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Se Jesus nega sua divindade, ninguém tem o direito de negar o que Jesus determinou, a menos que torne Jesus um mentiroso.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Se Jesus nega sua divindade, ninguém tem o direito de negar o que Jesus determinou, a menos que torne Jesus um mentiroso. Mateus 7:21. Sua igreja tem liderança de homens, portanto não pode alegar que qualquer outra igreja siga homens, exceto aqueles que cobram para pregar e ensinar, mas poderiam receber ajudas ou presentes voluntários dos fiéis e dos estranhos. Homens bananas não podem liderar a igreja de Jesus, pois os discípulos de Jesus têm responsabilidade de zelar pela moral da igreja, e a moral de Jesus e de Jeová, mesmo que a igreja não seja uma organização perfeita, mas seja aprovada na fé. João 15. Nem Jesus quis ser mais perfeito do que o Pai. Lucas 18:18 e 19.

Minha Resposta:

Agradeço a sua mensagem. Vejo que há vários pontos importantes na sua colocação, e vale a pena examiná-los à luz das Escrituras com calma.

Primeiramente, a afirmação de que Jesus negou Sua divindade não corresponde ao testemunho completo da Palavra de Deus. É verdade que, em Sua humanidade perfeita, o Senhor Jesus falava como o Servo obediente enviado pelo Pai. Porém isso nunca significou negação de Sua natureza divina.

Quando em Lucas 18:19 o Senhor disse: “Por que me chamas bom? Ninguém há bom, senão um, que é Deus”, Ele não estava negando ser Deus. Pelo contrário, estava levando aquele homem a refletir sobre o peso daquilo que dizia. Se Jesus é verdadeiramente bom no sentido absoluto, então quem Ele é? O próprio texto conduz à Sua identidade divina.

A Escritura declara claramente:

“No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.” (João 1:1)

“E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós.” (João 1:14)

Tomé declarou diante dEle:

“Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28)

E o próprio Senhor Jesus afirmou:

“Eu e o Pai somos um.” (João 10:30)

Os judeus entenderam perfeitamente o significado disso, pois quiseram apedrejá-Lo por blasfêmia, dizendo:

“Tu, sendo homem, te fazes Deus a ti mesmo.” (João 10:33)

Além disso:

“Antes que Abraão existisse, eu sou.” (João 8:58)

Essa expressão remete diretamente ao nome divino revelado em Êxodo 3:14.

Sobre Mateus 7:21, esse texto não ensina negação da divindade de Cristo, mas mostra que mera profissão religiosa não salva:

“Nem todo o que me diz: Senhor, Senhor! entrará no reino dos céus, mas aquele que faz a vontade de meu Pai.”

Observe algo importante: o Senhor Jesus coloca o destino eterno das pessoas sob Sua própria autoridade. Nos versículos seguintes Ele dirá:

“Nunca vos conheci; apartai-vos de mim.” (Mateus 7:23)

Quem, além de Deus, pode pronunciar julgamento eterno?

Quanto à liderança na igreja, sim, as Escrituras mostram liderança humana estabelecida por Deus — presbíteros, bispos e pastores espiritualmente qualificados (1 Timóteo 3; Tito 1). Mas existe uma diferença fundamental: liderança bíblica não significa seguir homens como chefes absolutos.

O único Cabeça da igreja é Cristo:

“E ele é a cabeça do corpo, da igreja.” (Colossenses 1:18)

Homens fiéis apenas servem como cuidadores, nunca como substitutos de Cristo.

Pedro escreveu:

“Apascentai o rebanho de Deus... nem como tendo domínio sobre a herança de Deus, mas servindo de exemplo ao rebanho.” (1 Pedro 5:2-3)

Sobre sustento de quem ensina a Palavra, a Bíblia também é equilibrada. O evangelho não deve ser mercantilizado, isso é verdade. Porém a Escritura igualmente ensina:

“Assim ordenou também o Senhor aos que anunciam o evangelho, que vivam do evangelho.” (1 Coríntios 9:14)

“O obreiro é digno do seu salário.” (1 Timóteo 5:18)

A questão não é receber ajuda, mas a motivação do coração.

Quanto à pureza moral da assembleia, concordamos plenamente que há responsabilidade de disciplina e zelo santo:

“Não sabeis que um pouco de fermento faz levedar toda a massa?” (1 Coríntios 5:6)

Mas isso deve ser exercido com verdade, humildade e submissão à Palavra, não segundo opiniões pessoais.

Por fim, quanto à perfeição do Senhor Jesus: Ele nunca tentou “ser mais perfeito que o Pai”, porque isso seria impossível, já que Pai e Filho compartilham igualmente a mesma natureza divina.

A Escritura declara sobre Cristo:

“Porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade.” (Colossenses 2:9)

E ainda:

“O teu trono, ó Deus, é para todo o sempre.” (Hebreus 1:8)

Portanto, o testemunho bíblico não apresenta Jesus como mero mestre moral inferior ao Pai, mas como o Filho eterno de Deus, que se fez homem sem deixar de ser quem sempre foi.

Josué Matos