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Minha salvação está condicionada a eu pregar também?

Alguém que me escreveu no YouTube:

Minha salvação está condicionada a eu pregar também? É isto que diz o versículo: toda árvore que não der fruto será cortada e lançada ao fogo. Ou seja, se eu não for um pregador, estou condenado?

Minha Resposta:

A tua dúvida é muito comum, mas a Escritura não ensina que a salvação está condicionada ao fato de alguém ser pregador. A salvação é pela fé em Cristo, e não pelo exercício de um dom ou de uma atividade cristã. O próprio apóstolo Paulo escreveu que somos salvos “não por obras, para que ninguém se glorie” (Efésios 2:9). Se a salvação dependesse do quanto pregamos, então ninguém poderia ter certeza da vida eterna, pois cada um pregaria de forma diferente.

Quando o Senhor falou sobre a árvore que não dá fruto ser cortada e lançada ao fogo (Mateus 7:19), Ele estava tratando dos falsos profetas, homens que aparentavam ser o que não eram. O fruto, no contexto, não é “pregar”, mas o caráter, a doutrina e a conduta que revelam se uma pessoa realmente pertence a Cristo ou não.

A Bíblia mostra claramente que nem todos os salvos são pregadores. Em 1 Coríntios 12, Paulo ensina que o Corpo de Cristo tem muitos membros com funções diferentes. Há quem pregue, há quem sirva, há quem ensine, há quem ore, há quem contribua, há quem console, e assim por diante. O olho não pode exigir que o pé faça o seu trabalho. Se todos fossem pregadores, onde estaria a variedade de dons?

Em Tiago 3:1 somos até alertados: “Meus irmãos, muitos de vós não sejam mestres, sabendo que receberemos mais duro juízo.” Isto mostra que pregar não é sinal de salvação, mas sim uma responsabilidade que nem todos têm.

Quanto ao fruto, o primeiro e principal fruto é a evidência da vida nova: arrependimento, fé, mudança de conduta, amor ao Senhor, desejo de santidade e obediência à Palavra. Estes frutos acompanham todos os salvos, mas não significam que todos precisam ser pregadores públicos. Uma mãe que cria os filhos em temor ao Senhor, um irmão que dá um bom testemunho no trabalho, alguém que ora pelos outros, ou que ajuda silenciosamente — todos estes também dão fruto.

Resistir ao evangelho, rejeitar Cristo, viver deliberadamente no pecado, isso sim é não dar fruto. Mas um salvo, mesmo simples, tímido ou sem dom de falar em público, é uma árvore que dá fruto naquilo que o Senhor o capacitou a fazer.

Portanto, fica tranquilo: tu não estás condenado por não seres pregador. O que Deus requer de ti é fé verdadeira no Senhor Jesus Cristo e obediência sincera à Sua Palavra. Quem está em Cristo é salvo, não por pregar, mas por ter sido alcançado pela graça.

Se o Senhor te der oportunidades de falar dEle a alguém, que seja com alegria; mas isso é fruto, não fundamento da tua salvação.

Que o Senhor guie o teu coração.

Josué Matos

Muitos confundem 2 Tessalonicenses 1:7-8 com o arrebatamento

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Na segunda carta de Paulo aos tessalonicenses, no capítulo 1 e nos versículos 7 e 8, Paulo escreveu aos tessalonicenses que eles terão descanso das tribulações quando Jesus vier secretamente de forma visível para os salvos e invisível para o mundo?

Minha Resposta:

Muitos confundem 2 Tessalonicenses 1:7-8 com o arrebatamento. Mas ali o apóstolo Paulo não está a falar de uma vinda “secreta para os salvos” ou “visível apenas para eles e invisível para o mundo”. O texto descreve a manifestação pública de Cristo em juízo, um evento completamente diferente do arrebatamento da Igreja.

Observe o que Paulo escreveu:

“E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando do céu se manifestar o Senhor Jesus com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança…”.

Aqui temos quatro elementos que jamais se aplicam ao arrebatamento:

  1. Manifestação – Paulo não diz “virá secretamente”, mas “se manifestar”, ou seja, será visível ao mundo; é a revelação pública do Senhor Jesus em glória.

  2. Anjos poderosos – também é linguagem de juízo, não de arrebatamento.

  3. Labareda de fogo – nunca aparece associado ao arrebatamento, mas sim ao dia do Senhor.

  4. Vingança contra os que não conhecem a Deus – isso é juízo sobre o mundo, não redenção para a Igreja.

O arrebatamento, por outro lado, é descrito como algo para a Igreja, não para o mundo, e nunca como juízo. Em 1 Tessalonicenses 4:16-17, Paulo fala de um encontro nos ares, mas não menciona fogo, anjos em juízo, manifestação pública ou vingança divina. Além disso, em 1 Tessalonicenses 1:10, os crentes esperam o Senhor Jesus “que nos livra da ira futura”, não que vem derramar essa ira.

Em 2 Tessalonicenses 1 Paulo consola os crentes dizendo que o descanso deles virá quando Cristo aparecer para julgar os homens que lhes causavam tribulação. Ou seja:
O descanso virá no futuro, quando o Senhor vier em glória para punir os ímpios. Isso não significa que a Igreja estará na terra nesse momento, mas que a justiça divina será plenamente manifesta.

Paulo não está descrevendo duas fases simultâneas da mesma vinda, mas dois eventos diferentes em momentos distintos:

Arrebatamento – encontro da Igreja com o Senhor nos ares; sem juízo; sem manifestação pública; antes da ira.
Aparição Gloriosa – Cristo vindo com os seus santos; juízo sobre o mundo; manifestação pública; fogo e vingança.

Por isso, não existe em 2 Tessalonicenses 1 ideia alguma de que Cristo virá “secretamente visível aos salvos e invisível ao mundo”. Essa combinação não aparece em nenhum lugar da Bíblia. O que existe são dois eventos distintos, cada um com sua natureza e propósito.

Fico contente com a tua busca pela verdade e estou sempre disponível para conversar contigo sobre estes temas bíblicos tão importantes.

Josué Matos

Quando a Ignorância Grita Mais Alto que a Bíblia

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vou pedir desculpas primeiro. Mas tu és doente mental?
Você lê 1 Tessalonicenses 4:16-17 e parece que está lendo outro texto.
Acorda. 
😊😅😮😢😮😢😂
Porque o Senhor descerá do céu com alarido, etc.

  1. Ele faz a primeira ressurreição.

  2. Aqui é o harpazo, junto com a vinda de Jesus. Acabou.
    Essas heresias de arrebatamento secreto…
    Ah, só aqui tem essa palavra.
    Acha outro arrebatamento ou outra ressurreição, doido.
       

Minha Resposta:

Antes de mais nada, apesar da sua mensagem ser repleta de desrespeito, vou responder apenas ao conteúdo bíblico, pois a Palavra de Deus merece reverência.

Você pediu a tradução literal do grego de 1 Tessalonicenses 4:16-17. Então aqui está, exatamente como está no texto grego, palavra por palavra:

1 Tessalonicenses 4:16 (grego – tradução literal):
“Porque ele mesmo, o Senhor, com um grito de comando, com voz de arcanjo, e com trombeta de Deus, descerá do céu, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro.”

1 Tessalonicenses 4:17 (grego – tradução literal):
“Depois nós, os vivos, os que permanecemos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, para o encontro do Senhor no ar; e assim sempre estaremos com o Senhor.”

Agora observe algo que você ignorou:

A palavra grega harpazō (ἁρπάζω), traduzida por “arrebatados”, significa literalmente:

• “agarrar com força”,
• “tomar repentinamente”,
• “remover de forma súbita”.

Essa palavra nunca descreve um evento público, visível e glorioso como a manifestação do Senhor em Apocalipse 19. É sempre usada para uma ação repentina, rápida e para retirar alguém de um lugar para outro.

É por isso que o texto diz:

• “encontro no ar”,
• não na terra, não em Jerusalém, não no Monte das Oliveiras.

A vinda do Senhor em glória, mencionada em Mateus 24 e Apocalipse 19, é pública, visível, com juízo, com anjos, com o Messias descendo para julgar as nações.

Mas em 1 Tessalonicenses 4 Ele não desce à terra.
Ele chama os Seus, e os crentes sobem para encontrar-se com Ele no ar.

São dois eventos diferentes. A Bíblia nunca os mistura.

Além disso, você disse que “acabou” porque “aqui é o arrebatamento junto com a vinda”. Mas o próprio texto CONTRADIZ isso:

• Ele desce com trombeta (para os salvos).
• Ele não pisa na terra.
• O encontro é no ar.
• Há uma ressurreição exclusivamente de crentes (“os mortos em Cristo”).

A ressurreição dos ímpios não ocorre aqui.
Apocalipse 20 deixa claro que ocorre mil anos depois da ressurreição dos justos.

Outro erro seu é achar que só existe uma ressurreição. A Bíblia fala claramente de duas:

  1. Ressurreição dos justos (Lucas 14:14; 1 Coríntios 15; 1 Tessalonicenses 4).

  2. Ressurreição dos ímpios (Apocalipse 20:11-15), mil anos depois.

A Bíblia não se molda ao seu argumento.
Seu argumento é que tenta se torcer para caber num único versículo.

E, finalmente, não confunda ousadia com grosseria.
Debater Bíblia exige humildade, porque ela não se curva a insultos de ninguém.

Eu sigo orando para que Deus abra os seus olhos para a verdade do evangelho, para que você deixe de lado a zombaria e receba o Senhor Jesus Cristo como Salvador pessoal antes que seja tarde. Porque riso e emojis não anulam as verdades eternas, nem mudam o juízo que se aproxima.

Josué Matos

Vê que tem respaldo Bíblico sim, e a Igreja só canoniza diante de provas de milagres!

Alguém que me escreveu no YouTube: 

COLOSSENSES 1:22: “Eis que agora ele vos reconciliou pela morte de seu corpo humano, para que vos possais APRESENTAR SANTOS, IMACULADOS, irrepreensíveis aos olhos do Pai…”.  Vê que tem respaldo bíblico sim, e a Igreja só canoniza diante de provas de milagres!

Minha Resposta:

Meu amigo, é importante lermos o texto de Colossenses 1:22 dentro do seu contexto. O apóstolo Paulo está falando da obra completa de Cristo, que reconcilia e transforma pecadores para que, no dia da apresentação diante de Deus, eles sejam vistos santos, irrepreensíveis e inculpáveis. Isso não tem relação alguma com um processo humano de “canonização”, nem depende de instituição religiosa alguma.

O texto diz que Cristo vos reconciliou, isto é, Ele fez tudo o que era necessário para colocar o pecador em paz com Deus. A finalidade dessa reconciliação é que todo salvo, no tribunal de Cristo, seja apresentado com a perfeição que vem da obra consumada do Senhor Jesus. O próprio contexto confirma isso:

“Para apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula nem ruga, mas santa e irrepreensível.”
(Epístola aos Efésios 5:27)

A Bíblia não ensina que alguns poucos, após morrer, recebem um “título especial” por parte da igreja. Pelo contrário: todos os que creem são santos, porque foram separados para Deus por meio da obra de Cristo. A santidade bíblica é posição diante de Deus, não um reconhecimento humano após a morte. Veja:

“Aos santos e fiéis em Cristo Jesus…”
(Epístola aos Efésios 1:1)

Nenhuma instituição tem autoridade para declarar alguém santo. Isso é obra exclusiva de Deus. Não existe no Novo Testamento um único caso de alguém sendo canonizado por homens, nem um mandamento instruindo que façam isso.

Quanto a milagres, eles nunca foram critério para declarar alguém salvo ou santo. Muitos que realizaram milagres nem sequer eram convertidos, e o próprio Senhor advertiu:

“Muitos me dirão naquele dia: Senhor, Senhor, não profetizamos nós em teu nome? E em teu nome não fizemos muitos milagres? Então lhes direi abertamente: nunca vos conheci.”
(Evangelho segundo Mateus 7:22-23)

Milagres não provam santidade, não provam conversão, e muito menos autorizam alguém a ser colocado numa “categoria especial”. A única base da salvação é a fé no Senhor Jesus Cristo, e a única base da santidade é a Sua obra consumada na cruz.

Portanto, Colossenses 1:22 é uma declaração gloriosa sobre o que Cristo fez, não sobre o que uma instituição declara. A apresentação futura dos salvos como santos e irrepreensíveis é o resultado do sacrifício de Cristo, não de um processo religioso posterior.

Essa é a diferença entre a verdade bíblica e a tradição humana.

Josué Matos