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O “inferno” é apenas um mitozinho ridículo copiado do zoroastrismo

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O “inferno” é apenas um mitozinho ridículo copiado do zoroastrismo, mas o “inferno” do zoroastrismo não era eterno! O “cristianismo” é a “religião” do “amor”! É muito “amor” no coração! Eu fico emocionado!

Minha Resposta:

A sua objeção mistura duas questões diferentes: a origem de certas ideias religiosas nas culturas antigas e o que a Bíblia realmente ensina. O fato de outras religiões possuírem conceitos de juízo, punição ou vida após a morte não prova que a revelação bíblica tenha copiado essas ideias. Muitas culturas antigas também falavam de dilúvio, sacrifício, pecado, divindade e vida futura. Isso não demonstra cópia; pode apenas indicar que certos ecos de verdades fundamentais permaneceram na consciência humana ao longo da história.

Quanto ao inferno, a questão não é: “O zoroastrismo ensinava algo parecido?” A questão correta é: “O que dizem as Escrituras?”

O próprio Senhor Jesus Cristo falou mais sobre juízo eterno do que qualquer outro personagem bíblico. Se alguém rejeita essa doutrina, precisa lidar com as palavras d’Ele.

“E irão estes para o tormento eterno, mas os justos para a vida eterna.” (Mateus 25:46)

Observe algo importante: a mesma palavra usada para “eterna” na vida dos salvos é usada para o castigo dos perdidos. Se alguém disser que o castigo não é eterno, precisaria, pela mesma lógica, dizer que a vida eterna também não é.

O Senhor Jesus também falou de:

“...o fogo que nunca se apaga.” (Marcos 9:43)

“...onde o seu bicho não morre, e o fogo nunca se apaga.” (Marcos 9:44)

Em Lucas 16:19-31, o homem rico, após a morte, está em tormentos, plenamente consciente. Isso destrói a ideia de aniquilação imediata ou inexistência.

Apocalipse 20:10 declara:

“...e de dia e de noite serão atormentados para todo o sempre.”

Apocalipse 20:15 acrescenta:

“E aquele que não foi achado escrito no livro da vida foi lançado no lago de fogo.”

Agora sobre a questão do amor.

Sim, Deus é amor (1 João 4:8). Mas reduzir Deus apenas ao amor sentimental moderno é criar um deus à imagem humana.

O mesmo Deus que ama também é santo:

“Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos.” (Isaías 6:3)

Também é justo:

“Justo é o Senhor em todos os seus caminhos.” (Salmo 145:17)

Também julga:

“Porque Deus há de trazer a juízo toda obra.” (Eclesiastes 12:14)

O amor de Deus não elimina Sua justiça. Pelo contrário, a cruz demonstra ambas perfeitamente.

Se Deus ignorasse o pecado, não seria justo.
Se Deus apenas julgasse sem prover salvação, não manifestaria graça.

Por isso Romanos 5:8 diz:

“Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.”

O inferno não contradiz o amor de Deus; ele demonstra a seriedade do pecado contra um Deus infinitamente santo.

A maior prova do amor divino não é negar o juízo, mas oferecer escape dele através do Senhor Jesus Cristo.

João 3:16 mostra o amor.

João 3:18 mostra a condenação.

João 3:36 reúne ambos:

“Aquele que crê no Filho tem a vida eterna; mas aquele que não crê no Filho não verá a vida, mas a ira de Deus sobre ele permanece.”

Portanto, a verdadeira pergunta não é se a ideia parece emocionalmente desconfortável ao homem moderno, mas se Deus falou ou não falou.

E se o próprio Senhor Jesus ensinou o juízo eterno, então rejeitar essa verdade não é discutir com religião — é discutir com Cristo.

Josué Matos