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A Igreja de Cristo está nos salvos, fora e dentro das denominações?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Acredito que a Igreja de Cristo está nos salvos, fora e dentro das denominações. O grande problema é que alguns segmentos acreditam que só eles têm a correta interpretação das Escrituras. Acho isso uma soberba. Um exemplo: se um irmão tem um entendimento pós-tribulacionista, ele não pode estar em determinada igreja ou comunhão que é pré-tribulacionista, mesotribulacionista etc.

Minha Resposta:

Agradeço pelo comentário. A sua observação levanta uma questão importante, pois precisamos distinguir duas verdades bíblicas que, embora relacionadas, não são exatamente a mesma coisa: a unidade de todos os salvos em Cristo e a responsabilidade de cada crente quanto à comunhão e à ordem de uma igreja local.

Primeiramente, concordo que a Igreja, no seu aspecto universal, não está limitada a uma denominação, organização religiosa ou grupo de cristãos. Todos aqueles que verdadeiramente nasceram de novo, mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, pertencem ao Seu Corpo, independentemente de onde estejam congregando.

O apóstolo Paulo escreveu:

"Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito" (1 Coríntios 12:13).

Portanto, nenhuma denominação pode reivindicar para si a exclusividade do Corpo de Cristo. A salvação não é determinada por uma placa denominacional, mas pela obra redentora do Senhor Jesus Cristo e pela fé pessoal nEle.

Entretanto, precisamos considerar outro aspecto dessa questão.

1. A unidade do Corpo de Cristo não elimina a responsabilidade doutrinária da igreja local

A Bíblia apresenta a Igreja como um único Corpo, mas também apresenta igrejas locais, reunidas em diferentes cidades, com responsabilidades específicas quanto à doutrina, à comunhão, à adoração e à disciplina.

Em Atos dos Apóstolos 2:42, encontramos quatro características fundamentais da vida dos primeiros cristãos:

"E perseveravam na doutrina dos apóstolos, e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações."

Observe que a doutrina dos apóstolos aparece juntamente com a comunhão. Isso demonstra que a comunhão cristã não deveria ser construída simplesmente sobre afinidades pessoais ou sentimentos de amizade, mas sobre a verdade revelada por Deus.

Em 1 Timóteo 3:15, a igreja local é apresentada como a casa de Deus, coluna e firmeza da verdade.

Portanto, uma igreja local tem a responsabilidade de preservar, ensinar e praticar aquilo que encontra nas Escrituras.

Isso não significa que seus membros sejam superiores aos demais cristãos, mas que possuem responsabilidade diante de Deus quanto àquilo que ensinam e praticam.

2. Ter convicções doutrinárias é uma demonstração de soberba?

Não necessariamente.

Existe uma diferença muito grande entre afirmar que determinada doutrina é bíblica e afirmar que somente aqueles que concordam conosco são verdadeiramente salvos.

A primeira atitude pode representar fidelidade à Palavra de Deus; a segunda, quando não encontra fundamento nas Escrituras, pode revelar sectarismo e orgulho espiritual.

O apóstolo Paulo escreveu:

"Examinai tudo. Retende o bem" (1 Tessalonicenses 5:21).

Também encontramos em Atos dos Apóstolos 17:11 o exemplo dos cristãos de Bereia, que examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que Paulo ensinava correspondia à verdade.

Isso é particularmente interessante: eles não deveriam aceitar uma doutrina simplesmente porque vinha de Paulo, mas examiná-la à luz das Escrituras.

Portanto, não devemos acreditar em determinada interpretação apenas porque nossa congregação a ensina. Precisamos desenvolver convicções pessoais fundamentadas na Palavra de Deus.

Ao mesmo tempo, devemos conservar a humildade necessária para reconhecer que podemos estar equivocados em algum entendimento.

O problema não está em possuir convicções firmes, mas em transformar essas convicções em motivo de superioridade pessoal.

3. Quanto ao exemplo do arrebatamento antes ou depois da tribulação

Você mencionou um exemplo específico: um cristão que entende que a Igreja passará pela grande tribulação, enquanto determinada congregação ensina que o arrebatamento acontecerá antes desse período.

Pessoalmente, entendo que as Escrituras ensinam o arrebatamento pré-tribulacional.

Entre as passagens que fundamentam esse entendimento, destaco João 14:1-3; 1 Tessalonicenses 1:10; 4:13-18; 5:9; e Apocalipse 3:10.

Entendo que devemos distinguir o arrebatamento da Igreja da manifestação pública de Cristo em glória, bem como reconhecer a diferença entre o propósito de Deus para Israel e para a Igreja.

Entretanto, aqui precisamos fazer uma observação importante: um cristão que entende diferentemente essa questão não deixa de pertencer ao Corpo de Cristo por causa disso.

A salvação não depende de alguém ser pré-tribulacionista, mesotribulacionista ou pós-tribulacionista.

A salvação depende exclusivamente do Senhor Jesus Cristo.

Um cristão pode estar equivocado em sua compreensão dos acontecimentos proféticos e, ainda assim, ser verdadeiramente salvo.

Aliás, certamente haverá cristãos com diferentes entendimentos escatológicos quando o Senhor vier buscar a Sua Igreja. Todos os que pertencem verdadeiramente a Cristo serão arrebatados, independentemente da posição escatológica que defendiam.

Contudo, a questão da comunhão numa igreja local envolve também outras responsabilidades.

4. Uma igreja local pode estabelecer limites quanto ao ensino doutrinário?

Precisamos distinguir entre receber uma pessoa como pertencente a Cristo e conceder-lhe liberdade para ensinar publicamente determinada doutrina.

São duas questões diferentes.

Imagine uma congregação que, após estudar cuidadosamente as Escrituras, possui a convicção de que o arrebatamento acontecerá antes da tribulação.

Um cristão que possui entendimento diferente visita essa congregação. Seria correto tratá-lo como alguém que não pertence a Cristo simplesmente por discordar dessa interpretação? Evidentemente, não.

Entretanto, seria coerente permitir que ele utilizasse regularmente o ministério público daquela congregação para ensinar uma posição contrária àquilo que ela entende ser o ensino das Escrituras?

Aqui temos outra questão.

A igreja local possui responsabilidade coletiva quanto ao ensino que é apresentado aos seus membros.

Em Tito 1:9, encontramos uma das qualificações daqueles que exercem a responsabilidade de liderança espiritual:

"Retendo firme a fiel palavra, que é conforme a doutrina, para que seja poderoso, tanto para admoestar com a sã doutrina como para convencer os contradizentes."

Isso demonstra que a preservação da doutrina faz parte das responsabilidades daqueles que cuidam da igreja.

Naturalmente, isso não significa que qualquer divergência doutrinária deva resultar automaticamente na exclusão de alguém da comunhão.

É necessário distinguir entre uma dificuldade sincera de entendimento, uma divergência sobre determinado aspecto da interpretação bíblica e a promoção deliberada de ensinamentos contrários à Palavra de Deus.

Essas situações não devem ser tratadas como se fossem idênticas.

O recebimento à comunhão não deveria ser confundido com a exigência de concordância absoluta sobre cada detalhe da interpretação bíblica. Por outro lado, a liberdade para ensinar publicamente envolve responsabilidade adicional.

5. A unidade cristã não significa ausência de diferenças

Em Romanos 14, Paulo apresenta orientações importantes sobre como os cristãos deveriam tratar aqueles que possuíam diferentes entendimentos em determinadas questões.

Ele escreveu:

"Ora, quanto ao que está enfermo na fé, recebei-o, não em contendas sobre dúvidas" (Romanos 14:1).

O contexto trata particularmente de questões relacionadas à alimentação e à consideração de determinados dias.

Não devemos utilizar essa passagem para afirmar que todas as diferenças doutrinárias são irrelevantes. O mesmo apóstolo que escreveu Romanos 14 também combateu energicamente os falsos ensinamentos na Epístola aos Gálatas.

Isso demonstra que precisamos exercer discernimento.

Nem todas as diferenças possuem a mesma gravidade, nem todas exigem a mesma resposta.

É perfeitamente possível reconhecer alguém como um verdadeiro cristão e, ao mesmo tempo, discordar de determinadas interpretações que essa pessoa defende.

Da mesma forma, podemos amar, respeitar e manter relacionamentos fraternos com cristãos que não compartilham integralmente das nossas convicções quanto à ordem e ao funcionamento da igreja local.

A unidade espiritual que possuímos em Cristo não exige que abandonemos aquilo que entendemos ser a verdade bíblica.

6. O perigo de transformar a fidelidade doutrinária em espírito sectário

Aqui considero que sua observação merece especial atenção.

Uma congregação pode começar com o desejo sincero de preservar a doutrina bíblica e, com o passar do tempo, desenvolver uma atitude de superioridade em relação aos demais cristãos.

Isso é um perigo real.

Na igreja de Corinto, alguns diziam pertencer a Paulo, outros a Apolo, outros a Cefas e outros afirmavam ser de Cristo (1 Coríntios 1:12).

O apóstolo repreendeu aquele espírito de divisão, demonstrando que Cristo não está dividido.

Nenhum grupo de cristãos deveria considerar-se proprietário da verdade divina ou imaginar que Deus trabalha exclusivamente entre aqueles que estão associados à sua comunhão.

A verdade pertence a Deus, não a nós.

Somos responsáveis por recebê-la, obedecer-lhe, preservá-la e transmiti-la com fidelidade.

Por isso, precisamos manter duas atitudes que devem caminhar juntas: firmeza quanto à Palavra de Deus e humildade no relacionamento com os demais cristãos.

Em Efésios 4:15, encontramos uma expressão que resume muito bem esse equilíbrio:

"Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo."

Não devemos sacrificar a verdade em nome do amor, nem abandonar o amor sob o pretexto de defender a verdade.

Considerações finais

Concluindo, concordo que a Igreja de Cristo é formada por todos os verdadeiramente salvos, independentemente das denominações em que estejam.

Também concordo que seria uma demonstração de soberba alguém afirmar que somente o seu grupo possui cristãos verdadeiros ou que todos os demais estão necessariamente equivocados em tudo.

Entretanto, não devemos confundir essa atitude sectária com o desejo legítimo de uma igreja local de permanecer fiel àquilo que entende ser o ensino das Escrituras.

Quanto ao exemplo apresentado, considero importante distinguir três coisas: reconhecer alguém como salvo, recebê-lo à comunhão de uma igreja local e conceder-lhe responsabilidade no ensino público. Embora relacionadas, essas questões não são idênticas.

A divergência sobre o momento do arrebatamento, por si só, não determina se alguém pertence ou não a Cristo. Tampouco devemos transformar automaticamente toda diferença sincera de entendimento numa razão para rejeitar uma pessoa.

Por outro lado, a igreja local precisa preservar a responsabilidade quanto à doutrina que ensina.

O nosso compromisso não deve ser defender uma denominação, uma tradição ou um sistema teológico simplesmente porque o herdamos, mas examinar continuamente as Escrituras, desejando conhecer e praticar a vontade de Deus.

Afinal, o objetivo não é provar que o nosso grupo está certo, mas procurar que nós mesmos estejamos em conformidade com a Palavra de Deus.

Que possamos conservar a firmeza nas convicções bíblicas sem perder a humildade, o respeito e o amor por todos aqueles que pertencem ao Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

Tanto o homem quanto a mulher salvos podem anunciar o Evangelho sem precisar de autorização da assembleia local para testemunhar de Cristo.?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Tanto o homem quanto a mulher salvos podem anunciar o Evangelho sem precisar de autorização da assembleia local para testemunhar de Cristo. O IDE é uma responsabilidade individual, mas não anula a coletiva. Para pregar o Evangelho, o cristão não precisa de autorização da assembleia, se Cristo já deu essa autorização.

Minha Resposta:

Agradeço pelo comentário. Concordo que todo aquele que foi salvo pela graça de Deus tem a responsabilidade de testemunhar de Cristo e anunciar o Evangelho. Entretanto, considero importante fazermos algumas distinções bíblicas para não confundirmos o testemunho individual do cristão com o exercício público de um ministério ou com uma obra evangelística realizada em nome de uma assembleia local.

O problema não está em reconhecer a responsabilidade individual de evangelizar, mas em compreender que a autoridade recebida de Cristo não elimina os princípios que o próprio Cristo estabeleceu para o funcionamento da Sua Igreja.

1. Todo salvo é chamado a testemunhar de Cristo

O Senhor Jesus disse aos Seus discípulos:

"Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judeia e Samaria, e até aos confins da terra" (Atos dos Apóstolos 1:8).

Embora essas palavras tenham sido dirigidas inicialmente aos apóstolos, o livro de Atos demonstra que a divulgação do Evangelho não ficou limitada a eles.

Em Atos dos Apóstolos 8:1-4, encontramos um exemplo muito esclarecedor. Após a perseguição que se levantou contra a igreja em Jerusalém, os crentes foram dispersos por diversas regiões, enquanto os apóstolos permaneceram em Jerusalém.

O versículo 4 declara:

"Mas os que andavam dispersos iam por toda parte anunciando a palavra."

Observe que não eram apenas os apóstolos que anunciavam a Palavra. Aqueles crentes, mesmo dispersos pela perseguição, continuaram testemunhando de Cristo.

Não encontramos qualquer indicação de que precisassem solicitar uma autorização formal da assembleia em Jerusalém para falar do Salvador às pessoas que encontravam pelo caminho.

Portanto, um cristão não precisa pedir autorização aos anciãos para conversar com um vizinho sobre a salvação, entregar um folheto evangelístico, anunciar Cristo a um colega de trabalho ou compartilhar o Evangelho com familiares e conhecidos.

A responsabilidade de testemunhar decorre da sua relação pessoal com o Senhor Jesus Cristo.

2. A mulher salva também pode anunciar o Evangelho

Neste ponto, também precisamos distinguir o testemunho pessoal da atuação pública nas reuniões da igreja.

A Bíblia apresenta mulheres que testemunharam de Cristo e foram instrumentos para que outras pessoas ouvissem a verdade.

Em João 4:28-30, encontramos a mulher samaritana, que, depois do seu encontro com o Senhor Jesus, deixou o cântaro, foi à cidade e falou aos homens sobre Aquele que havia conhecido.

O resultado aparece em João 4:39:

"E muitos dos samaritanos daquela cidade creram nele, pela palavra da mulher."

Temos também o exemplo de Priscila, que, juntamente com Áquila, ajudou Apolo a compreender mais exatamente o caminho de Deus (Atos dos Apóstolos 18:24-26).

Em Filipenses 4:3, Paulo menciona mulheres que trabalharam com ele no Evangelho.

Essas passagens demonstram que a mulher cristã não está impedida de testemunhar de Cristo, anunciar a salvação ou cooperar na divulgação da verdade.

Entretanto, isso não significa que desapareçam as distinções estabelecidas por Deus quanto às responsabilidades do homem e da mulher na igreja local.

Em 1 Coríntios 14:34-35 e 1 Timóteo 2:11-12, encontramos instruções específicas relacionadas à participação feminina no ensino e nas reuniões da assembleia.

Essas passagens não proíbem a mulher de falar de Cristo a uma pessoa não salva, mas estabelecem limites quanto ao exercício de ensino e autoridade no contexto da igreja.

Assim, precisamos preservar ambas as verdades, sem utilizar uma para anular a outra.

3. Existe diferença entre testemunhar individualmente e representar uma assembleia

Aqui chegamos ao ponto que considero fundamental nesta questão.

Uma coisa é um cristão anunciar o Evangelho por sua responsabilidade pessoal diante do Senhor. Outra coisa é alguém assumir uma obra pública, apresentar-se como representante de determinada assembleia ou desenvolver um ministério em nome dela.

No primeiro caso, não encontramos nas Escrituras a exigência de uma autorização formal da igreja local para cada oportunidade de testemunho.

No segundo caso, porém, entram em consideração a comunhão, a responsabilidade coletiva, a ordem e o reconhecimento daqueles que exercem responsabilidades espirituais na assembleia.

Em Atos dos Apóstolos 13:1-3, encontramos um exemplo importante.

O Espírito Santo disse:

"Apartai-me a Barnabé e a Saulo para a obra a que os tenho chamado."

Observe que a chamada partiu do Espírito Santo, não da assembleia. Entretanto, os crentes em Antioquia, depois de jejuarem e orarem, impuseram-lhes as mãos e os despediram.

A assembleia não criou a chamada daqueles servos, mas reconheceu a obra para a qual o Espírito Santo os havia separado e expressou a sua comunhão com eles.

Isso demonstra que a direção divina e a comunhão da assembleia não são princípios contraditórios.

Em Atos dos Apóstolos 14:26-27, quando Paulo e Barnabé regressaram, reuniram a igreja e relataram tudo quanto Deus havia feito por meio deles.

Havia, portanto, um relacionamento de comunhão e responsabilidade entre aqueles servos e a assembleia da qual haviam partido.

É importante acrescentar que esse exemplo não estabelece a necessidade de uma autorização eclesiástica para todo testemunho pessoal, mas demonstra a importância da comunhão coletiva numa obra missionária reconhecida pela igreja.

4. A autoridade de Cristo não deve ser usada para desprezar a ordem estabelecida por Ele

A afirmação de que Cristo já autorizou os Seus servos a anunciar o Evangelho é verdadeira. Entretanto, precisamos ter cuidado para não transformar essa verdade num argumento que dispense qualquer responsabilidade perante a igreja local.

O mesmo Senhor que ordenou a divulgação do Evangelho também estabeleceu princípios para a vida coletiva dos salvos.

Em 1 Coríntios 14:40, lemos:

"Mas faça-se tudo decentemente e com ordem."

Em 1 Tessalonicenses 5:12-13, Paulo ensina os crentes a reconhecerem aqueles que trabalham entre eles e os presidem no Senhor.

Em Hebreus 13:17, encontramos a responsabilidade de considerar aqueles que velam pelas almas dos crentes.

Isso não significa que os anciãos tenham autoridade para impedir arbitrariamente um salvo de testemunhar de Cristo. A autoridade espiritual nunca deve ser confundida com domínio sobre a consciência dos demais crentes.

O próprio apóstolo Pedro advertiu os anciãos para que não exercessem domínio sobre a herança de Deus, mas servissem de exemplo ao rebanho (1 Pedro 5:2-3).

Entretanto, também não seria correto alguém utilizar a sua liberdade individual para agir de maneira independente, desprezando deliberadamente a comunhão, a orientação e a responsabilidade da assembleia à qual pertence.

A liberdade cristã não deve produzir independência espiritual.

5. O testemunho individual e a responsabilidade coletiva devem caminhar juntos

O Novo Testamento apresenta tanto a responsabilidade pessoal como a participação coletiva na divulgação do Evangelho.

Em Filipenses 1:5, Paulo agradece a Deus pela cooperação dos filipenses no Evangelho desde o primeiro dia.

Em Filipenses 1:27, ele deseja que os crentes permaneçam firmes num mesmo espírito, combatendo juntamente pela fé do Evangelho.

Por outro lado, em 1 Pedro 3:15, encontramos uma responsabilidade que pertence individualmente a cada cristão:

"Antes, santificai a Cristo, como Senhor, em vosso coração; e estai sempre preparados para responder com mansidão e temor a qualquer que vos pedir a razão da esperança que há em vós."

Portanto, não devemos colocar essas duas responsabilidades em oposição.

O cristão pode e deve testemunhar pessoalmente de Cristo, mas também deve valorizar a comunhão e a participação na obra coletiva da assembleia.

Conclusão

Concordo com a essência do comentário: nenhum cristão precisa receber uma autorização humana para cumprir a sua responsabilidade pessoal de testemunhar do Senhor Jesus Cristo. Essa responsabilidade pertence tanto ao homem quanto à mulher que foram salvos.

Contudo, precisamos acrescentar que o testemunho pessoal, o exercício de um ministério público e a representação de uma assembleia local não são exatamente a mesma coisa.

A ordem do Senhor Jesus para anunciar o Evangelho não elimina as demais instruções que Ele nos deixou por intermédio dos apóstolos.

Não devemos criar exigências que as Escrituras não estabelecem, mas também não devemos utilizar uma verdade bíblica para desconsiderar outra.

O equilíbrio está em reconhecer que todo salvo pertence a Cristo e deve testemunhar dEle, mas também faz parte de uma comunhão espiritual na qual existem responsabilidades coletivas, ordem e submissão à Palavra de Deus.

Afinal, não pregamos para afirmar a nossa independência, nem para promover uma assembleia, mas para tornar conhecido o Senhor Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras (1 Coríntios 15:3-4).

Que tanto o nosso testemunho individual como o trabalho coletivo da igreja tenham sempre um único propósito: a glória de Deus e a salvação das almas.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:


Só tenho dificuldade de entender: se vai ser de graça (os vídeos), por que cobrar antes?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Só tenho dificuldade de entender: se vai ser de graça, por que cobrar antes? Seria bom dar essa explicação, em resumo, antes de fazer a cobrança, mesmo que seja voluntária.

Falo isso, pois determinados irmãos não aceitam ofertas de pessoas que não estão em comunhão nas mesmas assembleias. Eles usam o princípio de 3 João 7. Os gentios aqui eram os incrédulos dentre aqueles para quem eles pregavam. Eles tinham esse cuidado para se precaver de dar ao mundo uma impressão errada de que o Evangelho é algo que uma pessoa possa comprar.

Minha Resposta:

Meu caro, você diz que só tem dificuldade de entender como algo pode ser gratuito se existe uma cobrança antecipada. Entretanto, acredito que você não tenha lido com a devida atenção aquilo que escrevi anteriormente, pois não estou cobrando absolutamente nada de ninguém para assistir aos vídeos, muito menos exigindo qualquer pagamento antecipado.

Seria interessante que você entrasse no próprio YouTube e pesquisasse como funciona a modalidade de membros de um canal. Trata-se de um recurso criado e disponibilizado pela própria plataforma, e não de uma cobrança que inventei para comercializar a Palavra de Deus.

Vou explicar novamente, procurando deixar a questão suficientemente clara.

1. Os vídeos continuam sendo gratuitos

Todos podem continuar assistindo gratuitamente aos vídeos publicados no canal Palavras do Evangelho. Ninguém precisa tornar-se membro, contribuir financeiramente ou pagar qualquer quantia para ter acesso aos vídeos quando forem publicados.

O que acontece é que o YouTube permite aos criadores de conteúdo agendar antecipadamente suas publicações.

Por exemplo, posso preparar 20, 30, 100 ou 150 vídeos e deixá-los agendados. Se desejar, posso preparar até 300, 400 ou 500 vídeos, programando cada um para aparecer publicamente em determinada data e horário.

Antigamente, esses vídeos simplesmente permaneciam agendados, aguardando o momento estabelecido para sua publicação.

Posteriormente, o próprio YouTube disponibilizou uma funcionalidade que permite oferecer aos membros do canal acesso antecipado a determinados vídeos.

Isso significa que o vídeo continua tendo sua publicação gratuita programada para todos, mas quem voluntariamente participa da modalidade de membros pode assisti-lo antes da data estabelecida.

Além desse acesso antecipado, a modalidade de membros oferece outros benefícios, conforme aquilo que o responsável pelo canal disponibiliza.

Portanto, é importante compreender a diferença: ser membro do canal não significa comprar os vídeos. Significa contribuir voluntariamente com a manutenção e continuidade do trabalho realizado naquele canal, recebendo alguns benefícios oferecidos pela plataforma.

Quem não deseja contribuir continuará assistindo gratuitamente ao conteúdo quando ele for publicado. Absolutamente nada muda nesse sentido.

2. Sobre o argumento bíblico de Terceira João 7

Você mencionou que determinadas pessoas não aceitam ofertas daqueles que não estão em comunhão nas mesmas assembleias, utilizando como fundamento Terceira João 7:

"Porque pelo seu Nome saíram, nada tomando dos gentios."

Conheço esse princípio bíblico e compreendo perfeitamente sua importância. O texto apresenta servos que haviam saído por amor ao nome do Senhor Jesus Cristo, sem depender financeiramente daqueles entre os quais anunciavam o Evangelho.

O princípio é precioso: a mensagem da salvação não deve ser comercializada, nem o pecador deve receber a impressão de que precisa contribuir financeiramente para ter acesso à graça de Deus.

O próprio Senhor Jesus declarou:

"De graça recebestes, de graça dai." (Mateus 10:8).

Também encontramos o apóstolo Paulo demonstrando grande cuidado para não criar obstáculos ao Evangelho. Em Primeira aos Coríntios 9:18, ele explica sua preocupação em anunciar gratuitamente a mensagem, sem abusar do direito que possuía como pregador.

Entretanto, precisamos distinguir corretamente as coisas, para não aplicarmos uma passagem bíblica a uma situação completamente diferente daquela que ela está tratando.

A contribuição financeira voluntária para um canal particular do YouTube não é a mesma coisa que uma oferta recebida por uma igreja local ou por um obreiro que saiu para anunciar o Evangelho.

E, principalmente, não significa que alguém esteja comprando a mensagem da salvação.

Aliás, o próprio Novo Testamento mostra que contribuir voluntariamente para o sustento de um trabalho não constitui, por si só, comercialização da Palavra de Deus. Os crentes em Filipos, por exemplo, contribuíram para as necessidades do apóstolo Paulo, conforme Filipenses 4:15-18.

O que deve ser preservado é a distinção entre a livre proclamação do Evangelho e o apoio voluntário oferecido por aqueles que desejam contribuir com determinado trabalho.

3. Este canal não é uma igreja local nem uma obra missionária

Outro ponto que parece não ter ficado claro é que o canal Palavras do Evangelho não é uma igreja local, tampouco uma obra missionária sustentada ou administrada por uma assembleia.

Trata-se de um canal particular, criado e administrado por mim, Josué Matos.

Qualquer pessoa pode assistir aos vídeos e, se desejar, tornar-se membro do canal, independentemente de pertencer ou não a determinada denominação ou estar em comunhão em alguma assembleia.

Ser membro de um canal do YouTube não significa ser recebido na comunhão de uma igreja local, participar da Ceia do Senhor, integrar uma obra missionária ou assumir qualquer posição eclesiástica.

São coisas inteiramente diferentes.

Não devemos confundir uma funcionalidade comercial e administrativa disponibilizada por uma plataforma digital com os princípios bíblicos que regulamentam a comunhão e o funcionamento de uma igreja local.

4. Sobre sua observação em nome de outras pessoas

Observei também que, inicialmente, você apresentou sua dificuldade na primeira pessoa, dizendo que não conseguia compreender a questão. Agora, porém, passou a mencionar o procedimento de determinadas pessoas que não aceitam ofertas daqueles que não estão em comunhão nas mesmas assembleias.

Respeito a convicção dessas pessoas, mas seria importante que você apresentasse sua própria compreensão do assunto, em vez de transferir para este canal particular uma prática adotada por outros em um contexto inteiramente diferente.

Afinal, não estamos discutindo o recebimento de ofertas numa igreja local, mas uma modalidade de participação voluntária disponibilizada pelo YouTube.

Também gostaria de lembrar que você chegou até este espaço por meio de um vídeo gratuito, assistiu ao conteúdo e utilizou livremente a seção de comentários para apresentar suas observações. Isso, por si só, já demonstra que não existe qualquer exigência financeira para ter acesso ao material.

Procuro esclarecer as dúvidas quando necessário, mas não considero razoável ter de justificar repetidamente uma funcionalidade pública do YouTube, que qualquer pessoa pode pesquisar e compreender diretamente na própria plataforma.

Meu compromisso é continuar disponibilizando conteúdo bíblico gratuitamente, como tenho feito. Quem desejar contribuir voluntariamente com o canal poderá fazê-lo; quem não desejar continuará sendo igualmente bem-vindo para assistir aos vídeos.

Espero que agora tenha ficado suficientemente esclarecido que não estou cobrando pelo Evangelho, não estou vendendo mensagens bíblicas e não estou exigindo pagamento antecipado para assistir aos vídeos.

Por fim, se ainda restar alguma dúvida sobre o que significa ser membro de um canal no YouTube, recomendo que procure essas informações na própria plataforma. O YouTube explica como funciona esse recurso, quais são os benefícios oferecidos e como a adesão é inteiramente voluntária. Assim, ficará mais fácil compreender a diferença entre contribuir para apoiar um canal e pagar para ter acesso ao Evangelho, algo que nunca foi, nem será, a finalidade deste trabalho.

Uma coisa é comercializar a Palavra de Deus, prática que as Escrituras condenam (Segunda aos Coríntios 2:17). Outra, completamente diferente, é alguém decidir apoiar voluntariamente um canal particular, utilizando uma ferramenta disponibilizada pelo próprio YouTube.

É importante não confundirmos essas duas situações.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

Por que você cobra (vídeos reservados aos membros)?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Por que você cobra (vídeos reservados aos membros)? O Evangelho nos diz que de graça recebemos e de graça devemos dar. Em determinados assuntos, tem que pagar. Isso cheira a comercializar a fé.

Minha Resposta:

Agradeço pelo seu comentário e pela oportunidade de esclarecer essa questão, pois acredito que existe um equívoco quanto à maneira como os vídeos são disponibilizados no meu canal do YouTube.

Em primeiro lugar, concordo plenamente com a afirmação de que o Evangelho deve ser anunciado gratuitamente. A Palavra de Deus não é uma mercadoria, a salvação não está à venda e ninguém deve transformar as coisas espirituais em instrumentos de exploração financeira.

O próprio Senhor Jesus declarou:

"De graça recebestes, de graça dai." (Mateus 10:8).

Entretanto, é importante compreender a diferença entre cobrar para ensinar a Palavra de Deus e receber contribuições voluntárias de pessoas que desejam ajudar nas despesas de um trabalho dedicado à divulgação dessa mesma Palavra.

1. Por que alguns vídeos aparecem primeiro para os membros do canal?

Vou explicar como funciona o meu canal, porque talvez essa informação ajude a esclarecer a sua dúvida.

Eu produzo diversos vídeos antecipadamente e os deixo agendados no YouTube para serem publicados em determinadas datas. Isso significa que os vídeos já estão gravados, editados e preparados, mas ainda não chegaram ao dia programado para sua publicação pública.

O próprio YouTube disponibiliza um recurso que permite oferecer esses vídeos antecipadamente aos membros do canal, ou seja, às pessoas que, voluntariamente, decidiram contribuir financeiramente para apoiar o trabalho realizado.

Esses membros recebem o benefício de assistir aos vídeos antes da data prevista para a publicação.

Entretanto, quando chega o dia programado, os mesmos vídeos são disponibilizados gratuitamente para todas as pessoas, sejam membros ou não.

Portanto, ninguém precisa pagar para assistir aos meus ensinamentos bíblicos. A contribuição dos membros não é uma condição para receber a Palavra de Deus, mas uma maneira voluntária de apoiar o trabalho, tendo como benefício o acesso antecipado aos conteúdos.

Não estou vendendo assuntos bíblicos, tampouco separando determinadas doutrinas para que somente quem paga possa conhecê-las.

Existe uma diferença muito grande entre comercializar a fé e utilizar um recurso legítimo de uma plataforma para permitir que pessoas interessadas contribuam voluntariamente com a manutenção de um trabalho.

2. A Palavra de Deus é gratuita, mas os meios utilizados para divulgá-la têm custos

Talvez nem sempre as pessoas percebam que a produção de conteúdos cristãos também envolve despesas.

A mensagem que transmito é gratuita, mas a câmera utilizada para gravar os vídeos não foi gratuita. O computador, os equipamentos, os programas de edição, a manutenção do site e os demais recursos utilizados também representam investimentos financeiros.

Além disso, existe todo um trabalho de preparação, estudo, gravação, edição, publicação e manutenção dos materiais disponibilizados.

Também mantenho conteúdos escritos, estudos bíblicos, livros e outros recursos que podem ser consultados gratuitamente.

Nada disso surge automaticamente, sem dedicação, tempo ou recursos materiais.

Evidentemente, não considero que essas despesas me deem o direito de cobrar pela Palavra de Deus. Apenas explico que, quando alguém decide contribuir voluntariamente, está ajudando a custear os meios utilizados para que o conteúdo continue sendo produzido e divulgado gratuitamente.

3. O que a Bíblia ensina sobre o sustento daqueles que trabalham na divulgação do Evangelho?

É interessante observar que o mesmo Novo Testamento que nos ensina a anunciar gratuitamente a mensagem de Deus também reconhece a legitimidade do auxílio material àqueles que trabalham na Sua obra.

O apóstolo Paulo escreveu:

"Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho." (1 Coríntios 9:14).

Observe que Paulo não estava ensinando que os pregadores deveriam vender suas mensagens. Ele estava demonstrando que aqueles que dedicam tempo e esforços à divulgação do Evangelho podem legitimamente receber sustento material.

No mesmo capítulo, encontramos esta pergunta:

"Se nós vos semeamos as coisas espirituais, será muito que de vós recolhamos as carnais?" (1 Coríntios 9:11).

Paulo estabelece uma distinção entre o trabalho espiritual e o auxílio material.

É verdade que, em determinadas circunstâncias, ele preferiu não exercer esse direito, trabalhando com as próprias mãos para não criar qualquer obstáculo à divulgação do Evangelho (1 Coríntios 9:12-18; Atos dos Apóstolos 18:3).

Entretanto, isso não significa que condenasse o recebimento de contribuições voluntárias.

Pelo contrário, quando escreveu aos filipenses, agradeceu pelo auxílio material que havia recebido:

"Porque também uma e outra vez me mandastes o necessário a Tessalônica." (Filipenses 4:16).

E acrescentou:

"Não que procure dádivas, mas procuro o fruto que cresça para a vossa conta." (Filipenses 4:17).

Essas ofertas não representavam a compra de ensinamentos espirituais, mas uma expressão de comunhão e participação na obra do Senhor.

Encontramos ainda outra orientação em Gálatas 6:6:

"E o que é instruído na palavra reparta de todos os seus bens com aquele que o instrui."

Portanto, precisamos ter cuidado para não condenar como comercialização da fé aquilo que as próprias Escrituras reconhecem como uma contribuição material legítima.

4. O próprio Senhor Jesus recebeu auxílio material durante Seu ministério

Você mencionou corretamente que o Senhor Jesus ensinou que devemos dar gratuitamente aquilo que gratuitamente recebemos.

Mas também é importante considerar o que encontramos em Lucas 8:1-3.

Essa passagem apresenta algumas mulheres que acompanhavam o Senhor Jesus e Seus discípulos e que contribuíam com seus próprios bens para atender às necessidades daquele grupo.

O Senhor não cobrava pelas mensagens que anunciava, mas isso não impedia que pessoas voluntariamente contribuíssem para as necessidades materiais relacionadas ao Seu ministério terreno.

Em Lucas 10:7, o próprio Senhor declarou:

"Digno é o trabalhador do seu salário."

Naturalmente, não estou comparando o meu trabalho pessoal ao ministério perfeito do Senhor Jesus. Estou apenas demonstrando que receber auxílio material e vender a Palavra de Deus são duas coisas completamente diferentes.

5. Ninguém é obrigado a contribuir

Gostaria de deixar algo muito claro: ninguém precisa tornar-se membro do meu canal.

Quem não deseja contribuir pode continuar acompanhando os vídeos normalmente, sem qualquer prejuízo quanto ao acesso aos conteúdos que são publicados gratuitamente.

A contribuição é inteiramente voluntária.

A Bíblia declara:

"Cada um contribua segundo propôs no seu coração; não com tristeza, ou por necessidade; porque Deus ama ao que dá com alegria." (2 Coríntios 9:7).

Embora essa passagem trate especificamente de uma coleta para atender às necessidades de outros santos, ela também nos apresenta um princípio importante quanto à disposição voluntária de contribuir.

Não deve existir constrangimento, pressão psicológica ou exploração financeira.

Também concordo que precisamos rejeitar qualquer tentativa de transformar a fé em comércio. O apóstolo Paulo advertiu sobre aqueles que fazem da piedade uma fonte de lucro (1 Timóteo 6:5), e Pedro condenou os falsos ensinadores que, movidos pela avareza, fazem negócio das pessoas (2 Pedro 2:3).

Mas é justamente por reconhecer a seriedade dessas advertências que considero importante distinguir a exploração religiosa do apoio financeiro voluntário.

Uma pessoa que contribui para ajudar na manutenção de um trabalho cristão não está comprando a Palavra de Deus. Está simplesmente colaborando para que outras pessoas também possam continuar recebendo gratuitamente os conteúdos produzidos.

6. Antes de concluir que existe uma cobrança, procure conhecer os fatos

A Bíblia nos ensina:

"Responder antes de ouvir é estultícia e vergonha." (Provérbios 18:13).

Compreendo que, ao encontrar um vídeo identificado como exclusivo para membros, alguém possa inicialmente imaginar que estou cobrando pelo acesso àquele ensinamento.

Mas a explicação é simples: trata-se de uma disponibilização antecipada. O vídeo será posteriormente publicado para todos, gratuitamente.

Não considero justo afirmar que estou comercializando a fé sem primeiro compreender como funciona esse recurso do YouTube.

Tenho dedicado tempo, recursos e esforços à produção e divulgação desses materiais. Aqueles que desejam ajudar financeiramente podem fazê-lo, e aqueles que não desejam continuam sendo igualmente bem-vindos para acompanhar os conteúdos gratuitos.

Minha intenção não é vender o Evangelho, mas utilizar os recursos disponíveis para ampliar a divulgação da Palavra de Deus.

Se alguém deseja contribuir para ajudar a custear os equipamentos, os programas, a produção dos vídeos e a manutenção desse trabalho, sou grato. Se não deseja ou não tem condições, continuará tendo acesso gratuito aos vídeos quando forem publicados.

A salvação é gratuita, a mensagem do Evangelho é gratuita e continuará sendo anunciada gratuitamente.

Espero que esse esclarecimento ajude a compreender melhor a diferença entre cobrar pela fé e receber apoio voluntário para sua divulgação.

Para concluir, deixo uma reflexão: se reconhecemos que a divulgação da Palavra de Deus é importante, por que considerar errado que algumas pessoas desejem contribuir voluntariamente para ajudar aqueles que investem seus próprios recursos nessa atividade?

O apoio material não diminui a gratuidade da mensagem. Pelo contrário, quando utilizado corretamente, pode contribuir para que ela alcance ainda mais pessoas.

Que o Senhor nos conceda discernimento para rejeitar a verdadeira comercialização da fé, sem condenar aquilo que as próprias Escrituras reconhecem como legítimo.

Josué Matos

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