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Mesmo o irmão não congregando junto com o Mário Persona, o irmão vai a uma congregação somente de irmãos reunidos ao nome do Senhor?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Mesmo o irmão não congregando junto com o Mário Persona, o irmão vai a uma congregação somente de irmãos reunidos ao nome do Senhor?

Minha Resposta:

Sim, irmã. Sou do sul do Brasil. Nasci em Porto Alegre, no Rio Grande do Sul. Meus pais já eram salvos e haviam ouvido o Evangelho por meio de missionários que vieram da Irlanda do Norte. Portanto, desde cedo tive contato com a Palavra de Deus e com o Evangelho, mas isso, evidentemente, não me tornava salvo. Cada pessoa precisa ter uma experiência pessoal com Cristo. Pela graça de Deus, fui salvo aos 18 anos.

Durante muitos anos vivi e me reuni com igrejas locais no sul do Brasil, procurando seguir o modelo que encontramos no Novo Testamento. Mais tarde, em uma visita a Portugal, conheci uma pequena igreja dos irmãos em Lisboa. Percebi a necessidade que havia aqui e, diante disso, decidi permanecer em Portugal e ajudá-los naquilo que fosse necessário. Já estou aqui há sete anos.

Portanto, respondendo diretamente à sua pergunta: sim, reúno-me com irmãos que procuram congregar somente ao nome do Senhor Jesus Cristo, conforme o princípio apresentado pelo próprio Senhor:

“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles” (Mateus 18:20).

Para mim, este é um princípio muito precioso. A igreja local não deve estar reunida em torno do nome de um homem, de uma denominação ou de uma organização religiosa. O centro da reunião deve ser a Pessoa do Senhor Jesus Cristo.

Isso também significa que não devemos fazer do nome “irmãos” uma denominação. Somos irmãos porque fomos feitos filhos de Deus pela fé em Cristo, mas o nome que deve ocupar o lugar central é o nome do Senhor Jesus.

O Novo Testamento apresenta um padrão muito simples para a igreja local. Em Atos dos Apóstolos 2:41-42, aqueles que receberam a Palavra foram batizados e acrescentados à comunhão; depois perseveravam na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações. Encontramos aí alguns dos elementos fundamentais da vida de uma igreja local.

Da mesma forma, em Atos dos Apóstolos 20:7 vemos os discípulos reunidos no primeiro dia da semana para partir o pão. Em Primeira aos Coríntios 11:23-26 encontramos a Ceia do Senhor; em Primeira aos Coríntios 14 encontramos princípios relativos à reunião da igreja; e em Primeira a Timóteo 3 encontramos instruções sobre a responsabilidade e o governo na casa de Deus.

Assim, quando falamos de estar “reunidos ao nome do Senhor”, não queremos dizer simplesmente que alguns cristãos se encontram em determinado lugar. Mateus 18:20 apresenta Cristo como o centro da reunião. Seu nome envolve Sua Pessoa, Sua autoridade e tudo aquilo que Ele revelou em Sua Palavra.

Por isso, desejamos reconhecer somente a autoridade do Senhor Jesus e da Sua Palavra, dependendo da direção do Espírito Santo. Cristo deve ter a preeminência, conforme está escrito:

“E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:18).

Também é importante esclarecer que não afirmamos que somente nós somos salvos, nem que todos os verdadeiros crentes estejam necessariamente reunidos conosco. Graças a Deus, existem verdadeiros filhos de Deus em muitos lugares. A questão aqui não é quem pertence a Cristo, pois “o Senhor conhece os que são seus” (Segunda a Timóteo 2:19). A questão é procurar obedecer ao padrão que encontramos no Novo Testamento para a reunião e o funcionamento da igreja local.

Também não seguimos um homem em particular. Tenho respeito por irmãos que ensinam fielmente a Palavra de Deus, mas a igreja não pertence a nenhum pregador ou ensinador. Paulo precisou corrigir exatamente essa tendência em Corinto, quando alguns diziam: “Eu sou de Paulo”, outros: “Eu, de Apolo”, e outros: “Eu, de Cefas”. Então Paulo perguntou: “Está Cristo dividido?” (Primeira aos Coríntios 1:12-13).

Portanto, não nos reunimos ao nome de Mário Persona, nem de qualquer outro irmão, por mais conhecido ou útil que seja no serviço do Senhor. Procuramos simplesmente estar reunidos ao nome do Senhor Jesus Cristo.

É também por essa razão que considero muito preciosa a expressão de Mateus 18:20: “aí estou eu no meio deles”. O grande valor de uma igreja local não está no tamanho da congregação, na beleza do edifício, na quantidade de atividades ou na popularidade dos pregadores. O que realmente importa é a presença e a autoridade do Senhor Jesus no meio dos Seus.

Uma igreja pode ser pequena e, mesmo assim, ser preciosa aos olhos de Deus. O próprio Senhor falou de “dois ou três”. Isso nos ensina que os números não determinam o valor espiritual de uma reunião. O que importa é Cristo ocupar o centro, Sua Palavra ser respeitada e os crentes procurarem andar em obediência a ela.

Deixo também o nosso site para que o irmão possa conhecer um pouco mais sobre nós:

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Que o Senhor nos conceda graça para permanecermos firmes não em torno de homens, organizações ou nomes religiosos, mas em torno da preciosa Pessoa do Senhor Jesus Cristo, procurando guardar a Sua Palavra e não negar o Seu nome, conforme Apocalipse 3:8.

Josué Matos

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