INTRODUÇÃO AOS
NUMERAIS BÍBLICOS
 
 
 
“Toda Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça”
2 Timóteo. 3.16
 
Deus usa muitos números na Bíblia; para aqueles que amam a Sua palavra esses números são cheios de significado. O propósito de Deus não é dar ao homem histórias maravilhosas para contar, mas é abençoar aos Seus filhos. Não seria uma perda espiritual se os filhos de Deus não percebessem os significados escondidos nesses números da Bíblia? Parar as pessoas comuns, esses significados podem parecer arbitrários; mas para os que são de Deus, nada e acidental; porque a mão de Deus está, sem dúvida, por trás de cada um deles. Já que Deus se agrada de usar números, nos não devemos ser tão cegos a ponto de não descobrir os seus significados. O livro de Apocalipse usa mais números do que os outros livros da Bíblia. A fim de podermos dividir a palavra de Deus de maneira correta, é imperativo que primeiro entendamos os significados desses números nas Escrituras. A Bíblia emprega os números de 1 a 7 como as raízes básicas de todos os outros números bíblicos. Todos os outros números derivam o seu significado e explicação desses sete números básicos. “7” é um número perfeito; e isso e sabido e reconhecido por muitos. “8” não é um número independente. O “7” forma um ciclo e o “8” é o começo de outro ciclo. Todos os números maiores que 7 são formulados a partir desses sete números básicos através da adição ou multiplicação. Por exemplo: o número “10” vem do número 5 multiplicado por dois; o numeral “12” vem da multiplicação dos números 3 e 4; o número “40” e a multiplicação de 5,2 e 4. Vejamos agora um pouco desses numerais. Na Bíblia podem ser encontrados muitos outros numerais, todos esses cheios de significado. Entretanto, olharemos agora para alguns numerais, e vejamos os maravilhosos significados implicados. Como nos já sabemos, os números básicos de 1 a 7 formam um ciclo na Bíblia; e a sua ordem é muito significativa. Todos os outros numerais da Bíblia vem da soma ou multiplicação desses sete numerais, e conseqüentemente esses sete números servem de radicais para todos os outros numerais. Cada um desses números tem o seu próprio significado, e também uma aplicação boa ou má. Por exemplo, se o número 1 se refere a Deus, é visto como bom; mas se tem referencia ao homem, é percebido como mal. Os numerais 1, 2 e 3 expressam a satisfação de Deus- o Pai, O Filho e o Espírito Santo. Deus deve preceder todos os números; Ele deve ter a preeminência em todas as coisas; de outra forma, nos veríamos o caos. 4 é o símbolo das criaturas. De acordo com as Escrituras, 4 é dividido em 3 e 1. 4 é o primeiro número depois de 3. se 3 representa Deus, 4 significa aquilo que vem de Deus- os criados. Isso reflete o relacionamento entre a criatura e o Criador. A criatura vem do Criador. E tão triste que as pessoas não percebem nem sabem isso. Alem do Criador e da criatura, não há nada mais no universo. Assim, 3 mais 4 formam um número perfeito. 5, 6 e 7 usam o 4 como a raiz básica. 1,2 e 3 são os primeiros três números do numeral 7; eles representam a grandeza do Criador. O 4 fica na metade do numeral 7; representa os criados. 5, 6 e 7 são os últimos três números do numeral 7, e por isso representam as condições dos que foram criados. 5 e 4 mais 1; 6 e 4 mais 2; e 7 e 4 mais 3. 3 é o número de Deus, e 4 é o numero do homem. O relacionamento entre o número de Deus e o número do homem resume-se no 7, e então 7 é um número perfeito. 5 é 4 mais 1; isso mostra como os criados (4) são contraditórias ao Criador (1). Entretanto, é 4 mais 1, e assim o numero 5 fala de como a criatura permanece diante do Criador. Reflete um senso de responsabilidade. Embora o Criador seja gracioso, isso não torna o mundo livre de responsabilidade. Qualquer numeral que seja multiplicado ao numero 5 sempre carrega um significado de responsabilidade, como por exemplo, o 10, o 40, etc. 6 é 4 mais 2; esse número mostra quão inadequado e cheio de contenda (2) é a criatura (4). Também indica como a criatura (4) recebe ajuda e livramento (2). 6, pois, mostra a verdadeira condição do mundo caído. 7 é 4 mais 3; esse número indica a aceitação dos criados (4) pelo Criador (3). 7 e um número perfeito. Se nos estudarmos os números na Bíblia e o que eles representam, não deixaremos de louvar a Deus por Sua sabedoria, e de nos maravilharmos nos seu ensinamento e instrução! Conhecendo o conceito geral desses números, o nosso estudo do livro de Apocalipse recebera um novo significado.
 
 
O Número “1”
 
O “1” é o número de Deus: “Ouve, o Israel: o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Deut. 6.4); “há um só Deus” (1 Tim. 2.5). 1 representa independência, que não admite mais ninguém; expressa o poder de Deus. O 1 implica em uma suficiência que não precisa de mais ninguém; mostra a abundância de Deus. 1 é o começo de todos os números; demonstra a grandeza de Deus. Pois Ele e a fonte de todas as coisas. Ele e único. Ele e o Cabeça de todas as coisas. Nós receberemos muita ajuda se olharmos para a maneira como o “1” e usado na Bíblia. A Páscoa marca o início dos meses; é o primeiro mês do ano (Ex. 12.2). Isso aponta para a redenção de Deus. A obra redentora do Calvário encabeça todas as coisas. Aquilo que Deus criou no primeiro dia foi a luz; isso e o poder de Deus. O primeiro livro da Bíblia e Gênesis, o qual revela a glória e o poder de Deus. Todos os primogênitos dos filhos dos Israelitas pertencem ao Senhor, pois eles são santos ao Senhor (Ex. 22.29). As primícias do solo devem ser trazidas a casa de Deus, pois Ele deve ser servido primeiro (Ex. 23.19). infelizmente, muitos dos filhos de Deus não percebem que Ele é o Um e que por isso eles devem honrá-LO como o Primeiro. Nós devemos deixá-lo ter a preeminência em todas as coisas (Col. 1.18). 1 também fala de harmonia ou unidade: “O sonho de Faraó é apenas um” (Gen. 41.25). 1 também significa paz: “para que eles sejam um, assim como nos somos” (João 17.11). Isso mostra um relacionamento. Além disso, podemos dizer que já que o 1 é o fundamento de todos os numerais, é o número de Deus. Tudo começa no 1; Deus é o começo de todas as coisas. 1 é a unidade fundamental, a soma de todos os números; é por isso Deus tem guardadas nEle todas as coisas. Nenhum numeral precede o 1, é por isso ele representa o Deus absoluto nos céus. Embora esse numeral seja primeiramente para Deus, quando é aplicado ao homem traz um sentido de maldade. Ele pode estar falando da sua independência, desobediência e rebelião.
 
 
O Número “2”
 
Deus é três em um e um em três. Na Trindade, o santo Filho é a Segunda pessoa. Por isso, “2” é o número do Senhor Jesus. Ele é chamado de “o Segundo homem” (1 Cor. 15.47). Ele tem duas naturezas – a divina e a humana. Suas obras têm dois estágios sofrimentos e glória. Quando lemos o livro de Levítico, descobrimos que uma pessoa que comete um pecado deve trazer duas rolas ou dois pombinhos para Deus como oferta pelo pecado: um é para ser oferecido como oferta pelo pecado e o outro como oferta queimada. (Lev. 5.7). Uma oferta pelo pecado é oferecida pelo pecado; uma oferta queimada é oferecida pela pessoa. Deus perdoa o pecado e aceita a pessoa. Isso também e de dupla face. Tudo isso representa a salvação do Senhor Jesus. O número 2 e também o número da salvação. A segunda pessoa na divindade - o Senhor Jesus - é o Salvador do mundo. O 2 também fala de adição, ajuda e irmandade: “Melhor e serem dois do que um, porque tem melhor paga do seu trabalho. Porque se caírem, um levanta o companheiro; ai, porém, do que estiver só; pois, caindo, não haverá quem o levante. Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará? Se alguém quiser prevalecer contra um, os dois lhe resistirão; o cordão de três dobras não se rebenta com facilidade.” (Ec. 4.9-12). “2” também é um número de testemunho. O testemunho de dois diferentes indivíduos é verdade. Por favor, Deuteronômio 17.6, 19.15, Mateus 18.16, 2 Coríntios 13.1, e 1 Timóteo 5.19. O testemunho de Deus para os homens é visto no Velho e no Novo Testamento. Os nomes dos discípulos são dados de dois em dois. (Mateus 10.2-4). Os discípulos foram enviados de dois em dois para levar o testemunho. As tábuas do testemunho eram duas em número. Durante a Grande Tribulação, haverá duas dramáticas testemunhas (Apoc. 11.3). A segunda pessoa da divindade é a Palavra de Deus e a Fiel Testemunha (Apoc. 19.13; 1.5). O 2 tem outro significado: fala de divisão, diferença e contraste. Por exemplo, durante o segundo dia da criação, Deus dividiu as águas das águas. Os animais entraram na arca em pares. (Gen. 6.19,20). Uma mulher que desse a luz um menino ficaria impura por duas semanas, dobrando os dias se fosse uma menina. (Lev. 12.5). O 2 tem ainda outro significado: é o número da produção. O 2 é o primeiro número que aparece depois de ser adicionado 1 ao número 1; no, entanto, não é um número perfeito. Mais números podem ser adicionados a ele para aperfeiçoá-lo. O Santo Pai e o Santo Filho não são completo sem que haja o Espírito santo na Trindade. O Marido e a esposa são unidos em um, mas aos olhos de Deus a família não e completa enquanto não for adicionada uma criança.
 
 
O Número “3”
 
O 3 é o número da plenitude pessoal. É o número da Divindade, do Deus triuno. É formado de 1+1+1. Mas se os 1 são multiplicados (1x1x1) o resultado ainda e 1. Por isso Deus e 1 em 3 e 3 em 1. Na geometria duas linhas não formam um cubo. Por isso o 2 é um número incompleto enquanto que 3 e o primeiro número completo. Portanto, representa a Deus. Um homem completo é formado de espírito, alma e corpo. Uma família completa é formada de pai, mãe e criança. Uma fé completa é composta de conhecimento, obras e experiência. O 3 também é um número de ressurreição. O Senhor Jesus ressurgiu no terceiro dia. A terra surgiu das águas no terceiro dia. Uma pessoa é nascida de novo através da pregação do evangelho que vem não apenas por palavras, mas também pelo poder do Santo Espírito (I Ts 1.5). Jonas foi deixado no ventre do peixe por três dias. A restauração da nação de Israel também está conectada com o número 3 ( Jos 6:1.2). Esse número 3 é freqüentemente relacionado a Deus; assim ocorre também quando as pessoas são batizadas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo (Mt 28.19). A bênção do apostolo Paulo também e baseada na fórmula triuna de 3 em 1 (II Co 13.14). O Senhor Jesus foi tentado três vezes; e Ele orou três vezes no Getsêmani. Pedro negou o Senhor três vezes; ele ouviu a pergunta do Senhor “Tu me amas?”três vezes; e três vezes lhe foi dito “ Apascenta minhas ovelhinhas” (Jo. 21:15-17). “Ha três que testemunham” a respeito do Filho (I Jo. 5:8). Ao louvar a Deus, os serafins clamaram uns para os outros: “Santo, santo, santo” (Is 6:3). As quatro criaturas viventes também são vistas dizendo “Santo, santo, santo” (Ap. 4.8). a maior peça de mobília do tabernáculo é o altar, que é capaz de conter todo o resto da mobília do tabernáculo. O altar representa a cruz, que satisfaz a justiça de Deus. Ela tem três de cúbitos de altura, o que significa que a justiça da cruz alcança o padrão de Deus. Quando Deus julgou o pecado dos homens em Cristo, os céus e a terra ficaram em trevas por três horas. De acordo com Hebreus 9:23-28, o Senhor Jesus aparece três vezes: na primeira vez, Ele apareceu para tirar o pecado (v.26); na segunda vez Ele aparece diante da face de Deus para interceder por nós (v.24); e, na terceira vez, ele aparecerá para aqueles que esperam por Ele, para a redenção dos seus corpos (v.28).
 
 
O Número “4”
 
O “4” é o número do mundo. Deus divide os domínios do mundo em quatro reinos: Babilônia, Medo-Persia, Grécia e Roma. Os materiais representando o poder mundial na imagem de Nabucodonosor são ouro, prata, bronze e ferro (Daniel 2). Os reinos do mundo, aos olhos de Deus, são como quatro bestas (Daniel 7). 4 pode ser visto como o número do mundo também nessas relações deste número com o mundo. O mundo tem quatro estações: primavera, verão, outono e inverno. Tem quatro cantos: leste, oeste, norte e sul (Números 2). Tem quatro elementos básicos: terra, ar, água e fogo. Tem quatro ventos (Ver 7:1). O rio que fluía do paraíso terrestre – o jardim do Éden – era partido, e se tornava em quatro rios (Gen. 2:10-14). As criaturas viventes que representam o mundo criado são quatro em número (Ap. 4:6). Em Ezequiel, nos é dito que os querubins, que são o mesmo que as criaturas viventes, tem quatro faces: de leão, de boi, de homem e de águia; e tem também quatro asas (cap. 1). A humanidade na terra e descrita de quatro formas: povos, multidões, nações e línguas (Rev. 17:15). As condições do coração do homem, de acordo com a parábola do semeador contada pelo Senhor Jesus, são de quatro tipos (Mat 13:3-9; 18-23). As tribulações que vem como um julgamento sobre o mundo são também quatro em número: guerra, fome, peste e terremotos (Mat 24:6,7; conferir Lucas 21). O testemunho do Senhor Jesus é levado pelos quatro evangelhos, que revelam quatro aspectos de Cristo. No auge do pecado dos homens, os quatro soldados dividiram entre si as veste do Senhor Jesus (João 19:23). O altar levantado para os homens tem “quatro cantos”, com quatro pontas (Ex 27:1,2). O quarto dos dez mandamentos é o primeiro dos restantes, que tocam nas coisas do mundo (Êxodo). A quarta cláusula na chamada Oração do Senhor e também aquela que começa a tratar com assuntos pertencentes a essa terra (Mat 6:9-13). As coisas que Deus criou no quarto dia deveriam governar sobre os dias e noites da terra. O quarto livro da Bíblia, Números, relata a experiência no deserto, que e um tipo do mundo. 4 vem de 3+1; e 3 é o fundamento do 4. Uma vez que 3 representa Deus, então o 4 representa os criados que dependem do Criador. 4 e o primeiro numero que permite divisão simples, sendo que o 2 é o número que o divide. Isso é, portanto, um símbolo de fraqueza. Os criados realmente não têm do que se gabar.
 
 
O Número “5”
 
O “5” tem muitos significados, todos estreitamente relacionados. 5 É um número incompleto, e é o número da responsabilidade do homem diante de Deus. Devido ao fato de não ser completo, ele sugere responsabilidade. 5 é 4+1. 4 representa o homem criado, enquanto 1 representa o Deus independente. Sendo assim, 5 é o homem perante Deus. Conseqüentemente, por um lado, representa a graça de Deus para com o homem; por outro lado, representa a responsabilidade do homem diante de Deus. Abaixo de ter recebido a graça de Deus, o homem é naturalmente considerado responsável para Deus. A não-plenitude do numeral 5 pode ser vista facilmente. Os cinco dedos das mãos e os cinco dedos dos pés do homem são apenas metade do numero total de dedos das mãos e dos pés. No quinto dia Deus criou as criaturas viventes do mar, mas não havia ainda vida na terra. Na abertura do quinto selo, quão ansioso estão os mártires das eras pelo fato de não terem ainda recebido suas coroas (Ap. 6:7-11). A ira da quinta taça é derramada no trono da besta, mas o poder da besta ainda aguarda sua completa destruição (Ap. 16:10-11). Das virgens, cinco são sóbrias e cinco são tolas (Mat. 25:2); significando que na vinda do Senhor Jesus Cristo nem todos os estão prontos. 5 também fala da responsabilidade do homem através da graça. A consagração de Arão e seus filhos (Levítico 8) e a limpeza da lepra (Levítico 14) são cheias de significado. Sangue é aplicado na ponta da orelha direita, no polegar da mão direita, e no dedão do pé direito. Orelha, polegar e dedão são totalmente relacionados ao número 5. A orelha é um dos cinco órgãos; o polegar é um dos cinco dedos da mão, e o dedão é um dos cinco dedos do pé. Esses três representam a pessoa em sua totalidade – como ela deve usar sua orelha para ouvir a palavra de Deus, sua mão para fazer a obra de Deus, e seu pé para trilhar o caminho de Deus. Ele primeiro recebe graça através da aplicação do sangue precioso. Então, tendo sido purificado pelo precioso sangue, todo o seu ser é responsável perante Deus para caminhar de forma digna da graça do seu chamado. 4 é um número fraco; sem que lhe seja adicionado o 1 para que se torne 5, não é capaz de tomar qualquer responsabilidade. Tome a ilustração da mão: embora os quatro dedos sejam um tanto vigorosos, se não existir o polegar, a mão não pode assumir responsabilidade. O Senhor Jesus usa cinco pães para alimentar cinco mil famintos (Mat 14:17); isso expressa a graça do Senhor. Davi escolhe cinco pedrinhas para abater Golias (I Sam. 17:40); isso expressa a responsabilidade do homem. O quinto livro da Bíblia, Deuteronômio, relata como as pessoas são responsáveis depois que Deus dá graça. O quinto reino do mundo será o reino do Senhor Jesus Cristo (Daniel 2:35,44; Rev. 11:15). Todos os que desejam entrar no Seu reino e reinar com Cristo tem uma tremenda responsabilidade! Mateus 5-7 diz quais são as condições. Deuteronômio, o quinto livro da Bíblia, fala também de como as pessoas devem se comportar depois de haverem entrado na terra prometida, que é um tipo do reino do nosso Senhor Jesus. Pentecostes e o qüinquagésimo dia depois da Páscoa. Tipifica a vinda do Espírito Santo e a formação da Igreja com os Judeus e os Gentios (ver Levítico 23:15-21, onde os dois pães representam a Igreja composta de Judeus e de Gentios). As pessoas recebem o Espírito Santo pela graça; mas qualquer um que mentir ao Espírito Santo recebera severo julgamento, e isso e responsabilidade. O livro de Levítico usa cinco ofertas para representar o único e eterno sacrifício do Senhor Jesus, para o qual os homens são tornados responsáveis. As cortinas do tabernáculo são 5 em número, acopladas umas nas outras, e os pilares do painel são 5 em numero. 5 é o número freqüentemente usado no tabernáculo.
 
 
O Número “6”
 
O “6” é o número do diabo. É também o número do homem, uma vez que o homem pecou ao ouvir a palavra do diabo; e, dessa forma, ele se uniu ao diabo. Antes do amanhecer, as trevas parecem ficar mais profundas; da mesma forma, o numero 6, antes do número completo “7”, é também o pior. 6 é um número que pode ser dividido; é, portanto, um número fraco. O homem, assim como o diabo, é sempre fraco. Aquele número é menor que o número 7; conseqüentemente, o homem e o diabo jamais podem vencer a Deus. Possam as pessoas sempre perceber que o seu número é 6. O homem foi criado no sexto dia (Gen. 1). Os homens deveriam trabalhar seis dias por semana (Ex. 23:12). Um hebreu serve como escravo por apenas seis anos (Deuteronômio 15:12). A terra de Canaã deve ser cultivada sucessivamente por seis anos (Lev. 25:3). A história humana tem cerca de seis mil anos. Moisés esperou na montanha por seis dias antes que Deus aparecesse a ele (Ex. 24:15-18). Para subir ao trono, Salomão subia seis degraus (I Reis 10:19). As horas do dia podem ser divididas por seis. Atalia usurpou o trono por seis anos (II Reis 11:3). Em Gênesis 4:16-24, nós lemos que os descendentes de Caim são registrados até a sexta geração. A sexta carta a Igreja menciona a hora do julgamento sobre toda a terra (Rev. 3:10). O sexto selo revela a ira do Cordeiro sobre a humanidade (6:12). A sexta trombeta prediz a matança de um terço da população mundial (9:13). A sexta taça prepara o caminho para os reis do mundo – sob instigação de espíritos imundos – para a guerra contra Cristo (16:12). O nome humano do Verbo feito carne é Jesus, que no grego original e composto de seis letras. Seis vezes Jesus foi atacado por um homem possesso por demônio; como o homem natural está sempre pronto para atacar nosso santíssimo Senhor! Quando o homem, debaixo da mão de satanás, se opõe a Deus, seu número freqüentemente está conectado ao 6. Golias é o primeiro exemplo mencionado: sua altura era de seis cúbitos e um palmo, e a ponta de sua lança pesava seiscentos ciclos de ferro (I Sam. 17:4,7). A imagem de ouro de Nabucodonosor é o segundo exemplo: sua altura era de sessenta cúbitos, e sua amplitude de seis cúbitos (Dan. 3:1-3). O futuro anticristo é o terceiro exemplo: seu número será 666 (Rev. 13:18). Um pensamento confortante deve ser mencionado aqui: não importa o que o homem ou o diabo façam, seu número é apenas 6, enquanto que o número de Deus é 7; conseqüentemente, nem homens nem diabos podem se comparar a Deus.
 
 
O Número “7”
 
O “7” é o número da perfeição. É formado pela adição 3+4. 4 representa o homem e 3 representa Deus. E, assim, tipifica a união de Deus com o homem. É, portanto, um número perfeito. (Note, porém, que 7 é também um número de perfeição temporária;“12” é o número da perfeição permanente.) Esse número freqüentemente faz alusão a proximidade de Deus e o homem, a união da criatura ao Criador. Há numerosos exemplos do 7 como um símbolo de perfeição. O primeiro sete aparece no Sábado de Deus, um santo dia no qual Deus descansou (Gen. 2:1-3)-um descanso perfeito. Enoque é o sétimo depois de Adão (Judas 14)-um homem perfeito. Depois de Noé haver entrado na arca, Deus deu sete dias de graça (Gen. 7:4)-uma espera perfeita. Jacó serviu Labão por Raquel durante sete anos (Gen.29:20)-um serviço perfeito. O Egito teve sete anos de abundância e sete anos de fome (Gen. 41)-perfeita graça e punição. O candelabro de ouro no lugar santo tinha sete braços (Ex. 25:37)-uma associação perfeita. Arão e seus filhos deveriam usar as vestes santas por sete dias (29:29,35)-perfeita santidade. Se alguém pecasse, o sacerdote deveria mergulhar seu dedo no sangue e aspergir o sangue sete vezes na presença do Senhor diante do véu do santuário por aquela pessoa (Lev. 4:6)-uma purificação perfeita. Arão e seus filhos deveriam habitar no tabernáculo por sete dias (8:35)-uma habitação perfeita. O sangue do Dia da Expiação deveria ser aspergido sete vezes diante do propiciatório (Lev. 16:14)-uma redenção perfeita. Durante a festa dos pães asmos, uma oferta preparada pelo fogo deveria ser oferecida por sete dias (Lev. 23:8)-uma consagração perfeita. A Festa dos Tabernáculos era mantida por sete dias (Lev. 23:42)- glória perfeita. No sétimo ano a terra não deveria ser semeada (Lev 25:4)-um descanso perfeito. Na luta contra Jericó, antes da queda da cidade, sete sacerdotes sopravam sete trombetas enquanto o povo de Israel marchava ao redor da cidade por sete dias (Josué 6)- perfeita obediência e perfeita vitória. Salomão construiu o templo em sete anos e manteve a festa da dedicação por sete dias (I Reis 6:38; 8:65,66)-uma obra perfeita e um louvor perfeito. Naamã banhou-se no Rio Jordão sete vezes (II Reis 5:14)-confiança perfeita. Jó teve sete filhos (Jo 1:2)-uma benção perfeita. Os amigos de Jó sentaram-se no chão e se lamentaram silenciosamente por Jó durante sete dias e sete noites (Jo 2:13)-tristeza perfeita. Depois, eles ofereceram sete bezerros e sete carneiros como oferta queimada (Jo 42:8)-um arrependimento perfeito. O Senhor Jesus falou sete palavras na cruz- expressões da graça perfeita. Sete diáconos serviam as mesas (Atos 6:3)-perfeito labor. O Velho Testamento usa as sete festas dos filhos de Israel para tipificar a maneira temporário como Deus tratará com o mundo. O Novo Testamento usa sete parábolas para revelar as condições dos mistérios do reino dos céus (Mateus 13). O livro de Apocalipse registra sete cartas para predizer as condições da igreja em vários períodos (Rev. 2 e 3). Todos esses , entretanto, são passageiros, e podem em breve desaparecer. No livro de Apocalipse nos podemos perceber muitos setes. Um irmãos observou que o Apocalipse é o livro dos “setes”: tem sete visões, sete palavras de louvor ao Senhor Deus e ao cordeiro, sete espíritos diante do trono de Deus, sete candeeiros de ouro, sete lâmpadas de fogo, o Cordeiro tem sete chifres e sete olhos, sete anjos sopram sete trombetas, sete trovões, sete cabeças da besta, sete taças das sete pragas de Deus, e sete montanhas representando sete reis. Todos esses “setes” juntos, são usados no livro 56 vezes. Uma vez que esse livro da o desfecho de como Deus ira tratar os homens na era final, esse número sete significa perfeição dispensacional, que é uma perfeição temporária.
 
 
O Número “8”
 
O “8” é o número da ressurreição. O Senhor Jesus ressuscitou dos mortos no primeiro dia da semana, que é o oitavo dia. Noé é a oitava pessoa preservada por Deus (II Pe. 2:5) e ele tem uma família de oito pessoas (I Pe. 3:20). Eles saíram da arca (a inundação representando a morte) e se multiplicaram e encheram a nova terra. Deus ordenou a Abraão que circuncidasse todas as crianças do sexo masculino no seu oitavo dia de vida (Gen. 17:11- 14). O significado da circuncisão é “a retirada do corpo da carne” (Col. 2:11). Isso concorda com “nós somos feitura [de Deus], criados em Cristo Jesus” (Ef. 2:10). Davi era o oitavo filho de Jesse (I Sam. 16:10,11), e ele estabeleceu o novo Israel. A leproso era limpo no oitavo dia (Lev. 14:10,23) e, assim, ele era considerado uma nova pessoa. O feixe das primícias era agitado diante do senhor no oitavo dia- ou seja, “na manhã depois do sábado” (Lev. 23:11). Cinqüenta dias depois era a Festa de Pentecostes (v.16), que significa a vinda do Espírito Santo e o começo da nova era. A Festa dos Tabernáculos durava sete dias, e no oitavo dia, havia uma santa convocação (v.36); assim como a festa tipifica o reino milenar, a santa convocação fala do novo descanso depois do reino milenar. Os sacerdotes eram também consagrados por sete dias, e no oitavo dia eles começavam seu novo oficio (Lev. 9:1). No oitavo ano, os filhos de Israel semeavam a terra novamente (Lev. 25:22). O Salmo 8 fala do reino do Senhor (cf, Heb. 2:5-9). A Transfiguração do nosso Senhor Jesus aconteceu no oitavo dia (Lucas 9:28), evento esse que prediz o Seu poder e Sua aparição (II Pe. 1:16-18). O nome “Jesus” em grego e composto de seis letras, todas elas carregando vários valores numéricos respectivamente. Se adicionarmos esses valores uns aos outros, o número total do nome grego para “Jesus”é 888. Os discípulos se reuniram para partir o pão no primeiro dia da semana, que e o oitavo dia (Atos 20:7); esse e um novo dia para reunir se. No oitavo dia, também, os discípulos davam suas ofertas (I Cor. 16:1,2), ação essa que não estava de acordo com o estatuto da Velha Aliança. As oito cabeças da besta terão a sétima cabeça ressuscitada (Rev. 17:11). O espírito imundo volta com outros sete espíritos mais malignos do que ele mesmo; então, oito deles entram de novo no coração daquele que não recebeu ao Senhor Jesus (Mat. 12:43,45). Três dos dez chifres da quarta besta mencionada por Daniel são destruídos, mas outro chifre, pequeninho, sobe como o oitavo chifre, que fala com palavras de blasfêmias (ver Daniel 7).
 
 
O Número “10”
 
O “10” é o número da perfeição do mundo; é também a multiplicação dos números básicos “5” e “2”; e, portanto, representa a total responsabilidade do homem diante de Deus. Uma pessoa normal tem dez dedos nos pés e dez dedos nas mãos para trabalhar e para caminhar. Por causa da rebelião humana, Deus puniu os egípcios com dez pragas. No auge do poder das nações haverá dez reinos, que são sugeridos pelos dez dedos dos pés e pelos dez chifres (Dan. 2 e 7:7; Rev. 17:12). Ha dez mandamentos dados a Israel como a sua responsabilidade diante de Deus. Efraim representa as dez tribos da nação de Israel e era, por isso, diretamente responsável diante de Deus; Efraim não era incluído em Judá. Apos a Sua ressurreição, Cristo apareceu dez vezes. Quão grande era a responsabilidade daqueles que conheciam a Sua ressurreição! A igreja em Esmirna terá tribulação de dez dias (Rev. 2:10). Os discípulos oraram por dez dias antes de serem batizados no Espírito Santo (Atos 1). As condições finais dos cristãos são representadas na parábola das dez virgens (Mat. 25:1,2); dentre as quais cinco são sabias e cinco são tolas, mas todas elas tem responsabilidade na chegada do noivo. A mulher com dez peças de prata (Luc. 15:8-10) mostra que o mundo inteiro (no momento da fala isso pode ter representado apenas os filhos de Israel) pertence a Deus. Os dez servos receberam dez cinco talentos com que deveriam negociar ate que o Senhor voltasse (Luc. 19:13). Eles não deviam ser negligentes com aquilo que haviam recebido. O primeiro servo recebeu dez talentos, então ele foi recompensado com dez cidades. Deus requeriu dos filhos de Israel que dessem uma décima parte; isso prova a grandeza do Senhor, uma vez que tudo fora dado a eles por Ele. Dez é um número usado extensivamente no tabernáculo, e no templo de Salomão, e no templo mencionado em Ezequiel; pois todos estão neste mundo (Ex. 26:27; I Reis 6; Ez. 40).
 
 
O Número “12”
 
O “12” é o número de permanência. Como o número “7” representa perfeição temporária ou dispensacional, o 12 fala de perfeição permanente. 7 é feito do número básico “4” (homem) adicionado ao numero básico “3” (Deus)-a união da criatura e do Criador. 12 e 4 multiplicado por 3; e, assim, é o criado sendo unido ao Criador. 7 representa a aproximação do homem e Deus, enquanto que o 12 fala de como Deus dá graça ao homem para que o criado possa ser unido ao Criador. O número anterior significa o contato da criatura com o Criador; é perfeito, mas é apenas temporário; mas o último número mostra a união do criado com o Criador, de forma que não é apenas perfeito, mas também permanente. Entendamos que tanto o 7 quanto o 12 vem dos dois numerais 4 e 3; só que o “7” é a adição desses numerais, enquanto que o “12” é a multiplicação deles. Adicionar é aproximar, multiplicar é unir em um só. Sendo assim, o significado da multiplicação é muito mais profundo do que o da adição. Aqui nos vemos a importância de estarmos unidos a Deus. Outros exemplos do uso bíblico do número 12 podem ser vistos a seguir. Um ano tem doze meses. A nação de Israel era composta de doze tribos. Montadas na placa peitoral do sumo sacerdote havia doze pedras preciosas (Ex. 28:21). Na mesa de ouro dos pães da proposição eram colocados doze pães (Lev. 24:5,6). Elim tinha doze fontes de água (Ex. 15:27). Foram enviados doze homens para espiar a terra (Num. 13). José pôs doze pedras no rio Jordão (Josué 4:9). Elias usou doze pedras para construir um altar (I Reis 18:31,32). O Senhor Jesus foi a Jerusalém aos doze anos de idade (Luc. 2:42). Ele escolheu doze apóstolos e lhes prometeu o direito de se assentarem em doze tronos, para julgarem as doze tribos de Israel (Mat. 19:28). Ele curou a mulher que tinha um fluxo de sangue havia doze anos (Luc. 8:43,44). Ele levantou da morte a filha de Jairo, que tinha doze anos de idade (Luc. 8:42,54,55). Depois de cinco mil pessoas terem se alimentado, as sobras dos cinco pães e dois peixes encheram doze cestos (Mat. 14:20). Se o Senhor quisesse, ele pediria ao Pai, e teria doze legiões de anjos para resgatá-lo (Mat. 26:53). Na leitura do livro de Apocalipse, nos descobrimos que o número 12 é mais freqüentemente usado nesse livro do que em qualquer outro. Haverá doze estrelas formando a coroa na cabeça da mulher (Rev. 12:1). A Nova Jerusalém terá doze portões feitos de doze perolas (21:21). Nesses portões haverá doze anjos (v.12), e os nomes escritos sobre os portões serão os nomes das doze tribos de Israel (v.12). O muro da cidade terá doze fundações, com os nomes dos doze apóstolos (v.14). A árvore da vida dará origem a doze diferentes frutos (22:2). A luz de tudo isso, nós precisamos perceber que no reino eterno do novo céu e da nova terra, todos os números serão doze, nenhum será sete. Na primeira metade do livro de Apocalipse, o 7 é freqüentemente usado, pois fala das condições desta era temporária. Mas, para o reino eterno, 12 será o número usado. Assim, isso prova, alem de qualquer dúvida, que o 7 representa a perfeição temporária, enquanto que o 12 representa a perfeição permanente.