Alguém que me escreveu no YouTube:
Quer dizer que é gente como você que vai para o ‘céu’, passar a eternidade com ‘deus’? Então, eu prefiro ir para o ‘inferno’, viver eternamente na companhia de pessoas como Giordano Bruno, Galileu Galilei, Carl Sagan, Nikola Tesla, vai ser maravilhoso. O que ‘deus’ tem contra as pessoas inteligentes? Por que ‘ele’ prefere os crentes?
Minha Resposta:
Antes de responder, agradeço pelos R$ 5,00 que você enviou ao canal. Mesmo discordando profundamente do que eu creio, agradeço pela contribuição e pela sinceridade da sua mensagem.
Primeiramente, a Bíblia não ensina que Deus odeia pessoas inteligentes. Pelo contrário, toda inteligência humana vem do próprio Criador. Homens como Isaac Newton, Johannes Kepler, Blaise Pascal e tantos outros cientistas criam profundamente em Deus. O problema nunca foi inteligência. O problema é o coração humano diante de Deus.
A fé bíblica não é ausência de pensamento. Na realidade, o evangelho confronta tanto o ignorante quanto o intelectual. A questão não é QI, cultura, ciência ou capacidade intelectual. A questão é: o homem reconhece sua condição diante de Deus ou não?
A Bíblia declara:
“Diz o néscio no seu coração: Não há Deus.” (Salmos 14:1)
Note que o texto não diz “na sua inteligência”, mas “no seu coração”. A incredulidade bíblica não é apresentada como falta de capacidade intelectual, mas como rejeição moral e espiritual.
Outra coisa importante: o inferno não é descrito na Bíblia como um lugar de convivência alegre, debates filosóficos e admiração científica. O Senhor Jesus falou sobre ele como “trevas exteriores”, “pranto e ranger de dentes” (Mateus 8:12; Mateus 22:13). O homem moderno romantiza o inferno porque não acredita realmente nele. Mas o Senhor Jesus falou mais sobre juízo eterno do que qualquer outro personagem da Bíblia.
Além disso, ninguém será condenado por ser inteligente. O homem é condenado por seus pecados e por rejeitar a luz que Deus lhe deu. O evangelho é oferecido tanto ao simples quanto ao sábio. A diferença é que muitos intelectuais tropeçam exatamente no orgulho do próprio conhecimento.
O apóstolo Paulo escreveu:
“Porque, tendo conhecido a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe deram graças; antes em seus discursos se desvaneceram, e o seu coração insensato se obscureceu. Dizendo-se sábios, tornaram-se loucos.” (Romanos 1:21-22)
E também:
“Porque a palavra da cruz é loucura para os que perecem; mas para nós, que somos salvos, é o poder de Deus.” (1 Coríntios 1:18)
O evangelho humilha o orgulho humano, porque ele declara que ninguém se salva por mérito intelectual, moral ou religioso. Todos precisam igualmente da graça de Deus.
Quanto ao Céu, o maior atrativo dele não são pessoas religiosas, mas a presença do próprio Senhor Jesus Cristo. O cristão verdadeiro não deseja o Céu apenas para “escapar do inferno”, mas porque ama Aquele que morreu e ressuscitou para salvá-lo.
E aqui está algo importante: Cristo morreu também por pessoas céticas, revoltadas, blasfemas e incrédulas. Muitos dos que hoje zombam do evangelho ainda podem se converter sinceramente antes da morte. Enquanto há vida, há oportunidade de arrependimento.
O Senhor Jesus disse:
“O que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora.” (João 6:37)
A porta da graça ainda está aberta.
Josué Matos