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O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração! ❤❤❤

Mas, mesmo assim, eu gosto de ler a Bíblia.

Minha Resposta:

Obrigado por compartilhar sua opinião e também por dizer que gosta de ler a Bíblia. Creio que este é o melhor ponto de partida para qualquer conversa sobre temas espirituais.

A afirmação de que o conceito bíblico do inferno foi copiado do Zoroastrismo é uma hipótese defendida por alguns estudiosos, mas está longe de representar um consenso histórico. O Antigo Testamento já apresenta a realidade do juízo de Deus muito antes do surgimento ou da influência persa sobre Israel. No Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus falou repetidas vezes sobre a condenação futura. Se alguém aceita a autoridade dos Evangelhos, precisa considerar seriamente o ensino de Cristo sobre esse assunto.

Foi o Senhor Jesus quem declarou: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna" (Mateus 25:46). Observe que a mesma palavra "eterna" é usada tanto para a vida dos salvos quanto para o castigo dos perdidos. Se a vida eterna não tem fim, o texto também apresenta o castigo como tendo esse mesmo caráter.

O apóstolo Paulo escreveu que aqueles que rejeitam o evangelho "sofrerão pena de eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Tessalonicenses 1:8-9). Já em Apocalipse 20:11-15 encontramos o julgamento diante do grande trono branco, onde aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida são lançados no lago de fogo.

Quanto ao amor de Deus, a Bíblia realmente o apresenta de maneira extraordinária. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito" (João 3:16). Mas o mesmo versículo mostra que esse amor oferece um meio de escapar da perdição. Deus não deseja que ninguém pereça (2 Pedro 3:9), porém também não força ninguém a recebê-Lo. Seu amor não elimina Sua justiça; ambos fazem parte do Seu caráter perfeito.

Se o inferno não existisse ou fosse apenas temporário, muitas advertências feitas pelo próprio Senhor Jesus perderiam o seu sentido. Ele falou mais sobre o juízo futuro do que qualquer outro personagem das Escrituras. Isso demonstra que o objetivo dessas advertências não era espalhar medo, mas chamar os pecadores ao arrependimento e oferecer-lhes a salvação.

Meu incentivo é que você continue lendo a Bíblia, mas permitindo que ela fale por si mesma. Em vez de interpretar as Escrituras à luz de teorias históricas, procure examinar se essas teorias realmente explicam todo o ensino bíblico. A fé cristã está fundamentada na pessoa de Jesus Cristo, em Sua morte e ressurreição, e no testemunho das Escrituras.

Josué Matos

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