A Trindade

Introdução

Quando os cristãos falam da “Trindade” eles querem dizer que existe uma Tri-unidade santa e eterna de Pessoas na Divindade. À luz da revelação do Novo Testamento, estes são conhecidos como Pai, Filho e Espírito Santo; três Pessoas divinas distintas e distinguíveis, mas inseparáveis, um em essência, em conhecimento, em vontade, em amor, em graça e em poder, coiguais e coeternas. A Divindade é uma, mas as Pessoas são três; três em um, um em três. O conceito é grande demais para a inteligência humana, mas se não fosse assim, Deus deixaria de ser Deus. O cristão é grato pelo fato de ter um Deus cuja grandeza e glória transcendem as débeis mentes dos mortais.

A palavra “Trindade” não é uma palavra bíblica, mas a doutrina da Trindade é, com certeza, uma verdade bíblica. Já foi dito que muitas vezes aquilo que é evidente no Novo Testamento é oculto no Velho Testamento, e isto é especificamente correto em relação à verdade da Trindade. Aquilo que é, até certo ponto, oculto no Velho Testamento é revelado no Novo, e então o que é chamado de a grande Tri-unidade, três em um e um em três, fica tão claro que pode ser visto através de todo o volume inspirado das Sagradas Escrituras.

Há bons motivos para este progresso de doutrina e revelação. Nos dias do Velho Testamento a nação de Israel era o testemunho de Deus no meio das nações idólatras, e precisava ser enfatizado à nação escolhida que havia realmente um Deus. Era um erro grave supor, como faziam os gentios, que havia muitos deuses. Assim é que, desde os tempos remotos e até o tempo presente, cada judeu devoto inicia o seu dia recitando as palavras de Deuteronômio 6:4: “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus, é o único Senhor”. O fato que havia três Pessoas divinas naquela Divindade não era, para Israel, uma revelação explícita, mas uma vez que os escritos do Novo Testamento são apreciados, então pode ser percebido que a grande verdade estava implícita em muitas das passagens do Velho Testamento.

Jeová havia tirado Israel do Egito para que eles fossem adoradores do único Deus verdadeiro, e fossem também uma repreensão às nações vizinhas, que adoravam muitos deuses e que tinham, na linguagem de Romanos 1:23, mudado “a glória do Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de quadrupedes, e de répteis”. As nações tinham os seus deuses de ouro e prata, madeira e pedra. Infelizmente, Israel também, em certas ocasiões, sucumbiria à adoração de ídolos, e honraria outros deuses, apesar da maneira benevolente como Jeová os tratava.

O falecido W. E. Vine, escrevendo em The Faith, a Symposium of Bible Doctrine (“A fé, um simpósio de doutrina bíblica”), editado pelo Dr. F. A. Tatford, comenta sobre o uso da palavra “Pessoas” em relação à Trindade e diz:

Objeções tem sido feitas quanto ao uso desta palavra por ser não bíblica, e como que sugerindo a existência de três deuses; e estas objeções são válidas se a palavra for usada na sua forma moderna normal. Sendo que as distinções não são quanto à essência, mas são pessoais, e são distinções de unidade, e se a palavra “pessoa” for entendida como simplesmente significando um ser inteligente, ou um agente possuidor da faculdade de raciocínio, podemos considerá-la não tão censurável, embora o seu uso não seja realmente necessário.

Entretanto, tendo dito isto, o artigo do Sr. Vine está cheio da palavra “Pessoa” e “Pessoas”, e realmente é difícil saber de que outra maneira se referir aos Três Santos da Divindade. A palavra “Pessoa” será portanto usada, com a devida reverência e inteligência, no decorrer desta presente meditação. Quão verdadeiras são as palavras que os cristãos cantam:

Santo, Santo, Santo, Senhor Deus Todo Poderoso

Cedo de manhã nosso canto se elevará a Ti;

Santo, Santo, Santo! Misericordioso e poderoso!

Deus em três Pessoas, bendita Trindade. Reginald Heber

A Trindade no Velho Testamento

Como já foi mencionado, a doutrina da Trindade não é especifica ou explicitamente ensinada no Velho Testamento, mas com o esclarecimento do Novo Testamento as grandes verdade podem ser claramente vistas em muitas passagens.

O versículo inicial do Velho Testamento diz: “No princípio criou Deus os céus e a terra” (Gn 1:1). A palavra “Deus” no hebraico é Elohim, e Elohim é uma palavra plural (Strong 0430). Quão significativo que o primeiro título divino em nossa Bíblia está no plural. Se alguém argumentar que o plural hebraico é às vezes usado para sugerir grandeza, majestade, magnificência, e não necessariamente uma pluralidade no sentido normal da palavra, isto é de fato correto. Entretanto, este não é um plural de majestade, e isto é confirmado um pouco mais adiante, no mesmo capítulo, pelo uso dos pronomes plurais que são usados quando Elohim diz: “Façamos [nós] o homem ànossa imagem” (v. 26). Existe, no versículo inicial da Bíblia, um título empregado que só pode ser entendido se reconhecermos a pluralidade de Pessoas na Divindade.

Também lemos: “Então disse o Senhor Deus [Jeová Elohim]: Eis que o homem é como um de nós” (Gn 3:22), mostrando que Jeová e Elohim são títulos divinos da mesma Divindade, e que há de fato uma pluralidade de Pessoas, que sempre será um mistério se não há uma Trindade. E novamente é Jeová quem diz: “Eia, desçamos [nós] e confundamos ali a sua língua” (Gn 11:7).

Quando reconhecemos que há uma pluralidade de Pessoas divinas na Divindade, é fácil discernir alusões a isto em outros textos bem conhecidos do Velho Testamento. Na bem conhecida bênção de Arão, em Números 6:24-26, muitos percebem isto: “O Senhor te abençoe e te guarde; o Senhor faça resplandecer o seu rosto sobre ti e tenha misericórdia de ti; o Senhor sobre ti levante seu rosto e te dê a paz”. A tríplice repetição do grande nome certamente indica para muitos o fato da Trindade, enquanto as bênçãos respectivas que seguem estão de acordo com os ministérios benevolentes do Pai, do Filho e do Espírito Santo.

Também, na memorável visão dada ao profeta Isaías, ele viu os serafins e os ouviu clamar uns anos outros: “Santo, Santo, Santo é o Senhor dos Exércitos” (Is 6:3). Para o incrédulo, ou para os unitaristas, esta repetição ao atribuir santidade pode não significar nada, mas para os que creem na maravilha da Trindade temos aqui mais uma alusão a esta grande verdade.

Outras passagens do Velho Testamento chamadas “Messiânicas”, como Isaías 6:1 e Salmo 110:1, que iremos considerar mais tarde, também transmitem à mente do cristão a mesma doutrina da Trindade. Enquanto concordamos que a Trindade não é exposta no Velho Testamento, num longo artigo sobre a Trindade na Internacional Standard Bible Encyclopaedia (“Enciclopédia Bíblica Internacional”), Benjamim B. Warfield escreve:

O Velho Testamento pode ser comparado a um quarto ricamente decorado e mobiliado, mas com luz fraca: Acender a luz não coloca no quarto nada que não estava ali antes; mas deixa claro muito do que já estava nele, e estava escondido ou era apenas visto vagamente. O ministério da Trindade não é revelado no Velho Testamento; mas o mistério da Trindade está escondido na revelação do Velho Testamento, e pode ser percebido aqui e ali. Assim a revelação de Deus no Velho Testamento não é corrigida pela revelação que vem a seguir, mas somente aperfeiçoada, aumentada e estendida.

Nas meditações que seguem, as referências bíblicas claras à Divindade de Cristo exigem uma Trindade de Pessoas divinas.

A Trindade nos Evangelhos

É importante reconhecer e enfatizar a igualdade essencial do Pai, do Filho e do Espírito Santo na Divindade. A Deidade de Cristo é frequentemente negada por infiéis e críticos, alguns dos quais, triste e estranhamente, ainda professam ser cristãos. Não é possível crer na Trindade e negar a Deidade do Filho. Também é impossível crer na Deidade do Filho e ser um Unitarista. Não existem três Deuses, mas o Pai é Deus, assim como o Filho é Deus, e o Espírito Santo também é Deus. Estes relacionamentos na Divindade são vistos muito claramente através das páginas dos quatro Evangelhos.

Bem no início da história do Evangelho, a Trindade está em evidência na encarnação do Salvador. As palavras de Gabriel a Maria foram: “Descerá sobre ti o Espírito Santo, e a virtude do Altíssimo te cobrirá com a sua sombra; por isso também o Santo, que de ti há de nascer, será chamado Filho de Deus” (Lc 1:35). O Espírito Santo … a virtude do Altíssimo … Filho de Deus. Estes Três estão em perfeita harmonia na milagrosa concepção do Filho de Maria.

Naquele único relance que nos é dado dos anos escondidos em Nazaré, quando o menino Jesus estava sendo procurado e foi finalmente encontrado no Templo, Suas palavras a Maria foram: “Por que é que me procuráveis? Não sabeis que me convém tratar dos negócios de meu Pai?” (Lc 2:49). Aqui temos o Filho falando do Seu Pai, e os que creem na Trindade entenderão isto perfeitamente. Entretanto, como indicado pela palavra Elohim, há uma pluralidade hebraica na Divindade, não apenas uma dualidade, e outras Escrituras irão nos mostrar que a terceira Pessoa na Divindade é o Espírito Santo. 

Alguns dezoito anos depois do incidente no Templo, Jesus veio ao rio Jordão onde João estava batizando. Em grande humildade Ele pediu a João que O batizasse. Era um batismo de arrependimento para o povo, mas Ele, que não tinha nada do que Se arrepender, entrou nas águas com eles. Ele em graça tomaria o Seu lugar com aqueles que aceitaram a pregação do profeta. Enquanto Ele estava no rio, os Céus se abriram. A voz do Pai falou, proclamando: “Este é o meu Filho amado, em quem me comprazo” (Mt 3:17). É interessante que Mateus, Marcos, Lucas e João todos registram o fato do Espírito Santo descer sobre Ele como pomba (veja Mt 3:16; Mc 1:10; Lc 3:22; Jo 1:32). Pode haver alguma evidência mais clara da Trindade do que esta? O Filho está na água; o Pai falando dos Céus; e o Espírito Santo descendo sobre o Filho.

Imediatamente depois do Seu batismo o Salvador foi dirigido ao deserto, e o Nelson’s Bible Dictionary (“Dicionário Bíblico de Nelson”) comenta: “O Diabo reconheceu Jesus como o Filho de Deus, Lc 4:3, mas ele tentou destruir o relacionamento fiel da família divina”. Depois de quarenta dias, Jesus voltou no poder do Espírito Santo para a Galileia. Filho e Espírito novamente estão juntos, enquanto o Pai aguarda silenciosamente dos Céus. Foi depois destes dias que Jesus veio à sinagoga em Nazaré, Sua cidade. Ele Se levantou, indicando Seu desejo de ler a porção das Escrituras para aquele dia, e tendo recebido o rolo da profecia de Isaías, Ele calmamente encontrou o lugar que hoje conhecemos como o cap. 61. Era como se, para o povo de Nazaré, Ele iria lançar os alicerces e estabelecer a autoridade do Seu ministério Messiânico, como tinha sido mencionado anteriormente, e vemos aqui a Trindade em evidência, no primeiro versículo daquele grande capítulo: “O Espírito do Senhor Deus está sobre mim” (Is 61:1; Lc 4:18). O Espírito, enviado pelo Senhor Altíssimo está sobre o Filho. Pai, Filho e Espírito Santo estão juntos na apresentação do Messias.

Durante os meses de ministério que se seguiram, na Galileia, Judeia, Samaria, o Salvador, vez após vez, falou do Seu relacionamento divino com o Pai, e falou daquela santa comunhão entre o Pai, o Filho e o Espírito Santo. As seguintes citações do Evangelho de João são apenas algumas ilustrações deste ministério:

3:16 — “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito”;

3:34 — “Aquele que Deus enviou fala as palavras de Deus; pois não lhe dá Deus o Espírito por medida”;

3:35 — “O Pai ama o Filho e todas as coisas entregou nas suas mãos”;

5:17 — “E Jesus lhes respondeu: Meu Pai trabalha até agora, e eu trabalho também”;

5:18 —“… também dizia que Deus era seu próprio Pai, fazendo-se igual a Deus”;

5:19 — “O Filho por si mesmo não pode fazer coisa alguma, se o não vir fazer o Pai”;

5:20 — “O Pai ama o Filho”;

5:22 — “O Pai a ninguém julga, mas deu ao Filho todo o juízo”;

5:23 — “… todos honrem o Filho, como honram o Pai. Quem não honra o Filho, não honra o Pai que o enviou”;

5:43 — “Eu vim em nome de meu Pai, e não me aceitais”;

6:29 — “A obra de Deus é esta: Que creiais naquele que ele enviou”;

6:37 — “Todo o que o Pai me dá virá a mim”;

7:39 — “E isto ele disse do Espírito que haviam de receber os que nele cressem”;

8:18 — “… de mim testifica também o Pai que me enviou”;

8:19 — “Se vós me conhecêsseis a mim, também conheceríeis a meu Pai”;

8:58 — “Disse Jesus … antes que Abraão existisse, eu sou”.

Se alguém for tentado a pensar que estas citações são excepcionais ou raras, leia com atenção os capítulos dos quais elas foram tiradas, para ver que há muitas outras semelhantes que não foram citadas, e se continuar lendo descobrirá tantas outras nos capítulos seguintes. E tudo isto somente no Evangelho de João! Há outros três Evangelhos inspirados que estão igualmente repletos de revelações e manifestações da Deidade de Cristo e da harmonia da Trindade.

E o evangelho de João continua:

10:15 — “Assim como o Pai me conhece a mim, também eu conheço o Pai”;

10:17 — “Por isto o Pai me ama, porque dou a minha vida” (10:17);

10:30 —“Eu e o Pai somos um”;

10:38 — “O Pai está em mim e eu nele”;

13:31 — “Agora é glorificado o Filho do homem, e Deus é glorificado nele”;

14:9 — “Quem me vê a mim vê o Pai”;

14:11 — “Crede-me que estou no Pai, e o Pai em mim”;

14:16 — “E Eu rogarei ao Pai e ele vos dará outro Consolador”;

14:17 — “O Espírito da verdade que o mundo não pode receber”;

14:26 — “O Espírito Santo que o Pai enviará em meu nome”;

15:26 — “O Consolador que eu da parte do Pai vos hei de enviar, aquele Espírito da verdade, que procede do Pai”;

16:14 — “Ele me glorificará”;

16:15 — “Tudo quanto o Pai tem é meu”;

16:28 — “Saí do Pai … deixo … e vou para o Pai”;

20:21 — “Assim como o Pai me enviou, também eu vos envio a vós”;

20:22 — “… disse-lhes: Recebei o Espírito Santo”.

Muitas outras expressões semelhantes poderiam ser citadas do Evangelho de João, mas será possível alguém meditar nestas que foram citadas e não perceber o relacionamento divino e a harmonia entre as Pessoas da Trindade? Talvez devamos enfatizar, entretanto, que não é espiritualmente inteligente falar da primeira, segunda e terceira Pessoas da Divindade, como alguns fazem. O Pai é Deus; o Filho é Deus; o Espírito Santo é Deus. Há uma igualdade inescrutável de Pessoas na Divindade, e isto pode ser visto não somente no Evangelho de João, mas também nos Evangelhos chamados “sinópticos”, Mateus, Marcos e Lucas. A Divindade de Cristo e o fato da Trindade brilham através da história do Evangelho.

Comentando no que é frequentemente chamado de a “Fórmula do Batismo” em Mateus 28:19, Benjamim Warfield escreve:

O mais próximo que chegamos a uma afirmação formal registrada sobre a doutrina da Trindade, vinda dos lábios de nosso Senhor, ou como talvez podemos dizer, que pode ser encontrado em todo o Novo Testamento, foi preservada para nós não em João, mas em um dos Evangelhos sinóticos. Entretanto, ela só é apresentada incidentalmente, e tem como objetivo principal algo muito diferente do que formular a doutrina da Trindade. Está embutida na grande comissão que o Senhor ressurreto deu aos Seus discípulos: “… Ide, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em [ao] nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”. Tentando estimar o valor desta grande declaração, devemos ter em mente a grande solenidade desta afirmação, e devemos dar importância total a cada palavra da frase. Seu estilo é, no mínimo, impressionante. Não diz: “Nos nomes [plural] do Pai, e do Filho e do Espírito Santo”; também não diz (o que seria o equivalente disto): “no nome do Pai, e no nome do Filho e no nome do Espírito Santo”, como se estivéssemos tratando de três seres individuais. Por outro lado, também não diz: “No nome do Pai, Filho e Espírito Santo”,como se “o Pai, Filho e Espírito Santo” pudesse ser entendido como meramente três nomes da mesma pessoa. Com expressividade impressionante, a frase afirma a união dos três, unindo-os dentro dos parâmetros de um único nome; e em seguida enfatiza a distinção de cada um, ao apresentá-los individualmente com a repetição do artigo: “No nome do [de o] Pai, e do Filho e do Espírito Santo”.

A Trindade em Atos dos Apóstolos

O leitor mal começa a ler o livro de Atos e logo é apresentado a fatos sobre a Trindade. Nos primeiros versículos o Salvador ressurreto instrui Seus discípulos a aguardar a promessa do Pai, a vinda do Espírito Santo. Ele então acrescenta: “Recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas” (At 1:8). O Espírito Santo, a promessa do Pai, capacita as testemunhas do Filho.

No dia de Pentecostes, o Espírito veio como prometido. Com grande ousadia Pedro se levantou com os onze e sua mensagem foi: “Homens israelitas, escutai estas palavras: a Jesus Nazareno, homem aprovado por Deus entre vós com maravilhas, prodígios e sinais, que Deus por ele fez no meio de vós, como vós mesmos bem sabeis; a este que vos foi entregue pelo determinado conselho e presciência de Deus, prendestes, crucificastes e matastes pelas mãos de injustos; ao qual Deus ressuscitou” (At 2:22-24). O Espírito Santo dado pelo Pai capacita os discípulos a testemunharem do Filho, pregando sobre Sua vida, morte, ressurreição e exaltação à destra do Pai. “De sorte que, exaltado pela destra de Deus, e tendo recebido do Pai a promessa do Espírito Santo, derramou isto que vós agora vedes e ouvis” (At 2:33). “O Deus de Abraão, de Isaque, e de Jacó, o Deus de nossos pais, glorificou a seu Filho Jesus” (At 3:13).

Um pouco mais tarde, depois da cura milagrosa do coxo que estava mendigando à entrada da Porta Formosa do Templo, Pedro e João foram acusados diante dos líderes, anciãos, escribas e sacerdotes. Pedro era o porta-voz. Cheio do Espírito Santo, ele ousadamente testificou que Deus havia ressuscitado dentre os mortos a Jesus de Nazaré, a quem eles haviam crucificado (At 4:5-10). O Espírito Santo, o poder de Deus, Jesus o Nazareno; a Santa Tri-unidade está novamente em evidência para todos os que desejarem ver.

Voltando ao grupo de discípulos reunidos, Pedro e João contaram a eles tudo o que os principais sacerdotes e anciãos haviam dito. Houve grande louvor e alegria entre eles ao recordarem das palavras do segundo Salmo: “Levantaram-se os reis da terra, e os príncipes se ajuntaram à uma, contra o Senhor e contra o Seu Ungido” (At 4:26). Depois, “tendo orado, moveu-se o lugar em que estavam reunidos, e todos foram cheios do Espírito Santo” (At 4:31). Aqui novamente as três Pessoas da Trindade são vistas juntas, nos primeiros dias do testemunho cristão: o Senhor, Seu Cristo, e o Espírito Santo.

No caso de Ananias e Safira (At 5:1-10) temos novamente uma referência clara à Deidade do Espírito Santo e, portanto, da Trindade. O homem e sua esposa haviam agido enganosamente acerca do preço que haviam recebido pela venda da sua terra. Pedro, com discernimento apostólico, reconheceu a mentira e questionou Ananias: “Por que encheu Satanás o teu coração, para que mentisses ao Espírito Santo?” (v. 3). Repetindo a acusação, Pedro então disse: “Não mentiste aos homens, mas a Deus” (v. 4). Mentir ao Espírito Santo era a mesma coisa que mentir a Deus. Depois de algumas horas Safira chegou e confirmou a mentira de Ananias, e Pedro disse a ela: “Por que é que entre vós vos concertastes para tentar o Espírito do Senhor?” (v. 9).

Foi depois disto que os apóstolos foram presos e detidos no cárcere, mas houve a libertação milagrosa e logo eles estavam pregando e ensinando no Templo. Mais uma vez eles foram trazidos diante do conselho e ordenados a deixar de ensinar o que ensinavam. A resposta deles foi que eles deviam obedecer a Deus e não aos homens, e em seguida, mais uma vez, as três Pessoas da Divindade são mencionadas no seu testemunho. Eles disseram: “O Deus de nossos pais ressuscitou a Jesus, ao qual vos matastes, suspendendo-o no madeiro. Deus com a sua destra o elevou a Príncipe e Salvador … e nós somos testemunhas acerca destas palavras, nós e também o Espírito Santo, que Deus deu àqueles que lhe obedecem” (At 5:30-32). O Deus de seus pais havia ressuscitado a Jesus, e havia dado o Espírito Santo para testemunhar com eles da Sua exaltação. Eles haviam crucificado o Filho; Deus O ressuscitara; o Espírito era testemunha.

Era provavelmente inevitável que, mais cedo ou mais tarde, alguns dos discípulos tivessem que fazer o sacrifício supremo pelo seu testemunho ousado em favor de Cristo, e o relato da morte de Estêvão é o primeiro caso relatado de martírio (At 7:58-60). Aqui, novamente, no final da grande pregação de Estêvão ao conselho, a Divindade está em evidência. Estêvão tinha, com grande inteligência e poder, dado um relato detalhado do relacionamento de Deus com a nação, desde o chamado de Abraão até a vinda do Justo a quem eles traíram e assassinaram. Ele descreve a história da nação com suas perseguições, seus pecados e fracassos, e a constante paciência de Deus com eles, e então, corajosamente, ele os acusa de resistência obstinada ao Espírito Santo, exatamente como os seus pais. Há algo majestoso na cena quando Estêvão, “estando cheio do Espírito Santo, fixando os olhos no céu, viu a glória de Deus, e Jesus, que estava à direita de Deus; e disse: Eis que vejo os seus abertos, e o Filho do homem que está em pé, à mão direita de Deus” (At 7:55). Aqui temos as três Pessoas da Divindade em plena comunhão, na ocasião da morte do primeiro mártir. Estêvão está cheio do Espírito Santo; ele vê Jesus, o Filho, à mão direita de Deus, e diante de tal visão de glória ele se ajoelha em oração, enquanto recebe uma chuva de pedras, e pede perdão para os que o estavam apedrejando. E assim ele adormeceu.

O jovem Saulo de Tarso estava ali assistindo enquanto Estêvão era apedrejado, concordando com a morte de Estêvão, embora seja possível que ele já estivesse “recalcitrando contra os aguilhões” da consciência (At 9:5). Entretanto, ele continuou teimosamente no seu caminho, perseguindo os cristãos e viajando em direção a Damasco para prender os cristãos ali. A história da sua conversão é bem conhecida, mas depois de ter perdido a sua visão, no clarão da glória do Cristo ressurreto, ele foi levado a Ananias, que lhe disse: “Irmão Saulo, o Senhor Jesus, que te apareceu no caminho por onde vinhas, me enviou, para que tornes a ver e sejas cheio do Espírito Santo” (At 9:17). Que transformação! Cheio do Espírito Santo, reconhecendo a Jesus como Senhor, e logo “nas sinagogas pregava a Cristo, que este é o Filho de Deus” (At 9:20). Jesus é o Filho de Deus, e os que creem passam a ser a morado do Espírito Santo, dado por Deus.

Mais uma vez na pregação de Pedro, na casa de Cornélio em Cesárea, a Trindade está evidente. Pedro diz: “Deus ungiu a Jesus de Nazaré com o Espírito Santo” (At 10:38). Isto nos faz lembrar de Isaías 6:1 e Lucas 4:18: “Deus … Jesus … o Espírito Santo”. Enquanto Pedro pregava que Deus havia ungido a Jesus para ser Juiz de vivos e de mortos, “dizendo Pedro ainda estas palavras, caiu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra” (At 10:42-44).

Se esta meditação fosse um estudo detalhado, ou uma exposição do livro de Atos, então veríamos a grande verdade da Trindade vez após vez. Veríamos os apóstolos pregando a Palavra de Deus com poder; testificando de um Salvador crucificado, mas agora ressurreto e glorificado, e Deus honrando o seu testemunho: “… testificando também Deus com eles, por sinais e milagres, e várias maravilhas e dons do Espírito Santo” (Hb 2:4). Deus tinha dado o Seu Filho, o Filho tinha sido exaltado, e o Espírito tinha sido dado. Este era o peso da pregação apostólica, e esta apresentação do ministério das Pessoas divinas está em evidência repetidas vezes no livro de Atos.

Não é sem razão que este livro de Atos às vezes é chamado “Atos do Espírito Santo”. O leitor será constantemente lembrado da Deidade do Espírito Santo nos capítulo que seguem. O Espírito divino será visto controlando e dirigindo os servos de Deus. Ele testemunhará com eles enquanto eles testificam da Pessoa e obra do Senhor Jesus e Ele irá, igualmente, trabalhar nos corações dos que ouvem, revelando Cristo às almas sinceras e preocupadas.

Mas o estudo da Trindade deve prosseguir, pois ainda há vinte e uma epístolas e o livro final do Apocalipse para considerarmos, todos eles repletos do fato e da doutrina da Trindade.

A Trindade nas epístolas

Há um comentário muito bom sobre a Trindade em Unger’s New Bible Dictionary (“Novo Dicionário Bíblico de Unger”), que diz:

O ensino do Novo Testamento sobre este assunto não é dado de maneira formal. A afirmação formal, entretanto, é legitima e necessariamente deduzida das Escrituras do Novo Testamento, e estas, como foi sugerido, lançam uma luz ao passado, clareando as insinuações do Velho Testamento … Fica claro que Cristo e os apóstolos atribuem personalidades distintas ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo. E estas declarações são tais que não permitem reconhecimento de qualquer outro conceito além daquele da união destas três Pessoas na unidade ontológica de toda a natureza divina (veja por exemplo Mt 28:19; Jo 14:16, 17; I Co 12:4-6; II Co 13:14; Ef 4:4-6; I Pe 1:2; Ap 1:4-6). A mesma adoração é dada e as mesmas obras são atribuídas a cada uma destas três Pessoas, e de tal forma que indicam que elas estão unidas na plenitude do Deus vivo. O monoteísmo do Velho Testamento é mantido, enquanto são fornecidos vislumbres do modo tri-pessoal da existência divina.

Na epístola aos Romanos

Duvidar ou negar o fato de uma Trindade de Pessoas divinas na Divindade resultará num triste fracasso em apreciar a grandeza da mensagem do Evangelho, como ela é exposta na epístola aos Romanos. Nos seus comentários iniciais nesta epístola, Paulo associa tanto o Pai como o Filho com o seu Evangelho. O Evangelho é, ele escreve, “… o evangelho de Deus … acerca de Seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor … declarado Filho de Deus em poder” (Rm 1:1-4). Ele novamente une Pai e Filho na sua saudação: “Graça e paz de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo” (Rm 1:7). O Evangelho de Deus (1:1) é o evangelho de Seu Filho (1:9), e assim o tema continua por toda a epístola. A paz com Deus, que os cristãos têm hoje, veio a eles por meio de Jesus, o Filho (5:1). Deus provou Seu amor para conosco dando o Seu Filho para morrer em nosso lugar (5:8). E depois, na primeira de muitas referências ao Espírito Santo na epístola, o apóstolo escreve: “… o amor de Deus está derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (5:5). Muitos leitores saberão que o cap. 8 é o grande capítulo do Espírito Santo, e assim Pai, Filho e Espírito Santo estão unidos numa santa comunhão relacionada às boas novas e à obra da graça nos corações dos que creem. Esta intimidade das Pessoas divinas é mencionada novamente no versículo final da epístola: “Ao único Deus sábio, seja dada glória por Jesus Cristo para todo sempre. Amém” (16:27). Como poderia a carta aos Romanos ser lida com um coração sincero e aberto sem perceber que ela apresenta o Evangelho de Deus a respeito de Seu Filho, pregado no poder do Espírito? Pai, Filho e Espírito Santo estão, cada um e todos, envolvidos no Evangelho que é tão poderosamente exposto na epístola aos Romanos. A grande Trindade está aqui.

Nas epístolas aos Coríntios

Há duas epístolas aos Coríntios, mas seria praticamente impossível, neste artigo, mencionar em detalhes todas as referências a Deus e Seu Filho, até mesmo no primeiro capítulo da primeira epístola. Talvez algumas citações da epístola serão suficientes.

1:9 — “Fiel é Deus pelo qual fostes chamados para a comunhão de seu Filho Jesus Cristo nosso Senhor”;

2:4 — “A minha palavra, e a minha pregação, não consistiram em palavras persuasivas de sabedoria humana, mas em demonstração de Espírito e de poder”;

2:10 — “Deus no-las revelou pelo seu Espírito; porque o Espírito penetra todas as coisas, ainda as profundezas de Deus”;

2:11 — “ninguém sabe as coisas de Deus, senão o Espírito de Deus”;

3:16 — “Não sabeis vós que sois o templo de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós?”;

8:6 — “Todavia para nós há um só Deus, o Pai, de quem é tudo e para quem nós vivemos; e um só Senhor, Jesus Cristo, pelo qual são todas as coisas, e nós por ele”;

12:4-6 — “Ora, há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo. E há diversidade de ministérios, mas o Senhor é o mesmo, e há diversidade de operações, mas é o mesmo Deus que opera tudo em todos”.

Como na epístola aos Romanos, assim também nesta primeira epístola aos Coríntios; Pai, Filho e Espírito Santo estão em santa harmonia em todas as coisas relacionadas com as boas novas. As referências são numerosas demais para citarmos aqui, mas o tema continua na segunda epístola, e mais uma vez é possível listar somente algumas citações das muitas que podem ser encontradas ali.

“Porque o Filho de Deus, Jesus Cristo, que entre vós foi pregado por nós, isto é, por mim, Silvano e Timóteo, não foi sim e não; mas nele houve sim. Porque todas quantas promessas há de Deus, são nele sim, e por ele o Amém, para a glória de Deus por nós. Mas o que nos confirma convosco em Cristo, e o que nos ungiu, é Deus, o qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em vossos corações” (II Co 1:19-22).

Que grande união de todas as Pessoas divinas em tão poucos versículos! Deus está aqui. O Filho de Deus está aqui. O Espírito está aqui. Três Pessoas com um propósito comum em graça! Quem pode negar isto?

Esta carta se encerra com a linda bênção da Trindade: “A graça de nosso Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo seja com todos vós. Amém” (II Co 13:14).

Na epístola aos Gálatas

No versículo inicial da epístola aos Gálatas, Paulo fala de “Jesus Cristo e Deus Pai”, e em 1:3 ele envia graça e paz “de Deus Pai e do nosso Senhor Jesus Cristo”. Note como as Pessoas da Divindade são distintas e diferenciadas, e ao mesmo tempo há uma eterna união entre eles. “Aprouve a Deus”, escreve Paulo, “revelar seu Filho em mim” (1:15-16).

Mais uma vez, numa frase curta, temos as três Pessoas colocadas juntas. Para os cristãos Paulo escreve: “Deus enviou aos vossos corações o Espírito de seu Filho, que clama: Aba, Pai” (4:6).

Na epístola aos Efésios

Logo no início desta epístola o apóstolo apresenta as Pessoas divinas em comunhão: “Bendito o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo” (1:3). Mais tarde, falando dEle, por cujo sangue os cristãos foram reconciliados com Deus, ele diz: “Por ele ambos temos acesso ao Pai em um mesmo Espírito” (2:18). Pelo sangue do Filho e o ministério em graça do Espírito, somos reconciliados com o Pai. Para os cristãos parece incrível que alguém pode ler tais palavras e ainda negar a grande doutrina da Trindade. Em Cristo “vós juntamente sois edificados para morada de Deus em Espírito” (2:22). Cristo o Filho, Deus o Pai, e o Espírito Santo juntos novamente em uma só frase.

Mais uma vez: “Por causa disto me ponho de joelhos perante o Pai de nosso Senhor Jesus Cristo … segundo as riquezas da sua glória, vos conceda que sejais corroborados com poder pelo seu Espírito no homem interior” (3:14, 16).

Tempo e espaço nos impedem de notar outras referências ao Pai, Filho e Espírito nesta epístola, mas, “Paz seja com os irmãos, e amor com fé da parte de Deus Pai e da do Senhor Jesus Cristo” (6:23).

Na epístola aos Filipenses

“Cristo é anunciado … nisto me regozijo, e me regozijarei ainda. Porque sei que disto me resultará salvação, pela nossa oração e pelo socorro do Espírito de Jesus Cristo” (1:18-19).

No capítulo seguinte temos a consolação em Cristo, o conforto do amor, e a comunhão do Espírito (2:1). Depois temos a promessa: “E a paz de Deus, que excede todo entendimento, guardará os vossos corações, e os vossos sentimentos em Cristo Jesus” (4:7). Pai e Filho estão juntos no propósito de manter os cristãos em paz.

Na epístola aos Colossenses

O Pai “nos tirou da potestade das trevas, e nos transportou para o reino do Filho do seu amor; … o qual é imagem do Deus invisível” (1:13-15).

Por algum motivo há apenas uma referência ao Espírito Santo nesta epístola. Talvez seja porque o tema principal da epístola é a autoridade e glória de Cristo, o Filho. Mesmo assim, há uma referência, bem no início da epístola. “Epafras, nosso amado conservo, que para vós é um fiel ministro de Cristo; o qual nos declarou também o vosso amor no Espírito” (1:7-8).

Nas epístolas aos Tessalonicenses

“… como dos ídolos vos convertestes a Deus, para servir o Deus vivo e verdadeiro, e esperar dos céus a seu Filho, a quem ressuscitou dentre os mortos, a saber, Jesus” (I Ts 1:9-10); “Deus, que nos deu também o Seu Espírito Santo” (I Ts 4:8).

Assim, Pai, Filho e Espírito Santo são mencionados nesta curta primeira epístola. “Devemos sempre dar graças a Deus … por vos ter Deus elegido desde o princípio para a salvação, em santificação do Espírito” (II Ts 2:13).

Nas epístolas a Timóteo

I Tm 1:2 — “Graça, misericórdia e paz da parte de Deus nosso Pai, e da de Cristo Jesus, nosso Senhor”;

I Tm 2:5 — “Porque há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, Jesus Cristo homem”;

I Tm 3:16 — “… grande é o mistério da piedade: Deus se manifestou em carne, foi justificado no Espírito, visto dos anjos, pregado aos gentios, crido no mundo, recebido acima na glória”;

I Tm 4:1 — “o Espírito expressamente diz”;

I Tm 6:15-16 — “A qual a seu tempo mostrará o bem aventurado, e único poderoso Senhor; Rei dos reis e Senhor dos senhores, aquele que tem ele só, a imortalidade, e habita na luz inacessível; a quem nenhum dos homens viu nem pode ver, ao qual seja a honra e poder sempiterno. Amem”.

Que confirmação da Deidade de Cristo! Ele que é o Rei dos reis e Senhor dos Senhores (Ap 19:16) é o bendito e único poderoso Senhor.

II Tm 4:1 — “Conjuro-te, pois, diante de Deus, e do Senhor Jesus Cristo”. Note a igualdade de Deus e do Senhor Jesus.

Na epístola a Tito

1:4 — “Graça, misericórdia e paz da parte de Deus Pai, e da do Senhor Jesus Cristo, nosso Salvador”. Igualdade na saudação do apóstolo.

2:13-14 — “Aguardando a bem aventurada-esperança, e o aparecimento da glória do grande Deus e nosso Salvador Jesus Cristo; o qual se deu a si mesmo por nós”.

Na epístola a Filemom

v. 3 — “Graça a vós e paz da parte de Deus nosso Pai e do Senhor Jesus Cristo”. Novamente vemos igualdade!

Na epístola aos Hebreus

1:1 — “Deus … falou-nos nestes últimos dias pelo Filho”;

1:8 — “Do Filho diz: Ó Deus, o teu trono subsiste pelos séculos dos séculos”;

2:3-4 — “… tão grande salvação, a qual, começando a ser anunciada pelo Senhor, foi-nos depois confirmada pelos que a ouviram; testificando também Deus com eles, por sinais, e milagres, e várias maravilhas, e dons do Espírito Santo”;

4:14 — “um grande Sumo sacerdote, Jesus, Filho de Deus, que penetrou nos céus”;

5:5 — “Cristo não se glorificou a si mesmo, para se fazer sumo sacerdote, mas aquele que lhe disse — Tu és meu Filho”;

7:1-3 — “Este Melquisedeque … sem pai, sem mãe, sem genealogia, não tendo princípio de dias nem fim de vida; mas sendo feito semelhante ao Filho de Deus”;

10:14-15 — “Porque com uma só oblação aperfeiçoou para sempre os que são santificados, e também o Espírito Santo no-lo testifica”.

Na epístola de Tiago

1:1 — “Tiago, servo de Deus, e do Senhor Jesus Cristo …”. Note mais uma vez a igualdade!

3:9 — “Com ela bendizemos a Deus e Pai”.

Nas epístolas de Pedro

I Pe 1:2 — “Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito, para a obediência e aspersão do sangue de Jesus Cristo”. Note a presença do Pai, do Filho e do Espírito Santo na saudação de Pedro!

I Pe 1:3 — “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo”;

I Pe 1:11-12 — “o Espírito de Cristo … testificando os sofrimentos que a Cristo haviam de vir, e a glória que se lhes havia de seguir … agora vos foram anunciadas por aqueles que, pelo Espírito Santo enviado do céu, vos pregam o evangelho …”;

II Pe 1:17 — “Porquanto ele recebeu de Deus o Pai honra e glória, quando da magnifica glória lhe foi dirigida do céu a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em quem me tenho comprazido”. Deus o Pai expressando o Seu prazer no Seu Filho.

Nas epístolas de João

I Jo 1:1-2 — “O que era desde o princípio, o que ouvimos, o que vimos com os nossos olhos, o que temos contemplado, e as nossas mãos tocaram da Palavra da vida. (Porque a vida foi manifestada, e nós a vimos, e testificamos dela, e vos anunciamos a vida eterna, que estava com o Pai, e nos foi manifestada)”. De que forma mais clara poderia ser expressa a Deidade e eternidade do Filho?

I Jo 2:23 — “Qualquer que nega o Filho, também não tem o Pai; mas aquele que confessa o Filho tem também o Pai”;

I Jo 2:24 — “… Se em vós permanecer o que desde o princípio ouvistes, também permanecereis no Filho e no Pai”;

I Jo 4:9-10 — “… Deus enviou Seu Filho unigênito ao mundo, para que por Ele vivamos … Ele nos amou a nós e enviou seu Filho …”;

I Jo 4:14-15 — “… o Pai enviou seu Filho para Salvador do mundo. Qualquer que confessar que Jesus é o Filho de Deus, Deus está nele e ele em Deus”;

II Jo v. 9 — “Quem persevera na doutrina de Cristo, esse tem tanto ao Pai como ao Filho”.

Na epístola de Judas

v. 1 — “santificados em Deus Pai, e conservados por Jesus Cristo”;

v. 4 — “… homens ímpios … negam a Deus, único dominador e Senhor nosso, Jesus Cristo”;

vs. 20-21 — “Mas, vós amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima fé, orando no Espírito Santo, conservai-vos a vós mesmos no amor de Deus”.

A Trindade em Apocalipse

1:5-6:“Jesus Cristo … nos fez reis e sacerdotes para Deus e seu Pai”;

2:18, 29 — “Isto diz o Filho de Deus … quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz as igrejas”. O Filho e o Espírito com uma só voz;

5:11-13 — “… ouvi a voz de muitos anjos … e era o número deles de milhões de milhões, e milhares de milhares, que com grande voz diziam: Digno é o Cordeiro, que foi morto, de receber o poder, e riquezas, e sabedoria, e força, e honra, e glória, e ações de graças. E ouvi toda a criatura que está no céu, e na terra, e debaixo da terra, e que está no mar, e todas as coisas que neles há dizer: Ao que está assentado no trono, e ao Cordeiro, sejam dadas ações de graças, e honra e glória, e poder para todo o sempre”. Os Céus e a Terra dão honras ao Cordeiro, que só podem ser atribuídas à Divindade.

11:15-17 — “Os reinos do mundo vieram a ser de nosso Senhor e do seu Cristo, e ele reinará para todo sempre … Graças te damos, Senhor Deus Todo-Poderoso, que és, e eras, e que hás de vir, que tomaste o teu grande poder, e reinaste”. O reino de Cristo é o reino do Todo Poderoso!

21:22-23 — “E nela não vi templo, porque o seu templo é o Senhor Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro. E a cidade não necessita de sol, nem de lua, para que nela resplandeçam porque a glória de Deus a tem iluminado, e o Cordeiro é a sua lâmpada”. Na glória da cidade celestial, o Todo-Poderoso e o Cordeiro são supremos.

Deus e o Cordeiro ali

A luz e o templo serão,

E hostes radiantes para sempre compartilharão

O mistério revelado. (J. N. Darby)

22:1, 3 — “O trono de Deus e do Cordeiro” (repetido).

22:16-17 — “Eu, Jesus … Eu sou a raiz e a geração de Davi, a resplandecente estrela da manhã. E o Espírito e a esposa dizem vem”. Ele é o Filho de Davi e o Senhor de Davi (Sl 110:1). Jesus é antes e depois de Davi. Ele é Deus e o Filho de Deus!

Sem dúvida, precisamos concordar que, sendo estabelecida a divindade de Cristo e igualmente a divindade do Espírito Santo, há de fato uma pluralidade, uma Santa Trindade de Pessoas divinas.

Santo! Santo! Santo! Todos os santos Te adoram,

Lançando suas coroas de ouro ao redor do mar de vidro;

Querubins e serafins prostram-se diante de Ti,

Que eras e és, e eternamente serás. 

Santo! Santo! Santo! Senhor Deus Onipotente!

Todas Tuas obras louvarão Teu nome na Terra, Céu e mar.

Santo! Santo! Santo! Misericordioso e poderoso!

Deus em três Pessoas, bendita Trindade!  (Reginald Heber)

- Por Jim M. Flanigan, Irlanda do Norte

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Ao receber o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, uma das primeiras coisas que você irá aprender é que Deus é amor. Como resultado disto, você logo perceberá que o amor precisa de uma forma prática para se expressar. Você aprenderá que há uma relação entre amar e dar. Deus é um Deus que nos dá muitas coisas. Amar e dar estão intimamente ligados nas Escrituras. “O Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20), e “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Continuar Lendo...
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