Alguém que me escreveu no YouTube:
Eu rejeitei totalmente a Bíblia com apenas 8 anos, quando me alfabetizei e a li pela primeira vez. Como pode um “Deus de amor” condenar alguém ao sofrimento eterno? Essa conta não fecha, é o mesmo que dizer que 2 + 2 = 5. Vocês deveriam sentir vergonha de ter menos consciência do que uma criança de 8 anos, um bando de adultos acreditando em mentiras. A Bíblia tem milhares de páginas, mas eu resumo tudo em duas palavras: pura mitologia. Vocês querem que eu acredite que foi o “deus” tribal da Bíblia que criou as bilhões de galáxias do universo em seis dias? Acordem, crentes cegos.
Minha Resposta:
Antes de qualquer discussão, é importante observar que a rejeição da Bíblia não é um fenômeno novo. Desde os tempos bíblicos, muitos reagiram da mesma maneira quando confrontados com a revelação de Deus. O próprio Senhor Jesus declarou que a luz veio ao mundo, mas os homens amaram mais as trevas do que a luz, porque as suas obras eram más (João 3:19).
A primeira questão levantada é sobre o amor de Deus e o juízo eterno. A Bíblia realmente afirma duas verdades ao mesmo tempo: Deus é amor (1 João 4:8) e Deus é justo (Deuteronômio 32:4). Se Deus fosse apenas amor sem justiça, Ele deixaria o mal impune. Mas se fosse apenas justiça sem amor, não haveria salvação. A cruz de Cristo mostra a harmonia perfeita entre essas duas coisas.
Segundo a Escritura, o homem não é condenado simplesmente porque Deus decide fazê-lo, mas porque já está em condição de pecado diante de Deus. Romanos 3:23 afirma: “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. O juízo é consequência dessa realidade moral.
Ao mesmo tempo, Deus não deseja a perdição de ninguém. A própria Bíblia declara: “Não quer que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se” (2 Pedro 3:9). Por isso foi enviado o Salvador. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo exatamente para resolver o problema do pecado. Como está escrito: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (1 Timóteo 1:15).
A condenação eterna não é resultado da falta de amor de Deus, mas da rejeição deliberada da salvação que Ele oferece. O próprio Senhor Jesus afirmou: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; mas quem não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36). Note a palavra permanece. O homem já está sob condenação por causa do pecado, e somente Cristo pode livrá-lo dessa condição.
Outro ponto levantado é a criação do universo. A Bíblia afirma claramente que Deus criou todas as coisas. “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gênesis 1:1). O tamanho do universo não diminui o poder de Deus; pelo contrário, ele o confirma. O mesmo Deus que formou as galáxias também conhece cada ser humano individualmente. O Salmo 19:1 declara: “Os céus manifestam a glória de Deus”.
Muitos rejeitam a Bíblia sem realmente examiná-la com seriedade. O próprio Senhor Jesus disse: “Examinai as Escrituras” (João 5:39). A questão principal não é intelectual, mas moral e espiritual. A Bíblia ensina que o homem precisa de uma nova vida dada por Deus, chamada de novo nascimento (João 3:3). Sem essa obra interior do Espírito Santo, a mensagem de Deus sempre parecerá absurda ou ofensiva para a mente humana.
Portanto, a questão não é se alguém rejeitou a Bíblia aos oito anos de idade ou aos oitenta. A questão é se a pessoa está disposta a considerar seriamente a mensagem central da Escritura: Deus criou o homem, o homem pecou, e Deus enviou o Salvador para reconciliar o pecador consigo.
A maior demonstração do amor de Deus não está em ignorar o pecado, mas em ter dado Seu Filho para morrer pelos pecadores. Como está escrito: “Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores” (Romanos 5:8).