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Na verdade, o grande problema que Watchman Nee e Witness Lee causaram foi a ideia de não haver esses milhares de denominações

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Na verdade, o grande problema que Watchman Nee e Witness Lee causaram foi a ideia de não haver esses milhares de denominações, cada uma com o seu líder ou presidente. Imagine uma congregação, variando apenas a localidade. Quem seria o dono do negócio? A igreja católica, neste quesito, se aproxima da ideia de ser um só corpo, mas a igreja evangélica tem muita dificuldade. No fundo, essa é a principal bronca com os ensinos de Watchman Nee e Witness Lee. 

Minha Resposta:

A observação que fez toca num ponto que realmente tem causado muita confusão na história do cristianismo: a relação entre a unidade do Corpo de Cristo e a organização visível das igrejas na terra.

O problema, porém, não está apenas na existência de muitas denominações. O problema principal surge quando se tenta resolver essa divisão criando um sistema organizacional que substitua a simplicidade do modelo apresentado nas Escrituras.

Primeiro é importante lembrar que, segundo a Bíblia, existe somente um Corpo de Cristo. O apóstolo Paulo afirma claramente: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros… assim é Cristo também” (1 Coríntios 12:12). Em outro lugar ele diz: “Há um só corpo e um só Espírito” (Efésios 4:4). Essa unidade não é organizacional nem institucional; ela é espiritual e foi formada pelo Espírito Santo quando os crentes foram unidos a Cristo.

Portanto, a verdadeira unidade da Igreja não depende de uma estrutura administrativa mundial. Ela já existe porque todos os salvos pertencem ao mesmo Corpo.

O problema começa quando se tenta expressar essa unidade por meio de uma organização centralizada. Historicamente, foi exatamente esse caminho que levou ao sistema da igreja institucional. Quando uma estrutura hierárquica se forma — com presidentes, líderes supremos ou centros de controle — inevitavelmente surge a pergunta: quem governa tudo isso?

A igreja católica resolveu essa questão criando um centro visível de autoridade, o papado. Porém, esse modelo não aparece no Novo Testamento. Nas Escrituras não existe um líder universal na terra governando todas as igrejas.

Por outro lado, o modelo apresentado no Novo Testamento é bem diferente. As igrejas locais eram independentes umas das outras no aspecto administrativo, embora permanecessem unidas espiritualmente no mesmo Senhor. Cada assembleia respondia diretamente a Deus. Não havia uma sede central nem um dirigente supremo humano.

Por exemplo, vemos “a igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2), mas também encontramos crentes reunindo-se em várias casas dentro da mesma cidade (Romanos 16:3-5; Romanos 16:14-15). Isso mostra que a unidade não dependia de uma estrutura organizacional única, mas da comunhão na mesma fé e no mesmo Senhor.

Foi exatamente nesse ponto que os ensinos de Watchman Nee e Witness Lee causaram controvérsia. Eles reagiram contra o denominacionalismo — e nesse aspecto tocaram num problema real — mas tentaram resolver isso com um conceito rígido de “uma igreja por cidade”. Na prática, isso acabou criando outro tipo de estrutura centralizada, onde um sistema organizacional passou a controlar várias assembleias.

Assim, a tentativa de eliminar denominações acabou produzindo um novo sistema igualmente organizacional.

O Novo Testamento não apresenta nem um sistema denominacional nem um sistema centralizado de controle por cidade ou região. O que vemos são assembleias locais simples, compostas por crentes reunidos ao nome do Senhor Jesus, governadas pela Palavra de Deus e pela direção do Espírito Santo.

A unidade da Igreja não é mantida por uma instituição, mas pelo próprio Senhor. Os crentes são exortados a “guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz” (Efésios 4:3), não a criar uma organização mundial para produzi-la.

Por isso, o problema das divisões não se resolve criando uma superestrutura que una todos os grupos, mas retornando ao princípio simples das Escrituras: crentes reunidos ao nome do Senhor Jesus, reconhecendo apenas a autoridade da Palavra de Deus e a direção do Espírito Santo.

Quando isso acontece, a unidade do Corpo de Cristo pode ser manifestada sem a necessidade de um sistema religioso humano.

Josué Matos

Tenho receio de meu nome não constar no livro da vida

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Tenho receio de meu nome não constar no livro da vida.

Minha Resposta:

Essa preocupação aparece no coração de muitas pessoas sinceras. O simples fato de alguém ter esse temor já revela algo importante: existe uma consciência sensível diante de Deus e do destino eterno. A Bíblia trata desse assunto com muita clareza e também com grande consolo.

Primeiro é importante entender que a segurança da salvação não está baseada em sentimentos, mas naquilo que Deus prometeu em Sua Palavra. O ser humano pode ter momentos de dúvida, medo ou fraqueza, mas a salvação não depende da estabilidade das emoções humanas, e sim da obra perfeita realizada por Jesus Cristo.

A Palavra de Deus ensina que o livro da vida pertence a Deus e contém os nomes daqueles que receberam a vida eterna. Em Apocalipse 20:15 lemos: “E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.” Portanto, essa é uma questão extremamente séria, pois define o destino eterno de cada pessoa.

Mas a mesma Bíblia também mostra com clareza como alguém pode ter certeza de que seu nome está nesse livro.

O Senhor Jesus declarou:

“Na verdade, na verdade te digo que aquele que ouve a minha palavra e crê naquele que me enviou tem a vida eterna, e não entrará em condenação, mas passou da morte para a vida.”
João 5:24

Observe bem as palavras do Senhor: quem ouve e crê tem a vida eterna. Não diz que talvez tenha, nem que terá apenas no futuro. A vida eterna é uma posse presente para aquele que crê verdadeiramente.

O apóstolo João escreveu com o propósito explícito de dar essa certeza aos crentes:

“Estas coisas vos escrevi, a vós os que credes no nome do Filho de Deus, para que saibais que tendes a vida eterna.”
1 João 5:13

Note que Deus quer que o crente saiba, não que viva em constante dúvida ou medo.

A base dessa segurança não está na fidelidade do homem, mas na obra de Cristo. Na cruz, Ele carregou os pecados e satisfez completamente a justiça de Deus. Por isso a salvação não é algo que conquistamos por mérito próprio, mas algo que recebemos pela fé.

O próprio Senhor explicou a Nicodemos que o homem precisa nascer de novo, porque o primeiro nascimento está corrompido pelo pecado. Esse novo nascimento é uma obra do Espírito de Deus que comunica uma nova vida ao pecador que crê em Cristo.

Portanto, a pergunta principal não é: “Será que meu nome está no livro da vida?”, mas sim: “Eu já confiei verdadeiramente em Jesus Cristo como meu Salvador?”

A Bíblia declara:

“Quem crê no Filho tem a vida eterna.”
João 3:36

E também:

“Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo.”
Romanos 10:13

Se uma pessoa se reconhece pecadora diante de Deus, abandona toda confiança em si mesma e deposita sua fé unicamente no Senhor Jesus Cristo — crendo que Ele morreu pelos seus pecados e ressuscitou — então Deus concede vida eterna.

Nesse caso, o nome dessa pessoa está escrito no livro da vida.

Por outro lado, a dúvida persistente às vezes surge por três motivos comuns:

  1. Falta de entendimento do evangelho da graça.

  2. Confiança em obras ou religião em vez de confiar somente em Cristo.

  3. Consciência acusando por causa de pecado não confessado.

Quando alguém olha para si mesmo, inevitavelmente surgem dúvidas. Mas quando olha para Cristo e para a promessa de Deus, encontra segurança.

Por isso a Bíblia dirige nossa fé para a obra completa do Salvador:

“E o testemunho é este: que Deus nos deu a vida eterna; e esta vida está em seu Filho. Quem tem o Filho tem a vida; quem não tem o Filho de Deus não tem a vida.”
1 João 5:11-12

A questão final é simples e profunda: você tem o Filho?

Se Cristo é o seu Salvador, então você possui a vida eterna — e Deus não volta atrás em Sua palavra.

Josué Matos

"Deus" seletivo, parcialistas, contraditório, sanguinário, amante da violência, amante de espetáculos para si mesmo

 Alguém que me escreveu no YouTube:

   Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, por esse viés ideológico, fica nítido um "Deus" seletivo, parcialistas, contraditório, sanguinário, amante da violência, amante de espetáculos para si mesmo, onde há distinção; ainda, um "Deus" nunca visto ou ouvido por ninguém, soma-se a isso, um CRISTO criado por Paulo do qual os discípulos nunca conheceram, e disseminado por Roma.

    Por outro lado, fica cristalino que o verdadeiro criador não faz acepção de sua criação, o Sol e a chuva iluminam e molham gregos, chineses, indianos, latinos etc. 

   Portanto, Bíblia é uma ata do concílio de Niceia, suprimido 76 evangelhos para  ajustar ao modelo inequívoco de submissão, do obscurantismo, até mesmo porque o criador não ab-roga suas leis, muito menos subserviente à sua criação, pois nestas circunstâncias, pode ser qualquer coisa, menos um " Deus". Assim, é também fácil de perceber que não há como a criatura pecar contra o criador, pois neste caso, seria atingido por qualquer coisa que o valha.

  Do mesmo modo, embora a letra "J" tenha aparecido nas línguas derivadas do Latim, é extremo de dúvidas que Jesus veio para os seus (povo) e eles o assassinaram, de sorte que ninguém edifica uma casa para em seguida destruí-la. "Quem é de baixo, é de baixo, quem é do alto é do alto" disse o próprio Jesus.

  Isso posto, é  patente que todos os povos, principalmente da antiguidade, sempre criaram um "Deus" para chamar de seu, concomitantemente, proselitismo dogmático visado representar um Estado confessional exaurido.

Minha Resposta:

A sua mensagem levanta várias afirmações que são comuns em debates sobre a Bíblia, sobre a pessoa de Deus e sobre a origem do cristianismo. Porém, quando examinamos essas ideias à luz da história, da lógica e das próprias Escrituras, percebemos que muitas delas se baseiam em premissas equivocadas ou em informações que não correspondem aos fatos.

Primeiro, sobre a ideia de que Deus seria “parcial”, “violento” ou “sanguinário”. A Bíblia apresenta Deus como santo, justo e também misericordioso. A justiça de Deus não é violência arbitrária; é a resposta necessária ao mal. Se Deus fosse indiferente ao mal, Ele não seria justo. As Escrituras mostram repetidamente que Deus é paciente e longânimo antes de exercer juízo.

Por exemplo:

“O Senhor é misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em benignidade.”
Salmos 103:8

O próprio texto bíblico afirma que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que o pecador se converta:

“Não tenho prazer na morte do ímpio, diz o Senhor Deus; mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva.”
Ezequiel 33:11

Portanto, o juízo divino não é expressão de crueldade, mas de justiça diante da persistência humana no mal.

Segundo, a afirmação de que ninguém jamais viu ou ouviu Deus não corresponde ao ensino bíblico completo. De fato, Deus é invisível em Sua essência, mas Ele se revelou progressivamente na história. O Novo Testamento afirma claramente que Deus se revelou plenamente em Jesus Cristo.

“Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
João 1:18

Assim, a revelação de Deus não depende de imaginação humana, mas da manifestação histórica de Cristo.

Terceiro, a ideia de que o “Cristo foi criado por Paulo” não encontra qualquer apoio histórico sério. As cartas de Paulo são alguns dos documentos mais antigos do cristianismo, escritas cerca de 20 a 30 anos após a morte e ressurreição de Cristo. Nelas já aparecem crenças que Paulo recebeu dos próprios apóstolos.

Um exemplo clássico é a confissão registrada em 1 Coríntios 15:3-4, onde Paulo afirma que transmitiu aquilo que recebeu:

“Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”

Isso mostra que Paulo não inventou o evangelho; ele transmitiu uma mensagem que já era conhecida e proclamada pelos primeiros discípulos.

Além disso, os próprios apóstolos reconheceram o ministério de Paulo. Em Gálatas 2:9, Tiago, Pedro e João lhe deram a destra de comunhão, reconhecendo que pregava o mesmo evangelho.

Quarto, quanto à ideia de que a Bíblia teria sido criada no Concílio de Niceia e que “76 evangelhos foram suprimidos”, isso também não corresponde aos fatos históricos. O Concílio de Niceia, realizado em 325 d.C., tratou principalmente da questão da divindade de Cristo, não da formação do cânon bíblico.

Os quatro evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João — já eram amplamente reconhecidos e usados pelas igrejas muito antes disso. Escritores cristãos do século II já os citavam como autoridade. Os chamados “evangelhos apócrifos” surgiram muito mais tarde e não foram aceitos porque eram claramente posteriores e não tinham ligação com testemunhas apostólicas.

Quinto, o argumento de que Deus não poderia julgar sua criação porque isso significaria ser “atingido” por ela não considera a diferença entre Criador e criatura. Na Bíblia, Deus é o Criador e legislador moral do universo. O pecado não é um dano causado a Deus em sua essência, mas uma rebelião moral contra sua autoridade.

Por isso as Escrituras afirmam:

“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Romanos 3:23

E também:

“O salário do pecado é a morte.”
Romanos 6:23

O pecado é uma realidade moral que rompe a relação entre o homem e Deus.

Por fim, é verdade que Deus sustenta toda a humanidade sem distinção. O próprio Senhor Jesus disse:

“Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos.”
Mateus 5:45

Isso demonstra a bondade comum de Deus para com todos os povos. Contudo, essa mesma passagem não ensina que todas as religiões ou crenças são igualmente verdadeiras. Ela mostra apenas que Deus é bondoso até mesmo com aqueles que não o reconhecem.

A mensagem central da Bíblia não é a construção de um “Deus tribal”, mas a revelação de um Deus que criou todos os povos e oferece salvação a todos.

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16

A grande questão apresentada nas Escrituras não é qual povo tem um Deus, mas se o homem está disposto a reconhecer sua condição diante do Criador e aceitar a salvação que Ele providenciou em Cristo.

Josué Matos

O não ter o nome numa denominação não quer dizer nada

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Ter um nome não quer dizer que aqueles irmãos estão se reunindo no nome dessa denominação, como não ter mostra que esses irmãos estão se reunindo ao nome de Jesus. O Nome tem um significado maior do que mostrar as letras. O não ter o nome numa denominação não quer dizer nada, pois isso já pode ter virado uma denominação, a denominação sem nome.

Minha Resposta:

Entendo o ponto que você levantou, e de fato há uma parte de verdade nisso. O simples fato de um grupo usar ou não usar um nome específico não resolve, por si só, a questão espiritual do que é uma igreja reunida segundo o pensamento de Deus. A Bíblia mostra que o essencial não é um rótulo externo, mas a realidade espiritual da reunião.

Quando o Senhor Jesus falou sobre a reunião dos seus, Ele não mencionou um nome organizacional ou denominacional. Ele disse: “Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.” (Mateus 18:20). O ponto central aqui não é uma placa, mas o fundamento e o motivo da reunião: estar reunido ao nome do Senhor Jesus, reconhecendo a sua autoridade e a sua pessoa como o único centro.

Contudo, isso também significa que não basta simplesmente evitar um nome denominacional para automaticamente estar reunido ao nome do Senhor. Uma reunião pode não ter nome oficial e, ainda assim, funcionar como uma denominação na prática. Se houver um sistema próprio, uma identidade separada dos demais crentes ou uma estrutura que, na prática, cria um grupo exclusivo, então o problema permanece, mesmo sem um título formal.

Por outro lado, também é verdade que um nome externo não define necessariamente a realidade espiritual do grupo. No Novo Testamento, as igrejas eram identificadas simplesmente pelo local onde estavam: “a igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2) ou “as igrejas da Galácia” (Gálatas 1:2). Isso não era um nome denominacional, mas apenas uma identificação geográfica. A igreja pertence a Deus e a Cristo, não a um sistema humano.

O verdadeiro teste, portanto, não é o nome, nem a ausência dele, mas algumas questões espirituais fundamentais:

Primeiro, qual é o fundamento da reunião? Cristo é realmente o único centro?

Segundo, qual é a autoridade reconhecida? A Palavra de Deus governa ou existem tradições humanas dominando?

Terceiro, qual é a visão da igreja? Reconhece-se que há um só corpo de Cristo (Efésios 4:4) ou se cria, na prática, um grupo separado dos demais crentes?

Quarto, como se pratica a comunhão? Ela é baseada na vida em Cristo e na verdade bíblica, ou em fronteiras organizacionais humanas?

Portanto, concordo com você em um ponto importante: não ter nome não prova nada. Mas ter nome também não define tudo. O que realmente importa é se os crentes estão reunidos reconhecendo somente a autoridade do Senhor Jesus e a unidade do seu corpo.

O perigo existe nos dois lados: criar denominações com nomes humanos ou criar uma “denominação sem nome”. O desafio bíblico é manter a simplicidade da reunião cristã, onde o Senhor Jesus é o único centro, a Palavra de Deus é a única regra e todos os verdadeiros crentes são reconhecidos como parte do mesmo corpo.

Os que criam denominações, automaticamente estão excluindo os outros crentes.

Josué Matos