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Sobre o caso de Saul, que consultou a médium, o que apareceu para Saul foi Samuel ou não?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Olá, irmão, boa tarde.

Sobre o caso de Saul, que consultou a médium, o que apareceu para Saul foi Samuel ou não?

Minha Resposta:

Essa é uma das perguntas mais debatidas sobre o Antigo Testamento. Entretanto, analisando cuidadosamente o texto bíblico, a conclusão mais coerente é que quem apareceu foi realmente Samuel, e não um espírito enganador nem uma ilusão produzida pela médium.

Há várias razões para entendermos isso.

Primeiro, a própria narrativa inspirada nunca diz que era um demônio fingindo ser Samuel. Em 1 Samuel 28, o texto afirma repetidamente que era Samuel (1 Samuel 28:12,14,15). O escritor inspirado poderia ter esclarecido que era um espírito maligno, caso fosse esse o caso, mas não o faz.

Segundo, a médium ficou profundamente assustada quando viu a aparição. Isso demonstra que o que aconteceu estava completamente fora do controle dela. Se fosse apenas mais uma manifestação demoníaca comum às suas práticas ocultistas, ela dificilmente teria reagido com tamanho espanto. Deus interveio de forma extraordinária naquele momento.

Terceiro, a mensagem transmitida era verdadeira e cumpriu-se exatamente como foi anunciada. Samuel declarou que Saul morreria no dia seguinte e que o reino seria entregue a Davi (1 Samuel 28:16-19). Foi exatamente o que aconteceu (1 Samuel 31). Os espíritos malignos podem misturar verdade com mentira, mas aqui encontramos uma mensagem profética totalmente fiel à palavra que Samuel já havia anunciado quando ainda estava vivo.

É importante observar que Deus já havia se recusado a responder Saul "nem por sonhos, nem por Urim, nem por profetas" (1 Samuel 28:6). Portanto, Deus não estava aprovando a consulta à médium. Pelo contrário, Ele permitiu, em caráter absolutamente excepcional, que Samuel aparecesse para anunciar o julgamento definitivo sobre Saul.

Isso não significa que os mortos possam ser consultados. A própria Lei proibia terminantemente essa prática (Deuteronômio 18:10-12), e Saul sabia muito bem disso, pois ele mesmo havia expulsado do país os médiuns e adivinhos (1 Samuel 28:3). Mais tarde, a Palavra de Deus afirma que Saul morreu também por haver consultado uma necromante, em vez de consultar ao Senhor (1 Crônicas 10:13-14).

Assim, este episódio não serve de autorização para qualquer tentativa de comunicação com os mortos. Ao contrário, ele mostra que Deus condena essas práticas. O acontecimento foi uma intervenção soberana e única de Deus para anunciar a sentença final sobre um rei que persistiu na desobediência.

Para o cristão, a orientação permanece muito clara. Devemos buscar direção somente em Deus, por meio das Escrituras e da oração, nunca recorrendo ao espiritismo, médiuns, adivinhações ou qualquer forma de tentativa de contato com os mortos.

Josué Matos

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Eu nasci em uma igreja pentecostal, mas a Bíblia é um insulto à minha inteligência!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Apocalipse foi 100% copiado do Zoroastrismo! A Bíblia é pura mitologia reciclada!

Eu nasci em uma igreja pentecostal, mas a Bíblia é um insulto à minha inteligência! Dizer que a cobra "fala" e que o sol "parou"? O sol já está parado; quem se movimenta é a Terra! Que ridículo! E por que esse tal de "deus" deixou seus filhos inocentes, que nem sabiam o que era bom nem o que era mau, na presença de uma cobra, um ser astuto que poderia pôr tudo a perder? Se fosse hoje, o Conselho Tutelar colocaria esse "deus" na cadeia por abandono de incapaz! É evidente que tanto esse "deus" quanto a Bíblia são meras criações da mente dos nossos antepassados primitivos!

Vocês sabiam que esse tal de "inferno" é apenas um mito persa, copiado do Zoroastrismo? E o pior é que o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! Nem para contar mentiras a Bíblia presta! É apenas mitologia mal reciclada!

O único livro da Bíblia que eu respeito é Eclesiastes:

"Porque o que sucede aos filhos dos homens, isso mesmo também sucede aos animais... Como morre um, assim morre o outro; e todos têm o mesmo fôlego, e a vantagem do homem sobre o animal não é nenhuma... Todos vão para um lugar; todos foram feitos do pó e todos voltarão ao pó."
(Eclesiastes 3:19-20)

A mensagem é clara: morreu, acabou!

Se você acha que vai para o céu:

"Quando você chegar lá, não haverá nenhum lá, lá."
(Provérbio Zen)

Moisés nunca existiu, o Êxodo nunca aconteceu. Não adianta negar a arqueologia; contra fatos não há argumentos!

"Não pretendo morrer para conhecer o céu e o inferno; esses já estão lotados de pessoas iguais a mim."
(Ditado Zen)

Minha Resposta:

Obrigado por compartilhar a sua opinião. Pelo que escreveu, percebo que você dedicou tempo para refletir sobre esses assuntos. No entanto, também percebo algo que considero muito mais importante do que a discussão sobre arqueologia, filosofia ou religião: a sua própria alma.

Você mencionou que nasceu em uma igreja pentecostal. Infelizmente, isso não significa necessariamente que tenha conhecido o verdadeiro evangelho. Muitas pessoas cresceram em ambientes religiosos sem jamais compreender a mensagem central da Bíblia.

Na minha opinião, as duas maiores religiões que mais têm prejudicado as pessoas são justamente o catolicismo e o evangelicalismo religioso.

Na Europa, o catolicismo contribuiu para que milhões se tornassem ateus. Em muitos casos, não apenas por causa de determinadas doutrinas, mas principalmente porque seus líderes frequentemente viveram de forma contrária ao que ensinavam. A incoerência produz descrédito.

Por outro lado, grande parte do evangelicalismo moderno também tem causado enorme dano ao apresentar uma salvação baseada, ainda que parcialmente, nas obras humanas. Exigem do homem aquilo que Deus nunca exigiu como condição para ser salvo. Impõem fardos semelhantes aos que os escribas e fariseus colocavam sobre o povo: campanhas, votos, dízimos obrigatórios, regras de comportamento, méritos pessoais, fidelidade suficiente, desempenho moral e inúmeras exigências para alcançar uma salvação que jamais poderá ser conquistada dessa maneira.

A Bíblia afirma exatamente o contrário:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9)

A salvação não é um produto fabricado pelo homem. É um presente oferecido por Deus.

Observe como Deus age na criação. O sol ninguém compra. O ar ninguém compra. A chuva, a vida e tantas outras bênçãos são dadas gratuitamente. Deus não tem nada para vender.

Se Deus concede gratuitamente coisas materiais tão preciosas, quanto mais a vida eterna, que homem algum teria condições de comprar.

Nós nem sequer sabemos quantos cabelos temos na cabeça, mas Deus sabe. Não conseguimos acrescentar um único centímetro à nossa estatura por nossa própria vontade, mas Deus determina todas essas coisas. Se somos incapazes de controlar aspectos tão simples da nossa existência, como poderíamos produzir a nossa própria salvação?

Existe ainda outro problema que muitas pessoas ignoram. O pecado não afeta apenas a nossa consciência. Ele também existe diante da presença de Deus.

Uma pessoa pode tentar aliviar a consciência dizendo que fez boas obras ou que mudou de vida. Mas isso não apaga o registro da culpa diante do Deus santo.

Foi exatamente para resolver esse problema que Cristo morreu.

Na cruz, Deus tratou da culpa diante da Sua justiça e, ao mesmo tempo, oferece paz para a consciência daquele que crê. A Bíblia chama isso de justificação. Deus declara justo aquele que deposita sua confiança exclusivamente na obra consumada do Senhor Jesus Cristo.

Quanto aos milagres da Bíblia, eles não pretendem descrever acontecimentos comuns da natureza. Um milagre, por definição, é uma intervenção sobrenatural do próprio Criador na criação. Se Deus criou o universo e estabeleceu as leis da natureza, não há incoerência em afirmar que Ele pode agir acima delas quando deseja cumprir os Seus propósitos.

Sobre Eclesiastes, é importante observar o contexto do livro. Em vários momentos, Salomão descreve a realidade "debaixo do sol", isto é, do ponto de vista da experiência humana. Quando afirma que homens e animais voltam ao pó, está falando do corpo físico. O próprio livro declara mais adiante:

"E o pó volte à terra, como o era, e o espírito volte a Deus, que o deu." (Eclesiastes 12:7)

Portanto, o próprio Eclesiastes não ensina que a existência termina na morte.

Quanto ao Apocalipse e à ideia de que teria sido copiado do Zoroastrismo, essa afirmação costuma ser repetida, mas demonstrá-la é outra questão. O livro está profundamente ligado às profecias do Antigo Testamento, especialmente Daniel, Ezequiel, Isaías e Zacarias, reutilizando centenas de imagens já presentes nas Escrituras hebraicas muitos séculos antes.

Por fim, meu desejo não é vencer um debate na internet. O que realmente me preocupa é que você encontre a paz que somente Cristo pode dar. A religião não pode salvar ninguém. Nem a católica, nem a evangélica, nem qualquer outra. Quem salva é o Senhor Jesus Cristo. Ele não oferece uma religião melhor, mas uma salvação completa, gratuita e eterna a todo aquele que crê.

Essa é a maior necessidade de qualquer ser humano, inclusive a minha e a sua.

Josué Matos

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Eu era solteira, casei com um divorciado, ainda sou solteira?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vídeo que a pessoa assistiu: "Eu era solteira, casei com um divorciado, ainda sou solteira?"

Eu acredito que, embora pela lei dos homens ela seja divorciada e, pela lei de Deus, solteira, ela não é mais virgem. É alguém que cometeu fornicação e prostituição. Está impura para se unir a um homem solteiro e cristão.

A pessoa que se divorcia e casa com outro, com o cônjuge ainda vivo, comete adultério; e quem se casa com ela também comete adultério.

Minha Resposta:

Agradeço pela sua participação. Concordo que a Bíblia trata o pecado com toda a seriedade e nunca devemos minimizar aquilo que Deus chama de pecado. Entretanto, também devemos tomar cuidado para não ir além daquilo que a própria Palavra de Deus afirma.

O Senhor Jesus e os apóstolos chamam determinados atos pelos seus devidos nomes: adultério, fornicação, mentira, idolatria, homicídio e tantos outros. Porém, quando Deus perdoa o pecador arrependido, Ele também declara essa pessoa justificada diante dEle. Não temos autorização para continuar definindo uma pessoa pelo pecado do seu passado, quando o próprio Deus a recebeu pela Sua graça.

Veja o caso do leproso no Antigo Testamento. Enquanto estava leproso, era considerado imundo e separado do povo. Mas, uma vez curado e declarado limpo, já não era tratado como um imundo. O sacerdote o declarava purificado e ele voltava ao convívio do povo de Deus. A impureza não era um título permanente para toda a sua vida.

O mesmo princípio aparece repetidas vezes nas Escrituras. Raabe era uma prostituta em Jericó, mas, ao crer no Deus de Israel, foi poupada, recebeu um novo lugar entre o povo de Deus, casou-se e passou a fazer parte da genealogia do Senhor Jesus Cristo (Josué 2; Mateus 1:5). Rute era moabita, pertencente a um povo que, por causa de sua história, carregava uma triste reputação diante de Israel. Ainda assim, pela graça de Deus, tornou-se esposa de Boaz, bisavó do rei Davi e também aparece na genealogia do Senhor Jesus (Livro de Rute; Mateus 1:5).

Na própria genealogia de Cristo encontramos Tamar, Raabe, Rute e Bate-Seba. Todas tinham um passado marcado por situações difíceis ou pecaminosas. A única mulher apresentada como virgem é Maria. Isso não diminui o valor da pureza e da virgindade, que são grandemente honradas nas Escrituras, mas demonstra que a graça de Deus é capaz de restaurar pecadores e dar-lhes um novo lugar em Seus propósitos.

O rei Davi caiu gravemente em adultério e homicídio. Contudo, quando reconheceu o seu pecado e se arrependeu, ouviu do profeta Natã: "Também o Senhor perdoou o teu pecado" (2 Samuel 12:13). Davi sofreu as consequências do seu pecado durante a vida, mas não permaneceu diante de Deus como um homem rejeitado para sempre.

O Salmo 103 declara que Deus afasta de nós as nossas transgressões "assim como o Oriente está longe do Ocidente". O profeta Miqueias afirma que Deus lança todos os nossos pecados nas profundezas do mar (Miqueias 7:19). Esses textos mostram que o perdão divino não é apenas uma tolerância ao pecado, mas um ato soberano da graça de Deus para com aquele que se arrepende.

Talvez um dos melhores exemplos seja a mulher apanhada em adultério, em João 8. Os homens estavam prontos para apedrejá-la. Porém, quando o Senhor Jesus disse: "Aquele que dentre vós está sem pecado seja o primeiro que atire pedra contra ela", começaram a retirar-se, um por um, começando pelos mais velhos. Aqueles homens estavam prontos para condenar a mulher, mas não permaneceram para ouvir o caminho da graça que também precisavam. O Senhor não aprovou o pecado daquela mulher; pelo contrário, disse: "Vai e não peques mais". Mas também não a definiu para sempre pelo pecado que havia cometido.

Por isso, devemos conservar o equilíbrio das Escrituras. Não devemos chamar de santo aquilo que Deus chama de pecado. Mas também não devemos continuar chamando de impuro aquele que Deus purificou, nem definir permanentemente uma pessoa pelo pecado que Cristo perdoou. A graça de Deus não apaga a gravidade do pecado, mas transforma o pecador arrependido.

Josué Matos

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A Bíblia é uma colcha de retalhos.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A Bíblia é uma colcha de retalhos. Ninguém se entende; cada um tem sua própria interpretação! O "cristianismo" é a "religião" que mais tem divisões no mundo!

Minha Resposta:

Agradeço por compartilhar a sua opinião. É verdade que existem muitas divisões entre aqueles que se dizem cristãos, e isso é algo que a própria Bíblia já havia previsto. O Novo Testamento adverte repetidamente contra falsos mestres, heresias, contendas e divisões que surgiriam entre os que professam seguir a Cristo.

O Senhor Jesus orou para que os Seus discípulos fossem um (João 17:20-21). Entretanto, também advertiu que muitos viriam em Seu nome, enganando a muitos (Mateus 24:4-5,11). O apóstolo Paulo declarou que, depois da sua partida, entrariam lobos cruéis no meio do rebanho e que até dentre os próprios cristãos se levantariam homens falando coisas perversas para atrair discípulos após si (Atos dos Apóstolos 20:29-30). Também escreveu que "importa que haja entre vós até heresias" (1 Coríntios 11:19), e exortou os crentes a rejeitarem aqueles que causam divisões contrárias à doutrina apostólica (Romanos 16:17).

Portanto, a existência de muitas interpretações não demonstra que a Bíblia seja confusa. Demonstra, antes, que nem todos estão dispostos a aceitar o que ela realmente ensina. O mesmo livro pode ser lido com humildade, buscando compreender seu contexto e comparando Escritura com Escritura, ou pode ser usado para defender ideias pessoais.

Aliás, se a diversidade de interpretações provasse que um livro é confuso, então nenhum texto jurídico, filosófico ou científico teria valor, pois todos eles também são objeto de debates e interpretações diferentes. A diferença está no intérprete, e não necessariamente no texto.

A Bíblia afirma que ela é inspirada por Deus (2 Timóteo 3:16-17), que a profecia da Escritura não é de particular interpretação (2 Pedro 1:20-21) e que Deus deseja que Seus filhos cresçam no conhecimento da verdade (Efésios 4:11-15). O objetivo não é que cada um invente sua própria doutrina, mas que todos sejam conduzidos à unidade da fé por meio da Palavra de Deus.

Também é importante distinguir o cristianismo bíblico da cristandade como sistema religioso. Ao longo dos séculos surgiram inúmeras denominações, tradições humanas e movimentos que adotaram ensinos diferentes dos registrados pelos apóstolos. A multiplicidade de grupos não altera a existência de uma única fé entregue aos santos (Judas 3), um só corpo (Efésios 4:4), um só Senhor e um só evangelho (Gálatas 1:6-9). A própria Bíblia prevê que muitos abandonariam a sã doutrina para seguir mestres conforme os seus próprios desejos (2 Timóteo 4:3-4).

Assim, a questão não é quantas interpretações existem, mas qual delas permanece fiel ao ensino das Escrituras. O convite da Bíblia continua sendo o mesmo: examinar diariamente as Escrituras para verificar se as coisas são realmente assim (Atos dos Apóstolos 17:11), colocando a Palavra de Deus acima das tradições, opiniões e sistemas religiosos.

Josué Matos

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