Inocência dos Muçulmanos - O Filme

 

A procura pelo nome por trás do provocador filme anti-Islã A Inocência dos Mulçumanos, que espalhou protestos violentos no mundo islâmico (o mais grave deles, um ataque ao consulado dos Estados Unidos em Benghazi, no Líbia, causou a morte do embaixador americano Christopher Stevens), levou a Nakoula Basseley Nakoula, 55 anos.
 

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O californiano, que é copta-cristão (cristãos ortodoxos egípcios), confirmou à agência AP, em uma entrevista nos arredores de Los Angeles, ser responsável pela empresa que produziu o filme A Inocência dos Muçulmanos.

Em um primeiro momento, Nakoula — que forneceu os primeiros detalhes sobre um grupo obscuro por trás da produção do filme — negou ter dirigido o longa e disse conhecer o diretor Sam Bacile. Mas o número de celular do suposto cineasta foi rastreado para o mesmo endereço perto de Los Angeles onde Nakoula foi encontrado. 

O número de telefone de Nakoula foi fornecido por Morris Sadek, um conservador cristão copta que vive nos Estados Unidos. Documentos da Justiça americana mostram que Nakoula usava também os nomes de Nicola Bacily, Erwin Salameh e outros. Durante uma conversa em frente à sua casa, o produtor mostrou a carteira de motorista para confirmar sua identidade, mas manteve o polegar sobre seu nome do meio, Basseley.

Outros documentos examinados pela AP mostraram mais conexões com Bacile. Em 2012, Nakoula enfrentou acusações de fraude bancária na Califórnia e foi condenado a restitituir mais de US$ 790 mil. Além disso, foi sentenciado a uma pena de 21 meses em uma prisão federal e proibido de usar, durante cinco anos, computador e internet sem aprovação do supervisor de sua liberdade condicional.

O pastor Terry Jones, da Flórida, conhecido por queimar o Alcorão, afirmou na quarta-feira que conversou com o responsável por Inocência dos Muçulmanos por telefone, quando Bacile o procurou há algumas semanas pedindo apoio para a promoção do filme. Jones disse que Sam Bacile não é o nome verdadeiro do cineasta.

— Acabei de falar com ele pelo telefone. Ele está na clandestinidade e não quer revelar sua identidade. Está bastante abalado e chocado com os acontecimentos — revelou.

Jeffrey Goldberg, correspondente do jornal The Altantic, entrevistou Steven Klein, um "consultor" do filme, que confirmou que Bacile é um pseudônimo. Ele teria encontrado com o diretor por apenas um hora e não sabe seu nome real.

 

O filme Inocência dos Muçulmanos está cercado de exageros. O maior deles é justamente ser chamado de "filme". Os trechos disponíveis na internet contêm cenas de um mau gosto constrangedor, nas quais um elenco de filme B recita diálogos que parecem escritos para uma peça escolar de final de ano.

Uma das cenas mostra um aparvalhado Maomé trocando impressões sobre sexo com um jumento. Consternada, sua mulher, Khadija, pede ajuda a um primo, que lhe promete criar um livro para Maomé, "uma mistura de versões da Torá e do Novo Testamento, mescladas com versículos falsos".

Seja quem for o autor do Alcorão, deve-se reconhecer pelo menos que produziu obra mais inspirada do que Inocência dos Muçulmanos. Essa obscura produção é lamentável em termos cinematográficos, mas contém uma importante inovação em matéria de injúria.

Desde a Idade Média, o Islã foi associado ao desvio, à heresia, à bruxaria e à licenciosidade. Escritores como Flaubert e Nerval e pintores como Ingres e Gérôme viam o mundo islâmico como o reino da sensualidade. Nem o brasileiríssimo Machado de Assis escapou: numa crônica de 1876, na qual comentou o aparecimento da primeira constituição turca, o escritor qualificou o fim do harém do sultão de "uma das maiores revoluções do século". "Aquele bazar de belezas de toda casta e origem, umas baixinhas, outras altas, as louras ao pé das morenas, os olhos negros a conversar os olhos azuis, e os cetins, os damascos, as escumilhas, os narguilés, os eunucos...", escreveu.

Com a chegada das potências europeias ao Oriente Médio, o termo "fanático" passou a ser preferencialmente usado. A relação entre Islã e puritanismo, repressão e segregação sexual é mais recente, tendo sido disseminada depois da Revolução Iraniana de 1979 e, principalmente, do 11 de Setembro. A burka, traje típico das mulheres patanes do Afeganistão e do Paquistão, passou a ser vista como vestimenta "muçulmana".

Se o leitor chegou à idade adulta depois de 2001 e não tem conhecimento de primeira mão sobre o mundo islâmico, provavelmente tende a imaginar que os muçulmanos são um raro tipo de ser humano que não gosta de sexo. O Maomé sanguinário, truculento e meio aloprado de Inocência dos Muçulmanos não se enquadra na moldura pós-11 de Setembro. Pertence a um Oriente permissivo e semibárbaro, que pareceria familiar a Dante, Shakespeare e Machado de Assis.

O mundo do pensamento é parecido com o do prêt-à-porter: certas ideias, assim como determinadas cores e estampas, sempre voltam. É inútil se perguntar se os muçulmanos preferem uma ou outra versão. Nesta coleção primavera-verão, eles entram como motivo, não como público.

 

Fonte: Jornal Diário Catarinense 14/09/2012

 

 

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