Alguém que me escreveu no YouTube
“Se você quer milagres, não procure o Budismo. O supremo milagre para o Budismo é você lavar seu prato depois de comer.
Se você quer curar seu corpo físico, não procure o Budismo. O Budismo só cura os males de sua mente: ignorância, cólera e desejos desenfreados.
Se você quiser arranjar emprego ou melhorar sua situação financeira, não procure o Budismo. Você se decepcionará, pois ele vai lhe falar sobre desapego em relação aos bens materiais. Não confunda, porém, desapego com renúncia.
Se você quer poderes sobrenaturais, não procure o Budismo. Para o Budismo, o maior poder sobrenatural é o triunfo sobre o egoísmo.
Se você quer triunfar sobre seus inimigos, não procure o Budismo. Para o Budismo, o único triunfo que conta é o do homem sobre si mesmo.
Se você quer a vida eterna em um paraíso de delícias, não procure o Budismo, pois ele matará seu ego aqui e agora.
Se você quer massagear seu ego com poder, fama, elogios e outras vantagens, não procure o Budismo. A casa de Buda não é a casa da inflação dos egos.
Se você quer a proteção divina, não procure o Budismo. Ele lhe ensinará que você só pode contar consigo mesmo.
Se você quer um caminho para Deus, não procure o Budismo. Ele o lançará no vazio.
Se você quer alguém que perdoe suas falhas, deixando-o livre para errar de novo, não procure o Budismo, pois ele lhe ensinará a implacável Lei de Causa e Efeito e a necessidade de uma autocrítica consciente e profunda.
Se você quer respostas cômodas e fáceis para suas indagações existenciais, não procure o Budismo. Ele aumentará suas dúvidas.
Se você quer uma crença cega, não procure o Budismo. Ele o ensinará a pensar com sua própria cabeça.
Se você é dos que acham que a verdade está nas escrituras, não procure o Budismo. Ele lhe dirá que o papel é muito útil para limpar o lixo acumulado no intelecto.
Se você quer saber a verdade sobre os discos voadores ou sobre a civilização de Atlântida, não procure o Budismo. Ele só revelará a verdade sobre você mesmo.
Se você quer se comunicar com espíritos, não procure o Budismo. Ele só pode ensinar você a se comunicar com seu verdadeiro eu.
Se você quer conhecer suas encarnações passadas, não procure o Budismo. Ele só pode lhe mostrar sua miséria presente.
Se você quer conhecer o futuro, não procure o Budismo. Ele só vai lhe mandar prestar atenção a seus pés, enquanto você anda.
Se você quer ouvir palavras bonitas, não procure o Budismo. Ele só tem o silêncio a lhe oferecer.
Se você quer ser sério e austero, não procure o Budismo. Ele vai ensiná-lo a brincar e a se divertir.
Se você quer brincar e se divertir, não procure o Budismo. Ele o ensinará a ser sério e austero.
Se você quer viver, não procure o Budismo, pois ele o ensinará a morrer.
Se você quer morrer, não procure o budismo, pois ele o ensinará a viver."
Reverenda Yivonette
"Não pretendo morrer pra conhecer o céu e o inferno, esses já estão lotados de pessoas iguais a mim."
Ditado Zen
Você quer ir para o céu?
"Quando você chegar lá, não haverá nenhum lá, lá."
Provérbio Zen
Minha Resposta:
Esse texto, embora apresente algumas ideias associadas ao Budismo, também serve para mostrar um contraste profundo entre as religiões baseadas no esforço humano e a mensagem central do evangelho de Deus revelado nas Escrituras.
Em muitas filosofias religiosas do mundo, inclusive no Budismo, o foco está no aperfeiçoamento do próprio homem. A solução proposta para os problemas da vida é sempre alguma forma de autotransformação: dominar o ego, vencer desejos, alcançar iluminação interior ou libertar-se do sofrimento por meio de disciplina mental e moral. Em outras palavras, o homem deve salvar a si mesmo.
A Bíblia, porém, apresenta uma realidade completamente diferente sobre a condição humana. As Escrituras ensinam que o problema do homem não é apenas ignorância, descontrole emocional ou apego aos bens materiais. O problema fundamental é o pecado. “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus” (Romanos 3:23). O ser humano não está apenas moralmente imperfeito; ele está espiritualmente morto diante de Deus.
Por isso, a solução bíblica não é o aperfeiçoamento do homem natural, mas o novo nascimento. O Senhor Jesus declarou claramente: “Na verdade, na verdade te digo que aquele que não nascer de novo não pode ver o reino de Deus” (João 3:3). Esse novo nascimento não é fruto de disciplina mental ou de esforço espiritual humano. Ele é uma obra do Espírito de Deus no coração daquele que crê em Cristo.
Outra grande diferença é a questão do perdão. Muitas filosofias falam de lei de causa e efeito, carma ou consequências inevitáveis das ações humanas. A Bíblia também ensina que o pecado tem consequências, mas revela algo que nenhuma religião humana pode oferecer: perdão completo por meio da obra redentora de Cristo.
A Palavra de Deus declara: “Cristo Jesus veio ao mundo para salvar os pecadores” (1 Timóteo 1:15). O Senhor Jesus não veio apenas ensinar um caminho moral ou filosófico. Ele veio morrer na cruz para expiar o pecado. “Aquele que não conheceu pecado, o fez pecado por nós; para que nele fôssemos feitos justiça de Deus” (2 Coríntios 5:21).
Enquanto muitas religiões dizem ao homem: “transforme-se para alcançar a verdade”, o evangelho diz: “arrependa-se e creia em Cristo para receber vida nova”. “Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece” (João 3:36).
Também existe uma diferença fundamental quanto ao destino final. Algumas filosofias falam de dissolução no vazio, iluminação ou ciclos de reencarnação. A Bíblia, porém, revela duas realidades eternas: salvação ou condenação. O Senhor Jesus falou claramente sobre a vida eterna e sobre o juízo futuro (João 5:24; Mateus 25:46).
Por isso, o cristianismo bíblico não é apenas mais uma filosofia entre muitas. Ele não é um sistema de autodesenvolvimento espiritual. Ele é a revelação de Deus ao homem pecador, mostrando que a salvação não vem de dentro do homem, mas da graça de Deus manifestada em Cristo.
Em resumo, o Budismo e outras filosofias podem falar de disciplina interior, equilíbrio emocional ou desapego. Mas somente o evangelho apresenta o perdão dos pecados, a reconciliação com Deus e a vida eterna por meio da obra redentora do Senhor Jesus Cristo.