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Não perco tempo discutindo com crentes cegos.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Não perco tempo discutindo com crentes cegos. Para vocês, 2 + 2 = 5. Sua religiãozinha é uma fraude TOTAL! Você não vai para nenhum 'céu' e você tem muita sorte que o 'inferno' também não existe, senão seria o seu eterno lar! Mentir e enganar os outros é pecado! Tenha um pouco de honestidade intelectual! Se até as estrelas morrem, é muita audácia um primata bípede querer viver para sempre e achar que as trilhões de galáxias do Universo foram criadas por outro primata bípede que fica sentado em um trono. É o ápice da insanidade!

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma tão direta. Discordar faz parte de qualquer debate sério, mas as questões fundamentais da existência não são resolvidas por insultos, e sim pela busca sincera da verdade.

Você afirma que o céu não existe porque as estrelas morrem e porque o ser humano é apenas um "primata bípede". No entanto, a Bíblia nunca baseou a esperança da vida eterna na capacidade biológica do homem, mas no poder do Deus Criador. Se Deus trouxe o universo à existência por Sua palavra, ressuscitar um ser humano não representa qualquer dificuldade para Ele.

Aliás, a própria ciência reconhece que o universo teve um começo. Tudo o que tem começo exige uma causa suficiente para sua existência. A existência de bilhões de galáxias não elimina Deus; pelo contrário, revela uma ordem, uma complexidade e leis físicas extremamente precisas que apontam para um Criador inteligente.

Também é interessante observar que a Bíblia nunca descreve Deus como um "primata sentado em um trono". Deus é Espírito (João 4:24), eterno, infinito e independente da criação. Quando a Escritura fala de Seu trono, utiliza uma linguagem que comunica Sua autoridade e soberania sobre todas as coisas.

Quanto ao inferno, a sua inexistência não é provada pelo fato de alguém não acreditar nele. A realidade não depende da opinião humana. O mesmo Senhor Jesus que falou do amor de Deus também advertiu repetidas vezes sobre o juízo futuro, sobre a separação eterna entre os que rejeitam a graça divina e os que recebem a salvação pela fé.

Da mesma forma, a esperança da vida eterna não nasce do orgulho humano de querer viver para sempre. Pelo contrário, nasce do reconhecimento de nossa fragilidade. Todos envelhecemos, adoecemos e morremos. A pergunta inevitável é: o que acontece depois?

A Bíblia responde que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9:27). Mas também anuncia uma maravilhosa esperança: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

A fé cristã não é um convite para abandonar a razão, mas para reconhecer que existe uma realidade maior do que aquilo que os nossos sentidos podem medir. A própria existência da consciência moral, do senso de justiça, da racionalidade e da busca pelo significado da vida aponta para algo que transcende a matéria.

Cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar essa mensagem. Porém, rejeitá-la não a torna falsa, assim como acreditar nela não a torna verdadeira. A verdade permanece independente das nossas preferências.

Meu desejo é que o debate seja sempre conduzido com respeito, porque todos nós, crentes ou não, um dia estaremos diante da realidade definitiva e teremos de responder à pergunta mais importante da existência: quem é Jesus Cristo?

Josué Matos

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'O que Deus ajuntou não o separe o homem.'

 Alguém que me escreveu no YouTube:

De acordo com o ensino de Jesus, a permissão para o divórcio dada por Moisés não anulou o propósito original de Deus para o casamento.

Em Mateus 19:3-9, quando os fariseus perguntaram sobre o divórcio, Jesus respondeu citando Gênesis:

'O que Deus ajuntou não o separe o homem.'

E acrescentou que Moisés permitiu o divórcio 'por causa da dureza do vosso coração', mas que 'no princípio não foi assim'.

Nessa interpretação, Jesus apresenta duas ideias:

O ideal de Deus desde a criação é a união permanente entre marido e mulher.

A concessão de Moisés sobre o divórcio foi uma permissão dada para lidar com a realidade do pecado humano, não uma revogação do plano original de Deus.

O apóstolo Paulo de Tarso também ensina que o vínculo matrimonial é para toda a vida, sendo a morte o que normalmente encerra essa união (Romanos 7:2-3; 1 Coríntios 7:39).

Há diferentes interpretações entre as tradições cristãs sobre exceções ao divórcio e novo casamento, mas a maioria concorda que Jesus afirmou a superioridade do propósito original de Deus para o matrimônio em relação à concessão mosaica do divórcio.

Minha Resposta:

Você está correto ao afirmar que o propósito original de Deus para o casamento nunca foi alterado. Desde Gênesis 2:24, Deus estabeleceu uma união permanente entre um homem e uma mulher, e o Senhor Jesus confirmou esse princípio ao declarar: "O que Deus ajuntou não o separe o homem" (Mateus 19:6).

Entretanto, é importante esclarecer um ponto que costuma gerar muita confusão. Muitos entendem que Mateus 19:9 autoriza o divórcio em caso de adultério. Porém, o texto não utiliza a palavra "adultério", mas "fornicação". No Novo Testamento existe uma distinção entre esses termos. Fornicação refere-se à impureza sexual de uma pessoa que ainda não consumou o casamento, enquanto adultério é a infidelidade de quem já está casado.

Essa distinção é confirmada pelo próprio contexto judaico. Naquele tempo existia o desposório, um compromisso muito mais forte do que o noivado moderno. José e Maria estavam desposados, sendo chamados marido e mulher, embora ainda não tivessem convivido maritalmente (Mateus 1:18-20). Se durante esse período fosse descoberta fornicação, o compromisso poderia ser desfeito.

Assim, a chamada "cláusula de exceção" do Senhor Jesus não trata de um casamento consumado, mas da quebra do compromisso do desposório por causa da fornicação. Ela não constitui autorização para dissolver um casamento já estabelecido.

Quando os apóstolos ensinam sobre o casamento cristão, essa exceção sequer é mencionada. Pelo contrário, a doutrina é clara e uniforme. Romanos 7:2-3 afirma que a mulher está ligada ao marido enquanto ele vive. 1 Coríntios 7:10-11 ordena que a esposa não se aparte do marido e que o marido não deixe a esposa. Se ocorrer uma separação física, a orientação é igualmente clara: permanecer sem casar ou reconciliar-se.

Isso demonstra que existe diferença entre separação e divórcio. Em determinadas circunstâncias graves, como violência, abandono ou impossibilidade de convivência, pode haver uma separação física para preservar a vida, a segurança ou a paz. Contudo, essa separação não dissolve o vínculo matrimonial diante de Deus e não autoriza um novo casamento enquanto o outro cônjuge estiver vivo.

Por isso, o ensino bíblico permanece o mesmo do princípio ao fim: o casamento é uma união estabelecida por Deus e somente a morte desfaz esse vínculo. O divórcio civil pode produzir efeitos perante as leis humanas, mas não altera aquilo que Deus uniu.

Esse entendimento harmoniza Gênesis 2:24, Mateus 19:3-9, Marcos 10:11-12, Lucas 16:18, Romanos 7:2-3, 1 Coríntios 7:10-11 e 1 Coríntios 7:39, preservando o propósito original de Deus para o matrimônio e a figura da união indissolúvel entre Cristo e Sua Igreja.

Josué Matos

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Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

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Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

Minha Resposta:

Obrigado pela sua observação. Na verdade, a questão não é simplesmente possuir ou não um CNPJ. O ponto principal é fazer distinção entre a igreja e uma entidade jurídica.

Na Bíblia, a igreja nunca é apresentada como uma pessoa jurídica, uma instituição registrada ou uma organização civil. A igreja é composta por pessoas salvas pelo sangue de Cristo. Paulo escreveu aos crentes em Corinto chamando-os de “igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2). A igreja era formada pelos santos reunidos naquele lugar, e não pelo edifício onde se encontravam.

Um imóvel pode ter registro civil, escritura, conta bancária, número fiscal ou qualquer outra exigência legal do país onde está localizado. Isso não transforma o imóvel em igreja. Da mesma forma, um salão de reuniões pode estar legalmente registrado para cumprir exigências administrativas sem que a igreja em si se torne uma organização religiosa nos moldes denominacionais.

O problema surge quando se passa a identificar a igreja com a estrutura jurídica, como se a igreja fosse uma associação registrada, uma instituição religiosa ou uma empresa. Biblicamente, a igreja já existe antes de qualquer documento humano. Ela é o corpo de Cristo (Efésios 1:22-23), a casa de Deus (1 Timóteo 3:15) e uma habitação espiritual (1 Pedro 2:5).

Portanto, o debate não é sobre a existência de um CNPJ ou de um registro legal para administrar um imóvel. A questão é manter clara a diferença entre os aspectos civis necessários para um local de reunião e a natureza espiritual da igreja. Uma igreja não nasce de um registro governamental, mas da obra de Deus na vida daqueles que creem no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

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A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

Quais "boas novas" esse "evangelho" trouxe? A doutrina do inferno eterno???
Que "boas novas" são essas? Os judeus do Antigo Testamento absolutamente não acreditavam nessa aberração. Para eles o destino de todas as pessoas era o Sheol, um lugar de escuridão, inatividade e esquecimento, não havia sofrimento.
Então, essas "boas novas" de "boas" não têm absolutamente NADA! Muito pelo contrário, essa é a doutrina mais perversa da História da humanidade!
Ela aplica a mesma pena para uma pessoa que fez sexo antes do casamento para um genocida como Hitler. Vocês acham que existe o mínimo de justiça nisso? Isso só pode ter saído de uma mente de psicopata! Por isso, sou agnóstico e não quero saber desse "evangelho" nem desse "deus" de "amor". Um verdadeiro Deus de amor não condenaria alguém ao sofrimento eterno! O "deus" da Bíblia é produto dessas mentes doentias e egoístas! Ele não criou o homem, foi o homem que o criou, e ele reflete a condição doentia das pessoas que o criaram! Eu tenho certeza ABSOLUTA que eu não fui criado por esse "deus" de "amor"! 2 + 2 = 4.

Minha Resposta:

Agradeço por expressar sua opinião de forma tão franca. Muitas pessoas têm dificuldades semelhantes quando se deparam com o ensino bíblico sobre o juízo eterno. Entretanto, a questão principal não é se gostamos ou não dessa doutrina, mas se ela é verdadeira.

Você afirma que os judeus do Antigo Testamento não acreditavam em castigo após a morte. Porém, os próprios textos do Antigo Testamento apresentam uma realidade mais ampla do que simplesmente um estado de inconsciência. Em Isaías 66:24 encontramos uma descrição de juízo permanente. Em Daniel 12:2 lemos que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. Portanto, a ideia de uma distinção futura entre salvos e perdidos não surgiu no Novo Testamento; ela já estava presente nas Escrituras judaicas.

Quanto ao Seol, é verdade que a palavra frequentemente descreve o estado dos mortos. Porém, o próprio Senhor Jesus esclareceu muito mais sobre a condição após a morte. Em Lucas 16:19-31, ao falar do rico e de Lázaro, Ele descreveu consciência após a morte, lembrança, sofrimento e separação. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que qualquer outro personagem bíblico. Isso deveria levar qualquer pessoa honesta a perguntar: se Jesus é digno de confiança em tudo o mais, por que não seria também neste assunto?

Outra questão levantada é a comparação entre um pecador comum e um genocida. A Bíblia não ensina que todos receberão exatamente o mesmo grau de punição. O Senhor Jesus ensinou claramente que haverá diferentes graus de responsabilidade e de juízo. Lucas 12:47-48 fala de muitos e poucos açoites. Mateus 11:22-24 mostra que algumas cidades terão condenação mais severa do que outras. Deus é perfeitamente justo e julgará cada pessoa segundo suas obras.

Mas a Bíblia também ensina algo que o homem moderno rejeita: o problema não é apenas o tamanho dos pecados cometidos, mas contra quem eles foram cometidos. O pecado é uma ofensa contra um Deus infinito e santo. Por isso Romanos 3:23 declara: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A diferença entre Hitler e o cidadão moral pode ser enorme aos olhos humanos, mas ambos são pecadores necessitados da graça de Deus.

Você pergunta onde estão as “boas novas”. Elas estão justamente no fato de que Deus não deixou o homem condenado sem esperança. O evangelho não começa com o inferno; começa com o amor de Deus. João 3:16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Se existisse apenas condenação, não haveria boas novas. Mas Deus enviou Seu Filho ao mundo para sofrer o castigo que o pecador merecia. Na cruz, Jesus Cristo suportou o juízo divino contra o pecado para que pecadores pudessem ser perdoados. Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

O evangelho não diz que Deus deseja condenar homens. Pelo contrário, diz que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). O problema não é falta de amor da parte de Deus; o problema é a recusa do homem em aceitar a salvação oferecida gratuitamente em Cristo.

Muitos rejeitam a existência de Deus porque não conseguem conciliar Sua justiça com Seu amor. Mas a cruz demonstra ambas as coisas ao mesmo tempo. Ali vemos um Deus santo que não ignora o pecado e um Deus amoroso que providencia o Salvador.

Você tem todo o direito de discordar da mensagem do evangelho. Porém, a pergunta mais importante continua sendo: e se ela for verdadeira? Nesse caso, a questão não será o que pensamos de Deus, mas o que faremos com a pessoa de Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e oferece salvação a todo aquele que crê.

Josué Matos

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