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Então, mesmo crendo em Jesus, isso mostra que o pecado anula o sacrifício de Cristo na vida do pecador?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Graça e paz, irmão. Ao final desse vídeo, você cita as passagens quando afirma que Jesus Cristo é nosso Advogado quando o crente peca. Porém, também diz que quem vive na prática do pecado nunca o conheceu. Então, mesmo crendo em Jesus, isso mostra que o pecado anula o sacrifício de Cristo na vida do pecador?

Minha Resposta:

Muito boa a sua pergunta. A resposta é não. O pecado não anula o valor do sacrifício de Cristo. O sangue do Senhor Jesus tem valor eterno e perfeito, e a salvação daquele que verdadeiramente nasceu de novo não depende da perfeição da sua caminhada, mas da perfeição da obra consumada de Cristo na cruz.

Entretanto, a Bíblia faz uma distinção muito importante entre o crente que cai em pecado e a pessoa que vive deliberadamente na prática do pecado.

Em 1 João 2:1 lemos: "Filhinhos meus, estas coisas vos escrevo para que não pequeis; e, se alguém pecar, temos um Advogado para com o Pai, Jesus Cristo, o Justo." Observe que João escreve para pessoas já salvas ("filhinhos") e reconhece que um crente pode cair em pecado. Nessa situação, Cristo exerce Seu ministério de Advogado, restaurando a comunhão do filho com o Pai. Não é uma nova salvação, mas a restauração da comunhão que foi interrompida pelo pecado.

Por outro lado, em 1 João 3:6-9 lemos que aquele que vive pecando não conheceu a Deus. O verbo empregado ali indica uma prática contínua, habitual e deliberada do pecado como estilo de vida. João não está falando de quedas ocasionais, mas de uma vida caracterizada pelo pecado, sem arrependimento e sem transformação.

O verdadeiro salvo pode tropeçar, como aconteceu com Pedro ao negar o Senhor três vezes. Também Davi caiu gravemente em pecado. Contudo, ambos foram levados ao arrependimento pelo próprio Deus. Já quem vive confortavelmente no pecado, sem qualquer evidência de novo nascimento, demonstra que nunca experimentou a regeneração produzida pelo Espírito Santo.

O próprio Senhor Jesus declarou: "Pelas suas frutas os conhecereis" (Mateus 7:16-20). A salvação produz uma nova vida. Não significa perfeição, mas uma nova direção. O salvo luta contra o pecado; o perdido vive nele.

Paulo também ensina esse equilíbrio em Romanos 6:1-2: "Permaneceremos no pecado, para que a graça seja mais abundante? De modo nenhum." A graça não incentiva o pecado; ela transforma o pecador.

Portanto, não é o pecado que anula o sacrifício de Cristo. O que a prática contínua e impenitente do pecado revela é que a profissão de fé daquela pessoa nunca foi genuína. Quem nasceu de Deus possui uma nova natureza, é disciplinado pelo Pai quando erra (Hebreus 12:5-11) e encontra em Cristo um Advogado quando confessa seus pecados (1 João 1:9; 2:1). Mas quem faz do pecado seu modo de viver demonstra não ter conhecido verdadeiramente o Senhor.

Josué Matos

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"Vós sois deuses" Salmo 82:6

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Amém, irmão.

Hoje tive uma revelação do Espírito Santo sobre um evento que aconteceu há oito meses, quando eu tinha acabado de me converter praticamente. Eu estava com os pensamentos alinhados com Deus, e era como se Ele falasse comigo por meio dos pensamentos. Ele falava várias coisas, e uma delas, que na época pensei ser apenas um delírio meu, era: "Tu és deus". Eu não entendia o porquê. Pensei até que pudesse ser blasfêmia e, por isso, não dei muita importância àquele acontecimento.

Porém, hoje procurei viver um dia agradável a Deus e, no final do dia, fui fazer uma oração, desejando ouvir a voz do Espírito Santo. Então entendi que, naquele dia, realmente era Deus falando comigo. A ficha finalmente caiu. Compreendi que era Ele, porque somos iguais a Ele também, conhecedores do bem e do mal. E eu dizia para Deus: "Como assim eu sou igual a Ti? Como assim eu sou deus?".

Deus abençoe você, amigo. Não esqueça da promessa de Deus.

Minha Resposta:

Agradeço por compartilhar o seu testemunho. É muito bom ver o desejo sincero de ouvir a Deus e de agradá-Lo. Entretanto, toda experiência espiritual precisa ser examinada à luz da Palavra de Deus, pois ela é a autoridade final para discernirmos o que vem do Senhor e o que pode ser fruto dos nossos próprios pensamentos.

Quanto à expressão "vós sois deuses", usada no Salmo 82:6 e citada pelo Senhor Jesus em João 10:34-36, ela não ensina que os seres humanos possuem natureza divina ou que sejam deuses no sentido próprio. No contexto do Salmo 82, Deus está falando aos juízes de Israel, homens que receberam autoridade para julgar em Seu nome. Eles são chamados de "deuses" apenas em sentido representativo, porque exerciam uma função delegada por Deus. Logo em seguida, o próprio texto declara: "Todavia, como homens morrereis" (Salmo 82:7), mostrando claramente que continuavam sendo criaturas humanas e mortais.

Quando o Senhor Jesus citou essa passagem, Seu objetivo não foi ensinar que todos os homens são deuses, mas responder aos judeus que O acusavam de blasfêmia. Se a própria Escritura chamou aqueles juízes de "deuses" em sentido figurado, quanto mais legítimo era que Ele, o Filho de Deus, enviado pelo Pai, afirmasse Sua verdadeira identidade.

É verdade que, pela regeneração, recebemos uma nova vida e nos tornamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1:4), mas isso não significa que nos tornamos deuses. Continuamos sendo criaturas redimidas pela graça. Somos filhos de Deus por adoção (Romanos 8:15-17; Gálatas 4:4-7), fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27) e estamos sendo transformados à imagem de Cristo (2 Coríntios 3:18), porém jamais compartilhamos Sua divindade.

Por isso, tenha muito cuidado com qualquer impressão ou voz interior que contradiga ou vá além do ensino das Escrituras. O Espírito Santo nunca conduz um filho de Deus a uma conclusão que a própria Palavra não confirma. Antes, Ele glorifica o Senhor Jesus Cristo (João 16:13-14) e nos conduz à verdade revelada.

Continue buscando comunhão com o Senhor, orando e estudando a Bíblia. Quanto mais conhecemos a Palavra de Deus, mais facilmente discernimos Sua vontade e evitamos interpretações que, embora pareçam espirituais, não encontram fundamento nas Escrituras.

Josué Matos

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O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração! ❤❤❤

Mas, mesmo assim, eu gosto de ler a Bíblia.

Minha Resposta:

Obrigado por compartilhar sua opinião e também por dizer que gosta de ler a Bíblia. Creio que este é o melhor ponto de partida para qualquer conversa sobre temas espirituais.

A afirmação de que o conceito bíblico do inferno foi copiado do Zoroastrismo é uma hipótese defendida por alguns estudiosos, mas está longe de representar um consenso histórico. O Antigo Testamento já apresenta a realidade do juízo de Deus muito antes do surgimento ou da influência persa sobre Israel. No Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus falou repetidas vezes sobre a condenação futura. Se alguém aceita a autoridade dos Evangelhos, precisa considerar seriamente o ensino de Cristo sobre esse assunto.

Foi o Senhor Jesus quem declarou: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna" (Mateus 25:46). Observe que a mesma palavra "eterna" é usada tanto para a vida dos salvos quanto para o castigo dos perdidos. Se a vida eterna não tem fim, o texto também apresenta o castigo como tendo esse mesmo caráter.

O apóstolo Paulo escreveu que aqueles que rejeitam o evangelho "sofrerão pena de eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Tessalonicenses 1:8-9). Já em Apocalipse 20:11-15 encontramos o julgamento diante do grande trono branco, onde aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida são lançados no lago de fogo.

Quanto ao amor de Deus, a Bíblia realmente o apresenta de maneira extraordinária. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito" (João 3:16). Mas o mesmo versículo mostra que esse amor oferece um meio de escapar da perdição. Deus não deseja que ninguém pereça (2 Pedro 3:9), porém também não força ninguém a recebê-Lo. Seu amor não elimina Sua justiça; ambos fazem parte do Seu caráter perfeito.

Se o inferno não existisse ou fosse apenas temporário, muitas advertências feitas pelo próprio Senhor Jesus perderiam o seu sentido. Ele falou mais sobre o juízo futuro do que qualquer outro personagem das Escrituras. Isso demonstra que o objetivo dessas advertências não era espalhar medo, mas chamar os pecadores ao arrependimento e oferecer-lhes a salvação.

Meu incentivo é que você continue lendo a Bíblia, mas permitindo que ela fale por si mesma. Em vez de interpretar as Escrituras à luz de teorias históricas, procure examinar se essas teorias realmente explicam todo o ensino bíblico. A fé cristã está fundamentada na pessoa de Jesus Cristo, em Sua morte e ressurreição, e no testemunho das Escrituras.

Josué Matos

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Falando dos pentecostais, mas não se lembra da bagunça que os apóstolos fizeram no dia de Pentecostes, né?!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Falando dos pentecostais, mas não se lembra da bagunça que os apóstolos fizeram no dia de Pentecostes, né?!

Minha Resposta:

Agradeço pela sua pergunta, pois ela permite esclarecer um ponto muito importante.

O livro de Atos registra acontecimentos históricos e únicos que marcaram o início da Igreja. O Dia de Pentecostes foi o cumprimento da promessa feita pelo Senhor Jesus de que o Espírito Santo seria enviado (João 14:16-17; João 15:26; João 16:7; Atos 1:4-8). Naquele dia houve um som como de um vento impetuoso, línguas repartidas como que de fogo e os discípulos passaram a falar em idiomas que nunca haviam aprendido. Porém, esses idiomas eram línguas humanas compreendidas pelos estrangeiros presentes em Jerusalém, conforme Atos 2:6-11. Não se tratava de gritos desordenados ou de manifestações sem sentido.

Pelo contrário, o relato enfatiza que cada pessoa ouvia "na sua própria língua" as grandezas de Deus. O resultado daquele acontecimento não foi confusão, mas a pregação clara do evangelho por Pedro, levando cerca de três mil pessoas ao arrependimento e à fé em Cristo.

Além disso, quando estudamos todo o Novo Testamento, percebemos que Deus estabeleceu princípios de ordem para as reuniões da igreja. Em 1 Coríntios 14, o apóstolo Paulo determina que tudo seja feito "com decência e ordem" (1 Coríntios 14:40). Mesmo quando havia o exercício dos dons, nunca era permitido que várias pessoas falassem ao mesmo tempo ou que houvesse manifestações incontroláveis. O próprio capítulo afirma: "Deus não é Deus de confusão, e sim de paz" (1 Coríntios 14:33).

Portanto, não podemos usar um acontecimento extraordinário, ocorrido no início da Igreja, para justificar práticas que contradizem as instruções dadas posteriormente às igrejas. O livro de Atos descreve muitos fatos históricos; já as epístolas explicam como as igrejas deveriam funcionar após esse período inicial.

Assim, o Dia de Pentecostes não foi uma "bagunça". Foi uma manifestação soberana de Deus, perfeitamente controlada por Ele, com um propósito específico: autenticar o início da Igreja e anunciar o evangelho a pessoas de muitas nações que estavam reunidas em Jerusalém.

Josué Matos

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