Minha Resposta:
A sua afirmação envolve duas ideias principais: a origem do conceito de inferno e o caráter do Cristianismo. É importante tratar ambas com base na revelação bíblica e não apenas em comparações históricas superficiais.
Primeiramente, a ideia de juízo eterno não surge de influências externas, mas está profundamente enraizada nas Escrituras, tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Já no Antigo Testamento há a distinção entre o destino dos justos e dos ímpios. Em Daniel 12:2 está escrito: “muitos dos que dormem no pó da terra ressuscitarão, uns para a vida eterna, e outros para vergonha e desprezo eterno”. Isso mostra que o conceito de punição não é temporário, mas eterno.
No Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus Cristo falou claramente sobre isso. Em Mateus 25:46 Ele declara: “E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna”. Observe que a mesma palavra “eterno” é usada tanto para a vida dos salvos quanto para o castigo dos ímpios. Se alguém nega a eternidade do juízo, teria que negar também a eternidade da vida, o que é inconsistente.
Além disso, o ensino bíblico não apresenta o “inferno” como uma ideia mítica ou filosófica, mas como uma realidade ligada à justiça de Deus. Deus é amor, mas também é justo. Romanos 2:5-6 afirma que Deus “retribuirá a cada um segundo as suas obras”. O juízo eterno não é fruto de crueldade, mas da santidade de Deus diante do pecado.
Quanto à afirmação de que o Cristianismo seria “perverso”, isso não corresponde à mensagem central da fé cristã. O coração do Cristianismo não é o juízo, mas a salvação. Deus não deseja que ninguém pereça, como está em 2 Pedro 3:9: “não querendo que alguns se percam, senão que todos venham ao arrependimento”.
O próprio fato de existir um caminho de salvação mostra o contrário daquilo que foi dito. O Senhor Jesus Cristo veio ao mundo justamente para livrar o homem do juízo que ele merece. João 3:16 declara: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Portanto, o ensino bíblico não é uma adaptação de religiões antigas, mas uma revelação progressiva de Deus sobre o pecado, o juízo e a salvação. E longe de ser perverso, o Cristianismo apresenta a única solução real para o problema humano: o perdão dos pecados e a vida eterna por meio de Jesus Cristo.
Ignorar o juízo não o elimina. Mas rejeitar a salvação é desprezar a graça oferecida gratuitamente. A mensagem bíblica mantém ambos os aspectos em equilíbrio: Deus é amor, mas também é justo; há condenação, mas há também redenção disponível a todos que creem.