A Igreja e o Reino de Deus - Qual a diferença?

A Igreja do Deus vivo é composta de todos aqueles que aceitaram o Evangelho e conseqüentemente receberam o Espírito Santo (Ef 1:13; 1 Co 12: 13).

Isso vem ocorrendo desde o dia de Pentecoste (At 2) e continuará até o arrebatamento.

Sua formação se deu quando o Espírito Santo foi derramado no dia de Pentecoste (portanto 50 dias depois da ressurreição do Senhor Jesus); ela continuará sendo reunida aqui na Terra até ao arrebatamento (que está por acontecer, e ocorrerá mais ou menos sete anos antes do iníciodo Reino Milenário) para então ser acolhida para todo o sempre na casa paterna no Céu. Ela, portanto, permanecerá na Terra somente por um período de tempo restrito. Daí vemos que a Igreja é um organismo celestial, dado que a sua esperança não está voltada para aTerra, mas para o Céu.

O Reino de Deus, em contrapartida, é a esfera onde Deus domina nesta criação. Seu início se deu quando o Senhor Jesus, o Rei desse Reino, esteve como homem sobre a Terra. Esse Reino ainda perdura, mesmo durante a ausência do Rei rejeitado, mas dada esta razão mudou o seu caráter e assumiu uma forma mais oculta. Contudo, ele ainda terá a sua consumação notória e gloriosa no Milênio, os mil anos em que Cristo reinará com paz sobre a Terra, para então terminar com o julgamento dos mortos junto ao grande trono branco (1 Co 15:25-26; Ap 20: 11-15). Temos, portanto, que o Reino de Deus compreende todos aqueles que, ou por convicção de sua fé, ou por mera profissão, reconhecem que o Senhor Jesus é o seu soberano.

Daí temos que em nossos dias o Reino de Deus abrange toda a cristandade professa, e, no futuro, no Reino Milenário, toda a população da Terra.

A Igreja de Deus é o objeto do etern opropósito que Deus propôs em relação a Cristo (Ef 3: 10-11); enquanto o Reino, sendo a "dispensação da plenitude dos tempos" (Ef 1: 10), é limitado em sua duração. Os que fazem parte da Igreja foram escolhidos em Cristo antes da fundação do mundo (Ef 1: 4); ao passo que sobre o Reino o Senhor Jesus diz que "está preparado desde a fundação do mundo" (Mt25:34).

O futuro da Igreja está no Céu, na casa do Pai; o Reino, porém, estende-se apenas a toda esta criação.

Cristo, O Cabeça e O Rei

Apesar das diferenças que acabamos de relacionar, há algo comum à Igreja e ao Reino, algo que é importante e precioso: em ambos o Senhor Jesus, segundo o propósito de Deus, tem o primeiro e supremo lugar. Por ser o eterno Filho de Deus, Ele é tanto o fundamento como o edificador da Igreja (Mt 16: 16-18), por ser o Homem glorificado é o cabeça da Igreja (Cl 1: 18). Eternamente Ele será o objeto da adoração dos redimidos, e no meio deles ocupará o mais elevado lugar da glória.
Contudo, por ser o Filho de Deus e o Filho de Davi Ele é igualmente o Messias e Rei de Israel. Na verdade, Ele foi rejeitado e por fim morto por Seu povo terrestre. Mas por Sua humilhação como Filho do Homem, Ele adquiriu para Si o direito ao domínio sobre todas as obras de Suas mãos, obras que Ele criara enquanto sendo o Filho Eterno (compare Salmos 2 e 8). E por Sua obra na cruz o Senhor Jesus conquistou tanto o direito ao domínio sobre o Seu Reino - na qualidade de Rei -, como também redimiu aqueles que, pela fé, O aceitam como seu Salvador pes- soal, passando então a pertencer à Igreja de Deus (Hb 10:12-14).

Vemos, portanto, que Deus quer que o Seu Filho amado, O qual Ele sempre contempla com agrado, tenha o lugar de primazia tanto no Reino de Deus nesta criação (o tempo presente e o Milênio)quanto em meio dos Seus redimidos (desde agora até a eternidade). O Seu divino propósito é a origem, e a morte de Cristo na cruz do Gólgota é o fundamento para tudo isso.

A Relação entre a Igreja e o Reino

Nas Suas parábolas sobre o Reino dos Céus em Mateus 13 o Senhor Jesus menciona pela primeira vez - mesmo que ainda numa forma um pouco encoberta - a "Igreja de Deus": "O reino dos céus é também semelhante a um que negocia e procura boas pérolas; e tendo achado uma pérola de grande valor, vendeu tudo o que possuía, e a comprou" (Mt 13:45-46).
O Reino de Deus é um conceito já conhecido no Antigo Testamento e traduz o domínio de Deus sobre toda a criação por meio do Seu Filho, o Homem Jesus Cristo glorificado. Mas o que ainda era futuro no Antigo Testamento, tornou-se realidade pela vinda do Senhor Jesus a este mundo (Mt 12:28; Lc 17:21). Com a aparição do Rei, também começou o Reino de Deus sobre a Terra. Hoje, todo o que professa ser de Cristo ou leva o nome de cristão, reconhecendo deste modo a autoridade de Cristo, faz parte do Reino de Deus (ou: Reino dos Céus).

A Igreja de Deus, por sua vez, era um "mistério" ainda não revelado no Antigo Testamento. Isso fica evidente na parábola da pérola de grande valor: a pérola, quanto à sua procedência, é uma preciosidade oculta. Daí creio podermos afirmar que a Igreja, da qual sem dúvida a pérola preciosa é uma figura, representa a parte mais preciosa do Reino de Deus. Da mesma maneira que o negociante vendeu tudo o que tinha pela pérola, também Cristo amou a Igreja e a Si mesmo se entregou por ela (Ef 5:25). Por isso todo o verdadeiro cristão é um membro do corpo de Cristo e ao mesmo tempo participante do Reino de Deus. Sob o primeiro aspecto, ele conhece a Cristo como o seu cabeça; sob o segundo, conhece a Cristo como o seu Senhor e Soberano (contudo não na qualidade de súdito do Rei, tal como será o caso de Israel no Reino Milenário). O fato de pertencermos ao Reino de Deus implica uma postura de sujeição à autoridade do reino, ao Senhor •Jesus, a quem devemos obediência incondicional. Já o fato de pertencermos à Igreja de Deus implica outro aspecto, um vínculo muito mais íntimo, caracterizado pelo amor. Porém nos planos de Deus ambas as propriedades têm o seu devido lugar. O privilégio mais sublime,que é o de pertencer à Igreja, em hipótese alguma descarta a autoridade do Senhor como o Soberano em Seu Reino. Pelo contrário, como perdoados em Cristo deveríamos agora estar bem mais aptos a entender os princípios do Reino de Deus e de gozar as bênçãos ligadas a isso, visto que está ao nosso alcance adquirir mais discernimento e também conhecer o aspecto celestial deste Reino. Isso porque nós somos os únicos que já agora estamos libertos "do império das trevas" e transportados "para o reino do Filho de seu amor", conforme o apóstolo Paulo escreve em aos Colossenses 1: 13. Por aí vemos quão maravilhoso é o caráter que este Reino tem para nós: Sua marca característica é o amor do Pai ao Seu Filho, que Se fez nosso redentor, mas que também Se tornou nosso único Senhor e Soberano!

Mas nem todos que estão no Reino de Deus são membros da  Igreja. Na condição de nossos dias, a abrangência do Reino de Deus compreende toda a cristandade professa. Mas quem somente se reveste de uma mera profissão, isto é, talvez "pertença" a uma igreja ou comunidade mas não nasceu de novo, esse não deixa de estar- quanto ao aspecto exterior - no Reino de Deus, que é a esfera onde vigora a autoridade do Senhor Jesus; mas não é salvo nem selado com o Espírito Santo, portanto não pertence à Igrejàdo Deus vivo.

O Reino de Deus Hoje

Embora as parábolas do Reino dos Céus em Mateus 13, em especial as primeiras, demonstrem que o Senhor já anteviu esta evolução negativa, seria um engano crer que isso correspondesse à Sua vontade. A atual situação do Reino é um dos resultados da rejeição ao Senhor. Mas os princípios divinos vigentes neste reino, os quais Ele proclamou enquanto viveu aqui na Terra, conservam, apesar de tudo, sua validadeem nossos dias, e no Reino Milenário chegarão a ter a sua vigência plena.
Assim sendo, é fácil entender por que o Senhor, após Sua ressurreição, fala aos seus discípulos das "cousas concernentes ao reino de Deus" (At 1:3), por que o evangelista Filipe prega "a respeito do reino de Deus e do nome de Jesus Cristo" (At 8:12), e por que o apóstolo Paulo também testemunha e anuncia este Reino (At 19:8; 20:25; 28:23,31). Eles não estavam fazendo menção ao aspecto gloriosoe futurodo Reino, como em At 1:6-7 e 14:22, mas à situação atual em que o Rei está ausente e continua rejeitado (confira com At 17:7), a época atual, em que o Reino compreende também a Igreja.

O livro de Atos relata que, quando a boa nova do Evangelho chegava a uma cidade, era geralmente anunciada primeiro aos judeus; e, como é sabido, os judeus vinham há muito tempo esperando por este Reino. Porém, a proclamação do Evangelho deveria conter agora, além dos sofrimentos que sobrevieram a Cristo e as glórias ainda futuras do Reino, também a exposição da verdade da Igreja, dos seus privilégios, da sua missão e da sua esperança. Paulo jamais teria cogitado descuidar ou até omitir o Reino por agora lhe terem sido dadas novas e mais amplas revelações acerca de Cristo e Sua Igreja.
E isso não somente ocorre no livro de Atos, mas também está evidente nas epístolas, as quais abordam tanto o aspecto presente como o futuro do Reino. Não obstante o Rei - rejeitado - não esteja visivelmente presente, requer-se o conhecimento dos Seus pensamentos e a sujeição à Sua vontade. A obediência incondicional é o que marca o Reino, e isso vale também em nosso dias (Mt7 :21).

Aos coríntios, que tanta ênfase davam aos dons espirituais que receberam, que mantinham contendas entre sie outros desvios que desonravam ao Senhor, o apóstolo teve de escrever que: "o Reino de Deus consiste, não em palavra, mas em poder" (1 Co 4:20). Desse poder, que capacita para a realização dos princípios do Reino de Deus mediante a obediência à Sua Palavra, pouco se notava na vida dos crentes em Corinto.

Em Roma havia contendas entre os crentes acerca do consumo de certos alimentos. É por isso que Paulo lhes recorda que o Reino de Deus não é comida nem bebida, mas justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo (Rm 14: 17). Os crentes podem, em contraste com o mundo que os cerca, desde já gozar de privilégios espiritaisque, segundo o propósito de Deus, serão a porção de todos os homens sobre a Terra nos dias do Milênio. Em Hebreus 7:2 o rei e sacerdote Melquisedeque é apresentado como o rei de justiça e de paz. Ele foi ao encontro de Abraão e o abençoou quando este voltava da guerra contra os quatro reis (Gn 14). Melquisedeque é uma figuradAquele que Se tomou "sumo sacerdote para sempre, segundo a ordem de Melquisedeque" (Hb 6:20). Na verdade o pleno cumprimento desta figura somente se dará no Reino Milenário,quando o Senhor Jesus reinar na Sua qualidade de verdadeiro Rei de justiça e de paz, aí todos os povos usufruirão Suas bênçãos. Mas a base para issofoilançada no Gólgota,quando Ele manifestou a justiça de Deus e fez a paz pelo sangue da Sua cruz (Hb 2: 17; Rm 3:21-26; Cl 1:20).

"Ajustiça e a paz se beijaram", é o que os filhosde Coré já cantavam no Salmo 85: 10 com vistas às bênçãos do Reino, quando Israel for finalmente libertado e restabelecido. Mas note que nós já estamos agora justificados pela fé e temos paz com Deus por nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 5: 1);em outras palavras: desde já gozamos, no sentido espiritual, uma parcela das bênçãos do futuro Reino Milenário. Não é um sentimento precioso saber que desde já podemos servir ao verdadeiro Rei de paz e de justiça, eque Elenão somente nos concede justiça e paz, mas também a legria no Espírito Santo? (Assim como Melquisedequenão somente trouxe pão a Abraão, mas também vinho). - (O vinho, na Palavra de Deus, geralmente-é figura da alegria aqui na Terra.)

Em sua epístola aos Colossenses, Paulo chama os seus cooperadores na obra do Senhor de "cooperadores no reino de Deus" (CI4:11), eofaznamesma disposição e com o mesmo direito com que em outra ocasião fala de Timóteo: "[Ele} trabalha na obra do Senhor como também eu" (1 Co 16:10).

O Cristão e o Reino Vindouro

Paulo menciona várias vezes o Reino vindouro no qual o Senhor Jesus, na condição de Filho do Homem glorificado,tomará posse de Sua herança após um justo juízo, para daí reinar por mil anos em justiça e paz. Os crentes, os que formam a Sua Igreja, são Seus co-herdeiros e também reinarão com Ele (Ef1: 10-11; Ap 20:5-6).

Todavia, o tempo em que havemos de reinar com Ele ainda não chegou. Os coríntiosjá tiveram de ser instruídos neste sentido, porque, completamente enganados a respeito de sua vocação, eles pensavam poder reinar desde já. Por esse motivo,  o apóstolo Paulo teve de escrever- -lhes (não dispensando uma certa ironia)expressando que realmente desejava que eles reinassem, em outras palavras, que já chegasse agora o tempo do Reino Milenário, mas adiciona: "para que também nós viéssemos a reinar convosco" (1 Co 4:8). É possível que no presente tempo da rejeição do Rei a porção dos seus seguidores seja sofrimentos e tribulações, que deles se requeira perseverança, mas de modo algum lhes toca agora a parte de reinar(At 14: 22; 2 Tm 2:12). Porém, este tempo logo findará, e então virá o tempo em que todos os seus, que hoje são convocados a perseverar, reinarão com ele (Ap 2:26-27).

A esses cristãos em Corinto, que em parte viviam bem irresponsavelmente, Deus manda evocar pelo apóstolo Paulo: "Ou não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem impuros, nem idólatras, nem adúlteros, nem efeminados, nem sodomitas, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem maldizentes, nem roubadores herdarão o reino de Deus" (1 Co 6:9-10). Também encontramos palavras semelhantes em Gálatas 5:21 e Efésios 5:5. Há também 1 Coríntios 15:50, onde é dito que a carne e o sangue não podem herdar o reino de Deus, nem a corrupção herda a incorrupção.

Aos tessalonicenses, em comparação, apesar de serem ainda novos na fé, puderam ser dirigidaspalavras de conforto. Eles foram lembrados ter sidoo próprio Deus quem os chamou para o Seu Reino e glória (1 Ts 2: 12), e que os sofrimentos que vinham padecendo da parte dos inimigos do Evangelho eram a prova de que foram considerados dignos do Reino de Deus (2 Ts 1:5).

A alegre esperança na qual vivia o próprio Paulo não contemplava apenas o arrebatamento, mas também a aparição do Senhor Jesus em glória para tomar posse de SeuReino (veja 2 Tm 4:1,8).  Quando chegar esse momento, nós também entraremos na posse de nossa herança com o Senhor Jesus (Ef 1:11,18). Trata-se da herança que cabe ao Senhor Jesus como o Filho do Homem glorificado, mas a qual nós, por graça, poderemos partilhar com Ele. Quando se fez homem, Ele Se humilhou a Si mesmo, sendo obediente até a morte, e morte de cruz. Pela Sua morte ele conquistou como homem o direito sobre a Sua criação, e ao mesmo tempo do domínio sobre ela (Fp 2:5-11; SI 8:4-6). Este poder Ele partilhará conosco, os seus santos. Virá o dia em que apareceremos como ele, glorificados,para tomar posse desse domínio (2 Ts 1:5- 10; Jo 17:22).

Conclusões Práticas

Igreja e Reino, portanto, segundo o decreto de Deus, são duas noções diversas. Observar cada uma delas, bem como saber discemir uma da outra, é de suma importância para a prática da vida cristã.

Temos um notável contraste que nos auxiliará nessa compreensão: Na parábola do joio no campo (Mt 13:24-30) o dono da casa, respondendo aos servos se deveriam ire arrancar o joio, diz: "Não! para que, ao separar o joio, não arranqueis também com ele o trigo. Deixai-os crescer juntos até à colheita, e, no tempo da colheita, direi aos ceifeiros: Ajuntai primeiro o joio, atai-o em feixes para ser queimado; mas o trigo, recolhei-o no meu celeiro". Temos as próprias palavras do Senhor, dizendo que nessa presente época de Sua ausência, o princípio que vale no Reino de Deus (= Reino dos Céus) prevê que o mal progredirá sem que os seus servos intervenham. Quando de Sua aparição, Ele mesmo executará juízo sobre os vivos de então (Mt 25:31-46), separando assim as ovelhas dos bodes, ou seja, o joio do trigo.

Já na Casa de Deus, na Igrejado Deus vivo,o princípio vigente é outro: "Tudo o qye ligardes na terra, terá sido ligado nos céus, e tudo o que desligardes na terra, terá sido desligado nos céus" e: "Expulsei, pois, de entre vós o malfeitor" (Mt 18: 18; 1 Co 5: 13). A vontade do Senhor para a Igreja é que, aplicando-se a disciplina espiritual, tudo ali corresponda à santidade de Deus.

Na cristandade, contudo, começou cedo, isto é, já nos primeiros séculos, uma total confusão e mescla dos princípios da Igreja e do Reino de Deus. Foi daí que a igreja se tornou um poder influente, associando-se cada vez mais com ao Estado. O caráter celeste, de forasteiro aqui na Terra, foiperdido. Aesperança pela vinda do Senhor caiu no esquecimento, e passou-se a ensinar, como aliás ainda se ensina, que o Reino Milenário já se iniciou ou então que nem terá lugar.

Dar ênfase demais ao Reino de Deus - e às suas bênçãos - implica para o cristão o perigo de perder a consciência de sua vocação celeste, de pensar enganosamente que ele possa ocupar-se de coisas terrenas, quando não mundanas. Por outro lado, também existe o perigo de esquecermos que, além do privilégiode pertencermos à Igreja de Deus, também foi-nos confiada a responsabilidade de pôr em prática a vontade de nosso Senhor quanto ao Seu Reino.

A esse respeito, W. Kelly escreveu no século passado as seguintes palavras, dignas de ser consideradas:

"A decadência da Igreja foi fomentada pelo fato de terem tomado uma pequena parcela da Verdade, contemplando-a como se fosse toda a verdade. O único caminho seguro para ficar guardado desse perigo é ... não ocupar-se da Igreja somente, mas de Cristo. Somente então identificaremos e compreenderemos a Igreja, o Reino de Deus e qualquer outro aspecto dos tratos de Deus sob a luz apropriada."

Por Arend Remmers

 

 

 

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