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A Bíblia é tão ridícula que nem teve a capacidade de criar seus próprios mitos, copiou tudo de religiões mais antigas?

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A Bíblia é tão ridícula que nem teve a capacidade de criar seus próprios mitos, copiou tudo de religiões mais antigas:

  1. O Gênesis é um fork de mitos sumérios e babilônicos.

A história da criação do mundo em sete dias e a formação do homem a partir do barro não têm nada de originais. Isso é uma cópia resumida do Enuma Elish (o poema épico babilônico da criação). Lá, os deuses moldam a humanidade a partir da argila misturada com sangue divino para que os homens trabalhem para eles. Os escribas hebreus limparam o politeísmo, colocaram o deus deles no comando, mas mantiveram a mesma estrutura de modelagem de barro.

  1. O Dilúvio e a cópia descarada de Noé.

O mito de Noé, da arca, dos animais entrando em pares e da pomba enviada para ver se a água tinha baixado é apresentado como um plágio da Epopeia de Gilgamesh e do Mito de Atrahasis. Lá, Utnapishtim recebe o alerta de um deus, constrói uma embarcação enorme, coloca sua família e os animais dentro, enfrenta a tempestade global e, no fim, envia uma pomba, uma andorinha e um corvo para testar a terra firme.

  1. Até as leis de Moisés foram "chupadas" de fora.

Afirma-se que o Código de Hamurábi seria a verdadeira origem da Lei de Moisés e que o princípio "olho por olho, dente por dente" foi simplesmente copiado, bem como a imagem de um homem recebendo leis diretamente de uma divindade.

  1. O transplante da escatologia zoroastriana.

Afirma-se que conceitos como batalha final, ressurreição, juízo final e salvador nasceram no zoroastrismo e foram posteriormente incorporados pelos autores do Novo Testamento.

  1. Jesus como decalque de mitos solares pagãos.

Alega-se que Jesus foi moldado a partir de figuras como Mithra, Hórus, Dionísio e o Sol Invicto, citando o dia 25 de dezembro, os doze apóstolos e a estrela dos magos como elementos de origem astronômica e pagã.

  1. Jó e o "Justo Sofredor" da Suméria e Babilônia.

Alega-se que o livro de Jó seria apenas uma adaptação dos textos "O Homem e seu Deus" e Ludlul Bel Nemeqi.

  1. José do Egito: o épico do decalque helênico.

Afirma-se que José seria apenas uma versão judaica da história de Édipo, baseada em sonhos, destino inevitável e resolução de enigmas.

  1. Ester: o teatro de bonecos dos deuses da Babilônia.

Alega-se que Ester deriva de Ishtar, Mardoqueu de Marduk e Hamã de Humman, concluindo que o livro seria uma alegoria mitológica e não um relato histórico.

Minha Resposta:

Essas afirmações parecem impressionantes quando apresentadas em sequência, mas elas confundem duas coisas completamente diferentes: semelhanças culturais e dependência literária.

Primeiro, o fato de existirem relatos antigos sobre criação, dilúvio ou leis não prova que a Bíblia os copiou. Pelo contrário, é perfeitamente natural que povos descendentes de um mesmo tronco humano preservassem lembranças comuns de acontecimentos antigos. Depois da dispersão em Babel (Gênesis 11), diferentes povos levaram consigo memórias que, ao longo dos séculos, foram sendo modificadas, misturadas com politeísmo e elementos mitológicos.

O relato bíblico distingue-se justamente por sua simplicidade, coerência e caráter histórico. Enquanto os mitos mesopotâmicos apresentam guerras entre deuses, violência divina e criação do homem para servir de escravo dos deuses, Gênesis apresenta um único Deus eterno, soberano e santo, que cria todas as coisas pela Sua palavra e faz o homem à Sua imagem e semelhança (Gênesis 1:26-27).

O mesmo acontece com o dilúvio. A existência de dezenas de tradições antigas sobre uma grande inundação mundial fortalece a ideia de que um evento dessa natureza realmente marcou a memória coletiva da humanidade. A Bíblia apresenta um relato moral e histórico, explicando a causa do juízo: a corrupção universal do homem (Gênesis 6:5-7). Nos relatos pagãos, os deuses agem por capricho ou por incômodo.

Quanto ao Código de Hamurábi, é verdade que existem leis semelhantes. Mas isso é esperado em qualquer sociedade organizada. Leis sobre homicídio, roubo, propriedade ou falso testemunho aparecem em muitos povos porque tratam da convivência humana. A diferença é que a Lei de Moisés possui um fundamento moral e espiritual muito superior, revelando o caráter santo de Deus e estabelecendo princípios que vão muito além da simples punição.

A afirmação de que o Novo Testamento copiou o zoroastrismo também não resiste à análise histórica. O Antigo Testamento já fala sobre Satanás (Jó 1 e 2; Zacarias 3), ressurreição (Daniel 12:2), juízo futuro (Eclesiastes 12:14) e reino de Deus muito antes da redação dos evangelhos. Os apóstolos não estavam criando uma nova religião, mas anunciando o cumprimento das profecias já registradas séculos antes.

Quanto a Jesus Cristo, as comparações com Mithra, Hórus ou outros deuses solares são repetidas frequentemente na internet, mas raramente são acompanhadas de documentos antigos que as sustentem. Não existe registro histórico confiável dizendo que Mithra nasceu de uma virgem, morreu pelos pecados da humanidade ou ressuscitou ao terceiro dia. Muitas dessas alegações surgiram em obras populares modernas, e não em textos antigos.

Sobre o dia 25 de dezembro, a própria Bíblia nunca afirma que o Senhor Jesus nasceu nessa data. A data foi adotada posteriormente por razões históricas e litúrgicas, mas a fé cristã nunca dependeu dela. O evangelho está fundamentado na morte e na ressurreição de Cristo, acontecimentos testemunhados por centenas de pessoas (1 Coríntios 15:3-8).

Também é comum alegar que Ester deriva de Ishtar ou que Mardoqueu deriva de Marduk. Mesmo que haja semelhanças fonéticas, isso não transforma automaticamente uma narrativa histórica em um mito. Nomes semelhantes aparecem frequentemente entre diferentes culturas sem que uma história dependa da outra. Além disso, o fato de o nome de Deus não aparecer no livro de Ester não significa que Ele esteja ausente. Toda a narrativa mostra Sua providência dirigindo os acontecimentos em favor do Seu povo.

Finalmente, é importante observar que a Bíblia foi escrita por cerca de quarenta autores, durante aproximadamente mil e quinhentos anos, em três continentes e em três idiomas diferentes, mantendo uma unidade doutrinária extraordinária. Ela apresenta uma única linha de pensamento: a queda do homem, a promessa do Redentor, a vinda do Senhor Jesus Cristo e a salvação pela graça mediante a fé.

A questão central não é se existem histórias antigas semelhantes, mas qual delas explica melhor a realidade, possui coerência histórica, unidade interna e cumprimento profético. A Bíblia continua sendo o único livro que apresenta centenas de profecias cumpridas na pessoa do Senhor Jesus Cristo, escritas muitos séculos antes do Seu nascimento, morte e ressurreição.

Josué Matos

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Se você acha que vai para o 'céu', leia Eclesiastes, é o único livro da Bíblia que não mente para você!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Tiozinho, vá catar latinhas e procure outro trouxa para enganar, para cima de mim NÃO! Você jogou sua vida na lata de lixo estudando um monte de mentiras! Se você acha que vai para o 'céu', leia Eclesiastes, é o único livro da Bíblia que não mente para você!

Minha Resposta:

Olá.

Percebo que você discorda daquilo que ensino, e isso faz parte de qualquer debate. No entanto, a verdade não é determinada pelo tom da conversa, mas pelo que Deus revelou nas Escrituras.

Você cita o livro de Eclesiastes como se ele anulasse o restante da Bíblia. Porém, o próprio Eclesiastes foi escrito para mostrar a limitação da perspectiva "debaixo do sol", isto é, da vida vista apenas do ponto de vista humano. Repetidamente o livro conclui que tudo é vaidade quando Deus é deixado de lado.

No final do livro, o próprio escritor apresenta a conclusão: "Teme a Deus e guarda os seus mandamentos, porque este é o dever de todo homem. Porque Deus há de trazer a juízo toda obra" (Eclesiastes 12:13-14). Se existe um juízo futuro, então a existência do homem não termina na sepultura.

Além disso, toda a revelação bíblica confirma a continuidade da existência após a morte. O Senhor Jesus ensinou que Deus é "Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó" e acrescentou: "Deus não é Deus dos mortos, mas dos vivos" (Mateus 22:32). Em Lucas 16:19-31, o Senhor descreve conscientemente a situação do rico e de Lázaro após a morte. Em João 5:28-29, declarou que todos os que estão nos sepulcros ouvirão a Sua voz e sairão para ressurreição da vida ou para ressurreição da condenação.

O apóstolo Paulo também escreveu que o crente deseja "partir e estar com Cristo, porque isto é ainda muito melhor" (Filipenses 1:23), e afirmou que estar ausente do corpo é estar presente com o Senhor (2 Coríntios 5:8).

Portanto, a esperança do céu não é uma invenção humana, mas uma promessa do próprio Senhor Jesus: "Na casa de meu Pai há muitas moradas... vou preparar-vos lugar" (João 14:2-3).

Não espero convencer ninguém por meio de ofensas ou discussões, mas convido você a examinar toda a Bíblia, e não apenas um livro isolado. Quem lê as Escrituras com sinceridade encontra um Deus santo, um Salvador que morreu pelos pecadores e uma promessa de vida eterna para todo aquele que crê no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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Após a arca ser levada para dentro do Templo de Salomão, lá ainda havia o tabernáculo interno, por exemplo, o véu que só os sacerdotes levitas poderiam acessar?

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Graça e Paz, irmão Josué.

Após a arca ser levada para dentro do Templo de Salomão, lá ainda havia o tabernáculo interno, por exemplo, o véu que só os sacerdotes levitas poderiam acessar? Ou, após a arca ser levada para dentro do Templo, Salomão não precisava mais ficar atrás de um véu, ficando ela à mostra para todos os judeus que frequentavam o Templo de Salomão?

Minha Resposta:

A resposta é que o Templo de Salomão manteve a mesma divisão fundamental do tabernáculo construído por Moisés. Embora o edifício fosse muito maior e mais suntuoso, continuava existindo o Lugar Santo e o Santo dos Santos, separados por um véu.

Quando a arca da aliança foi levada para o Santo dos Santos, ela foi colocada debaixo das asas dos dois grandes querubins de madeira revestidos de ouro (1 Reis 8:6-7; 2 Crônicas 5:7-8). Depois disso, os sacerdotes saíram do santuário, e a glória do Senhor encheu a casa, de modo que eles nem puderam permanecer ali para ministrar (1 Reis 8:10-11).

Portanto, a arca não ficou exposta ao povo. Ela permaneceu escondida atrás do véu, exatamente como acontecia no tabernáculo.

O Santo dos Santos era o lugar da presença de Deus e não era um ambiente de livre acesso. Nem mesmo os sacerdotes comuns podiam entrar ali. Apenas o sumo sacerdote entrava uma vez por ano, no Dia da Expiação, levando sangue pelo pecado, conforme a ordem estabelecida em Levítico 16. Esse princípio continuou válido durante todo o período do primeiro templo.

Salomão também não possuía um privilégio especial de entrar no Santo dos Santos por ser rei. Ele exerceu diversas funções importantes na dedicação do templo, orou diante do povo e ofereceu sacrifícios, mas não recebeu autorização para ultrapassar o véu. Na Escritura, Deus preserva claramente a distinção entre a função do rei e a função sacerdotal.

Essa separação tinha um profundo significado espiritual. O véu demonstrava que o caminho para a presença imediata de Deus ainda não estava aberto. Somente com a morte do Senhor Jesus Cristo esse véu foi rasgado de alto a baixo (Mateus 27:51), mostrando que, por meio do Seu sacrifício perfeito, foi inaugurado um novo e vivo caminho para todos os que creem (Hebreus 10:19-22).

Assim, durante todo o período do Templo de Salomão, a arca permaneceu oculta no Santo dos Santos, atrás do véu, acessível apenas ao sumo sacerdote uma vez por ano. O povo jamais a contemplava, e esse fato apontava profeticamente para a obra redentora do Senhor Jesus, que abriu definitivamente o acesso à presença de Deus.

Josué Matos

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É possível guardar todos os mandamentos e sermos irrepreensíveis para o dia da redenção?

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Graça e paz, presbítero. É possível guardar todos os mandamentos e sermos irrepreensíveis para o dia da redenção? Na hipótese de não conseguir guardar toda a lei, compromete a salvação do cristão?

Minha Resposta:

A sua pergunta envolve dois assuntos que precisam ser distinguidos: a salvação e a vida prática do cristão.

Primeiramente, a Bíblia ensina que ninguém é salvo por guardar a lei ou por obedecer perfeitamente aos mandamentos. "Porque pela graça sois salvos, por meio da fé; e isto não vem de vós, é dom de Deus; não vem das obras, para que ninguém se glorie" (Efésios 2:8-9). Se a salvação dependesse da perfeita obediência, ninguém seria salvo, pois "todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23).

Quando uma pessoa crê em Jesus Cristo como seu Salvador, ela é justificada diante de Deus. Seus pecados foram levados pelo Senhor Jesus na cruz, e Deus a declara justa com base na obra consumada de Cristo, não em seu próprio desempenho. "Justificados, pois, pela fé, temos paz com Deus, por nosso Senhor Jesus Cristo" (Romanos 5:1).

Quanto a ser irrepreensível para o dia da redenção, essa é uma obra do próprio Deus. O apóstolo Paulo escreveu: "Aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo" (Filipenses 1:6). Também declarou: "Fiel é o que vos chama, o qual também o fará" (1 Tessalonicenses 5:23-24).

Isso significa que o cristão pode viver como quiser? De maneira nenhuma. Aquele que foi salvo recebe uma nova natureza e deve andar em santidade, procurando guardar os mandamentos do Senhor por amor e gratidão, e não para conquistar ou manter a salvação. O Senhor Jesus disse: "Se me amais, guardai os meus mandamentos" (João 14:15).

Infelizmente, o cristão ainda possui a carne e pode falhar. Por isso lemos: "Se dissermos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos" (1 João 1:8). Entretanto, quando peca, não perde a condição de filho de Deus, mas perde a comunhão prática com o Pai. A restauração acontece pela confissão sincera: "Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça" (1 João 1:9).

A lei exige perfeição absoluta. Basta uma única transgressão para tornar alguém culpado: "Qualquer que guardar toda a lei e tropeçar em um só ponto tornou-se culpado de todos" (Tiago 2:10). Justamente por isso a salvação não pode depender da observância da lei, mas exclusivamente da graça de Deus manifestada em Cristo.

Portanto, a resposta é: não conseguir guardar perfeitamente todos os mandamentos não compromete a salvação daquele que verdadeiramente nasceu de novo, porque sua salvação está fundamentada na obra perfeita do Senhor Jesus e não em sua própria capacidade. Porém, isso não diminui a responsabilidade do cristão de viver em obediência, santidade e vigilância, aguardando "a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo" (Tito 2:13).

Josué Matos

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