Existem duas Bíblias?

Butch Paquette

 

Fui criado numa família Católica em uma comunidade muito pobre na província de Ontário, Canadá. Meu pai era alcoólatra e trabalhava no mato cortando lenha. Muitas vezes, em noites de inverno, a mãe me mandava junto com meu irmão mais velho a procurá-lo. Normalmente o achávamos ao lado da faixa onde os companheiros o tinham abandonado.

 

Quando eu tinha oito anos, o pai deixou a mãe. Ela teve que criar sete filhos sozinha. Éramos muito pobres e dependíamos da boa vontade dos outros para sobrevivermos. Cada dia, depois das aulas, meu irmão e eu saíamos para caçar coelhos para nossa janta. Ao nos deitarmos, a mãe orava conosco. A Bíblia nunca foi aberta em nossa casa, mas a mãe nos ensinou a reverenciá-la.

Quando eu tinha dez anos a mãe adoeceu e não mais podia cuidar de nós. O Juizado de Menores assumiu responsabilidade por nós e, logo fomos adotados por outras famílias. Fiquei muito revoltado e incomodava muito estes "pais adotivos". Numa ocasião fugi, mas a polícia me trouxe de volta.

Infelizmente eu aprendi tudo quanto não prestava e durante os próximos nove anos estive preso muitas vezes. Estava totalmente inconformado com minha vida e às vezes cheguei a pensar em por fim a ela.

Eu não gostava da cidade grande, portanto já maior de idade resolvi me mudar para uma zona rural quando consegui uma casinha. Em seguida, o dono da casa, um tal de Jim, me convidou para assistir uma pregação do Evangelho numa barraca. Nunca ouvi falar de tal coisa, mas como não conhecia ninguém na comunidade resolvi ir para me familiarizar com os vizinhos.

O que eu ouvi na primeira noite era novidade para mim. Sempre acreditei que a Bíblia era a Palavra de Deus, mas não a tinha lido. 

Pregaram que a Bíblia dizia "...aquele que não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus'{loão 3:3). Eu pensei que a Bíblia dos pregadores devia ser diferente da Bíblia Católica. Na intenção de esclarecer a dúvida liguei para a mãe para verificar isso, mas a Bíblia dela dizia a mesma coisa. Não havia diferença, logo não existia duas Bíblias.

Às vezes eu ajudava o [im no trabalho dele no campo e numa ocasião conversando com ele descobri que ele tinha passado por certas experiências muito semelhantes às minhas. Ele me explicou que era salvo e tinha certeza do céu.

Continuei a assistir às reuniões na barraca. Os homens explicaram que havia apenas dois destinos na eternidade, o céu e o inferno. Não existia o purgatório. Eu sabia que eu não estava em condições de ir para o céu. Numa certa noite um dos pregadores disse o seguinte:

"Onde estará sua alma um segundo depois de tua morte? Você pode sofrer um acidente na volta para casa e morrendo, onde estará"?

Pela primeira vez eu tinha medo de morrer. Sabia agora que não haveria uma segunda chance depois da morte. Estava a caminho do inferno. 

Depois desta reunião os pregadores me fizeram uma visita porque sabiam do meu interesse. Leram muitos versículos da Bíblia para mim e oraram comigo antes de saírem. Eu me deitei, mas não podia dormir.

Levantei-me outra vez e li em João 3. Cheguei ao versículo 16 onde li:

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna".

Eu sabia que o Senhor Jesus Cristo tinha morrido na cruz, mas nunca soube por que Ele morreu. Morreu por mim! Se eu fosse o único pecador no mundo Deus me amaria tanto que teria enviado Seu único Filho para morrer na cruz por mim. No dia 27 de julho de 1980, às 2 horas de madrugada me ajoelhei na salinha e agradeci a Deus por ter enviado Seu Filho para morrer por mim. 

Tinha-O recebido como meu Salvador. Tinha paz com Deus e não temia mais a morte. Sabia que estava a caminho do céu. Agora faço a pergunta ao leitor: Onde estará um segundo depois da sua morte?

 

O TESOUREIRO ENCONTRA UM TESOURO

Atos 8:26-40

 

A passagem bíblica abre com um homem retornando duma longa viagem. O Tesoureiro da Etiópia, superintendente de todos os

tesouros da Candace, rainha da Etiópia, tinha ido a Jerusalém para "adoração". Mas parece que os anseios de sua alma não foram atendidos em Jerusalém porque ainda estava pesquisando as Escrituras na viagem de volta. Não somos informados a respeito de sua experiência religiosa naquela grande cidade. Sabemos apenas que ainda lhe faltava algo no retorno.

A religião em si não satisfaz a alma faminta. Alguém definiu a religião como a tentativa do homem de alcançar Deus, mas estas tentativas, embora variadas, sempre terminam em frustração. Deus sabia que o homem não O podia alcançar. Então Ele alcançou o homem na Pessoa do Senhor Jesus Cristo e nosso caminho a Deus é somente através Dele. Ele disse: "Eu sou o caminho, e a verdade e a vida. Ninguém vem ao pai senão por mim" (João 14:6).

 

Assim o Tesoureiro da Etiópia vinha lendo. As Escrituras são como um espelho, revelando-nos nosso verdadeiro estado perante Deus. Descobrir que somos pecadores não é nada agradável, mas é necessário que saibamos a dura realidade para que sintamos a necessidade da provisão que Deus tem feito. Assim este homem estava procedendo corretamente em ler a Bíblia. Onde você procura a resposta aos problemas perplexos da vida? O psicólogo, por bem preparado que seja não tem a resposta. Procure as respostas na Palavra do Deus vivo. A Bíblia explica que todos são pecadores e precisam daquela salvação que Deus proveu e também explica como pode receber esta salvação. Continuando a leitura verificamos que um servo de Deus por nome Filipe se aproximou do carro do viajante e perguntou-lhe se entendia o que lia. O senhor admitiu com franqueza que precisava de ajuda. A sinceridade é indispensável para uma pessoa poder entender o plano de salvação.

Fazendo uso da profecia de Isaías Filipe explicou a mensagem do Evangelho para o Tesoureiro. A mensagem concentrou-se numa Pessoa, o Senhor Jesus Cristo. Ele foi "levado como ovelha para o matadouro." Assim Ele sofreu e morreu por nossos pecados. Pela Sua morte na cruz o Senhor Jesus satisfez as exigências de Deus quanto ao pecado e assim atende à necessidade dos pecadores. Deus demonstrou Sua satisfação com este sacrifício pela ressurreição do Senhor Jesus. Você está satisfeito com o que Cristo fez por amor de você? O não aceitar a Cristo é praticamente dizer que Sua morte não basta para atender sua necessidade!

O viajante creu no que a Palavra de Deus dizia a respeito de Seu Filho apossando-se Dele pela simples fé. O tesoureiro retornou à corte da Rainha Candace muito mais rico do que quando saiu!

Partiu tesoureiro duma fortuna terrestre, mas ao voltar era possuidor da vida eterna. Encontrou a resposta às suas perguntas na Pessoa do Senhor Jesus e sua alegria era completa.

Você está salvo? Senão, tome a sério este assunto. Reconheça a seriedade de sua situação e a grande provisão disponível no Senhor Jesus Cristo. Receba-O porquê nunca encontrará a verdadeira paz nem a certeza do céu sem que O tenha como Seu Salvador pessoal.

Devo contribuir?
Ao receber o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, uma das primeiras coisas que você irá aprender é que Deus é amor. Como resultado disto, você logo perceberá que o amor precisa de uma forma prática para se expressar. Você aprenderá que há uma relação entre amar e dar. Deus é um Deus que nos dá muitas coisas. Amar e dar estão intimamente ligados nas Escrituras. “O Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20), e “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Continuar Lendo...
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