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Quando eu era um religioso de uma denominação pentecostal, acreditava piamente que minhas obras e meus esforços pessoais iriam me salvar.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Quando eu era um religioso de uma denominação pentecostal, acreditava piamente que minhas obras e meus esforços pessoais iriam me salvar. Afinal, era o que eu tinha aprendido naquele meio: que a salvação era por obras. Mas, graças a Deus, Ele, aos poucos, foi trabalhando no meu coração e me fazendo entender que somente pela graça eu poderia ser salvo.

Quando compreendi o Evangelho da Graça, não pensei duas vezes em abandonar aquele sistema tão cheio de erros e falsas doutrinas, e também em abandonar meu orgulho religioso, que gerava em mim apenas a hipocrisia de achar, como o fariseu que eu era, que eu era "melhor" que os demais pecadores.

A melhor coisa que aconteceu na minha vida foi conhecer o Evangelho da Graça. Louvado seja Deus!

Minha Resposta:

É motivo de grande alegria saber que a Palavra de Deus trouxe esse esclarecimento ao seu coração. Uma das verdades mais preciosas das Escrituras é justamente esta: a salvação não é uma conquista humana, mas uma dádiva divina, fundamentada exclusivamente na pessoa e na obra consumada do Senhor Jesus Cristo.

O apóstolo Paulo escreveu:

"Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós; é dom de Deus. Não vem das obras, para que ninguém se glorie." (Efésios 2:8-9).

Observe que Deus exclui completamente qualquer possibilidade de mérito humano na obtenção da salvação. Não somos salvos porque conseguimos melhorar suficientemente nossa conduta, porque pertencemos a determinada denominação, porque praticamos boas obras ou porque conseguimos perseverar em nossos próprios esforços religiosos. Somos salvos porque Cristo realizou, na cruz do Calvário, aquilo que jamais poderíamos realizar por nós mesmos.

Em Romanos 4:5, encontramos uma declaração extraordinária:

"Mas, àquele que não pratica, mas crê naquele que justifica o ímpio, a sua fé lhe é imputada como justiça."

Deus não justifica o pecador porque este conseguiu tornar-se justo mediante seus esforços. Ele justifica aquele que, reconhecendo sua condição de pecador, deposita sua confiança exclusivamente no Senhor Jesus Cristo.

Outro aspecto importante do seu testemunho é o reconhecimento do orgulho religioso. O Senhor Jesus tratou exatamente desse problema na parábola do fariseu e do publicano, registrada em Lucas 18:9-14.

O fariseu apresentava diante de Deus suas realizações religiosas, considerando-se superior aos demais. O publicano, porém, reconhecendo sua indignidade, clamava: "Ó Deus, tem misericórdia de mim, pecador!" O Senhor Jesus declarou que foi este último quem desceu justificado para sua casa.

A religião pode levar o homem a confiar naquilo que faz para Deus, enquanto o verdadeiro Evangelho conduz o pecador a descansar inteiramente naquilo que Cristo fez por ele.

O próprio apóstolo Paulo conhecia profundamente essa diferença. Antes de sua conversão, possuía um impressionante currículo religioso. Entretanto, depois de conhecer a Cristo, passou a considerar todas aquelas vantagens como perda, diante da excelência do conhecimento do Senhor Jesus. Seu desejo era ser achado nEle, não tendo justiça própria, proveniente da lei, mas aquela que vem de Deus pela fé (Filipenses 3:4-9).

Contudo, há uma distinção que também precisamos preservar: as boas obras não são a causa da salvação, mas devem ser uma consequência dela.

Efésios 2:10, imediatamente depois de afirmar que a salvação não vem das obras, declara que fomos criados em Cristo Jesus para as boas obras. Portanto, não praticamos boas obras para conquistar a vida eterna; praticamo-las porque recebemos uma nova vida em Cristo.

Da mesma forma, Tito 3:5 afirma que Deus nos salvou, não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas segundo a Sua misericórdia.

É importante também que, ao reconhecermos os erros doutrinários de um sistema religioso, não permitamos que surja em nós uma nova forma de orgulho, agora baseada no conhecimento que adquirimos. A graça que nos salva é também aquela que nos ensina a viver em humildade, piedade e gratidão (Tito 2:11-12).

Não somos melhores do que aqueles que ainda não compreenderam essas verdades. Se hoje conhecemos a suficiência da obra de Cristo, temos ainda mais motivos para glorificar a Deus e anunciar o Evangelho com amor e fidelidade.

Que possamos conservar sempre em nosso coração as palavras do apóstolo Paulo:

"Mas longe esteja de mim gloriar-me, a não ser na cruz de nosso Senhor Jesus Cristo." (Gálatas 6:14).

A glória da salvação pertence inteiramente a Deus. O pecador nada pode acrescentar à obra que o Senhor Jesus consumou quando declarou: "Está consumado" (João 19:30).

Que essa preciosa verdade continue produzindo em sua vida não apenas a segurança da salvação, mas também uma profunda gratidão Àquele que nos amou e Se entregou por nós.

Josué Matos

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