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Sobre o assunto de igrejas locais, entendo que nosso Senhor acrescenta à igreja local aqueles que creem

Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Olá, irmão, sobre o assunto de igrejas locais, entendo que nosso Senhor acrescenta à igreja local aqueles que creem; partindo desse pressuposto, a partir do momento em que dois ou três irmãos estejam reunidos somente ao nome do Senhor em uma localidade para perseverar na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações, a igreja local estará estabelecida ou existe algum outro requisito para que seja reconhecida como igreja local?

Minha Resposta:

Antes de responder diretamente à sua pergunta, é muito importante fazer uma distinção clara que a própria Palavra de Deus estabelece: a diferença entre a Igreja (com “I” maiúsculo), que é o Corpo de Cristo, e a igreja local.

A Igreja, o Corpo de Cristo, é formada por todos os salvos. No momento em que uma pessoa crê no Senhor Jesus Cristo, ela é salva e imediatamente colocada nesse Corpo. Isso não depende de homens, nem de decisão de assembleia alguma, mas é uma obra divina.

Em 1 Coríntios 12:13 lemos: “Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo”. Esse “batismo no Espírito Santo” não é uma experiência posterior, mas ocorre no momento da salvação, inserindo o crente no Corpo de Cristo. Assim, todo verdadeiro crente já pertence à Igreja universal.

Por outro lado, a igreja local é a expressão prática dessa realidade espiritual em um determinado lugar.

Agora sim, entrando na sua pergunta:

É verdade que o Senhor estabelece e sustenta a igreja local. Como vimos em Atos dos Apóstolos 2:47, é Ele quem acrescenta. Contudo, diferentemente da Igreja universal, na igreja local há responsabilidade humana envolvida.

Ou seja, nem todo crente está automaticamente na comunhão prática de uma igreja local.

Para que alguém seja recebido na comunhão de uma igreja local, alguns princípios bíblicos são observados:

1. É necessário ser verdadeiramente salvo

Atos dos Apóstolos 2:41 mostra que primeiro vem a salvação, depois a identificação com os crentes.

2. Testemunho e confissão de fé

Os irmãos responsáveis, especialmente os anciãos, examinam com cuidado o testemunho da pessoa. Isso está em harmonia com passagens como Atos dos Apóstolos 9:26, onde houve cuidado antes de receber Saulo.

3. Submissão à doutrina dos apóstolos

Atos dos Apóstolos 2:42 mostra que a base da comunhão é a doutrina. Se alguém rejeita verdades fundamentais, isso afeta a comunhão.

4. Disposição para obedecer ao Senhor

Isso inclui questões como o batismo (Atos dos Apóstolos 2:38). A recusa em obedecer à Palavra pode impedir a recepção.

Portanto, embora o Senhor seja quem estabelece, há um reconhecimento visível feito pela igreja local, através dos irmãos responsáveis.

Além disso, há outro ponto importante:

Assim como alguém pode ser recebido na comunhão da igreja local, também pode ser removido dela, com base bíblica.

Em 1 Coríntios 5:13 lemos: “Tirai, pois, dentre vós a esse iníquo”. Isso mostra que a disciplina na igreja local é uma responsabilidade prática confiada aos irmãos, especialmente àqueles que cuidam da assembleia (Hebreus 13:17).

Mas note bem: essa exclusão não tira a pessoa do Corpo de Cristo, se ela for verdadeiramente salva. Ela apenas é retirada da comunhão prática da igreja local.

Diante disso, podemos afirmar claramente:

Todo salvo pertence à Igreja, o Corpo de Cristo.
Nem todo salvo está em comunhão numa igreja local.
A igreja local envolve responsabilidade, ordem e testemunho visível.

Agora, quanto à sua pergunta: se dois ou três irmãos reunidos ao nome do Senhor, perseverando na doutrina, comunhão, partir do pão e orações, já constituem uma igreja local — a resposta, de forma simples e bíblica, é: sim, isso já caracteriza a existência de uma igreja local.

Mas é importante entender isso com equilíbrio e profundidade.

O Senhor Jesus disse em Mateus 18:20: “Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles”. Aqui temos o princípio fundamental: não é o número, nem organização humana, nem reconhecimento externo que define uma igreja, mas o fato de estarem reunidos ao nome do Senhor Jesus.

Em Atos dos Apóstolos 2:42 vemos também os elementos essenciais da vida da igreja:

Perseverança na doutrina dos apóstolos
Comunhão
Partir do pão
Orações

Esses quatro pontos mostram não apenas a existência, mas o funcionamento saudável de uma igreja local.

Portanto, se há irmãos:

verdadeiramente salvos (Atos 2:41),
reunidos ao nome do Senhor (Mateus 18:20),
reconhecendo a autoridade da Palavra de Deus (Atos 2:42),
e praticando esses princípios,

isso já expressa, em essência, uma igreja local.

Agora, é importante acrescentar alguns pontos para não haver confusão:

1. A igreja não depende de organização humana formal

Não encontramos no Novo Testamento uma exigência de registro, denominação ou estrutura institucional para que uma igreja exista. A igreja é uma realidade espiritual expressa localmente.

2. A igreja não é formada por vontade humana

Não basta apenas duas ou três pessoas decidirem se reunir; é necessário que estejam reunidas “ao nome do Senhor”, ou seja, reconhecendo Sua autoridade, Sua pessoa e Sua Palavra como centro.

3. A prática vai se desenvolvendo com o tempo

Embora dois ou três possam constituir uma igreja local, o desenvolvimento de responsabilidades como:

cuidado espiritual,
ensino,
disciplina,
reconhecimento de dons,

vai sendo manifestado à medida que a assembleia cresce e amadurece (Atos dos Apóstolos 14:23; 1 Timóteo 3:15).

4. Não existe outro “requisito formal” além dos princípios bíblicos

Não há na Escritura um número mínimo, nem uma estrutura obrigatória inicial. O que há são princípios espirituais que devem ser observados.

Portanto, resumindo de forma clara:

Se dois ou três irmãos estão reunidos verdadeiramente ao nome do Senhor Jesus, fundamentados na Palavra de Deus, perseverando na comunhão, no ensino, no partir do pão e nas orações, isso já expressa uma igreja local diante de Deus — ainda que pequena, ainda que simples.

A igreja não começa grande; começa conforme vemos no Novo Testamento: pela ação de Deus e pela reunião dos crentes em torno de Cristo.

E com o tempo, conforme o Senhor acrescenta outros (Atos 2:47), essa assembleia cresce e se desenvolve.

Que o Senhor te dê entendimento e direção neste assunto tão precioso.

Josué Matos


Existem várias passagens na Bíblia em que Jesus afirma que voltaria para aquela geração

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Irmão Josué, existem várias passagens na Bíblia em que Jesus afirma que voltaria para aquela geração, ele chega a dizer que muitos dos que estavam ouvindo sua palavra não provariam a morte antes que ele voltasse. Como o senhor me explica isso? 2 + 2 = 5?

Minha Resposta:

Bem, essa questão não é um “2 + 2 = 5”, mas sim uma questão de interpretar corretamente os termos e os contextos bíblicos. Quando isso é feito, não há contradição alguma.

Vamos analisar com calma e à luz das Escrituras.

1. A expressão “esta geração” não significa apenas as pessoas vivas naquele momento

O Senhor Jesus usa a expressão “geração” em diferentes sentidos. Em muitos textos, “geração” não significa apenas um grupo de pessoas vivendo ao mesmo tempo, mas uma classe moral, um tipo de povo caracterizado por incredulidade.

Por exemplo:

  • “Geração má e adúltera pede um sinal” (Mateus 12:39)
  • “Ó geração incrédula e perversa” (Mateus 17:17)

Ou seja, trata-se de um caráter espiritual, não apenas de um limite cronológico.

Assim, quando o Senhor fala em Mateus 24:34 —
“Não passará esta geração sem que todas estas coisas aconteçam” —
Ele está se referindo à geração incrédula de Israel, que permanecerá até o cumprimento desses juízos.

2. “Alguns não provarão a morte” refere-se a uma antecipação da glória do reino

Quando o Senhor diz:

  • “Alguns dos que aqui estão não provarão a morte até que vejam o Filho do Homem vindo no seu reino” (Mateus 16:28)

Isso não aponta para a segunda vinda completa, mas para um antegosto dessa vinda, que ocorre logo em seguida:

  •  A transfiguração (Mateus 17)

Ali, Pedro, Tiago e João veem o Senhor em glória. Isso é uma manifestação do reino em miniatura, uma antecipação visível daquilo que ainda virá plenamente.

O próprio apóstolo Pedro confirma isso depois:

  • “Fomos testemunhas oculares da sua majestade” (2 Pedro 1:16-18)

3. Há distinção entre o arrebatamento, a vinda em glória e o juízo

Um dos grandes erros que gera confusão é misturar eventos diferentes:

  • A vinda do Senhor para a Igreja (1 Tessalonicenses 4:16-17)
  • A manifestação pública em juízo (Mateus 24; Apocalipse 19)
  • O reino milenar (Apocalipse 20)

O Senhor Jesus, especialmente nos evangelhos, muitas vezes fala de forma profética condensada, reunindo eventos distintos sem detalhar os intervalos.

Isso é comum nas Escrituras. Por exemplo:

  • Isaías 61:1-2 fala da primeira e segunda vinda juntas
  • Lucas 4:18-19 mostra que o Senhor separa essas partes

4. O “tempo” profético não segue a lógica humana

Na Bíblia, o tempo profético não é medido como o nosso:

  • “Um dia para o Senhor é como mil anos” (2 Pedro 3:8)

Além disso, há períodos em que o plano de Deus fica suspenso em relação a Israel, como o tempo atual da Igreja (Romanos 11:25).

Portanto, o fato de parecer “demorado” para nós não significa erro, mas sim que estamos dentro de um plano divino mais amplo.

5. O ponto central: não há erro nas palavras do Senhor

O problema nunca está nas palavras do Senhor Jesus, mas na interpretação.

Ele mesmo disse:

  • “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35)

E de fato, toda a Escritura mostra uma harmonia perfeita quando:

  • distinguimos os contextos
  • separamos os eventos proféticos
  • entendemos os termos espiritualmente

Conclusão

Não é “2 + 2 = 5”.
É mais como alguém olhando uma equação complexa sem entender todas as variáveis.

Quando compreendemos:

  • o uso bíblico de “geração”
  • a transfiguração como antecipação do reino
  • a distinção entre as vindas de Cristo
  • e o caráter progressivo da profecia

então tudo se encaixa perfeitamente.

A Palavra de Deus não contém contradição — ela exige interpretação cuidadosa e reverente.

Josué Matos

Sobre o batismo, quando a Bíblia diz que alguém creu e foi batizado ele e toda a sua casa, isso poderia incluir crianças?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Sobre o batismo, quando a Bíblia diz que alguém creu e foi batizado ele e toda a sua casa, isso poderia incluir crianças? E assim o batismo de crianças ficaria a critério dos pais?

Minha Resposta:

Essa é uma dúvida muito importante, e precisa ser respondida com cuidado, olhando atentamente para o ensino completo das Escrituras.

Primeiramente, é verdade que encontramos expressões como “ele e toda a sua casa” em textos como:

  • Atos dos Apóstolos 16:31-33 (o carcereiro de Filipos)
  • Atos dos Apóstolos 10:44-48 (Cornélio e sua casa)
  • Atos dos Apóstolos 18:8 (Crispo e sua casa)

No entanto, quando analisamos esses textos com mais atenção, percebemos um princípio claro: a fé sempre precede o batismo.

Por exemplo, no caso do carcereiro:

“E lhe pregavam a palavra do Senhor, e a todos os que estavam em sua casa” (Atos dos Apóstolos 16:32)
“E, tomando-os ele consigo naquela mesma hora da noite, lavou-lhes os vergões; e logo foi batizado, ele e todos os seus” (Atos dos Apóstolos 16:33)

Ou seja, antes do batismo, houve pregação da Palavra a todos da casa. Isso implica que aqueles que foram batizados ouviram e responderam à Palavra.

O mesmo princípio aparece em:

“Muitos dos coríntios, ouvindo-o, criam e eram batizados” (Atos dos Apóstolos 18:8)

Aqui está a ordem divina:

  1. Ouvir
  2. Crer
  3. Ser batizado

Nunca o contrário.

Além disso, o próprio Senhor estabeleceu claramente:

“Quem crer e for batizado será salvo” (Evangelho de Marcos 16:16)

E ainda:

“Ide... fazei discípulos... batizando-os” (Evangelho de Mateus 28:19)

Ou seja, o batismo é para discípulos, não para quem ainda não pode crer.

Agora, quanto ao argumento de “eu e minha casa serviremos ao Senhor” (Josué 24:15), esse texto não está tratando de batismo, mas de decisão e responsabilidade espiritual. E mesmo ali, o serviço ao Senhor envolve consciência, escolha e compromisso — algo que pressupõe entendimento.

Outro ponto importante: em nenhum lugar do Novo Testamento encontramos:

  • um mandamento para batizar crianças
  • um exemplo claro de criança sendo batizada

Isso é significativo, porque o livro de Atos dos Apóstolos mostra muitos batismos, e sempre ligados à fé pessoal.

Portanto, dizer que “pode ter crianças ali” é uma suposição — mas a doutrina não se baseia em suposições, e sim em ensino claro da Palavra.

O padrão bíblico é sempre:

  • arrependimento (Atos dos Apóstolos 2:38)
  • fé (Atos dos Apóstolos 8:37)
  • batismo como testemunho

O batismo não é algo que os pais decidem no lugar da criança. Ele é uma resposta pessoal de alguém que crê no Senhor Jesus Cristo.

Assim, o entendimento de que o batismo de crianças fica a critério dos pais não encontra base no ensino apostólico. O que encontramos é responsabilidade individual diante de Deus.

Por fim, é importante lembrar que o batismo não salva — ele é um testemunho público de uma fé já existente no coração.

“De sorte que a fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17)

Sem fé, não há base para o batismo.

Espero ter ajudado a esclarecer. 

Josué Matos

O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

"O primeiro pecado da humanidade foi a fé; a primeira virtude foi a dúvida." (Carl Sagan)

Se o céu for um lugar cheio de crentes, eu prefiro ir para o inferno, passar a eternidade, com mentes brilhantes, como Carl Sagan, não quero viver para sempre em um hospício.

Minha Resposta:

Permita-me responder com toda franqueza, mas também com respeito.

A afirmação de que o primeiro pecado foi a fé não encontra qualquer fundamento na revelação de Deus. Pelo contrário, a Escritura mostra que o primeiro pecado foi exatamente o oposto: a dúvida da Palavra de Deus. Em Gênesis 3, quando a serpente disse: “É assim que Deus disse?”, ela introduziu a dúvida no coração do homem. E ao duvidar do que Deus havia falado, o homem caiu. Portanto, o pecado não foi crer, mas deixar de crer.

A Palavra de Deus declara claramente: “Sem fé é impossível agradar a Deus” (Hebreus 11:6). E mais: “Tudo o que não é de fé é pecado” (Romanos 14:23). Ou seja, a fé não é o problema — é a única solução que Deus oferece ao homem.

Quanto à ideia de preferir o inferno por causa das pessoas que lá estariam, isso revela um conceito completamente equivocado sobre o que é o inferno. A Bíblia não apresenta o inferno como um lugar de convivência intelectual ou social. Pelo contrário, é descrito como lugar de separação total de Deus, de tormento consciente e de ausência de esperança: “onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga” (Marcos 9:44). Não é um ambiente de troca de ideias, mas de juízo.

Já o céu não é um “lugar de crentes” no sentido humano que você imagina. O céu é a presença de Deus. É estar com o Senhor Jesus Cristo. O próprio Senhor disse: “Pai, aqueles que me deste quero que, onde eu estiver, também eles estejam comigo” (João 17:24). A questão não é gostar ou não de pessoas, mas estar ou não reconciliado com Deus.

Além disso, a ideia de que crentes são como um “hospício” ignora completamente a transformação que Deus opera. A Escritura afirma que o homem natural está em trevas, mas quando crê, recebe nova vida: “Se alguém está em Cristo, nova criatura é” (2 Coríntios 5:17). A fé verdadeira não aliena — ela ilumina, transforma e dá entendimento da realidade eterna.

A própria história do cristianismo mostra que homens de profunda capacidade intelectual também creram — não por falta de razão, mas porque reconheceram a verdade. A fé bíblica não é irracional; ela está baseada na revelação de Deus, confirmada na pessoa e na obra do Senhor Jesus Cristo.

No fundo, a questão não é intelectual, mas moral e espiritual. O problema do homem não é falta de inteligência, mas rejeição da verdade. A Escritura diz: “A luz veio ao mundo, e os homens amaram mais as trevas do que a luz” (João 3:19).

Por isso, o convite de Deus não é para escolher entre dois ambientes, mas para ser reconciliado com Ele agora. O Senhor Jesus Cristo veio exatamente para isso: “Porque o Filho do Homem veio buscar e salvar o que se havia perdido” (Lucas 19:10).

A eternidade não será decidida por preferências pessoais ou simpatias intelectuais, mas pela relação que cada pessoa tem com o Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

Como a Bíblia trata do divórcio?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Irmão, eu escrevi muita coisa, mas a dúvida principal é: por que no grego original Jesus fala em esposa (γυναίκα) e em divorciar-se em Mateus 5:32 e 19:9? Como aceitar que não está falando de um casamento consumado?

Minha Resposta:

A sua pergunta é muito pertinente, e dá para perceber que o irmão está examinando com cuidado o texto — isso é muito bom. Vou ser direto e procurar organizar bem a resposta para que fique claro.

1. Primeiro ponto: a palavra “esposa” no grego não resolve a questão sozinha

A palavra grega usada, gynē (γυνή), pode significar tanto “mulher” quanto “esposa”, dependendo do contexto. Isso é importante.

No próprio caso que o irmão citou:

  • Mateus 1:18 → Maria estava “desposada”
  • Mateus 1:19 → José é chamado de “marido”

Ou seja, antes da consumação, já se usa linguagem de casamento.

Isso mostra claramente que:

  • A linguagem jurídica já tratava os desposados como marido e mulher
  • Mesmo sem coabitação nem relação conjugal

Então o fato de Jesus usar “esposa” não prova automaticamente que o casamento já estava consumado.

2. O desposório judaico: vínculo real, mas ainda não consumado

O irmão explicou muito bem esse ponto — e está correto:

  • Havia um vínculo legal real
  • Era necessário divórcio para romper
  • A infidelidade já era considerada pecado grave

Mas havia uma distinção fundamental:

  • Desposório (promessa legal)
  • Casamento consumado (“uma só carne”) — Gênesis 2:24

Essa distinção é confirmada em toda a Escritura.

3. O ponto-chave: por que Mateus traz a cláusula e os outros evangelhos não?

Aqui está o argumento mais importante.

Compare:

  • Mateus 5:32 / 19:9 → traz a exceção (“por causa de porneia”)
  • Marcos 10:11-12 → não traz exceção
  • Lucas 16:18 → não traz exceção

Se a exceção fosse para o casamento consumado, haveria uma contradição direta entre os evangelhos.

Mas a Escritura não se contradiz.

Então a única forma de harmonizar é entender que:

  • Mateus (escrevendo aos judeus) trata de uma situação específica do contexto judaico
  • Marcos e Lucas apresentam o princípio absoluto do casamento

4. O significado de “porneia” (πορνεία)

Outro ponto decisivo.

Jesus não usa “moicheia” (adultério), mas “porneia”.

Isso indica algo mais amplo, e no contexto judaico aponta para:

  • Imoralidade antes da consumação
  • Situações como a de Maria e José (Mateus 1:18-19)

Ou seja, o caso em Mateus encaixa exatamente no cenário de desposório.

5. Então por que se fala em “divórcio”?

O irmão perguntou algo importante:

“Como alguém poderia se divorciar sem estar casado?”

Resposta:
Porque no sistema judaico o desposório exigia divórcio para ser rompido.

Exemplo claro:

  • José “intentou deixá-la” → Mateus 1:19
  • Isso implica um rompimento formal, mesmo sem casamento consumado

Portanto:

  • Havia linguagem de casamento
  • Havia necessidade de divórcio
  • Mas ainda não havia união plena (“uma só carne”)

6. O ensino completo da Escritura sobre o casamento

Quando vamos para o ensino doutrinário completo:

  • Gênesis 2:24 → união permanente (“uma só carne”)
  • Romanos 7:2-3 → vínculo até a morte
  • 1 Coríntios 7:10-11 → não separar; se separar, não casar de novo

Nunca é dada permissão para novo casamento após divórcio entre crentes.

7. Conclusão equilibrada

Então juntando tudo:

✔ A palavra “esposa” pode ser usada antes da consumação
✔ O desposório já era um vínculo legal real
✔ A exceção de Mateus está ligada ao contexto judaico
✔ “Porneia” aponta para imoralidade antes da união plena
✔ Marcos e Lucas confirmam o princípio absoluto: não há exceção no casamento consumado

Portanto, não há contradição:

  • Mateus trata de um caso específico do contexto judaico
  • Os demais evangelhos e as epístolas mostram a doutrina completa

Se resumirmos em uma frase:

A cláusula de Mateus não autoriza divórcio no casamento consumado, mas trata de uma situação anterior à plena união conjugal, dentro do contexto judaico do desposório.

Se o irmão quiser, posso aprofundar ainda mais na diferença entre “porneia” e “moicheia” ou mostrar como isso se encaixa em toda a doutrina do Novo Testamento.

Josué Matos

A Escritura nos diz que os homens não podem ser justificados pela guarda da lei?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

A Escritura nos diz que os homens não podem ser justificados pela guarda da lei. Mas, como entender, então, as palavras do Senhor Jesus em Mateus 19:17? Isto depõe contra o princípio de Sola Fide? De igual modo, parece-me ler isto em Romanos 2:13. Como entender o contraste deste último versículo e Romanos 3:24? Isaías 63:5: Como explicar que Deus tenha se admirado, visto ser Ele onisciente? Como conciliar Efésios 2:8-9 com Romanos 3:28 e Tiago 2? A qual nação o Senhor Jesus se refere em Mateus 21:43? E, se os judeus tivessem crido, os gentios seriam alcançados?

Minha Resposta:

Antes de tudo, agradeço pela sua mensagem, pelo cuidado em não ser inconveniente e, principalmente, pela confiança. Fico feliz em poder ajudar, e pode escrever sempre que precisar. Vamos às suas perguntas.

Vamos por partes.

  1. Mateus 19:17 e a lei

Quando o Senhor Jesus diz: “Se queres entrar na vida, guarda os mandamentos” (Mateus 19:17), Ele não está ensinando salvação pelas obras, mas expondo o coração do homem.

O jovem rico confiava em si mesmo. Então o Senhor usa a lei para revelar sua incapacidade. Isso está em perfeita harmonia com o ensino posterior: “Pela lei vem o conhecimento do pecado” (Romanos 3:20).

A lei nunca foi dada como meio de justificação, mas como meio de revelação do pecado. Por isso, Gálatas 3:24 diz que a lei foi o “aio” que nos conduz a Cristo.

  1. Romanos 2:13 e Romanos 3:24

Romanos 2:13 diz: “Os que praticam a lei hão de ser justificados”. Mas isso é um princípio hipotético: se alguém cumprisse perfeitamente a lei, seria justificado.

O problema é que ninguém cumpre. Logo em seguida, Paulo conclui: “Todos pecaram” (Romanos 3:23) e “são justificados gratuitamente pela sua graça” (Romanos 3:24).

Portanto, Romanos 2 mostra o padrão; Romanos 3 mostra a realidade e a solução em Cristo.

  1. Efésios 2:8-9, Romanos 3:28 e Tiago 2

Não há contradição aqui, mas complementação.

Efésios 2:8-9 ensina que a salvação é pela graça, mediante a fé, “não vem das obras”.

Romanos 3:28 confirma: “o homem é justificado pela fé sem as obras da lei”.

Já Tiago 2 não trata da raiz da salvação, mas da evidência dela. Ele diz que a fé verdadeira produz obras. Uma fé que não produz nada é morta.

Ou seja:

  • Paulo fala da justificação diante de Deus (pela fé)
  • Tiago fala da demonstração dessa fé diante dos homens (pelas obras)

  1. Isaías 63:5 — Deus se admirou?

O texto diz que Deus “se maravilhou de não haver quem intercedesse”. Isso não significa ignorância.

Na Escritura, muitas vezes Deus é apresentado em linguagem humana (antropomorfismo), para que possamos compreender.

Isso expressa a gravidade da situação: não havia absolutamente ninguém capaz de interceder. Então Ele mesmo trouxe salvação.

Compare com Isaías 59:16: “Viu que não havia homem algum… então o seu braço lhe trouxe a salvação”.

  1. Mateus 21:43 — que nação é essa?

“O reino de Deus vos será tirado e será dado a uma nação que produza os seus frutos”.

Aqui o Senhor Jesus não está falando de uma nação política, mas de um povo espiritual.

Refere-se àqueles que receberiam o reino — judeus e gentios que creem. Isso se cumpre na formação da Igreja, composta de todos os que creem no Senhor Jesus.

Compare com 1 Pedro 2:9: “vós sois a geração eleita, o sacerdócio real, a nação santa”.

  1. Se os judeus tivessem crido, os gentios seriam alcançados?

Sim. O plano de Deus sempre incluiu os gentios.

Veja Gênesis 12:3: “em ti serão benditas todas as famílias da terra”.

Se Israel tivesse recebido o Messias, seria instrumento de bênção para as nações. Mas, como rejeitou, Deus trouxe os gentios diretamente pela graça.

Romanos 11 explica isso: a queda de Israel resultou em riqueza para os gentios (Romanos 11:11-12).

Mas isso não anulou o plano de Deus com Israel. Há restauração futura.

Conclusão

Não há contradições nas Escrituras. O que há são diferentes aspectos da verdade:

  • A lei revela o pecado
  • A graça salva
  • A fé justifica
  • As obras evidenciam essa fé
  • Deus usa linguagem humana para se revelar
  • O plano de Deus sempre incluiu judeus e gentios

A Escritura é perfeita, e quanto mais comparamos passagem com passagem, mais vemos sua harmonia.

Continue firme na Palavra. Suas perguntas mostram zelo e reverência — e isso é precioso diante de Deus.

Um forte abraço, meu irmão. Que o Senhor continue te dando entendimento.

Josué Matos

O ‘inferno’ é apenas um mito copiado do Zoroastrismo?

Alguém que me escreveu no YouTube:

O ‘inferno’ é apenas um mito copiado do Zoroastrismo, mas, ao contrário do ‘inferno’ cristão, o inferno do Zoroastrismo não era eterno, o Cristianismo é a religião mais perversa da História da humanidade!

Minha Resposta:

A sua afirmação envolve duas ideias principais: a origem do conceito de inferno e o caráter do Cristianismo. É importante tratar ambas com base na revelação bíblica e não apenas em comparações históricas superficiais.

Primeiramente, a ideia de juízo eterno não surge de influências externas, mas está profundamente enraizada nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Já no Antigo Testamento há a distinção entre o destino dos justos e dos ímpios. Em Daniel 12:2 está escrito: “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Isso mostra que o conceito de punição não é temporário, mas eterno.

No Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus Cristo falou claramente sobre isso. Em Mateus 25:46 Ele declara: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”. Observe que a mesma palavra “eterno” é usada tanto para a vida dos salvos quanto para o castigo dos ímpios. Se alguém nega a eternidade do juízo, teria que negar também a eternidade da vida, o que é inconsistente.

Além disso, o ensino bíblico não apresenta o “inferno” como uma ideia mítica ou filosófica, mas como uma realidade ligada à justiça de Deus. Deus é amor, mas também é justo. Romanos 2:5-6 afirma que Deus “retribuirá a cada um segundo as suas obras”. O juízo eterno não é fruto de crueldade, mas da santidade de Deus diante do pecado.

Quanto à afirmação de que o Cristianismo seria “perverso”, isso não corresponde à mensagem central da fé cristã. O coração do Cristianismo não é o juízo, mas a salvação. Deus não deseja que ninguém pereça, como está em 2 Pedro 3:9: “não querendo que alguns se percam, senão que todos venham ao arrependimento”.

O próprio fato de existir um caminho de salvação mostra o contrário daquilo que foi dito. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo justamente para livrar o homem do juízo que ele merece. João 3:16 declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Portanto, o ensino bíblico não é uma adaptação de religiões antigas, mas uma revelação progressiva de Deus sobre o pecado, o juízo e a salvação. E longe de ser perverso, o Cristianismo apresenta a única solução real para o problema humano: o perdão dos pecados e a vida eterna por meio de Jesus Cristo.

Ignorar o juízo não o elimina. Mas rejeitar a salvação é desprezar a graça oferecida gratuitamente. A mensagem bíblica mantém ambos os aspectos em equilíbrio: Deus é amor, mas também é justo; há condenação, mas há também redenção disponível a todos que creem.

Josué Matos

A que dia se refere a menção de Filipenses 1:6, ao arrebatamento?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia! A que dia se refere a menção de Filipenses 1:6, ao arrebatamento?

Minha Resposta:

Filipenses 1:6 está falando do “dia de Jesus Cristo”, também chamado em outras passagens de “dia de Cristo” ou “dia do Senhor Jesus Cristo”.

O texto diz:

“Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao dia de Jesus Cristo” (Filipenses 1:6).

Esse “dia” não é simplesmente um dia de 24 horas. É um período relacionado à Igreja, à vinda do Senhor para os Seus, ao arrebatamento, à glorificação dos salvos e aos acontecimentos celestiais que se seguem.

É importante distinguir duas expressões:

O dia de Cristo está ligado à Igreja e ao céu.
O dia do Senhor está ligado à terra e ao juízo.

O dia de Cristo aparece em passagens como:

1 Coríntios 1:8
1 Coríntios 5:5
2 Coríntios 1:14
Filipenses 1:6
Filipenses 1:10
Filipenses 2:16

Esse dia tem relação com a esperança da Igreja. Começa com o arrebatamento, quando o Senhor descerá dos céus, os mortos em Cristo ressuscitarão, e os crentes vivos serão transformados e arrebatados para encontrar o Senhor nos ares (1 Tessalonicenses 4:16-17). Então se cumprirá também Filipenses 3:20-21, quando o nosso corpo abatido será transformado conforme o corpo glorioso do Senhor Jesus Cristo.

Assim, em Filipenses 1:6, Paulo está dizendo que Deus começou uma obra no crente e a completará plenamente naquele dia. Essa obra começou na salvação, continua agora na santificação, e será consumada na glorificação.

Mas o dia de Cristo também envolve o que acontecerá no céu após o arrebatamento: o Tribunal de Cristo, onde as obras dos salvos serão examinadas, não para decidir salvação ou perdição, mas para galardão ou perda de recompensa (2 Coríntios 5:10; Romanos 14:10-12; 1 Coríntios 3:12-15). Também estão ligados a esse período as bodas do Cordeiro e a alegria celestial da Igreja com Cristo (Apocalipse 19:7-9).

Já o dia do Senhor é outro aspecto. Ele está relacionado com a terra, com o juízo de Deus sobre este mundo, com a tribulação, a manifestação pública de Cristo, o julgamento das nações, o reino milenar e, finalmente, a dissolução dos céus e da terra antes do estado eterno (1 Tessalonicenses 5:2-3; 2 Tessalonicenses 2:2-3; 2 Pedro 3:10-13).

Portanto, Filipenses 1:6 não está falando do dia do Senhor em juízo sobre a terra, mas do dia de Jesus Cristo, ligado à Igreja, ao arrebatamento, à glorificação e à apresentação dos salvos diante do Senhor.

Em resumo: o dia de Cristo é o lado celestial desse período, envolvendo a Igreja com Cristo. O dia do Senhor é o lado terreno, envolvendo juízo, governo e manifestação da autoridade do Senhor sobre o mundo.

Josué Matos

A evidência da semente da serpente aí está o versículo bem claro. 1 Crônicas 1:1. Leia e diga o que você entendeu, e responda por que o Caim não aparece?

Alguém que me escreveu no YouTube:

A evidência da semente da serpente aí está o versículo bem claro. 1 Crônicas 1:1. Leia e diga o que você entendeu, e responda por que o Caim não aparece?

Minha Resposta:

Bem, vamos examinar com cuidado o que está escrito em 1 Crônicas 1:1: “Adão, Sete, Enos…”. Essa passagem não é um relato completo de todos os filhos de Adão, mas uma genealogia seletiva, com um propósito específico.

Primeiramente, é importante entender que a Bíblia, em várias partes, apresenta genealogias resumidas, não mencionando todos os descendentes, mas apenas aqueles que fazem parte de uma linha específica. Isso é algo comum nas Escrituras. Em Gênesis 5, por exemplo, também vemos a linhagem de Adão passando por Sete, e não por Caim.

O motivo principal é que essa genealogia segue a linha que Deus estabeleceu para dar continuidade ao Seu propósito, especialmente a linhagem que levaria, mais adiante, ao Messias. Em Gênesis 4, Caim aparece claramente como filho de Adão e Eva, e sua descendência é registrada ali. Portanto, não há omissão por desconhecimento, mas sim uma seleção intencional.

Caim não aparece em 1 Crônicas 1 porque essa genealogia não está interessada em todas as linhagens humanas, mas sim na linhagem piedosa, aquela que, após a queda e o juízo sobre Caim, foi continuada por Sete. Em Gênesis 4:25 lemos: “E tornou Adão a conhecer a sua mulher; e ela teve um filho, e chamou o seu nome Sete; porque, disse ela, Deus me deu outra semente em lugar de Abel; porquanto Caim o matou.”

Observe a expressão “outra semente”. Isso mostra que Sete foi levantado por Deus como substituição de Abel, e é a partir dele que a linhagem que invoca o nome do Senhor continua (Gênesis 4:26). Essa é a linha espiritual que a Bíblia passa a enfatizar.

Além disso, genealogias bíblicas frequentemente omitem nomes ou linhas que não fazem parte do propósito direto do relato. O próprio estudo das Escrituras mostra que essas listas não são exaustivas, mas teológicas, isto é, organizadas conforme o propósito de Deus.

Portanto, a ausência de Caim em 1 Crônicas 1 não prova nenhuma teoria de “semente da serpente”. Pelo contrário, confirma o padrão bíblico: Deus distingue entre a linhagem natural e a linhagem que está relacionada ao Seu propósito redentor.

Caim foi, sim, filho de Adão, como está claramente registrado em Gênesis 4:1. Não há qualquer indicação nas Escrituras de que ele tenha outra origem. A ideia de “semente da serpente” aplicada a uma descendência literal humana não encontra apoio no ensino bíblico, mas é uma interpretação equivocada.

Quando a Bíblia fala da “semente da serpente” em Gênesis 3:15, está falando de uma realidade moral e espiritual — aqueles que seguem o caminho da rebelião contra Deus — e não de uma descendência física diferente.

O próprio Senhor Jesus confirma isso em João 8:44, quando diz: “Vós tendes por pai ao diabo”, não no sentido físico, mas moral e espiritual, referindo-se àqueles que rejeitam a verdade.

Portanto, o que entendemos é que:

1 Crônicas 1:1 não está omitindo Caim por algum mistério, mas seguindo uma linhagem específica.
Caim não aparece porque a genealogia segue a linha de Sete, ligada ao propósito de Deus.
A teoria de uma “semente física da serpente” não tem base nas Escrituras.

Josué Matos

A Bíblia fala de Yahweh, El Shaddai, não tem nada a ver com deus

Alguém que me escreveu no YouTube:

A Bíblia fala de Yahweh, El Shaddai, não tem nada a ver com deus. Não é que deus exista, essa é outra mentira, mas vamos separar as mentiras, porque a mentira Yahweh e El Shaddai só vai virar a mentira deus séculos depois… Como pode um ‘deus’ de ‘amor’ condenar alguém ao sofrimento eterno? A Bíblia é pura mitologia!

Minha Resposta:

Antes de tudo, é importante separar algumas questões que foram misturadas: os nomes de Deus, a existência de Deus, a confiabilidade da Bíblia e o problema do juízo eterno.

  1. Sobre os nomes “Yahweh”, “El Shaddai” e “Deus”

A Bíblia, desde o Antigo Testamento, apresenta diversos nomes para Deus, não como “deuses diferentes”, mas como revelações progressivas do mesmo Ser. Por exemplo:

  • “Eu apareci a Abraão, a Isaque e a Jacó como o Deus Todo-Poderoso (El Shaddai); mas pelo meu nome, o SENHOR (Yahweh), não lhes fui conhecido” (Êxodo 6:3)

  • “Ouve, Israel, o SENHOR nosso Deus é o único SENHOR” (Deuteronômio 6:4)

O uso de diferentes nomes não indica contradição, mas profundidade. Assim como uma pessoa pode ser conhecida como pai, juiz, amigo ou rei, Deus é revelado conforme o relacionamento que tem com o homem.

Além disso, quando a Bíblia foi traduzida para outras línguas (grego, latim, português), os nomes foram traduzidos para termos equivalentes, como “Deus” (Theos, em grego). Isso não é “invenção”, mas tradução, algo absolutamente normal em qualquer idioma.

  1. A acusação de “mitologia”

A Bíblia não se apresenta como mito, mas como história baseada em testemunhas e fatos reais. No Novo Testamento, vemos claramente essa intenção:

“Muitos empreenderam fazer uma narração coordenada dos fatos que entre nós se realizaram… segundo nos transmitiram os que desde o princípio foram testemunhas oculares”

Ou seja, não se trata de lendas distantes, mas de eventos que ocorreram em tempo e espaço, confirmados por testemunhas.

Além disso, a Bíblia não é um livro isolado, mas uma coleção de escritos produzidos ao longo de séculos, com coerência interna impressionante, algo que não se explica como simples “mitologia”.

  1. Sobre a rejeição da Bíblia ainda criança

Dizer que uma criança de 8 anos consegue compreender plenamente questões profundas como justiça divina, santidade, pecado e eternidade é, na verdade, uma simplificação da realidade.

A própria Escritura afirma:

“O homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura” (1 Coríntios 2:14)

Ou seja, a dificuldade não está apenas no texto, mas na condição do coração humano diante de Deus.

  1. O problema do “Deus de amor” e o juízo eterno

Aqui está o ponto central da sua objeção.

A Bíblia afirma claramente que Deus é amor:

“Deus é amor” (1 João 4:8)

Mas também afirma que Deus é justo:

“Justo é o Senhor em todos os seus caminhos” (Salmos 145:17)

O erro comum é querer um Deus que seja amor sem justiça. Mas isso seria incoerente. Um juiz que não pune o mal não é bom, é corrupto.

O problema não é Deus condenar o homem — o problema é o homem estar em pecado diante de um Deus santo:

“Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23)

O juízo eterno não é uma reação desproporcional, mas a consequência de rejeitar o próprio Deus, que é infinito. Rejeitar o infinito tem consequências eternas.

Mas a Bíblia não termina no juízo — ela apresenta a solução:

“Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16)

Deus não apenas julga o pecado — Ele providenciou um meio de salvação em Jesus Cristo.

  1. A questão da liberdade

Você citou uma frase sobre liberdade. A Bíblia concorda que a verdade liberta:

“Conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (João 8:32)

Mas a mesma passagem mostra que a verdadeira liberdade não está em rejeitar Deus, e sim em conhecer a verdade revelada por Ele.

Conclusão

A rejeição da Bíblia geralmente não nasce de uma análise completa, mas de uma reação a certos pontos difíceis. No entanto, quando examinada com seriedade, ela apresenta:

  • unidade na revelação de Deus
  • base histórica sólida
  • coerência entre justiça e amor
  • e uma solução real para o problema do pecado

O maior problema não é intelectual, mas moral e espiritual: o homem não quer se submeter a Deus.

E mesmo assim, Deus continua chamando:

“Convertei-vos a mim, e sereis salvos, todos os termos da terra” (Isaías 45:22)

Josué Matos

A Congregação Cristã do Brasil é diferente, parece com a igreja das cartas do apóstolo Paulo.

Alguém que me escreveu no YouTube:

A Congregação Cristã do Brasil é diferente, parece com a igreja das cartas do apóstolo Paulo.

Minha Resposta:

A sua observação precisa ser analisada com muito cuidado à luz das Escrituras, porque à primeira vista pode parecer que um grupo atual se aproxima do modelo das igrejas descritas nas epístolas, mas quando examinamos os princípios bíblicos com profundidade, percebemos que a questão não é de aparência externa, mas de fundamento espiritual e doutrinário.

Nas cartas do apóstolo Paulo — como Romanos, 1 Coríntios, Efésios e 1 Timóteo — a igreja local é apresentada com características muito claras:

  1. É formada por todos os crentes verdadeiros em determinado lugar
    “À igreja de Deus que está em Corinto, aos santificados em Cristo Jesus, chamados santos” (1 Coríntios 1:2)

Não há divisão denominacional nem um nome específico humano. A identidade é espiritual, não institucional.

  1. Está reunida somente ao nome do Senhor Jesus Cristo
    “Onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18:20)

O centro da reunião não é uma organização, mas a Pessoa de Cristo.

  1. Reconhece a autoridade absoluta da Palavra de Deus
    “Toda a Escritura é divinamente inspirada” (2 Timóteo 3:16)

Nada pode ser acrescentado como regra doutrinária fora daquilo que está claramente revelado nas Escrituras.

  1. Não possui hierarquia clerical como sistema religioso
    Os dons existem (Efésios 4:11), mas não há um sistema de clero separado do povo. Todos os crentes são sacerdotes:
    “Vós sois... sacerdócio real” (1 Pedro 2:9)

  2. A direção é do Espírito Santo, não de uma estrutura humana centralizada
    “Porque todos os que são guiados pelo Espírito de Deus, esses são filhos de Deus” (Romanos 8:14)

Agora, quando avaliamos qualquer grupo atual — incluindo a Congregação Cristã do Brasil — a pergunta correta não é se “parece” com a igreja primitiva, mas se está alinhado com esses princípios.

Muitos movimentos religiosos ao longo da história procuraram reproduzir aspectos externos da igreja primitiva: simplicidade, uso de véu, ausência de títulos, ou determinadas práticas. No entanto, a semelhança exterior não garante fidelidade doutrinária.

O ponto essencial é:

  • Há liberdade para todos os dons espirituais conforme a Palavra? (1 Coríntios 12)
  • A Palavra de Deus é a única autoridade, ou há tradições que a substituem? (Marcos 7:7-8)
  • O Senhor Jesus é o único centro, ou existe uma estrutura que controla a comunhão?
  • Há clareza quanto ao evangelho da graça, como ensinado em Romanos e Gálatas?

As epístolas mostram que mesmo no tempo dos apóstolos já havia desvios, divisões e introdução de práticas humanas. Por isso Paulo advertiu:
“Porque eu sei isto: que depois da minha partida entrarão no meio de vós lobos cruéis” (Atos 20:29)

Ou seja, nem tudo o que se apresenta como igreja segue o modelo apostólico.

Outro ponto importante é que a igreja nas cartas de Paulo não era uma instituição fechada com características exclusivas, mas uma expressão viva do Corpo de Cristo, ligada a todos os verdadeiros crentes:
“Há um só corpo e um só Espírito” (Efésios 4:4)

Portanto, qualquer grupo que se considere “o modelo correto” já está em desacordo com a unidade ensinada nas Escrituras.

Em resumo:
Pode haver semelhanças externas entre certos grupos atuais e as igrejas do Novo Testamento, mas a verdadeira conformidade não está na forma, e sim na fidelidade integral à doutrina apostólica, à centralidade do Senhor Jesus Cristo e à direção do Espírito Santo conforme a Palavra.

A igreja das epístolas não é um sistema a ser imitado exteriormente, mas uma realidade espiritual a ser vivida em submissão total às Escrituras.

Josué Matos

Ou "deus" é bom, ou o inferno existe, escolha apenas uma, das duas opções.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Ou "deus" é bom, ou o inferno existe, escolha apenas uma, das duas opções.

Minha Resposta:

Essa colocação parte de um falso dilema. A Palavra de Deus não apresenta essas duas verdades como opostas, mas como plenamente harmoniosas dentro do caráter perfeito de Deus.

Deus é, de fato, absolutamente bom. A Escritura declara claramente: “O Senhor é bom, uma fortaleza no dia da angústia” (Naum 1:7). Também lemos que “Deus é amor” (1 João 4:8). Porém, esse mesmo Deus que é amor também é justo, santo e reto em todos os seus caminhos.

A existência do inferno não nega a bondade de Deus; pelo contrário, manifesta a Sua justiça. Um Deus que fosse apenas “bom” no sentido humano, tolerando o mal sem julgamento, não seria verdadeiramente justo. A Escritura afirma: “Deus é juiz justo” (Salmos 7:11). Portanto, Ele não pode ignorar o pecado.

Desde o princípio, o problema não está na bondade de Deus, mas na condição do homem. “Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). O inferno não foi criado para o homem inicialmente, mas “para o diabo e seus anjos” (Mateus 25:41). Contudo, o homem, ao rejeitar a Deus, segue voluntariamente esse caminho.

Ao mesmo tempo, a bondade de Deus se manifesta justamente no fato de que Ele providenciou salvação. Ele não deixou o homem condenado sem esperança. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16).

Note bem: o mesmo texto que fala do amor de Deus também fala da possibilidade de “perecer”. E mais adiante: “Quem crê nele não é condenado; mas quem não crê já está condenado” (João 3:18).

Portanto, a existência do inferno não contradiz a bondade de Deus, mas confirma três verdades fundamentais:

  1. Deus é santo e não tolera o pecado
  2. Deus é justo e julga o mal
  3. Deus é amoroso e oferece salvação em Jesus Cristo

A responsabilidade final recai sobre o homem, que decide aceitar ou rejeitar essa salvação. Como está escrito: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36).

Além disso, a própria revelação bíblica mostra que Deus age na história de forma real, trazendo juízo e também redenção, evidenciando que não se trata apenas de ideias, mas de fatos concretos que envolvem a justiça divina e a intervenção de Deus na humanidade .

Concluindo: Deus é bom, perfeitamente bom. E exatamente por ser bom, justo e santo, o inferno existe como expressão do Seu juízo contra o pecado. Mas a mesma bondade divina oferece, gratuitamente, a salvação por meio do Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

O verdadeiro Jesus está no evangelho de Tomé

Alguém que me escreveu no YouTube:

O verdadeiro Jesus está no evangelho de Tomé, acordem, a Bíblia foi manipulada por Roma, ela não é a ‘palavra de Deus.’

Minha Resposta:

É importante analisar essa afirmação à luz das Escrituras e dos fatos históricos, com sobriedade e fundamento.

Primeiramente, quanto ao chamado “evangelho de Tomé”, ele não faz parte dos escritos reconhecidos desde o princípio como inspirados. Os evangelhos verdadeiros — Mateus, Marcos, Lucas e João — foram escritos no primeiro século por testemunhas oculares ou por aqueles que tiveram contato direto com elas. O próprio evangelho de Lucas declara que foi baseado em investigação cuidadosa e testemunhas oculares dos fatos (Lucas 1:1-4) . Isso mostra um compromisso com a verdade histórica e não com especulações tardias.

Já o “evangelho de Tomé” surgiu muito depois, no século II, e contém ensinos que não estão em harmonia com a revelação clara das Escrituras. Ele apresenta um “Jesus” místico, desconectado da realidade histórica da encarnação, morte e ressurreição. Porém, a Palavra de Deus afirma que o verdadeiro Jesus é aquele que veio em carne, morreu pelos pecados e ressuscitou dentre os mortos (1 Coríntios 15:3-4; 1 João 4:2-3).

Sobre a ideia de que “a Bíblia foi manipulada por Roma”, isso não se sustenta historicamente. Os escritos do Novo Testamento já circulavam amplamente entre as igrejas muito antes de qualquer sistema religioso institucional se consolidar. No século I, as epístolas já eram reconhecidas como Escritura (2 Pedro 3:15-16), e os evangelhos eram lidos e aceitos pelas assembleias dos crentes espalhadas por diversas regiões.

Além disso, a preservação das Escrituras não dependeu de uma única instituição, mas da multiplicação de manuscritos em diferentes lugares. Isso impede qualquer tentativa de manipulação centralizada. O próprio Senhor prometeu: “O céu e a terra passarão, mas as minhas palavras não hão de passar” (Mateus 24:35). A fidelidade de Deus na preservação da Sua Palavra é um fato evidente.

Quanto à afirmação de que a Bíblia não é a Palavra de Deus, isso contradiz o testemunho interno das próprias Escrituras. Em 2 Timóteo 3:16 lemos: “Toda a Escritura é divinamente inspirada”. E em 2 Pedro 1:21: “Homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo”. A Bíblia não é produto de manipulação humana, mas de revelação divina.

Também é importante entender que muitos escritos antigos existiam, mas nem todos eram inspirados. Assim como nem tudo o que é religioso vem de Deus, nem todo “evangelho” é verdadeiro. O apóstolo Paulo já advertia: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema” (Gálatas 1:8).

Portanto, o verdadeiro Jesus não está em textos tardios e contraditórios, mas nas Escrituras inspiradas que revelam:

  • Sua divindade (João 1:1)
  • Sua encarnação (João 1:14)
  • Sua obra redentora na cruz (Isaías 53; 1 Pedro 2:24)
  • Sua ressurreição (Lucas 24:6-7)
  • Sua volta futura (Atos 1:11)

Qualquer “Jesus” diferente desse é outro, não o revelado por Deus.

A questão não é “acordar” para teorias modernas, mas crer na revelação que Deus deu e preservou. O problema não está na falta de informação, mas na rejeição da verdade, como está escrito: “Porque não receberam o amor da verdade para se salvarem” (2 Tessalonicenses 2:10).

Josué Matos

Você terá uma grande surpresa quando chegar lá no ‘céu’

Alguém que me escreveu no YouTube:

Você terá uma grande surpresa quando chegar lá no ‘céu’: ‘Quando você chegar lá, não haverá nenhum lá, lá.’ Provérbio Zen.

Minha Resposta:

Essa afirmação expressa uma ideia filosófica oriental que nega a realidade objetiva do destino eterno, sugerindo que o “céu” não é um lugar real, mas apenas um conceito ou estado ilusório. Contudo, à luz das Escrituras, essa ideia está em completo desacordo com a revelação divina.

A Palavra de Deus apresenta o céu como uma realidade concreta, preparada por Deus para aqueles que são salvos por meio do Senhor Jesus Cristo. O próprio Senhor declarou claramente: “Na casa de meu Pai há muitas moradas… vou preparar-vos lugar” (João 14:2). Isso não é linguagem de ilusão, mas de promessa firme e real.

Além disso, a Escritura afirma que há uma distinção clara entre dois destinos eternos: a presença com Deus e a separação d’Ele. O apóstolo Paulo disse: “temos confiança e desejamos antes deixar este corpo, para habitar com o Senhor” (2 Coríntios 5:8). Isso demonstra que o céu não é uma abstração, mas um lugar de comunhão consciente com Deus.

O erro desse tipo de pensamento está em negar a revelação de Deus e substituí-la por especulações humanas. A Bíblia ensina que Deus entrou na história humana de forma real e objetiva na pessoa do Senhor Jesus Cristo, trazendo redenção e abrindo o caminho para a vida eterna . Portanto, a salvação e o destino eterno não são conceitos vagos, mas verdades fundamentadas na obra consumada de Cristo.

Também é importante notar que a esperança do céu não é uma construção emocional ou filosófica, mas uma promessa baseada no caráter de Deus. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (João 3:36). Essa vida eterna inclui não apenas uma condição espiritual, mas um destino definido na presença de Deus.

Negar a existência do céu é, na prática, rejeitar o testemunho de Deus. E isso é sério, porque a Palavra afirma: “Quem não crê em Deus já está condenado” (João 3:18). Portanto, não se trata apenas de uma opinião diferente, mas de uma questão de verdade e de destino eterno.

Em resumo, ao contrário do que diz esse provérbio, quando alguém chega ao céu, encontrará sim uma realidade gloriosa, preparada por Deus, onde haverá plena comunhão, alegria e perfeição eterna na presença do Senhor. E essa certeza não vem da filosofia humana, mas da revelação divina nas Escrituras.

Josué Matos

O livro "A Bíblia Desenterrada" prova que Abraão, Isaac, Jacó, Moisés e Josué nunca existiram

Alguém que me escreveu no YouTube:

Hoje, com a Internet e a Inteligência Artificial, só é feito de besta quem não quiser enxergar. Pesquise porque o deus El, de Isra-El, foi substituído pelo Javé. […] O livro "A Bíblia Desenterrada" prova que Abraão, Isaac, Jacó, Moisés e Josué nunca existiram […] o Êxodo nunca aconteceu […] os dez mandamentos foram copiados […] o verdadeiro Jesus está no evangelho de Tomé […] diabo e inferno são mitos […]

Minha Resposta:

Amigo, agradeço por compartilhar o que você tem pesquisado. Porém, é necessário examinar essas afirmações com cuidado, não apenas com base em vídeos ou opiniões modernas, mas à luz das Escrituras e de uma análise mais completa da história.

Primeiramente, quanto à ideia de que o Deus de Israel seria uma evolução de “El” para “Javé”, isso não é uma substituição, mas uma revelação progressiva do mesmo Deus. A própria Bíblia mostra isso claramente:

  • Em Gênesis 14:18-22, Deus é chamado de “Deus Altíssimo” (El Elyon).
  • Em Êxodo 3:14-15, Deus revela Seu nome a Moisés como “EU SOU”, identificado com Yahweh (Jeová).

Não são deuses diferentes, mas diferentes títulos do mesmo Deus eterno, revelando aspectos do Seu caráter. Isso está em harmonia com toda a revelação bíblica, que é progressiva, mas consistente.

Quanto à afirmação de que os personagens bíblicos não existiram, isso não é um consenso científico, mas uma interpretação de alguns estudiosos. A ausência de evidência não é evidência de ausência. Muitos eventos antigos não possuem registro arqueológico direto, mas isso não os torna fictícios.

Além disso, o próprio Novo Testamento trata esses personagens como históricos:

  • Mateus 1:1-2 menciona Abraão e Davi na genealogia do Senhor Jesus.
  • Lucas 3:23-38 liga Cristo até Adão.
  • O próprio Senhor Jesus confirmou Moisés e os escritos dele (João 5:46).

Negar esses personagens implica também negar o testemunho do Senhor Jesus Cristo.

Sobre o Êxodo, é importante entender que a arqueologia não registra tudo. Muitas civilizações antigas deixaram poucos registros, especialmente eventos que representavam derrota ou vergonha nacional. Ainda assim, há evidências indiretas e coerência histórica no relato bíblico.

Quanto aos dez mandamentos e o Código de Hamurábi, é verdade que existem leis antigas semelhantes. Porém, isso não prova cópia — mostra que Deus deu princípios morais universais ao homem. A diferença é profunda:

  • O Código de Hamurábi é legalista e social.
  • A Lei dada em Êxodo 20 revela o caráter santo de Deus e trata do coração humano, não apenas de regras externas.

Sobre “deuses que morrem e ressuscitam”, isso é frequentemente citado, mas não há paralelos reais com o evangelho. O Senhor Jesus não é um mito cíclico da natureza, mas uma pessoa histórica que morreu e ressuscitou em um contexto verificável:

  • Testemunhado por muitos: 1 Coríntios 15:3-8
  • Baseado em eventos reais, não simbólicos.

Quanto ao chamado “evangelho de Tomé”, ele não é um evangelho histórico como os quatro Evangelhos. Ele surgiu muito depois, com influência gnóstica, e não apresenta a morte nem a ressurreição de Cristo — elementos centrais do evangelho verdadeiro (1 Coríntios 15:1-4).

Sobre o diabo e o inferno, não são conceitos emprestados, mas ensinados claramente nas Escrituras:

  • O diabo aparece desde Gênesis 3 até Apocalipse 20:10.
  • O juízo eterno é afirmado pelo próprio Senhor Jesus em Mateus 25:41.

Negar isso não é avanço de conhecimento, mas rejeição da revelação divina.

Por fim, é importante lembrar que a fé cristã não está baseada em teorias humanas, mas em fatos históricos registrados por testemunhas oculares. O evangelho não depende de tendências acadêmicas ou de canais da internet, mas da Palavra de Deus que permanece:

  • “A tua palavra é a verdade” (João 17:17)
  • “Para que saibas a certeza das coisas de que foste informado”

A questão central não é apenas intelectual, mas espiritual: o homem pode ter acesso a muitas informações, mas ainda assim rejeitar a verdade revelada por Deus.

O convite continua sendo o mesmo:

  • “Examinai as Escrituras” (João 5:39)
  • “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna” (João 3:36)

Josué Matos

Como explicar estes versículos que as Testemunhas de Jeová utilizam para dizer que o Filho não é eterno como o Pai?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Como explicar estes versículos que as Testemunhas de Jeová utilizam para dizer que o Filho não é eterno como o Pai?

João 14:28 — “o Pai é maior do que eu”

Colossenses 1:15 — “primogênito de toda a criação”.

Minha Resposta:

Esses dois textos são frequentemente usados de forma isolada, sem considerar o conjunto da revelação bíblica sobre a Pessoa do Senhor Jesus Cristo. Quando analisados à luz de toda a Escritura, eles não negam a eternidade do Filho, mas antes confirmam verdades profundas sobre a Sua encarnação e posição.

  1. João 14:28 — “o Pai é maior do que eu”

O próprio contexto mostra que o Senhor Jesus está falando como homem, em Sua condição de humilhação voluntária.

Em Filipenses 2:6-8, lemos que Ele, “subsistindo em forma de Deus”, não deixou de ser Deus, mas “aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo”. Ou seja, Ele não perdeu a Sua divindade, mas assumiu uma posição inferior ao Pai no sentido funcional, não essencial.

Portanto, quando Ele diz que “o Pai é maior”, isso não se refere à Sua natureza divina, mas à Sua posição naquele momento, como Aquele que veio ao mundo para cumprir a vontade do Pai. Em João 17:5, Ele pede: “glorifica-me tu, ó Pai, junto de ti mesmo, com aquela glória que tinha contigo antes que o mundo existisse”. Isso prova claramente a Sua existência eterna e igualdade com o Pai antes da encarnação.

Assim, João 14:28 não ensina inferioridade de natureza, mas submissão voluntária na missão redentora.

  1. Colossenses 1:15 — “primogênito de toda a criação”

Aqui está um dos textos mais mal compreendidos. A palavra “primogênito” (gr. prototokos) não significa necessariamente “primeiro criado”, mas sim posição de supremacia, herança e autoridade.

Na própria Escritura, “primogênito” é frequentemente usado com sentido de posição e não de origem. Por exemplo, em Salmos 89:27, Deus diz sobre Davi: “também o farei meu primogênito, mais elevado do que os reis da terra”. Davi não foi o primeiro homem criado, mas recebeu posição de destaque.

No contexto de Colossenses 1, isso fica ainda mais claro:

“Porque nele foram criadas todas as coisas… tudo foi criado por ele e para ele” (Colossenses 1:16).

Se todas as coisas foram criadas por Ele, então Ele não pode ser parte da criação. Ele é o Criador. O termo “primogênito” indica que Ele tem preeminência sobre toda a criação, não que Ele tenha sido criado.

Além disso, o versículo 17 afirma: “Ele é antes de todas as coisas”. Isso aponta diretamente para Sua eternidade.

  1. A plena revelação bíblica sobre o Filho

Quando juntamos toda a Escritura, vemos claramente que o Filho é eterno e divino:

  • João 1:1 — “o Verbo era Deus”
  • João 1:3 — “todas as coisas foram feitas por ele”
  • Hebreus 1:8 — “o teu trono, ó Deus, é para todo o sempre”
  • Miquéias 5:2 — “cujas origens são desde os dias da eternidade”

Essas passagens não deixam espaço para interpretar o Filho como um ser criado.

  1. Conclusão doutrinária

Os dois textos apresentados não negam a eternidade do Filho, mas ensinam:

  • Em João 14:28: a Sua posição de humilhação como homem
  • Em Colossenses 1:15: a Sua supremacia sobre toda a criação

Interpretar esses versículos isoladamente, ignorando o contexto e o restante da revelação, leva a erro. A Escritura é harmoniosa, e nela vemos que o Filho é eterno, divino e igual ao Pai em natureza, ainda que tenha assumido voluntariamente uma posição de servo para cumprir a obra da redenção.

A própria análise cuidadosa dos textos bíblicos mostra que a doutrina correta não é a de um Cristo criado, mas de um Cristo eterno, Criador de todas as coisas, digno de toda a glória.

Josué Matos

A igreja no Novo Testamento não é uma organização, mas um organismo

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Se existem os falsos, então existem os verdadeiros. Com relação à organização da igreja, devemos entender que sim. Ela existe. Pois está escrito: Vós, obedecei a vossos pastores que velam pelas vossas almas. E outra vez: “Tenham os vossos pastores dupla honra.” Levai o conhecimento da igreja para que julgue. Se isso não é uma organização, eu, de fato, não aprendi a interpretar uma frase nas aulas de Português.

Minha Resposta:

A sua observação parte de um ponto correto: se há falsos, também há verdadeiros. A Escritura deixa isso claro em várias passagens, como em Mateus 7:15, onde o Senhor Jesus adverte sobre falsos profetas, o que pressupõe a existência dos verdadeiros.

No entanto, o ponto central precisa ser bem entendido: a existência de ordem, responsabilidade e liderança na igreja não significa a existência de uma organização humana estruturada nos moldes institucionais que hoje se vê.

  1. Autoridade espiritual não é estrutura organizacional humana

Quando Hebreus 13:17 diz: “Obedecei a vossos guias (ou pastores) e sujeitai-vos a eles; porque velam por vossas almas”, não está falando de uma hierarquia institucional, mas de responsabilidade espiritual.

Esses “pastores” não são cargos formais criados por uma organização, mas irmãos levantados por Deus, reconhecidos pela sua vida, cuidado e ensino. O mesmo ocorre em 1 Timóteo 5:17: “Os presbíteros que governam bem sejam estimados por dignos de duplicada honra”.

Observe que:

  • Não são nomeados por uma sede ou sistema central.

  • Não recebem autoridade por ordenação humana hierárquica.

  • São reconhecidos espiritualmente pela assembleia.

A liderança é moral e espiritual, não administrativa e institucional.

  1. A igreja no Novo Testamento não é uma organização, mas um organismo

A Escritura apresenta a igreja como:

  • Corpo de Cristo (1 Coríntios 12:12-27)

  • Casa de Deus (1 Timóteo 3:15)

  • Edifício espiritual (1 Pedro 2:5)

Um corpo não é uma organização humana — é um organismo vivo, dirigido pela Cabeça, que é Cristo (Colossenses 1:18).

A tentativa de transformar isso em uma estrutura organizacional centralizada é justamente um desvio do modelo bíblico.

  1. Ordem divina não é sinônimo de organização humana

Há ordem, sim, mas é uma ordem espiritual:

  • 1 Coríntios 14:40: “Mas faça-se tudo decentemente e com ordem”

  • Atos 20:28: “O Espírito Santo vos constituiu bispos”

Note bem: quem constitui os líderes é o Espírito Santo, não uma instituição.

Isso mostra que:

  • Existe governo espiritual, mas não uma estrutura organizacional formal

  • Existe responsabilidade, mas não um sistema administrativo central

  1. “Dizei à igreja” não implica organização institucional

Mateus 18:17: “Dize-o à igreja” não significa um tribunal institucional, mas a assembleia local reunida.

A autoridade está na reunião dos crentes ao nome do Senhor Jesus (Mateus 18:20), e não em uma organização formal.

  1. O perigo da confusão

O erro está em confundir:

  • Ordem espiritual → com organização humana

  • Liderança espiritual → com hierarquia institucional

  • Assembleia local → com sistema religioso estruturado

A igreja primitiva funcionava com simplicidade:

  • Reuniões locais

  • Dependência do Espírito Santo

  • Reconhecimento espiritual de dons e responsabilidades

Sem sede, sem sistema central, sem denominação.

  1. Conclusão bíblica

Sim, há liderança.
Sim, há responsabilidade.
Sim, há ordem.

Mas isso não é organização humana.

A igreja não é uma instituição criada pelo homem, mas uma realidade espiritual formada por Deus, governada por Cristo e guiada pelo Espírito Santo.

Transformar isso em uma organização é sair do padrão simples e divino apresentado no Novo Testamento.

Josué Matos

Só confusão e engano, palavras que saem da cabeça do pregador, conforme o entendimento de cada um.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A doutrina de Paulo que você diz são os usos e costumes, e ela se esconde na aparência, mas não tem evangelho, não tem conhecimento bíblico, e nem revelação, só confusão e engano, palavras que saem da cabeça do pregador, conforme o entendimento de cada um.

Minha Resposta:

A sua afirmação revela um problema muito sério: você está confundindo aquilo que a Escritura apresenta como doutrina inspirada com opiniões humanas. A doutrina do apóstolo Paulo não é fruto da mente dele, nem “usos e costumes”, mas revelação direta de Deus.

Primeiramente, é importante entender que o próprio Novo Testamento reconhece que o ensino de Paulo tem autoridade divina. O apóstolo Pedro escreveu claramente que as cartas de Paulo fazem parte das Escrituras: “...o nosso amado irmão Paulo vos escreveu, segundo a sabedoria que lhe foi dada... nas quais há pontos difíceis de entender, que os indoutos torcem, como também fazem com as outras Escrituras” (2 Pedro 3:15-16). Portanto, rejeitar a doutrina de Paulo é rejeitar o próprio testemunho inspirado da Palavra de Deus.

Além disso, Paulo não pregava ideias próprias. Ele afirma de forma categórica: “Porque eu recebi do Senhor o que também vos ensinei” (1 Coríntios 11:23). E ainda: “Mas faço-vos saber, irmãos, que o evangelho que por mim foi anunciado não é segundo os homens; porque não o recebi, nem aprendi de homem algum, mas pela revelação de Jesus Cristo” (Gálatas 1:11-12). Isso mostra que sua mensagem não procede da mente humana, mas do próprio Senhor.

Quanto à acusação de que não há evangelho em seu ensino, isso não se sustenta. Paulo foi exatamente o instrumento levantado por Deus para revelar com clareza o evangelho da graça. Em Romanos 1:16 ele diz: “Porque não me envergonho do evangelho de Cristo, pois é o poder de Deus para salvação de todo aquele que crê”. Em Efésios 2:8-9 ele apresenta de forma cristalina a base da salvação: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie”.

Se alguém considera isso “confusão”, o problema não está na doutrina, mas na compreensão. A própria Escritura já antecipava isso: “Ora, o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura” (1 Coríntios 2:14). O entendimento espiritual não vem de esforço intelectual, mas da ação do Espírito Santo por meio da Palavra.

Também é incorreto dizer que a doutrina apostólica se baseia em aparência externa ou costumes. Pelo contrário, Paulo combateu fortemente o legalismo e os rituais vazios. Em Colossenses 2:20-23 ele rejeita ordenanças humanas como meio de espiritualidade. Em Gálatas, ele se opõe à imposição de práticas externas como condição de salvação, mostrando que isso é “outro evangelho” (Gálatas 1:6-9).

A verdade é que existe uma diferença entre tradição humana e doutrina apostólica. A doutrina apostólica é fundamentada na revelação de Deus e está em perfeita harmonia com todo o plano divino revelado nas Escrituras, desde o Antigo Testamento até o Novo, onde vemos uma progressão da revelação culminando em Cristo e explicada pelos apóstolos.

Portanto, rejeitar o ensino apostólico não é rejeitar homens, mas resistir à própria Palavra de Deus. O caminho seguro não é confiar em impressões pessoais, mas examinar as Escrituras com reverência e submissão, como os bereanos, que “examinavam cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos 17:11).

Se há confusão, ela não vem da Palavra de Deus, porque “Deus não é Deus de confusão, senão de paz” (1 Coríntios 14:33), mas sim da rejeição da verdade revelada.

Josué Matos

Fiz parte do ministério herege e ensinavam nas reuniões deste ministério que a CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Deus te abençoe, eu fui desta seita, fiz parte do ministério herege e ensinavam nas reuniões deste ministério que a CONGREGAÇÃO CRISTÃ NO BRASIL é a graça de Deus na terra e o caminho, saia daí o mais rápido possível, um detalhe, sabe por que saí, porque me tiraram e sabe por quê, porque eu comecei a ensinar o que era graça e o que era caminho, comecei a refutar as heresias que esse ministério corrupto vomitava nos púlpitos, Deus te abençoe.

Minha Resposta:

O seu testemunho revela algo muito importante: quando alguém começa a conhecer verdadeiramente a Palavra de Deus, inevitavelmente entra em conflito com sistemas religiosos que colocam a si mesmos no lugar que pertence somente ao Senhor Jesus Cristo.

A Escritura é clara ao afirmar quem é o caminho e quem é a graça:

O Senhor Jesus disse em João 14:6: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida; ninguém vem ao Pai senão por mim.”
E em João 1:17 lemos: “A graça e a verdade vieram por Jesus Cristo.”

Portanto, nenhuma organização, denominação ou grupo pode jamais ser chamado de “o caminho” ou “a graça de Deus na terra”. Quando um sistema religioso assume esse lugar, ele está, na prática, usurpando aquilo que pertence exclusivamente à Pessoa de Cristo.

A verdadeira graça não é um sistema, nem uma instituição — é uma Pessoa: o Senhor Jesus Cristo. E o verdadeiro caminho não é uma igreja terrena, mas o próprio Filho de Deus.

Além disso, a Bíblia ensina que a salvação não está vinculada a pertencer a um grupo específico, mas a crer em Cristo:

Efésios 2:8-9 diz: “Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isso não vem de vós; é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie.”

Quando um ministério ensina que ele próprio é o canal exclusivo da graça ou o único caminho, isso contradiz diretamente o evangelho. Esse tipo de ensino cria dependência de homens e instituições, em vez de conduzir a pessoa à suficiência completa de Cristo.

O padrão bíblico sempre foi este:
– Cristo é o centro
– A Palavra de Deus é a autoridade
– A salvação é pela graça, mediante a fé
– E todos os crentes verdadeiros formam o corpo de Cristo, não uma seita exclusiva

A história bíblica mostra que Deus sempre condenou qualquer desvio que levasse o povo a substituir a verdade por sistemas humanos. O Antigo Testamento registra repetidamente a advertência contra a idolatria — não apenas de imagens, mas de qualquer coisa que tome o lugar de Deus .

E no Novo Testamento, vemos que até mesmo líderes religiosos podem desviar o povo quando se afastam da verdade. Por isso, o crente é chamado a examinar tudo à luz das Escrituras (Atos 17:11).

O fato de você ter sido rejeitado por ensinar a verdade não é algo novo. O próprio Senhor Jesus foi rejeitado, e também os apóstolos. Em 2 Timóteo 4:3-4 está escrito que chegaria o tempo em que não suportariam a sã doutrina.

Quando a verdade entra, o erro se incomoda.

Mas há também um lado encorajador nisso: sair de um sistema que exalta a si mesmo é, muitas vezes, o caminho para conhecer mais profundamente a liberdade que há em Cristo.

Gálatas 5:1 diz: “Estai, pois, firmes na liberdade com que Cristo nos libertou, e não torneis a colocar-vos debaixo do jugo da servidão.”

Continue firme na Palavra, centrado no Senhor Jesus, e não em homens. A verdadeira comunhão não está em um nome denominacional, mas em estar reunido ao nome do Senhor Jesus, reconhecendo-O como único Senhor e suficiente Salvador.

Deus te abençoe e te fortaleça nessa caminhada.

Josué Matos

O problema é que hoje pessoas que nunca pisaram os pés nos átrios da Congregação Cristã do Brasil

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Fazemos tudo isso, entendemos também que a igreja que somos nós não começou em 1910, e isso desde sempre sabemos, porém, nesse século e da forma que as denominações estão, preferimos nos preservar e manter o evangelho genuíno de Jesus Cristo, não fazemos parte do sistema religioso e daí sobrevém grande perseguição. 

Vivemos em comunidade em paz com nossos irmãos, a igreja que é o povo tem crescido e sentimos no nosso meio a Palavra de Deus se cumprindo, só quem vive essa união vai entender o que eu estou falando.

O problema é que hoje pessoas que nunca pisaram os pés nos átrios da Congregação Cristã do Brasil querem tirar o modo que temos que proceder, julgando ser certo ou errado. Precisamos analisar os contextos e não falar mentiras acerca da denominação.

Minha Resposta:

Entendo o que você está dizendo, e é importante analisar tudo com equilíbrio à luz das Escrituras.

Em primeiro lugar, é correto afirmar que a Igreja não começou em uma data histórica recente, como 1910. A Palavra de Deus ensina claramente que a Igreja teve início no dia de Pentecostes, conforme Atos dos Apóstolos 2, quando o Espírito Santo desceu e formou o Corpo de Cristo. Desde então, todos os verdadeiros crentes fazem parte desse único Corpo: “Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros… assim é Cristo também” (1 Coríntios 12:12-13).

Por isso, a Igreja não é uma organização humana, nem está ligada a um nome ou sistema religioso específico, mas é composta por todos os que nasceram de novo por meio da fé em Jesus Cristo. Esse princípio é fundamental para entendermos a diferença entre o que é a Igreja de Deus e o que são estruturas denominacionais ao longo da história.

Agora, quanto à questão de “preservar o evangelho genuíno” e não fazer parte de sistemas religiosos, esse é um desejo legítimo, pois a Escritura nos adverte contra desvios e corrupções doutrinárias. O apóstolo Paulo diz: “Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho… seja anátema” (Gálatas 1:8). Portanto, a fidelidade à verdade é essencial.

No entanto, há um ponto importante que precisa ser considerado com cuidado: a unidade verdadeira não está baseada em um grupo específico, mas em Cristo. O Senhor Jesus orou: “Para que todos sejam um… como nós somos um” (João 17:21). Essa unidade é espiritual, baseada na vida que todos os salvos possuem, e não em um sistema exclusivo.

A Escritura também nos mostra que a comunhão cristã não deve ser medida apenas por sentimentos de união interna, mas pela verdade da Palavra de Deus. Em Atos dos Apóstolos 2:42, vemos que os crentes perseveravam “na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações”. Ou seja, a base da comunhão é a doutrina, não apenas a experiência.

Quanto à questão de perseguição, é verdade que aqueles que procuram viver piedosamente enfrentarão oposição: “Todos os que piamente querem viver em Cristo Jesus padecerão perseguições” (2 Timóteo 3:12). Mas essa perseguição, segundo a Bíblia, não é prova de que um grupo está certo em tudo, e sim consequência de viver fielmente à verdade.

Sobre o ponto que você levantou — pessoas de fora julgarem sem conhecer — isso também exige discernimento. A Palavra de Deus não proíbe o exame das práticas religiosas; pelo contrário, ordena: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21). E ainda: “Amados, não creiais a todo o espírito, mas provai se os espíritos são de Deus” (1 João 4:1).

Portanto, qualquer prática, de qualquer grupo, deve ser avaliada à luz das Escrituras, e não baseada apenas em tradição, experiência ou sentimento de unidade. Isso vale para todos, sem exceção.

Além disso, é importante lembrar que, ao longo da história bíblica, o povo de Deus muitas vezes pensou estar correto simplesmente por estar unido ou organizado, mas o Senhor olhava para a fidelidade à Sua Palavra. Em Isaías 8:20 lemos: “À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, nunca verão a alva”.

Por fim, a verdadeira segurança não está em pertencer a um grupo específico, mas em estar em Cristo e andar conforme a Sua Palavra. A Igreja é espiritual, universal e formada por todos os salvos, independentemente de rótulos humanos.

Assim, o caminho seguro é sempre este:
– Submeter tudo à Palavra de Deus
– Reconhecer a unidade de todos os verdadeiros crentes
– Rejeitar o erro, mas com espírito de verdade e graça
– Não absolutizar estruturas humanas

E lembrar que o Senhor conhece os que são Seus (2 Timóteo 2:19).

Josué Matos


A pior heresia da Congregação Cristã no Brasil

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A pior heresia da Congregação Cristã no Brasil é o seu primeiro ponto de doutrina que afirma que a Bíblia apenas contém a palavra de Deus, isso só a faz uma seita, porque o próprio Senhor Jesus definiu sua palavra (santifica-os na verdade, tua palavra é a verdade) João 17:17.

Minha Resposta:

A sua observação toca num ponto extremamente sério e fundamental da fé cristã: a natureza da Palavra de Deus.

De fato, a distinção entre dizer que a Bíblia “contém” a Palavra de Deus e afirmar que a Bíblia “é” a Palavra de Deus não é apenas uma questão de palavras, mas de autoridade. Quando se diz que a Bíblia apenas contém a Palavra de Deus, abre-se espaço para que o homem decida o que dentro dela é Palavra de Deus e o que não é. Isso coloca a autoridade final não nas Escrituras, mas no próprio homem ou em uma instituição religiosa.

Por outro lado, o ensino bíblico é claro e consistente ao afirmar que a Palavra de Deus é absoluta, perfeita e totalmente confiável.

O próprio Senhor Jesus declarou em João 17:17:
“Santifica-os na verdade; a tua palavra é a verdade.”

Note que Ele não disse que a Palavra contém a verdade, mas que ela é a verdade. Isso estabelece uma autoridade completa e indivisível.

Além disso, em Mateus 4:4, o Senhor Jesus disse:
“Nem só de pão viverá o homem, mas de toda a palavra que sai da boca de Deus.”

Aqui vemos que cada palavra que procede de Deus é essencial, não apenas parte dela. Isso reforça a inspiração plena das Escrituras.

O apóstolo Paulo também afirma em 2 Timóteo 3:16:
“Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para repreender, para corrigir, para instruir em justiça.”

Observe novamente: “toda a Escritura”, não apenas partes selecionadas.

Pedro acrescenta em 2 Pedro 1:21:
“Porque a profecia nunca foi produzida por vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.”

Isso mostra que a origem das Escrituras é divina, ainda que transmitida por instrumentos humanos.

Portanto, a ideia de que a Bíblia apenas contém a Palavra de Deus enfraquece a sua autoridade e abre caminho para interpretações subjetivas e perigosas. Historicamente, esse tipo de pensamento tem sido uma porta para muitos erros doutrinários, pois permite selecionar o que aceitar ou rejeitar.

Ao contrário disso, a posição bíblica mantém que as Escrituras são a revelação completa e suficiente de Deus. Elas não dependem da validação humana; antes, julgam o homem.

Como está escrito em Hebreus 4:12:
“Porque a palavra de Deus é viva e eficaz, e mais penetrante do que qualquer espada de dois gumes…”

Essa autoridade só é possível porque toda a Escritura é verdade.

Assim, a preocupação que você levantou é válida: qualquer ensino que diminua a autoridade plena da Bíblia deve ser examinado cuidadosamente à luz das próprias Escrituras. A segurança do crente está em reconhecer que Deus falou de forma clara e suficiente, e que a Sua Palavra permanece como padrão absoluto de verdade.

Josué Matos

Mas a igreja presbiteriana não reivindica ser a verdadeira igreja de Cristo

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Mas a igreja presbiteriana não reivindica ser a verdadeira igreja de Cristo, e  há um equívoco, pois a igreja presbiteriana não ensina que Deus predestinou pessoas para o inferno. Ocorre que, na verdade, todos os homens nascem predestinados ao inferno porque não há um justo sequer. E todos estão MORTOS em seus pecados e delitos, e por estarem MORTOS, não podem ver, ouvir e nem crer por si só. É preciso que primeiro Deus lhes dê vida para que possam ouvir e crer. Isso significa que a salvação é obra exclusiva de Deus do início ao fim, porque até para crer em Deus precisamos de Deus. E sim, Deus escolhe, dentre todos os condenados, uns para a salvação, e isso não depende de quem quer e nem de quem corre e nem de mérito humano, mas apenas de Deus em sua soberania e misericórdia. Lembre-se de que Deus amou a Jacó e aborreceu-se de Esaú antes de terem nascido. E Deus não é injusto ao eleger alguns e rejeitar outros, simplesmente porque todos merecem o inferno, pois não há UM justo sequer.

Minha Resposta:

A sua colocação traz pontos bíblicos verdadeiros misturados com uma conclusão que precisa ser cuidadosamente examinada à luz de toda a Escritura.

Primeiro, é verdade que todos os homens são pecadores. Romanos 3:10 declara: “Não há justo, nem um sequer”, e Efésios 2:1 afirma que o homem está “morto em ofensas e pecados”. Isso mostra a total incapacidade do homem em produzir salvação por si mesmo. Também é verdade que a salvação é inteiramente pela graça de Deus, e não por mérito humano (Efésios 2:8-9).

No entanto, o ponto central que precisa ser corrigido é a ideia de que o homem não pode crer até ser regenerado, ou que Deus dá vida primeiro para depois o homem crer. Esse raciocínio não está em harmonia com o ensino geral das Escrituras.

A Palavra de Deus ensina que a fé vem pelo ouvir. Romanos 10:17 diz: “A fé é pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus”. Ou seja, Deus usa a Sua Palavra para despertar o pecador. O homem está morto espiritualmente, sim, mas essa morte não significa incapacidade absoluta de responder à voz de Deus quando Ele fala. É uma morte moral e espiritual, não uma inexistência de responsabilidade.

O próprio Senhor Jesus declarou em João 5:25: “Vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”. Note a ordem: ouvem e vivem. A vida não vem antes da resposta, mas como resultado dela.

Além disso, João 1:12 afirma claramente: “Mas a todos quantos o receberam, deu-lhes o poder de serem feitos filhos de Deus, aos que creem no seu nome”. Primeiro vem o crer, depois o novo nascimento como resultado da ação de Deus.

O novo nascimento é obra do Espírito Santo, mas ocorre em conexão com a fé na Palavra. O próprio ensino bíblico mostra que o pecador é despertado pela Palavra e, ao crer, recebe a vida.

Quanto à eleição, é importante entender corretamente Romanos 9. Quando se diz que Deus amou a Jacó e aborreceu-se de Esaú, o contexto não está tratando de salvação individual para o céu ou condenação eterna, mas de propósito de Deus na história, especialmente na escolha de uma linhagem para cumprir Seus planos. Isso é confirmado pelo contexto de nações (Gênesis 25:23).

A Escritura também afirma claramente que Deus deseja a salvação de todos. Em 1 Timóteo 2:4 lemos que Deus “quer que todos os homens se salvem”. E em 2 Pedro 3:9: “Não querendo que alguns se percam, senão que todos venham ao arrependimento”.

Se Deus desejasse salvar apenas alguns de forma arbitrária, essas declarações perderiam o sentido.

Outro ponto importante: o evangelho é oferecido a todos. João 3:36 diz: “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida”. A responsabilidade é colocada sobre o homem: crer ou não crer.

Portanto, o equilíbrio bíblico é este:

  • O homem é pecador e incapaz de salvar-se

  • Deus age através da Sua Palavra para despertar o pecador

  • O homem é responsável por crer

  • Ao crer, o Espírito Santo opera o novo nascimento

  • Toda a glória da salvação pertence a Deus, mas sem anular a responsabilidade humana

A ideia de que Deus escolhe alguns para a salvação e deixa outros inevitavelmente condenados não reflete o caráter revelado de Deus nas Escrituras, que é justo, mas também amoroso e que chama todos ao arrependimento.

A salvação não é uma imposição divina sobre alguns, mas uma oferta graciosa a todos, recebida pela fé no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos