Alguém que me escreveu no WhatsApp:
Uma consulta com o irmão — vieram me perguntar se aqueles que congregam em sistemas denominacionais e vêm um pastor de fora convidado para pregar e fazem um corredor de pessoas na reunião e as pessoas que passam por ele — algumas caem — falava que era a unção do Espírito Santo — o que eu respondo para essa pessoa?
Minha Resposta:
O que precisamos avaliar nessas situações não é o efeito produzido nas pessoas, mas a origem e o fundamento bíblico da prática. No Novo Testamento, a atuação do Espírito Santo nunca é apresentada como algo mecânico, induzido por gestos humanos, filas, corredores ou comandos de um homem.
Quando lemos o livro de Atos dos Apóstolos, vemos pessoas prostrando-se diante de Deus em ocasiões específicas, mas sempre como resultado direto da revelação da glória divina ou da convicção profunda do pecado, e não como resultado de uma técnica, encenação ou ambiente criado artificialmente. Nunca encontramos apóstolos organizando filas para que pessoas passassem por eles a fim de “receber unção”.
O Espírito Santo é soberano. Ele não é transmitido por toque humano como se fosse uma energia, nem age de forma desordenada ou espetacular para impressionar. A Palavra de Deus ensina que o Espírito Santo glorifica a Cristo, convence do pecado, da justiça e do juízo, e produz fruto visível no caráter do crente, como santidade, domínio próprio e submissão à verdade.
Além disso, o Senhor Jesus advertiu claramente que, nos últimos dias, surgiriam sinais e manifestações capazes de enganar, se possível, até os eleitos. Por isso, somos chamados a provar os espíritos e a examinar todas as coisas à luz das Escrituras, retendo apenas o que é bom.
Portanto, a queda de pessoas, por si só, não é prova de que algo venha do Espírito Santo. A pergunta correta não é “o que aconteceu?”, mas “onde isso está claramente ensinado na Palavra de Deus?”. Se a prática não encontra respaldo nas Escrituras, deve ser rejeitada, ainda que produza forte impacto emocional.
Nosso padrão não são experiências, nem manifestações visíveis, mas a Palavra de Deus. O verdadeiro agir do Espírito Santo conduz à reverência, à edificação da igreja e à exaltação do Senhor Jesus Cristo, nunca à centralização em homens ou em fenômenos.