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Meu irmão, se você tem um canal para expor suas ideias, então deve estar preparado para receber comentários concordando ou discordando.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Meu irmão, se você tem um canal para expor suas ideias, então deve estar preparado para receber comentários concordando ou discordando. Pedir para um colaborador criar um canal para expor suas ideias não é o ideal. Se você não aceita o contraditório, exponha seu entendimento e não permita comentários. Lembrando que somos irmãos em Cristo e estaremos juntos na eternidade, onde não haverá divergência de entendimento. Se temos essa esperança, então devemos nos esforçar para vivermos em paz e comunhão.

Minha Resposta:

Creio que houve um equívoco quanto ao que eu lhe disse. Em nenhum momento afirmei que não aceito comentários contrários ao que ensino. Se eu não aceitasse o contraditório, realmente seria mais simples impedir comentários. Não é esse o problema.

O problema é outro: o senhor apresenta suas ideias, mas se nega a ler atentamente as minhas respostas. Depois, em vez de refutar biblicamente aquilo que respondi, volta a apresentar a sua posição, contando histórias de livros, autores ou interpretações que conhece. Dessa maneira, não existe diálogo nem debate bíblico; existem apenas duas pessoas falando coisas diferentes sem examinar os argumentos uma da outra.

Se o senhor apresenta uma interpretação e eu respondo mostrando, pelas Escrituras, por que entendo que essa interpretação está errada, o próximo passo de um diálogo sério é o senhor ler a minha resposta e mostrar, também pelas Escrituras, onde estaria o meu erro. É assim que uma discussão bíblica deve prosseguir.

A Bíblia apresenta esse princípio claramente: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21). Os bereanos foram elogiados porque examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos dos Apóstolos 17:11). Observe que o padrão não era simplesmente apresentar uma opinião diferente, mas examinar aquilo que estava sendo ensinado à luz da Palavra de Deus.

Da mesma forma, o apóstolo Paulo escreveu: “Falo como a entendidos; julgai vós mesmos o que digo” (1 Coríntios 10:15). E ainda encontramos o princípio: “Os profetas falem dois ou três, e os outros julguem” (1 Coríntios 14:29). Portanto, não tenho qualquer problema em ter o que ensino examinado. Pelo contrário: deve ser examinado. Mas o padrão desse exame precisa ser a Palavra de Deus.

É justamente isso que espero quando alguém discorda de mim.

Se eu digo: “Este texto bíblico ensina isto por estas razões”, não adianta responder apenas: “Eu li um livro que ensina outra coisa”, “determinado autor pensava diferente” ou contar a história de determinada interpretação. Isso pode demonstrar que existem opiniões diferentes, mas não demonstra que a interpretação bíblica apresentada está errada.

Um livro pode estar errado. Um comentarista pode estar errado. Um pregador pode estar errado. Eu posso estar errado. O senhor também pode estar errado. A questão é: o que dizem as Escrituras?

O próprio Senhor Jesus frequentemente conduzia as discussões para esse fundamento. Ele perguntou: “Que está escrito na lei? Como lês?” (Lucas 10:26). Em outra ocasião declarou: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus” (Mateus 22:29). Portanto, conhecer opiniões religiosas não substitui conhecer e examinar o texto bíblico.

É importante também distinguir entre “contraditório” e simplesmente repetir continuamente uma opinião. Contraditório verdadeiro significa enfrentar o argumento apresentado.

Por exemplo, se eu apresentar três textos bíblicos e explicar por que eles sustentam determinada conclusão, quem discorda deveria mostrar: primeiro, por que aqueles textos não significam aquilo que afirmei; segundo, qual é o contexto correto; terceiro, quais passagens bíblicas demonstram outra conclusão. Isso é uma refutação. Apenas repetir a posição anterior não é.

Paulo escreveu a Tito que aquele que ensina deve ser capaz de “exortar com a sã doutrina e convencer os contradizentes” (Tito 1:9). Isso mostra que a existência de contradizentes não é algo estranho ao ensino cristão. Entretanto, tanto aquele que ensina quanto aquele que contradiz devem lidar com a doutrina e com a Palavra.

Quanto à paz e à comunhão que o senhor mencionou, naturalmente a Escritura ensina que devemos procurar viver em paz. Romanos 12:18 diz: “Se for possível, quanto estiver em vós, tende paz com todos os homens”. Efésios 4:2-3 também nos ensina sobre humildade, mansidão, longanimidade e o esforço para guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.

Entretanto, paz cristã não significa que diferenças doutrinárias não possam ser examinadas. O mesmo Novo Testamento que ensina a paz também ordena: “Examinai tudo. Retende o bem” (1 Tessalonicenses 5:21), “provai se os espíritos são de Deus” (1 João 4:1) e “batalhar pela fé que uma vez foi dada aos santos” (Judas 3).

Portanto, paz e verdade não são inimigas.

Podemos conversar respeitosamente e, ao mesmo tempo, discordar profundamente sobre uma interpretação bíblica. O que não considero produtivo é eu gastar tempo preparando uma resposta bíblica detalhada e a pessoa dizer, em essência, que não vai lê-la, para depois continuar enviando suas próprias ideias.

Nesse caso, já não estamos examinando juntos as Escrituras.

Por isso, minha posição continua muito simples: o senhor é livre para discordar do que publico. Pode inclusive dizer que minha interpretação está errada. Mas, se pretende continuar discutindo comigo determinado assunto, leia primeiro aquilo que respondi. Depois mostre, biblicamente, onde errei.

Pegue os textos que apresentei. Examine o contexto. Mostre onde minha interpretação falhou. Apresente as passagens que, em sua compreensão, demonstram o contrário. Se fizer isso, teremos uma discussão bíblica objetiva e respeitosa.

Mas se a intenção for apenas utilizar o espaço dos comentários para apresentar repetidamente suas próprias ideias, sem considerar nem responder aos argumentos bíblicos que lhe foram apresentados, então este não é o lugar para isso. Nesse caso, realmente seria mais adequado ter o seu próprio espaço para publicar e desenvolver livremente aquilo em que acredita.

Não digo isso porque tenha receio do contraditório. Ao contrário: se houver uma refutação bíblica do que escrevi, estou disposto a examiná-la. O que peço é exatamente aquilo que espero aplicar a mim mesmo: que a Palavra de Deus seja a autoridade final.

“À lei e ao testemunho! Se eles não falarem segundo esta palavra, é porque não há luz neles” (Isaías 8:20).

Portanto, se desejar continuar o assunto, não precisamos contar histórias de livros nem simplesmente repetir posições. Vamos ao texto bíblico. Leia aquilo que respondi, escolha os pontos dos quais discorda e refute-os pelas Escrituras. Assim haverá um diálogo que poderá ser proveitoso para ambos e também para aqueles que estiverem acompanhando.

Josué Matos

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