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No Reino, as pessoas são submissas ao Rei; na Graça, não temos um Rei, e sim um Pai. Confere?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

Graça, irmão Josué!

Um irmão me perguntou e necessito da sua orientação.

A comissão dada aos discípulos foi específica para Israel? Nesse caso, será pregada novamente após o Arrebatamento?

E a dispensação de Paulo foi específica para a Igreja?

Pergunta: No Reino, as pessoas são submissas ao Rei; na Graça, não temos um Rei, e sim um Pai. Confere?

Minha Respasta:

Sua pergunta é muito interessante, pois envolve algumas distinções importantes no estudo das Escrituras, especialmente no que diz respeito a Israel, à Igreja, ao Reino de Deus e à presente dispensação da Graça.

Entretanto, precisamos ter cuidado para não fazer uma separação tão acentuada entre essas verdades a ponto de criar uma oposição que a própria Bíblia não estabelece.

Vou procurar responder por partes, porque há elementos corretos no seu raciocínio, mas a última afirmação necessita de um ajuste importante.

1. A comissão dada aos discípulos foi especificamente para Israel?

Primeiramente, precisamos distinguir duas comissões que encontramos no Evangelho segundo Mateus.

Em Mateus 10:5-7, quando o Senhor Jesus enviou os doze discípulos durante Seu ministério terreno, deu-lhes uma ordem bastante específica:

"Não ireis pelo caminho das gentes, nem entrareis em cidade de samaritanos; mas ide, antes, às ovelhas perdidas da casa de Israel; e, indo, pregai, dizendo: É chegado o reino dos céus."

Observe que essa comissão tinha um caráter expressamente judaico. Os discípulos não deveriam ir aos gentios nem aos samaritanos, mas exclusivamente às ovelhas perdidas da casa de Israel.

Isso estava relacionado à apresentação do Messias prometido à nação de Israel e à proclamação da proximidade do Reino dos Céus.

Entretanto, quando chegamos a Mateus 28:18-20, encontramos uma comissão com características diferentes.

O Senhor Jesus já havia morrido e ressuscitado. Agora, apresentando-Se com toda a autoridade recebida, declarou:

"É-me dado todo o poder no céu e na terra. Portanto, ide, ensinai todas as nações..."

Observe a mudança: em Mateus 10, a missão estava restrita a Israel; em Mateus 28, o alcance é ampliado para todas as nações.

Portanto, não seria correto afirmar que toda a comissão dada aos discípulos era exclusivamente destinada a Israel.

Precisamos distinguir a missão restrita de Mateus 10 da comissão mais ampla de Mateus 28.

2. Essa pregação será retomada depois do Arrebatamento?

Aqui entramos no campo profético.

A Igreja, que é o Corpo de Cristo, será arrebatada antes do período da Grande Tribulação, conforme encontramos em Primeira Tessalonicenses 4:13-18 e na promessa de Apocalipse 3:10.

Após o Arrebatamento, Deus retomará Seu trato profético com Israel, sem que isso signifique que Israel tenha deixado de existir durante a presente dispensação.

O capítulo 9 de Daniel apresenta as setenta semanas determinadas sobre o povo de Daniel e sobre sua santa cidade, isto é, Israel e Jerusalém (Daniel 9:24).

A última dessas semanas ainda aguarda seu cumprimento profético.

Durante esse período futuro, haverá novamente a proclamação do Evangelho do Reino.

O próprio Senhor Jesus declarou:

"E este evangelho do reino será pregado em todo o mundo, em testemunho a todas as gentes, e então virá o fim." (Mateus 24:14).

Esse versículo está inserido no contexto profético de Mateus 24, que trata dos acontecimentos relacionados à tribulação e à manifestação futura do Filho do Homem.

Em Apocalipse 7, encontramos os 144 mil assinalados dentre as tribos de Israel. O mesmo capítulo apresenta uma grande multidão de todas as nações, tribos, povos e línguas, que vem da grande tribulação.

Embora o texto não declare expressamente que todos esses convertidos sejam resultado exclusivo da pregação dos 144 mil, as passagens mostram que haverá um testemunho divino durante aquele período.

Assim, dentro da compreensão dispensacional das Escrituras, entendemos que, depois do Arrebatamento, a proclamação do Reino terá novamente um lugar destacado no programa profético de Deus.

Contudo, precisamos esclarecer algo: isso não significa que haverá outro Salvador ou outro meio de salvação.

Em todas as dispensações, a salvação depende da obra de Cristo. Ninguém jamais foi salvo por méritos próprios, e ninguém será salvo independentemente do sangue do Cordeiro.

Apocalipse 7:14 declara que aqueles que vieram da grande tribulação lavaram suas vestes e as branquearam no sangue do Cordeiro.

O conteúdo e a ênfase da proclamação podem variar conforme o período dos propósitos divinos, mas a base da salvação permanece sendo a obra redentora do Senhor Jesus Cristo.

3. A dispensação revelada a Paulo foi especificamente para a Igreja?

Sim, mas precisamos compreender corretamente essa afirmação.

O apóstolo Paulo recebeu do Senhor uma revelação especial acerca do mistério de Cristo e da Igreja.

Em Efésios 3:2-6, ele escreve sobre a dispensação da graça de Deus que lhe foi confiada e explica que esse mistério não havia sido manifestado às gerações anteriores da maneira como agora foi revelado pelo Espírito Santo.

Qual era esse mistério?

Que os gentios seriam coerdeiros, membros do mesmo Corpo e participantes da promessa em Cristo pelo Evangelho.

Isso é extraordinário!

No Antigo Testamento, Deus havia feito promessas específicas à nação de Israel. Entretanto, a Igreja, como um só Corpo formado por judeus e gentios unidos a Cristo, não havia sido revelada daquela maneira.

Paulo escreve:

"Porque todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres, e todos temos bebido de um Espírito." (Primeira Coríntios 12:13).

Essa é uma característica da presente dispensação.

A Igreja não é uma continuação de Israel, tampouco substituiu Israel nas promessas nacionais e territoriais que Deus lhe fez.

A Igreja é um povo celestial, unido a Cristo, sua Cabeça glorificada.

Paulo também recebeu a responsabilidade especial de anunciar essa verdade, como podemos observar em Colossenses 1:24-27.

Entretanto, isso não significa que Paulo tenha anunciado um Salvador diferente daquele anunciado pelos demais apóstolos.

Em Gálatas 2:7-9, encontramos uma distinção entre o apostolado de Pedro, particularmente relacionado à circuncisão, e o de Paulo, especialmente direcionado aos gentios. Contudo, ambos reconheciam a mesma graça divina e mantinham comunhão no serviço do Senhor.

Portanto, podemos afirmar que Paulo recebeu uma administração especial da verdade relativa à Igreja, mas não devemos transformar essa distinção em dois cristianismos ou dois caminhos de salvação.

Também precisamos lembrar que a presente dispensação não começou simplesmente porque Paulo se converteu. A Igreja teve seu início no Pentecostes, com a descida do Espírito Santo, conforme Atos dos Apóstolos 2, enquanto a revelação acerca de sua natureza, posição e privilégios foi desenvolvida progressivamente no Novo Testamento.

4. No Reino temos um Rei, mas na Graça temos somente um Pai?

Aqui está o ponto principal da sua pergunta.

A afirmação contém uma verdade importante, mas, colocada dessa maneira, não está inteiramente correta.

É verdade que, na presente dispensação, desfrutamos de uma relação maravilhosa com Deus como nosso Pai.

Essa é uma das grandes bênçãos da nossa posição em Cristo.

Romanos 8:15 declara:

"Porque não recebestes o espírito de escravidão, para, outra vez, estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai."

Também lemos em Gálatas 4:6:

"E, porque sois filhos, Deus enviou aos nossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai."

Portanto, o crente não se aproxima de Deus simplesmente como um súdito diante de um soberano, mas como um filho que foi recebido na família divina.

Essa é uma diferença preciosa.

Entretanto, seria incorreto concluir que, por estarmos na dispensação da Graça, não temos um Rei ou não estamos sujeitos à autoridade de Cristo.

Precisamos distinguir a posição da Igreja em relação ao Reino messiânico futuro da autoridade que Cristo exerce sobre os crentes atualmente.

O Senhor Jesus não é apresentado à Igreja, em seu relacionamento específico com ela, simplesmente como seu Rei, mas como sua Cabeça.

Efésios 1:22-23 declara:

"E sujeitou todas as coisas a seus pés e, sobre todas as coisas, o constituiu como cabeça da igreja, que é o seu corpo, a plenitude daquele que cumpre tudo em todos."

Observe a expressão: Cabeça da Igreja.

Essa é a relação especial de Cristo com Seu Corpo.

Em Efésios 5:23, encontramos outra figura: Cristo é apresentado como a Cabeça da Igreja e seu Salvador, assim como o marido é a cabeça da mulher.

Portanto, a relação entre Cristo e a Igreja é muito mais íntima do que aquela existente entre um monarca terreno e seus súditos.

Somos membros do Seu Corpo e estamos unidos a Ele pelo Espírito Santo.

Contudo, essa intimidade não elimina Sua autoridade.

Em João 13:13, o próprio Senhor declarou:

"Vós me chamais Mestre e Senhor e dizeis bem, porque eu o sou."

E Paulo, escrevendo aos crentes, afirmou:

"Porque foi para isto que morreu Cristo e tornou a viver, para ser Senhor tanto dos mortos como dos vivos." (Romanos 14:9).

Assim, embora a Igreja tenha uma relação particular com Cristo como Cabeça, ela permanece inteiramente sujeita ao Seu senhorio.

A graça não significa ausência de governo, autoridade ou obediência.

Pelo contrário, a graça nos ensina a viver de maneira santa, justa e piedosa, conforme Tito 2:11-14.

5. Qual é, então, a diferença entre o Reino e a Igreja?

Essa distinção é fundamental.

O Reino, em seu aspecto messiânico futuro, está relacionado ao cumprimento das promessas feitas a Israel, quando o Senhor Jesus Cristo estabelecerá Seu governo sobre a Terra.

Em Lucas 1:32-33, o anjo anunciou a Maria que Deus daria ao Senhor Jesus o trono de Davi, Seu pai, e que Ele reinaria eternamente sobre a casa de Jacó.

Em Apocalipse 20:1-6, encontramos o período de mil anos associado ao reinado de Cristo.

Esse Reino terá uma manifestação pública, gloriosa e universal.

A Igreja, por sua vez, possui uma vocação celestial. Ela é o Corpo de Cristo e também é apresentada como Sua Noiva, conforme Efésios 5:25-32 e Apocalipse 19:7-9.

Entretanto, não devemos concluir que os crentes da presente dispensação não tenham qualquer relação com o Reino.

Paulo escreveu aos colossenses:

"O qual nos tirou da potestade das trevas e nos transportou para o reino do Filho do seu amor." (Colossenses 1:13).

Observe que essa declaração foi dirigida à Igreja!

Em Romanos 14:17, o mesmo apóstolo afirma que o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, paz e alegria no Espírito Santo.

Portanto, existe uma realidade presente do Reino, embora sua manifestação pública e gloriosa ainda seja futura.

O crente já reconhece a autoridade de Cristo e está moralmente sujeito ao Seu governo, mas aguarda a manifestação futura do Reino em glória.

A Igreja não deve ser confundida com o Reino, embora os crentes estejam sujeitos ao mesmo Senhor que futuramente reinará sobre toda a Terra.

6. Como poderíamos expressar corretamente essa distinção?

Eu formularia a questão da seguinte maneira:

No Reino messiânico futuro, Cristo será manifestado publicamente como Rei, governando as nações e cumprindo as promessas feitas a Israel.

Na presente dispensação da Graça, os salvos desfrutam de uma relação especial com Deus como Pai e com Cristo como Cabeça da Igreja, sem que isso diminua a autoridade soberana do Senhor Jesus sobre suas vidas.

Há ainda uma observação importante.

Quando dizemos que temos Deus como Pai, estamos falando de nossa relação familiar com Ele. Quando dizemos que Cristo é a Cabeça da Igreja, estamos falando da união orgânica entre Cristo e Seu Corpo. Quando falamos de Cristo como Rei, destacamos Sua autoridade e Seu governo.

Essas verdades não se contradizem. São diferentes aspectos da revelação divina.

O mesmo Cristo que hoje é a Cabeça glorificada da Igreja será manifestado como Rei dos reis e Senhor dos senhores, conforme Apocalipse 19:16.

E a Igreja estará associada a Ele em Sua glória, pois Paulo declarou:

"Se sofrermos, também com ele reinaremos." (Segunda Timóteo 2:12).

Conclusão

Portanto, respondendo diretamente às suas perguntas:

  1. A comissão de Mateus 10 foi especificamente dirigida a Israel, enquanto a comissão de Mateus 28 possui alcance universal.

  2. Após o Arrebatamento, a proclamação do Evangelho do Reino terá novamente destaque no cumprimento dos propósitos proféticos de Deus, especialmente em relação a Israel e às nações.

  3. Paulo recebeu uma revelação especial acerca da Igreja, o Corpo de Cristo, formada por judeus e gentios em igualdade espiritual, durante a presente dispensação da Graça.

  4. Na dispensação atual, temos Deus como Pai e Cristo como Cabeça da Igreja. Entretanto, isso não significa que Cristo deixe de ser nosso Senhor ou que estejamos fora de Sua autoridade soberana.

  5. A Igreja e Israel possuem posições distintas nos propósitos divinos, mas ambos encontram em Cristo o centro de todas as bênçãos e promessas de Deus.

Finalizo com uma consideração que considero muito importante: não devemos estudar as dispensações apenas para identificar diferenças entre os períodos bíblicos, mas também para contemplar a maravilhosa unidade dos propósitos de Deus em Cristo.

A dispensação da Graça não é um período sem governo, assim como o futuro Reino não será um período sem graça.

A graça caracteriza a maneira como Deus nos trouxe à Sua família, enquanto a obediência caracteriza a resposta daqueles que reconhecem Jesus Cristo como Senhor.

Que Deus nos conceda sabedoria para distinguir corretamente as Escrituras, sem separar aquilo que Ele uniu e sem confundir aquilo que Ele distinguiu.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

O arrebatamento é para nos livrar da ira de Deus no Dia do Senhor?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Pois é, pastor, continuamos a andar em círculos porque você, apesar de ser pastor, e eu não, continua sem perceber que o arrebatamento é para nos livrar da ira de Deus no Dia do Senhor, quando Jesus vier em chama de fogo para atribular aqueles que nos atribulam, e não para nos livrar de ver iníquo nenhum, como é o caso do homem do pecado, como está escrito em 2 Tessalonicenses, capítulo 2, versículos 1 a 3.

Se você continuar sem perceber uma coisa tão simples, então continue com esse seu ensino maravilhoso, que faz a delícia de muitos crentes.

Se você não acredita que o que Paulo escreve aos tessalonicenses, na segunda carta, no capítulo 1, versículos 7 e 8, é que o arrebatamento é no Dia do Senhor, então paciência, porque há muitos que percebem, como é o meu caso, embora eu não seja pastor.

Os tessalonicenses também perceberam assim e não precisaram ler outras cartas, como vocês fazem, como Zacarias e muito menos o livro do Apocalipse, até porque não o tinham.

Aqueles que escolheram Barrabás em vez de Jesus também não perceberam que o problema é o Dia do Senhor, e não os anticristos, como o imperador romano daquela época. E não venha fazer comparações entre o imperador romano e o Anticristo que ainda não se manifestou, como vocês tanto gostam de fazer.

Minha Resposta:

Antes de voltar ao assunto bíblico, gostaria de esclarecer algo que parece estar influenciando a maneira como o senhor interpreta minhas respostas.

Eu não sou pastor. Sou simplesmente um pecador que foi salvo pela graça de Deus, mediante a fé no Senhor Jesus Cristo, quando tinha 18 anos de idade. Durante estes 39 anos de salvo, tenho procurado ler a Bíblia e estudá-la com dedicação. Só isso, nada mais.

Não precisamos ser pastores, padres, missionários ou possuir qualquer título religioso para adquirir conhecimento das Escrituras. Precisamos lê-las com humildade, dedicação e o desejo sincero de aprender a verdade nelas contida. O Espírito Santo, que inspirou as Escrituras, é o Mestre eficaz que ilumina o entendimento daqueles que desejam conhecer a Palavra de Deus.

O próprio Senhor Jesus declarou:

"Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito." (João 14:26).

Embora essa promessa tenha sido dirigida inicialmente aos apóstolos, o Novo Testamento também ensina que o Espírito Santo habita em todos os verdadeiros salvos e atua no seu entendimento espiritual (1 Coríntios 2:12-14; 1 João 2:27).

Além disso, Paulo escreveu:

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Timóteo 2:15).

Portanto, não é necessário ser pastor para conhecer a Bíblia, assim como não basta ser pastor para interpretá-la corretamente. A autoridade está nas Escrituras, não no título de quem as explica.

Dito isso, gostaria de voltar à sua argumentação, pois tenho a impressão de que continuamos repetindo os mesmos pontos sem que as passagens anteriormente apresentadas estejam sendo examinadas em conjunto.

Não sei se o senhor tem lido integralmente minhas respostas e consultado as referências bíblicas indicadas. Espero sinceramente que sim, porque o objetivo não é vencer uma discussão, mas compreender aquilo que Deus revelou.

1. O senhor está confundindo o arrebatamento com a manifestação de Cristo em glória

O senhor insiste que Segunda Tessalonicenses 1:7-8 ensina que o arrebatamento acontecerá quando Jesus vier em chama de fogo para exercer juízo sobre os perseguidores dos cristãos.

Entretanto, peço que observe algo muito simples: onde, nesses dois versículos, Paulo descreve o arrebatamento?

Leia novamente:

"E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo." (2 Tessalonicenses 1:7-8).

O texto descreve a manifestação pública do Senhor Jesus em glória e juízo.

Não menciona a ressurreição dos mortos em Cristo, a transformação dos salvos vivos, nem o encontro da Igreja com o Senhor nos ares.

Esses acontecimentos são descritos em outra passagem:

"Depois nós, os que ficarmos vivos, seremos arrebatados juntamente com eles nas nuvens, a encontrar o Senhor nos ares, e assim estaremos sempre com o Senhor." (1 Tessalonicenses 4:17).

Observe a diferença entre as duas descrições.

Em Primeira Tessalonicenses 4, Cristo vem buscar os que Lhe pertencem. O encontro acontece nos ares, e o resultado é a reunião dos salvos com o Senhor.

Em Segunda Tessalonicenses 1, Cristo é revelado em glória, acompanhado dos anjos do Seu poder, exercendo juízo sobre os que rejeitaram a Deus e o Evangelho.

O senhor está tratando essas duas descrições como se fossem necessariamente o mesmo acontecimento, mas isso é justamente o que precisaria demonstrar pelas Escrituras.

Não basta afirmar que são a mesma coisa. É necessário explicar por que Paulo apresenta características e propósitos diferentes.

2. O descanso prometido aos tessalonicenses não significa que o arrebatamento acontecerá naquele momento

Aqui está outro ponto importante.

O senhor interpreta a promessa de descanso, mencionada em Segunda Tessalonicenses 1:7, como se Paulo estivesse estabelecendo a data do arrebatamento.

Mas observe o contexto.

Nos versículos 4 e 5, Paulo fala da perseverança dos tessalonicenses em meio às perseguições. No versículo 6, declara que Deus retribuirá com tribulação aos que os atribulam. Nos versículos 7 a 10, apresenta a futura manifestação de Cristo, quando a justiça divina será publicamente exercida.

O assunto principal é a justa retribuição de Deus.

Paulo está assegurando aos cristãos perseguidos que seus sofrimentos não serão esquecidos e que os seus perseguidores não ficarão impunes.

O descanso dos salvos e o juízo dos perseguidores são apresentados em contraste.

Isso não significa que os cristãos precisarão permanecer na Terra até a manifestação de Cristo em glória para somente então serem reunidos com Ele.

Aliás, o próprio Paulo escreveu:

"Porque para mim o viver é Cristo, e o morrer é ganho." (Filipenses 1:21).

E acrescentou que desejava partir e estar com Cristo, porque isso era muito melhor (Filipenses 1:23).

Portanto, o descanso do cristão não depende de ele permanecer vivo até o dia em que Cristo exercerá juízo sobre o mundo.

Segunda Tessalonicenses 1 apresenta a manifestação pública da justiça de Deus. Não é uma exposição da ordem dos acontecimentos relacionados ao arrebatamento.

3. Segunda Tessalonicenses 2:1-3 não ensina que a Igreja precisa ver o homem do pecado

O senhor volta a mencionar os três primeiros versículos do capítulo 2, mas continua sem considerar a distinção que Paulo estabelece logo no início.

Leia atentamente:

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto." (2 Tessalonicenses 2:1-2).

Algumas traduções apresentam corretamente, conforme o texto grego adotado nas edições críticas, a expressão "Dia do Senhor", e outras trazem "Dia de Cristo". A questão central, porém, permanece: Paulo estava corrigindo a falsa informação de que aquele dia já havia chegado.

Observe que ele menciona nossa reunião com Cristo no versículo 1 e, em seguida, trata da perturbação relacionada ao Dia do Senhor.

O problema não era uma suposta carta falsa dizendo que o arrebatamento já havia acontecido. A informação enganosa dizia respeito ao Dia do Senhor.

É precisamente por isso que Paulo menciona, no versículo 3, a apostasia e a manifestação do homem do pecado.

Ele estava demonstrando que os acontecimentos proféticos relacionados àquele período de juízo não correspondiam à situação em que os tessalonicenses se encontravam.

O texto não diz:

"A Igreja somente será arrebatada depois que todos os cristãos virem o homem do pecado."

Essa afirmação não aparece na passagem.

O senhor está transformando os acontecimentos mencionados em relação ao Dia do Senhor em condições obrigatórias para o arrebatamento da Igreja.

Na compreensão pré-tribulacional que venho apresentando, são acontecimentos distintos dentro do mesmo programa profético da vinda de Cristo.

A Igreja aguarda o Senhor; o mundo caminha para o Dia do Senhor e seus juízos.

4. O próprio Paulo ensinou que os salvos não estão destinados à ira

O senhor afirmou que o arrebatamento é para nos livrar da ira de Deus.

Nesse ponto, concordamos plenamente.

A divergência está em sua conclusão de que, por esse motivo, o arrebatamento necessariamente acontecerá na manifestação de Cristo em chama de fogo.

Paulo escreveu:

"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:9).

Anteriormente, havia declarado que os tessalonicenses aguardavam dos céus o Filho de Deus, Jesus, que nos livra da ira futura (1 Tessalonicenses 1:10).

A promessa de livramento não exige que a Igreja permaneça na Terra até o momento em que Cristo vier executar publicamente o juízo.

Pelo contrário, entendemos que o arrebatamento é justamente o acontecimento pelo qual o Senhor retirará a Sua Igreja antes do período da ira divina.

Também precisamos distinguir duas coisas que o senhor continua relacionando como se fossem idênticas: a perseguição sofrida pelos cristãos e a ira de Deus sobre o mundo.

Os tessalonicenses estavam sendo perseguidos por homens ímpios. Isso não significa que estivessem experimentando os juízos proféticos do Dia do Senhor.

O Senhor Jesus declarou:

"No mundo tereis aflições, mas tende bom ânimo; eu venci o mundo." (João 16:33).

Os cristãos sempre estiveram sujeitos a perseguições. Entretanto, a perseguição promovida pelos homens contra os salvos não deve ser confundida com a ira que Deus derramará sobre o mundo incrédulo.

5. Por que devemos consultar outras passagens bíblicas?

O senhor também afirmou que os tessalonicenses não precisaram ler Zacarias nem Apocalipse para compreender o assunto.

Permita-me fazer uma observação.

O livro de Zacarias já existia havia séculos quando Paulo escreveu aos tessalonicenses. O livro de Apocalipse, por sua vez, ainda não havia sido escrito, conforme a datação tradicionalmente aceita.

Mas há outro detalhe: os tessalonicenses receberam pessoalmente ensinamentos do apóstolo Paulo que não estão integralmente registrados nas duas epístolas.

Ele mesmo declarou:

"Não vos lembrais de que estas coisas vos dizia quando ainda estava convosco?" (2 Tessalonicenses 2:5).

Portanto, não podemos presumir que tudo o que aqueles cristãos sabiam sobre os acontecimentos futuros estava limitado às palavras que hoje encontramos nessas duas cartas.

Além disso, nós temos a revelação bíblica completa e devemos examiná-la em conjunto.

O senhor parece considerar inadequado consultar outros livros da Bíblia para compreender determinado assunto. Entretanto, esse procedimento contraria o próprio princípio de interpretação das Escrituras.

Paulo escreveu:

"Toda a Escritura é divinamente inspirada e proveitosa para ensinar, para redarguir, para corrigir, para instruir em justiça." (2 Timóteo 3:16).

Se Deus revelou informações sobre determinado assunto em diferentes livros, por que deveríamos ignorá-las?

Primeira Tessalonicenses 4 apresenta o arrebatamento; Primeira Coríntios 15 explica a transformação dos salvos; Segunda Tessalonicenses 2 trata do engano relacionado ao Dia do Senhor; Zacarias 14 descreve acontecimentos relacionados à manifestação do Messias; e Apocalipse desenvolve os juízos futuros e a manifestação gloriosa de Cristo.

Não estamos acrescentando acontecimentos à Bíblia. Estamos procurando compreender o conjunto da revelação divina.

Uma passagem não deve ser utilizada para anular outra.

6. Sobre Barrabás, o imperador romano e o Anticristo

Sinceramente, não consigo perceber como a escolha de Barrabás pela multidão, mencionada em Mateus 27:15-26, demonstra que o arrebatamento ocorrerá durante a manifestação de Cristo em glória.

São assuntos distintos.

Também não estou afirmando que o imperador romano daquela época fosse o homem do pecado descrito por Paulo.

O homem do pecado, apresentado em Segunda Tessalonicenses 2:3-4, é uma figura profética futura, cuja manifestação está relacionada aos acontecimentos finais.

O texto declara que ele se levantará contra tudo o que se chama Deus ou é objeto de culto, chegando ao ponto de se apresentar como Deus.

Não devemos confundir essa figura com qualquer perseguidor histórico da Igreja, embora ao longo dos séculos tenham existido muitos homens com características de oposição a Cristo.

João, inclusive, escreveu que muitos anticristos já haviam surgido (1 João 2:18), sem que isso eliminasse a expectativa relacionada ao Anticristo.

Entretanto, volto ao ponto central: a existência futura do homem do pecado não significa que a Igreja tenha recebido a ordem de aguardar a sua manifestação antes de encontrar o Senhor Jesus.

A esperança apresentada aos salvos é Cristo, não o Anticristo.

7. Uma última consideração

Prezado, permita-me encerrar com uma observação pessoal.

Já procurei responder às suas perguntas em diferentes ocasiões, apresentando as passagens bíblicas e explicando o contexto de cada uma delas. Entretanto, percebo que continuamos retornando às mesmas afirmações, sem que os argumentos anteriormente apresentados sejam efetivamente examinados.

O senhor tem todo o direito de discordar de minha compreensão das profecias. Não pretendo exigir que aceite minhas conclusões simplesmente porque as apresentei.

Da mesma maneira, o fato de o senhor afirmar que compreendeu algo não significa, por si só, que a sua interpretação esteja correta.

O critério deve ser sempre a Palavra de Deus.

Os cristãos de Bereia foram elogiados porque receberam a Palavra com prontidão, mas examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que ouviam correspondia à verdade (Atos 17:11).

É essa atitude que desejo para mim e recomendo a todos os que acompanham meus estudos.

Não tenho interesse em alimentar discussões intermináveis, muito menos em transformar uma questão doutrinária numa disputa pessoal sobre quem sabe mais ou quem entende menos.

A Bíblia não foi dada para demonstrarmos superioridade intelectual ou religiosa, mas para conhecermos a Deus, Sua vontade e Seus propósitos.

Por isso, deixo-lhe três perguntas para reflexão:

  1. Se Primeira Tessalonicenses 4:13-18 e Segunda Tessalonicenses 1:7-10 descrevem exatamente o mesmo acontecimento, por que uma passagem apresenta o encontro dos salvos com Cristo nos ares e a outra descreve a manifestação pública do Senhor em juízo sobre os ímpios?

  2. Onde Segunda Tessalonicenses 2:1-3 afirma expressamente que a Igreja deverá presenciar a manifestação do homem do pecado antes de ser arrebatada?

  3. Se os tessalonicenses deveriam aguardar primeiramente o aparecimento do homem do pecado, por que Paulo os descreveu como pessoas que aguardavam dos céus o Filho de Deus (1 Tessalonicenses 1:9-10)?

Não é necessário responder imediatamente. Minha sugestão é que leia novamente as duas epístolas completas, observando a sequência dos assuntos e distinguindo aquilo que Paulo realmente escreveu das conclusões que podemos estar acrescentando ao texto.

Quanto a mim, continuo aguardando o Senhor Jesus Cristo, conforme Sua promessa:

"Virei outra vez e vos levarei para mim mesmo, para que, onde eu estiver, estejais vós também." (João 14:3).

Que essa seja a nossa esperança e que o estudo da Palavra de Deus produza em nós não apenas conhecimento, mas também humildade, reverência e amor pela verdade.

Josué Matos

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O arrebatamento não tem nada a ver com o Dia do Senhor?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O que eu disse é que Cristo já veio uma vez, quando foi morto e crucificado, e virá outra vez em juízo, no Dia do Senhor. Paulo não ensinou nenhuma vinda secreta.

Quando Paulo escreve aos tessalonicenses, que aguardavam o arrebatamento a qualquer momento para terem descanso das tribulações que sofriam, dizendo que o descanso é quando Jesus vier em chama de fogo, e alguém afirma que o arrebatamento não tem nada a ver com o Dia do Senhor, então essa afirmação só dá vontade de rir, porque quem afirma isso só mostra que não percebeu nada do que Paulo escreveu aos tessalonicenses.

Minha Resposta:

Vou ser mais direto nesta resposta, porque percebo que estamos chegando a um ponto em que a discussão deixou de avançar. Você continua repetindo praticamente os mesmos argumentos, mesmo depois de eu ter apresentado explicações detalhadas, acompanhadas de diversas passagens bíblicas.

Repetir uma afirmação não a transforma em verdade. Também não basta dizer que o outro não compreendeu o apóstolo Paulo ou que determinada interpretação dá vontade de rir. Isso não é argumentação bíblica.

Se deseja contrariar aquilo que escrevi, apresente os versículos que demonstram onde a minha explicação está errada. Examine os textos que citei, considere o contexto e procure responder aos argumentos apresentados.

Até agora, você tem insistido na mesma conclusão sem enfrentar adequadamente as passagens bíblicas utilizadas nas minhas respostas.

Essa maneira de proceder acaba se parecendo com a atitude de um papagaio, que repete aquilo que aprendeu sem necessariamente analisar o conteúdo do que está dizendo. É também uma característica frequentemente encontrada no sectarismo religioso: repetir continuamente uma interpretação previamente estabelecida, sem disposição para examinar seriamente os textos que possam contrariá-la.

Não estou afirmando que você pertença a alguma seita, mas advertindo sobre um comportamento que não contribui para o conhecimento das Escrituras.

Em Atos dos Apóstolos 17:11, os bereanos foram elogiados porque examinavam diariamente as Escrituras para verificar se aquilo que Paulo lhes anunciava era verdadeiro.

Observe que eles não aceitaram um ensinamento simplesmente porque Paulo o apresentou. Examinaram as Escrituras.

É esse o procedimento que espero nesta conversa.

Agora, vamos novamente ao texto bíblico.

1. Você está confundindo a primeira vinda de Cristo com os diferentes acontecimentos relacionados à Sua segunda vinda

Você escreveu:

"Cristo já veio uma vez, quando foi morto e crucificado, e virá outra vez em juízo, no Dia do Senhor."

Concordo que Cristo veio uma primeira vez e que voltará. Entretanto, ninguém está defendendo três vindas de Cristo.

A distinção entre o arrebatamento e a manifestação em glória não significa afirmar que Cristo terá três encarnações ou três vindas independentes.

Estamos tratando de acontecimentos distintos relacionados ao Seu retorno.

Na primeira vinda, Cristo veio ao mundo, nasceu de mulher, morreu pelos nossos pecados e ressuscitou ao terceiro dia (Gálatas 4:4; 1 Coríntios 15:3-4).

Quanto ao futuro, as Escrituras apresentam diferentes aspectos do Seu retorno.

Em 1 Tessalonicenses 4:16-17, Cristo desce do céu e os salvos são arrebatados para encontrá-Lo nos ares.

Em Apocalipse 19:11-16, Cristo aparece em glória, vindo para julgar e guerrear.

Em Colossenses 3:4, encontramos uma informação adicional:

"Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então também vós vos manifestareis com ele em glória."

Observe cuidadosamente: quando Cristo Se manifestar em glória, os salvos também serão manifestados com Ele.

Portanto, a pergunta que você precisa responder é esta:

Se a Igreja somente será arrebatada no momento em que Cristo Se manifestar em glória, como explicar que ela já aparece associada a Ele nessa manifestação?

Essa distinção não deve ser descartada simplesmente porque você prefere considerar todos os acontecimentos como um único evento simultâneo.

2. Paulo não ensinou uma vinda secreta? Então responda ao que ele realmente escreveu

Você insiste na expressão "vinda secreta", embora eu não tenha fundamentado minha explicação nessa expressão.

O arrebatamento não depende da afirmação de que ninguém ouvirá absolutamente nada ou de que o acontecimento será invisível.

Aliás, 1 Tessalonicenses 4:16 menciona alarido, voz de arcanjo e trombeta de Deus.

Portanto, não estou defendendo a ausência de manifestações audíveis.

O que afirmo é que o arrebatamento da Igreja e a manifestação pública de Cristo em juízo possuem características e propósitos distintos.

Compare os textos:

Em 1 Tessalonicenses 4:17, os salvos são arrebatados para encontrar o Senhor nos ares.

Em Zacarias 14:4, os pés do Senhor estarão sobre o monte das Oliveiras.

Em João 14:3, Cristo promete receber os Seus para Si mesmo, a fim de que estejam onde Ele está.

Em Apocalipse 19:11-21, Cristo aparece como Juiz e Guerreiro, executando juízo sobre os Seus inimigos.

Em 1 Coríntios 15:51-52, Paulo apresenta o mistério da transformação dos salvos, que acontecerá num momento, num abrir e fechar de olhos.

Em Apocalipse 19, encontramos a manifestação pública do Rei dos reis e Senhor dos senhores.

Você pode discordar da interpretação pré-tribulacional, mas precisa demonstrar biblicamente por que esses acontecimentos devem ser considerados necessariamente simultâneos.

A simples afirmação de que Paulo não ensinou uma vinda secreta não responde a essa questão.

3. O descanso mencionado em 2 Tessalonicenses 1 não determina a data do arrebatamento

Este parece ser o principal argumento que você continua repetindo.

Paulo escreveu:

"E a vós, que sois atribulados, descanso conosco, quando se manifestar o Senhor Jesus desde o céu com os anjos do seu poder, como labareda de fogo, tomando vingança dos que não conhecem a Deus e dos que não obedecem ao evangelho de nosso Senhor Jesus Cristo." (2 Tessalonicenses 1:7-8).

Você conclui que, porque Paulo relaciona o descanso dos santos à manifestação de Cristo em glória, o arrebatamento obrigatoriamente acontecerá naquele mesmo momento.

Entretanto, essa conclusão não decorre necessariamente do texto.

Primeiro, observe o assunto desenvolvido por Paulo.

Nos versículos 4 e 5, ele menciona as perseguições e aflições suportadas pelos tessalonicenses.

No versículo 6, declara que Deus recompensará com tribulação aqueles que os atribulam.

Nos versículos 7 a 10, apresenta a futura manifestação pública de Cristo, quando a justiça divina será executada e Ele será glorificado nos Seus santos.

O contraste é entre a condição presente dos perseguidos e a futura intervenção de Deus em justiça.

Paulo está assegurando que os perseguidores não permanecerão impunes e que os salvos participarão do triunfo de Cristo.

O texto não apresenta a sequência detalhada dos acontecimentos relacionados ao arrebatamento da Igreja.

Mais importante ainda: Paulo não afirma em 2 Tessalonicenses 1:7 que os mortos em Cristo ressuscitarão naquele momento, nem descreve a transformação dos vivos ou o encontro da Igreja com Cristo nos ares.

Esses detalhes são apresentados em 1 Tessalonicenses 4:13-18.

Você está utilizando uma passagem que trata da manifestação de Cristo em juízo para estabelecer uma cronologia que ela própria não apresenta.

Há uma diferença entre afirmar que os salvos terão descanso quando Cristo Se manifestar e afirmar que eles somente poderão receber descanso naquele exato momento.

O segundo enunciado não é uma consequência obrigatória do primeiro.

Considere também Apocalipse 14:13:

"Bem-aventurados os mortos que desde agora morrem no Senhor. Sim, diz o Espírito, para que descansem dos seus trabalhos, e as suas obras os sigam."

Os salvos que morrem em Cristo já desfrutam de descanso, embora a manifestação pública do Senhor ainda seja futura.

Portanto, o descanso dos salvos não precisa ser limitado a um único instante profético.

4. Você ainda não respondeu à distinção que Paulo estabelece entre a tribulação presente e a ira futura

Este é outro ponto que precisa ser enfrentado.

Em 1 Tessalonicenses 3:3-4, Paulo explica que os cristãos estavam destinados a enfrentar tribulações.

Entretanto, em 1 Tessalonicenses 1:10, afirma que aguardavam dos céus o Filho de Deus, Jesus, que os livra da ira futura.

E acrescenta:

"Porque Deus não nos destinou para a ira, mas para a aquisição da salvação, por nosso Senhor Jesus Cristo." (1 Tessalonicenses 5:9).

A pergunta é simples: as perseguições sofridas pelos tessalonicenses eram a ira divina anunciada para o futuro?

Evidentemente que não.

Eles estavam sofrendo nas mãos dos homens, não experimentando os juízos escatológicos de Deus.

O próprio Paulo faz essa distinção em 2 Tessalonicenses 1:6, ao explicar que Deus futuramente retribuirá com tribulação aqueles que agora atribulam os Seus servos.

A tribulação presente dos cristãos e a futura intervenção de Deus em juízo não são acontecimentos idênticos.

Na interpretação pré-tribulacional, essa distinção é fundamental para compreender a promessa de livramento da ira futura.

Você pode procurar contrariar essa interpretação, mas precisa fazê-lo examinando os textos, e não simplesmente repetindo que os tessalonicenses estavam sofrendo perseguições.

Isso já foi reconhecido e explicado nas respostas anteriores.

5. O que Paulo realmente estava corrigindo em 2 Tessalonicenses 2?

Voltemos ao centro da discussão.

Paulo escreveu:

"Ora, irmãos, rogamo-vos, pela vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e pela nossa reunião com ele, que não vos movais facilmente do vosso entendimento, nem vos perturbeis, quer por espírito, quer por palavra, quer por epístola, como de nós, como se o dia de Cristo estivesse já perto." (2 Tessalonicenses 2:1-2).

É importante observar que, conforme a tradição textual seguida por diversas traduções modernas, a expressão no final do versículo 2 é "Dia do Senhor", e o sentido da advertência é que aquele dia já estivesse presente.

Os tessalonicenses estavam sendo perturbados por um ensinamento equivocado.

Paulo menciona duas questões que precisam ser consideradas cuidadosamente:

  • A vinda de nosso Senhor Jesus Cristo e a nossa reunião com Ele.
  • O Dia do Senhor, acerca do qual estavam recebendo informações falsas.

O apóstolo não estava ensinando que as perseguições enfrentadas pelos cristãos constituíam prova de que o arrebatamento estava acontecendo.

Pelo contrário, procurava corrigir a falsa compreensão de que o Dia do Senhor já havia chegado.

Em seguida, menciona a apostasia e a manifestação do homem do pecado como acontecimentos relacionados àquele período profético.

Na compreensão pré-tribulacional, esses acontecimentos não são apresentados como condições que a Igreja precisa presenciar antes de encontrar Cristo nos ares.

Você afirmou anteriormente que os tessalonicenses poderiam ter certeza de que o arrebatamento não havia acontecido porque o homem do pecado ainda não tinha aparecido.

Mas onde Paulo escreveu exatamente isso?

Mostre o versículo em que ele afirma que a Igreja precisa reconhecer o homem do pecado antes de ser arrebatada.

Não basta citar 2 Tessalonicenses 2:3. É necessário demonstrar que a condição mencionada naquele versículo se refere ao arrebatamento, e não ao Dia do Senhor, que é o assunto da perturbação apresentada no versículo anterior.

Essa é precisamente a distinção que você continua deixando de examinar.

6. A esperança da Igreja é Cristo, não a manifestação do homem do pecado

Paulo escreveu aos filipenses:

"Mas a nossa cidade está nos céus, donde também esperamos o Salvador, o Senhor Jesus Cristo, que transformará o nosso corpo abatido, para ser conforme o seu corpo glorioso." (Filipenses 3:20-21).

Observe o objeto da esperança cristã: o Salvador.

Não encontramos aqui uma orientação para aguardar primeiramente o aparecimento do homem do pecado.

Em 1 Tessalonicenses 1:10, os cristãos aguardavam dos céus o Filho de Deus.

Em 1 Coríntios 1:7, aguardavam a manifestação de nosso Senhor Jesus Cristo.

Em Tito 2:13, Paulo apresenta a bem-aventurada esperança.

E em 1 Tessalonicenses 4:18, depois de explicar o arrebatamento, conclui:

"Portanto, consolai-vos uns aos outros com estas palavras."

É particularmente significativo que Paulo tenha apresentado o encontro com Cristo como motivo de consolação, sem estabelecer naquele capítulo uma lista de acontecimentos proféticos que precisariam ser identificados antes.

Na interpretação pré-tribulacional, a Igreja aguarda o próprio Senhor, enquanto os acontecimentos relacionados ao Dia do Senhor possuem sua ordem profética específica.

7. Agora, em vez de repetir a mesma afirmação, responda biblicamente

José, quero concluir deixando algumas perguntas objetivas.

Não peço que concorde comigo simplesmente porque escrevi uma explicação extensa. Peço que examine as Escrituras e responda aos argumentos apresentados.

  1. Onde Paulo afirma que a Igreja precisa ver o homem do pecado antes de ser arrebatada?

  2. Se 1 Tessalonicenses 4:16-17 e Apocalipse 19:11-21 descrevem exatamente o mesmo acontecimento, por que no primeiro os salvos sobem para encontrar Cristo nos ares e, no segundo, Cristo aparece em glória para executar juízo?

  3. Se o descanso de 2 Tessalonicenses 1:7 significa obrigatoriamente que o arrebatamento ocorrerá naquele exato momento, como você harmoniza essa conclusão com o descanso já desfrutado pelos salvos que morrem no Senhor, conforme Apocalipse 14:13?

  4. Como você distingue as perseguições que os cristãos estavam sofrendo da ira futura da qual Cristo promete livrar os Seus, conforme 1 Tessalonicenses 1:10 e 5:9?

  5. Se Paulo ensinava que os tessalonicenses deveriam aguardar determinados sinais antes de encontrar Cristo, por que, ao apresentar especificamente o arrebatamento em 1 Tessalonicenses 4:13-18, ele não estabelece esses sinais como condições prévias?

Essas perguntas precisam de respostas fundamentadas nas Escrituras.

E, por favor, não responda novamente apenas dizendo que Paulo ensinou que o descanso virá quando Cristo aparecer em chama de fogo. Já examinei essa passagem e expliquei por que ela não estabelece, por si só, a cronologia que você pretende defender.

Se considera minha explicação incorreta, mostre onde está o erro mediante a exposição bíblica.

Consideração final

Existe uma diferença muito grande entre estudar as Escrituras para descobrir o que elas ensinam e procurar continuamente argumentos para defender uma conclusão da qual não estamos dispostos a abrir mão.

Todos nós precisamos ter cuidado com isso.

O apóstolo Paulo escreveu:

"Examinai tudo. Retende o bem." (1 Tessalonicenses 5:21).

Não disse para repetirmos tudo aquilo que aprendemos sem verificar se corresponde à verdade.

Também escreveu:

"Procura apresentar-te a Deus aprovado, como obreiro que não tem de que se envergonhar, que maneja bem a palavra da verdade." (2 Timóteo 2:15).

Manejar bem a Palavra exige respeitar o contexto, distinguir os assuntos tratados e considerar todas as passagens relacionadas a determinada doutrina.

Você tem todo o direito de discordar da interpretação pré-tribulacional. Entretanto, discordar não é o mesmo que refutar.

E rir de uma explicação bíblica não constitui argumento teológico.

Se deseja continuar esta conversa, apresente algo novo: uma análise contextual dos versículos que citei, uma demonstração bíblica de que minhas conclusões estão equivocadas ou uma explicação que responda diretamente às perguntas apresentadas.

Caso contrário, estaremos apenas andando em círculos.

Não pretendo transformar esta discussão numa sequência interminável de respostas ao mesmo argumento. A finalidade destes estudos é compreender e expor fielmente a Palavra de Deus, não vencer uma disputa pessoal.

Que as Escrituras tenham a última palavra, e não as nossas preferências doutrinárias.

Josué Matos

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E sobre o jejum?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

E sobre o jejum?

Minha Resposta:

O jejum é uma prática encontrada tanto no Antigo quanto no Novo Testamento. Entretanto, precisamos compreender seu verdadeiro significado, sua finalidade espiritual e, principalmente, se existe algum mandamento que obrigue os cristãos a jejuar nos dias atuais.

A resposta bíblica é que o jejum é uma prática legítima, que pode acompanhar a oração e a busca pela direção de Deus, mas não constitui uma obrigação imposta à Igreja, tampouco um meio de alcançar méritos diante de Deus.

Vamos considerar algumas passagens das Escrituras.

1. O jejum no Antigo Testamento

No Antigo Testamento, o jejum estava frequentemente associado à humilhação diante de Deus, ao arrependimento, à tristeza e à busca pela orientação divina.

Encontramos diversos exemplos:

  • Moisés jejuou durante quarenta dias e quarenta noites na presença do Senhor (Êxodo 34:28).
  • Davi jejuou enquanto buscava a misericórdia de Deus pela vida de seu filho (2 Samuel 12:16).
  • Esdras proclamou um jejum para que o povo se humilhasse diante de Deus e buscasse um caminho seguro (Esdras 8:21-23).
  • Os habitantes de Nínive proclamaram um jejum como expressão de arrependimento diante da mensagem anunciada por Jonas (Jonas 3:5-10).

Entretanto, Deus deixou claro que a simples abstinência de alimentos não possuía valor espiritual quando o coração permanecia distante Dele.

Em Isaías 58:3-7, o Senhor repreendeu aqueles que jejuavam exteriormente, mas continuavam praticando injustiças, contendas e opressões.

Isso nos ensina que o jejum nunca deveria ser considerado um ritual capaz de substituir a obediência à Palavra de Deus.

2. O que o Senhor Jesus ensinou sobre o jejum?

Em Mateus 6:16-18, o Senhor Jesus ensinou:

"Quando jejuardes, não vos mostreis contristados como os hipócritas, porque desfiguram os seus rostos, para que aos homens pareça que jejuam."

Observe que o Senhor não condenou o jejum. Sua repreensão foi dirigida àqueles que utilizavam essa prática para demonstrar uma espiritualidade que desejavam exibir publicamente.

Os fariseus transformavam o jejum numa demonstração exterior de religiosidade. Segundo Lucas 18:12, alguns se orgulhavam de jejuar duas vezes por semana.

O Senhor Jesus ensinou justamente o contrário: aquele que jejua deve fazê-lo diante de Deus, sem procurar reconhecimento humano.

Portanto, o valor do jejum não está na quantidade de horas sem comer, mas na sinceridade do coração diante do Senhor.

3. Por que os discípulos não jejuavam enquanto Jesus estava com eles?

Encontramos uma passagem particularmente importante em Mateus 9:14-15.

Os discípulos de João Batista perguntaram ao Senhor Jesus por que eles e os fariseus jejuavam frequentemente, enquanto os discípulos de Jesus não jejuavam.

O Senhor respondeu:

"Podem, porventura, andar tristes os filhos das bodas, enquanto o esposo está com eles? Dias, porém, virão em que lhes será tirado o esposo, e então jejuarão."

O Senhor apresentou a Si mesmo como o Esposo. Enquanto estava fisicamente com os discípulos, Sua presença era motivo de alegria.

Entretanto, chegaria o momento em que Ele lhes seria tirado.

É importante observar que Jesus não estabeleceu nessa passagem um calendário religioso, uma quantidade obrigatória de dias ou uma frequência semanal de jejum.

Ele simplesmente mostrou que haveria circunstâncias nas quais Seus discípulos jejuariam.

4. A Igreja primitiva praticava o jejum?

Sim. O livro de Atos dos Apóstolos apresenta dois exemplos particularmente esclarecedores.

Em Atos 13:2-3, encontramos os cristãos reunidos em Antioquia servindo ao Senhor e jejuando. Foi naquela ocasião que o Espírito Santo indicou Barnabé e Saulo para a obra à qual os havia chamado.

Depois disso, os cristãos jejuaram, oraram e lhes impuseram as mãos, despedindo-os.

Outro exemplo aparece em Atos 14:23:

"E, havendo-lhes, por comum consentimento, eleito anciãos em cada igreja, orando com jejuns, os encomendaram ao Senhor em quem haviam crido."

Essas passagens demonstram que o jejum era praticado pelos primeiros cristãos, especialmente em circunstâncias relacionadas à oração, à dependência de Deus e a decisões importantes no serviço cristão.

Entretanto, precisamos distinguir entre uma prática registrada nas Escrituras e um mandamento universal dirigido a todos os cristãos.

O Novo Testamento não estabelece que todo crente deva jejuar determinado número de vezes por semana, nem determina períodos obrigatórios de abstinência alimentar para a Igreja.

5. O jejum torna nossa oração mais poderosa?

Aqui precisamos ter bastante cuidado com alguns ensinamentos populares.

Há quem afirme que determinadas respostas de Deus somente podem ser alcançadas mediante jejuns prolongados, ou que quanto maior o sacrifício físico, maior será o poder espiritual recebido.

Entretanto, não encontramos nas epístolas um ensino que apresente o jejum como uma espécie de instrumento para obrigar Deus a atender às nossas petições.

Nossa aproximação de Deus está fundamentada na pessoa e na obra do Senhor Jesus Cristo, e não em nossos sacrifícios pessoais.

Hebreus 4:16 declara:

"Cheguemos, pois, com confiança ao trono da graça, para que possamos alcançar misericórdia e achar graça, a fim de sermos ajudados em tempo oportuno."

Observe que o convite é para nos aproximarmos com confiança, fundamentados na graça divina.

O jejum pode acompanhar um período especial de oração, mas não torna Deus mais disposto a ouvir Seus filhos, como se Sua bondade dependesse da quantidade de refeições que deixamos de fazer.

Também não devemos confundir disciplina espiritual com poder espiritual. O poder pertence a Deus, e o cristão depende continuamente do Espírito Santo.

6. O cristão que não jejua está em pecado?

Não podemos afirmar isso.

Não existe nas epístolas dirigidas à Igreja um mandamento que estabeleça o jejum como uma obrigação periódica para todos os salvos.

Diferentemente da oração, sobre a qual encontramos uma exortação expressa em 1 Tessalonicenses 5:17 — "Orai sem cessar" —, não encontramos uma determinação equivalente ordenando que todos os cristãos jejuem continuamente ou em dias específicos.

Portanto, não seria correto transformar uma prática voluntária numa lei espiritual.

O cristão pode sentir a necessidade de separar determinado período para oração e jejum, especialmente diante de alguma circunstância que o leve a buscar a direção do Senhor com maior dedicação.

Contudo, isso deve acontecer de maneira sincera, sem imposições humanas e sem considerar espiritualmente inferiores aqueles que não adotam a mesma prática.

Também é importante lembrar que o jejum não é uma competição espiritual. Pessoas com limitações de saúde, necessidades alimentares específicas ou que dependem de medicamentos não devem ser constrangidas a comprometer sua saúde para demonstrar espiritualidade.

Deus conhece o coração e as circunstâncias de cada pessoa.

7. O verdadeiro jejum não substitui uma vida de comunhão com Deus

Um cristão pode permanecer muitas horas sem se alimentar e, ainda assim, continuar distante de Deus em seus pensamentos e atitudes.

Por outro lado, alguém pode desfrutar de profunda comunhão com o Senhor sem estar praticando um jejum alimentar.

A verdadeira espiritualidade não se mede pelo sofrimento físico, mas pela obediência à Palavra de Deus, pela dependência do Espírito Santo e pela manifestação do caráter de Cristo em nossa vida.

Em Colossenses 2:20-23, o apóstolo Paulo adverte contra práticas religiosas baseadas em proibições humanas e no rigor para com o corpo, mostrando que tais exercícios, por si mesmos, não possuem poder para vencer os desejos da carne.

Isso não significa que toda abstinência voluntária seja errada. Significa que não devemos atribuir ao sofrimento físico uma capacidade espiritual que as Escrituras não lhe conferem.

O jejum não santifica automaticamente uma pessoa. A santificação está relacionada à ação de Deus em nossa vida, mediante Sua Palavra e o Espírito Santo (João 17:17; 2 Tessalonicenses 2:13).

Conclusão

O jejum é uma prática bíblica legítima, mas não é uma condição para a salvação, não constitui uma obrigação periódica para a Igreja e não deve ser utilizado como instrumento de demonstração pública de espiritualidade.

Quando praticado, deve acompanhar uma atitude sincera de oração, humilhação e dependência de Deus.

Não devemos condenar quem jejua, nem acusar de desobediência aquele que não jejua.

O importante é compreender que nossa comunhão com Deus não depende de rituais exteriores, mas de nosso relacionamento com Ele por meio do Senhor Jesus Cristo.

O cristão não precisa passar fome para convencer Deus a ouvi-lo. Ele já possui, em Cristo, livre acesso ao Pai (Efésios 2:18).

O jejum pode ser uma expressão de nossa dedicação a Deus, mas jamais deve ocupar o lugar daquilo que é verdadeiramente essencial: a fé, a obediência, a oração e a comunhão diária com o Senhor.

Josué Matos

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