A ATITUDE DEFINITIVA DO CRENTE COM A CARNE

 Nós, cristãos, necessitamos ser relembrados sobre o julgamento de

Deus sobre a carne. O Senhor Jesus diz que «a carne não serve de nada»
(Jo. 6:63). Tanto faz se for o pecado da carne ou a bondade da carne, tudo é
vão. O que nasce da carne, seja o que seja, é carne e jamais pode ser
«descarnada». Tanto faz se for a carne no púlpito, a carne no auditório, a
carne nas orações, a carne na consagração, a carne na leitura da Bíblia, a
carne no canto de hinos ou a carne na prática do bem, Deus afirma que
nada disso serve. Por muito que os crentes possam trabalhar
ardentemente na carne, aos olhos de Deus tudo é inútil; porque a carne
nem beneficia à vida espiritual nem pode levar a cabo a justiça de Deus.
Vamos ressaltar umas quantas observações sobre a carne que o
Senhor faz por meio do apóstolo Paulo na carta aos Romanos.
1) «Porque a inclinação da carne é morte» (8:6). Segundo Deus há
morte espiritual na carne. A única saída é levar a carne à cruz. Apesar dela
ter capacidade para fazer o bem ou planejar e maquinar para conseguir a
aprovação dos homens, Deus pronunciou contra a carne simplesmente
uma sentença: a morte.
2) «A inclinação da carne é inimizade contra Deus» (8:7). A carne se
opõe a Deus. Não existe a mínima possibilidade de uma coexistência
pacífica. Isto não só ocorre com os pecados que surgem da carne mas
também com seus pensamentos e ações mais nobres. É óbvio que os
pecados contaminantes são contrários a Deus, mas tenhamos presente que
também se podem fazer boas ações independentemente de Deus.
3) «Não é sujeita à lei de Deus, nem em verdade o pode ser» (8:7).
Quanto melhor trabalha a carne mais se afasta de Deus. Quantas pessoas
«boas» estão dispostas a acreditar no Senhor Jesus? A justiça própria não é
justiça absolutamente; em realidade é injustiça. Ninguém pode jamais
obedecer todas as doutrinas da santa Bíblia. Uma pessoa pode ser tanto
boa quanto má, mas uma coisa é certa: não se submete à lei de Deus. Se for
má, infringe a lei; se for boa, estabelece outra justiça fora de Cristo e deste
modo passa por cima do propósito da lei («pela lei vem o conhecimento
do pecado» [3:20]).
4) «Os que estão na carne não podem agradar a Deus» (8:8). Este é o
veredicto final. Apesar de quão bom um homem possa ser, se o que faz
sai dele, não pode agradar a Deus. Deus só se compraz com seu Filho.
Além dEle e de sua obra, ninguém pode agradar a Deus. O que se faz com
a carne pode parecer perfeitamente bom, mas como vem do eu e se faz
com a força natural não pode satisfazer a Deus. O homem pode planejar
muitas formas de fazer o bem, de melhorar e de avançar, mas isso é carnal
e não pode agradá-Lo. Isto ocorre não só com os não regenerados; também
é o mesmo com os regenerados. Por muito louvável e efetivo que seja o
que o crente faça com suas próprias forças, não conseguirá a aprovação de
Deus. Agradar ou desagradar a Deus não depende do princípio do bom e
do mau. Pelo contrário, Deus procura a origem de todas as coisas. Uma
ação pode ser totalmente correta, mas entretanto Deus pergunta: «Qual é
sua origem?»
Por essas referências bíblicas podemos começar a compreender o
quanto são vãos e inúteis os esforços da carne. Um crente que veja
claramente a avaliação de Deus nesta questão dificilmente tropeçará.
Como seres humanos distinguimos entre boas obras e más obras. Deus vai
mais além e faz uma distinção apoiada na origem de cada obra. A melhor
das ações da carne desagrada a Deus tanto quanto a obra mais malvada,
porque as duas são da carne. Do mesmo modo que Deus aborrece a
injustiça, também aborrece a justiça própria. As boas ações que se fazem
de um modo natural, sem regeneração ou união com Cristo ou
dependência do Espírito Santo, não são menos carnais para Deus do que a
imoralidade, a impureza, a libertinagem, etc. Por muito formosas que
possam ser as atividades do homem, se não surgir de uma absoluta
confiança no Espírito Santo, são carnais e, por conseguinte, Deus as rejeita.
Deus odeia e rechaça tudo o que pertence à carne, sem ter em conta as
aparências externas, tanto se tratando de um pecador como de um santo.
Seu veredicto é: a carne deve morrer.
A EXPERIÊNCIA DO CRENTE
Mas como um crente pode ver o que Deus viu? Deus é inflexível
com a carne e todas as suas atividades, mas parece que o crente que só
rejeita seus aspectos maus e se mantém afetuosamente abraçado à própria
carne. Não a rechaça categoricamente em sua totalidade; em vez disso
continua fazendo muitas coisas na carne: toma uma atitude segura e
orgulhosa como se estivesse cheio da graça de Deus e capacitado para
atuar corretamente. Literalmente o crente se serve da carne. Por causa
deste auto-engano, o Espírito de Deus deve levá-lo pelo caminho mais
vergonhoso, para que conheça sua carne e alcance a perspectiva de Deus.
Deus permite que essa carne caia, se debilite, e inclusive peque, para
que possa compreender se há ou não algo de bom na carne. Isso costuma
ocorrer ao que pensa que está progredindo espiritualmente. O Senhor o
põe à prova para que se conheça si mesmo. Freqüentemente o Senhor
revela sua santidade de tal modo, que o crente não pode fazer mais que
considerar contaminada sua carne. Às vezes, o Senhor consente que
Satanás o ataque, para que, através do sofrimento, perceba sua condição. É
uma lição extremamente difícil e que não se aprende da noite para o dia.
Só depois de muitos anos, chega gradualmente a compreender o quão
pouco confiável é sua carne. Há impureza inclusive no melhor de seus
esforços. Em conseqüência, Deus o deixa experimentar Romanos 7 até que
esteja disposto a reconhecer, como Paulo: «Porque eu sei que em mim, isto
é, em minha carne, não habita bem algum» (v. 18). Como é difícil aprender
a dizer isto de modo genuíno! Se não fosse pelas inumeráveis experiências
de derrota penosa, o crente continuaria confiando em si mesmo e
considerando-se capaz. As centenas e milhares de derrotas o levam a
admitir que é impossível confiar na justiça própria e considerar-se a si
mesmo capaz. Esse tratamento enérgico, no entanto, não termina aqui. O
auto-exame deve continuar. Porque quando um cristão cessa de julgar-se
a si mesmo e falha em tratar a carne como extremamente inútil e
detestável, mas assume, em vez disso, uma atitude levemente vã e
aduladora para si mesmo, então Deus se vê obrigado a fazê-lo passar pelo
fogo, a fim de consumir a escória. Poucos são os que se humilham e
reconhecem sua imundície! A menos que alguém se dê conta deste estado,
Deus não vai retirar seus toques de atenção. Como o crente não pode
livrar-se da influência da carne nem um momento, nunca deveria deixar
de exercitar o coração a julgar a si mesmo; de outra maneira logo vai
recomeçar nas jactâncias da carne.        LER MAIS...
 

 

 

 

 

 

 

 

 

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