A Terra Está Esfriando?

ENTREVISTA: Luiz Carlos Molion, meteorologista

Luiz Carlos Molion é daqueles que não temem nadar contra a maré. Paulista, formado em Física pela Universidade de São Paulo e com pós-doutorado em Meteorologia, na Inglaterra, o professor da Universidade Federal de Alagoas expõe ao mundo um argumento bem diferente daquele apresentado pela maioria dos meteorologistas ligados ao Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Representante da América do Sul na Comissão de Climatologia da Organização Meteorológica Mundial (OMM), Molion revela que o planeta está passando por um processo de resfriamento. Com mais de 40 anos de experiência em estudos do clima, o pesquisador afirma que o homem e suas emissões de carbono não causam o aquecimento global, que já serviu de pano de fundo para filmes e documentários. Molion vai além: denuncia que as medições dos níveis de carbono são manipuladas para atender a interesses econômicos. O buraco da camada de ozônio também está na mira do especialista. Para ele, o rombo não passa “de balela”. Ontem à noite, ele palestrou sobre as mudanças climáticas na Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) em Florianópolis, e, pela manhã, conversou com a reportagem do Diário Catarinense.

Diário Catarinense – Enquanto o mundo tenta frear as emissões de carbono, o senhor diz que o aquecimento global não existe e que a Terra está esfriando. Por quê?

Luiz Carlos Molion – Ao contrário do que se diz, o homem não é capaz de influenciar o clima global. Por isso, as emissões de carbono não influenciam na temperatura da Terra. O Sol, fonte de energia do sistema climático, causa variações repetitivas. A cada 90 anos, o astro alterna períodos de atividade máxima e mínima. Registros apontam que o Sol esteve em baixa atividade em 1820, no final do século 19 e início do século 20. Desde 2008, entramos nesse pico que deve se estender pelos próximos 22, 24 anos.

DC – Até lá, a temperatura da Terra vai diminuir?

Molion – Sim, a radiação que chega vai diminuir e favorecer a queda da temperatura em até 0,3ºC. O clima global também será afetado pela queda de temperatura da água dos oceanos. Teremos invernos mais rigorosos com muita geada em Santa Catarina. O sistema Argo, 3,2 mil boias espalhadas pelos oceanos para medir a temperatura e salinidade, mostrou a perda de calor. Como os oceanos fazem parte de 71% da superfície terrestre, eles são fundamentais para o clima do planeta. Só o Pacífico ocupa 35% da superfície e está resfriando desde 2000.

DC – O resfriamento do Pacífico contraria a elevação da temperatura média da Terra divulgada pelos relatórios oficiais do IPCC. Como o senhor explica?

Molion – O problema é que os termômetros estão instalados em cidades muito urbanizadas que registram uma diferença de 3ºC do campo. Outro fator é que os dados colhidos são ajustados para mostrar um falso aquecimento. Manipulam para que os invernos fiquem mais amenos e os verões mais quentes. Hackers invadiram o sistema de um dos braços direitos do IPCC e perceberam as modificações feitas de propósito. O aquecimento, a exemplo do buraco da camada de ozônio é balela. Deixaram a ciência de lado para se tornarem um negócio para empresas que querem expandir os lucros.

DC – Qual o interesse em manipular dados sobre a temperatura?

Molion – O aquecimento, agora, é uma plataforma política e econômica. Reduzir as emissões de carbono é reduzir a geração da energia elétrica, base do desenvolvimento de qualquer lugar. Como existem países que têm a sua matriz calcadas nos combustíveis fósseis, não há como diminuir a geração de energia elétrica sem reduzir a produção. Os países em desenvolvimento, como o Brasil, seriam os mais afetados, como sempre. Os ricos, mesmo não tendo mais recursos naturais disponíveis poderiam reduzir. Mas para não morrer de frio precisariam consumir mais energia e também seriam afetados pelo resfriamento.

DC – A redução de CO2 proposta na Conferência de Copenhague é válida para algo?

Molion – O CO2 é o gás da vida! Não é poluente, como é divulgado. Ele é o gás das plantas e está provado que quando se dobra a produção de CO2, se dobra também a produção das plantas. Melhor para a atmosfera e para nós! A redução poderia beneficiar porque os combustíveis fósseis são poluentes por causa do enxofre e de outros elementos. Quando liberados, eles se combinam com a umidade do ar e viram gotículas de enxofre, que atacam o sistema pulmonar das pessoas.

DC – O senhor contesta qualquer influência do homem na mudança de temperatura da Terra?

Molion – Os fluxos naturais dos oceanos, vulcões e vegetação somam 200 bilhões de emissões por ano. A incerteza que temos desse número é de 40 bilhões para cima ou para baixo. O homem coloca apenas 6 bilhões, portanto a emissões humanas representam 3%. Se os países reduzirem pela metade, não vai mudar absolutamente em nada no clima.

DC – Se não há aquecimento global porque as geleiras estão derretendo?

Molion – Essa afirmação é fantasiosa. Na realidade, as geleiras não estão derretendo. Pedaços de gelo flutuante, que ficam na superfície da água, estão se desprendendo do iceberg, corpo de gelo com mais de 90% submerso. Eles flutuam no mar e não aumentam o nível dele. É mentira dizer que o mar está avançando.


Fonte: Jornal Diário Catarinense 23/06/2010


 

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