DAVI, E O REGRESSO DA ARCA

 VAMOS agora seguir Davi no seu regresso do exílio ao governo. Saul tinha passado da história, havendo encon- trado a morte às mãos de um cidadão do próprio país que ele havia poupado em desobediência à Palavra de Deus. Que aviso sério para todos nós! Jônatas também tinha caído com seu pai na montanha de Gilboa, e Davi fizera a sua su- blime lamentação dos dois.

David conduziu-se sempre com respeito a Saul com o sentimento pleno de que ele era o ungido do Senhor; nem tão-pouco manifestou coisa alguma que se pareça com o espírito de exultação com a sua morte; pelo contrário, chorou por ele, e convidou outros a fazerem o mesmo. Nem vemos que houvesse pressa alguma em ele subir ao trono deixado vago para si; ele esperou em Deus. «E sucedeu depois disto que Daviconsultou ao Senhor, dizendo: Subirei a alguma das cidades de Judá? E disse- lhe o Senhor: Sobe. E disse David: Para onde subirei? E disse: Para Hebron» (11 Sam. 2: 1 ). Isto era verdadeira dependência. A natureza teria que· rido precipitar-se no lugar de honra; mas David esperou no Senhor, e só se mexeu quando guiado por Ele. Teria sido muito bom para ele se tivesse continuado a agir assim em dependência infantil. Mas ah! nós vemos mais da natureza de Davi durante a sua exaltação do que durante o tempo da sua rejeição. O tempo de paz e prosperidade tende a desenvolver e conduzir à maturidade muitas sementes do mal que podiam ser danificadas ou estragadas pelo sopro da adversidade. David descobriu que o trono era mais espinhoso e perigoso do que as montanhas.
O primeiro erro de David, depois da sua subida ao trono, foi a respeito da arca do Senhor. Desejava trazê-la para Jerusalém e colocá-la no seu lugar. Isto era bom, e muito agradável; a única dificuldade estava em saber como fazê-la. Bom; havia dois modos de o conseguir: um era determinado pela Palavra de Deus; enquanto que o outro havia sido ordenado pelos sacerdotes filisteus e os adivinhos.
A Palavra de Deus era muitíssimo clara quanto a este importante assunto: indicava um meio muito simples e definido de transportar a arca do Senhor dos exércitos, a saber, aos ombros de homens consagrados, os quais haviam sido escolhidos e separados para este fim (veja-se números 3 e 8). Porém, os filisteus nada sabiam a este respeito, e, por- tanto, empregaram um meio de sua própria invenção, o qual, como podia esperar-se, era inteiramente oposto ao meio de Deus.
Onde quer que for que os homens se disponham a legis- lar nas coisas de Deus é certo cometerem erros terríveis, porque «o homem natural não compreende as coisas do Espírito de Deus, porque lhe parecem loucura; e não pode compreendê-las, porque elas se discernem espiritualmente» (I Cor. 2 :14). Por isso, se bem que o plano adaptado pelos filisteus fosse muito decente e bem organizado, como diriam os homens, contudo não era o plano de Deus. Os sacerdotes da casa de Dagon estavam mal habilitados para regular a ordem do serviço divino. Pensaram que um carro de bois deveria servir tão bem como qualquer outra coisa; podia muito bem ter servido para o serviço de Dagon, e eles não conheciam nenhuma diferença.            LER MAIS...

 

 

 

 

 

 

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