para a restauração do governo messiânico de Cristo. Quando o Senhor Jesus voltar em glória, Ele assumirá o trono de Davi e estabelecerá o reino prometido nas profecias.

Isaías 9:7
“Do aumento deste principado e da paz não haverá fim, sobre o trono de Davi e no seu reino.”

Nesse tempo, Jerusalém será o centro da adoração e as nações reconhecerão a autoridade do Messias.

Zacarias 14:16
“Todos os que restarem de todas as nações que vieram contra Jerusalém subirão de ano em ano para adorar o Rei, o Senhor dos Exércitos.”

Conclusão

Portanto, o “tabernáculo de Davi” mencionado em Atos 15 não é um templo literal específico, mas uma expressão profética que representa:

– o reino davídico que caiu,
– a promessa de sua restauração,
– e o reinado futuro do Messias sobre Israel e as nações.

Hoje Deus está formando a Igreja, um povo tirado dentre os gentios. Depois dessa obra, o Senhor cumprirá plenamente as promessas feitas a Israel, restaurando o trono de Davi no reino milenar de Cristo.

Josué Matos

O batismo cristão é a inscrição no livro da vida? Quem não recebeu o batismo não será reconhecido por Deus no Céu?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Prezado, sem batismo, não existe salvação! O batismo cristão é a inscrição no livro da vida. Quem não recebeu o batismo não será reconhecido por Deus no Céu (Apocalipse 21:27).

Minha Resposta:

É muito importante tratarmos esse assunto com cuidado, porque a Palavra de Deus distingue claramente entre o meio da salvação e as ordenanças que seguem a salvação. O batismo é uma ordenança cristã muito importante, mas a Escritura não ensina que ele seja o meio pelo qual alguém recebe a vida eterna.

Primeiramente, a Bíblia afirma repetidamente que a salvação é recebida pela graça de Deus mediante a fé, e não por qualquer rito ou obra religiosa.

O apóstolo Paulo declara:

“Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie.” (Efésios 2:8-9)

Se o batismo fosse necessário para salvar, ele se tornaria uma obra indispensável para a salvação, o que contradiz diretamente essa passagem.

O próprio Senhor Jesus ensinou que a vida eterna é recebida pela fé:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.” (João 3:16)

Note que o Senhor não acrescenta nenhum rito, cerimônia ou sacramento a essa condição. A fé em Cristo é apresentada como suficiente.

Um exemplo muito claro disso aparece na cruz. O ladrão que se voltou para o Senhor Jesus nunca foi batizado, e mesmo assim ouviu estas palavras:

“Em verdade te digo que hoje estarás comigo no Paraíso.” (Lucas 23:43)

Se o batismo fosse indispensável para a salvação, esse homem não poderia ter recebido essa promessa.

Outro ponto importante é o próprio testemunho do apóstolo Paulo. Em sua primeira carta aos coríntios, ele afirma:

“Porque Cristo enviou-me, não para batizar, mas para evangelizar.” (1 Coríntios 1:17)

Se o batismo fosse o meio de salvação, seria impossível Paulo dizer algo assim, pois então batizar seria a parte mais essencial da missão.

Quanto ao livro da vida, a Escritura nunca ensina que alguém é inscrito nele por meio do batismo. Pelo contrário, os que têm o nome no livro da vida são aqueles que pertencem ao Senhor e foram redimidos pelo Seu sangue.

“E não entrará nela coisa alguma que contamine, e cometa abominação e mentira; mas só os que estão inscritos no livro da vida do Cordeiro.” (Apocalipse 21:27)

Esses são chamados “do Cordeiro”, ou seja, pertencem a Cristo porque foram comprados por Sua obra na cruz.

A inscrição no livro da vida está ligada à redenção realizada por Cristo e recebida pela fé, não a um ritual religioso.

Isso não significa que o batismo seja algo sem importância. Pelo contrário, o batismo é a primeira confissão pública do crente, uma identificação com a morte e ressurreição de Cristo:

“Sepultados com ele no batismo, nele também ressuscitastes pela fé no poder de Deus.” (Colossenses 2:12)

Portanto, o batismo não é a causa da salvação, mas o testemunho exterior de uma salvação já recebida pela fé.

Resumindo o ensino das Escrituras:

  1. A salvação é recebida pela graça mediante a fé em Cristo (Efésios 2:8-9).

  2. A vida eterna é prometida a todo aquele que crê no Filho de Deus (João 3:16).

  3. O batismo é uma ordenança de obediência para quem já foi salvo (Mateus 28:19).

  4. O livro da vida pertence ao Cordeiro e inclui aqueles que foram redimidos por Ele (Apocalipse 21:27).

Assim, o fundamento da salvação não é um rito, mas a pessoa e a obra do Senhor Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados e ressuscitou para nossa justificação.

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.” (João 3:36)

Josué Matos