Alguém que me escreveu no YouTube:
Deus, inteligência suprema, causa primária de todas as coisas, por esse viés ideológico, fica nítido um "Deus" seletivo, parcialistas, contraditório, sanguinário, amante da violência, amante de espetáculos para si mesmo, onde há distinção; ainda, um "Deus" nunca visto ou ouvido por ninguém, soma-se a isso, um CRISTO criado por Paulo do qual os discípulos nunca conheceram, e disseminado por Roma.
Por outro lado, fica cristalino que o verdadeiro criador não faz acepção de sua criação, o Sol e a chuva iluminam e molham gregos, chineses, indianos, latinos etc.
Portanto, Bíblia é uma ata do concílio de Niceia, suprimido 76 evangelhos para ajustar ao modelo inequívoco de submissão, do obscurantismo, até mesmo porque o criador não ab-roga suas leis, muito menos subserviente à sua criação, pois nestas circunstâncias, pode ser qualquer coisa, menos um " Deus". Assim, é também fácil de perceber que não há como a criatura pecar contra o criador, pois neste caso, seria atingido por qualquer coisa que o valha.
Do mesmo modo, embora a letra "J" tenha aparecido nas línguas derivadas do Latim, é extremo de dúvidas que Jesus veio para os seus (povo) e eles o assassinaram, de sorte que ninguém edifica uma casa para em seguida destruí-la. "Quem é de baixo, é de baixo, quem é do alto é do alto" disse o próprio Jesus.
Isso posto, é patente que todos os povos, principalmente da antiguidade, sempre criaram um "Deus" para chamar de seu, concomitantemente, proselitismo dogmático visado representar um Estado confessional exaurido.
Minha Resposta:
A sua mensagem levanta várias afirmações que são comuns em debates sobre a Bíblia, sobre a pessoa de Deus e sobre a origem do cristianismo. Porém, quando examinamos essas ideias à luz da história, da lógica e das próprias Escrituras, percebemos que muitas delas se baseiam em premissas equivocadas ou em informações que não correspondem aos fatos.
Primeiro, sobre a ideia de que Deus seria “parcial”, “violento” ou “sanguinário”. A Bíblia apresenta Deus como santo, justo e também misericordioso. A justiça de Deus não é violência arbitrária; é a resposta necessária ao mal. Se Deus fosse indiferente ao mal, Ele não seria justo. As Escrituras mostram repetidamente que Deus é paciente e longânimo antes de exercer juízo.
Por exemplo:
“O Senhor é misericordioso e piedoso, tardio em irar-se e grande em benignidade.”
Salmos 103:8
O próprio texto bíblico afirma que Deus não tem prazer na morte do ímpio, mas deseja que o pecador se converta:
“Não tenho prazer na morte do ímpio, diz o Senhor Deus; mas em que o ímpio se converta do seu caminho e viva.”
Ezequiel 33:11
Portanto, o juízo divino não é expressão de crueldade, mas de justiça diante da persistência humana no mal.
Segundo, a afirmação de que ninguém jamais viu ou ouviu Deus não corresponde ao ensino bíblico completo. De fato, Deus é invisível em Sua essência, mas Ele se revelou progressivamente na história. O Novo Testamento afirma claramente que Deus se revelou plenamente em Jesus Cristo.
“Ninguém jamais viu a Deus; o Filho unigênito, que está no seio do Pai, esse o revelou.”
João 1:18
Assim, a revelação de Deus não depende de imaginação humana, mas da manifestação histórica de Cristo.
Terceiro, a ideia de que o “Cristo foi criado por Paulo” não encontra qualquer apoio histórico sério. As cartas de Paulo são alguns dos documentos mais antigos do cristianismo, escritas cerca de 20 a 30 anos após a morte e ressurreição de Cristo. Nelas já aparecem crenças que Paulo recebeu dos próprios apóstolos.
Um exemplo clássico é a confissão registrada em 1 Coríntios 15:3-4, onde Paulo afirma que transmitiu aquilo que recebeu:
“Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras;
e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras.”
Isso mostra que Paulo não inventou o evangelho; ele transmitiu uma mensagem que já era conhecida e proclamada pelos primeiros discípulos.
Além disso, os próprios apóstolos reconheceram o ministério de Paulo. Em Gálatas 2:9, Tiago, Pedro e João lhe deram a destra de comunhão, reconhecendo que pregava o mesmo evangelho.
Quarto, quanto à ideia de que a Bíblia teria sido criada no Concílio de Niceia e que “76 evangelhos foram suprimidos”, isso também não corresponde aos fatos históricos. O Concílio de Niceia, realizado em 325 d.C., tratou principalmente da questão da divindade de Cristo, não da formação do cânon bíblico.
Os quatro evangelhos — Mateus, Marcos, Lucas e João — já eram amplamente reconhecidos e usados pelas igrejas muito antes disso. Escritores cristãos do século II já os citavam como autoridade. Os chamados “evangelhos apócrifos” surgiram muito mais tarde e não foram aceitos porque eram claramente posteriores e não tinham ligação com testemunhas apostólicas.
Quinto, o argumento de que Deus não poderia julgar sua criação porque isso significaria ser “atingido” por ela não considera a diferença entre Criador e criatura. Na Bíblia, Deus é o Criador e legislador moral do universo. O pecado não é um dano causado a Deus em sua essência, mas uma rebelião moral contra sua autoridade.
Por isso as Escrituras afirmam:
“Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”
Romanos 3:23
E também:
“O salário do pecado é a morte.”
Romanos 6:23
O pecado é uma realidade moral que rompe a relação entre o homem e Deus.
Por fim, é verdade que Deus sustenta toda a humanidade sem distinção. O próprio Senhor Jesus disse:
“Ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e faz chover sobre justos e injustos.”
Mateus 5:45
Isso demonstra a bondade comum de Deus para com todos os povos. Contudo, essa mesma passagem não ensina que todas as religiões ou crenças são igualmente verdadeiras. Ela mostra apenas que Deus é bondoso até mesmo com aqueles que não o reconhecem.
A mensagem central da Bíblia não é a construção de um “Deus tribal”, mas a revelação de um Deus que criou todos os povos e oferece salvação a todos.
“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
João 3:16
A grande questão apresentada nas Escrituras não é qual povo tem um Deus, mas se o homem está disposto a reconhecer sua condição diante do Criador e aceitar a salvação que Ele providenciou em Cristo.