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Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Então não existiria problema em ter CNPJ, pois mesmo um imóvel tendo CNPJ não deixa de ser igreja como as denominações.

Minha Resposta:

Obrigado pela sua observação. Na verdade, a questão não é simplesmente possuir ou não um CNPJ. O ponto principal é fazer distinção entre a igreja e uma entidade jurídica.

Na Bíblia, a igreja nunca é apresentada como uma pessoa jurídica, uma instituição registrada ou uma organização civil. A igreja é composta por pessoas salvas pelo sangue de Cristo. Paulo escreveu aos crentes em Corinto chamando-os de “igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2). A igreja era formada pelos santos reunidos naquele lugar, e não pelo edifício onde se encontravam.

Um imóvel pode ter registro civil, escritura, conta bancária, número fiscal ou qualquer outra exigência legal do país onde está localizado. Isso não transforma o imóvel em igreja. Da mesma forma, um salão de reuniões pode estar legalmente registrado para cumprir exigências administrativas sem que a igreja em si se torne uma organização religiosa nos moldes denominacionais.

O problema surge quando se passa a identificar a igreja com a estrutura jurídica, como se a igreja fosse uma associação registrada, uma instituição religiosa ou uma empresa. Biblicamente, a igreja já existe antes de qualquer documento humano. Ela é o corpo de Cristo (Efésios 1:22-23), a casa de Deus (1 Timóteo 3:15) e uma habitação espiritual (1 Pedro 2:5).

Portanto, o debate não é sobre a existência de um CNPJ ou de um registro legal para administrar um imóvel. A questão é manter clara a diferença entre os aspectos civis necessários para um local de reunião e a natureza espiritual da igreja. Uma igreja não nasce de um registro governamental, mas da obra de Deus na vida daqueles que creem no Senhor Jesus Cristo.

Josué Matos

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A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A palavra "evangelho" significa "boas novas". Mas vamos pensar um pouco:

Quais "boas novas" esse "evangelho" trouxe? A doutrina do inferno eterno???
Que "boas novas" são essas? Os judeus do Antigo Testamento absolutamente não acreditavam nessa aberração. Para eles o destino de todas as pessoas era o Sheol, um lugar de escuridão, inatividade e esquecimento, não havia sofrimento.
Então, essas "boas novas" de "boas" não têm absolutamente NADA! Muito pelo contrário, essa é a doutrina mais perversa da História da humanidade!
Ela aplica a mesma pena para uma pessoa que fez sexo antes do casamento para um genocida como Hitler. Vocês acham que existe o mínimo de justiça nisso? Isso só pode ter saído de uma mente de psicopata! Por isso, sou agnóstico e não quero saber desse "evangelho" nem desse "deus" de "amor". Um verdadeiro Deus de amor não condenaria alguém ao sofrimento eterno! O "deus" da Bíblia é produto dessas mentes doentias e egoístas! Ele não criou o homem, foi o homem que o criou, e ele reflete a condição doentia das pessoas que o criaram! Eu tenho certeza ABSOLUTA que eu não fui criado por esse "deus" de "amor"! 2 + 2 = 4.

Minha Resposta:

Agradeço por expressar sua opinião de forma tão franca. Muitas pessoas têm dificuldades semelhantes quando se deparam com o ensino bíblico sobre o juízo eterno. Entretanto, a questão principal não é se gostamos ou não dessa doutrina, mas se ela é verdadeira.

Você afirma que os judeus do Antigo Testamento não acreditavam em castigo após a morte. Porém, os próprios textos do Antigo Testamento apresentam uma realidade mais ampla do que simplesmente um estado de inconsciência. Em Isaías 66:24 encontramos uma descrição de juízo permanente. Em Daniel 12:2 lemos que alguns ressuscitarão para a vida eterna e outros para vergonha e desprezo eterno. Portanto, a ideia de uma distinção futura entre salvos e perdidos não surgiu no Novo Testamento; ela já estava presente nas Escrituras judaicas.

Quanto ao Seol, é verdade que a palavra frequentemente descreve o estado dos mortos. Porém, o próprio Senhor Jesus esclareceu muito mais sobre a condição após a morte. Em Lucas 16:19-31, ao falar do rico e de Lázaro, Ele descreveu consciência após a morte, lembrança, sofrimento e separação. O Senhor Jesus falou mais sobre o inferno do que qualquer outro personagem bíblico. Isso deveria levar qualquer pessoa honesta a perguntar: se Jesus é digno de confiança em tudo o mais, por que não seria também neste assunto?

Outra questão levantada é a comparação entre um pecador comum e um genocida. A Bíblia não ensina que todos receberão exatamente o mesmo grau de punição. O Senhor Jesus ensinou claramente que haverá diferentes graus de responsabilidade e de juízo. Lucas 12:47-48 fala de muitos e poucos açoites. Mateus 11:22-24 mostra que algumas cidades terão condenação mais severa do que outras. Deus é perfeitamente justo e julgará cada pessoa segundo suas obras.

Mas a Bíblia também ensina algo que o homem moderno rejeita: o problema não é apenas o tamanho dos pecados cometidos, mas contra quem eles foram cometidos. O pecado é uma ofensa contra um Deus infinito e santo. Por isso Romanos 3:23 declara: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus”. A diferença entre Hitler e o cidadão moral pode ser enorme aos olhos humanos, mas ambos são pecadores necessitados da graça de Deus.

Você pergunta onde estão as “boas novas”. Elas estão justamente no fato de que Deus não deixou o homem condenado sem esperança. O evangelho não começa com o inferno; começa com o amor de Deus. João 3:16 diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Se existisse apenas condenação, não haveria boas novas. Mas Deus enviou Seu Filho ao mundo para sofrer o castigo que o pecador merecia. Na cruz, Jesus Cristo suportou o juízo divino contra o pecado para que pecadores pudessem ser perdoados. Romanos 5:8 declara: “Mas Deus prova o seu amor para conosco em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores”.

O evangelho não diz que Deus deseja condenar homens. Pelo contrário, diz que Deus “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1 Timóteo 2:4). O problema não é falta de amor da parte de Deus; o problema é a recusa do homem em aceitar a salvação oferecida gratuitamente em Cristo.

Muitos rejeitam a existência de Deus porque não conseguem conciliar Sua justiça com Seu amor. Mas a cruz demonstra ambas as coisas ao mesmo tempo. Ali vemos um Deus santo que não ignora o pecado e um Deus amoroso que providencia o Salvador.

Você tem todo o direito de discordar da mensagem do evangelho. Porém, a pergunta mais importante continua sendo: e se ela for verdadeira? Nesse caso, a questão não será o que pensamos de Deus, mas o que faremos com a pessoa de Jesus Cristo, que morreu, ressuscitou e oferece salvação a todo aquele que crê.

Josué Matos

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Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Bom dia, irmão.

Estava procurando no seu aplicativo, não tem nenhum estudo específico sobre "A doutrina dos apóstolos"?

Minha Resposta:

Creio que preciso entender um pouco melhor o que o irmão quer dizer com "a doutrina dos apóstolos".

Se o irmão está procurando um livro que reúna toda a doutrina dos apóstolos, penso que isso seria praticamente impossível em um único volume, porque a doutrina dos apóstolos abrange tudo aquilo que foi revelado por Deus à Igreja e que encontramos desde a Epístola aos Romanos até o livro de Apocalipse.

Ali encontramos ensinos sobre a salvação, justificação, santificação, a Igreja como Corpo de Cristo, as igrejas locais, a Ceia do Senhor, o batismo, a volta do Senhor Jesus, o arrebatamento, o tribunal de Cristo, o milênio, o estado eterno, a vida cristã, a disciplina, a liderança espiritual, a família, o serviço cristão e muitos outros assuntos.

Agora, se a pergunta do irmão é sobre quais ênfases cada escritor do Novo Testamento recebeu do Espírito Santo para desenvolver, aí a resposta fica mais específica.

Paulo deu grande destaque à Igreja, ao Corpo de Cristo, à justificação pela fé, à posição celestial do crente, à vida cristã prática e às verdades proféticas relacionadas ao arrebatamento.

Pedro enfatizou o sofrimento do crente, a esperança viva, a santidade prática e o reino futuro do Senhor.

João destacou a vida eterna, a comunhão com Deus, o amor divino, a Pessoa do Senhor Jesus Cristo e a certeza da salvação.

Tiago enfatizou a manifestação prática da fé na vida diária.

Judas advertiu sobre a apostasia e a corrupção que entraria na profissão cristã.

O escritor da Epístola aos Hebreus mostrou a superioridade do Senhor Jesus Cristo sobre todo o sistema judaico.

No aplicativo não tenho, atualmente, um livro específico com o título "A Doutrina dos Apóstolos" nem um estudo reunindo as principais ênfases doutrinárias de cada apóstolo separadamente. Porém, boa parte desses assuntos está distribuída nos comentários, livros e estudos doutrinários disponíveis na Biblioteca Premium.

Se o irmão puder me dizer exatamente qual aspecto da "doutrina dos apóstolos" está procurando, talvez eu consiga indicar com mais precisão onde encontrar o assunto dentro do aplicativo.

Um abraço.

Josué Matos

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Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Vocês são modelos clandestinos por não ter CNPJ? Já fui a modelos parecidos com vocês em um salão grande. Não tinha nenhum extintor de incêndio, fugindo das determinações legais.

Infelizmente, o pessoal do Mário Persona tem o seguinte pensamento. Acredita que, se alguém sair da assembleia, ela leva partes da verdade. Enfim, a verdade está na assembleia, no grupo.

Minha Resposta:

Agradeço por sua pergunta e pela oportunidade de esclarecer esses pontos.

Primeiramente, existe uma diferença importante entre uma igreja local e uma entidade jurídica. A igreja de Deus não é uma empresa, associação comercial ou organização humana criada por registro civil. Na Bíblia, a igreja é composta por pessoas salvas reunidas ao nome do Senhor Jesus Cristo (Mateus 18:20). Nos primeiros séculos do cristianismo não existiam CNPJ, estatutos civis ou registros governamentais, e nem por isso deixavam de existir igrejas locais.

Outra questão é a do local de reunião. Dependendo do país e da legislação local, um imóvel aberto ao público pode estar sujeito a exigências legais relacionadas à segurança, licenciamento e prevenção de incêndios. Isso, porém, é uma questão do imóvel e de seus responsáveis legais, e não da existência ou não da igreja. Confundir a igreja com uma pessoa jurídica é misturar duas coisas diferentes.

Quanto à segunda observação, não creio que a verdade esteja em um grupo específico de pessoas. A verdade está em Cristo. O Senhor Jesus declarou: “Eu sou o caminho, e a verdade, e a vida” (João 14:6). A Palavra de Deus também é chamada de verdade em João 17:17.

Nenhuma assembleia, congregação ou grupo de cristãos possui monopólio da verdade. Todo crente verdadeiro pertence ao Corpo de Cristo e pode aprender das Escrituras em qualquer lugar onde a Palavra de Deus seja respeitada e ensinada corretamente.

Por outro lado, também é verdade que uma pessoa pode abandonar uma reunião onde havia recebido ensinamentos bíblicos corretos e, ao fazê-lo, deixar para trás certas verdades que havia aprendido. Mas isso não significa que essas verdades pertençam ao grupo. Elas pertencem à Palavra de Deus.

O apóstolo Paulo elogiou os bereanos porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se as coisas eram realmente assim (Atos 17:11). Esse continua sendo o padrão correto. Nenhuma doutrina deve ser aceita simplesmente porque um grupo ensina, mas porque pode ser demonstrada pela Bíblia.

Portanto, a questão principal não é perguntar onde está a verdade geograficamente ou denominacionalmente, mas sim: o que dizem as Escrituras? A autoridade final não é uma assembleia, um pregador, um movimento ou uma tradição, mas a Palavra de Deus.

Josué Matos

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