Alguém que me escreveu no YouTube:
O que você diz da Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil?
Minha Resposta:
A chamada Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil (IPRB) é um grupo que surgiu a partir do presbiterianismo histórico, mas que adotou práticas e ensinos que não estavam presentes na sua origem reformada clássica. Para responder de forma equilibrada, é importante analisar três aspectos: origem, doutrina e prática à luz das Escrituras.
1. Origem e Características Gerais
A IPRB nasceu de um movimento de renovação dentro do presbiterianismo, influenciado principalmente por elementos do movimento pentecostal/carismático. Por isso, ela mantém:
- Estrutura presbiteriana (governo por presbíteros)
- Influência reformada em alguns pontos
- Ênfase em experiências espirituais (dons, curas, manifestações)
Essa mistura já mostra que não é o presbiterianismo clássico (como o de João Calvino), mas um modelo híbrido.
2. Avaliação Doutrinária à Luz da Palavra de Deus
a) Sobre os dons espirituais
A IPRB, em geral, ensina a continuidade de dons como:
- línguas
- profecias
- revelações
Porém, quando examinamos as Escrituras, vemos que os dons de sinais tinham um propósito específico:
- Hebreus 2:3-4 mostra que esses sinais confirmavam o testemunho apostólico
- 1 Coríntios 13:8 indica que certos dons cessariam
- Efésios 2:20 ensina que a igreja está edificada sobre o fundamento dos apóstolos e profetas (fundamento não se repete)
Ou seja, havia um caráter fundacional e transitório nesses dons.
b) Sobre revelações e experiências
Há uma tendência nesses movimentos de valorizar experiências pessoais como direção divina.
Mas a Escritura é clara:
- 2 Timóteo 3:16-17 mostra que a Palavra é suficiente
- Gálatas 1:8 adverte contra qualquer “outro evangelho”
- 2 Pedro 1:19 afirma que temos a Palavra profética mais segura
A base do crente não é experiência, mas a Palavra de Deus revelada.
c) Sobre o conceito de igreja
Muitos sistemas denominacionais, incluindo a IPRB, seguem um modelo organizacional formal (institucional).
Porém, no Novo Testamento vemos que:
- Os crentes se reuniam simplesmente ao nome do Senhor Jesus (Mateus 18:20)
- Não havia denominações, mas igrejas locais formadas por crentes
- A autoridade vinha da Palavra e do Espírito, não de estruturas denominacionais
3. O ponto mais importante: o Evangelho
É necessário fazer uma distinção justa:
- Há pessoas sinceras e convertidas dentro desse meio
- Mas isso não valida tudo o que é ensinado ou praticado
O essencial é:
- Romanos 3:23 – todos pecaram
- Romanos 6:23 – o salário do pecado é a morte
- João 3:16 – a salvação é pela fé em Cristo
- Efésios 2:8-9 – não é por obras
Se o evangelho da graça é preservado, há base de salvação. Mas práticas e doutrinas podem estar misturadas com erros.
4. Conclusão equilibrada
A Igreja Presbiteriana Renovada do Brasil:
- Não segue fielmente o presbiterianismo histórico
- Mistura elementos reformados com práticas pentecostais
- Dá espaço a experiências que vão além do padrão bíblico
- Funciona dentro de um sistema denominacional que não corresponde ao modelo simples do Novo Testamento
O crente deve sempre fazer como os bereanos:
- Atos 17:11 – examinar tudo à luz das Escrituras
5. Exortação final
O mais seguro para qualquer crente é:
- Firmar-se somente na Palavra de Deus
- Valorizar a suficiência de Cristo
- Evitar sistemas que acrescentam práticas não fundamentadas claramente na Escritura
Como está escrito:
- Colossenses 2:8 – “Tende cuidado para que ninguém vos faça presa sua, por meio de filosofias e vãs sutilezas…”