DAVI, E O VALE DO CARVALHO

 Logo que o azeite da unção foi derramado sobre a caça de Davi, ele foi chamado da sua solidão para estar pe- rante o rei Saul, agora abandonado de Deus e perturbado por um espírito mau. Este homem infeliz necessitava das notas calmantes da harpa de David para dissipar a influên- cia horrenda do espírito que agora o perseguia dia a dia. Desgraçado homem! Recordação triste dos resultados duma carreira obstinada!

Contudo, David não hesitou ocupar o lugar de servo, até mesmo na casa daquele que havia mais tarde de se reve- lar o seu maior inimigo. Era-lhe indiferente o lugar onde servia ou o que fazia: quer fosse guardar o rebanho de seu pai dos leões e dos ursos, ou afugentar um espírito mau de Saul. De fato, no próprio momento em que começa a his- tória de David, ele aparece como um servo, pronto para todo o serviço, e o Vale do Carvalho dá-nos um exemplo notável do seu caráter de servo.
Saul parece não ter tido a mínima idéia de quem era aquele que comparecia na sua presença, e cuja música re- frescava o seu espírito perturbado: não sabia que tinha na sua presença o futuro rei de Israel. « ... Saul... o amou muito, e foi seu pajem de armas.» O egoísta Saul empregava com alegria os serviços de David, embora estivesse pronto a derramar o seu sangue quando compreendeu quem ele era.
Mas voltemos a nossa atenção para os acontecimentos profundamente interessantes do Vale do Carvalho.
«E os filisteus ajuntaram os seus arraiais para a guerra».
Nestas palavras encontramos alguma coisa destinada are· velar o verdadeiro caráter e o valor de Saul e de Davi, o homem formal e o homem de poder. É a provação que revela a realidade dos recursos do homem. Saul já havia sido experimentado, porque « ... todo o povo veio atrás dele, tremendo» (I Sam. 13 :7); nem tão-pouco nesta ocasião ele ia mostrar-se um condutor enérgico. Um homem abando- nado por Deus e atormentado por um espírito mau estava pouco apto a conduzir um exército para a batalha, ou a en- frentar, por si só, o poderoso gigante Golias.
A batalha do Vale do Carvalho tornou-se excessivamente peculiar pelo desafio, por parte de Golias, para se decidir a contenda por um combate individual; era o verdadeiro meio de um individuo se tornar notável. Não era, como em casos normais, uma luta de exército contra exército, mas sim uma questão de quem, de entre todo o arraial de Israel, se aventuraria a enfrentar o terrível inimigo incircunciso. Com efeito, é evidente que o bendito Deus estava prestes a mostrar a Israel, outra vez, que, como povo, eles eram intei- ramente impotentes, e que a sua única libertação, como anti- gamente, era o braço do Senhor, que estava ainda pronto a actuar no Seu caráter maravilhoso de «varão de guerra», desde que a fé o reconhecesse como tal.
Durante quarenta dias consecutivos o filisteu apresen- tou-se à vista do infeliz Saul e do seu exército atacado de terror. E notemos o seu insulto mordaz: - «Não sou eu filisteu e vós servos de Saul?» Desgraçadamente, isto era verdade; tinham descido da sua posição elevada de servos do Senhor para se tornarem apenas servos de Saul. Samuel tinha-os prevenido de tudo isto - havia-lhes dito que nada mais seriam senão soldados, padeiros, cozinheiros e confei- teiros do senhor da sua escolha; e tudo isto por não terem contado com o Senhor Deus de Israel, como seu Senhor e Rei. Nada, porém, pode ensinar o homem como a amarga experiência; e o escárnio humilhante de Golias mostrava, sem dúvida, outra vez a Israel a verdadeira natureza da sua condição debaixo do domínio esmagador dos Filisteus.             LER MAIS...
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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