Alguém que me escreveu no YouTube:
Falando dos pentecostais, mas não se lembra da bagunça que os apóstolos fizeram no dia de Pentecostes, né?!
Minha Resposta:
Agradeço pela sua pergunta, pois ela permite esclarecer um ponto muito importante.
O livro de Atos registra acontecimentos históricos e únicos que marcaram o início da Igreja. O Dia de Pentecostes foi o cumprimento da promessa feita pelo Senhor Jesus de que o Espírito Santo seria enviado (João 14:16-17; João 15:26; João 16:7; Atos 1:4-8). Naquele dia houve um som como de um vento impetuoso, línguas repartidas como que de fogo e os discípulos passaram a falar em idiomas que nunca haviam aprendido. Porém, esses idiomas eram línguas humanas compreendidas pelos estrangeiros presentes em Jerusalém, conforme Atos 2:6-11. Não se tratava de gritos desordenados ou de manifestações sem sentido.
Pelo contrário, o relato enfatiza que cada pessoa ouvia "na sua própria língua" as grandezas de Deus. O resultado daquele acontecimento não foi confusão, mas a pregação clara do evangelho por Pedro, levando cerca de três mil pessoas ao arrependimento e à fé em Cristo.
Além disso, quando estudamos todo o Novo Testamento, percebemos que Deus estabeleceu princípios de ordem para as reuniões da igreja. Em 1 Coríntios 14, o apóstolo Paulo determina que tudo seja feito "com decência e ordem" (1 Coríntios 14:40). Mesmo quando havia o exercício dos dons, nunca era permitido que várias pessoas falassem ao mesmo tempo ou que houvesse manifestações incontroláveis. O próprio capítulo afirma: "Deus não é Deus de confusão, e sim de paz" (1 Coríntios 14:33).
Portanto, não podemos usar um acontecimento extraordinário, ocorrido no início da Igreja, para justificar práticas que contradizem as instruções dadas posteriormente às igrejas. O livro de Atos descreve muitos fatos históricos; já as epístolas explicam como as igrejas deveriam funcionar após esse período inicial.
Assim, o Dia de Pentecostes não foi uma "bagunça". Foi uma manifestação soberana de Deus, perfeitamente controlada por Ele, com um propósito específico: autenticar o início da Igreja e anunciar o evangelho a pessoas de muitas nações que estavam reunidas em Jerusalém.
Josué Matos
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