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Só tenho dificuldade de entender: se vai ser de graça (os vídeos), por que cobrar antes?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Só tenho dificuldade de entender: se vai ser de graça, por que cobrar antes? Seria bom dar essa explicação, em resumo, antes de fazer a cobrança, mesmo que seja voluntária.

Falo isso, pois determinados irmãos não aceitam ofertas de pessoas que não estão em comunhão nas mesmas assembleias. Eles usam o princípio de 3 João 7. Os gentios aqui eram os incrédulos dentre aqueles para quem eles pregavam. Eles tinham esse cuidado para se precaver de dar ao mundo uma impressão errada de que o Evangelho é algo que uma pessoa possa comprar.

Minha Resposta:

Meu caro, você diz que só tem dificuldade de entender como algo pode ser gratuito se existe uma cobrança antecipada. Entretanto, acredito que você não tenha lido com a devida atenção aquilo que escrevi anteriormente, pois não estou cobrando absolutamente nada de ninguém para assistir aos vídeos, muito menos exigindo qualquer pagamento antecipado.

Seria interessante que você entrasse no próprio YouTube e pesquisasse como funciona a modalidade de membros de um canal. Trata-se de um recurso criado e disponibilizado pela própria plataforma, e não de uma cobrança que inventei para comercializar a Palavra de Deus.

Vou explicar novamente, procurando deixar a questão suficientemente clara.

1. Os vídeos continuam sendo gratuitos

Todos podem continuar assistindo gratuitamente aos vídeos publicados no canal Palavras do Evangelho. Ninguém precisa tornar-se membro, contribuir financeiramente ou pagar qualquer quantia para ter acesso aos vídeos quando forem publicados.

O que acontece é que o YouTube permite aos criadores de conteúdo agendar antecipadamente suas publicações.

Por exemplo, posso preparar 20, 30, 100 ou 150 vídeos e deixá-los agendados. Se desejar, posso preparar até 300, 400 ou 500 vídeos, programando cada um para aparecer publicamente em determinada data e horário.

Antigamente, esses vídeos simplesmente permaneciam agendados, aguardando o momento estabelecido para sua publicação.

Posteriormente, o próprio YouTube disponibilizou uma funcionalidade que permite oferecer aos membros do canal acesso antecipado a determinados vídeos.

Isso significa que o vídeo continua tendo sua publicação gratuita programada para todos, mas quem voluntariamente participa da modalidade de membros pode assisti-lo antes da data estabelecida.

Além desse acesso antecipado, a modalidade de membros oferece outros benefícios, conforme aquilo que o responsável pelo canal disponibiliza.

Portanto, é importante compreender a diferença: ser membro do canal não significa comprar os vídeos. Significa contribuir voluntariamente com a manutenção e continuidade do trabalho realizado naquele canal, recebendo alguns benefícios oferecidos pela plataforma.

Quem não deseja contribuir continuará assistindo gratuitamente ao conteúdo quando ele for publicado. Absolutamente nada muda nesse sentido.

2. Sobre o argumento bíblico de Terceira João 7

Você mencionou que determinadas pessoas não aceitam ofertas daqueles que não estão em comunhão nas mesmas assembleias, utilizando como fundamento Terceira João 7:

"Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios."

Conheço esse princípio bíblico e compreendo perfeitamente sua importância. O texto apresenta servos que haviam saído por amor ao nome do Senhor Jesus Cristo, sem depender financeiramente daqueles entre os quais anunciavam o Evangelho.

O princípio é precioso: a mensagem da salvação não deve ser comercializada, nem o pecador deve receber a impressão de que precisa contribuir financeiramente para ter acesso à graça de Deus.

O próprio Senhor Jesus declarou:

"De graça recebestes, de graça dai." (Mateus 10:8).

Também encontramos o apóstolo Paulo demonstrando grande cuidado para não criar obstáculos ao Evangelho. Em Primeira aos Coríntios 9:18, ele explica sua preocupação em anunciar gratuitamente a mensagem, sem abusar do direito que possuía como pregador.

Entretanto, precisamos distinguir corretamente as coisas, para não aplicarmos uma passagem bíblica a uma situação completamente diferente daquela que ela está tratando.

A contribuição financeira voluntária para um canal particular do YouTube não é a mesma coisa que uma oferta recebida por uma igreja local ou por um obreiro que saiu para anunciar o Evangelho.

E, principalmente, não significa que alguém esteja comprando a mensagem da salvação.

Aliás, o próprio Novo Testamento mostra que contribuir voluntariamente para o sustento de um trabalho não constitui, por si só, comercialização da Palavra de Deus. Os crentes em Filipos, por exemplo, contribuíram para as necessidades do apóstolo Paulo, conforme Filipenses 4:15-18.

O que deve ser preservado é a distinção entre a livre proclamação do Evangelho e o apoio voluntário oferecido por aqueles que desejam contribuir com determinado trabalho.

3. Este canal não é uma igreja local nem uma obra missionária

Outro ponto que parece não ter ficado claro é que o canal Palavras do Evangelho não é uma igreja local, tampouco uma obra missionária sustentada ou administrada por uma assembleia.

Trata-se de um canal particular, criado e administrado por mim, Josué Matos.

Qualquer pessoa pode assistir aos vídeos e, se desejar, tornar-se membro do canal, independentemente de pertencer ou não a determinada denominação ou estar em comunhão em alguma assembleia.

Ser membro de um canal do YouTube não significa ser recebido na comunhão de uma igreja local, participar da Ceia do Senhor, integrar uma obra missionária ou assumir qualquer posição eclesiástica.

São coisas inteiramente diferentes.

Não devemos confundir uma funcionalidade comercial e administrativa disponibilizada por uma plataforma digital com os princípios bíblicos que regulamentam a comunhão e o funcionamento de uma igreja local.

4. Sobre sua observação em nome de outras pessoas

Observei também que, inicialmente, você apresentou sua dificuldade na primeira pessoa, dizendo que não conseguia compreender a questão. Agora, porém, passou a mencionar o procedimento de determinadas pessoas que não aceitam ofertas daqueles que não estão em comunhão nas mesmas assembleias.

Respeito a convicção dessas pessoas, mas seria importante que você apresentasse sua própria compreensão do assunto, em vez de transferir para este canal particular uma prática adotada por outros em um contexto inteiramente diferente.

Afinal, não estamos discutindo o recebimento de ofertas numa igreja local, mas uma modalidade de participação voluntária disponibilizada pelo YouTube.

Também gostaria de lembrar que você chegou até este espaço por meio de um vídeo gratuito, assistiu ao conteúdo e utilizou livremente a seção de comentários para apresentar suas observações. Isso, por si só, já demonstra que não existe qualquer exigência financeira para ter acesso ao material.

Procuro esclarecer as dúvidas quando necessário, mas não considero razoável ter de justificar repetidamente uma funcionalidade pública do YouTube, que qualquer pessoa pode pesquisar e compreender diretamente na própria plataforma.

Meu compromisso é continuar disponibilizando conteúdo bíblico gratuitamente, como tenho feito. Quem desejar contribuir voluntariamente com o canal poderá fazê-lo; quem não desejar continuará sendo igualmente bem-vindo para assistir aos vídeos.

Espero que agora tenha ficado suficientemente esclarecido que não estou cobrando pelo Evangelho, não estou vendendo mensagens bíblicas e não estou exigindo pagamento antecipado para assistir aos vídeos.

Por fim, se ainda restar alguma dúvida sobre o que significa ser membro de um canal no YouTube, recomendo que procure essas informações na própria plataforma. O YouTube explica como funciona esse recurso, quais são os benefícios oferecidos e como a adesão é inteiramente voluntária. Assim, ficará mais fácil compreender a diferença entre contribuir para apoiar um canal e pagar para ter acesso ao Evangelho, algo que nunca foi, nem será, a finalidade deste trabalho.

Uma coisa é comercializar a Palavra de Deus, prática que as Escrituras condenam (Segunda aos Coríntios 2:17). Outra, completamente diferente, é alguém decidir apoiar voluntariamente um canal particular, utilizando uma ferramenta disponibilizada pelo próprio YouTube.

É importante não confundirmos essas duas situações.

Josué Matos

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