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Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, irmão.

Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

Minha Resposta:

Creio que preciso entender um pouco melhor o que o irmão quer dizer com "a doutrina dos apóstolos".

Se o irmão está procurando um livro que reúna toda a doutrina dos apóstolos, penso que isso seria praticamente impossível em um único volume, porque a doutrina dos apóstolos abrange tudo aquilo que foi revelado por Deus à Igreja e que encontramos desde a Epístola aos Romanos até o livro de Apocalipse.

Ali encontramos ensinos sobre a salvação, justificação, santificação, a Igreja como Corpo de Cristo, as igrejas locais, a Ceia do Senhor, o batismo, a volta do Senhor Jesus, o arrebatamento, o tribunal de Cristo, o milênio, o estado eterno, a vida cristã, a disciplina, a liderança espiritual, a família, o serviço cristão e muitos outros assuntos.

Agora, se a pergunta do irmão é sobre quais ênfases cada escritor do Novo Testamento recebeu do Espírito Santo para desenvolver, aí a resposta fica mais específica.

Paulo deu grande destaque à Igreja, ao Corpo de Cristo, à justificação pela fé, à posição celestial do crente, à vida cristã prática e às verdades proféticas relacionadas ao arrebatamento.

Pedro enfatizou o sofrimento do crente, a esperança viva, a santidade prática e o reino futuro do Senhor.

João destacou a vida eterna, a comunhão com Deus, o amor divino, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo e a certeza da salvação.

Tiago enfatizou a manifestação prática da fé na vida diária.

Judas advertiu sobre a apostasia e a corrupção que entraria na profissão cristã.

O escritor da Epístola aos Hebreus mostrou a superioridade do Senhor Jesus Cristo sobre todo o sistema judaico.

No aplicativo não tenho, atualmente, um livro específico com o título "A Doutrina dos Apóstolos" nem um estudo reunindo as principais ênfases doutrinárias de cada apóstolo separadamente. Porém, boa parte desses assuntos está distribuída nos comentários, livros e estudos doutrinários disponíveis na Biblioteca Premium.

Se o irmão puder me dizer exatamente qual aspecto da "doutrina dos apóstolos" está procurando, talvez eu consiga indicar com mais precisão onde encontrar o assunto dentro do aplicativo.

Um abraço.

Josué Matos

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Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ? Já fui a modelos parecidos com vocês em um salão grande. Não tinha nenhum extintor de incêndio, fugindo das determinações legais.

Infelizmente, o pessoal do Mário Persona tem o seguinte pensamento. Acredita que, se alguém sair da assembleia, ela leva partes da verdade. Enfim, a verdade está na assembleia, no grupo.

Minha Resposta:

Agradeço por sua pergunta e pela oportunidade de esclarecer esses pontos.

Primeiramente, existe uma diferença importante entre uma igreja local e uma entidade jurídica. A igreja de Deus não é uma empresa, associação comercial ou organização humana criada por registro civil. Na Bíblia, a igreja é composta por pessoas salvas reunidas ao nome do Senhor Jesus Cristo (Mateus 18:20). Nos primeiros séculos do cristianismo não existiam CNPJ, estatutos civis ou registros governamentais, e nem por isso deixavam de existir igrejas locais.

Outra questão é a do local de reunião. Dependendo do país e da legislação local, um imóvel aberto ao público pode estar sujeito a exigências legais relacionadas à segurança, licenciamento e prevenção de incêndios. Isso, porém, é uma questão do imóvel e de seus responsáveis legais, e não da existência ou não da igreja. Confundir a igreja com uma pessoa jurídica é misturar duas coisas diferentes.

Quanto à segunda observação, não creio que a verdade esteja em um grupo específico de pessoas. A verdade está em Cristo. O Senhor Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6). A Palavra de Deus também é chamada de verdade em João 17:17.

Nenhuma assembleia, congregação ou grupo de cristãos possui monopólio da verdade. Todo crente verdadeiro pertence ao Corpo de Cristo e pode aprender das Escrituras em qualquer lugar onde a Palavra de Deus seja respeitada e ensinada corretamente.

Por outro lado, também é verdade que uma pessoa pode abandonar uma reunião onde havia recebido ensinamentos bíblicos corretos e, ao fazê-lo, deixar para trás certas verdades que havia aprendido. Mas isso não significa que essas verdades pertençam ao grupo. Elas pertencem à Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo elogiou os bereanos porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se as coisas eram realmente assim (Atos 17:11). Esse continua sendo o padrão correto. Nenhuma doutrina deve ser aceita simplesmente porque um grupo ensina, mas porque pode ser demonstrada pela Bíblia.

Portanto, a questão principal não é perguntar onde está a verdade geograficamente ou denominacionalmente, mas sim: o que dizem as Escrituras? A autoridade final não é uma assembleia, um pregador, um movimento ou uma tradição, mas a Palavra de Deus.

Josué Matos

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Porque alguns cristãos (em especial católicos romanos) acreditam que John Nelson Darby é um dos grandes responsáveis pelo chamado ‘sionismo cristão’?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Porque alguns cristãos (em especial católicos romanos) acreditam que John Nelson Darby é um dos grandes responsáveis pelo chamado ‘sionismo cristão’?

Minha Resposta:

Essa ideia surgiu principalmente porque John Nelson Darby enfatizou fortemente a distinção bíblica entre Israel e a Igreja. Ele ensinava que Deus fez promessas literais a Israel no Antigo Testamento e que essas promessas ainda serão cumpridas no futuro.

Muitos críticos chamam essa posição de “sionismo cristão”, mas é importante entender que Darby não inventou a crença na restauração futura de Israel. Muito antes dele, diversos estudiosos das Escrituras já entendiam que Deus ainda tinha um propósito para a nação de Israel.

A questão central não é política, mas bíblica. Quando lemos passagens como Gênesis 12:1-3, Jeremias 31:35-37, Ezequiel 36:24-28, Zacarias 12:10 e Romanos 11:25-29, encontramos promessas feitas especificamente à nação de Israel.

O apóstolo Paulo escreveu:

“Porque os dons e a vocação de Deus são sem arrependimento.” (Romanos 11:29)

Em Romanos 11, Paulo responde claramente à pergunta: “Rejeitou Deus o seu povo?” A resposta é: “De modo nenhum” (Romanos 11:1). O capítulo ensina que Israel foi temporariamente endurecido, mas não definitivamente rejeitado. Haverá ainda uma restauração nacional futura.

Darby sistematizou esse entendimento dentro do chamado dispensacionalismo, mostrando que a Igreja não substituiu Israel. A Igreja é um povo celestial formado de judeus e gentios salvos nesta presente dispensação, enquanto Israel continua sendo a nação terrena à qual Deus fez alianças específicas.

Muitos católicos romanos, amilenistas e teólogos da chamada “teologia da substituição” discordam dessa interpretação. Eles entendem que a Igreja herdou definitivamente as promessas de Israel e que estas se cumprem espiritualmente na Igreja. Por isso, quando veem alguém defendendo uma restauração futura de Israel, frequentemente associam essa posição a Darby.

No entanto, a questão não deve ser resolvida perguntando: “O que ensinou Darby?”, mas sim: “O que ensinam as Escrituras?”

Se Deus prometeu a Abraão uma terra, uma nação e uma restauração futura; se os profetas repetiram essas promessas; e se Paulo declarou que Israel ainda possui um futuro nos planos divinos, então a crença na restauração de Israel não depende de Darby, mas da interpretação literal das promessas bíblicas.

Portanto, Darby é frequentemente associado ao chamado “sionismo cristão” porque ajudou a popularizar e organizar o ensino da restauração futura de Israel. Porém, os que defendem essa posição afirmam que ela não nasceu com Darby, mas nas próprias páginas das Escrituras.

Josué Matos

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No grupo do Mário Persona, o irmão que sai de lá por ter algum entendimento diferente

 Alguém que me escreveu no YouTube:

No grupo do MárioPersona, o irmão que sai de lá por ter algum entendimento diferente. A recomendação, caso haja insistência, é exclusão e não ter mais contato. Triste isso.

Minha Resposta:

A situação que você descreve realmente é triste quando a exclusão deixa de ser uma medida bíblica de disciplina moral ou doutrinária grave e passa a ser aplicada simplesmente porque alguém possui um entendimento diferente sobre assuntos em que irmãos sinceros podem divergir.

Nas Escrituras encontramos que a disciplina na assembleia é algo sério e tem objetivos espirituais claros: preservar a santidade do testemunho, levar o faltoso ao arrependimento e proteger o povo de Deus. Passagens como 1 Coríntios 5 mostram a exclusão de alguém que vivia em pecado moral grave e sem arrependimento. Já Romanos 16:17 e Tito 3:10 tratam daqueles que promovem divisões e ensinam erro de forma persistente.

Por outro lado, a Palavra de Deus também ensina a distinguir entre erro fundamental e diferenças de entendimento. Em Romanos 14, havia divergências sobre dias e alimentos, mas os crentes eram exortados a receber uns aos outros. Efésios 4:2-3 recomenda humildade, mansidão, longanimidade e esforço para guardar a unidade do Espírito no vínculo da paz.

Nem toda discordância justifica rompimento de comunhão. Os servos do Senhor devem examinar as Escrituras, dialogar com espírito de graça e procurar convencer pela Palavra de Deus, não pela pressão ou pelo isolamento. O próprio Apóstolo Paulo e Barnabé tiveram uma forte divergência em Atos 15:36-41, mas isso não transformou um deles em inimigo da fé.

Também é importante lembrar que o Senhor Jesus ensinou que todos os Seus discípulos seriam conhecidos pelo amor uns aos outros (João 13:35). Quando diferenças secundárias passam a ocupar o lugar central, corre-se o risco de perder de vista aquilo que é mais importante: a glória de Cristo, a verdade das Escrituras e o amor fraternal.

A comunhão cristã deve ser baseada na verdade, mas a verdade deve ser mantida em amor (Efésios 4:15). Quando alguém sustenta doutrinas fundamentais contrárias à Palavra de Deus, a disciplina pode ser necessária. Porém, quando a questão envolve entendimentos diferentes em assuntos não essenciais à fé cristã, a paciência, o ensino e o diálogo bíblico costumam ser o caminho mais saudável.

Josué Matos

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