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É interessante que as mulheres usassem chapéus publicamente até a década de 1960

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Bem! É algo simples. Creio que hoje as mulheres não passam muitas horas com véu nas reuniões da igreja, que se reunem somente em nome de Jesus. É interessante que as mulheres usassem chapéus publicamente até a década de 1960.

Minha Resposta

Sua observação histórica é interessante, e ela mostra algo importante: durante séculos, mesmo no mundo em geral, o costume de a mulher cobrir a cabeça em público refletia a ordem bíblica, ainda que muitos já não soubessem a razão. Quando a sociedade abandonou esse costume, boa parte da cristandade também o abandonou, e isso nos lembra que a nossa referência não pode ser a moda nem a cultura de cada época, mas a Palavra de Deus.

O ensino está em 1 Coríntios 11:2-16. O apóstolo começa pelo princípio da ordem estabelecida por Deus: "Quero, porém, que saibais que Cristo é a cabeça de todo o homem, e o homem é a cabeça da mulher, e Deus é a cabeça de Cristo" (v. 3). O véu, portanto, não é uma questão de estilo ou de tradição local. É um sinal visível dessa ordem de autoridade e submissão que Deus estabeleceu, e Paulo não a fundamenta em costumes de Corinto, mas na criação (vv. 8-9) e na presença dos anjos (v. 10).

Dois pontos merecem atenção:

  1. O véu está ligado a orar e profetizar. O texto diz: "Toda a mulher que ora ou profetiza com a cabeça descoberta desonra a sua própria cabeça" (v. 5). Por isso, o foco não está em contar as horas de uma reunião, mas em que a irmã esteja coberta sempre que presente nas reuniões da igreja, e também em que, num ambiente de adoração, o sinal da ordem divina esteja diante de Deus e dos anjos. Onde há dúvida, o caminho mais seguro e mais reverente é manter a cobertura durante toda a reunião.

  2. A cobertura é distinta do cabelo. Paulo ensina que o cabelo comprido é a glória da mulher (v. 15), mas ele mesmo faz a distinção entre o cabelo e o véu: "Se a mulher não se cobre, rape também o cabelo" (v. 6). Se o cabelo fosse a própria cobertura, essa frase não faria sentido. O cabelo foi dado por natureza, e o véu é a expressão voluntária de obediência.

Quanto ao versículo 16 ("Mas, se alguém quer ser contencioso, nós não temos tal costume, nem as igrejas de Deus"), ele não anula o que foi ensinado. Paulo está dizendo que nenhuma igreja de Deus adota a prática contrária, e que a discussão e a rebeldia contra esse ensino não têm lugar entre os que querem seguir a Palavra.

A pergunta decisiva, então, não é quantas horas se usa o véu, nem se a sociedade ainda o pratica, mas se o cristão quer obedecer ao que o Senhor ordenou "pelos mandamentos do Senhor" (1 Co 14:37). Esse é um privilégio da mulher que ama a Cristo: mostrar, de forma simples e visível, o seu reconhecimento da ordem de Deus.

Josué Matos

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