DAVI, NABAL E ABIGAIL

 É interessante notarmos, à medida que vamos passando de cena em cena na história de Davi, o modo como várias pessoas foram afetadas com a sua pessoa e a posição con- sequente que tomaram em relação com ele. Era preciso ter-se fé para discernir no desprezado fugitivo o futuro rei de Israel. Para todos aqueles que julgavam segundo os prin- cípios humanos, Saul parecia ter sido muito mal tratado por Davi; e a conduta deste, vagueando pelo país, parecia ser inteiramente inadmissível.

Neste capítulo são-nos apresentados dois exemplos de pessoas que foram assim afetadas a respeito de David e a sua carreira.
«E havia um homem em Maon que tinha as suas possessões no Carmelo; e era este homem mui poderoso, e tinha três mil ovelhas e mil cabras: e estava tosquiando as suas ovelhas no Carmelo. E era o nome deste homem Nabal» (versículos 2 e 3).
Este Nabal era israelita, e aparece em contraste notável com David, o qual, embora ungido rei de Israel, não tinha onde reclinar a sua cabeça, mas era um fugitivo de monte em monte, de caverna em caverna. Nabal era um homem egoísta, e não tinha simpatia por David. Se tinha bênçãos eram para si próprio; se era «poderoso» não tinha a mínima idéia de compartilhar a sua grandeza com alguém, e muito menos com David e os seus companheiros.
«E ouviu David no deserto que Nabal tosquiava as suas ovelhas, e enviou David dez mancebos, e disse aos mancebos: Subi ao Carmelo, e, indo a Nabal, perguntai-lhe em meu nome como está.»
David estava no deserto; este era o seu lugar. Devia todas as suas dores e provações ao que era. Nabal estava rodeado de todos os confortos da vida e devia todas as suas possessões e confortos ao que era. Ora nós vemos que onde as vantagens são devido à profissão religiosa existe muito egoísmo. A profissão da verdade se não for ligada com a renúncia própria será ligada com indulgência própria; e por isso, nota-se, na atualidade, um espírito determinado de mundanismo, ligado com a mais elevada profissão da verdade. É um mal pernicioso. O apóstolo Paulo sentiu a aflição deste mal até mesmo nos seus dias, quando disse: «Porque muitos há, dos quais muitas vezes vos disse, e agora também digo, chorando, que são inimigos da cruz de Cristo, cujo fim é a perdição, cujo Deus é o ventre, e cuja glória é para confusão deles, que só pensam nas coisas terrenas» (Fil. 3:18,19). Note-se que são inimigos da cruz de Cristo. Não afastam de si a semelhança do Cristianismo, longe disso. «Muitos há». Esta expressão mostra a medida da profissão. As pessoas de quem isto é dito ficariam, sem dúvida, muito ofendidas se alguém lhes negasse o título de cristãos; contudo não querem tomar a cruz; não querem ser identi- ficados na prática com Cristo crucificado; qualquer que seja a parte de Cristianismo que possam ter, afora a renún- cia própria, é bem-vinda para os tais, mas nem mais um jota nem um til além disso. «Cujo Deus é o ventre, só pensam nas coisas terrenas».
Ah! quantos terão de reconhecer que são culpados por se terem ocupado tanto com as coisas terrenas! É fácil fazer profissão da religião de Cristo enquanto a Pessoa de Cristo é desconhecida e a cruz de Cristo odiada.          LER MAIS...

 

 

 

 

 

 

 

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