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Entendo ser muito fraco, entendo que lhe falta o natismo com o Espírito Santo.

 Alguém que me escreveu no YouTube:

Entendo ser muito fraco, entendo que lhe falta o natismo com o Espírito Santo.

Minha Resposta:

Antes de responder, não sei se houve um erro de digitação na sua mensagem. Você escreveu 'natismo com o Espírito Santo' ou quis dizer: 'batismo com o Espírito Santo'?

A palavra 'natismo' vem da ideia de ser nato, ou seja, algo que a pessoa possui por nascimento, uma característica natural. Já 'batismo' é uma palavra bíblica que significa identificação ou união com algo ou alguém. Quando a Bíblia fala do batismo no Espírito Santo, está se referindo à obra de Deus que une o crente a Cristo e ao Seu Corpo.

Por isso, não sei se você quis dizer 'natismo' ou 'batismo'. Mas, seja qual for o caso, gostaria de lhe fazer uma pergunta: o que é, para você, uma pessoa forte espiritualmente? O que caracteriza alguém que fala no poder do Espírito Santo?

Muitas pessoas confundem o poder do Espírito Santo com eloquência, emoção, popularidade, carisma ou capacidade de impressionar multidões. Mas a Bíblia não apresenta esse padrão.

No Dia de Pentecostes, os apóstolos estavam cheios do Espírito Santo. Contudo, muitos dos que os ouviam concluíram que eles estavam embriagados (Atos 2:13). Se avaliássemos pela opinião da maioria, diríamos que aqueles homens não estavam sendo usados por Deus.

Estêvão era descrito como homem cheio de fé e do Espírito Santo. No entanto, quando pregou, os ouvintes não se converteram em massa. Pelo contrário, rangiam os dentes contra ele e acabaram apedrejando-o até à morte (Atos 7). Estêvão era fraco espiritualmente ou aqueles homens estavam rejeitando a verdade?

Noé é chamado de pregoeiro da justiça. Pregou durante décadas. Porém, ao final, apenas sua esposa, seus três filhos e suas três noras entraram na arca. Se o sucesso espiritual fosse medido pelo número de convertidos, Noé teria sido um fracasso. Mas Deus o apresenta como um homem justo.

Jeremias pregou por muitos anos e viu pouquíssimos resultados visíveis. Os profetas eram perseguidos. João Batista foi preso e decapitado. O próprio Senhor Jesus foi rejeitado pelos líderes religiosos de Seu tempo e abandonado por muitos que inicialmente O seguiam.

Então volto à pergunta: o que é ser forte no Espírito Santo?

Para mim, é falar aquilo que Deus diz nas Escrituras, mesmo quando isso não agrada às pessoas. É permanecer fiel à Palavra de Deus. É anunciar Cristo. É interpretar corretamente as Escrituras. É glorificar o Senhor Jesus e não a si mesmo.

A mulher samaritana tinha uma vida marcada pelo pecado. Mas quando encontrou o Salvador, recebeu a vida eterna. O Senhor Jesus disse que do interior daquele que cresse nEle correriam rios de água viva. Aquela mulher voltou para sua cidade falando de Cristo, e seu testemunho levou muitos samaritanos a procurarem o Senhor (João 4).

Portanto, a verdadeira evidência da atuação do Espírito Santo não é a exaltação do homem, mas a exaltação de Cristo.

Também me chama a atenção que você venha afirmar o que eu não tenho. Mas permita-me perguntar: você já nasceu de novo? Você já recebeu o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador? Você tem certeza da sua salvação?

Faço essa pergunta porque, ao visitar o seu perfil, não encontrei mensagens anunciando o evangelho, nem vídeos ensinando a Palavra de Deus, nem qualquer testemunho público de Cristo.

Não digo isso para ofender, mas para refletirmos juntos.

Tenho mais de 22 mil inscritos, mais de 5 mil vídeos publicados e, mês após mês, milhares de pessoas assistem conteúdos que apontam para Cristo e para as Escrituras. Isso não me torna melhor do que ninguém, mas demonstra que estou ocupado procurando divulgar a Palavra de Deus.

Por isso, antes de afirmar que alguém não possui o Espírito Santo, talvez seja mais proveitoso examinarmos se aquilo que está sendo ensinado está ou não de acordo com as Escrituras.

A questão não é se uma mensagem parece forte aos olhos dos homens. A questão é: ela é fiel à Palavra de Deus?

Essa é a medida que realmente importa.

Josué Matos

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No Estado Eterno, a Igreja poderá visitar os judeus na terra?

 Alguém que me escreveu no WhatsApp:

No Estado Eterno, a Igreja poderá visitar os judeus na terra?

Minha Resposta:

Essa é uma pergunta interessante, mas precisamos primeiro esclarecer que, no Estado Eterno, não haverá mais judeus e gentios como grupos distintos diante de Deus.

Durante o Milênio, haverá uma distinção clara entre Israel e a Igreja. Israel será a nação principal entre as nações da Terra, conforme profetizado em Isaías 2:2-4, Zacarias 14:16-21 e outras passagens. A Igreja, por sua vez, reinará com Cristo em glória (Apocalipse 20:4-6).

Contudo, após o Milênio, ocorre o Juízo do Grande Trono Branco (Apocalipse 20:11-15), e então surgem os novos céus e a nova terra (Apocalipse 21:1).

No Estado Eterno, a Bíblia não apresenta mais a distinção entre Israel e as nações como existe hoje ou como existirá durante o Reino Milenar. Todos os remidos estarão para sempre em perfeita comunhão com Deus.

Apocalipse 21 mostra a Nova Jerusalém descendo do céu da parte de Deus. A cidade possui fundamentos com os nomes dos apóstolos do Cordeiro e portas com os nomes das doze tribos de Israel, demonstrando que tanto Israel quanto a Igreja têm sua parte no plano eterno de Deus. Porém, a passagem não ensina que a Igreja visitará judeus vivendo separadamente na Terra.

Pelo contrário, Apocalipse 21:3 declara:

“Eis aqui o tabernáculo de Deus com os homens, pois com eles habitará.”

A ênfase é a comunhão perfeita de todos os salvos com Deus e com o Cordeiro.

É possível que existam distinções administrativas ou memoriais dos propósitos de Deus para Israel e para a Igreja, mas a Escritura não revela detalhes suficientes para afirmarmos que a Igreja fará visitas a judeus vivendo numa Terra separada durante o Estado Eterno.

Portanto, a resposta mais segura é: durante o Milênio haverá distinções entre Israel e a Igreja, mas no Estado Eterno a Bíblia não ensina que a Igreja visitará judeus na Terra. O foco das Escrituras é a presença eterna de Deus com todos os seus remidos em perfeita harmonia e felicidade.

Josué Matos

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As assembleias não são todas autônomas? Se uma toma uma decisão de disciplina, as outras não deveriam segui-la?

 Alguém que me escreveu por e-mail:

Bom dia, irmão!

A dúvida sobre o canal Boa Semente surgiu porque vejo hoje três grupos que se identificam como "irmãos". Por exemplo, o canal do Mario Persona. Ao que parece, são três grupos diferentes. Por isso surgiu a minha dúvida.

Entendi quase tudo sobre a disciplina, só fiquei com uma dúvida no final: qual seria o sentido prático da assembleia? As assembleias não são todas autônomas? Se uma toma uma decisão de disciplina, as outras não deveriam segui-la?

Minha Resposta:

A sua pergunta é muito importante, porque toca num assunto que tem gerado muita confusão entre os cristãos.

É verdade que as assembleias locais são autônomas no sentido de que cada uma responde diretamente ao Senhor Jesus Cristo como Cabeça da Igreja. Não existe uma sede central, uma convenção, um presbitério regional ou uma organização humana acima das assembleias. Em Apocalipse 2 e 3 vemos que o Senhor trata diretamente com cada igreja local, responsabilizando-a por sua própria condição espiritual.

Porém, autonomia não significa independência absoluta. As assembleias do Novo Testamento eram autônomas, mas também reconheciam a comunhão prática umas com as outras. Em Atos 15, por exemplo, vemos igrejas locais interessadas e envolvidas numa questão que afetava o testemunho cristão de forma mais ampla. Em 1 Coríntios 5, Paulo trata da disciplina de um homem que havia cometido grave pecado moral e determina que a assembleia o removesse da comunhão. Essa decisão não era apenas um assunto privado daquela reunião, mas um ato realizado em nome do Senhor.

Quando uma assembleia age segundo as Escrituras, com temor de Deus, base bíblica e dependência do Senhor, as demais assembleias devem reconhecer essa decisão. Não porque uma igreja tenha autoridade sobre outra, mas porque todas devem reconhecer a autoridade do Senhor e da Sua Palavra.

Imagine a situação de uma pessoa colocada sob disciplina numa assembleia por pecado moral ou doutrinário. Se ela simplesmente se deslocasse para outra assembleia e fosse recebida sem qualquer exame do caso, a disciplina perderia completamente o seu valor. Haveria desordem e confusão. Por isso, normalmente, uma decisão tomada biblicamente por uma assembleia é respeitada pelas demais.

Por outro lado, isso não significa que uma assembleia seja infalível. Se uma decisão for manifestamente contrária às Escrituras, baseada em favoritismo, injustiça ou erro doutrinário, outras assembleias não são obrigadas a endossá-la cegamente. A autoridade final não está na assembleia, mas na Palavra de Deus.

O sentido prático da assembleia local é reunir os crentes ao Nome do Senhor Jesus, exercer a comunhão cristã, preservar a sã doutrina, praticar a disciplina quando necessária, anunciar o evangelho e manifestar, naquela localidade, os princípios da Igreja de Deus revelados no Novo Testamento.

Assim, podemos resumir da seguinte forma: as assembleias locais são autônomas porque respondem diretamente ao Senhor; mas não são independentes umas das outras, pois devem reconhecer a comunhão e a responsabilidade mútua que existe entre todos os que procuram andar segundo a Palavra de Deus.

Josué Matos

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Os evangelhos que descrevem as passagens proféticas, na verdade, foram escritos após os acontecimentos, como exemplo a destruição do templo em 70 d.C.?

Alguém que me escreveu no YouTube:

Há comentários de que os evangelhos que descrevem as passagens proféticas, na verdade, foram escritos após os acontecimentos, como exemplo a destruição do templo em 70 d.C. Fico confusa.

Minha Resposta:

Essa é uma dúvida muito comum, porque muitos críticos da Bíblia partem do pressuposto de que a profecia não existe. Então, quando encontram uma previsão muito precisa nas Escrituras, concluem que ela só pode ter sido escrita depois dos fatos terem acontecido.

Mas essa conclusão não é baseada em provas históricas, e sim numa pressuposição filosófica: a de que Deus não revela o futuro.

Tomemos o exemplo da destruição do templo. O Senhor Jesus profetizou claramente esse acontecimento:

“Não ficará aqui pedra sobre pedra que não seja derribada” (Mateus 24:2).

O templo foi destruído pelos romanos no ano 70 d.C., cerca de quarenta anos após a morte e ressurreição do Senhor Jesus.

A questão é: os Evangelhos foram escritos antes ou depois desse acontecimento?

Existem fortes evidências de que os Evangelhos foram escritos antes do ano 70 d.C.

Por exemplo, o livro de Atos dos Apóstolos termina com Paulo vivo e preso em Roma, aguardando julgamento. Não menciona sua morte, que ocorreu por volta de 67 d.C. Também não menciona a perseguição de Nero nem a destruição de Jerusalém em 70 d.C., acontecimentos extremamente importantes para os cristãos.

Isso sugere que Atos foi concluído antes desses eventos.

Como Atos foi escrito por Lucas e é a continuação do Evangelho de Lucas (Atos 1:1), então o Evangelho de Lucas necessariamente foi escrito antes de Atos.

E como Marcos e Mateus são geralmente considerados ainda mais antigos, temos razões sólidas para entender que os Evangelhos já circulavam antes da destruição de Jerusalém.

Além disso, se os escritores tivessem escrito depois do ano 70 d.C., seria natural que mencionassem o cumprimento exato da profecia do Senhor Jesus. No entanto, eles registram a profecia sem acrescentar qualquer comentário do tipo: “e isto aconteceu”. Esse silêncio é significativo.

A Bíblia está repleta de profecias cumpridas. O nascimento do Senhor Jesus em Belém foi anunciado séculos antes (Miqueias 5:2). Sua morte sacrificial foi descrita em detalhes em Isaías 53, cerca de setecentos anos antes de ocorrer. Sua entrada triunfal em Jerusalém foi prevista em Zacarias 9:9.

Portanto, a destruição do templo não é um caso isolado.

No fundo, a questão não é se havia capacidade humana para prever o futuro. Nenhum homem poderia fazê-lo. A questão é se Deus existe e se Ele pode revelar antecipadamente aquilo que irá acontecer.

A Bíblia apresenta um Deus que declara:

“Anuncio o fim desde o princípio, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam” (Isaías 46:10).

Por isso, não há motivo para ficar confusa. A alegação de que os Evangelhos foram escritos depois dos acontecimentos não é um fato comprovado, mas uma teoria baseada na rejeição da possibilidade de profecias inspiradas por Deus. Para quem crê que a Bíblia é a Palavra de Deus, o cumprimento dessas profecias é justamente uma das maiores evidências de sua origem divina.

Josué Matos

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