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A ALIANÇA DE DEUS COM ISRAEL

 



Um dos temas mais importantes das Escrituras é o conjunto de alianças que Deus estabeleceu com Israel. Essas alianças revelam o plano divino para aquela nação e demonstram que Deus nunca abandona as promessas que faz. Embora Israel tenha falhado repetidamente ao longo de sua história, a fidelidade de Deus permanece inalterada. As alianças bíblicas mostram que o futuro de Israel não depende da capacidade humana, mas da graça e da fidelidade do próprio Deus. (Ver imagem)

Ao estudarmos as alianças encontradas na Bíblia, percebemos que elas formam uma sequência harmoniosa que conduz desde os patriarcas até o Reino Milenar de Cristo. Algumas dessas alianças são condicionais, dependendo da obediência do povo. Outras são incondicionais, fundamentadas exclusivamente na promessa divina.

A ALIANÇA ABRAÂMICA

A primeira grande aliança relacionada diretamente com Israel foi feita com Abraão.

Gênesis 12:1-3 registra o chamado de Abraão e as promessas que Deus lhe fez.

O Senhor prometeu:

Uma grande nação.

Uma grande descendência.

Uma terra.

Um grande nome.

Bênçãos para todas as famílias da terra.

Essa aliança tornou-se o fundamento de toda a história futura de Israel.

Deus reafirmou essas promessas diversas vezes a Abraão, Isaque e Jacó.

Gênesis 13:15 declara:

"Porque toda esta terra que vês, te hei de dar a ti, e à tua semente, para sempre."

A Aliança Abraâmica é considerada incondicional porque seu cumprimento depende da fidelidade de Deus e não da fidelidade humana.

Mesmo quando Israel falhou, Deus continuou comprometido com as promessas feitas aos patriarcas.

A ALIANÇA PALESTINA

Em Deuteronômio 30 encontramos aquilo que muitos chamam de Aliança Palestina, relacionada à posse futura da terra prometida.

Nessa passagem, Deus anuncia que Israel seria disperso entre as nações por causa de sua desobediência.

Porém, também promete sua restauração futura.

Deuteronômio 30:3 declara:

"Então o Senhor teu Deus te fará voltar do teu cativeiro."

Essa aliança garante que Israel será reunido novamente em sua terra.

Ao longo da história houve retornos parciais, como nos dias de Esdras e Neemias.

Entretanto, o cumprimento pleno ainda aguarda os acontecimentos futuros relacionados à volta do Messias.

Os profetas frequentemente falaram desse retorno final.

Ezequiel 36 e 37 apresentam de forma detalhada a restauração nacional e espiritual de Israel.

A ALIANÇA MOSAICA

Séculos depois de Abraão, Deus estabeleceu a Aliança Mosaica através de Moisés.

Essa aliança foi dada no Monte Sinai.

Êxodo 20 registra a entrega dos Dez Mandamentos.

Diferentemente da Aliança Abraâmica, a Aliança Mosaica era condicional.

Ela estabelecia bênçãos para a obediência e juízos para a desobediência.

Deuteronômio 28 apresenta claramente essas duas possibilidades.

A Lei regulava todos os aspectos da vida nacional de Israel.

Questões morais.

Questões civis.

Questões religiosas.

Questões cerimoniais.

A Lei revelou a santidade de Deus e demonstrou a incapacidade humana de alcançar a justiça por seus próprios esforços.

Romanos 3:20 afirma:

"Pela lei vem o conhecimento do pecado."

Israel falhou repetidamente sob a Lei.

A idolatria, a rebelião e a desobediência marcaram grande parte da história nacional.

Por isso vieram os cativeiros, as invasões estrangeiras e o exílio.

A ALIANÇA DAVÍDICA

Outra aliança fundamental foi estabelecida com Davi.

Em 2 Samuel 7 Deus prometeu ao rei que sua casa, seu reino e seu trono seriam estabelecidos para sempre.

2 Samuel 7:16 declara:

"Porém a tua casa e o teu reino serão firmados para sempre diante de ti."

Essa promessa vai muito além da vida de Davi ou de seus descendentes imediatos.

Ela aponta para o Senhor Jesus Cristo.

O Messias é o herdeiro legítimo do trono de Davi.

Quando o anjo anunciou o nascimento do Salvador, declarou:

Lucas 1:32-33:

"E o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai; e reinará eternamente."

A Aliança Davídica garante que Cristo reinará sobre Israel e sobre as nações no futuro Reino Milenar.

A NOVA ALIANÇA

Os profetas anunciaram uma aliança superior à Aliança Mosaica.

Jeremias 31:31 declara:

"Eis que dias vêm, diz o Senhor, em que farei uma nova aliança com a casa de Israel e com a casa de Judá."

A Nova Aliança não seria baseada em mandamentos escritos em tábuas de pedra.

Ela envolveria uma transformação interior.

Jeremias 31:33 diz:

"Porei a minha lei no seu interior, e a escreverei no seu coração."

Essa aliança inclui:

Perdão completo dos pecados.

Conhecimento pessoal de Deus.

Transformação espiritual.

Restauração nacional.

Bênçãos futuras para Israel.

A base da Nova Aliança é a obra do Senhor Jesus Cristo na cruz.

Na instituição da Ceia, o Senhor declarou:

"Este cálice é o novo testamento no meu sangue."

Seu sacrifício tornou possível o cumprimento de todas as promessas divinas.

A CRUZ E O CENTRO DO PLANO DE DEUS

A imagem destaca a cruz porque ela ocupa posição central em todas as alianças.

Na cruz encontramos a solução para o problema do pecado.

A cruz não anulou as promessas feitas a Israel.

Pelo contrário, garantiu seu cumprimento.

Todas as bênçãos futuras prometidas por Deus dependem da obra redentora realizada pelo Senhor Jesus Cristo.

Através da cruz, Deus pode agir em justiça e ao mesmo tempo demonstrar graça.

Romanos 3:26 afirma:

"Para demonstração da sua justiça neste tempo presente."

A IGREJA E O INTERVALO PROFÉTICO

A imagem também destaca a Igreja como um intervalo entre a rejeição de Israel e sua futura restauração.

Quando Israel rejeitou o Messias, Deus iniciou uma nova obra: a formação da Igreja.

A Igreja é composta por judeus e gentios unidos em um só corpo.

Efésios 3:6 declara:

"Os gentios são coerdeiros, e de um mesmo corpo."

Contudo, a Igreja não substitui Israel.

As promessas feitas a Abraão, Davi e aos profetas continuam pertencendo à nação de Israel.

Atualmente vivemos na era da Igreja, mas Deus ainda cumprirá Seu programa profético para Israel.

A RESTAURAÇÃO FUTURA DE ISRAEL

A Bíblia ensina claramente que Israel será restaurado.

Romanos 11:25-26 declara:

"O endurecimento veio em parte sobre Israel, até que a plenitude dos gentios haja entrado. E assim todo o Israel será salvo."

O atual afastamento de Israel não é permanente.

Chegará o dia em que a nação reconhecerá o Senhor Jesus como seu Messias.

Zacarias 12:10 afirma:

"Olharão para mim, a quem traspassaram."

Esse arrependimento nacional ocorrerá por ocasião da volta gloriosa de Cristo.

O REINO MILENAR

Todas as alianças convergem para o Reino Milenar.

As promessas feitas a Abraão sobre a terra.

As promessas de Deuteronômio sobre a restauração.

As promessas feitas a Davi sobre o trono.

As promessas da Nova Aliança sobre renovação espiritual.

Tudo encontrará cumprimento pleno durante o reinado do Senhor Jesus.

Apocalipse 20:4 fala desse período de mil anos.

Isaías 11 descreve a paz e a justiça que caracterizarão esse reino.

Jerusalém ocupará posição central.

Israel será restaurado.

O Messias reinará.

As promessas feitas séculos antes finalmente alcançarão seu cumprimento completo.

CONCLUSÃO

As alianças de Deus com Israel revelam a unidade e a coerência do plano divino.

A Aliança Abraâmica prometeu uma nação, uma terra e bênçãos futuras.

A Aliança Palestina garantiu a restauração da terra.

A Aliança Mosaica revelou a santidade de Deus e a incapacidade humana.

A Aliança Davídica prometeu um Rei eterno.

A Nova Aliança prometeu transformação espiritual e perdão definitivo.

Todas essas alianças encontram seu centro na pessoa e na obra do Senhor Jesus Cristo.

Embora muitas dessas promessas ainda aguardem seu cumprimento completo, Deus jamais abandona Sua Palavra.

Aquilo que foi prometido será cumprido.

O Deus que fez a promessa é o mesmo Deus que a realizará.

Por isso, a história de Israel não termina com o exílio, nem com a dispersão, nem com a rejeição do Messias.

Ela culminará com a restauração da nação, a volta do Senhor Jesus Cristo e o estabelecimento do Reino Milenar, quando todas as promessas de Deus serão plenamente cumpridas.

Josué Matos


A VINDA DO SENHOR JESUS NO ARREBATAMENTO E PARA REINAR

 


A segunda vinda do Senhor Jesus Cristo é uma das maiores verdades proféticas das Escrituras. Desde os tempos dos profetas do Antigo Testamento até os escritos dos apóstolos, encontramos a promessa de que Cristo voltará. Entretanto, um estudo cuidadoso da Palavra de Deus mostra que essa vinda possui dois aspectos distintos. Primeiro, o Senhor virá para buscar Sua Igreja. Depois, voltará em glória para estabelecer Seu Reino na terra. (Ver imagem)

Muitas confusões sobre a profecia bíblica surgem porque esses dois acontecimentos são tratados como se fossem um único evento. Porém, ao examinarmos as Escrituras, encontramos diferenças importantes entre o arrebatamento da Igreja e a manifestação gloriosa de Cristo.

A PRIMEIRA FASE DA VINDA DE CRISTO

O primeiro aspecto da volta do Senhor é o arrebatamento da Igreja.

1 Tessalonicenses 4:16-17 declara:

"Porque o mesmo Senhor descerá do céu com alarido, e com voz de arcanjo, e com a trombeta de Deus; e os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens."

Nesse acontecimento, o Senhor não desce à terra para estabelecer Seu Reino. Ele vem até os ares para receber os Seus.

Os mortos em Cristo ressuscitarão.

Os crentes vivos serão transformados.

Todos serão reunidos para estar para sempre com o Senhor.

O arrebatamento é apresentado como uma esperança iminente. Os crentes são exortados a vigiar e aguardar a vinda do Senhor, sem a necessidade de sinais prévios.

João 14:2-3 registra a promessa do Senhor Jesus:

"Vou preparar-vos lugar. E, se eu for e vos preparar lugar, virei outra vez e vos levarei para mim mesmo."

Observe que aqui o Senhor não fala de vir à terra para governar. Ele promete receber os Seus para estarem com Ele na casa do Pai.

O TRIBUNAL DE CRISTO

Após o arrebatamento, a Igreja comparecerá diante do Tribunal de Cristo.

2 Coríntios 5:10 declara:

"Porque todos devemos comparecer ante o tribunal de Cristo."

Esse tribunal não tem relação com condenação eterna.

A questão da salvação já foi resolvida na cruz.

Romanos 8:1 afirma:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."

O Tribunal de Cristo tem como objetivo avaliar a fidelidade do serviço prestado pelos crentes durante sua vida terrena.

1 Coríntios 3:13-15 ensina que as obras serão provadas pelo fogo divino.

Aquilo que foi feito para a glória de Deus será recompensado.

Aquilo que foi realizado por motivos errados sofrerá perda de recompensa.

Trata-se de uma avaliação para galardão, não para salvação.

AS BODAS DO CORDEIRO

Após o Tribunal de Cristo ocorrerão as Bodas do Cordeiro.

Apocalipse 19:7 diz:

"Vindas são as bodas do Cordeiro, e já a sua esposa se aprontou."

A Igreja, apresentada na Bíblia como a Noiva de Cristo, será unida ao seu Senhor em glória.

Enquanto esses acontecimentos ocorrem no céu, a terra atravessará o período mais sombrio de sua história.

OS SETE ANOS DA TRIBULAÇÃO

Depois do arrebatamento terá início a septuagésima semana de Daniel, também conhecida como Tribulação.

Daniel 9:27 apresenta esse período como uma semana profética de sete anos.

Jeremias 30:7 chama esse tempo de:

"Tempo de angústia para Jacó."

O foco principal desse período será Israel.

Deus retomará Seu programa profético para aquela nação.

Ao mesmo tempo, juízos serão derramados sobre um mundo que rejeitou a graça de Deus.

Mateus 24:21 declara:

"Haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo."

O ANTICRISTO E O GOVERNO MUNDIAL

Durante a Tribulação surgirá o governante conhecido como Anticristo.

Apocalipse 13 descreve sua ascensão ao poder.

Inicialmente apresentará soluções políticas e econômicas para um mundo em crise.

Mas logo revelará sua verdadeira natureza.

Exigirá adoração.

Perseguirá os servos de Deus.

Estabelecerá um sistema mundial de controle.

Seu governo é associado ao número 666.

Apocalipse 13:18 afirma:

"O seu número é seiscentos e sessenta e seis."

A humanidade experimentará um sistema sem precedentes de rebelião contra Deus.

Mesmo diante dos juízos divinos, muitos continuarão rejeitando a verdade.

A SEGUNDA FASE DA VINDA DE CRISTO

Ao final dos sete anos da Tribulação, ocorrerá o segundo aspecto da vinda do Senhor.

Desta vez Ele não virá para buscar Sua Igreja.

Ele virá com Sua Igreja.

Apocalipse 19:11-16 apresenta essa cena gloriosa.

O Senhor aparece como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Mateus 24:30 declara:

"Verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Existe uma diferença importante entre os dois acontecimentos.

No arrebatamento, Cristo vem para os Seus.

Na manifestação gloriosa, Cristo vem com os Seus.

No arrebatamento, os crentes sobem para encontrá-lo.

Na manifestação gloriosa, Cristo desce para reinar.

No arrebatamento, o mundo não o vê.

Na manifestação gloriosa, todo olho o verá.

Apocalipse 1:7 afirma:

"Eis que vem com as nuvens, e todo olho o verá."

O JULGAMENTO DAS NAÇÕES

Após Sua volta, o Senhor julgará as nações.

Mateus 25:31-46 descreve esse julgamento.

Os sobreviventes da Tribulação serão reunidos diante do Rei.

Haverá separação entre aqueles que demonstraram fé e aqueles que permaneceram em rebelião.

Esse julgamento preparará o estabelecimento do Reino Milenar.

O MILÊNIO

Depois da vitória de Cristo, começará o Reino Milenar.

Apocalipse 20:1-6 descreve esse período.

Satanás será preso.

O Anticristo e o falso profeta já terão sido julgados.

Cristo governará a terra com justiça.

Israel será restaurado.

As promessas feitas a Abraão e Davi encontrarão seu cumprimento.

Isaías 11:9 declara:

"A terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."

A paz substituirá os conflitos.

A justiça caracterizará o governo mundial.

O Senhor Jesus ocupará o lugar que lhe pertence como Rei.

AS DUAS RESSURREIÇÕES

A imagem também destaca as duas ressurreições apresentadas nas Escrituras.

A primeira ressurreição pertence aos salvos.

Ela ocorre em etapas.

Cristo ressuscitou como as primícias.

Depois ressuscitarão os santos da Igreja no arrebatamento.

Posteriormente ressuscitarão os santos do Antigo Testamento e os mártires da Tribulação.

Apocalipse 20:6 declara:

"Bem-aventurado e santo aquele que tem parte na primeira ressurreição."

A segunda ressurreição ocorrerá depois do Milênio.

Ela envolve os ímpios de todas as épocas.

Apocalipse 20:12 afirma:

"E vi os mortos, grandes e pequenos, que estavam diante de Deus."

Eles comparecerão diante do Grande Trono Branco para o julgamento final.

CONCLUSÃO

A volta do Senhor Jesus Cristo é a grande esperança da Igreja e o acontecimento central da profecia bíblica.

Primeiro, Ele virá buscar Sua Igreja no arrebatamento.

Os crentes serão transformados e levados para estar com Ele.

Depois ocorrerão o Tribunal de Cristo e as Bodas do Cordeiro.

Enquanto isso, a terra passará pelos sete anos da Tribulação.

Ao final desse período, Cristo voltará em glória com Seus santos.

O Anticristo será derrotado.

Israel será restaurado.

O Reino Milenar será estabelecido.

Assim, a Bíblia apresenta uma sequência harmoniosa de acontecimentos que culminam com o triunfo definitivo do Senhor Jesus Cristo sobre o pecado, Satanás e todos os Seus inimigos.

Aquele que veio em humildade para morrer no Calvário voltará em glória para reinar.

E toda língua confessará que Jesus Cristo é o Senhor, para glória de Deus Pai.

Josué Matos


O DIAGRAMA DA TRIBULAÇÃO

 


A Grande Tribulação é um dos períodos mais solenes descritos na Palavra de Deus. Trata-se dos últimos sete anos antes da volta gloriosa do Senhor Jesus Cristo para estabelecer Seu Reino na terra. Esse período corresponde à septuagésima semana de Daniel e representa o encerramento dos tempos dos gentios e a preparação de Israel para receber o seu Messias. (Ver imagem)

Embora muitos associem toda a Tribulação a um único período de sofrimento, a Bíblia mostra que esses sete anos possuem duas partes distintas. A primeira metade é chamada de princípio das dores, enquanto a segunda metade é chamada pelo próprio Senhor Jesus de Grande Tribulação.

Mateus 24:8 declara:

"Mas todas estas coisas são o princípio das dores."

Mateus 24:21 acrescenta:

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora."

OS SETE ANOS DA TRIBULAÇÃO

A Bíblia apresenta esse período como tendo sete anos de duração.

Daniel 9:27 divide esse tempo em duas metades de três anos e meio cada.

As Escrituras utilizam várias expressões para descrever a segunda metade:

1260 dias.

42 meses.

Tempo, tempos e metade de um tempo.

Todas essas expressões apontam para o mesmo período de três anos e meio.

Daniel 7:25.

Daniel 12:7.

Apocalipse 11:2-3.

Apocalipse 12:6.

Apocalipse 13:5.

Todas confirmam essa divisão profética.

O ARREBATAMENTO E O INÍCIO DA TRIBULAÇÃO

Antes da Tribulação ocorrerá o arrebatamento da Igreja.

1 Tessalonicenses 4:16-17 declara:

"Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles."

Com a retirada da Igreja da terra, inicia-se o período final do programa profético de Deus para Israel.

A atenção volta novamente para a nação judaica e para Jerusalém.

OS SETE SELOS

Os primeiros juízos da Tribulação são representados pelos sete selos descritos em Apocalipse capítulos 6 a 8.

À medida que os selos são abertos, uma série de acontecimentos atinge a terra.

Guerras.

Fomes.

Pestes.

Mortandade.

Perseguição.

Abalos cósmicos.

Esses acontecimentos correspondem ao que o Senhor Jesus chamou de princípio das dores.

O mundo começará a experimentar juízos progressivos enviados por Deus.

AS DUAS TESTEMUNHAS

Durante a primeira metade da Tribulação surgirão duas testemunhas especiais enviadas por Deus.

Apocalipse 11:3 diz:

"Darei poder às minhas duas testemunhas, e profetizarão por mil duzentos e sessenta dias."

Seu ministério durará exatamente três anos e meio.

Elas proclamarão a verdade divina em meio a um mundo rebelde.

Possuirão poderes extraordinários concedidos por Deus.

Ninguém poderá destruí-las até que sua missão seja concluída.

Ao final do seu testemunho serão mortas pela besta que sobe do abismo.

Mas após três dias e meio ressuscitarão diante de todos e subirão ao céu.

A ASCENSÃO DA BESTA

A figura central da Tribulação será a besta, também chamada de Anticristo.

Apocalipse 13 descreve seu surgimento.

Ele se apresentará inicialmente como um líder capaz de trazer estabilidade política e religiosa ao mundo.

Receberá poder de Satanás.

Governará grande parte da humanidade.

Exigirá adoração.

Estabelecerá um sistema de controle econômico e religioso sem precedentes.

O número associado ao seu governo será 666.

Apocalipse 13:18 afirma:

"Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis."

A ABOMINAÇÃO DESOLADORA

O ponto central dos sete anos ocorrerá exatamente na metade da Tribulação.

Nesse momento acontecerá o evento chamado pelo Senhor Jesus de Abominação Desoladora.

Mateus 24:15 declara:

"Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo."

Daniel havia profetizado esse acontecimento séculos antes.

O Anticristo romperá sua aliança com Israel.

O culto judaico será interrompido.

A adoração será direcionada ao próprio governante mundial.

Esse acontecimento marcará o início da fase mais terrível da Tribulação.

A BATALHA NO CÉU

Outro acontecimento importante ocorrerá nesse mesmo período.

Apocalipse 12 descreve uma batalha no céu entre Miguel e seus anjos contra Satanás e seus anjos.

Apocalipse 12:9 afirma:

"E foi precipitado o grande dragão, a antiga serpente, chamada o Diabo e Satanás."

Satanás será expulso definitivamente das regiões celestiais.

Sabendo que lhe resta pouco tempo, voltará sua fúria contra Israel e contra todos os que permanecerem fiéis a Deus.

Esse evento ajuda a explicar por que a segunda metade da Tribulação será muito mais intensa do que a primeira.

A GRANDE TRIBULAÇÃO

Depois da Abominação Desoladora começa a fase chamada Grande Tribulação.

Mateus 24:21 diz:

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo."

Será o período mais sombrio da história humana.

O Anticristo exercerá domínio quase absoluto.

O falso profeta promoverá a adoração da besta.

Milhões serão perseguidos.

Muitos serão mortos por sua fidelidade a Deus.

Os juízos divinos aumentarão em intensidade.

A atividade demoníaca atingirá níveis sem precedentes.

O ABISMO E A ATIVIDADE DEMONÍACA

Apocalipse 9 descreve a abertura do abismo.

Dali surgirão poderes demoníacos que atormentarão os habitantes da terra.

Esses acontecimentos demonstram que a Tribulação não será apenas uma crise política ou militar.

Será também um período de intenso conflito espiritual.

O mundo experimentará simultaneamente o juízo de Deus e a ação destruidora das forças satânicas.

OS 144.000

Durante esse período Deus levantará também um grupo especial de servos.

Apocalipse 7 fala dos 144.000 selados.

São 12.000 de cada tribo de Israel.

Eles serão preservados por Deus para desempenhar uma missão específica durante a Tribulação.

Enquanto o mundo mergulha na escuridão espiritual, Deus continuará mantendo testemunhas da Sua verdade.

AS SETE TROMBETAS

Após os selos vêm os juízos das sete trombetas.

Apocalipse capítulos 8 e 9 descrevem esses acontecimentos.

Atingem a terra.

O mar.

Os rios.

Os céus.

A vegetação.

E a própria humanidade.

Cada trombeta intensifica os juízos anteriores.

O mundo perceberá que não está diante de eventos naturais comuns, mas de manifestações diretas da ira divina.

AS SETE TAÇAS

Na etapa final da Tribulação são derramadas as sete taças da ira de Deus.

Apocalipse 16 descreve esses juízos.

São os mais severos de todos.

As taças representam a consumação da ira divina contra um mundo que rejeitou deliberadamente a Deus.

Mesmo diante desses juízos, muitos continuarão blasfemando em vez de se arrependerem.

A VOLTA DE JESUS CRISTO

Quando a Tribulação atingir seu ponto culminante, o Senhor Jesus voltará em glória.

Mateus 24:30 declara:

"Verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Apocalipse 19 apresenta Cristo vindo como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

O Anticristo será derrotado.

O falso profeta será lançado no lago de fogo.

Satanás será preso.

Israel reconhecerá seu verdadeiro Messias.

O Reino Milenar será estabelecido.

O PROPÓSITO DA TRIBULAÇÃO

A Tribulação não é apenas um período de juízo.

Ela possui objetivos definidos no plano de Deus.

Julgar um mundo rebelde.

Preparar Israel para receber seu Messias.

Revelar plenamente a maldade do coração humano.

Demonstrar a justiça divina.

Preparar a terra para o Reino de Cristo.

Jeremias 30:7 chama esse período de "tempo de angústia para Jacó", mostrando sua ligação especial com o futuro de Israel.

CONCLUSÃO

A Grande Tribulação será o período mais dramático da história humana. Durante sete anos, Deus concluirá Seu programa profético para Israel e derramará juízos sobre um mundo que rejeitou Sua graça.

Os sete selos, as sete trombetas e as sete taças revelarão a seriedade do pecado e a justiça de Deus.

A batalha no céu, a manifestação da besta, a Abominação Desoladora e a atividade demoníaca mostrarão a intensidade do conflito espiritual que ocorrerá nesse tempo.

Mas o período não terminará com a vitória do mal.

Ele terminará com a volta gloriosa do Senhor Jesus Cristo.

O mesmo Salvador que veio em humildade para morrer no Calvário voltará em poder para julgar, libertar Israel, derrotar Seus inimigos e estabelecer Seu Reino eterno.

Josué Matos


AS SETENTA SEMANAS DE DANIEL

 


Poucas profecias da Bíblia são tão importantes para compreender o plano profético de Deus quanto a profecia das setenta semanas de Daniel. Ela foi dada ao profeta Daniel enquanto ele estava no cativeiro babilônico e constitui uma das mais extraordinárias previsões de toda a Escritura. Nela encontramos o cronograma profético de Deus para Israel, Jerusalém, a vinda do Messias, a rejeição de Cristo, a presente era da Igreja e os acontecimentos que precederão a volta gloriosa do Senhor Jesus. (Ver imagem)

Daniel 9:24 declara:

"Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade."

Logo no início devemos observar algo muito importante. A profecia não foi dada sobre a Igreja, mas sobre "o teu povo" e "a tua santa cidade". O povo de Daniel era Israel. A cidade de Daniel era Jerusalém. Portanto, o assunto principal desta profecia é o futuro de Israel dentro do plano de Deus.

O SIGNIFICADO DAS SETENTA SEMANAS

As setenta semanas não são semanas de dias, mas semanas de anos.

Assim como uma semana comum possui sete dias, cada semana profética possui sete anos.

Setenta semanas correspondem a 490 anos.

Deus revelou a Daniel que seriam necessários 490 anos para completar Seu programa profético relacionado com Israel e Jerusalém.

Daniel 9:24 apresenta seis objetivos que serão plenamente cumpridos ao final dessas setenta semanas:

"Extinguir a transgressão."

"Dar fim aos pecados."

"Expiar a iniquidade."

"Trazer a justiça eterna."

"Selar a visão e a profecia."

"Ungir o Santíssimo."

Esses objetivos mostram que a profecia aponta para a restauração futura de Israel e para o estabelecimento do reino do Messias.

AS PRIMEIRAS SETE SEMANAS

Daniel 9:25 divide as setenta semanas em três partes:

Sete semanas.

Sessenta e duas semanas.

Uma semana.

As primeiras sete semanas correspondem a 49 anos.

Esse período começou com o decreto para restaurar e reconstruir Jerusalém.

Neemias 2 registra a autorização dada pelo rei Artaxerxes para a reconstrução da cidade.

Durante esses 49 anos, Jerusalém foi reconstruída em meio a grandes dificuldades, exatamente como Daniel havia profetizado.

Daniel 9:25 diz:

"Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém."

Essa primeira parte da profecia cumpriu-se literalmente na história.

AS SESSENTA E DUAS SEMANAS

Após as sete semanas iniciais seguem-se sessenta e duas semanas.

Sessenta e duas semanas correspondem a 434 anos.

Somadas às sete semanas anteriores, temos sessenta e nove semanas ou 483 anos.

Daniel 9:25 continua dizendo:

"Até ao Messias, o Príncipe."

Esse período conduz diretamente à manifestação pública do Messias.

A profecia aponta para a vinda do Senhor Jesus Cristo.

Séculos antes do nascimento do Salvador, Deus já havia revelado o tempo aproximado de Sua apresentação a Israel.

O cumprimento dessa profecia é uma das mais impressionantes evidências da inspiração divina das Escrituras.

Nenhum homem poderia prever com tamanha precisão acontecimentos que ocorreriam séculos depois.

A REJEIÇÃO DO MESSIAS

Depois das sessenta e nove semanas ocorre um acontecimento solene.

Daniel 9:26 afirma:

"E depois das sessenta e duas semanas será tirado o Messias, e não será mais."

O Messias veio.

O Messias foi rejeitado.

O Messias foi crucificado.

A cruz do Calvário não foi um acidente da história.

Ela fazia parte do plano eterno de Deus.

Isaías 53 havia anunciado Seus sofrimentos.

Salmos 22 descrevia Sua morte.

Daniel 9 revelou que o Messias seria tirado.

O Senhor Jesus veio para os Seus, mas os Seus não O receberam.

A profecia foi cumprida com exatidão.

A DESTRUIÇÃO DE JERUSALÉM

Daniel 9:26 também anuncia outro acontecimento importante:

"E o povo do príncipe que há de vir destruirá a cidade e o santuário."

Poucas décadas após a crucificação do Senhor Jesus, Jerusalém foi destruída pelos romanos.

No ano 70 d.C., o general Tito cercou a cidade, destruiu o templo e espalhou a nação judaica.

Mais uma vez a profecia cumpriu-se literalmente.

O templo desapareceu.

Os sacrifícios cessaram.

Israel foi disperso entre as nações.

A ERA DA IGREJA

Ao observarmos a profecia percebemos algo interessante.

As primeiras sessenta e nove semanas já se cumpriram.

A septuagésima semana ainda não começou.

Entre a semana sessenta e nove e a semana setenta existe um intervalo não revelado aos profetas do Antigo Testamento.

Esse intervalo corresponde à atual era da Igreja.

Foi durante esse período que Deus começou a formar a Igreja, composta de judeus e gentios unidos em um só corpo.

Efésios 3:5-6 chama essa verdade de mistério, algo que não havia sido revelado nas épocas anteriores.

Hoje vivemos nesse intervalo profético.

A profecia das setenta semanas está temporariamente interrompida quanto a Israel, mas continuará após o término da presente dispensação da graça.

O ARREBATAMENTO DA IGREJA

A Bíblia ensina que a Igreja será arrebatada antes dos acontecimentos da septuagésima semana.

1 Tessalonicenses 4:16-17 declara:

"Os que morreram em Cristo ressuscitarão primeiro. Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles."

O arrebatamento encerrará a história da Igreja na terra.

Depois disso, Deus retomará Seu programa profético relacionado diretamente com Israel.

A SEPTUAGÉSIMA SEMANA

A última semana de Daniel corresponde a sete anos.

Ela ainda pertence ao futuro.

Daniel 9:27 descreve esse período.

Durante esses sete anos surgirá um líder mundial identificado em outras passagens como o Anticristo.

Ele fará uma aliança com muitos em Israel.

Porém, no meio da semana quebrará esse acordo.

Daniel 9:27 diz:

"Na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares."

Os últimos três anos e meio serão marcados por intensa perseguição e sofrimento.

O Senhor Jesus chamou esse período de Grande Tribulação.

Mateus 24:21 declara:

"Porque haverá então grande aflição, como nunca houve desde o princípio do mundo até agora."

Apocalipse capítulos 6 a 19 descrevem os juízos que cairão sobre a terra durante esse tempo.

A VOLTA DE JESUS CRISTO

Ao final da septuagésima semana, o Senhor Jesus voltará em glória.

Diferentemente do arrebatamento, quando vem buscar Sua Igreja, nesta ocasião Ele virá à terra para estabelecer Seu reino.

Mateus 24:30 afirma:

"Verão o Filho do homem vindo sobre as nuvens do céu, com poder e grande glória."

Apocalipse 19 apresenta o Senhor voltando como Rei dos reis e Senhor dos senhores.

O Anticristo será derrotado.

As nações serão julgadas.

Israel reconhecerá o seu Messias.

Zacarias 12:10 declara:

"Olharão para mim, a quem traspassaram."

O REINO MILENAR

Após Sua volta, Cristo estabelecerá Seu reino sobre a terra.

As promessas feitas aos patriarcas e aos profetas encontrarão seu cumprimento.

Israel será restaurado.

Jerusalém será o centro do governo messiânico.

A justiça prevalecerá.

A paz cobrirá a terra.

Isaías 11:9 declara:

"A terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar."

CONCLUSÃO

A profecia das setenta semanas é uma das maiores demonstrações da soberania de Deus sobre a história.

Séculos antes dos acontecimentos ocorrerem, Deus revelou a reconstrução de Jerusalém, a vinda do Messias, Sua rejeição, a destruição da cidade, a futura Tribulação e a volta gloriosa de Cristo.

As primeiras sessenta e nove semanas já se cumpriram literalmente.

A septuagésima semana aguarda seu cumprimento futuro.

Vivemos atualmente no período da Igreja, entre a sexagésima nona e a septuagésima semana.

O próximo grande acontecimento profético é o arrebatamento da Igreja.

Depois disso, Deus concluirá Seu programa para Israel e estabelecerá o reino glorioso do Senhor Jesus Cristo.

A profecia de Daniel não apenas revela o futuro. Ela confirma que a Bíblia é a Palavra de Deus e que cada promessa divina será cumprida exatamente como foi anunciada.

Josué Matos