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O SUMO SACERDOTE E SUA RELAÇÃO COM CRISTO


Entre todas as figuras do Antigo Testamento, poucas são tão ricas em significado espiritual quanto a do sumo sacerdote de Israel. Sua pessoa, suas vestes, suas funções e seu ministério foram estabelecidos por Deus para ensinar verdades profundas acerca do Senhor Jesus Cristo, nosso grande Sumo Sacerdote.

O sacerdócio israelita não surgiu por iniciativa humana. Foi instituído pelo próprio Deus. Arão, irmão de Moisés, foi escolhido para ocupar esse cargo elevado, e seus descendentes exerceram essa função ao longo da história de Israel.

Êxodo 28:1 registra:

"Faze também chegar a ti teu irmão Arão, e seus filhos com ele, do meio dos filhos de Israel, para me administrarem o sacerdócio."

O sumo sacerdote era o representante oficial do povo diante de Deus e, ao mesmo tempo, representava Deus diante do povo.

A FUNÇÃO DO SUMO SACERDOTE

O sumo sacerdote exercia um ministério único em Israel.

Embora houvesse muitos sacerdotes, somente ele podia entrar no Lugar Santíssimo uma vez por ano, no Dia da Expiação.

Levítico 16 descreve essa cerimônia solene.

Ali ele levava o sangue do sacrifício para dentro do véu e o apresentava diante de Deus em favor da nação.

Essa entrada anual demonstrava duas verdades.

Primeiro, que o pecado separava o homem de Deus.

Segundo, que somente através do sacrifício poderia haver aproximação.

Hebreus 9:7 diz:

"No segundo tabernáculo entrava só o sumo sacerdote, uma vez no ano."

Todo esse sistema apontava para a obra futura do Senhor Jesus Cristo.

A MITRA

Sobre a cabeça do sumo sacerdote estava a mitra, uma espécie de turbante sagrado.

Na parte frontal havia uma lâmina de ouro puro contendo as palavras:

"Santidade ao Senhor."

Êxodo 28:36-38 mostra que essa inscrição representava a separação total para Deus.

A cabeça fala dos pensamentos, propósitos e intenções.

No Senhor Jesus vemos perfeita santidade.

Jamais houve um pensamento impuro ou uma intenção errada em Sua vida.

Hebreus 7:26 declara:

"Porque nos convinha tal sumo sacerdote, santo, inocente, imaculado, separado dos pecadores."

AS PEDRAS DE ÔNIX

Sobre os ombros do sumo sacerdote havia duas pedras de ônix.

Nelas estavam gravados os nomes das doze tribos de Israel.

Êxodo 28:12 afirma:

"Arão levará os seus nomes diante do Senhor sobre ambos os seus ombros, para memória."

Os ombros simbolizam força.

O sumo sacerdote carregava simbolicamente o povo sobre seus ombros.

Essa figura encontra seu cumprimento em Cristo.

O Bom Pastor não apenas conhece Suas ovelhas, mas as carrega em Seu poder.

Lucas 15:5 diz:

"E, achando-a, a põe sobre os seus ombros, cheio de júbilo."

O PEITORAL DO JULGAMENTO

O peitoral era uma das peças mais impressionantes das vestes sacerdotais.

Nele estavam doze pedras preciosas, cada uma representando uma tribo de Israel.

Êxodo 28:29 declara:

"Assim Arão levará os nomes dos filhos de Israel no peitoral do juízo sobre o seu coração."

Se os ombros falam da força de Cristo, o peitoral fala do Seu amor.

O povo era levado não apenas sobre os ombros, mas também sobre o coração.

Cristo sustenta os Seus com poder infinito e os ama com amor perfeito.

João 13:1 declara:

"Tendo amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim."

Cada pedra era diferente.

Algumas eram mais brilhantes.

Outras possuíam cores distintas.

Mas todas estavam igualmente próximas do coração do sumo sacerdote.

Assim também acontece com os crentes.

Cada um possui sua individualidade, mas todos são igualmente amados pelo Senhor.

URIM E TUMIM

Dentro do peitoral encontravam-se o Urim e o Tumim.

Embora a Bíblia não explique detalhadamente sua forma ou composição, sabemos que eram utilizados para buscar orientação da parte de Deus.

Eles simbolizam luz e perfeição.

No Senhor Jesus encontramos a perfeita revelação da vontade de Deus.

João 14:9 registra Suas palavras:

"Quem me vê a mim vê o Pai."

Toda a luz divina encontra-se nEle.

Toda a sabedoria divina manifesta-se nEle.

O ÉFODE

O éfode era uma vestimenta especial usada exclusivamente pelo sumo sacerdote.

Era confeccionado com ouro, azul, púrpura, carmesim e linho fino.

Cada elemento possuía significado espiritual.

O ouro fala da glória divina.

O azul fala do céu.

A púrpura fala da realeza.

O carmesim fala dos sofrimentos.

O linho fino fala da perfeição moral.

Todos esses elementos encontram sua plenitude na pessoa do Senhor Jesus.

Ele é Deus manifestado em carne.

É o Homem celestial.

É o Rei prometido.

É o Servo sofredor.

É o Homem perfeito.

A TÚNICA AZUL

Debaixo do éfode havia uma túnica inteiramente azul.

O azul frequentemente simboliza aquilo que é celestial.

O Senhor Jesus veio do céu.

João 3:13 declara:

"Ninguém subiu ao céu, senão o que desceu do céu."

Mesmo vivendo neste mundo, Sua origem, Seu caráter e Seus interesses eram celestiais.

Ele podia dizer:

"Eu não sou deste mundo."

OS SINOS E AS ROMÃS

Na borda inferior da túnica azul havia sinos de ouro alternados com romãs.

Êxodo 28:33-35 descreve esse detalhe.

Os sinos produziam som.

As romãs produziam fruto.

O som fala do testemunho.

O fruto fala do caráter.

Deus deseja ambos na vida do Seu povo.

Não basta falar sem produzir fruto.

Também não basta produzir fruto sem testemunho.

No Senhor Jesus encontramos perfeita harmonia entre palavras e obras.

Tudo o que Ele dizia era confirmado por aquilo que fazia.

A TÚNICA BRANCA

Por baixo de todas as demais vestes havia uma túnica branca de linho fino.

O branco fala de pureza, justiça e perfeição.

Cristo é absolutamente puro.

Pilatos declarou:

"Não acho nele crime algum."

O ladrão arrependido reconheceu:

"Este nenhum mal fez."

Até os demônios sabiam quem Ele era:

"O Santo de Deus."

O LUGAR SANTÍSSIMO

O sumo sacerdote tinha acesso ao Lugar Santíssimo.

Ali estava a arca da aliança.

Ali se manifestava a glória divina.

Ali o sangue era apresentado diante de Deus.

Mas tudo isso era apenas uma sombra.

Hebreus 9:24 declara:

"Porque Cristo não entrou num santuário feito por mãos, figura do verdadeiro, porém no mesmo céu."

O Senhor Jesus entrou na própria presença de Deus por nós.

Seu sacerdócio é superior ao de Arão.

Seu sacrifício é superior aos sacrifícios levíticos.

Seu ministério é eterno.

CRISTO, O GRANDE SUMO SACERDOTE

A Epístola aos Hebreus apresenta repetidamente o Senhor Jesus como nosso grande Sumo Sacerdote.

Hebreus 4:14 declara:

"Tendo, pois, um grande sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus."

Diferentemente dos sacerdotes terrenos, Ele nunca precisará ser substituído.

Nunca morrerá.

Nunca falhará.

Nunca precisará oferecer sacrifício pelos próprios pecados.

Hebreus 7:25 afirma:

"Pode também salvar perfeitamente os que por ele se chegam a Deus."

Hoje Cristo está à direita de Deus.

Intercede pelos Seus.

Sustenta os Seus.

Representa os Seus diante do Pai.

CONCLUSÃO

As vestes do sumo sacerdote não eram apenas roupas cerimoniais.

Cada detalhe foi planejado por Deus para revelar aspectos da pessoa e da obra do Senhor Jesus Cristo.

A mitra fala de Sua santidade.

As pedras de ônix falam de Sua força.

O peitoral fala de Seu amor.

O Urim e o Tumim falam de Sua perfeita sabedoria.

O éfode fala de Sua glória.

A túnica azul fala de Sua origem celestial.

Os sinos e romãs falam de Seu testemunho e fruto.

A túnica branca fala de Sua pureza absoluta.

Tudo converge para Cristo.

Aquilo que Arão representava em figura, o Senhor Jesus cumpre em realidade.

Hoje não dependemos de um sacerdote terreno para nos aproximarmos de Deus.

Temos um grande Sumo Sacerdote vivo, glorificado e eterno.

Por isso Hebreus 4:16 nos convida:

"Cheguemo-nos, pois, com confiança ao trono da graça."

Josué Matos


OS SETE MONTES DO EVANGELHO DE MATEUS

 

(Ver imagem)

O Evangelho de Mateus apresenta o Senhor Jesus Cristo como o Messias prometido a Israel e o legítimo Herdeiro do trono de Davi. Logo nos primeiros versículos, Mateus faz questão de identificá-Lo como "Filho de Davi, Filho de Abraão" (Mateus 1:1), demonstrando que todas as promessas feitas aos patriarcas e aos reis encontram seu cumprimento nEle.

Ao longo do Evangelho, diversos montes tornam-se cenários de acontecimentos decisivos. Não se trata apenas de locais geográficos. Cada monte revela um aspecto da pessoa, da obra e da glória do Senhor Jesus. Juntos, eles formam uma progressão que apresenta o Messias a Israel e mostra a crescente responsabilidade da nação diante da Sua presença.

O MONTE DA TENTAÇÃO

Mateus 4:8-11

O primeiro monte aparece logo após o batismo do Senhor Jesus.

Conduzido pelo Espírito ao deserto, Ele enfrenta Satanás em uma série de tentações.

No terceiro teste, o diabo O leva a um monte muito alto e oferece todos os reinos do mundo e a sua glória.

Adão havia sido derrotado em um jardim.

Israel havia fracassado no deserto.

Mas o Senhor Jesus triunfa onde todos os outros fracassaram.

Cada tentação é respondida com a Palavra de Deus.

Mateus 4:10 registra:

"Ao Senhor teu Deus adorarás, e só a ele servirás."

Aqui vemos o Rei perfeito recusando o caminho fácil da glória sem a cruz.

O Messias demonstra Sua absoluta obediência ao Pai.

O MONTE DO SERMÃO

Mateus 5 a 7

No segundo monte encontramos o famoso Sermão do Monte.

Se no primeiro monte vemos o caráter do Rei, neste vemos os princípios do Seu Reino.

O Senhor sobe ao monte e começa a ensinar.

As bem-aventuranças revelam as características daqueles que pertencem ao Reino dos Céus.

Ao longo do sermão, o Senhor expõe o verdadeiro significado da Lei e denuncia a superficialidade da religião dos líderes judeus.

Mateus 5:20 declara:

"Se a vossa justiça não exceder a dos escribas e fariseus, de modo nenhum entrareis no reino dos céus."

O monte do sermão revela o Senhor Jesus como o Mestre divino.

Nenhum escriba ensinava como Ele.

Nenhum profeta falava com tal autoridade.

Mateus 7:29 afirma:

"Porque os ensinava como tendo autoridade."

O MONTE DA ORAÇÃO

Mateus 14:23

Após alimentar a multidão, o Senhor despede o povo e sobe sozinho ao monte para orar.

Enquanto os discípulos enfrentam a tempestade no mar, Ele permanece em comunhão com o Pai.

Este monte revela o Senhor Jesus como o grande Intercessor.

Mesmo durante Seu ministério terreno, Ele mantinha constante dependência de Deus.

A oração ocupava lugar central em Sua vida.

O mesmo Salvador que orava naquele monte continua hoje intercedendo pelos Seus.

Hebreus 7:25 declara:

"Vivendo sempre para interceder por eles."

O MONTE DOS MILAGRES

Mateus 15:29-38

O Senhor sobe a um monte próximo ao mar da Galileia.

Ali multidões chegam trazendo cegos, coxos, mudos e enfermos.

O texto diz que Ele os curou.

Mais tarde, alimenta milhares de pessoas com poucos pães e peixes.

Esse monte revela o Messias como o grande Benfeitor.

Os profetas haviam anunciado que, quando o Messias viesse, os cegos veriam, os surdos ouviriam e os coxos saltariam de alegria.

Isaías 35:5-6 predissera exatamente essas coisas.

Os milagres eram sinais destinados a comprovar Sua identidade messiânica.

Entretanto, apesar das evidências, a maioria da nação permaneceu incrédula.

O MONTE DA TRANSFIGURAÇÃO

Mateus 17:1-9

Este é um dos momentos mais extraordinários dos Evangelhos.

O Senhor leva Pedro, Tiago e João a um alto monte.

Ali Sua aparência é transformada diante deles.

Seu rosto resplandece como o sol.

Suas vestes tornam-se brancas como a luz.

Moisés e Elias aparecem conversando com Ele.

Uma voz vinda do céu declara:

"Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo; escutai-o."

Neste monte vemos o Senhor Jesus manifestado em Sua glória.

A transfiguração oferece uma antecipação do Reino futuro.

Pedro mais tarde recordaria esse acontecimento em 2 Pedro 1:16-18, afirmando que havia sido testemunha ocular da majestade de Cristo.

A transfiguração demonstra que o Messias rejeitado também é o Rei glorioso que voltará para estabelecer Seu Reino.

O MONTE DA REVELAÇÃO

Mateus 24 e 25

Sentado no Monte das Oliveiras, o Senhor responde às perguntas dos discípulos acerca do futuro.

Ele revela acontecimentos relacionados à destruição de Jerusalém, à Tribulação, à Sua segunda vinda e ao estabelecimento do Reino.

Mateus 24:3 registra a pergunta dos discípulos:

"Que sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?"

A resposta constitui um dos mais importantes discursos proféticos das Escrituras.

Nesse monte o Senhor aparece como o Profeta prometido.

Ele revela eventos que ainda estavam séculos à frente.

Fala da Grande Tribulação.

Fala da Abominação Desoladora.

Fala da Sua volta em glória.

Fala do julgamento das nações.

O monte da revelação mostra que a história não está fora do controle de Deus.

Tudo caminha para o cumprimento dos Seus propósitos.

O MONTE DA GRANDE COMISSÃO

Mateus 28:16-20

Após Sua ressurreição, o Senhor encontra Seus discípulos em um monte da Galileia.

Ali pronuncia as últimas palavras registradas por Mateus.

Toda autoridade lhe foi dada no céu e na terra.

Ele envia os discípulos para fazer discípulos de todas as nações.

Mateus 28:18-20 declara:

"Toda a autoridade me foi dada no céu e na terra. Portanto ide."

O Evangelho que começou apresentando o Rei de Israel termina com o Senhor exercendo autoridade universal.

O Messias rejeitado por Israel torna-se o Salvador oferecido ao mundo inteiro.

Neste último monte vemos Cristo como Cabeça e Senhor.

Ele possui toda autoridade.

Ele envia Seus servos.

Ele promete Sua presença.

"E eis que eu estou convosco todos os dias."

A REJEIÇÃO DO MESSIAS

Ao longo do Evangelho de Mateus observamos um aumento constante da oposição ao Senhor Jesus.

Apesar dos Seus ensinos.

Apesar dos Seus milagres.

Apesar das evidências incontestáveis.

Os líderes religiosos endurecem seus corações.

O ponto decisivo ocorre em Mateus 12, quando atribuem ao poder de Satanás as obras realizadas pelo Espírito de Deus.

A partir daí ocorre uma mudança importante no ministério do Senhor.

Em Mateus 13 Ele começa a ensinar por parábolas.

Os mistérios do Reino são revelados aos discípulos, mas permanecem ocultos aos incrédulos.

A rejeição de Israel não surpreendeu Deus.

Ela já fazia parte do plano profético que culminaria na cruz e posteriormente na formação da Igreja.

A REVELAÇÃO PROGRESSIVA DO MESSIAS

Quando observamos os sete montes juntos, percebemos uma bela progressão.

No monte da tentação vemos Sua perfeição moral.

No monte do sermão vemos Sua sabedoria.

No monte da oração vemos Sua comunhão com o Pai.

No monte dos milagres vemos Seu poder e compaixão.

No monte da transfiguração vemos Sua glória.

No monte da revelação vemos Sua autoridade profética.

No monte da grande comissão vemos Seu governo universal.

Cada monte acrescenta uma nova dimensão da pessoa do Senhor Jesus.

CONCLUSÃO

Os sete montes de Mateus formam um retrato extraordinário do Messias prometido a Israel.

Neles contemplamos o Rei perfeito, o Mestre divino, o Intercessor fiel, o Benfeitor compassivo, o Filho glorioso, o Profeta anunciado e o Senhor de toda autoridade.

Embora tenha sido rejeitado por grande parte da nação, Sua identidade foi plenamente demonstrada.

Os milagres confirmaram Suas palavras.

As profecias confirmaram Sua missão.

A ressurreição confirmou Sua vitória.

Mateus começa apresentando o Rei e termina apresentando o Rei ressuscitado.

E o mesmo Senhor que enviou Seus discípulos naquele monte continua hoje chamando homens e mulheres de todas as nações para segui-Lo, servi-Lo e aguardarem Sua volta gloriosa.

Josué Matos


FIM DA PROVA DO PRIMEIRO HOMEM

(Ver imagem)

Uma das grandes verdades reveladas nas Escrituras é que Deus colocou o homem à prova de diversas maneiras ao longo da história. Desde Adão até a vinda do Senhor Jesus Cristo, o ser humano foi testado sob diferentes condições, responsabilidades e privilégios. Em cada uma dessas provas, Deus demonstrou Sua paciência, Sua justiça e Sua graça. Entretanto, em todas elas o homem fracassou. 

A imagem apresenta uma verdade profundamente importante: a cruz de Cristo marcou o fim da prova do primeiro homem e o início de uma nova base de relacionamento entre Deus e a humanidade.

O PRIMEIRO HOMEM E O SEGUNDO HOMEM

Em 1 Coríntios 15:47 lemos:

"O primeiro homem, da terra, é terreno; o segundo homem, o Senhor, é do céu."

O primeiro homem é Adão, representante da raça humana caída.

O segundo Homem é o Senhor Jesus Cristo, o Homem perfeito enviado por Deus.

Toda a história bíblica pode ser compreendida à luz desses dois homens.

Em Adão encontramos o fracasso.

Em Cristo encontramos a perfeição.

Em Adão encontramos a condenação.

Em Cristo encontramos a salvação.

Romanos 5:19 declara:

"Porque, como pela desobediência de um só homem, muitos foram feitos pecadores, assim pela obediência de um muitos serão feitos justos."

AS PROVAS DO PRIMEIRO HOMEM

Desde a queda, Deus permitiu que o homem fosse colocado sob diferentes responsabilidades.

Primeiro sob a consciência.

Depois sob o governo humano.

Mais tarde sob as promessas feitas aos patriarcas.

Em seguida sob a Lei dada por Moisés.

Israel também foi provado através dos sacerdotes, dos juízes, dos reis e dos profetas.

Em cada etapa Deus concedeu mais luz e mais privilégios.

Mesmo assim, o resultado permaneceu o mesmo.

O homem falhou.

A consciência não produziu justiça.

O governo humano não eliminou o pecado.

A Lei não transformou o coração.

Os sacerdotes corromperam o culto.

Os juízes fracassaram em governar.

Os reis conduziram a nação à idolatria.

Os profetas foram rejeitados.

Jeremias 17:9 resume a condição humana:

"Enganoso é o coração, mais do que todas as coisas, e perverso."

A PROVA FINAL

Depois de séculos de provas, Deus enviou Seu próprio Filho.

Mateus 21:37 registra:

"Finalmente enviou-lhes seu filho."

Essa foi a prova suprema.

O homem não foi apenas testado por mandamentos ou instituições.

Foi testado pela presença do próprio Filho de Deus.

Nos Evangelhos encontramos a manifestação perfeita do Senhor Jesus.

Em Mateus vemos o Rei perfeito.

Em Marcos vemos o Servo perfeito.

Em Lucas vemos o Homem perfeito.

Em João vemos o Filho eterno manifestado em carne.

João 1:14 declara:

"E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade."

Nunca houve um homem como Ele.

Nunca houve palavras como as Suas.

Nunca houve obras como as Suas.

Nunca houve amor como o Seu.

A pergunta era simples: como a humanidade responderia ao Filho de Deus?

A resposta foi dada na cruz.

A REJEIÇÃO DO FILHO

Apesar de todos os sinais, milagres e ensinos, o Senhor Jesus foi rejeitado.

João 15:24 registra Suas palavras:

"Viram e me odiaram a mim e a meu Pai."

A cruz revelou a verdadeira condição do coração humano.

Quando o homem foi colocado diante da bondade perfeita, escolheu o ódio.

Quando foi colocado diante da luz perfeita, escolheu as trevas.

Quando foi colocado diante do Filho de Deus, escolheu a crucificação.

A cruz tornou-se a demonstração final da falência moral do primeiro homem.

Não havia mais nada a provar.

Não havia mais nenhuma experiência a realizar.

A conclusão divina estava estabelecida.

A SENTENÇA DE DEUS SOBRE O PRIMEIRO HOMEM

A partir da cruz, Deus declara Seu veredito sobre a humanidade caída.

Romanos 3:19 afirma:

"Toda boca esteja fechada e todo o mundo seja condenável diante de Deus."

Romanos 3:23 acrescenta:

"Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus."

A cruz demonstrou que o problema do homem não é falta de instrução.

Não é falta de religião.

Não é falta de conhecimento.

O problema é sua natureza pecaminosa.

Quando colocado diante do melhor que Deus podia oferecer, o homem respondeu com rejeição.

Por isso a prova terminou.

O JULGAMENTO DO PRIMEIRO HOMEM

A cruz não foi apenas o lugar onde Cristo morreu pelos pecados.

Foi também o lugar onde Deus pronunciou o julgamento sobre o primeiro homem.

João 12:31 declara:

"Agora é o juízo deste mundo."

Na cruz, Deus mostrou que o sistema representado por Adão estava condenado.

A carne não podia ser melhorada.

A velha natureza não podia ser reformada.

Era necessário algo completamente novo.

Por isso a salvação não consiste em melhorar o velho homem.

Consiste em receber uma nova vida em Cristo.

O SEGUNDO HOMEM

Quando a prova do primeiro homem terminou, Deus passou a apresentar o segundo Homem.

O Evangelho não anuncia uma nova oportunidade para a carne.

O Evangelho anuncia Cristo.

2 Coríntios 5:17 declara:

"Se alguém está em Cristo, nova criatura é."

A esperança não está em Adão.

A esperança está em Cristo.

A esperança não está no esforço humano.

A esperança está na obra consumada do Calvário.

O Senhor Jesus viveu a vida perfeita que ninguém conseguiu viver.

Morreu a morte que merecíamos.

Ressuscitou para nossa justificação.

Agora Deus salva com base naquilo que Cristo fez.

A GRAÇA DE DEUS AGORA

A imagem destaca diversas declarações relacionadas ao tempo presente.

A prova terminou.

O julgamento foi pronunciado.

Mas Deus continua oferecendo graça.

Romanos 3:21 começa com duas palavras maravilhosas:

"Mas agora."

Depois de demonstrar o fracasso humano, Deus revela Sua justiça através de Cristo.

1 Timóteo 2:5-6 declara:

"Há um só Deus, e um só Mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem; o qual se deu a si mesmo em preço de redenção por todos."

1 João 2:2 afirma:

"E ele é a propiciação pelos nossos pecados; e não somente pelos nossos, mas também pelos de todo o mundo."

O Evangelho proclama que Cristo morreu pelos ímpios.

Romanos 5:6 diz:

"Cristo morreu a seu tempo pelos ímpios."

Essa é a mensagem que Deus envia ao mundo hoje.

ATOS 17:30 E O CHAMADO DIVINO

Diante da obra consumada de Cristo, Deus faz um chamado universal.

Atos 17:30 declara:

"Deus não tendo em conta os tempos da ignorância, anuncia agora a todos os homens, e em todo o lugar, que se arrependam."

A responsabilidade atual não é colocar o homem em uma nova prova.

A responsabilidade atual é responder ao Evangelho.

O primeiro homem já foi julgado.

O segundo Homem já foi revelado.

A obra da redenção já foi consumada.

A salvação já foi providenciada.

Agora Deus chama os homens ao arrependimento e à fé.

CONCLUSÃO

A história da humanidade demonstra uma verdade solene.

O homem foi testado sob a consciência.

Foi testado sob o governo humano.

Foi testado sob a Lei.

Foi testado através dos sacerdotes, juízes, reis e profetas.

Finalmente foi testado pela presença do próprio Filho de Deus.

Em todas as provas fracassou.

A cruz marcou o fim da prova do primeiro homem.

Ali Deus revelou a verdadeira condição da raça humana e pronunciou Seu veredito definitivo.

Mas a mesma cruz que revelou o fracasso do homem revelou também o amor de Deus.

O primeiro homem foi condenado.

O segundo Homem triunfou.

Hoje Deus não oferece uma nova oportunidade para a carne.

Ele oferece salvação através do Senhor Jesus Cristo.

Por isso a mensagem do Evangelho continua sendo a mesma:

"Crê no Senhor Jesus Cristo e serás salvo." (Atos 16:31)

Josué Matos


A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

 

(Ver imagem)

Um dos temas mais importantes das Escrituras é o conjunto de alianças que Deus estabeleceu com Israel. Essas alianças revelam o plano divino para aquela nação e demonstram que Deus nunca abandona as promessas que faz. Embora Israel tenha falhado repetidamente ao longo de sua história, a fidelidade de Deus permanece inalterada. As alianças bíblicas mostram que o futuro de Israel não depende da capacidade humana, mas da graça e da fidelidade do próprio Deus. 

Ao estudarmos as alianças encontradas na Bíblia, percebemos que elas formam uma sequência harmoniosa que conduz desde os patriarcas até o Reino Milenar de Cristo. Algumas dessas alianças são condicionais, dependendo da obediência do povo. Outras são incondicionais, fundamentadas exclusivamente na promessa divina.

A ALIANÇA ABRAÂMICA

A primeira grande aliança relacionada diretamente com Israel foi feita com Abraão.

Gênesis 12:1-3 registra o chamado de Abraão e as promessas que Deus lhe fez.

O Senhor prometeu:

Uma grande nação.

Uma grande descendência.

Uma terra.

Um grande nome.

Bênçãos para todas as famílias da terra.

Essa aliança tornou-se o fundamento de toda a história futura de Israel.

Deus reafirmou essas promessas diversas vezes a Abraão, Isaque e Jacó.

Gênesis 13:15 declara:

"Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua semente, para sempre."

A Aliança Abraâmica é considerada incondicional porque seu cumprimento depende da fidelidade de Deus e não da fidelidade humana.

Mesmo quando Israel falhou, Deus continuou comprometido com as promessas feitas aos patriarcas.

A ALIANÇA PALESTINA

Em Deuteronômio 30 encontramos aquilo que muitos chamam de Aliança Palestina, relacionada à posse futura da terra prometida.

Nessa passagem, Deus anuncia que Israel seria disperso entre as nações por causa de sua desobediência.

Porém, também promete sua restauração futura.

Deuteronômio 30:3 declara:

"Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro."

Essa aliança garante que Israel será reunido novamente em sua terra.

Ao longo da história houve retornos parciais, como nos dias de Esdras e Neemias.

Entretanto, o cumprimento pleno ainda aguarda os acontecimentos futuros relacionados à volta do Messias.

Os profetas frequentemente falaram desse retorno final.

Ezequiel 36 e 37 apresentam de forma detalhada a restauração nacional e espiritual de Israel.

A ALIANÇA MOSAICA

Séculos depois de Abraão, Deus estabeleceu a Aliança Mosaica através de Moisés.

Essa aliança foi dada no Monte Sinai.

Êxodo 20 registra a entrega dos Dez Mandamentos.

Diferentemente da Aliança Abraâmica, a Aliança Mosaica era condicional.

Ela estabelecia bênçãos para a obediência e juízos para a desobediência.

Deuteronômio 28 apresenta claramente essas duas possibilidades.

A Lei regulava todos os aspectos da vida nacional de Israel.

Questões morais.

Questões civis.

Questões religiosas.

Questões cerimoniais.

A Lei revelou a santidade de Deus e demonstrou a incapacidade humana de alcançar a justiça por seus próprios esforços.

Romanos 3:20 afirma:

"Pela lei vem o conhecimento do pecado."

Israel falhou repetidamente sob a Lei.

A idolatria, a rebelião e a desobediência marcaram grande parte da história nacional.

Por isso vieram os cativeiros, as invasões estrangeiras e o exílio.

A ALIANÇA DAVÍDICA

Outra aliança fundamental foi estabelecida com Davi.

Em 2 Samuel 7 Deus prometeu ao rei que sua casa, seu reino e seu trono seriam estabelecidos para sempre.

2 Samuel 7:16 declara:

"Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti."

Essa promessa vai muito além da vida de Davi ou de seus descendentes imediatos.

Ela aponta para o Senhor Jesus Cristo.

O Messias é o herdeiro legítimo do trono de Davi.

Quando o anjo anunciou o nascimento do Salvador, declarou:

Lucas 1:32-33:

"E o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente."

A Aliança Davídica garante que Cristo reinará sobre Israel e sobre as nações no futuro Reino Milenar.

A NOVA ALIANÇA

Os profetas anunciaram uma aliança superior à Aliança Mosaica.

Jeremias 31:31 declara:

"Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá."

A Nova Aliança não seria baseada em mandamentos escritos em tábuas de pedra.

Ela envolveria uma transformação interior.

Jeremias 31:33 diz:

"Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração."

Essa aliança inclui:

Perdão completo dos pecados.

Conhecimento pessoal de Deus.

Transformação espiritual.

Restauração nacional.

Bênçãos futuras para Israel.

A base da Nova Aliança é a obra do Senhor Jesus Cristo na cruz.

Na instituição da Ceia, o Senhor declarou:

"Este cálice é o novo testamento no meu sangue."

Seu sacrifício tornou possível o cumprimento de todas as promessas divinas.

A CRUZ E O CENTRO DO PLANO DE DEUS

A imagem destaca a cruz porque ela ocupa posição central em todas as alianças.

Na cruz encontramos a solução para o problema do pecado.

A cruz não anulou as promessas feitas a Israel.

Pelo contrário, garantiu seu cumprimento.

Todas as bênçãos futuras prometidas por Deus dependem da obra redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo.

Através da cruz, Deus pode agir em justiça e ao mesmo tempo demonstrar graça.

Romanos 3:26 afirma:

"Para demonstração da sua justiça neste tempo presente."

A IGREJA E O INTERVALO PROFÉTICO

A imagem também destaca a Igreja como um intervalo entre a rejeição de Israel e sua futura restauração.

Quando Israel rejeitou o Messias, Deus iniciou uma nova obra: a formação da Igreja.

A Igreja é composta por judeus e gentios unidos em um só corpo.

Efésios 3:6 declara:

"Os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo."

Contudo, a Igreja não substitui Israel.

As promessas feitas a Abraão, Davi e aos profetas continuam pertencendo à nação de Israel.

Atualmente vivemos na era da Igreja, mas Deus ainda cumprirá Seu programa profético para Israel.

A RESTAURAÇÃO FUTURA DE ISRAEL

A Bíblia ensina claramente que Israel será restaurado.

Romanos 11:25-26 declara:

"O endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo."

O atual afastamento de Israel não é permanente.

Chegará o dia em que a nação reconhecerá o Senhor Jesus como seu Messias.

Zacarias 12:10 afirma:

"Olharão para mim, a quem traspassaram."

Esse arrependimento nacional ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.

O REINO MILENAR

Todas as alianças convergem para o Reino Milenar.

As promessas feitas a Abraão sobre a terra.

As promessas de Deuteronômio sobre a restauração.

As promessas feitas a Davi sobre o trono.

As promessas da Nova Aliança sobre renovação espiritual.

Tudo encontrará cumprimento pleno durante o reinado do Senhor Jesus.

Apocalipse 20:4 fala desse período de mil anos.

Isaías 11 descreve a paz e a justiça que caracterizarão esse reino.

Jerusalém ocupará posição central.

Israel será restaurado.

O Messias reinará.

As promessas feitas séculos antes finalmente alcançarão seu cumprimento completo.

CONCLUSÃO

As alianças de Deus com Israel revelam a unidade e a coerência do plano divino.

A Aliança Abraâmica prometeu uma nação, uma terra e bênçãos futuras.

A Aliança Palestina garantiu a restauração da terra.

A Aliança Mosaica revelou a santidade de Deus e a incapacidade humana.

A Aliança Davídica prometeu um Rei eterno.

A Nova Aliança prometeu transformação espiritual e perdão definitivo.

Todas essas alianças encontram seu centro na pessoa e na obra do Senhor Jesus Cristo.

Embora muitas dessas promessas ainda aguardem seu cumprimento completo, Deus jamais abandona Sua Palavra.

Aquilo que foi prometido será cumprido.

O Deus que fez a promessa é o mesmo Deus que a realizará.

Por isso, a história de Israel não termina com o exílio, nem com a dispersão, nem com a rejeição do Messias.

Ela culminará com a restauração da nação, a volta do Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar, quando todas as promessas de Deus serão plenamente cumpridas.

Josué Matos