Vamos colocar toda a questão da organização eclesiástica denominacional (e não denominacional) de outra maneira. Vamos supor que pudéssemos transportar para os nossos dias Pedro, Paulo e João, além de alguns outros irmãos da igreja no princípio.
Suponhamos que nós os trouxéssemos direto de uma de suas reuniões, onde eles estariam congregados ao Nome do Senhor Jesus somente (Mt 18:20); onde eles teriam partido o pão em recordação do Senhor, como regularmente fariam a cada dia do Senhor (At 20:7); ignorando qualquer outra maneira de congregar, além de fazê-lo na liberdade do Espírito em dirigir quem quer que Ele quisesse para falar na assembleia na adoração e no ministério (1 Co 14:23-32), onde estivessem mantendo a disciplina bíblica (1 Co 5:9-13; 1 Tm 5:20; 2 Ts 3:6, 14-15 etc.), onde procurassem manter a verdade na prática do "um só corpo" quanto à recepção e disciplina (Ef 4:3-4), etc. Nós os tiraríamos dali e os traríamos para as ruas de uma das principais cidades da América do Norte, onde eles veriam a cristandade em total confusão, com suas inúmeras seitas e divisões, o mal e as doutrinas erradas permeando tudo, as construções luxuosas e ornamentadas, usadas para uma forma de adoração emprestada do judaísmo, os clérigos interferindo com a simplicidade da ordem de Deus para a adoração e o ministério, mulheres nos púlpitos, mulheres com a cabeça descoberta, corais uniformizados, orquestras, atletas famosos testificando de sua conversão, concertos de rock, homossexuais ocupando cargos na administração na igreja etc. Fazemos uma pausa aqui para perguntar: "A qual denominação você acha que eles iriam se filiar?". Não é preciso muito discernimento para concluir que a nenhuma delas.
Trazendo a pergunta para mais perto de você, imagine você caminhando com os apóstolos pelas ruas de uma dessas cidades, já conhecendo algo da verdade da ordem de Deus para o funcionamento da igreja conforme ensinam as Escrituras, e vendo a confusão que eles estariam vendo nessas várias organizações chamadas de "igrejas", a qual denominação você se filiaria?
 
"Deveríamos iniciar uma comunhão cristã em conformidade com estes princípios bíblicos?"
Após aprender alguns destes princípios relativos à igreja e à sua ordem conforme encontrada nas Escrituras, alguém poderia perguntar: "Já que não devemos nos juntar a uma denominação por causa da ordem inventada pelos homens, será que deveríamos iniciar uma comunhão seguindo a verdadeira ordem bíblica?". Nossa resposta é não, pois cremos que isto seria um ato de independência. Não queremos dizer que não devem ser formadas novas reuniões, mas que há um outro princípio que deveria ser levado em consideração antes que uma reunião assim pudesse receber a aprovação de Deus.
Os cristãos devem se reunir sobre o fundamento do "um só corpo" (Ef 4:4). Para fazer isso, um grupo de cristãos precisa se reunir para adoração e ministério em comunhão com outras assembleias de crentes congregados da mesma forma, com os quais possam expressar esta verdade na prática nas questões relacionadas à recepção, disciplina, cartas de recomendação etc. Um grupo de cristãos que procurasse congregar ao nome do Senhor de forma independente não poderia colocar em prática esta verdade sozinhos. 
Formar uma comunhão de cristãos sem ter isto em mente é, na prática, congregar em um terreno de independência.
 
O terreno do "um só Corpo"
Antes de falarmos sobre o que os cristãos com este exercício devem fazer, cremos ser necessário estabelecer a importância da verdade do "um só corpo". O propósito de Deus era que o Senhor Jesus reunisse "em um corpo os filhos de Deus que andavam dispersos", para que viesse a existir "um rebanho e um Pastor" (Jo 11:51-52; 10:16).
Apesar de estes versículos se referirem especificamente à unidade da família de Deus, eles mostram claramente que Deus desejava que o Seu povo fosse encontrado congregado em uma unidade visível na terra. Mateus 18:20 também indica isto. Ali diz:
"Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles". A voz passiva ("reunidos") indica que existe um poder que não partiu deles para estarem reunidos ao nome do Senhor Jesus Cristo. Trata-se do poder do Espírito Santo.
Ele é o "Reunidor" divino. Porém repare que o Espírito não apenas reúne crentes ao nome de nosso Senhor Jesus Cristo, mas também os reúne em unidade ao Seu nome.
Trata-se de uma unidade prática, e aprendemos de outras Passagens que esta unidade prática não acontece apenas na localidade onde esses crentes estão reunidos; ela também se aplica aos crentes nas outras assembleias que estão igualmente reunidos no mesmo terreno (1 Co 1:2; 4:17; 5:3-4; 10:16-17; 11:16; 14:33-34; 16:1). As decisões de "ligar ou desligar" (Mt 18:18) tomadas em uma assembleia devem ser reconhecidas e aceitas nas outras assembleias, para que a verdade do "um só corpo" seja expressada de forma prática na terra.
Se uma assembleia local tomar uma decisão de colocar alguém fora de sua comunhão, o corpo todo deve agir em comunhão com aquela assembleia local e reconhecer aquela ação. Todos devem se submeter ao julgamento feito naquela assembleia local, de  forma que a pessoa colocada fora de comunhão seja considerada como alguém efetivamente fora das outras reuniões também, e não apenas na assembleia da localidade onde ela resida. Vemos isto em 1 Coríntios 5:13, quando a assembleia local em Corinto deveria tirar de seu meio aquele malfeitor. Se você ler 2 Coríntios 2:6 verá que a " repreensão" foi "feita por muitos". Os "muitos" ali se referem ao "corpo como um todo", conforme mostra a nota de rodapé da Bíblia traduzida por J. N. Darby, citando 2 Coríntios 9:2 como um exemplo do uso e significado da expressão. Isto faz com que o ofensor sinta que a repreensão é feita por mais do que apenas a sua assembleia local, além de demonstrar que uma decisão de ligar ou desligar tomada em uma assembleia é, na realidade, tomada em nome do corpo como um todo. O que é feito em nome do Senhor em uma assembleia local deve, na prática, afetar a todos. Esta é uma das maneiras pelas quais a igreja deve "guardar a unidade do Espírito", expressando assim a verdade de que "há um só corpo" (Ef 4:3).
 
Cabe a cada crente hoje buscar a comunhão do testemunho existente da verdade do um só Corpo
Nas Escrituras, quando o Espírito de Deus começava uma obra em alguns com relação à verdade de onde congregar, Ele tinha o cuidado de uni-los a outros no mesmo terreno de modo que a "unidade do Espírito" fosse mantida para expressar a verdade do "um só corpo". Ao dirigir-se aos santos em tessalonicenses, o Apóstolo Paulo diz: "Porque vós, irmãos, haveis sido feitos imitadores das igrejas de Deus que na Judeia estão em Jesus Cristo" (1 Ts 2:14). Os tessalonicenses seguiram as assembleias da Judeia, estando ligados a elas em uma comunhão prática e até participando dos sofrimentos do evangelho. Isto não significava que as assembleias na Judeia fossem mais importantes ou mais espirituais que a dos tessalonicenses, simplesmente porque o Espírito havia começado Seu trabalho de reunir as almas ao nome do Senhor Jesus Cristo primeiramente na Judeia. À medida que outros iam sendo salvos, eram ligados em uma comunhão prática àquilo que o Espírito de Deus já havia começado.
Este princípio é mostrado em Atos 8:4-24. Muitos em Samaria haviam crido no Senhor Jesus por intermédio da pregação de Filipe, todavia o Espírito de Deus não os considerou como estando no terreno do "um só corpo" até que tivessem uma comunhão prática com aqueles que Ele já havia congregado ao Nome do Senhor Jesus em Jerusalém. Buscando manter a "unidade do Espírito", dois representantes foram de Jerusalém até lá e impuseram suas mãos sobre os de Samaria (uma expressão de comunhão prática – Gl 2:9), pelo que o Espírito de Deus identificou-Se com eles. C. H. Brown escreveu: "Deus não permitiu que os Samaritanos fossem oficialmente reconhecidos como pertencentes à igreja (assembleia) até que recebessem isso daqueles emissários vindos de Jerusalém".
Vemos aqui o grande cuidado tomado pelo Espírito de Deus em ligar esses crentes àqueles que estavam em Jerusalém, de modo que pudesse haver uma expressão prática do "um só corpo" na terra.
Quando o Apóstolo Paulo encontrou um grupo de crentes em Éfeso, os quais desconheciam a existência de outros que Deus já havia tocado, ele descobriu que o Espírito de Deus não os tinha reconhecido como estando sobre o divino terreno da assembleia (At 19:1-6). Eles não foram reconhecidos como estabelecidos sobre o terreno do "um só corpo" até que houvesse uma comunhão prática (a imposição de mãos) da parte daqueles que o Espírito já tinha congregado. Referindo-se a este grupo de crentes, C. H. Brown escreveu: "Eles necessitavam de algo. Necessitavam ser colocados na mesma unidade que já existia. Eles não podiam ser reconhecidos como ocupando um terreno diferente dos outros. Paulo não poderia dizer, 'Vocês não estão no mesmo terreno daqueles que estão em Antioquia ou Jerusalém, mas vocês trazem uma boa bagagem de verdade e por isso vou simplesmente seguir adiante com vocês'. Ah, não. Ele irá se certificar de que eles sejam trazidos para o mesmo terreno dos outros. Eles foram introduzidos na mesma coisa que havia sido formada antes mesmo de terem ouvido falar nela". Mais uma vez vemos o cuidado e sabedoria de Deus em manter "a unidade do Espírito" para que existisse uma expressão prática da verdade do "um só corpo".
É verdade que estes dois exemplos citados do livro de Atos são casos em que as pessoas ainda não tinham o Espírito e, portanto, não estavam realmente sobre terreno cristão. Mas como o irmão Brown demonstrou, os exemplos nos mostram um importante princípio sobre o qual Deus trabalha, no que diz respeito a manter a expressão prática da verdade do "um só corpo". Por meio destes exemplos, a mente que é ensinada pelo Espírito irá aprender os pensamentos de Deus a respeito destas questões coletivas relacionadas à assembleia.
Este princípio aparece na forma de figura em Esdras 7-10. Deus havia começado uma nova obra ao trazer o Seu povo de volta da Babilônia para o centro divinamente designado para aquela época, o qual era Jerusalém (1 Rs 11:32; 14:21). Cerca de 42.000 pessoas voltaram sob o comando de Zorobabel e Jesua (Ed 1-3). Todavia, uns 68 anos mais tarde outros foram igualmente tocados para voltarem a Jerusalém (Ed 7-8). Ao voltarem eles descobriram que Deus já vinha trabalhando do mesmo modo com outros, muito tempo antes de eles terem sido exercitados acerca dessas coisas. E quando chegaram a Jerusalém, não encontraram um grupo perfeito de judeus ali (Ed 9), mas mesmo assim eles sabiam que aquele era o único lugar certo para o povo escolhido de Deus adorar. Portanto, eles se identificaram com o testemunho que já existia em Jerusalém. Não passou pela cabeça deles estabelecer um testemunho independente separado daquele que já existia ali. Cremos que isto nos dê uma resposta quanto a se as pessoas deveriam ou não iniciar um testemunho cristão. Já que o objetivo de Deus é congregar os santos na terra em unidade para o Nome de nosso Senhor Jesus Cristo no terreno do "um só corpo", não cremos que o Espírito de Deus iria dirigir pessoas a saírem por aí praticando estas verdades em um terreno da independência. Sabemos que alguns estão fazendo isso, mas não cremos que tenha a aprovação do Senhor, pois agir assim tão somente aumenta a divisão visível que não deveria existir no testemunho cristão.
Precisamos entender que o Espírito de Deus já começou uma obra no testemunho cristão no início dos anos 1800, reunindo crentes ao Nome do Senhor Jesus fora das denominações. Ele continua até hoje trabalhando com cristãos com o mesmo objetivo.
Cremos que Ele quer e pode guiar aqueles aos quais Ele tem mostrado a verdade para que entrem em comunhão com o que Ele já começou. Cremos que o Espírito de Deus não ficaria satisfeito até que completasse a Sua obra, não apenas no sentido de mostrar aos crentes o modo bíblico de congregar, mas também de levá-los a uma associação prática com aqueles que Ele já congregou, de modo que possam todos estar no terreno do "um só corpo".
Se existir um grupo de cristãos passando por estes exercícios em uma região onde não exista uma reunião de cristãos no terreno do "um só corpo", eles não devem adotar o terreno da independência, formando uma assembleia independente. É preciso que entrem em contato com aqueles que já estão congregados no terreno do "um só corpo" para que a mesa do Senhor possa ser estendida àquela localidade. Ao agirem assim, a "unidade do Espírito" é mantida. A partir dos princípios bíblicos apresentados acima, cremos que seja esta a maneira de novas reuniões serem estabelecidas. Quando a mesa do Senhor é estendida a uma nova localidade, isto deve ser feito em comunhão com as outras assembleias que já se encontram no terreno do "um só corpo".
 
Outra seita?
Talvez alguém venha a dizer: "Se fizermos tudo o que você diz, e começarmos a nos reunir com aqueles que congregam sobre as bases bíblicas, será que não estaríamos apenas nos filiando a outra divisão ou seita da igreja?". A resposta simples para esta pergunta é que a obediência à Palavra de Deus nunca é uma dissidência. É isto que os cristãos deveriam estar fazendo há muito tempo. Se os cristãos se reunirem em obediência à Palavra de Deus, em conformidade com a verdade do "um só corpo", eles jamais poderão ser considerados uma seita, mesmo que existissem apenas dois ou três se colocando nesse terreno. Se eles estiverem congregados pelo Espírito em torno do Senhor Jesus não estarão no terreno do sectarismo: eles estarão no divino centro, pois Cristo é o centro divino para o Seu povo (Gn 49:10; Sl 50:5; Mt 18:20; 1 Co 5:4).
 
"Vocês acham que são os únicos que estão certos!"
Às vezes encontramos pessoas que perguntam: "Você viria conosco à nossa igreja?" É difícil recusar um convite assim, sabendo que essas pessoas têm boas intenções, principalmente quando elas não entendem a força de nossa convicção. Quando respondemos: "Não, pois não cremos que seria da vontade de Deus", elas costumam se ofender. Às vezes somos acusados de intolerância e exclusivismo. Elas dizem: "Como é que vocês acham natural irmos às suas reuniões, mas quando convidamos vocês a virem às nossas vocês se recusam? Vocês acham que são os únicos que estão certos! Vocês não amam os outros membros do corpo de Cristo!".
De nossa parte, cremos que não poderia ser da vontade de Deus que abandonássemos os fundamentos bíblicos em troca de uma ordem sem base bíblica e inventada pelo homem. Portanto, o que nos impede de aceitar convites para seus cultos não é a falta de amor pelas almas que estão nessas denominações, mas sim o temor do pecado.
Ficamos imaginando se essas pessoas já consideraram o que intolerância realmente significa. William Kelly escreveu que intolerância é "apegar -se, sem pensar e sem uma garantia divina sólida, à sua própria doutrina ou prática, opondo-se a todas as outras".
Portanto a questão é: "Será intolerância evitar associar -se às igrejas denominacionais para seguir com aqueles que desejam reunir para adoração e ministério em conformidade com a Palavra de Deus?". Se essas denominações estiverem marcadas pela confusão e pelo abandono da Palavra de Deus, como já descrevemos neste livro, como alguém poderia esperar que fôssemos tão inconsistentes com nossas convicções ao ponto de nos juntarmos a eles nessas assim chamadas "igrejas" das quais nos separamos? "Porque, se torno a edificar aquilo que destruí, constituo-me a mim mesmo transgressor" (Gl 2:18).
William Kelly também declarou: "Certamente é intolerante, ou algo pior, alguém que insista ou espere que eu me junte a ele contra minha clara convicção, pois para fazer isso eu precisaria pecar contra Deus. Pecado é alguém fazer sua própria vontade ou a vontade de outro, contrária à vontade de Deus. Se você me pedisse para eu me afastar daquilo que eu sei ser a vontade de Deus, evidentemente eu estaria pecando se concordasse". Isto nos faz lembrar o velho profeta de Betel (1 Rs 13). Ele tentou fazer com que o profeta de Judá, que havia sido enviado pelo Senhor para clamar contra a adoração sem fundamento bíblico que havia sido estabelecida em Betel, tivesse comunhão consigo no próprio lugar contra o qual o profeta havia clamado! O velho profeta fez isso para aliviar sua própria consciência, pois então ele poderia dizer que outros profetas estavam ali com ele. Depois que o profeta de Judá concordou em atendê-lo, um leão o encontrou no caminho e o matou. Que isto seja um alerta para nós.
Como já dissemos, é comum existir animosidade, da parte daqueles que rejeitam a ordem de Deus, contra quem deseja obedecer a Palavra de Deus. A escolha de permanecer em um sistema de adoração da cristandade criado pelo homem é uma coisa, mas certamente não podemos considerar errado alguém que deseje estar com cristãos que queiram praticar a ordem de Deus. Afinal, são pessoas que estão simplesmente fazendo o que está na Palavra de Deus!
Se algum cristão deseja permanecer em uma ordem ou sistema eclesiástico criado pelo homem, e se ele tenta usar a Palavra de Deus para dar suporte a essa ordem, ele terá de inserir seus próprios pensamentos entre as claras afirmações das Escrituras. Por exemplo, ele precisará inferir que o tabernáculo do Antigo Testamento é realmente o padrão para a adoração cristã; que a cobertura da cabeça para as mulheres servia apenas para a igreja local de Corinto; que as mulheres pregavam nas reuniões da igreja; que eram feitas imposição das mãos sobre aqueles que eram ordenados etc.
Por outro lado, aqueles que simplesmente aceitam o que está nas Escrituras como Deus escreveu, desfrutarão da tranquila confiança de estar fazendo a vontade de Deus. Isto porque existe uma paz que resulta de se fazer a vontade de Deus, paz esta que é conhecida apenas por aqueles que andam em conformidade com a Palavra. É um privilégio voltar ao cristianismo simples da Bíblia, sem todas as franjas acrescentadas pelo moderno cristianismo!
 
Um apelo
Como o leitor tem observado, apresentamos uma ordem para os cristãos congregarem para a adoração e o ministério, a qual é diferente da tradicionalmente aceita nas assim chamadas "igrejas". O que mais precisaria ser dito a respeito das diferenças? Procuramos demonstrar, a partir da Palavra de Deus, que a ordem existente nas igrejas denominacionais em geral simplesmente não é bíblica. Mostramos que existe um padrão simples na Palavra de Deus para os cristãos se reunirem para este objetivo. É necessário fé e obediência para praticar estas verdades bíblicas. Se nos consideramos cristãos e reivindicamos que a Bíblia é o guia do cristão, então por que não seguir a Bíblia quando o assunto é o modo como os cristãos devem congregar para a adoração e o ministério? 
Havendo completado nosso exame e exposição da falta de fundamento bíblico da ordem tradicionalmente seguida nas igrejas, e tendo apresentado a ordem de Deus para os cristãos congregarem para a adoração e o ministério, nossa oração e esperança são que o leitor não entenda mal nosso propósito com este livro. Não quisemos criticar as várias igrejas denominacionais existentes na profissão cristã apenas por criticar, mas buscamos fielmente – e cremos também em amor – apontar o erro de todo o sistema. Desde o princípio nosso desejo tem sido tornar conhecida a verdade, a fim de que o povo de Deus possa conhecer o verdadeiro cristianismo bíblico, se este for o desejo no coração daqueles que leem estas páginas.
Esperamos que, na maneira como abordamos os vários assuntos aqui, possa ser percebido um genuíno sentimento de amor e preocupação para com toda a família de Deus. Também entendemos que, independente do quanto de palavras de graça que
possamos incluir na apresentação destas verdades, para alguns leitores elas nunca serão suficientes. Eles continuarão a rejeitar isso por acharem que abordar este assunto é inapropriado e injusto. É triste ter de dizer isto, mas parece que a verdadeira razão é que a vontade própria é o que está no controle deles, e simplesmente não desejam mudar. De nada adiantaria tentarmos agradar essas pessoas usando um tom mais ameno. Elas simplesmente não querem qualquer coisa que possa tocar suas consciências. Com pessoas assim nada podemos fazer além de entregá-las aos cuidados do Senhor.
Apelamos agora ao leitor para que dê atenção à verdade aqui compilada. Nossa oração é que cada cristão que ler o material contido neste livro seja honesto, espiritual e maduro o suficiente para enxergar e reconhecer a verdade conforme ela foi apresentada. Que Deus possa nos dar graça para fazermos a Sua vontade.
 
APRESENTAÇÃO
Há alguns anos li o livro "God's Order", escrito por Bruce Anstey, um irmão canadense com o qual tenho comunhão por estarmos congregados somente ao nome do Senhor Jesus, ele no Canadá e eu no Brasil. O que chamou minha atenção foi que o autor
conseguia colocar em ordem os principais tópicos que todo cristão sincero deveria buscar nas Escrituras para saber se está congregado segundo a ordem estabelecida por Deus, ou se apenas segue tradições criadas por homens.
O livro em inglês está agora na quarta edição, e recebi do autor autorização para traduzilo para o português. A fim de assumir um compromisso comigo mesmo de dedicar algum tempo à tradução, decidi criar este blog. Um blog público é uma excelente forma de eu me lembrar de que há pessoas esperando por novos trechos do livro, e isso me motiva a continuar traduzindo.
Espero que o livro "A Ordem de Deus" seja de auxílio para muitos irmãos e irmãs emCristo, e também se transforme em um instrumento a mais para glorificar a Deus, que não apenas "quer que todos os homens se salvem", mas também que "venham ao
conhecimento da verdade" 1 Tm 2:4.
Mario Persona
 
EXTRAÍDO DO LIVRO: A ORDEM DE DEUS - PARA OS CRISTÃOS CONGREGAREM PARA ADORAÇÃO E MINISTÉRIO
 
Autor: BRUCE ANSTEY
 
Tradução: MARIO PERSONA – 2011
 
Revisão: MARIA CRISTINA MARUCCI
 
A Resposta Bíblica à Ordem Eclesiástica Tradicional
 
Traduzido do original inglês: GOD’S ORDER FOR CHRISTIANS MEETING TOGETHER
 
FOR WORSHIP AND MINSTRY
 
Edição em inglês publicada por: CHRISTIAN TRUTH PUBLISHING 12048 – 59th Ave.
 
Surrey, BC V3X 3L3 CANADA
 
Primeira Edição (Inglês) - Junho 1993
 
Segunda Edição (Inglês) - Abril 1998
 
Terceira Edição (Inglês) - Março 1999
 
Quarta Edição (Inglês) - Julho 2010
 
Os versículos citados são da Bíblia Versão Almeida Corrigida Fiel ou Almeida Revista e Atualizada.
 
Literaturas em formato digital:
 
www.acervodigitalcristao.com.br
 
Literaturas em formato Impresso:
 
www.verdadesvivas.com.br
 
Evangelho em 03 Minutos:
 
www.3minutos.net
 
O que respondi:
 
www.respondi.com.br
 
Devo contribuir?
Ao receber o Senhor Jesus Cristo como seu Salvador, uma das primeiras coisas que você irá aprender é que Deus é amor. Como resultado disto, você logo perceberá que o amor precisa de uma forma prática para se expressar. Você aprenderá que há uma relação entre amar e dar. Deus é um Deus que nos dá muitas coisas. Amar e dar estão intimamente ligados nas Escrituras. “O Filho de Deus, o qual me amou, e se entregou a si mesmo por mim” (Gl 2:20), e “Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito” (Jo 3:16). Continuar Lendo...
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