Alguém que me escreveu no YouTube:
Não existem “igrejas diferentes”; só existe uma Igreja, que é o Corpo de Cristo. O que existe são linhas de interpretações teológicas, mas, na Cristologia e Soteriologia, todos os cristãos pensam igual. Não há dúvida sobre a pessoa de Cristo e a salvação pela graça. Isso foi estudado exaustivamente pelos reformadores. Se algum grupo não reconhece o senhorio de Cristo e a salvação pela graça, então não é igreja, e sim uma seita.
O grande problema é a liturgia do culto e os usos e costumes. Quando entendemos que o “nosso modelo” é o único correto, então vamos criar “as nossas igrejas”. Isso não é unidade, e sim sectarismo.
A base para a unidade da Igreja já foi revelada pelo apóstolo Paulo:
Há um só Corpo.
Há um só Espírito.
Há uma só esperança.
Há um só Senhor.
Há uma só fé.
Há um só batismo.
Há um só Deus.
Efésios 4:4-6.
Muitos excelentes irmãos ignoram que, durante mais de mil anos, a Igreja ficou sob autoridade papal. O povo não tinha acesso à verdade, pois a Bíblia só existia no idioma latim. Somente após a Reforma do século XVI, com a ajuda da máquina de imprensa, a Bíblia começou a ser produzida em vários idiomas e a verdade da justificação pela fé foi amplamente divulgada.
Todos os grupos cristãos evangélicos de hoje são pós-Reforma. Não existe ninguém hoje que possa reivindicar sucessão apostólica. Só a Igreja Romana faz isso; por isso, tornou-se a maior seita cristã que já existiu.
Essa ideia de colocar o nosso grupo como não denominacional é uma utopia religiosa. Devemos servir a Deus na medida da revelação que temos na Santa Escritura, mas também temos nossas fraquezas e limitações. Devemos proclamar o senhorio de Cristo, a salvação pela fé e uma vida separada do pecado. O resto, o próprio Senhor vai colocar em ordem no Tribunal de Cristo.
Muitos excelentes irmãos poderiam trabalhar juntos, mas estão separados por questões insignificantes, como instrumento musical, placa e títulos eclesiásticos. Essas diferenças não deveriam existir, mas não são doutrinas fundamentais para promover a unidade.
Precisamos nos esforçar para promover a comunhão, e não a separação do povo de Deus.
Se buscarmos uma linha histórica das igrejas locais no Brasil, vamos chegar, no máximo, ao século XIX, no chamado “Movimento dos Irmãos”. As igrejas locais que não usam placa de identidade surgiram nesse período. Os irmãos derrubaram as barreiras denominacionais e se reuniam unicamente ao nome do Senhor Jesus. Toda pessoa salva era recebida na comunhão simplesmente como irmão em Cristo. Hoje, não usar uma placa, infelizmente, tornou-se uma denominação sem nome. Essa é a nossa identidade cristã; negar isso é resistir à realidade dos fatos.
Eu percebo que as igrejas locais que querem se afastar da história e manter um modelo muito conservador estão diminuindo. Não estão conseguindo alcançar o objetivo da expansão do Evangelho. Precisamos refletir sobre isso. A mensagem do Evangelho não pode ser alterada, mas a forma como anunciamos talvez precise ser “reformulada”. Enfim, irmãos, precisamos da ajuda de Deus nestes dias difíceis.
Abraços a todos os irmãos que amam o Senhor e trabalham na causa do Reino de Deus. Maranata!
Minha Resposta:
Há vários pontos importantes em seu comentário com os quais podemos concordar. Realmente há um só Corpo de Cristo. Todo aquele que verdadeiramente nasceu de novo e possui o Espírito Santo pertence a esse Corpo, independentemente do lugar onde se reúne. A Palavra de Deus declara:
“Pois todos nós fomos batizados em um Espírito, formando um corpo, quer judeus, quer gregos, quer servos, quer livres” (1 Coríntios 12:13).
E Efésios 4:4 confirma: “Há um só corpo e um só Espírito”.
Portanto, não existem vários Corpos de Cristo. Não existe um Corpo batista, outro presbiteriano, outro pentecostal e outro dos chamados “irmãos”. Há somente um Corpo, e Cristo é a Cabeça desse Corpo (Efésios 1:22-23; Colossenses 1:18).
Entretanto, justamente aqui precisamos fazer uma distinção que considero fundamental para compreender o assunto: uma coisa é a Igreja que é o Corpo de Cristo; outra coisa são as igrejas locais.
A Bíblia diz que há “um só corpo” (Efésios 4:4), mas fala também das “igrejas de Deus” (1 Coríntios 11:16; 1 Tessalonicenses 2:14), das “igrejas da Galácia” (Gálatas 1:2), das “igrejas da Ásia” (1 Coríntios 16:19) e da “igreja de Deus que está em Corinto” (1 Coríntios 1:2).
Portanto, biblicamente, podemos dizer: há uma Igreja, que é o Corpo de Cristo, mas existem muitas igrejas locais.
Isso resolve boa parte da aparente dificuldade.
Todo verdadeiro crente pertence ao Corpo de Cristo desde a sua conversão, porque essa posição não depende de uma organização humana. É obra de Deus. Entretanto, pertencer ao Corpo de Cristo não significa automaticamente estar na comunhão de determinada igreja local.
Saulo já era salvo quando chegou a Jerusalém, mas Atos dos Apóstolos 9:26 diz que ele “procurava ajuntar-se aos discípulos”. Houve, portanto, uma identificação prática com aquela companhia local. Barnabé apresentou Saulo aos apóstolos, e depois ele passou a estar com eles, entrando e saindo em Jerusalém (Atos dos Apóstolos 9:27-28).
A mesma distinção aparece quando a Escritura fala de recepção, disciplina e restauração na igreja local. Um verdadeiro crente pode ser colocado fora da comunhão de uma igreja local por causa de pecado, conforme 1 Coríntios 5:11-13, sem deixar de ser, por isso, alguém por quem Cristo morreu.
Assim, Corpo de Cristo e igreja local estão intimamente relacionados, mas não são expressões idênticas.
A UNIDADE DE EFÉSIOS 4 NÃO SIGNIFICA IGNORAR A VERDADE
O irmão citou corretamente Efésios 4:4-6, mas devemos começar no versículo 3:
“Procurando guardar a unidade do Espírito pelo vínculo da paz.”
Observe que Paulo não manda criar a unidade. O Espírito Santo já a criou. Nós devemos guardá-la.
Mas como?
Não abandonando partes da verdade para encontrar um mínimo denominador comum entre os cristãos. A própria passagem mostra que essa unidade possui conteúdo doutrinário: um Corpo, um Espírito, uma esperança, um Senhor, uma fé, um batismo e um Deus e Pai.
Além disso, alguns versículos depois Paulo diz que Cristo concedeu dons à Igreja para que os santos não fossem “meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de doutrina” (Efésios 4:14).
E imediatamente acrescenta:
“Antes, seguindo a verdade em amor, cresçamos em tudo naquele que é a cabeça, Cristo” (Efésios 4:15).
Temos, portanto, dois elementos inseparáveis: verdade e amor.
Amor sem verdade pode terminar em tolerância ao erro. Verdade sem amor pode terminar em dureza e orgulho espiritual. A Escritura não nos permite escolher entre os dois.
A unidade do Espírito nunca pode exigir que desobedeçamos à Palavra que o próprio Espírito inspirou.
NEM TODAS AS DIFERENÇAS SÃO MERAMENTE “USOS E COSTUMES”
Aqui está um ponto no qual precisamos ter bastante cuidado.
Certamente existem diferenças entre cristãos que não justificam hostilidade, desprezo ou espírito sectário. Romanos 14 ensina claramente que há questões nas quais irmãos sinceros podem chegar a conclusões diferentes e, ainda assim, devem receber uns aos outros sem julgamento carnal.
Mas não podemos colocar tudo na categoria de “usos e costumes”.
Por exemplo: a Ceia do Senhor é simplesmente costume?
Não. O Senhor disse: “Fazei isto em memória de mim” (1 Coríntios 11:24).
O exercício dos dons na igreja é apenas costume?
Não. Primeira Coríntios 12–14 apresenta instruções extensas sobre o assunto.
A pluralidade de presbíteros é apenas costume?
Não. Atos dos Apóstolos 14:23; Atos dos Apóstolos 20:17,28; Filipenses 1:1; 1 Timóteo 3:1-7; Tito 1:5-9 e 1 Pedro 5:1-4 tratam disso.
A disciplina da igreja é apenas costume?
Não. Mateus 18:15-20 e 1 Coríntios 5 mostram que é responsabilidade da igreja local.
A participação da mulher e do homem nas reuniões da igreja é simplesmente uma questão cultural?
O apóstolo dedica instruções específicas a isso em 1 Coríntios 11 e 14 e em 1 Timóteo 2.
Portanto, é perigoso colocar tudo aquilo que não pertence diretamente à Soteriologia ou à Cristologia na categoria de “questões insignificantes”.
Se Deus julgou importante colocar determinada instrução na Sua Palavra para orientar a igreja, não cabe a nós classificá-la como irrelevante simplesmente porque não interfere diretamente na salvação de uma pessoa.
A IGREJA NÃO COMEÇOU NA REFORMA NEM NO MOVIMENTO DOS IRMÃOS
Concordo plenamente que nenhum grupo atual deve reivindicar uma suposta linhagem histórica que chegue aos apóstolos para provar que é “a verdadeira igreja”.
Mas aqui está justamente o ponto: nossa autoridade não vem de uma sucessão histórica.
Vem da Palavra de Deus.
As igrejas locais não precisam provar uma linhagem organizacional desde o século I. Se precisassem, teríamos de aceitar justamente o argumento da sucessão institucional.
A pergunta correta não é: “De qual movimento histórico vocês descendem?”
A pergunta é: “O que ensina o Novo Testamento?”
Imagine que durante mil anos ninguém praticasse determinada verdade bíblica. Se um grupo de cristãos abrisse a Bíblia e começasse novamente a praticá-la, aquela verdade se tornaria errada porque ficou esquecida durante mil anos?
Evidentemente que não.
A autoridade está na Escritura, e não na antiguidade de uma organização.
Quando o rei Josias recebeu o Livro da Lei que havia sido negligenciado, ele não disse: “Já que nossos pais não fizeram isso durante tanto tempo, não podemos voltar agora”. Pelo contrário, quando ouviu a Palavra de Deus, humilhou-se e procurou obedecer ao que estava escrito (2 Reis 22–23).
Esse princípio continua importante: quando descobrimos pela Escritura que determinada prática nossa está errada, devemos corrigir a prática pela Escritura, e não reinterpretar a Escritura para preservar nossa tradição.
OS IRMÃOS DO SÉCULO XIX NÃO CRIARAM MATEUS 18:20
Também precisamos separar duas coisas.
Historicamente, houve no século XIX um movimento de cristãos que abandonou estruturas denominacionais e procurou reunir-se simplesmente como cristãos. Isso é um fato histórico.
Mas Mateus 18:20 não surgiu no século XIX:
“Porque onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”
Primeira Coríntios 1 também não surgiu no século XIX.
Quando os coríntios começaram a dizer:
“Eu sou de Paulo”;
“Eu, de Apolo”;
“Eu, de Cefas”;
Paulo perguntou:
“Está Cristo dividido?” (1 Coríntios 1:12-13).
Essa pergunta é extremamente importante.
O problema não era que Paulo, Apolo ou Cefas fossem homens maus. Eram servos de Deus. O problema era usar nomes para criar identificação partidária entre aqueles que pertenciam a Cristo.
Mais adiante Paulo diz:
“Portanto, ninguém se glorie nos homens” (1 Coríntios 3:21).
Por isso, reunir-se simplesmente ao nome do Senhor Jesus não significa afirmar: “Nós somos melhores do que todos os outros cristãos”.
Se alguém pensa assim, já perdeu o espírito da própria verdade que afirma defender.
Reunir-se ao nome do Senhor deveria produzir humildade, e não superioridade.
O nome importante não é “Irmãos”, “Assembleia”, “Casa de Oração”, “Salão Evangélico” ou qualquer outra designação. O nome importante é o nome do Senhor Jesus Cristo.
E devemos ter muito cuidado para que “não denominacional” não se transforme, na prática, em outra denominação. Nesse ponto, a advertência do irmão é válida. Podemos rejeitar um nome denominacional exterior e, ao mesmo tempo, desenvolver interiormente todo o espírito de uma denominação. Podemos até transformar a expressão “os irmãos” numa espécie de título denominacional.
Isso seria uma contradição.
Mas o abuso de um princípio não invalida o princípio.
O fato de alguém transformar uma reunião sem denominação em uma “denominação sem nome” não prova que reunir-se somente ao nome do Senhor esteja errado. Prova apenas que o coração humano consegue introduzir sectarismo até mesmo onde originalmente se procurava rejeitá-lo.
COMUNHÃO NÃO SIGNIFICA IGNORAR O ERRO
O irmão escreveu: “Precisamos nos esforçar para promover a comunhão e não a separação do povo de Deus”.
Concordamos que devemos amar todo verdadeiro filho de Deus.
Entretanto, a Bíblia também ensina separação em determinadas circunstâncias.
Paulo escreveu:
“Qualquer que profere o nome de Cristo aparte-se da iniquidade” (2 Timóteo 2:19).
Depois acrescentou:
“De sorte que, se alguém se purificar destas coisas, será vaso para honra, santificado e idôneo para uso do Senhor e preparado para toda boa obra” (2 Timóteo 2:21).
E logo depois:
“Segue a justiça, a fé, o amor e a paz com os que, com um coração puro, invocam o Senhor” (2 Timóteo 2:22).
Observe o equilíbrio maravilhoso.
Existe separação: “aparte-se da iniquidade”.
Existe purificação: “se alguém se purificar”.
Mas existe também comunhão: “com os que, com um coração puro, invocam o Senhor”.
Portanto, a Bíblia não ensina isolamento, mas também não ensina comunhão indiscriminada.
O mesmo Paulo que escreveu Efésios 4:3 sobre “guardar a unidade do Espírito” ordenou aos coríntios que removessem da comunhão o homem que vivia em pecado (1 Coríntios 5:1-13). Não existe contradição. A unidade do Espírito é uma unidade santa.
A UNIDADE NÃO PODE SER MAIOR DO QUE O SENHORIO DE CRISTO
Também concordo com a afirmação de que devemos proclamar o senhorio de Cristo. Entretanto, precisamos perguntar: o que significa reconhecer o senhorio de Cristo?
Não significa apenas dizer: “Jesus é Senhor”.
Significa obedecer-Lhe.
O próprio Senhor perguntou:
“E por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que eu digo?” (Lucas 6:46).
Se Cristo é Senhor da igreja, então não temos autoridade para organizar Sua igreja simplesmente segundo aquilo que funciona melhor, atrai mais pessoas ou corresponde melhor à cultura contemporânea.
Devemos perguntar: “Senhor, como Tu queres?”
Essa é a verdadeira consequência do senhorio de Cristo.
O crescimento numérico também não pode ser o teste definitivo para determinar se uma igreja está ou não seguindo o caminho correto. Se fosse assim, teríamos de concluir que os maiores movimentos religiosos são necessariamente os mais aprovados por Deus.
O Senhor Jesus falou de uma “porta estreita” e de um “caminho apertado” (Mateus 7:13-14). Paulo avisou que chegaria tempo em que muitos não suportariam a sã doutrina, mas procurariam mestres segundo seus próprios desejos (2 Timóteo 4:3-4).
Portanto, números podem nos fazer refletir sobre métodos de evangelização, dedicação, linguagem, acessibilidade e zelo missionário, mas nunca podem se tornar a autoridade para modificar princípios bíblicos.
PODEMOS REFORMULAR A MANEIRA DE EVANGELIZAR?
Sim, nesse ponto há uma observação importante.
Podemos e devemos avaliar nossos métodos.
Paulo adaptava sua abordagem às pessoas que procurava alcançar, sem alterar a mensagem:
“Fiz-me tudo para todos, para por todos os meios chegar a salvar alguns” (1 Coríntios 9:22).
Podemos utilizar internet, vídeos, redes sociais, aplicativos, literatura, reuniões públicas, conversas pessoais e outros meios legítimos. Podemos melhorar nossa comunicação. Podemos evitar linguagem desnecessariamente complicada. Podemos procurar alcançar novas gerações.
O método pode mudar.
A mensagem, não.
E os princípios da Palavra de Deus também não podem ser sacrificados para tornar a igreja mais atraente.
A SOLUÇÃO NÃO É SECTARISMO NEM ECUMENISMO, MAS OBEDIÊNCIA
Creio que aqui encontramos o equilíbrio.
Devemos rejeitar o espírito sectário que diz: “Somente nós somos o povo de Deus”.
Isso seria contrário à verdade do único Corpo de Cristo.
Há muitos irmãos sinceros e piedosos espalhados entre diferentes grupos cristãos, e todo verdadeiro crente é nosso irmão em Cristo. Devemos amá-los como membros do mesmo Corpo.
Mas reconhecer todos os verdadeiros crentes como irmãos não significa reconhecer como bíblico todo sistema religioso ao qual um irmão possa estar associado.
Precisamos distinguir pessoas de sistemas.
Posso amar profundamente um irmão em Cristo e, ao mesmo tempo, entender pela Escritura que determinadas práticas eclesiásticas com as quais ele está associado não correspondem ao padrão do Novo Testamento.
Da mesma forma, ele pode discordar de mim e continuar me reconhecendo como irmão.
Isso não precisa produzir arrogância, hostilidade ou ataques pessoais.
“Seguindo a verdade em amor” (Efésios 4:15).
Essa pequena expressão resolve grande parte do problema.
Não abandonar a verdade em nome do amor.
Não abandonar o amor em nome da verdade.
Por fim, penso que todos nós devemos ter a humildade de colocar nossas próprias práticas diante da Palavra de Deus.
Não devemos perguntar: “O que os Irmãos fazem?”
Nem: “O que os batistas fazem?”
Nem: “O que os presbiterianos fazem?”
Nem: “O que os pentecostais fazem?”
Nem mesmo: “O que os reformadores fizeram?”
A pergunta deve ser:
“O que está escrito?”
Os bereanos foram considerados nobres justamente porque examinavam “cada dia nas Escrituras se estas coisas eram assim” (Atos dos Apóstolos 17:11).
Se descobrirmos que algo que praticamos não tem fundamento bíblico, devemos estar dispostos a abandoná-lo.
Se descobrirmos uma verdade que não estamos praticando, devemos estar dispostos a obedecê-la.
E se descobrirmos que transformamos princípios bíblicos em motivo de orgulho denominacional ou sectário, também precisamos nos humilhar diante de Deus.
A Igreja é uma.
Cristo é a Cabeça.
Todos os verdadeiros salvos são membros do Seu Corpo.
Mas exatamente porque Cristo é a Cabeça, a igreja local não pertence a nós. Não temos liberdade para organizá-la segundo nossa preferência. Devemos procurar humildemente aquilo que Ele revelou em Sua Palavra.
Nosso objetivo não deve ser provar que “nosso grupo” está certo.
Nosso objetivo deve ser que Cristo tenha a preeminência:
“E ele é a cabeça do corpo, da igreja; é o princípio e o primogênito dentre os mortos, para que em tudo tenha a preeminência” (Colossenses 1:18).
Se todos nós nos aproximarmos da Palavra com essa disposição, haverá menos orgulho, menos sectarismo, menos confiança nas tradições humanas e, ao mesmo tempo, mais verdade, mais amor, mais santidade e mais verdadeira comunhão entre aqueles que pertencem ao Senhor.
Josué Matos