DAVI, O CÂNTICO E AS ÚLTIMAS PALAVRAS

 O capítulo 22 do 2 Livro de Samuel contém o cântico magnífico de David, e é paralelo ao Salmo 18. Trata-se de uma elocução do Espírito de Cristo em David, em ligação com o Seu triunfo sobre a morte, pela energia poderosa do poder de Deus (Efésios 1 :19). Nesse cântico, como nos diz o próprio cabeçalho, David dá a Deus o seu louvor por o haver livrado de todos os seus inimigos e das mãos de Saul. Agradecido, ele recorda os atos gloriosos de Deus em seu favor; fa-lo, todavia, numa tal linguagem que nos achamos conduzidos imediatamente de David e todos os seus conflitos àquele terrível conflito que se travou em redor da sepultura de Jesus, quando todos os poderes das trevas alinharam ameaçadoramente contra Deus.

Que tremenda cena aquela! Nunca antes e nunca desde então se travou um combate igual àquele, assim como nunca foi ganha uma tal vitória, quer pensemos nos poderes envol- vidos em luta, quer nas conseqüências que dela advieram, De um lado estava o céu; do outro o inferno. Estes eram os poderes em luta. E quanto às suas conseqüências, quem poderá jamais descrevê-las? Em primeiro lugar a glória de Deus e do Seu Cristo; em segundo lugar, a salvação da Igreja; a restauração e bênção das tribos de Israel; a libero tação completa do vasto domínio de Satanás, a maldição e a servidão da corrupção. Eis alguns dos seus resultados. Portanto, foi feroz o ataque do grande inimigo de Deus e do homem na cruz e na sepultura de Cristo; os esforços do valente para impedir que lhe fosse tirada a sua armadura e tomada a sua casa foram violentos, mas em vão: Jesus triunfou. «Porque me cercaram as ondas de morte: as tor- rentes de Belial me assombraram. Cordas do inferno me cingiram; encontraram-me laços de morte; estando em an- gústia, invoquei ao Senhor, e a meu Deus clamei: do Seu templo ouviu ele a minha voz, e o meu clamor chegou aos seus ouvidos» (versículos 5 a 7). Estas palavras exprimem aparente fraqueza, mas nelas há verdadeiro poder. Aquele que é aparentemente o vencido torna-se no vencedor. Jesus foi crucificado por fraqueza, contudo vive pelo poder de Deus (11 Cor. 13:4). Havendo derramado o Seu sangue como a vítima pelo pecado, entregou-Se nas mãos do Pai, que, pelo Espírito eterno, o ressuscitou de entre os mortos. O Senhor não ofereceu resistência, mas deixou-Se espezinhar e desta forma esmagou o poder do inimigo. Satanás, por in- termédio dos homens, pregou-O na cruz, deitou-O na sepul- tura, e pôs um selo sobre Ele, para que não pudesse levan- tar-se; porém Ele saiu do lago horrível, do charco de lodo, tendo despojado os principados e potestades (Col. 2 :15). O Senhor entrou no próprio coração do domínio do inimigo, somente para poder expô-lo abertamente.
Os versículos 8 a 20 mostram- nos a interferência do Se- nhor a favor do Seu justo servo em linguagem sublime e poderosa além de toda a expressão. A fantasia inspirada do salmista é a mais impressionante e solene. «Então se abalou e tremeu a terra, os fundamentos dos céus se moveram e aba- laram, porque ele se irou... E abaixou os céus, e desceu: e uma 'escuridão havia debaixo de seus pés. E subiu sobre um querubim, e voou: e foi visto sobre as asas do vento. E por tendas pôs as trevas ao redor de si: ajuntamento de águas, nuvens dos céus ... trovejou desde os céus o Senhor: e o Altíssimo fez soar a sua voz. E disparou flechas, e os dissipou: raios e os perturbou.       LER MAIS...

 

 

 

 

 

 

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