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Vocês nunca perceberam a completa estupidez do mito de Adão e Eva?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vocês nunca perceberam a completa estupidez do mito de Adão e Eva? Como que esse tal de 'deus' deixa seus filhos inocentes, que nem sabiam o que era bom e mau, na presença de uma cobra, um ser astuto, que poderia pôr tudo a perder? Se fosse hoje, o Conselho Tutelar meteria esse 'deus' na cadeia! Mas eu fiz algo muito melhor (ou pior): condenei esse 'deus' ao inferno do eterno esquecimento!

Se o seu 'deus' é onisciente, ele já sabia que tudo iria dar errado. Então, por que 'ele' criou o ser humano?

E se ele é soberano, por que deixa um diabo fazendo desgraças na vida das pessoas? Será que o diabo é mais poderoso do que 'ele'?

Na Bíblia está escrito que 'quem pode fazer o bem e não faz, comete pecado'.

Então, ou esse 'deus' é um inútil, não pode fazer nada, ou 'ele' pode e não faz; assim, 'deus' é o maior pecador do Universo!

Minha Resposta:

Sua pergunta reúne algumas das objeções mais antigas levantadas contra a existência de Deus. Elas merecem uma resposta séria e baseada nas Escrituras.

Primeiro, Adão e Eva não eram crianças incapazes de compreender uma ordem. Eles foram criados à imagem e semelhança de Deus, em perfeita comunhão com o Criador, dotados de inteligência, responsabilidade moral e capacidade de obedecer. Deus lhes deu um único mandamento claro: "Da árvore da ciência do bem e do mal, dela não comerás" (Gênesis 2:17). Não houve engano da parte de Deus, mas uma escolha consciente do ser humano.

A presença da serpente também não torna Deus culpado. O amor verdadeiro não pode existir onde não há possibilidade de escolha. Um ser programado para obedecer não ama; apenas executa comandos. Deus desejou criaturas capazes de amá-Lo voluntariamente. A existência de uma alternativa tornava essa escolha real.

Você pergunta: "Se Deus sabia que tudo daria errado, por que criou o homem?"

Porque o propósito de Deus não termina na queda. Antes da fundação do mundo, Ele já havia preparado um plano de redenção em Cristo. A cruz não foi um improviso, mas a demonstração máxima do amor, da justiça e da graça divina. Deus preferiu criar seres livres e salvá-los pelo sacrifício do Seu Filho a criar um universo de autômatos incapazes de amar.

Outra questão é sobre o diabo. O fato de Deus permitir temporariamente a atuação de Satanás não significa que este seja mais poderoso. Pelo contrário, Satanás só pode agir dentro dos limites estabelecidos por Deus, como se vê claramente na história de Jó. O Senhor Jesus também afirmou que o diabo será lançado no lago de fogo para julgamento eterno (Apocalipse 20:10). Seu tempo é limitado e seu destino está determinado.

Quanto à citação de Tiago 4:17: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e o não faz comete pecado", ela foi dirigida aos seres humanos, criaturas obrigadas moralmente a obedecer a Deus. Deus, porém, não está sujeito a uma lei superior a Si mesmo. Ele é o Legislador, perfeitamente santo, justo e bom. Tudo o que faz está em perfeita harmonia com Seu caráter. Por isso a Escritura declara: "Deus é luz, e não há nele trevas nenhumas" (1 João 1:5).

O maior problema da humanidade não é a existência de Deus, mas a existência do pecado no coração do homem. A Bíblia não apresenta um Deus indiferente ao sofrimento; apresenta um Deus que entrou na história, assumiu a natureza humana na pessoa do Senhor Jesus Cristo, sofreu, morreu e ressuscitou para oferecer perdão e vida eterna a todos os que creem.

Cada pessoa pode rejeitar essa mensagem, mas rejeitá-la não altera a realidade dos fatos. Assim como negar a existência do sol não faz desaparecer a sua luz, negar Deus não muda a verdade revelada nas Escrituras nem a responsabilidade de cada ser humano diante do seu Criador.

Josué Matos

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Boa tarde, o senhor é da casa de oração?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Boa tarde, o senhor é da casa de oração?

Minha Resposta:

Não.

Sou um cristão que procura reunir-se simplesmente ao nome do Senhor Jesus Cristo, conforme o ensino das Escrituras, reconhecendo que há um só corpo e um só Espírito (Efésios 4:4) e que os crentes devem perseverar na doutrina dos apóstolos, na comunhão, no partir do pão e nas orações (Atos 2:42).

A expressão "casa de oração" é usada por diferentes grupos e pode ter significados variados. Por isso, prefiro identificar-me apenas como um irmão em Cristo que se reúne com uma assembleia local, sem vínculo denominacional, procurando seguir o padrão apresentado no Novo Testamento e dar ao Senhor Jesus toda a preeminência.

Josué Matos

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Os filhos de Deus não pecam? Isto nos está falando da nova geração, agora encabeçada por Cristo?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Como está escrito. Os filhos de Deus não pecam. Isto nos está falando da nova geração, agora encabeçada por Cristo.

Temos em nós a carne que pode pecar se não vigiarmos, mas o que é nascido de Deus não peca, como disse o Apóstolo!

Minha Resposta:

Agradeço sinceramente por seu comentário e pela oportunidade de discutirmos este tema tão relevante.

A passagem de 1 João 3:9 afirma: "Aquele que é nascido de Deus não comete pecado; porque a sua semente permanece nele; e não pode pecar, porque é nascido de Deus." Essa declaração tem sido amplamente debatida, mas a interpretação mais coerente dentro da visão bíblica que seguimos é a de que João não está dizendo que um cristão verdadeiro nunca peca, mas sim que ele não pode viver no pecado de maneira habitual e contínua.

A tradução "Aquele que é nascido de Deus não peca habitualmente" enfatiza que a pessoa regenerada tornou-se um filho de Deus e não pode permanecer numa vida de pecado. Esse trecho não apresenta um contraste entre a velha natureza e a nova, mas entre os filhos de Deus e os filhos do diabo.

F. F. Bruce explica que "o novo nascimento inclui uma mudança radical na natureza humana; para os que não nasceram de novo, o pecado é natural, ao passo que, para os que nasceram de novo, o pecado é contrário à sua nova natureza." A prática habitual do pecado, portanto, refuta qualquer reivindicação de que a pessoa possui a vida divina.

J. R. W. Stott complementa afirmando que "'a sua semente permanece nele' refere-se à natureza divina, à semente de Deus implantada no crente através do novo nascimento." Essa transformação é profunda, radical e interna, e a nova natureza que recebemos promove uma inclinação à santidade, tornando impossível ao verdadeiro crente viver continuamente no pecado.

K. S. Wuest também destaca que "a pessoa que é nascida de Deus não é capaz de continuar praticando o pecado, não é capaz de pecar habitualmente, porque nasceu da parte de Deus." O apóstolo João reforça essa verdade ao contrastar a conduta dos filhos de Deus e dos filhos do diabo.

Além disso, como aponta A. Plummer, "João 3:5-8 nos leva a interpretar 'semente' como significando o Espírito Santo." É Ele quem habita em nós e nos capacita a viver em conformidade com a justiça de Deus.

O versículo 10 de 1 João 3 esclarece que essa distinção entre filhos de Deus e filhos do diabo se manifesta no viver prático. Aqueles que praticam a justiça e o amor demonstram sua filiação a Deus, enquanto os que vivem na iniquidade e no ódio demonstram pertencer ao diabo. A Bíblia não reconhece uma posição intermediária: ou pertencemos à família de Deus, ou permanecemos na família do diabo. Como o próprio Senhor Jesus disse em Mateus 7:16, "pelos seus frutos os conhecereis."

Portanto, 1 João 3:9 não ensina a perfeição sem pecado nesta vida, mas sim que aquele que nasceu de Deus não pode permanecer escravizado ao pecado. O verdadeiro crente pode tropeçar, mas ele não viverá continuamente no pecado, pois a nova natureza que recebeu o conduz à santidade e à conformidade com Cristo.

Josué Matos

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Não perco tempo discutindo com crentes cegos.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Não perco tempo discutindo com crentes cegos. Para vocês, 2 + 2 = 5. Sua religiãozinha é uma fraude TOTAL! Você não vai para nenhum 'céu' e você tem muita sorte que o 'inferno' também não existe, senão seria o seu eterno lar! Mentir e enganar os outros é pecado! Tenha um pouco de honestidade intelectual! Se até as estrelas morrem, é muita audácia um primata bípede querer viver para sempre e achar que as trilhões de galáxias do Universo foram criadas por outro primata bípede que fica sentado em um trono. É o ápice da insanidade!

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de forma tão direta. Discordar faz parte de qualquer debate sério, mas as questões fundamentais da existência não são resolvidas por insultos, e sim pela busca sincera da verdade.

Você afirma que o céu não existe porque as estrelas morrem e porque o ser humano é apenas um "primata bípede". No entanto, a Bíblia nunca baseou a esperança da vida eterna na capacidade biológica do homem, mas no poder do Deus Criador. Se Deus trouxe o universo à existência por Sua palavra, ressuscitar um ser humano não representa qualquer dificuldade para Ele.

Aliás, a própria ciência reconhece que o universo teve um começo. Tudo o que tem começo exige uma causa suficiente para sua existência. A existência de bilhões de galáxias não elimina Deus; pelo contrário, revela uma ordem, uma complexidade e leis físicas extremamente precisas que apontam para um Criador inteligente.

Também é interessante observar que a Bíblia nunca descreve Deus como um "primata sentado em um trono". Deus é Espírito (João 4:24), eterno, infinito e independente da criação. Quando a Escritura fala de Seu trono, utiliza uma linguagem que comunica Sua autoridade e soberania sobre todas as coisas.

Quanto ao inferno, a sua inexistência não é provada pelo fato de alguém não acreditar nele. A realidade não depende da opinião humana. O mesmo Senhor Jesus que falou do amor de Deus também advertiu repetidas vezes sobre o juízo futuro, sobre a separação eterna entre os que rejeitam a graça divina e os que recebem a salvação pela fé.

Da mesma forma, a esperança da vida eterna não nasce do orgulho humano de querer viver para sempre. Pelo contrário, nasce do reconhecimento de nossa fragilidade. Todos envelhecemos, adoecemos e morremos. A pergunta inevitável é: o que acontece depois?

A Bíblia responde que "aos homens está ordenado morrerem uma só vez, vindo depois disso o juízo" (Hebreus 9:27). Mas também anuncia uma maravilhosa esperança: "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna" (João 3:16).

A fé cristã não é um convite para abandonar a razão, mas para reconhecer que existe uma realidade maior do que aquilo que os nossos sentidos podem medir. A própria existência da consciência moral, do senso de justiça, da racionalidade e da busca pelo significado da vida aponta para algo que transcende a matéria.

Cada pessoa é livre para aceitar ou rejeitar essa mensagem. Porém, rejeitá-la não a torna falsa, assim como acreditar nela não a torna verdadeira. A verdade permanece independente das nossas preferências.

Meu desejo é que o debate seja sempre conduzido com respeito, porque todos nós, crentes ou não, um dia estaremos diante da realidade definitiva e teremos de responder à pergunta mais importante da existência: quem é Jesus Cristo?

Josué Matos

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