Áudios

Pesquisar este blog

"Vós sois deuses" Salmo 82:6

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Amém, irmão.

Hoje tive uma revelação do Espírito Santo sobre um evento que aconteceu há oito meses, quando eu tinha acabado de me converter praticamente. Eu estava com os pensamentos alinhados com Deus, e era como se Ele falasse comigo por meio dos pensamentos. Ele falava várias coisas, e uma delas, que na época pensei ser apenas um delírio meu, era: "Tu és deus". Eu não entendia o porquê. Pensei até que pudesse ser blasfêmia e, por isso, não dei muita importância àquele acontecimento.

Porém, hoje procurei viver um dia agradável a Deus e, no final do dia, fui fazer uma oração, desejando ouvir a voz do Espírito Santo. Então entendi que, naquele dia, realmente era Deus falando comigo. A ficha finalmente caiu. Compreendi que era Ele, porque somos iguais a Ele também, conhecedores do bem e do mal. E eu dizia para Deus: "Como assim eu sou igual a Ti? Como assim eu sou deus?".

Deus abençoe você, amigo. Não esqueça da promessa de Deus.

Minha Resposta:

Agradeço por compartilhar o seu testemunho. É muito bom ver o desejo sincero de ouvir a Deus e de agradá-Lo. Entretanto, toda experiência espiritual precisa ser examinada à luz da Palavra de Deus, pois ela é a autoridade final para discernirmos o que vem do Senhor e o que pode ser fruto dos nossos próprios pensamentos.

Quanto à expressão "vós sois deuses", usada no Salmo 82:6 e citada pelo Senhor Jesus em João 10:34-36, ela não ensina que os seres humanos possuem natureza divina ou que sejam deuses no sentido próprio. No contexto do Salmo 82, Deus está falando aos juízes de Israel, homens que receberam autoridade para julgar em Seu nome. Eles são chamados de "deuses" apenas em sentido representativo, porque exerciam uma função delegada por Deus. Logo em seguida, o próprio texto declara: "Todavia, como homens morrereis" (Salmo 82:7), mostrando claramente que continuavam sendo criaturas humanas e mortais.

Quando o Senhor Jesus citou essa passagem, Seu objetivo não foi ensinar que todos os homens são deuses, mas responder aos judeus que O acusavam de blasfêmia. Se a própria Escritura chamou aqueles juízes de "deuses" em sentido figurado, quanto mais legítimo era que Ele, o Filho de Deus, enviado pelo Pai, afirmasse Sua verdadeira identidade.

É verdade que, pela regeneração, recebemos uma nova vida e nos tornamos participantes da natureza divina (2 Pedro 1:4), mas isso não significa que nos tornamos deuses. Continuamos sendo criaturas redimidas pela graça. Somos filhos de Deus por adoção (Romanos 8:15-17; Gálatas 4:4-7), fomos criados à imagem e semelhança de Deus (Gênesis 1:26-27) e estamos sendo transformados à imagem de Cristo (2 Coríntios 3:18), porém jamais compartilhamos Sua divindade.

Por isso, tenha muito cuidado com qualquer impressão ou voz interior que contradiga ou vá além do ensino das Escrituras. O Espírito Santo nunca conduz um filho de Deus a uma conclusão que a própria Palavra não confirma. Antes, Ele glorifica o Senhor Jesus Cristo (João 16:13-14) e nos conduz à verdade revelada.

Continue buscando comunhão com o Senhor, orando e estudando a Bíblia. Quanto mais conhecemos a Palavra de Deus, mais facilmente discernimos Sua vontade e evitamos interpretações que, embora pareçam espirituais, não encontram fundamento nas Escrituras.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

O "cristianismo" é a religião do "amor", copiou o mito do "inferno" do Zoroastrismo, mas o "inferno" do Zoroastrismo não era eterno! É muito "amor" no coração! ❤❤❤

Mas, mesmo assim, eu gosto de ler a Bíblia.

Minha Resposta:

Obrigado por compartilhar sua opinião e também por dizer que gosta de ler a Bíblia. Creio que este é o melhor ponto de partida para qualquer conversa sobre temas espirituais.

A afirmação de que o conceito bíblico do inferno foi copiado do Zoroastrismo é uma hipótese defendida por alguns estudiosos, mas está longe de representar um consenso histórico. O Antigo Testamento já apresenta a realidade do juízo de Deus muito antes do surgimento ou da influência persa sobre Israel. No Novo Testamento, o próprio Senhor Jesus falou repetidas vezes sobre a condenação futura. Se alguém aceita a autoridade dos Evangelhos, precisa considerar seriamente o ensino de Cristo sobre esse assunto.

Foi o Senhor Jesus quem declarou: "E irão estes para o castigo eterno, porém os justos, para a vida eterna" (Mateus 25:46). Observe que a mesma palavra "eterna" é usada tanto para a vida dos salvos quanto para o castigo dos perdidos. Se a vida eterna não tem fim, o texto também apresenta o castigo como tendo esse mesmo caráter.

O apóstolo Paulo escreveu que aqueles que rejeitam o evangelho "sofrerão pena de eterna destruição, banidos da face do Senhor" (2 Tessalonicenses 1:8-9). Já em Apocalipse 20:11-15 encontramos o julgamento diante do grande trono branco, onde aqueles cujos nomes não estão escritos no Livro da Vida são lançados no lago de fogo.

Quanto ao amor de Deus, a Bíblia realmente o apresenta de maneira extraordinária. "Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito" (João 3:16). Mas o mesmo versículo mostra que esse amor oferece um meio de escapar da perdição. Deus não deseja que ninguém pereça (2 Pedro 3:9), porém também não força ninguém a recebê-Lo. Seu amor não elimina Sua justiça; ambos fazem parte do Seu caráter perfeito.

Se o inferno não existisse ou fosse apenas temporário, muitas advertências feitas pelo próprio Senhor Jesus perderiam o seu sentido. Ele falou mais sobre o juízo futuro do que qualquer outro personagem das Escrituras. Isso demonstra que o objetivo dessas advertências não era espalhar medo, mas chamar os pecadores ao arrependimento e oferecer-lhes a salvação.

Meu incentivo é que você continue lendo a Bíblia, mas permitindo que ela fale por si mesma. Em vez de interpretar as Escrituras à luz de teorias históricas, procure examinar se essas teorias realmente explicam todo o ensino bíblico. A fé cristã está fundamentada na pessoa de Jesus Cristo, em Sua morte e ressurreição, e no testemunho das Escrituras.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos:

Falando dos pentecostais, mas não se lembra da bagunça que os apóstolos fizeram no dia de Pentecostes, né?!

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Falando dos pentecostais, mas não se lembra da bagunça que os apóstolos fizeram no dia de Pentecostes, né?!

Minha Resposta:

Agradeço pela sua pergunta, pois ela permite esclarecer um ponto muito importante.

O livro de Atos registra acontecimentos históricos e únicos que marcaram o início da Igreja. O Dia de Pentecostes foi o cumprimento da promessa feita pelo Senhor Jesus de que o Espírito Santo seria enviado (João 14:16-17; João 15:26; João 16:7; Atos 1:4-8). Naquele dia houve um som como de um vento impetuoso, línguas repartidas como que de fogo e os discípulos passaram a falar em idiomas que nunca haviam aprendido. Porém, esses idiomas eram línguas humanas compreendidas pelos estrangeiros presentes em Jerusalém, conforme Atos 2:6-11. Não se tratava de gritos desordenados ou de manifestações sem sentido.

Pelo contrário, o relato enfatiza que cada pessoa ouvia "na sua própria língua" as grandezas de Deus. O resultado daquele acontecimento não foi confusão, mas a pregação clara do evangelho por Pedro, levando cerca de três mil pessoas ao arrependimento e à fé em Cristo.

Além disso, quando estudamos todo o Novo Testamento, percebemos que Deus estabeleceu princípios de ordem para as reuniões da igreja. Em 1 Coríntios 14, o apóstolo Paulo determina que tudo seja feito "com decência e ordem" (1 Coríntios 14:40). Mesmo quando havia o exercício dos dons, nunca era permitido que várias pessoas falassem ao mesmo tempo ou que houvesse manifestações incontroláveis. O próprio capítulo afirma: "Deus não é Deus de confusão, e sim de paz" (1 Coríntios 14:33).

Portanto, não podemos usar um acontecimento extraordinário, ocorrido no início da Igreja, para justificar práticas que contradizem as instruções dadas posteriormente às igrejas. O livro de Atos descreve muitos fatos históricos; já as epístolas explicam como as igrejas deveriam funcionar após esse período inicial.

Assim, o Dia de Pentecostes não foi uma "bagunça". Foi uma manifestação soberana de Deus, perfeitamente controlada por Ele, com um propósito específico: autenticar o início da Igreja e anunciar o evangelho a pessoas de muitas nações que estavam reunidas em Jerusalém.

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos: 

https://appscentralhub.com

A Bíblia tem coerência?

 Alguém que me escreveu no YouTube:

A Bíblia tem coerência?

Uma pessoa me escreveu questionando a coerência do cristianismo. Em resumo, ela argumenta que:

• Deus, sendo onisciente, já sabia que Adão e Eva pecariam e, mesmo assim, permitiu que isso acontecesse.

• Considera injusto que toda a humanidade sofra as consequências do pecado de Adão, entendendo que ninguém deveria responder por um erro que não cometeu.

• Afirma que o sacrifício de Jesus seria uma solução desnecessária, pois Deus poderia simplesmente perdoar sem exigir a morte de Cristo.

• Questiona por que a salvação depende da fé em Jesus e considera incompatível a existência do inferno com a afirmação bíblica de que Deus é amor.

• Também afirma que a Bíblia contém contradições, leis severas, relatos de violência, supostos plágios de outras mitologias e conclui que o cristianismo seria apenas um sistema criado para controlar as pessoas por meio do medo.

Minha Resposta:

Agradeço por expor sua opinião de maneira tão detalhada. Embora seu texto apresente muitas críticas ao cristianismo e à Bíblia, acredito que boa parte delas parte de pressupostos que a própria Bíblia nunca afirma ou que interpretam a mensagem bíblica de forma diferente do que ela realmente ensina.

Você afirma que Deus criou o homem já sabendo que ele pecaria. A Bíblia realmente ensina que Deus conhece todas as coisas (Isaías 46:9-10), mas conhecer um acontecimento não significa causá-lo. Deus criou o ser humano com capacidade de escolher. O amor verdadeiro pressupõe liberdade. Se Adão e Eva fossem incapazes de escolher, seriam apenas máquinas programadas para obedecer.

Quanto ao pecado de Adão, a Bíblia não ensina que cada pessoa é condenada apenas pelo erro cometido por ele. O pecado entrou no mundo por um homem (Romanos 5:12), mas cada ser humano também confirma essa realidade pelos seus próprios pecados. "Todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus" (Romanos 3:23). A responsabilidade é tanto coletiva quanto pessoal.

Você também afirma que Deus criou um problema para depois criar uma solução. Entretanto, a Bíblia apresenta a cruz não como um plano improvisado, mas como parte do propósito eterno de Deus. O Senhor não anulou simplesmente a culpa por decreto porque isso negaria Sua própria justiça. Deus é amor, mas também é perfeitamente justo (Êxodo 34:6-7; Romanos 3:25-26). Na cruz, essas duas verdades se encontram: Deus não ignora o pecado, mas oferece perdão ao pecador mediante o sacrifício de Cristo.

A morte de Jesus também não deve ser entendida como Deus "aplacando Sua própria fúria". O Novo Testamento apresenta o Filho oferecendo-Se voluntariamente. O Senhor Jesus declarou: "Ninguém tira a minha vida de mim, mas eu de mim mesmo a dou" (João 10:17-18). O Pai enviou o Filho por amor ao mundo (João 3:16), e o Filho veio voluntariamente cumprir essa missão.

Você questiona por que a salvação depende da fé. Na realidade, toda relação de confiança depende da fé. A própria ciência funciona com confiança em testemunhos, evidências, experimentos e leis observadas. A fé bíblica não é acreditar sem qualquer fundamento, mas confiar no testemunho de Deus revelado nas Escrituras e confirmado pela pessoa histórica de Jesus Cristo, Sua morte e Sua ressurreição (1 Coríntios 15:3-8).

Quanto ao inferno, a Bíblia não apresenta Deus lançando pessoas ali porque fizeram perguntas sinceras. Pelo contrário, ela convida todos a examinarem as evidências (Isaías 1:18; Atos dos Apóstolos 17:11). A condenação está ligada à rejeição consciente da luz recebida e da graça oferecida em Cristo (João 3:18-19; João 3:36).

Você cita episódios do Antigo Testamento envolvendo juízos severos. É importante lembrar que eles ocorreram em contextos específicos da história de Israel, quando Deus exercia juízo sobre nações cuja corrupção moral havia alcançado níveis extremos após séculos de paciência (Gênesis 15:16). O mesmo Deus que julgou também demonstrou misericórdia inúmeras vezes, perdoando cidades inteiras quando houve arrependimento, como aconteceu com Nínive (Jonas 3).

Também menciona supostos plágios de mitologias antigas. O fato de diferentes povos preservarem relatos semelhantes sobre acontecimentos antigos, como um grande dilúvio, não demonstra necessariamente que a Bíblia copiou essas tradições. Pode igualmente indicar que todos preservaram, de formas diferentes, a memória de eventos reais ocorridos na antiguidade.

Por fim, dizer que o cristianismo sobrevive apenas por "lavagem cerebral" ou pelo medo não corresponde aos fatos históricos. Ao longo dos séculos, homens e mulheres de diferentes culturas, níveis intelectuais e profissões encontraram em Cristo não apenas respostas filosóficas, mas transformação moral, esperança e uma nova vida. A mensagem do Evangelho continua mudando vidas porque apresenta uma Pessoa viva: o Senhor Jesus Cristo.

A Bíblia não pede que o homem abandone a razão. Ela convida o ser humano a reconhecer seus limites diante do Deus infinito. Nem tudo pode ser plenamente compreendido pela mente humana, mas isso não significa que seja irracional. Da mesma forma que compreendemos parcialmente muitos aspectos do universo físico, também existem verdades espirituais que ultrapassam nossa capacidade completa de entendimento.

Meu desejo é que você continue examinando essas questões com sinceridade. Se Jesus realmente ressuscitou dentre os mortos, como afirmam as testemunhas do Novo Testamento, então Sua identidade merece ser considerada com toda a seriedade. Foi exatamente esse convite que Ele fez: "Examinai as Escrituras... são elas que de mim testificam" (João 5:39).

Josué Matos

Conheça Nossos Aplicativos: