Alguém que me escreveu no YouTube:
A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:
Quais "boas novas" esse "evangelho" trouxe? A doutrina do inferno eterno???
Que "boas novas" são essas? Os judeus do Antigo Testamento absolutamente não acreditavam nessa aberração. Para eles o destino de todas as pessoas era o Sheol, um lugar de escuridão, inatividade e esquecimento, não havia sofrimento.
Então, essas "boas novas" de "boas" não têm absolutamente NADA! Muito pelo contrário, essa é a doutrina mais perversa da História da humanidade!
Ela aplica a mesma pena para uma pessoa que fez sexo antes do casamento para um genocida como Hitler. Vocês acham que existe o mínimo de justiça nisso? Isso só pode ter saído de uma mente de psicopata! Por isso, sou agnóstico e não quero saber desse "evangelho" nem desse "deus" de "amor". Um verdadeiro Deus de amor não condenaria alguém ao sofrimento eterno! O "deus" da Bíblia é produto dessas mentes doentias e egoístas! Ele não criou o homem, foi o homem que o criou, e ele reflete a condição doentia das pessoas que o criaram! Eu tenho certeza ABSOLUTA que eu não fui criado por esse "deus" de "amor"! 2 + 2 = 4.
Minha Resposta:
Agradeço por expressar sua opinião de forma tão franca. Muitas pessoas têm dificuldades semelhantes quando se deparam com o ensino bíblico sobre o juízo eterno. Entretanto, a questão principal não é se gostamos ou não dessa doutrina, mas se ela é verdadeira.
Você afirma que os judeus do Antigo Testamento não acreditavam em castigo após a morte. Porém, os próprios textos do Antigo Testamento apresentam uma realidade mais ampla do que simplesmente um estado de inconsciência. Em Isaías 66:24 encontramos uma descrição de juízo permanente. Em Daniel 12:2 lemos que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. Portanto, a ideia de uma distinção futura entre salvos e perdidos não surgiu no Novo Testamento; ela já estava presente nas Escrituras judaicas.
Quanto ao Seol, é verdade que a palavra frequentemente descreve o estado dos mortos. Porém, o próprio Senhor Jesus esclareceu muito mais sobre a condição após a morte. Em Lucas 16:19-31, ao falar do rico e de Lázaro, Ele descreveu consciência após a morte, lembrança, sofrimento e separação. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que qualquer outro personagem bíblico. Isso deveria levar qualquer pessoa honesta a perguntar: se Jesus é digno de confiança em tudo o mais, por que não seria também neste assunto?
Outra questão levantada é a comparação entre um pecador comum e um genocida. A Bíblia não ensina que todos receberão exatamente o mesmo grau de punição. O Senhor Jesus ensinou claramente que haverá diferentes graus de responsabilidade e de juízo. Lucas 12:47-48 fala de muitos e poucos açoites. Mateus 11:22-24 mostra que algumas cidades terão condenação mais severa do que outras. Deus é perfeitamente justo e julgará cada pessoa segundo suas obras.
Mas a Bíblia também ensina algo que o homem moderno rejeita: o problema não é apenas o tamanho dos pecados cometidos, mas contra quem eles foram cometidos. O pecado é uma ofensa contra um Deus infinito e santo. Por isso Romanos 3:23 declara: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A diferença entre Hitler e o cidadão moral pode ser enorme aos olhos humanos, mas ambos são pecadores necessitados da graça de Deus.
Você pergunta onde estão as “boas novas”. Elas estão justamente no fato de que Deus não deixou o homem condenado sem esperança. O evangelho não começa com o inferno; começa com o amor de Deus. João 3:16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.
Se existisse apenas condenação, não haveria boas novas. Mas Deus enviou Seu Filho ao mundo para sofrer o castigo que o pecador merecia. Na cruz, Jesus Cristo suportou o juízo divino contra o pecado para que pecadores pudessem ser perdoados. Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.
O evangelho não diz que Deus deseja condenar homens. Pelo contrário, diz que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). O problema não é falta de amor da parte de Deus; o problema é a recusa do homem em aceitar a salvação oferecida gratuitamente em Cristo.
Muitos rejeitam a existência de Deus porque não conseguem conciliar Sua justiça com Seu amor. Mas a cruz demonstra ambas as coisas ao mesmo tempo. Ali vemos um Deus santo que não ignora o pecado e um Deus amoroso que providencia o Salvador.
Você tem todo o direito de discordar da mensagem do evangelho. Porém, a pergunta mais importante continua sendo: e se ela for verdadeira? Nesse caso, a questão não será o que pensamos de Deus, mas o que faremos com a pessoa de Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e oferece salvação a todo aquele que crê.
Josué Matos
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