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Quando Deus nos faz recordar o passado: arrependimento, correção e restauração

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, querido irmão.

O Senhor tem feito uma grande limpeza em meu coração. Tem-me trazido à memória situações (pecados) que me envergonham muito, coisas antigas que hoje considero resolvidas, mas que talvez me tragam consequências até hoje. Meu sentimento é de paz e inconformismo (como pude agir assim diante de um Deus Santo, Poderoso e um Fogo Consumidor?).

O devocional de hoje completou algumas reflexões que tenho feito há dias na Palavra. Histórias como a vida de Saul, Eli e seus filhos, Balaão, em contraste com a história maravilhosa da mãe de Samuel, Ana. Homens escolhidos por Deus, que desfrutavam da presença de Deus, mas não aproveitaram esse privilégio. Sei que essas passagens mencionadas são de circunstâncias diferentes, mas, fazendo uma síntese de cada uma, podemos ver uma relação entre elas, com exceção de Ana, que é uma das passagens que mais amo.

Dou graças ao Senhor, que tem me corrigido. Às vezes não é fácil, mas prossigo para o alvo. Sei que Ele irá completar a obra.

O irmão tem me ajudado muito, e eu te agradeço imensamente. Que o Senhor te retribua em dobro.

Muito obrigado. Um grande abraço.

Minha Resposta:

Agradeço muito pelas suas palavras e pelo carinho. Fico feliz em saber que as mensagens têm contribuído para suas reflexões e para o seu crescimento espiritual. Toda a glória pertence ao Senhor, pois é a Sua Palavra, aplicada pelo Espírito Santo, que verdadeiramente alcança e transforma o coração.

Gostaria de compartilhar algumas considerações bíblicas sobre aquilo que você escreveu, especialmente a respeito das lembranças de pecados antigos, da correção divina e dos exemplos que mencionou.

1. Quando Deus nos faz reconhecer os pecados do passado

É importante compreender que, à medida que crescemos espiritualmente, também adquirimos uma percepção mais profunda da santidade de Deus e da gravidade do pecado.

O apóstolo Paulo, mesmo depois de muitos anos servindo ao Senhor, ainda se lembrava de sua conduta anterior:

"Porque eu sou o menor dos apóstolos, que não sou digno de ser chamado apóstolo, pois que persegui a igreja de Deus." (1 Coríntios 15:9).

Entretanto, observe o que ele acrescenta no versículo seguinte:

"Mas pela graça de Deus sou o que sou." (1 Coríntios 15:10).

Paulo não procurava justificar seu passado, mas também não permitia que ele anulasse sua confiança na graça de Deus.

Essa é uma distinção muito importante: reconhecer a gravidade dos pecados cometidos não significa viver permanentemente debaixo da culpa por pecados que Deus já perdoou.

Em 1 João 1:9, encontramos esta maravilhosa promessa:

"Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça."

Portanto, quando um pecado já foi verdadeiramente confessado e tratado diante de Deus, não precisamos continuar buscando um perdão que Ele já concedeu.

A lembrança pode permanecer, mas a culpa diante de Deus foi removida pelo valor da obra de Cristo.

2. O perdão de Deus não elimina necessariamente as consequências

Você mencionou algo muito importante: pecados antigos que considera resolvidos, mas que talvez ainda produzam consequências.

De fato, a Bíblia apresenta essa realidade.

Davi é um exemplo bastante claro. Depois de seu pecado com Bate-Seba, ele reconheceu sua transgressão, e o profeta Natã declarou:

"Também o Senhor traspassou o teu pecado; não morrerás." (2 Samuel 12:13).

Davi foi perdoado, mas algumas consequências de seus atos permaneceram em sua família.

Isso nos ensina que o perdão divino e as consequências temporais são questões distintas.

Contudo, precisamos ter cuidado para não interpretar todas as dificuldades presentes como consequências de pecados antigos. Nem toda aflição é resultado de uma transgressão pessoal, conforme aprendemos em João 9:1-3.

Se existem situações concretas do passado que ainda exigem reparação, restituição ou reconciliação, devemos procurar resolvê-las, na medida do possível, conforme os princípios da Palavra de Deus.

Mas, se tudo já foi devidamente tratado, devemos descansar na graça divina, sem transformar a lembrança do passado em uma condenação permanente.

3. A diferença entre a correção de Deus e a condenação

A Palavra de Deus declara:

"Porque o Senhor corrige o que ama e açoita a qualquer que recebe por filho." (Hebreus 12:6).

A correção divina tem um propósito: produzir santidade e justiça na vida dos Seus filhos.

Hebreus 12:10-11 explica que Deus nos disciplina para sermos participantes da Sua santidade e que, posteriormente, essa disciplina produz um fruto pacífico de justiça.

Portanto, a disciplina do Pai não deve ser confundida com a condenação eterna.

Romanos 8:1 afirma:

"Portanto, agora nenhuma condenação há para os que estão em Cristo Jesus."

O crente pode entristecer o Espírito Santo, perder o gozo da comunhão e experimentar a disciplina do Pai, mas não deixa de pertencer a Cristo por causa de suas falhas.

Também é importante distinguir o arrependimento verdadeiro de um sentimento de culpa que apenas produz desespero.

Em 2 Coríntios 7:10, Paulo explica que a tristeza segundo Deus produz arrependimento, enquanto a tristeza do mundo produz morte.

A tristeza segundo Deus nos conduz à confissão, à restauração e a uma vida de maior santidade. Ela não tem como finalidade manter-nos presos indefinidamente ao passado.

4. As lições de Saul, Eli, seus filhos e Balaão

Achei muito interessante a relação que você estabeleceu entre essas personagens bíblicas.

Embora suas circunstâncias fossem diferentes, existe realmente um princípio comum: a responsabilidade diante dos privilégios e das oportunidades que Deus concede.

Saul recebeu de Deus a responsabilidade de governar Israel, mas sua trajetória foi marcada pela desobediência e pela preocupação com a opinião dos homens. Em 1 Samuel 15:22, Samuel lhe declarou que obedecer é melhor do que sacrificar.

Eli, por sua vez, conhecia a santidade de Deus e tinha uma responsabilidade especial como sacerdote. Entretanto, falhou gravemente ao não exercer a devida autoridade diante da perversidade de seus filhos (1 Samuel 2:22-29; 3:13).

Os filhos de Eli, Hofni e Fineias, exerciam funções sacerdotais, mas a Escritura declara que não conheciam o Senhor (1 Samuel 2:12). Isso demonstra que ocupar uma posição religiosa não significa necessariamente possuir uma verdadeira relação espiritual com Deus.

Balaão também representa uma advertência solene. Embora tivesse conhecimento das declarações divinas, seu coração foi dominado pelo interesse material. O Novo Testamento apresenta seu caminho como exemplo de corrupção espiritual (2 Pedro 2:15; Judas 11).

Essas histórias nos ensinam que privilégios espirituais não substituem a obediência, e que conhecer a vontade de Deus é diferente de submeter-se verdadeiramente a ela.

Entretanto, devemos distinguir essas personagens de um crente sincero que reconhece suas faltas, confessa seus pecados e deseja agradar ao Senhor. Não seria correto concluir que toda pessoa que experimenta disciplina divina se encontra na mesma condição espiritual de Saul ou Balaão.

5. Ana: um belo contraste de humildade e dependência

A história de Ana realmente é maravilhosa.

Enquanto os filhos de Eli demonstravam irreverência diante das coisas sagradas, Ana se aproximava de Deus com um coração quebrantado e dependente.

Em 1 Samuel 1:15, ela declarou:

"Porém tenho derramado a minha alma perante o Senhor."

Ana não possuía uma posição de destaque em Israel, mas tinha algo precioso: um coração que confiava em Deus.

E o Senhor ouviu sua oração.

Seu cântico, registrado em 1 Samuel 2:1-10, revela uma profunda compreensão da soberania, da santidade e da fidelidade divina.

Aqui encontramos uma lição preciosa: o que realmente importa não é a posição que ocupamos, mas a condição do nosso coração diante de Deus.

6. Esquecer o que ficou para trás e prosseguir para o alvo

Você mencionou a expressão de Paulo em Filipenses 3:13-14, e considero que ela resume muito bem o caminho que devemos seguir.

O apóstolo escreveu:

"Esquecendo-me das coisas que atrás ficam, e avançando para as que estão diante de mim, prossigo para o alvo."

Naturalmente, Paulo não estava dizendo que havia perdido a memória do passado. Ele mesmo recordava sua antiga perseguição à igreja.

O sentido é que não permitia que seu passado, nem suas antigas realizações, impedissem seu progresso espiritual.

Essa também deve ser nossa atitude.

Podemos olhar para trás e reconhecer nossas falhas com profunda humildade, mas devemos olhar para Cristo com confiança ainda maior.

A santidade de Deus nos leva a reconhecer a gravidade do pecado; a graça de Deus nos leva a reconhecer a suficiência da obra de Cristo.

E essas duas verdades precisam permanecer juntas.

Por fim, você mencionou sua confiança de que Deus completará a obra iniciada. Essa confiança encontra fundamento em Filipenses 1:6:

"Tendo por certo isto mesmo, que aquele que em vós começou a boa obra a aperfeiçoará até ao Dia de Jesus Cristo."

Que essa certeza continue fortalecendo seu coração.

Não devemos tratar o pecado com leviandade, mas também não devemos diminuir o valor do sangue de Cristo, que nos purifica de todo pecado (1 João 1:7).

Se o passado nos ensina a sermos mais humildes, vigilantes e dependentes do Senhor, essas lembranças podem contribuir para nosso amadurecimento espiritual. Entretanto, nossa paz não deve estar fundamentada naquilo que sentimos, mas naquilo que Cristo realizou por nós.

Agradeço novamente pelas suas palavras. Que o Senhor continue conduzindo sua vida por meio da Sua Palavra, fortalecendo sua fé e fazendo crescer em seu coração o conhecimento da graça e da verdade.

Um grande abraço!

Josué Matos

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Divórcio e novo casamento: o que realmente ensinam as Escrituras?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Engraçado, uma coisa que 99% dos ditos pastores das denominações, ditas igrejas, não contam é que a mensagem de Mateus 5:32 e 19:9 foi dada antes da cruz. Depois da cruz, não existe a exceção, provando que PORNEIA é uma exceção relacionada ao contexto judaico, enquanto MOICHEIA continua sendo uma advertência depois da cruz, caso haja um segundo casamento. Eles mentem ao usar a exceção de Mateus como se fosse destinada à Igreja, mas isso não é verdade.

https://youtu.be/h4Ba-g1dKpc?si=wzlbBeetSjmLmcNC

Sim! Mateus está falando de casamento, mas dentro do contexto judaico. O grave é que as denominações, ditas igrejas, estão trocando a exceção PORNEIA por MOICHEIA para tentar justificar o segundo casamento, que Jesus chamou de adultério. João Batista perdeu a cabeça por defender essa verdade.

No contexto judaico, havia duas etapas do casamento. A primeira era o desposório — אירוסין (erusin) —, que constituía um vínculo matrimonial formal. A mulher desposada já estava juridicamente vinculada ao homem, podendo ser chamada de “mulher” (γυνή — gynē), e ele de “marido” (ἀνήρ — anēr), embora ainda não tivessem consumado a união. Depois de coabitar, a mulher tinha que apresentar sinais de virgindade. A segunda etapa era o nissuin — נישואין (nissuin) —, que correspondia à entrada na casa do marido e à consumação da união.

A virgindade da mulher tinha importância jurídica. Deuteronômio 22:13–21 apresenta o caso de um marido que acusa sua mulher de não ser virgem, enquanto os versículos 23–24 falam da “virgem desposada”. Isso ajuda a compreender Mateus 1:18–19, pois Maria estava desposada com José, mas, antes de se ajuntarem, apareceu grávida, e José pensou em repudiá-la.

Por isso, Mateus 5:32 e 19:9 falam de anulação de casamento dentro desse contexto judaico, porque a lei de Deuteronômio 22 exigia a pureza de ambos. Jesus utiliza a palavra porneia (πορνεία), que significa imoralidade sexual. A mulher estava sujeita à pena de morte, e, no caso de moicheia (μοιχεία), adultério, também havia pena de morte. Não se tratava de divórcio. A interpretação que relaciona a exceção PORNEIA à situação sexual irregular durante o desposório é coerente com Deuteronômio 22 e Mateus 1.

Já Marcos 10:11–12 e Lucas 16:18 apresentam MOICHEIA como advertência, e não como exceção. Assim, Marcos e Lucas tratam de um casamento consumado, enquanto Mateus preserva a cláusula específica de PORNEIA (πορνεία), fornicação. Mesmo que fosse MOICHEIA, a pena prevista era a morte, e não o divórcio.

Jesus deu uma ordem imperativa aos casados: “Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem” (Mateus 19:6). Deus também ordena: “Se, porém, se separar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido” (1 Coríntios 7:11).

Romanos 7:3 declara: “De sorte que, vivendo o marido, será chamada adúltera se for de outro marido; mas, morto o marido, livre está da lei, e assim não será adúltera se for de outro marido”.

O novo casamento é explicitamente autorizado para quem ficou viúvo: “Se falecer o marido, está livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor” (1 Coríntios 7:39).

A ordem é, portanto, preservar a aliança, buscar o perdão e a reconciliação, pois Jesus ordenou: “O que Deus ajuntou não o separe o homem”.

Também está escrito: “Se alguém não tem cuidado dos seus, e principalmente dos da sua família, negou a fé”, sendo pior do que o incrédulo (1 Timóteo 5:8).

“Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade” (2 Coríntios 13:8).

E 2 João 1:9 declara: “Todo aquele que prevarica e não persevera na doutrina de Cristo não tem a Deus; quem persevera na doutrina, esse tem tanto o Pai como o Filho”.

Minha Resposta:

Agradeço pelo comentário e pelas considerações apresentadas. O assunto do divórcio e do novo casamento exige muita seriedade, porque envolve uma instituição estabelecida pelo próprio Deus desde a criação. Concordo com a preocupação central da sua exposição: não podemos utilizar as Escrituras para justificar aquilo que o Senhor Jesus condenou.

Entretanto, considero importante esclarecer alguns aspectos para que a nossa compreensão esteja fundamentada não apenas na distinção entre palavras gregas, mas no conjunto do ensino bíblico.

1. O casamento foi instituído por Deus antes da existência de Israel e da Igreja

Em Gênesis 2:24, lemos:

"Portanto, deixará o varão o seu pai e a sua mãe e apegar-se-á à sua mulher, e serão ambos uma carne."

Este princípio foi estabelecido antes da Lei de Moisés e antes da formação da nação de Israel. Portanto, o casamento não é uma instituição exclusivamente judaica, mas divina e universal.

Quando o Senhor Jesus foi interrogado sobre o divórcio, em Mateus 19:3-9, Ele não fundamentou a Sua resposta nos costumes judaicos, mas retornou ao princípio da criação.

Sua conclusão foi:

"Portanto, o que Deus ajuntou não o separe o homem." (Mateus 19:6)

Isso demonstra que o padrão divino para o casamento é uma união permanente entre um homem e uma mulher, e não um contrato que possa ser desfeito conforme a vontade humana.

2. A cláusula de exceção em Mateus e o contexto judaico

A sua observação sobre o contexto judaico merece atenção.

Em Mateus 5:32 e 19:9, encontramos a expressão grega porneia, geralmente traduzida como prostituição, fornicação ou imoralidade sexual.

Já a palavra moicheia refere-se especificamente ao adultério.

Essa distinção é importante, embora seja necessário reconhecer que porneia possui um significado mais amplo e pode abranger diferentes formas de imoralidade sexual, incluindo, em determinados contextos, o adultério. Portanto, a diferença entre as duas palavras, isoladamente, não prova que porneia se refira exclusivamente ao pecado cometido durante o desposório.

Entretanto, existe uma interpretação que considero bastante coerente com o contexto judaico de Mateus: a de que a cláusula de exceção está relacionada à infidelidade descoberta durante o período de desposório.

Mateus 1:18-19 apresenta um exemplo esclarecedor.

Maria estava desposada com José, mas ainda não haviam coabitado. Quando José soube da gravidez, pensou em deixá-la secretamente.

Observe que José já é chamado de marido, embora o casamento ainda não tivesse sido consumado.

Isso demonstra que, na sociedade judaica, o desposório constituía um compromisso matrimonial juridicamente reconhecido, cuja dissolução exigia um procedimento formal.

Essa circunstância ajuda a compreender por que Mateus registra uma cláusula que não aparece em Marcos 10:11-12 nem em Lucas 16:18.

Contudo, devemos distinguir entre uma interpretação coerente e uma afirmação expressamente demonstrada pelo texto. Mateus não declara explicitamente que a exceção se limita ao desposório. Essa conclusão resulta da comparação das passagens e do seu contexto histórico.

Também é importante observar que Deuteronômio 22:13-21 trata de uma acusação feita depois do casamento, e não simplesmente de uma anulação durante o desposório.

Portanto, embora a interpretação apresentada tenha fundamentos que merecem consideração, devemos evitar construir toda a doutrina do casamento exclusivamente sobre essa distinção.

3. O ensino de Cristo permanece válido depois da cruz

Você observou corretamente que as palavras de Mateus 5 e 19 foram pronunciadas antes da morte do Senhor Jesus.

Entretanto, precisamos ter cuidado com a conclusão de que determinado ensino de Cristo deixou de ser aplicável simplesmente porque foi pronunciado antes da cruz.

Nem todos os ensinamentos dados durante o ministério terreno do Senhor pertencem exclusivamente à dispensação da Lei.

O próprio apóstolo Paulo, escrevendo à igreja em Corinto depois da morte e ressurreição de Cristo, confirmou a autoridade do ensino do Senhor sobre o casamento.

Em 1 Coríntios 7:10-11, escreveu:

"Todavia, aos casados, mando, não eu, mas o Senhor, que a mulher se não aparte do marido. Se, porém, se apartar, que fique sem casar ou que se reconcilie com o marido; e que o marido não deixe a mulher."

Essa passagem é particularmente importante.

Paulo não apresentou uma nova possibilidade de casamento para aqueles que se separassem. Pelo contrário, estabeleceu duas alternativas: permanecer sem casar ou buscar a reconciliação.

Portanto, o princípio da permanência do casamento não foi abolido pela cruz, mas reafirmado no ensino apostólico dirigido à Igreja.

4. O novo casamento enquanto o cônjuge vive

Em Romanos 7:2-3, o apóstolo Paulo declara:

"Porque a mulher que está sujeita ao marido, enquanto ele viver, está-lhe ligada pela lei; mas, morto o marido, está livre da lei do marido."

O versículo seguinte esclarece que, se ela se unir a outro homem enquanto o marido ainda vive, será chamada adúltera.

Embora Paulo utilize o casamento como ilustração para explicar a relação do crente com a Lei, seu argumento está fundamentado num princípio matrimonial reconhecido.

Em 1 Coríntios 7:39, encontramos novamente:

"A mulher casada está ligada pela lei todo o tempo que o seu marido vive; mas, se falecer o seu marido, fica livre para casar com quem quiser, contanto que seja no Senhor."

A passagem apresenta claramente a morte do cônjuge como aquilo que encerra o vínculo matrimonial e permite um novo casamento.

O mesmo princípio aparece em Marcos 10:11-12 e Lucas 16:18, onde o Senhor Jesus associa o divórcio seguido de novo casamento ao adultério.

Assim, entendo que a posição mais segura, considerando o conjunto das Escrituras, é reconhecer a permanência do vínculo matrimonial enquanto ambos os cônjuges vivem.

5. A separação não é a mesma coisa que a dissolução do casamento

Outro aspecto importante é que a Bíblia reconhece a possibilidade de uma separação, embora não a apresente como autorização automática para um novo casamento.

Em 1 Coríntios 7:11, Paulo admite a situação de alguém que se separou, mas determina que permaneça sem casar ou procure reconciliar-se.

Em 1 Coríntios 7:15, o apóstolo considera a situação em que um cônjuge descrente abandona o crente, afirmando que Deus nos chamou para a paz.

Entretanto, essa passagem não declara expressamente que o cônjuge abandonado esteja autorizado a contrair um novo casamento.

A expressão "não está sujeito à servidão" não deve ser automaticamente interpretada como a dissolução do vínculo matrimonial.

Também é necessário reconhecer que existem situações graves, como violência doméstica e ameaças à integridade física, nas quais a separação pode ser necessária para proteger a vida e a segurança das pessoas envolvidas.

A preservação do casamento jamais deve ser utilizada como argumento para obrigar alguém a permanecer exposto à violência. A reconciliação deve envolver arrependimento verdadeiro, segurança e responsabilidade.

6. O exemplo de João Batista

Você também mencionou João Batista, e sua observação tem fundamento bíblico.

Em Marcos 6:17-18, lemos que Herodes havia tomado Herodias, mulher de seu irmão Filipe, e João lhe dizia:

"Não te é lícito possuir a mulher de teu irmão."

João Batista não modificou a verdade para agradar a Herodes, mesmo sabendo que sua fidelidade poderia trazer consequências.

Entretanto, devemos lembrar que aquele relacionamento envolvia circunstâncias específicas de adultério e de violação da Lei. Por isso, não devemos utilizar o episódio isoladamente para resolver todas as questões relacionadas ao divórcio.

O princípio que permanece é que nenhuma autoridade humana pode transformar em legítimo aquilo que Deus condena.

7. A fidelidade à verdade deve ser acompanhada de graça

Concordo que existe muita confusão no meio religioso sobre o casamento, o divórcio e o novo casamento.

Entretanto, precisamos evitar afirmações generalizadas de que praticamente todos os responsáveis por comunidades religiosas estejam mentindo deliberadamente.

Há uma diferença entre ensinar conscientemente algo contrário às Escrituras e chegar a uma interpretação equivocada de uma passagem difícil.

Isso não significa relativizar a verdade, mas reconhecer que devemos defendê-la com fidelidade, humildade e respeito.

Em 2 Timóteo 2:24-25, Paulo ensina que o servo do Senhor não deve contender, mas ser manso para com todos, apto para ensinar e paciente, instruindo com mansidão aqueles que resistem.

Também precisamos lembrar que o divórcio frequentemente envolve sofrimento profundo, filhos afetados, famílias desfeitas e pessoas que necessitam de orientação espiritual.

A verdade bíblica não deve ser enfraquecida para acomodar o pecado, mas também não deve ser apresentada sem a graça, a misericórdia e a compaixão que caracterizam o Senhor Jesus Cristo.

Conclusão

Portanto, concordo com o ponto principal da sua preocupação: o casamento é uma instituição divina, estabelecida para durar toda a vida, e o divórcio civil não significa necessariamente que o vínculo matrimonial tenha sido desfeito diante de Deus.

Também considero que a interpretação da cláusula de exceção de Mateus como uma referência ao desposório judaico oferece uma explicação coerente para a ausência dessa cláusula nos Evangelhos de Marcos e Lucas.

Contudo, precisamos reconhecer que existem diferentes interpretações dessa passagem entre estudiosos que igualmente defendem a autoridade e a inspiração das Escrituras. A interpretação do desposório não depende simplesmente de afirmar que porneia e moicheia nunca possam abranger o mesmo comportamento, mas de considerar cuidadosamente o contexto em que o Senhor utilizou essas expressões.

O que permanece indiscutível é que o Senhor Jesus condenou a facilidade com que o casamento era desfeito e reafirmou o propósito original de Deus.

Nas instruções dirigidas à Igreja, o apóstolo Paulo ensina que os cônjuges não devem separar-se e que, havendo separação, devem permanecer sem casar ou buscar a reconciliação (1 Coríntios 7:10-11). Também declara expressamente que a morte encerra o vínculo matrimonial, permitindo um novo casamento (1 Coríntios 7:39).

Assim, entendo que não devemos transformar as dificuldades matrimoniais, a infidelidade ou as permissões da legislação civil em justificativas automáticas para um novo casamento enquanto o primeiro cônjuge vive.

Ao mesmo tempo, a fidelidade à Palavra de Deus exige que tratemos aqueles que enfrentam essas situações com verdade, compaixão e responsabilidade.

Afinal, o propósito do ensino bíblico não é simplesmente vencer uma discussão doutrinária, mas conduzir as pessoas à obediência ao Senhor Jesus Cristo.

Como está escrito:

"Se me amais, guardai os meus mandamentos." (João 14:15)

E também:

"Porque nada podemos contra a verdade, senão pela verdade." (2 Coríntios 13:8)

Que o Senhor nos conceda sabedoria para defender a verdade das Escrituras sem acrescentar às Suas palavras aquilo que elas não afirmam expressamente.

Josué Matos

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Daniel 12:11–12: Os 1.290 e 1.335 dias — Uma análise bíblica

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Daniel 12:11: “E, desde o tempo em que o sacrifício contínuo for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.”

1.290 dias. (O sacrifício contínuo refere-se ao seu trabalho diário ou emprego.)

A expressão “será tirado” corresponde à palavra hebraica H5493. Ela possui vários significados; “depor” é um deles. “Depor”, no contexto jurídico, significa declarar sob juramento, prestar juramento, jurar ou remover alguém de uma posição ou cargo.

Obama prestou juramento para assumir o cargo em 20 de janeiro de 2009 e assinou a “Eye Beam” (viga do olho) no aniversário de Donald Trump, em 14 de junho de 2012. A Eye Beam, ou a “coisa abominável”, foi colocada ou instalada no topo da One World Freedom Tower em 2 de agosto de 2012, exatamente 1.290 dias após o juramento de posse.

O sacrifício contínuo, trabalho ou posição mencionado em Daniel 12:11 é o cargo de presidente. Ele foi retirado em 20 de janeiro de 2009. A partir daquele momento, o seu voto deixou de ter importância.

Daniel 12:12: “Bem-aventurado o que espera e chega até mil trezentos e trinta e cinco dias.”

1.335 dias.

A partir do juramento de posse de Obama, em 20 de janeiro de 2009, acrescentando 1.335 dias, chegamos a 16 de setembro de 2012, data do início de Rosh Hashaná, ou Festa das Trombetas.

A partir do juramento de posse de Trump, em 20 de janeiro de 2017, acrescentando 1.335 dias, chegamos a 15 de setembro de 2020, exatamente o dia em que os Acordos de Paz de Abraão foram assinados por Trump.

A partir de 15 de setembro de 2020, acrescentando 1.335 dias, chegamos a 12 de maio de 2024.

A verdadeira data de nascimento de Iz-rae-il.

Em 12 de maio de 1948, o gabinete provisório do recém-formado Estado de Israel reuniu-se. A decisão era entre aceitar a proposta americana de uma trégua ou declarar a independência. A segunda opção foi submetida à votação, com seis dos dez membros presentes apoiando a declaração de independência.

Por que a Eye Beam é a “coisa abominável”? Porque foi colocada ou instalada no topo de uma torre que representa rebelião contra DEUS. A One World Freedom Tower (OWFT) é a Torre de Babel dos tempos modernos.

A primeira Torre de Babel foi construída na terra de Sinar. Sinar significa “dois rios”. Foi construída entre o rio Eufrates e o rio Tigre.

A segunda Torre de Babel, a One World Freedom Tower, também foi construída numa terra entre dois rios: o rio Hudson e o East River. Foi construída na cidade do homem e na capital do homem, Nova Iorque, aquela grande cidade, Babilônia.

(“Coisa abominável” = 792 na gematria inglesa.)

A Torre da Rebelião.

A One World Freedom Tower tem 1.792 pés de altura até a sua extremidade. Por que esse número?

1.792 representa Satanás. 1 + 7 + 9 + 2 = 19. A letra S é a décima nona letra. S representa Satanás ou a Serpente.

O número 7 representa o seu domínio sobre os sete continentes da Terra.

O número 9 é o número de Satanás, e a sua letra é “I” (olho, em inglês), a nona letra. O número nove também representa o nosso corpo ou a carne, que é constituído por nove grandes sistemas biológicos. Gálatas 5:17 descreve a carne como contrária e oposta ao nosso espírito ou alma.

O número 2 representa dualidade ou opostos: assim em cima como embaixo; preto e branco; bem e mal; verdade e mentira; masculino e feminino/transgênero; físico e espiritual; caos e Babilônia. Representa a mistura de opostos para criar divisão e confusão, com o objetivo de controlar e enganar a humanidade. Estratégias de policial bom e policial mau, inversão de papéis, dividir para conquistar.

Trump completou 66 anos no dia em que Obama assinou a Eye Beam. Sessenta e seis anos equivalem a 792 meses.

1.792 representa Satanás, e 792 representa numericamente três algarismos seis, o número da besta na gematria inglesa.

Em 2027, Obama terá 792 meses de idade, e Trump terá 972 meses de idade.

792 e 972 são números da besta.

2027 é o ano decisivo.

Toda a glória a Deus!

Minha Respsota:

Agradeço por compartilhar suas considerações sobre Daniel 12 e sobre o significado profético que você acredita existir em determinados acontecimentos históricos e padrões numéricos.

Certamente, é importante estudar cuidadosamente as profecias bíblicas, especialmente quando observamos os acontecimentos políticos e espirituais que se desenvolvem no mundo. Entretanto, precisamos distinguir entre aquilo que as Escrituras realmente ensinam e as interpretações baseadas em coincidências numéricas, acontecimentos políticos ou associações simbólicas que a própria Bíblia não estabelece.

A questão principal não é se conseguimos encontrar relações numéricas interessantes na história, mas se essas relações são sustentadas pelo contexto e pelo ensino da Palavra de Deus.

1. O que significa o sacrifício contínuo em Daniel 12:11?

Daniel 12:11 declara:

“E, desde o tempo em que o contínuo sacrifício for tirado e posta a abominação desoladora, haverá mil duzentos e noventa dias.”

A expressão “sacrifício contínuo” não se refere ao emprego de uma pessoa, ao exercício de um cargo político ou à presidência dos Estados Unidos.

No livro de Daniel, o sacrifício contínuo está associado ao culto religioso de Israel e ao sistema de sacrifícios relacionado ao santuário.

Observe Daniel 8:11–13 e Daniel 11:31. Ambas as passagens relacionam a retirada do sacrifício contínuo com a profanação do santuário.

Daniel 11:31 declara:

“E tirarão o contínuo sacrifício, estabelecendo a abominação desoladora.”

Essa passagem estabelece uma ligação entre a interrupção do sacrifício e a introdução de algo que profana o lugar de adoração.

O verbo hebraico sur (Strong H5493) pode, de fato, significar remover, desviar ou tirar. Entretanto, o significado de uma palavra deve sempre ser determinado pelo seu contexto.

O fato de uma palavra inglesa, como depose, poder descrever a remoção de alguém de um cargo político não significa que Daniel estivesse falando sobre um presidente prestando juramento.

Além disso, o significado jurídico de depose, no sentido de prestar depoimento sob juramento, é outro uso da palavra inglesa, que não pode ser introduzido artificialmente no texto hebraico.

Portanto, identificar o sacrifício contínuo com o cargo de presidente dos Estados Unidos não possui fundamento bíblico.

2. O que é a abominação da desolação?

O próprio Senhor Jesus fez referência à profecia de Daniel.

Em Mateus 24:15, Ele declarou:

“Quando, pois, virdes que a abominação da desolação, de que falou o profeta Daniel, está no lugar santo (quem lê, entenda).”

Observe a expressão “lugar santo”.

O Senhor Jesus relaciona essa profecia com um lugar sagrado, e não com um arranha-céu americano.

A profecia diz respeito a Israel e aos acontecimentos associados ao período final da tribulação.

Daniel 9:27 descreve um governante futuro que confirmará uma aliança por uma semana e, na metade dessa semana, fará cessar o sacrifício e a oferta.

Daniel 12:11 fornece informações adicionais sobre esse período.

Segunda Tessalonicenses 2:3–4 também descreve o homem do pecado, que se exalta e se assenta no templo de Deus, querendo parecer Deus.

Apocalipse 13:14–15 descreve a imagem da besta e a adoração imposta durante a rebelião mundial final contra Deus.

Essas passagens devem ser consideradas em conjunto para compreendermos o cenário profético.

Não existe evidência bíblica de que a instalação de uma viga no One World Trade Center tenha cumprido a profecia de Daniel.

3. O que representam os 1.290 e 1.335 dias?

Daniel 12:11–12 menciona dois períodos:

  • 1.290 dias.

  • 1.335 dias.

Esses períodos devem ser compreendidos dentro do contexto profético de Daniel, relacionado a Israel, à tribulação final e ao estabelecimento do Reino de Deus.

Daniel 12:7 menciona “um tempo, tempos e metade de um tempo”, correspondendo a três anos e meio proféticos.

Apocalipse 11:2–3 e Apocalipse 12:6,14 também descrevem períodos de quarenta e dois meses, 1.260 dias e um tempo, tempos e metade de um tempo.

Segundo a interpretação futurista das profecias, os 1.290 e 1.335 dias estão relacionados aos acontecimentos finais da tribulação e à transição para as bênçãos do Reino terreno de Cristo.

Os trinta dias adicionais e os quarenta e cinco dias seguintes não são plenamente explicados nas Escrituras. Podem estar relacionados aos julgamentos e às providências que ocorrerão após a volta de Cristo, mas não devemos apresentar essa possibilidade como uma certeza revelada.

O que não podemos fazer legitimamente é começar pelas datas de posse dos presidentes americanos e depois procurar acontecimentos históricos que, por coincidência, estejam separados por um número semelhante de dias.

Daniel nunca identifica os Estados Unidos, Barack Obama, Donald Trump ou o One World Trade Center como ponto de partida desses períodos proféticos.

4. O One World Trade Center é a Torre de Babel moderna?

Gênesis 11:1–9 registra a construção de Babel, na terra de Sinar.

Os construtores declararam em Gênesis 11:4:

“Eia, edifiquemos nós uma cidade e uma torre cujo cume toque nos céus, e façamo-nos um nome.”

O propósito deles era a exaltação humana e a independência em relação a Deus.

Babel tornou-se um símbolo da rebelião da humanidade contra a autoridade divina.

Entretanto, a Bíblia não ensina que todo edifício alto, ou toda construção situada entre dois rios, seja uma nova Torre de Babel.

Também não é correto afirmar que o nome hebraico Sinar signifique simplesmente “dois rios”. Sinar é uma designação geográfica associada à antiga Babilônia.

O fato de Nova Iorque estar situada nas proximidades dos rios Hudson e East River não estabelece uma relação profética com Gênesis 11.

Apocalipse 17–18 descreve Babilônia em conexão com a corrupção religiosa, a influência política, o poder comercial e o julgamento divino.

Existem diferentes interpretações cristãs sobre determinados detalhes da identidade final de Babilônia, mas o texto bíblico não identifica a cidade de Nova Iorque como Babilônia.

Uma identificação dessa natureza exigiria evidências bíblicas claras, e não apenas semelhanças geográficas.

5. E quanto aos números 792, 972, 1792 e 666?

Essa é outra questão que exige bastante cuidado.

Apocalipse 13:18 declara:

“Aqui há sabedoria. Aquele que tem entendimento calcule o número da besta; porque é o número de um homem, e o seu número é seiscentos e sessenta e seis.”

O número apresentado pelas Escrituras é 666.

A Bíblia não identifica 792, 972 ou 1792 como números pertencentes a Satanás ou à besta.

Também não ensina que a nona letra do alfabeto inglês represente Satanás, nem que a décima nona letra estabeleça uma ligação com a serpente.

A gematria inglesa depende da atribuição de valores numéricos às letras do alfabeto inglês, segundo determinado sistema. Esses cálculos podem produzir muitas relações aparentes, especialmente quando palavras, datas, medidas e formas de escrita são selecionadas para se ajustarem a uma interpretação previamente estabelecida.

Isso não é o mesmo que interpretar o texto bíblico inspirado.

Até mesmo o número 666 deve ser interpretado dentro do contexto de Apocalipse 13, onde está associado à besta, ao seu sistema de adoração e ao controle econômico.

A Bíblia não nos orienta a identificar a besta por meio das idades de políticos modernos, das dimensões de edifícios ou de combinações de números sem relação entre si.

Precisamos ter especial cuidado para não transformar a profecia bíblica num sistema de especulação numérica.

6. Podemos identificar 2027 como um ano profético especial?

As Escrituras não nos dão autoridade para identificar 2027 como o ano em que necessariamente ocorrerá algum acontecimento profético decisivo.

O Senhor Jesus declarou em Atos 1:7:

“Não vos pertence saber os tempos ou as estações que o Pai estabeleceu pelo seu próprio poder.”

Da mesma forma, Mateus 24:36 nos lembra que o dia e a hora da vinda de Cristo não foram revelados aos homens.

A Igreja aguarda o Senhor Jesus Cristo, conforme ensinam Primeira Tessalonicenses 4:13–18 e Filipenses 3:20–21.

A bendita esperança dos crentes não depende da descoberta de algum código numérico oculto.

Ela está fundamentada na promessa pessoal do Senhor Jesus:

“Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também.” (João 14:3)

Segundo a compreensão pré-tribulacional das profecias, a Igreja aguarda a vinda de Cristo para receber os Seus, enquanto a última semana profética de Daniel diz respeito ao futuro relacionamento de Deus com Israel e com as nações.

Consequentemente, tentar calcular o momento desses acontecimentos a partir das posses presidenciais não encontra justificativa nas Escrituras.

7. Os acontecimentos históricos mencionados não comprovam o cumprimento profético

Existe outra distinção importante que precisamos fazer.

A independência do moderno Estado de Israel foi oficialmente proclamada em 14 de maio de 1948. As discussões e decisões anteriores a essa declaração não alteram a data em que a independência foi proclamada.

Os Acordos de Abraão, assinados em 15 de setembro de 2020, foram acordos diplomáticos envolvendo Israel e nações árabes. Não devem ser automaticamente identificados com a aliança descrita em Daniel 9:27.

Aquela aliança profética pertence a um contexto bíblico específico, envolvendo Israel, um governante futuro, um período de sete anos e a interrupção dos sacrifícios.

O fato de um acordo moderno receber o nome de Abraão não demonstra que ele cumpra a profecia de Daniel.

Da mesma forma, semelhanças matemáticas envolvendo posses presidenciais, festas religiosas e outras datas históricas não comprovam o cumprimento de uma profecia.

Devemos lembrar que um cálculo pode estar matematicamente correto, enquanto a interpretação atribuída a ele está completamente equivocada.

8. Como devemos interpretar as profecias bíblicas?

O apóstolo Pedro nos lembra, em Segunda Pedro 1:20–21, que a profecia não teve origem na vontade humana, mas que homens santos de Deus falaram inspirados pelo Espírito Santo.

Portanto, a profecia bíblica deve ser interpretada em harmonia com a revelação que Deus nos concedeu.

Três princípios são especialmente importantes.

Primeiro, precisamos respeitar o contexto imediato. As profecias de Daniel sobre as setenta semanas e a tribulação final estão relacionadas a Israel e a Jerusalém (Daniel 9:24).

Segundo, precisamos permitir que as Escrituras expliquem as próprias Escrituras. O ensino de Daniel deve ser comparado com Mateus 24, Segunda Tessalonicenses 2 e Apocalipse 11–13.

Terceiro, precisamos distinguir entre aquilo que Deus revelou e aquilo que apenas supomos.

Deuteronômio 29:29 declara:

“As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, nosso Deus, porém as reveladas nos pertencem a nós e a nossos filhos para sempre.”

Esse é um princípio valioso para o estudo das profecias.

Não devemos afirmar com certeza aquilo que Deus não revelou claramente.

Conclusão

Aprecio o seu interesse pelas profecias bíblicas e o desejo de compreender o significado dos acontecimentos atuais.

Entretanto, não posso concordar que Daniel 12:11–12 esteja se referindo aos presidentes americanos, ao One World Trade Center ou a cálculos numéricos envolvendo 792, 972 e 1792.

Essas relações não são estabelecidas pelas Escrituras.

A profecia de Daniel diz respeito ao cumprimento futuro dos propósitos de Deus para Israel, ao período final da tribulação e ao estabelecimento do Reino do Senhor Jesus Cristo.

A questão mais importante não é saber se 2027 será um ano decisivo na história mundial, mas se estamos espiritualmente preparados para encontrar o Senhor.

O apóstolo Paulo escreveu em Tito 2:13:

“Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo.”

Nossa esperança não está nos líderes políticos, nos cálculos proféticos ou em padrões numéricos ocultos. Nossa esperança está no Senhor Jesus Cristo, que morreu pelos nossos pecados, ressuscitou e cumprirá todas as promessas que fez.

Como crentes, devemos estudar as profecias com reverência, humildade e confiança na Palavra de Deus, evitando especulações que ultrapassem aquilo que as Escrituras realmente revelam.

O propósito da profecia não é despertar fascínio por datas e números, mas revelar os propósitos soberanos de Deus, glorificar a Cristo e estimular uma vida de fidelidade.

Que Deus nos ajude a permanecer firmemente fundamentados na Sua Palavra.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

Daniel 12:11–12: The 1,290 and 1,335 Days — A Biblical Examination

 Someone who wrote to me on YouTube:

Daniel 12:11:

“And from the time that the daily sacrifice shall be taken away, and the abomination that maketh desolate set up, there shall be a thousand two hundred and ninety days.”

1,290 days.

The daily sacrifice refers to your daily job or employment.

“Shall be taken away” is the Hebrew word H5493. It has many meanings; “depose” is one of them. “Depose,” in a legal context, means to declare under oath, to take an oath, to swear, or to remove someone from a position or office.

Obama took the oath of office on January 20, 2009, and signed the “Eye Beam” on Donald Trump’s birthday, June 14, 2012.

The Eye Beam, or the “Abominable Thing,” was placed or set up on top of the One World Freedom Tower on August 2, 2012, exactly 1,290 days after the oath of office.

The daily sacrifice, job, or position in Daniel 12:11 is the office of the president. It was taken away on January 20, 2009. From that point forward, your vote did not matter.

Daniel 12:12:

“Blessed is he that waiteth, and cometh to the thousand three hundred and five and thirty days.”

1,335 days.

From Obama’s oath of office on January 20, 2009, adding 1,335 days brings us to September 16, 2012, which was the start of Rosh Hashanah, or the Feast of Trumpets.

From Trump’s oath of office on January 20, 2017, adding 1,335 days brings us to September 15, 2020, the very day the Abraham Peace Accords were signed by Trump.

From September 15, 2020, adding 1,335 days brings us to May 12, 2024. Iz-rae-il’s true birthdate.

On May 12, 1948, the temporary cabinet of the newly formed State of Israel was convened. The decision was between accepting the American proposal for a truce or declaring independence. The latter option was put to a vote, with six of the ten members present supporting the declaration of independence.

Why is the Eye Beam the “Abominable Thing”?

Because it was placed or set up on top of a tower that represents rebellion against GOD.

The One World Freedom Tower (OWFT) is the modern-day Tower of Babel.

The first Tower of Babel was built in the land of Shinar. Shinar means “two rivers.” It was built between the Euphrates River and the Tigris River.

The second Tower of Babel, the One World Freedom Tower, was also built on land between two rivers: the Hudson River and the East River.

It was built in the city of man and the capital of man, New York City, that great city Babylon.

(Abominable Thing = 792 in English gematria.)

The Tower of Rebellion.

The One World Freedom Tower is 1,792 feet tall to its tip.

Why that number?

1,792 represents Satan.

1 + 7 + 9 + 2 = 19.

S is the nineteenth letter. S represents Satan or the Serpent.

7 represents his dominion over the seven continents of the earth.

9 is Satan’s number, and his letter is “I” (eye), the ninth letter.

Nine also represents our body or the flesh, which is made up of nine major biological systems.

Galatians 5:17 describes the flesh as contrary to and opposed to our spirit or soul.

2 represents duality or opposites: as above, so below; black and white; good and evil; truth and lies; male and female/transgender; the physical and the spiritual; chaos and Babylon.

It represents blending opposites together to create division and confusion in order to control and deceive mankind.

Good cop/bad cop routines, role reversal, divide and conquer.

Trump turned 66 years old on the day Obama signed the Eye Beam. Sixty-six years is equivalent to 792 months.

1,792 represents Satan, and 792 numerically represents three sixes, the number of the beast in English gematria.

In 2027, Obama will be 792 months old, and Trump will be 972 months old.

792 and 972 are beast numbers.

2027 is the pivot year.

All glory to God!

My Response:

Thank you for sharing your thoughts on Daniel 12 and the prophetic significance you believe certain historical events and numerical patterns may have.

It is certainly important to study biblical prophecy carefully, especially as we observe the political and spiritual developments taking place in the world. However, we must distinguish between what Scripture actually teaches and interpretations based on numerical coincidences, political events, or symbolic associations that the Bible itself does not establish.

The central question is not whether we can find interesting numerical connections in history, but whether those connections are supported by the context and teaching of God's Word.

1. What Does the Daily Sacrifice Mean in Daniel 12:11?

Daniel 12:11 states:

"And from the time that the daily sacrifice shall be taken away, and the abomination that maketh desolate set up, there shall be a thousand two hundred and ninety days."

The expression "daily sacrifice" does not refer to ordinary employment, a political office, or the presidency of the United States.

In the book of Daniel, the daily sacrifice is associated with the religious worship of Israel and the sacrificial system connected with the sanctuary.

Consider Daniel 8:11–13 and Daniel 11:31. Both passages connect the removal of the regular sacrifice with the desecration of the sanctuary.

Daniel 11:31 declares:

"And they shall take away the daily sacrifice, and they shall place the abomination that maketh desolate."

This passage establishes the connection between the removal of the sacrifice and the introduction of something that defiles the place of worship.

The Hebrew verb sur (Strong's H5493) can indeed mean to remove, turn aside, or take away. However, the meaning of a word must always be determined by its context.

The fact that an English word such as "depose" may describe removing someone from political office does not mean that Daniel was speaking about a president taking an oath.

Furthermore, the legal meaning of "depose" as giving sworn testimony is a separate English usage and cannot be imported into the Hebrew text.

Therefore, identifying the daily sacrifice with the office of the American president has no biblical foundation.

2. What Is the Abomination of Desolation?

The Lord Jesus Himself referred to Daniel's prophecy.

In Matthew 24:15, He declared:

"When ye therefore shall see the abomination of desolation, spoken of by Daniel the prophet, stand in the holy place, (whoso readeth, let him understand:)."

Notice the expression "the holy place."

The Lord Jesus connects the prophecy with a sacred location, not with an American skyscraper.

The prophecy concerns Israel and events associated with the final period of tribulation.

Daniel 9:27 describes a coming ruler who will confirm a covenant for one week and, in the middle of that week, cause sacrifice and offering to cease.

Daniel 12:11 provides further information about that period.

Second Thessalonians 2:3–4 also describes the man of sin, who exalts himself and sits in the temple of God, presenting himself as God.

Revelation 13:14–15 describes the image of the beast and the enforced worship associated with the final world rebellion against God.

These passages belong together in understanding the prophetic picture.

There is no biblical evidence that the installation of a beam on the One World Trade Center fulfilled Daniel's prophecy.

3. What Do the 1,290 and 1,335 Days Represent?

Daniel 12:11–12 mentions two periods:

  • 1,290 days.

  • 1,335 days.

These periods should be understood within Daniel's prophetic framework concerning Israel, the final tribulation, and the establishment of God's kingdom.

Daniel 12:7 refers to "a time, times, and an half," corresponding to three and a half prophetic years.

Revelation 11:2–3 and Revelation 12:6,14 also describe periods of forty-two months, 1,260 days, and a time, times, and half a time.

From a futurist interpretation of prophecy, the 1,290 and 1,335 days relate to the closing events of the tribulation and the transition towards the blessing of Christ's earthly kingdom.

The additional thirty and forty-five days are not fully explained in Scripture. They may be connected with the judgments and arrangements following Christ's return, but we should not present this suggestion as a revealed certainty.

What we cannot legitimately do is begin with the inauguration dates of American presidents and then search for historical events that happen to fall a similar number of days later.

Daniel never identifies the United States, Barack Obama, Donald Trump, or the One World Trade Center as the starting point of these prophetic periods.

4. Is the One World Trade Center the Modern Tower of Babel?

Genesis 11:1–9 records the construction of Babel in the land of Shinar.

The builders declared in Genesis 11:4:

"Go to, let us build us a city and a tower, whose top may reach unto heaven; and let us make us a name."

Their purpose was human exaltation and independence from God.

Babel became a symbol of humanity's rebellion against divine authority.

However, the Bible does not teach that every tall building, or every building situated between two rivers, is a new Tower of Babel.

Nor does the Hebrew name Shinar simply mean "two rivers." Shinar is a geographical designation associated with ancient Babylonia.

The fact that New York is situated near the Hudson and East Rivers does not establish a prophetic relationship with Genesis 11.

Revelation 17–18 describes Babylon in connection with religious corruption, political influence, commercial power, and divine judgment.

Christians differ on certain details of Babylon's final identity, but the text does not identify New York City as Babylon.

Such an identification would require clear biblical evidence, not geographical similarities.

5. What About the Numbers 792, 972, 1792, and 666?

This is another area where great caution is necessary.

Revelation 13:18 declares:

"Here is wisdom. Let him that hath understanding count the number of the beast: for it is the number of a man; and his number is Six hundred threescore and six."

The number given by Scripture is 666.

The Bible does not identify 792, 972, or 1792 as numbers belonging to Satan or the beast.

Nor does Scripture teach that the ninth letter of the English alphabet represents Satan, or that the nineteenth letter establishes a connection with the serpent.

English gematria depends on assigning numerical values to English letters according to a chosen system. Such calculations can produce many apparent connections, especially when words, dates, measurements, and spelling conventions are selected to fit a proposed interpretation.

This is not the same as interpreting the inspired biblical text.

Even the number 666 must be interpreted within the context of Revelation 13, where it is associated with the beast and his system of worship and economic control.

The Bible does not instruct us to identify the beast through the ages of modern politicians, the dimensions of buildings, or combinations of unrelated numbers.

We must be particularly careful not to turn biblical prophecy into a system of numerical speculation.

6. Can We Identify 2027 as a Special Prophetic Year?

Scripture gives us no authority to identify 2027 as the year when a decisive prophetic event must occur.

The Lord Jesus stated in Acts 1:7:

"It is not for you to know the times or the seasons, which the Father hath put in his own power."

Likewise, Matthew 24:36 reminds us that the day and hour of Christ's coming are not disclosed to humanity.

The church is waiting for the Lord Jesus Christ, as taught in First Thessalonians 4:13–18 and Philippians 3:20–21.

The blessed hope of believers is not dependent on discovering a hidden numerical code.

It rests upon the personal promise of the Lord Jesus:

"I will come again, and receive you unto myself; that where I am, there ye may be also." (John 14:3)

From the pre-tribulational understanding of prophecy, the church awaits Christ's coming to receive His own, while Daniel's final prophetic week concerns God's future dealings with Israel and the nations.

Consequently, attempting to calculate the timing of these events from presidential inaugurations is not justified by Scripture.

7. The Historical Events Mentioned Do Not Establish Prophetic Fulfilment

There is another important distinction to make.

The establishment of the modern State of Israel was officially proclaimed on May 14, 1948. Discussions and decisions preceding that declaration do not change the date on which independence was proclaimed.

The Abraham Accords signed on September 15, 2020, were diplomatic agreements involving Israel and Arab nations. They should not automatically be identified with the covenant described in Daniel 9:27.

That prophetic covenant belongs to a specific biblical context involving Israel, a future ruler, a seven-year period, and the interruption of sacrificial worship.

The fact that a modern agreement bears the name of Abraham does not establish that it fulfils Daniel's prophecy.

Likewise, mathematical similarities involving presidential inaugurations, religious festivals, and other historical dates do not demonstrate prophetic fulfilment.

We should remember that a calculation may be mathematically correct while the interpretation attached to it is entirely mistaken.

8. How Should We Interpret Biblical Prophecy?

The apostle Peter reminds us in Second Peter 1:20–21 that prophecy did not originate in human will, but that holy men of God spoke as they were moved by the Holy Spirit.

Therefore, biblical prophecy must be interpreted in harmony with the revelation God has given.

Three principles are especially important.

First, we must respect the immediate context. Daniel's prophecies concerning the seventy weeks and the final tribulation are connected with Israel and Jerusalem (Daniel 9:24).

Second, we must allow Scripture to explain Scripture. The teaching of Daniel should be compared with Matthew 24, Second Thessalonians 2, and Revelation 11–13.

Third, we must distinguish between what God has revealed and what we merely suppose.

Deuteronomy 29:29 declares:

"The secret things belong unto the LORD our God: but those things which are revealed belong unto us and to our children for ever."

This is a valuable principle for studying prophecy.

We must not claim certainty where God has not provided it.

Conclusion

I appreciate your interest in biblical prophecy and your desire to understand the significance of current events.

However, I cannot agree that Daniel 12:11–12 refers to American presidents, the One World Trade Center, or numerical calculations involving 792, 972, and 1792.

Those connections are not established by Scripture.

Daniel's prophecy concerns the future fulfilment of God's purposes for Israel, the final period of tribulation, and the coming kingdom of the Lord Jesus Christ.

The most important question is not whether 2027 will be a decisive year in world history, but whether we are spiritually prepared to meet the Lord.

The apostle Paul wrote in Titus 2:13:

"Looking for that blessed hope, and the glorious appearing of the great God and our Saviour Jesus Christ."

Our hope is not in political leaders, prophetic calculations, or hidden numerical patterns. Our hope is in the Lord Jesus Christ, who died for our sins, rose again, and will fulfil every promise He has made.

As believers, we should study prophecy with reverence, humility, and confidence in God's Word, avoiding speculation that goes beyond what Scripture actually reveals.

The purpose of prophecy is not to encourage fascination with dates and numbers, but to reveal God's sovereign purposes, glorify Christ, and encourage faithful living.

May God help us to remain firmly established in His Word.

Josué Matos

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